Aumentar a Selic é mais uma decisão lamentável

Quinta, 22 Janeiro 2015 16:17

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar em 0,5% a taxa básica de juros (Selic) é mais uma decisão lamentável do governo neste início de ano.

Como se não bastassem as medidas que retiram direitos do trabalhador anunciadas no final do ano e o pacote de ajustes fiscais divulgado no dia 19/01,  o aumento anunciado ontem (21) , que eleva a Selic para 12,5% ao ano, é também um prenúncio de desemprego e desaceleração do desenvolvimento do País.

Com o argumento de diminuir o consumo para controlar a inflação, o governo dá mais um tiro no pé e contradiz o discurso utilizado de “ajustar as contas públicas com o menor sacrifício possível”. Menor sacrifício de quem? Só se for dos banqueiros, dos rentistas e dos detentores de grandes capitais, que têm interesse, sempre, em aumentar cada vez mais seus lucros.

Com o aumento da Selic, mais uma vez o governo empurra a conta para a classe trabalhadora. Com os juros altos o consumo cai, a produção diminui e o desemprego aumenta; a desigualdade social cresce, o desenvolvimento cessa e o País retrocede.

Conter a inflação não pode significar aumentar o desemprego.  Essa fórmula foi usada durante décadas em nosso País e sempre resultou em arrocho e recessão.

Mas o Brasil mudou, lutamos por sua transformação e fomos vitoriosos. É inaceitável que o governo comece a colocar em prática a agenda da direita, derrotada nas eleições. Vamos continuar a pressão para impedir a implantação de políticas recessivas e não vamos permitir que as conquistas dos últimos 12 anos sejam colocadas em risco.

Nós trabalhadores e trabalhadoras não aceitamos retrocesso. Continuaremos mobilizados para garantir empregos, manter e ampliar direitos e para que o País continue na linha do crescimento com desenvolvimento e distribuição de renda.

 

São Paulo, 22 de janeiro de 2015.

 

DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL DA CUT

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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