A Direção do Sindipetro tomou conhecimento da decisão liminarmente proferida pelo Desembargador Norberto Frerichs cassando a decisão por meio da qual a Juíza Titular da Vara do Trabalho de Santo Amaro havia determinado à Petrobrás a implementação da tabela de turnos acordada com os trabalhadores da RLAM.

A referida decisão foi proferida nos autos do Mandado de Segurança nº 0001800-68.2021.5.05.0000, impetrado pela Petrobrás após ter sido rejeitada pela Juíza Titular da Vara do Trabalho de Santo Amaro o pedido de reconsideração apresentado e, dessa forma, reafirmado o entendimento de que o acordo negociado entre empresa e sindicato quanto à tabela de turnos deveria ser cumprido, conforme compromisso firmado perante o Tribunal Superior do Trabalho.

Ao apreciar o Mandado de Segurança o Desembargador Norberto Frerichs seguiu o entendimento adotado pelo Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho, nos autos da reclamação nº 1001361-78.2021.5.00.0000 proposta pela Petrobras com o intuito de ver suspensa a decisão favorável aos trabalhadores da Refinaria de Duque de Caxias (RJ) em questão também relacionada à tabela de turnos. Reconheceu-se, assim, que o compromisso firmado perante a mais Alta Corte Trabalhista era de negociar coletivamente as novas tabelas de turno e que a empresa poderia contrapor-se à proposta sindical, pelo que concluiu que a liminar deferida em favor dos empregados lotados na RLAM “…afronta o poder diretivo do empregador ao impedi-lo de estabelecer as diretrizes de organização da prestação de serviços mesmo sem que tenha havido a celebração de acordo quanto às tabelas de turnos…”.

Sindipetro vai recorrer

O Sindicato recorrerá, pois entende que a decisão proferida pela Juíza Titular da Vara do Trabalho de Santo Amaro reflete o verdadeiro espírito da negociação realizada pelo Sindipetro Bahia com a empresa Petrobrás para implementação da nova tabela de turnos na Refinaria Landulpho Alves, não podendo se falar em afronta ao poder diretivo do empregador quando este, inegavelmente, concordou com a tabela proposta pelo Sindicato após escolha dos trabalhadores.

Em verdade, o que está em jogo é a ardilosa tentativa patronal de se valer da negociação que deveria versar exclusivamente sobre a tabela de turnos futura para obter dos trabalhadores a quitação quanto aos direitos decorrentes das tabelas anteriormente aplicadas, o que se mostra inaceitável e ilegal, como foi corajosamente destacado na decisão proferida pela Juíza Titular da Vara do Trabalho de Santo Amaro e que agora foi cassada com amparo em uma decisão do Ministro Ives Gandra Martins Filho, que possui um vasto histórico de decisões contra os petroleiros.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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A prorrogação da jornada de trabalho, que deveria se dar unicamente em situações extraordinárias, como o próprio nome diz, tem se tornado cada vez mais frequente na Petrobrás, onde a gerência costuma exigir dos empregados constantes dobras de turno e, consequentemente, a permanência em ambientes de trabalho sabidamente periculoso e insalubres quando deveriam estar em seus lares, ao lado de seus familiares e amigos, gozando do merecido descanso.

Contudo, é importante que todos os trabalhadores saibam que somente em situações excepcionais o empregador pode exigir a prorrogação da jornada de trabalho.

O advogado Cleriston Bulhões, do Escritório Lacerda, Mattei e Bulhões Advogados Associados, que presta assessoria jurídica ao Sindipetro Bahia, esclarece que “tanto a CLT como a Lei 5.811/72 (Lei do Petroleiro) somente exige a permanência do trabalhador em situações excepcionais, como em casos de força maior ou em acontecimentos inevitáveis, não se podendo admitir a habitual convocação dos trabalhadores para a dobra de turnos quando esta visa suprir, unicamente, a deficiência do número de empregados na unidade”.

Nessa linha, não havendo situação excepcional a exigir a prorrogação da jornada de trabalho, nos termos do art. 61 da CLT ou da Lei 5.811/72, pode o empregado se recusar a trabalhar além de sua jornada normal, inclusive se negando a dobrar o turno e, assim, gozar o descanso que lhe é garantido tanto pela Lei como pela Constituição Federal.

