Os Sindipetros NF e ES tiveram reunião nesta sexta com o RH da Petrobrás, que insiste em manter o turno de 12 horas, de forma unilateral, sem qualquer tipo de diálogo com os sindicatos

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Mais uma vez a Petrobrás age de forma intransigente, copiando o governo federal, e tenta impor de forma unilateral a sua vontade sem ouvir os trabalhadores. Essa situação ficou bem clara, nesta sexta-feira, 17, durante uma reunião entre o Sindipetro-NF, o Sindipetro do Espírito Santo e o RH da empresa sobre o turno de 12 horas, onde a Petrobrás negou de imediato qualquer chance de diálogo. 

“Tivemos uma reunião, que infelizmente, durou nove minutos porque a empresa afirmou de imediato que não teria espaço para negociação. Essa perda de espaço para negociar, faz com que nós trabalhadores façamos o que fazemos de melhor que é se mobilizar. É uma questão simples de resolver e só precisa de um mínimo de boa vontade da gestão da Petrobrás”, lembrou o coordenador geral do NF, Tezeu Bezerra. 


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Durante a reunião, a empresa reforçou que quer impor o padrão do turno, sem pensar da especificação de cada gerência. Lembrando que algumas já atuavam em turno de 12 horas e outras,  que tinham o turno de oito horas, foram readequadas e passaram a trabalhar em turno de 12 horas, durante a pandemia. Agora, a empresa traz tabelas de turno engessadas sem espaço para negociação. 

O Sindicato entende que é necessário negociar as tabelas e entender a necessidade de cada gerência e para isso irá mobilizar a categoria. 

Além disso, as instituições enviaram um ofício a empresa solicitando, primeiramente, a abertura de uma mesa de negociação para entender as necessidades da categoria. 

O documento também pede que as mudanças programadas para acontecerem a partir do dia 01 de outubro sejam adiadas para o dia 01 de novembro para que os acordos possam ser negociados da melhor forma. O documento pode ser conferido na íntegra no final da matéria.  

Mobilização da categoria 

Diante deste cenário, mais uma vez o Sindipetro-NF e o Sindipetro do Espírito Santo encontram a necessidade de convocar os trabalhadores para a luta em prol dos seus direitos. Uma setorial será realizada nesta quarta-feira, às 15h, e é muito importante a participação de todos. 

“É muito importante que todos participem para que a gente possa conversar sobre esse assunto, entender os detalhes de cada gerência”, lembrou Tezeu. 

Para participar o trabalhador deve se inscrever clicando aqui 

Confira o ofício enviado para a empresa:

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro ES fará distribuição de meia tonelada de feijão, no ato em Vitória do dia 07 de Setembro, que marca o Grito dos Excluídos. Além de alimentar a quem precisa, a ação solidária será um protesto contra o presidente Bolsonaro

[Do site do Século Diário]

A fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chamou de "idiota" quem questiona o preço do feijão e afirmou que as pessoas têm que comprar fuzil, e não esse tipo de alimento, motivou o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES) a distribuir feijão no Grito dos Excluídos, que será realizado em sete de setembro. A iniciativa será no final do ato, em frente à Câmara de Vitória.

"Entre o fuzil e o feijão, o Sindipetro escolheu o feijão, pois é o que alimenta o povo. Fuzil na mesa não alimenta ninguém", afirma o diretor do sindicato, Valnísio Hoffmann.

O feijão a ser distribuído foi adquirido com o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), segundo Hoffmann, como forma de valorizar o trabalho dos agricultores familiares e proporcionar uma alimentação saudável, sem agrotóxicos.

Até o momento, estão garantidos 300 quilos de feijão. Entretanto, petroleiros e pessoas de outras categorias profissionais têm contribuído com doações em dinheiro. Assim, a expectativa é de que a quantidade a ser distribuída chegue a 500 quilos. Na concentração do Grito, às 8h30, na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória, o Sindipetro também estará com um caminhão onde receberá doações do alimento. 
 
