Nesta quarta-feira (17), o Sindipetro-ES, em conjunto com a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), fará um ato em denúncia à política de preços adotadas pela Petrobrás. A carreta terá concentração a partir das 8h, na Praça do Papa, seguindo para a sede da Petrobrás, na Reta da Penha e, sem seguida, para o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Além do ato, o sindicato vai às ruas de Vitória para oferecer cupons de desconto para que motoristas da região tenham a chance de abastecer seus veículos com combustível a preço justo.

Esses cupons serão distribuídos para carros e motos, com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. Dessa forma, o condutor terá a oportunidade de abastecer seu veículo com desconto de até R$ 40, para carros, e de R$ 20, para motos, no posto de combustível parceiro da ação.

Os descontos de R$ 2,00 por litro de combustível abastecido serão custeados pelos/as petroleiros/as capixabas, em parceria com os/as motoristas de aplicativos, para mostrar qual seria o preço justo se não fosse a atual política de preços imposta pelo Governo Federal, que obriga a Petrobrás a vender combustível brasileiro pelo preço em dólar, para beneficiar os importadores.

Carreata

O ato terá início às 8h, do dia 17 de março, na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória. A concentração da carreata servirá para conscientizar os motoristas e motociclistas da Grande Vitória sobre os preços abusivos dos combustíveis.

Em seguida, com previsão de saída às 9 horas, a carreata seguirá para a sede da Petrobrás, no edifício do EDIVIT, pela portaria de acesso via Avenida Reta da Penha.

A partir das 10 horas, os cupons serão distribuídos entre os 100 primeiros veículos participantes da carreata. Após a entrega dos descontos, a carreata seguirá até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.

O governo precisa ter compromisso com a população. Seguimos na luta contra os preços abusivos dos combustíveis! 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve por tempo indeterminado, os petroleiros da Bahia realizaram nesta terça-feira, 09, pela manhã um ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em protesto contra o avanço das contaminações de Covid-19 nas unidades do Sistema Petrobrás. No domingo, 07, um operador da Rlam faleceu em decorrência da doença. Os petroleiros protestaram contra a negligência da gestão, fincando cruzes no entorno da refinaria.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há cinco dias os trabalhadores da Petrobrás não só na Bahia, como no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Soma-se a isso o avanço do assédio moral, que é hoje uma ferramenta utilizada em larga escala pelas gerências para pressionar os trabalhadores. Tudo isso em meio ao avanço da pandemia, cujo impacto na vida da categoria é cada vez maior.  Assim como o governo Bolsonaro, a gestão da Petrobrás vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, a Fiocruz e a Agência Nacional de Petróleo.

Na Rlam, por exemplo, foram denunciados surtos de Covid com mais de 70 trabalhadores contaminados nas últimas semanas. Ainda assim, a gerência da refinaria insistiu em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas

Em um ano de pandemia, mais de 5.200 trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale a mais de 11% do efetivo próprio da companhia. Ou seja, o dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 420 trabalhadores infectados pela Covid-19 e uma média de 20 hospitalizados. Números que, apesar de altos, são subnotificados, pois a gestão da Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados.

Greve segue no crescente

Novas adesões à greve dos petroleiros devem ocorrer ao longo da semana, em outras bases sindicais da FUP. O movimento já foi aprovado em Pernambuco, em Minas Gerais e na Usina do Xisto (SIX), no Paraná, onde os trabalhadores estão se preparando para se somar ao movimento.

Nesta terça-feira, 09, as mobilizações foram intensificadas na Refinaria de Manaus (Reman), na Refinaria de Paulínia (Replan) e no Espírito Santo, onde houve atrasos no embarque para as plataformas.  

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Combustíveis a preços justos

Enquanto a Petrobrás reajusta pela sexta vez os combustíveis este ano, os sindicatos da FUP intensificam as ações solidárias de venda subsidiada da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. Os brasileiros estão refém das oscilações do mercado internacional e da disparada do dólar, o que tem sido constante. A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há mais de quatro anos os prejuízos do PPI e cobrando a adoção de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que garanta preços justos para o povo brasileiro e o abastecimento nacional. 

Para ampliar esse diálogo com a população, os petroleiros farão novas ações solidárias nos próximos dias em diversas regiões do país, cujo calendário será divulgado em breve. Na semana passada, nove municípios do país foram atendidos pelas ações da FUP e de seus sindicatos, que junto com a CUT e movimentos sociais, distribuíram 22 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro, 10 mil litros de óleo diesel a R$ 3,09 o litro, e 450 botijões de gás de cozinha a R$ 40,00 o botijão de 13 kg. 

[Imprensa da FUP | Foto: Ana Reis]