Danos à saúde

O Sindipetro Bahia relembra que o repouso é medida de saúde, higiene e segurança do trabalho e a extrapolação da jornada de trabalho, principalmente nas unidades industriais, expõe os trabalhadores não apenas ao cansaço físico decorrente da privação do necessário tempo de descanso, o que aumenta o risco de acidentes de trabalho, mas à prorrogação do período exposto aos agentes nocivos à sua saúde presentes no ambiente de trabalho, podendo causar adoecimento físico e mental, que infelizmente tem se tornado cada vez mais frequente dentre os empregados da Petrobras.

Dessa forma, é hora dos trabalhadores da Petrobrás darem um basta a essa prática da empresa de exigir dobras de turnos como forma de compensar o reduzido quadro de empregados das unidades, resultado da política de desmonte imposta após o golpe de 2016. Enquanto os trabalhadores aceitarem trocar sua saúde pelo pagamento de horas extras, a empresa não buscará adequar o seu efetivo de modo a atender às necessidades da unidade.

Desmonte

Nos últimos anos a Petrobrás tem implementado um verdadeiro e, até mesmo, criminoso desmonte em suas unidades, que teve início com as sucessivas edições de Programas de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDVS), que fizeram com que dezenas de milhares de empregados se desligassem da empresa, passando pelos anúncios de desinvestimentos em algumas regiões e, mais recentemente, na privatização de unidades.

Envoltos por essa nefasta política, os trabalhadores que persistem na empresa vêm acompanhando não apenas a precarização de suas estruturas e condições de trabalho, mas suportando, diariamente, os danos causados, principalmente, pela drástica redução do quadro de empregados, o que tem sobrecarregado física e psicologicamente os trabalhadores.

Portanto, o Sindipetro Bahia orienta os trabalhadores e trabalhadoras a colocar sua saúde física e mental em primeiro lugar, se recusando a fazer as constantes dobras de turno. No lugar de abrir concursos públicos para ocupar as vagas deixadas pelo desmonte e privatização das unidades, a gestão da Petrobrás opta por sobrecarregar aqueles que permanecem na empresa. Diga não à exploração.

[Do Escritório Lacerda, Mattei e Bulhões Advogados Associados, com edição – imprensa Sindipetro Bahia]

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O Sindipetro-NF convocou, por meio de edital publicado na última sexta, 1º, os petroleiros e as petroleiras que atuam em turnos ininterruptos, nas bases de terra, para assembleia nesta quarta, 6, para avaliar pautas relativas ao turno de 12 horas.

Ontem, duas setoriais foram realizadas para dialogar com a categoria sobre impactos das mudanças pretendidas pela Petrobrás. A primeira reuniu trabalhadores e trabalhadoras da SCR, da Fiscalização remota da GDSO da SSUB e da CSD. A segunda reuniu a parcela da categoria que atua em demais setores de turno.

Nesta quarta, a assembleia acontece por meio de votação online das 8h às 18h. Estarão em pauta os pontos sobre a implantação do turno de 12h ou manutenção do turno de 8h; escolha entre tabelas de escala para aplicação nas gerências envolvidas; aprovação da última minuta apresentada pela empresa, que unifica todas as gerências no mesmo acordo; e aprovação de estado de greve para lutar por uma tabela diferente das negociadas com a Petrobrás.

Para participar da assembleia é obrigatório fazer a inscrição pelo link https://sites.google.com/sindipetronf.org.br/assembleiabasesdeterra/in%C3%ADcio

Os trabalhadores filiados ao Sindipetro-NF devem votar na página, que será divulgada nas mídias da entidade.

Já os trabalhadores não filiados podem votar após preencherem dados individuais da página, além do preenchimento dos dados, deverá ser fornecida a seguinte documentação: documento de identificação e CPF; crachá Petrobrás (frente e verso), contracheque, ou FRE, para comprovação de que é empregado; e ficha de qualificação totalmente preenchida (nome completo, matrícula, CPF, e-mail, telefone, cargo, função e lotação).