A prioridade no momento da distribuição será para os moradores do bairro Jesus de Nazareth, próximo à Câmara, que estão sendo articulados pela Central Única das Favelas (Cufa), o que não impede outras pessoas de receber o alimento. Serão dados para cada pessoa dois quilos de feijão.
O tema do Grito deste ano é "Vida em Primeiro Lugar", e o lema, "Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!".

A manifestação será estruturada em sete eixos: terra, território e trabalho: a esperança está na organização popular; juventude: protagonismo juvenil e participação popular; vacina já, para todos e todas; soberania e princípio democrático; militarização: racismo e preconceito; e esperançar: nós podemos reinventar o mundo.

Fora Bolsonaro!
 
Durante o Grito, o movimento "Fora Bolsonaro" também engrossará o coro contra o presidenteA participação de integrantes do movimento foi confirmada pela presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Espírito Santo, Clemildes Cortes Pereira. Outra confirmação foi a do movimento Impeachment Já!, que tem como uma das integrantes Maria Clara Gama, que em junho deste ano, na visita do presidente, foi ao aeroporto de Vitória portando um cartão fazendo menção aos mortos pela Covid.
 
Maria Clara afirma esperar que a manifestação contra Bolsonaro consiga mobilizar a população para enfrentar o que ela considera um governo fascista, reconhecendo, no entanto, que desta feita, o protesto será menor. "A esquerda encolheu, mas eu espero que o bolsonarismo também tenha encolhido, e essa é a minha esperança", apontou nessa terça-feira (31) ao Século Diário.
 
Grito dos Excluídos
 
A edição do Grito dos Excluídos do próximo dia sete de setembro é a 27ª e marca o retorno dos manifestantes às ruas de Vitória. A concentração será na Praça Getúlio Vargas, às 8h30, de onde os participantes seguirão rumo à Câmara de Vitória. Ao chegar na Casa de Leis, os participantes irão se manifestar contra as ofensas proferidas pelo vereador Gilvan da Federal (Patri) contra a memória do ativista Lula Rocha na sessão de 19 de junho, na qual foi debatida e rejeitada a Comenda Lula Rocha, proposta pela vereadora Camila Valadão (Psol).
 
Segundo o coordenador do Grito, Giovanni Lívio, a manifestação também será contra a omissão da Câmara diante do ocorrido. Ele recorda que Lula Rocha foi coordenador do Grito dos Excluídos.
 
Ele acredita que o lema deste ano dialoga com a realidade do Espírito Santo, marcada pelo aumento da fome, crise de moradia, aumento da população de rua, extermínio da juventude negra, desemprego e outras mazelas. "A gente vê a fome todo dia na porta dos supermercados e padarias", reforça.
 
Giovanni acredita que faltam políticas públicas para sanar esses problemas. Para ele, a famosa frase de Dom João Batista da Motta e Albuquerque, "só o povo salva o povo", proferida diante das ações solidárias da sociedade civil em auxílio às vítimas das enchentes de 1979, no norte do Espírito Santo, continua muito atual. Ele cita como exemplo a campanha Paz e Pão, realizada pela Arquidiocese de Vitória, de doação de alimentos e dinheiro para compra de cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social.
 
O coordenador do Grito relata que é perceptível que, nas paróquias localizadas em comunidades populares, o fluxo de doações é mais contínuo. "A solidariedade cotidiana é a do pobre, é pobre ajudando pobre. Quem vive a fome se dispõe mais a ajudar do que quem imagina como ela possa ser", diz. Outro aspecto da realidade capixaba e que dialoga com o lema do Grito dos Excluídos 2021 é a precarização da saúde. "Há fila de espera para cirurgias eletivas e dificuldade de agendamento de consultas com determinadas especialidades médicas", alerta.
Publicado em Movimentos Sociais

Entre esta quinta e sábado, 08 e 10 de julho, o Sindicato dos Petroleiros do Estado do Espírito Santo realiza o 30º CONGREPES – Congresso Estadual dos Petroleiros do Espírito Santo. Confira o edital de convocação. O congresso atende aos/às associados/as do Sindipetro-ES e a todos/as os/as trabalhadores/as do setor petróleo.