Confira as fotos do quinto dia de greve:

replan3
replan2
reman3
REPLAN
reman2
reman
paraba2
paraiba
ES-aeroporto
ES-aeroporto2
rlam-no-venda
rlamgreve
rlam10
rlamato
rlam9
rlam8
rlam7
rlam6
rlam4
rlam5
rlam2
rlam3
rlam
rlam-greve2
greve
greve-geral
greve-bahia--
f0e64de8-3422-4e54-89cb-4c058fb0dbd8
greve-bahia-jairo
bahia-deyvid
a1803222-25cc-4071-8a97-8ef8ae277af6
1495ca81-d2ad-41e7-9513-fc6b9a73caff
5e88eeef-1543-4cee-ae67-5d26f065079c
41b888ea-9ebd-4e08-99cf-ad9280cd2954
2cc5673a-177b-4496-ad58-0c17b52a9405
1fe7b521-8045-4c4c-b1ef-3cc7445c2fe2
replan3 replan2 reman3 REPLAN reman2 reman paraba2 paraiba ES-aeroporto ES-aeroporto2 rlam-no-venda rlamgreve rlam10 rlamato rlam9 rlam8 rlam7 rlam6 rlam4 rlam5 rlam2 rlam3 rlam rlam-greve2 greve greve-geral greve-bahia-- f0e64de8-3422-4e54-89cb-4c058fb0dbd8 greve-bahia-jairo bahia-deyvid a1803222-25cc-4071-8a97-8ef8ae277af6 1495ca81-d2ad-41e7-9513-fc6b9a73caff 5e88eeef-1543-4cee-ae67-5d26f065079c 41b888ea-9ebd-4e08-99cf-ad9280cd2954 2cc5673a-177b-4496-ad58-0c17b52a9405 1fe7b521-8045-4c4c-b1ef-3cc7445c2fe2

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-ES começou nesta sexta-feira (05) uma greve no Espírito Santo. A paralisação é contra os constantes descumprimentos da atual gestão da Petrobrás em relação aos protocolos de combate à Covid-19, bem como o desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A nossa ação foi iniciada na Base 61, em São Mateus, que é uma unidade que segue em risco de ser fechada, sem haver qualquer informação sobre sua continuidade ou não. Tudo isso que estamos passando é parte de um único projeto: a desintegração do Sistema Petrobrás e o redirecionamento da empresa para atender exclusivamente aos interesses do mercado e dos acionistas privados.

Estamos, portanto, diante de um momento decisivo para o futuro da categoria petroleira. A luta se faz necessária e urgente.

Nossa greve é legítima! E em defesa dos nossos direitos!

A greve que começa nesta sexta-feira, dia 05 de março, tem por foco a defesa da vida, dos empregos e dos direitos da categoria. Não podemos admitir que milhares de trabalhadores tenham suas vidas viradas de ponta-cabeça, sem que a direção da Petrobrás aceite sequer negociar alternativas propostas pela categoria.

E tudo isso em meio à pandemia da Covid-19, que avança sobre os petroleiros, com trabalhadores sendo contaminados semanalmente devido à incompetência e a negligência da gestão Castello Branco. Muitos gerentes ainda insistem em desrespeitar normas de segurança e protocolos estabelecidos por órgãos de saúde. É a política da negação, a mesma tática criminosa do governo Bolsonaro.

E como se não bastasse, os petroleiros ainda são submetidos diariamente ao risco de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, que tiveram os efetivos drasticamente reduzidos por esses mesmos gestores. A direção da Petrobrás abriu um número recorde de planos de demissão, sem reposição de vagas, expondo os trabalhadores a acúmulo de função e a dobras rotineiras. E se a situação já era desesperadora, ficou ainda pior com a reestruturação das tabelas de turno, feita goela abaixo da categoria, transformando as refinarias e terminais em bombas relógio.

Soma-se a isso o ataque sistemático a benefícios históricos que os petroleiros conquistaram a duras penas, como a AMS e a Petros, causando sofrimento e angústia nos nossos aposentados, com descontos indevidos e absurdos da AMS nos contracheques, o que provoca desequilíbrio financeiro nas famílias daqueles que tanto contribuíram para a empresa e para o Brasil.

A atual Gestão da Petrobrás está descumprindo protocolos de COVID-19, colocando em risco a saúde dos trabalhadores: não estão fazendo retestagem, há a realização de cursos presenciais, além da falta de diagnóstico apropriado e a presença de serviços não essenciais sendo prestados nas unidades.

Essa gestão ainda vem desrespeitando o ACT, descontando de forma indevida o Banco de Horas e não quer negociar no GT com os Sindicatos: temos um GT em andamento e o RH ignorou, os trabalhadores foram IMPEDIDOS de fazer a compensação de horas e tiveram desconto de forma unilateral, sendo que alguns colegas tiveram contracheque zerado

Diante de tudo isso, não nos restou outra alternativa a não ser a greve, aprovada em assembleia pela categoria. Lutamos contra todos esses ataques e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-ES e da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Estivemos, pela manhã, em Cariacica, em frente ao Faça Fácil, para explicar os impactos que o Espírito Santo pode ter com a saída da Petrobrás do Espírito Santo. Fizemos a distribuição de um folder, com informações referentes aos preços abusivos dos combustíveis, com os constantes aumentos nos últimos dias.

As atividades serão retomadas nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro. Estaremos atuando nas ruas da Vila Rubim, do Centro de Vitória e nas redondezas do Shopping Vitória, na Enseada do Suá.

Vamos seguir dialogando com a população capixaba, mostrando o quanto esses efeitos, nos valores do gás de cozinha, ou no litro da gasolina e do diesel, já são consequências dessa política de privatização que o Governo Federal impôs à Petrobrás. Vender a empresa e suas unidades vai piorar o que já está ruim!

Além disso, com a venda das unidades no Espírito Santo, todos os municípios capixabas serão atingidos, seja com redução na arrecadação de impostos, seja no impacto direto que a privatização vai acarretar na geração de empregos e de renda.

Vamos reforçar nossa luta! #PetrobrásFicaNoES

Saiba mais >> www.petrobrasficanoes.com.br/

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Publicado em SINDIPETRO-ES

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.