Veja aqui a minuta que será votada na assembleia

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A juíza Carla Fernandes da Cunha, da Vara do Trabalho de Santo Amaro, acolheu o pleito do Sindipetro Bahia da obrigatoriedade da Petrobrás de implantar tabela de turno escolhida pelos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) em assembleias e intermediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A magistrada ordenou que a Petrobrás implemente em até 25 dias a tabela escolhida pelos trabalhadores, ou seja, a tabela de turnos de 12h (tabela C), “sem prejuízo de, enquanto não decorrido este prazo, manter em vigor a tabela de turnos implantada a partir de 1°/02/2020, exatamente como foi ajustado entre as partes perante o c. Tribunal Superior do Trabalho, nos autos do Dissídio Coletivo de Greve nº 1000087-16.2020.5.00.0000.

No processo, a assessoria jurídica do Sindipetro sustentou que “diante da inegável anuência das partes à tabela de turno escolhida pelos empregados, injustificada se mostra a imposição feita pela Petrobras de que o acordo somente será firmado com a inclusão de cláusula que extrapola o negociado, restando violado, assim, não apenas o compromisso firmado pelas partes perante o C. Tribunal Superior do Trabalho de negociar e implementar a NOVA TABELA de turnos, mas o próprio princípio da boa-fé que deve imperar em todas as relações negociais.”

Após análise minuciosa do processo, a juíza concluiu que “os documentos de ID d51a6ac e ID 4d81133 indicam claramente a intenção da Ré de alterar tabela de turnos, e de descumprir a partir de 1º /10/2021 o que foi pactuado perante o Tribunal Superior do Trabalho, porque até hoje não há acordo coletivo entre as partes tratando da nova tabela de turnos, restando evidenciada a urgência em se adotar medidas judiciais que impeçam a violação de direitos ou a continuidade desta violação”.

E a juíza foi além ao afirmar que “constato haver forte probabilidade nas demais razões apresentadas pelo Sindicato-Autor, que em resumo apertado indicam que a Petrobrás já aceitou a proposta de tabela de turnos apresentada pelo Demandante, mas se recusa a firmar com este acordo para adoção das tabelas apenas em razão de exigir dos Substituídos – indiretamente – renúncia pela via do reconhecimento da legalidade de todo o sistema de tabelas vigentes até antes de 1°/02/2020”.

Com efeito, continua a juíza, “a imposição de renúncia prévia a direitos como condição de pactuação coletiva, além de vedada na hipótese vertente – porque o ajuste feito perante o Tribunal Superior do Trabalho não continha qualquer ressalva ou condicionante – representa violação à boa-fé contratual”.

Clique aqui para ler a decisão da justiça

[Da mprensa do Sindipetro Bahia]

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O Sindipetro/MG informa a todos os trabalhadores e trabalhadoras de turno lotados na Regap que hoje, 01/10/2021, foi aceito o pedido de tutela de urgência solicitado pela assessoria jurídica do Sindicato sobre a implantação unilateral da tabela “3×2” de 8 horas, conforme processo nº 0011003-27.2021.5.03.002.

Confira a sentença:

SentençaTabela

A decisão liminar da 2ª Vara do Trabalho de Betim (MG) definiu pela suspensão da aplicação da tabela “3×2” e pela manutenção da tabela de 12 horas implementada durante a pandemia.  A Gerência da Regap já contatou o Sindicato, informando sobre o cumprimento imediato da decisão liminar. Portanto, as reuniões setorizadas agendadas pelo Sindicato para debater a implantação da tabela 3×2 serão suspensas.

“Essa é uma grande vitória e é fruto da capacidade de mobilização da nossa categoria, que reprovou a intransigência da empresa por diversas vezes e não cedeu a sua chantagem baixa. Seguiremos na luta para que a tabela escolhida pela categoria seja implementada, sem qualquer chantagem e respeitando o acordo do TST”, afirma Anselmo Braga, diretor do Sindipetro/MG.