Neste ano, respeitando às orientações das instituições públicas de saúde, nacionais e internacionais, cumprindo com o isolamento social devido à pandemia da Covid-19, o Congresso se dará de forma on-line, via redes sociais do sindicato, tanto no Facebook quanto no YouTube, e por meio da Plataforma Meet, em salas virtuais de reunião.

O 30º CONGREPES, com o tema “O Capitalismo muda e o alvo ainda é a classe trabalhadora: um novo sindicato para um mundo em crise”, vai debater os impactos da pandemia do novo coronavírus para o povo brasileiro e seus reflexos na geração de empregos e na distribuição de renda.

Serão debatidos, também, os avanços observados pela atuação do sindicato no enfrentamento da pandemia no ambiente Petrobras, com especialistas e pesquisadores da área; além do Congresso promover a discussão sobre os aspectos do futuro da Petrobras sob o olhar de grande geradora de energia em um país que sofre com crises cíclicas nesse setor.

O Congresso também deliberará sobre as pautas de reivindicação da categoria, além da eleição de delegados para representar o Sindipetro-ES na 18ª Plenária Estatutária CUT/ES e na Plenária Nacional da FUP, IX PLENAFUP, previstas para acontecer ainda em 2021.

Edital de Convação do 30º CONGREPES.

Programação do 30º CONGREPES.

Regimento do 30º CONGREPES.

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Publicado em MOVIMENTOS SOCIAIS

Por constatar violação de atos ligados ao direito de greve e sindicalização, a 3ª Vara do Trabalho de Vitória condenou a Petrobras a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 mil, por ter impedido o acesso de um dirigente sindical ao seu local de trabalho.

Juíza considerou que empresa estaria dificultando o direito de greve
Istockphoto

A ação foi ajuizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), representado pelos advogados Edwar Barbosa Felix e Luis Filipe Marques Porto Sá Pinto. Segundo a juíza Suzane Schulz Ribeiro, a empresa confessou que vedava o acesso de dirigentes sindicais fora do horário de expediente ou aos locais onde eles não prestam serviços.

A juíza Suzane Schulz Ribeiro ressaltou que a Petrobras deve exercer seu direito de propriedade, mas ao mesmo tempo preservar a liberdade sindical e o direito de associação dos trabalhadores:

"O ingresso de dirigentes sindicais em seu próprio local de trabalho, durante o horário de expediente, seja para execução de tarefas, seja para realizar solicitações pertinentes com o seu direito de férias, não representa abuso de prerrogativas sindicais, ou violação do direito de propriedade da ré. Pelo contrário, a atitude da reclamada é que representa conduta antissindical", destacou.

A magistrada entendeu que a empresa ofendeu os direitos de toda uma coletividade. Por isso, também determinou que a ré deixe de promover ações semelhantes, sob pena de multa de R$ 50 mil.

Clique aqui para ler a decisão
0000761-28.2020.5.17.0003

Via ConJur

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira (17), o Sindipetro-ES, em conjunto com a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), fará um ato em denúncia à política de preços adotadas pela Petrobrás. A carreta terá concentração a partir das 8h, na Praça do Papa, seguindo para a sede da Petrobrás, na Reta da Penha e, sem seguida, para o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Além do ato, o sindicato vai às ruas de Vitória para oferecer cupons de desconto para que motoristas da região tenham a chance de abastecer seus veículos com combustível a preço justo.

Esses cupons serão distribuídos para carros e motos, com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. Dessa forma, o condutor terá a oportunidade de abastecer seu veículo com desconto de até R$ 40, para carros, e de R$ 20, para motos, no posto de combustível parceiro da ação.

Os descontos de R$ 2,00 por litro de combustível abastecido serão custeados pelos/as petroleiros/as capixabas, em parceria com os/as motoristas de aplicativos, para mostrar qual seria o preço justo se não fosse a atual política de preços imposta pelo Governo Federal, que obriga a Petrobrás a vender combustível brasileiro pelo preço em dólar, para beneficiar os importadores.

Carreata

O ato terá início às 8h, do dia 17 de março, na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória. A concentração da carreata servirá para conscientizar os motoristas e motociclistas da Grande Vitória sobre os preços abusivos dos combustíveis.

Em seguida, com previsão de saída às 9 horas, a carreata seguirá para a sede da Petrobrás, no edifício do EDIVIT, pela portaria de acesso via Avenida Reta da Penha.

A partir das 10 horas, os cupons serão distribuídos entre os 100 primeiros veículos participantes da carreata. Após a entrega dos descontos, a carreata seguirá até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.

O governo precisa ter compromisso com a população. Seguimos na luta contra os preços abusivos dos combustíveis! 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve por tempo indeterminado, os petroleiros da Bahia realizaram nesta terça-feira, 09, pela manhã um ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em protesto contra o avanço das contaminações de Covid-19 nas unidades do Sistema Petrobrás. No domingo, 07, um operador da Rlam faleceu em decorrência da doença. Os petroleiros protestaram contra a negligência da gestão, fincando cruzes no entorno da refinaria.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há cinco dias os trabalhadores da Petrobrás não só na Bahia, como no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Soma-se a isso o avanço do assédio moral, que é hoje uma ferramenta utilizada em larga escala pelas gerências para pressionar os trabalhadores. Tudo isso em meio ao avanço da pandemia, cujo impacto na vida da categoria é cada vez maior.  Assim como o governo Bolsonaro, a gestão da Petrobrás vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, a Fiocruz e a Agência Nacional de Petróleo.

Na Rlam, por exemplo, foram denunciados surtos de Covid com mais de 70 trabalhadores contaminados nas últimas semanas. Ainda assim, a gerência da refinaria insistiu em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas

Em um ano de pandemia, mais de 5.200 trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale a mais de 11% do efetivo próprio da companhia. Ou seja, o dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 420 trabalhadores infectados pela Covid-19 e uma média de 20 hospitalizados. Números que, apesar de altos, são subnotificados, pois a gestão da Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados.

Greve segue no crescente

Novas adesões à greve dos petroleiros devem ocorrer ao longo da semana, em outras bases sindicais da FUP. O movimento já foi aprovado em Pernambuco, em Minas Gerais e na Usina do Xisto (SIX), no Paraná, onde os trabalhadores estão se preparando para se somar ao movimento.

Nesta terça-feira, 09, as mobilizações foram intensificadas na Refinaria de Manaus (Reman), na Refinaria de Paulínia (Replan) e no Espírito Santo, onde houve atrasos no embarque para as plataformas.  

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Combustíveis a preços justos

Enquanto a Petrobrás reajusta pela sexta vez os combustíveis este ano, os sindicatos da FUP intensificam as ações solidárias de venda subsidiada da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. Os brasileiros estão refém das oscilações do mercado internacional e da disparada do dólar, o que tem sido constante. A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há mais de quatro anos os prejuízos do PPI e cobrando a adoção de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que garanta preços justos para o povo brasileiro e o abastecimento nacional. 

Para ampliar esse diálogo com a população, os petroleiros farão novas ações solidárias nos próximos dias em diversas regiões do país, cujo calendário será divulgado em breve. Na semana passada, nove municípios do país foram atendidos pelas ações da FUP e de seus sindicatos, que junto com a CUT e movimentos sociais, distribuíram 22 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro, 10 mil litros de óleo diesel a R$ 3,09 o litro, e 450 botijões de gás de cozinha a R$ 40,00 o botijão de 13 kg. 

[Imprensa da FUP | Foto: Ana Reis]

Confira as fotos do quinto dia de greve:

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Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-ES começou nesta sexta-feira (05) uma greve no Espírito Santo. A paralisação é contra os constantes descumprimentos da atual gestão da Petrobrás em relação aos protocolos de combate à Covid-19, bem como o desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A nossa ação foi iniciada na Base 61, em São Mateus, que é uma unidade que segue em risco de ser fechada, sem haver qualquer informação sobre sua continuidade ou não. Tudo isso que estamos passando é parte de um único projeto: a desintegração do Sistema Petrobrás e o redirecionamento da empresa para atender exclusivamente aos interesses do mercado e dos acionistas privados.