Leia também: 

SINDIPETRO/MG CONVOCA ASSEMBLEIAS PARA VOTAR MINUTA DE ACORDO DA NOVA TABELA DE TURNO

PETROLEIROS DA REGAP RECUSAM TABELA DE TURNO APRESENTADA PELA EMPRESA

TABELA DE TURNO: REGAP SE NEGA A NEGOCIAR APÓS REJEIÇÃO DA PROPOSTA

SINDIPETRO/MG AJUIZA AÇÃO PARA IMPLEMENTAR A TABELA DE TURNOS ELEITA PELA CATEGORIA

MESMO REJEITADA PELA CATEGORIA, REGAP IMPLEMENTA TABELA 3×2

[Da imprensa do Sindipetro MG| Foto: Camila Moraes]

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Segundo o Sindipetro PR/SC, cerca de quinze empregados da Unidade do Xisto, no Paraná, foram impedidos de trabalhar na manhã desta sexta (01), no retorno ao regime anterior à pandemia 

 [Da imprensa do Sindipetro PR e SC]

Os empregados da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, foram surpreendidos com a restrição do acesso à unidade na manhã desta sexta-feira (01). Os gestores resolveram retomar a jornada de trabalho de turno de oito horas, alterada unilateralmente pela empresa para doze horas no início da pandemia do coronavírus, sob a alegação de medida de segurança sanitária. 

Com o retorno ao regime normal, os trabalhadores entendem que devem seguir a escala prevista na tabela de turno acordada em 2016, na ação de dissídio coletivo de greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Porém, o setor de recursos humanos apresentou uma escala diferente e causou confusão. 

Os crachás de vários empregados que normalmente teriam que trabalhar nesta data registraram bloqueio nas catracas da portaria da SIX. O Sindipetro Paraná e Santa Catarina espera que a empresa resolva o problema o mais breve possível e retome a escala normal do regime de turno ininterrupto de revezamento.

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O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, informou nesta tarde que a gestão da Petrobrás, após a pressão da categoria, estendeu o prazo de vigência das escalas atuais de trabalho para que os sindicatos possam consultar os petroleiros e petroleiras sobre o tema em assembleias.

“Graças a mobilização virtual da categoria petroleira do NF, com os e-mails que foram enviados para relações sindicais, e a força demonstrada pela categoria nas setoriais chamadas pelo Sindipetro-NF, hoje o nós entramos em contato com RH e conseguimos mais uma semana para fazermos as assembleias que serão chamadas o quanto antes pelo Sindipetro-NF”, anunciou o coordenador.

Bezerra lembrou que “é muito importante destacar que o sindicato, junto com a categoria, fez com que a empresa cedesse e reabrisse a mesa de negociação e postergasse as escalas até dia 07 de outubro, ou seja, tempo suficiente para o sindicato realizar todas as assembleias”.

“Não é histórico desse sindicato baixar a cabeça para o autoritarismo, principalmente nesse momento que a gente vive no nosso país. Saúdo todos e todas mais uma vez e pedimos que continuem atentos aos calendários que serão divulgados pelo Sindipetro-NF”, destacou.

Confira também vídeo do coordenador geral sobre o adiamento na mudança na escala e os próximos passos com setoriais e assembleias.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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Os petroleiros e petroleiras reafirmaram nas assembleias que não aceitarão passivamente a imposição de uma tabela de turno contrária a que foi escolhida pela categoria. Seguindo o indicativo da FUP, os trabalhadores rejeitaram a tabela 3x2 (três dias de trabalho e dois dias de descanso), que a gestão da Petrobrás está ameaçando implementar nas refinarias, contrariando o acordo mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), no final da greve de fevereiro de 2020.

As assembleias foram concluídas esta semana nas bases da FUP. Os petroleiros reiteraram a tabela escolhida pela categoria antes da pandemia e aprovaram mobilizações, com corte de apoio operacional nas folgas, a partir de outubro, caso a empresa implante unilateralmente a tabela 3x2. Além disso, a FUP e os sindicatos tomarão as medidas legais cabíveis para denunciar mais essa arbitrariedade da Petrobrás. 