Estamos, portanto, diante de um momento decisivo para o futuro da categoria petroleira. A luta se faz necessária e urgente.

Nossa greve é legítima! E em defesa dos nossos direitos!

A greve que começa nesta sexta-feira, dia 05 de março, tem por foco a defesa da vida, dos empregos e dos direitos da categoria. Não podemos admitir que milhares de trabalhadores tenham suas vidas viradas de ponta-cabeça, sem que a direção da Petrobrás aceite sequer negociar alternativas propostas pela categoria.

E tudo isso em meio à pandemia da Covid-19, que avança sobre os petroleiros, com trabalhadores sendo contaminados semanalmente devido à incompetência e a negligência da gestão Castello Branco. Muitos gerentes ainda insistem em desrespeitar normas de segurança e protocolos estabelecidos por órgãos de saúde. É a política da negação, a mesma tática criminosa do governo Bolsonaro.

E como se não bastasse, os petroleiros ainda são submetidos diariamente ao risco de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, que tiveram os efetivos drasticamente reduzidos por esses mesmos gestores. A direção da Petrobrás abriu um número recorde de planos de demissão, sem reposição de vagas, expondo os trabalhadores a acúmulo de função e a dobras rotineiras. E se a situação já era desesperadora, ficou ainda pior com a reestruturação das tabelas de turno, feita goela abaixo da categoria, transformando as refinarias e terminais em bombas relógio.

Soma-se a isso o ataque sistemático a benefícios históricos que os petroleiros conquistaram a duras penas, como a AMS e a Petros, causando sofrimento e angústia nos nossos aposentados, com descontos indevidos e absurdos da AMS nos contracheques, o que provoca desequilíbrio financeiro nas famílias daqueles que tanto contribuíram para a empresa e para o Brasil.

A atual Gestão da Petrobrás está descumprindo protocolos de COVID-19, colocando em risco a saúde dos trabalhadores: não estão fazendo retestagem, há a realização de cursos presenciais, além da falta de diagnóstico apropriado e a presença de serviços não essenciais sendo prestados nas unidades.

Essa gestão ainda vem desrespeitando o ACT, descontando de forma indevida o Banco de Horas e não quer negociar no GT com os Sindicatos: temos um GT em andamento e o RH ignorou, os trabalhadores foram IMPEDIDOS de fazer a compensação de horas e tiveram desconto de forma unilateral, sendo que alguns colegas tiveram contracheque zerado

Diante de tudo isso, não nos restou outra alternativa a não ser a greve, aprovada em assembleia pela categoria. Lutamos contra todos esses ataques e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-ES e da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Estivemos, pela manhã, em Cariacica, em frente ao Faça Fácil, para explicar os impactos que o Espírito Santo pode ter com a saída da Petrobrás do Espírito Santo. Fizemos a distribuição de um folder, com informações referentes aos preços abusivos dos combustíveis, com os constantes aumentos nos últimos dias.

As atividades serão retomadas nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro. Estaremos atuando nas ruas da Vila Rubim, do Centro de Vitória e nas redondezas do Shopping Vitória, na Enseada do Suá.

Vamos seguir dialogando com a população capixaba, mostrando o quanto esses efeitos, nos valores do gás de cozinha, ou no litro da gasolina e do diesel, já são consequências dessa política de privatização que o Governo Federal impôs à Petrobrás. Vender a empresa e suas unidades vai piorar o que já está ruim!

Além disso, com a venda das unidades no Espírito Santo, todos os municípios capixabas serão atingidos, seja com redução na arrecadação de impostos, seja no impacto direto que a privatização vai acarretar na geração de empregos e de renda.

Vamos reforçar nossa luta! #PetrobrásFicaNoES

Saiba mais >> www.petrobrasficanoes.com.br/

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Publicado em SINDIPETRO-ES

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.