Entenda o fato

A falta de diálogo com as entidades sindicais tem sido a marca das gestões bolsonaristas da Petrobrás, o que levou o TST a mediar a negociação do Acordo Coletivo de 2019, que, mesmo assim, foi descumprido pela direção da Petrobrás, um dos motivos da greve de fevereiro de 2020. Novamente, a Petrobrás tenta atropelar o acordo mediado pelo Tribunal no encerramento da greve, que garantiu a pactuação de tabelas de turno que fossem negociadas com a empresa e aprovadas pelos trabalhadores em assembleias.

Além de descumprir o que havia acordado com as representações sindicais, via TST, os gestores da Petrobrás ainda se aproveitaram da pandemia da Covid-19 para impor uma série de medidas ilegais, novamente de forma unilateral, com o nítido propósito de atender, única e exclusivamente, os interesses da empresa. Os trabalhadores tiveram salários drasticamente reduzidos, alteração de escalas e de regimes de trabalho, descontos ilegais, entre várias outras medidas arbitrárias, contestadas pela FUP e seus sindicatos através de ações judiciais.

Com o retorno da categoria ao trabalho presencial, cujas regras estão sendo impostas sem negociação com a FUP e os sindicatos, a gestão da Petrobrás quer implantar, goela abaixo dos trabalhadores, a tabela de turno 3x2.

[Imprensa da FUP | Foto: Sindipetro SP]

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Em assembleias realizadas pelo Sindipetro Bahia de 17 a 23/09, com todas as turmas da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), os trabalhadores rejeitaram, por ampla maioria, a tabela 3×2, que a direção da Petrobrás quer implantar na refinaria a partir de 1º de outubro.

Eles também reafirmaram a escolha, que já havia sido feita anteriormente em assembleias, da tabela de 12h, conforme mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os trabalhadores aprovaram ainda que seja feita a cobrança administrativa, judicial, ou por mobilizações e manifestações públicas, da imediata implementação do acordo firmado no TST, que garante ao Sindipetro Bahia a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, com a tabela escolhida legitimamente pelos trabalhadores.

Foi aprovada também a realização de mobilizações com o corte do apoio operacional nas folgas, caso a gestão da Petrobrás implemente a tabela 3×2. Foi consenso, nas assembleias, que nenhum trabalhador vai compor turma na folga. Além disto, os trabalhadores aprovaram uma pauta reivindicatória local.

O resultado final das assembleias deixou claro que os trabalhadores não vão aceitar a imposição da direção da Petrobrás, que, mais uma vez, descumpre um acordo, que foi firmado, inclusive, em uma instância superior da justiça. A votação foi a seguinte: 243 trabalhadores votaram a favor das propostas do Sindipetro e contra a tabela que a Petrobrás quer impor, 2 votaram contra e 3 se abstiveram.

O Sindipetro já encaminhou a deliberação para a assessoria jurídica da entidade para as providências cabíveis, de forma a buscar judicialmente a implementação da tabela escolhida pelos empregados e contra a qual não se opôs a Petrobrás, visto que o único motivo para a recusa da empresa em assinar o acordo é a descabida exigência de renúncia de direitos referentes à tabela adotada até janeiro/2020, o que não se pode admitir. Assim que houver notícias relevantes sobre essa questão jurídica a categoria será imediatamente informada.

Fique ligado nas redes sociais do Sindipetro para acompanhar os desdobramentos da ação e das decisões do Judiciário sobre o tema.

Veja outros pontos aprovados pelos trabalhadores nas assembleias, que farão parte de uma pauta reivindicatória local

  •  Reposição do efetivo mínimo de trabalhadores nas unidades de processo, com a realização de concurso público – nos últimos anos, a gestão da refinaria não tem respeitado o contingente mínimo de trabalhadores para a unidade operar em segurança gerando muitas horas extras através de dobras de 24h e convocações ilegais nas folgas o que evidência a necessidade de reposição do efetivo nas turmas de turno. Por isso, até que a reposição aconteça exigimos que os setores só operem com o número mínimo do efetivo, em cada unidade de processo, utilizado antes da aplicação do judicializado O&M.
  • Pagamento correto das homologações das rescisões contratuais que estão ocorrendo com descontos ilegais e complessivos.
  • Extinção do saldo AF que promove descontos ilegais em dias que seriam de folga na tabela dos trabalhadores
  • Definição de critérios objetivos para mudança de ênfase e transferências.
  • Restituição integral dos valores cobrados e fim dos descontos da AMS até o encerramento das negociações.
  • Manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios e fim da terceirização das atividades fins
  • Elaboração de um plano sobre segurança operacional com a participação do Sindipetro BA.
  • Correção dos valores dos PDVs das pessoas que tiveram prorrogação da saída por interesse da gestão da empresa, com base no reajuste garantido pelo ACT.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Com ampla maioria, os petroleiros do Amazonas rejeitam proposta de tabela de turno de 12 horas na Reman apresentada pela gestão da empresa. O resultado manteve a decisão de tabela de turno de 8 horas, repetindo também as deliberações em assembleias realizadas em julho de 2020.  

As assembleias ocorreram durante os dias 15 e 18 de outubro na sede do Sindipetro junto aos trabalhadores de turno. 73% da categoria foi contra a tabela de turno, 15% a favor e os 12% de abstenção foi referente aos votos de companheiros já aposentados. 

Pela primeira vez, o Sindipetro-AM realizou assembleias convocadas por um abaixo-assinado, organizado pela gestão tampico da Reman, querendo que o sindicato discutisse novamente sobre a tabela de turno de 12 horas. O Sindipetro-AM, de forma democrática, recebeu o documento e convocou assembleias com a categoria. As assembleias tiveram o objetivo de debater de forma ampla, sem superficialidade, os riscos da tabela de 12 horas, pois é um assunto que interfere diretamente a categoria petroleira.  

O Sindipetro-AM destaca que o resultado das assembleias é uma vitória da categoria e ressalta que a gestão tampico da Reman atua de má fé e utiliza de notícias falsas para dividir a categoria, como ocorre nas ações judiciais.  

O abaixo-assinado foi entregue na sede do sindicato pelo gerente de RH da Reman - o mesmo que desparece para resolver os problemas da categoria. 

O resultado das assembleias foi publicado e o ofício comunicando a gestão da Petrobrás da decisão foi encaminhado nesta segunda-feira (20/09).  

TABELA DE TURNO  

Durante as assembleias, o Sindipetro-AM destacou as ações intransigentes da Petrobrás que desde 2019 quer implementar a tabela de turno de revezamento sem interrupções. Em julho de 2020, durante a pandemia da Covid-19 e após a greve dos petroleiros realizada em fevereiro, o Sindipetro-AM realizou assembleias com os trabalhadores para a escolha da tabela de turno a ser aplicada. A tabela escolhida tinha jornada de trabalho de 8 horas com tempo de descanso para retorno do trabalho, tempo justo para folgar e menos riscos para a qualidade de vida e saúde da categoria.  

Em julho de 2021, as tabelas de turnos foram amplamente debatidas e o sindicato alertou que tabela de 12 horas é ilegal, pois não cumpre o ACT e viola Lei 5.811/72, que independente da existência do acordo coletivo da categoria tem restrições a atividades terrestres na exploração, perfuração e produção de petróleo. Além de possuir jornadas de trabalho exaustivas que comprometem a segurança, a saúde e a qualidade de vida dos petroleiros e petroleiras. O assunto também foi tema de live realizada pela FUP.  

Além dos aspectos jurídicos e científicos, o Sindipetro-AM também destacou o histórico de tabela de turno da Reman e os impactos para os trabalhadores, principalmente após a Greve de 95, assim como a tabela de 3x5 e as atuais medidas aplicadas pela Petrobrás durante a pandemia do Covid-19. 

O sindicato de forma transparente reitera que a tabela de 12 é um retrocesso para os trabalhadores do setor de petróleo.  

Tomara que a gestão da Petrobras venha agir de boa fé e implemente a tabela de 8h escolhida pelos trabalhadores de forma democrática! 

FORA GESTÃO TAMPICO! 

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES 

[Da imprensa do Sindipetro AM] 

Publicado em SINDIPETRO-AM
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.