Uma ação ruim é ainda piorada se feita “nas coxas”. Essa é a síntese da tal “demanda reduzida”, uma medida prevista nos estudos de Organização e Método (O&M) de 2017, mas que a gestão da Repar decidiu implantar neste 1º de janeiro. 

Ela prevê que em caso de ausência de um empregado, o posto de trabalho será absorvido pelos demais, sob a alegação de reduzir a demanda de serviços. É uma forma que a gestão encontrou para evitar dobras de turno e, assim, diminuir pagamentos de horas extras. Porém, acarreta em vários riscos, como o agravamento da estafa de trabalhadores já abarrotados de ocupações em razão da redução de efetivo causada pelo O&M, falta de equipes para atuar em situações de emergência e todas as possíveis e terríveis consequências que isso pode gerar. 

A situação, que já é ruim, foi agravada pelo fato de a demanda reduzida ter sido aplicada sem a definição do que é prioritário na rotina de trabalho. Nem mesmo um DIP (Documento Interno Petrobrás) ou apresentação de padrão foram feitos, o que escancara a gambiarra da gestão. Sem contar o “jeitinho” de instaurar a medida durante o período de festas de fim de ano. Tudo, claro, sem qualquer debate ou mesmo aviso ao Sindicato. 

Diante disso tudo, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina notificou a empresa nesta quinta-feira (02), mediante Comunicado Sindical, para que cumpra a Cláusula Nº 86 do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021, que trata sobre o Fórum de Discussão de Efetivo de Pessoal, e cancele imediatamente a implantação da “demanda reduzida” até que as partes possam chegar a um consenso.   

Vários trabalhadores procuraram o Sindicato para denunciar esse desrespeito por parte dos gestores da refinaria. O Sindipetro aguarda uma resposta da gestão da Repar. Em caso de negativa, estuda ações jurídicas e de mobilização a serem tomadas.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

A redução de efetivo nas unidades da Petrobrás, provocada pelo O&M (Estudo de Organização e Método) e pelos sucessivos PIDVs (Planos de Incentivo à Demissão Voluntária), trouxe efeitos perversos aos trabalhadores e aumento dos riscos às instalações e à sociedade. Exemplos recentes, como a explosão que ocorreu na REPLAN, em São Paulo, são evidências da perda de robustez operacional.

Apesar da alta gestão da Petrobrás negar as consequências danosas, ficaram evidentes as dificuldades de gestão de pessoal das unidades operacionais com a redução dos postos de trabalho imposta pela companhia. E na FAFEN-BA não foi diferente. Na unidade da Petrobras em Camaçari, pelo menos 5 trabalhadores ficaram em jornada extra por falta de rendição no posto de trabalho nos últimos 3 dias. Quatro deles por 24 horas e um por 40 horas ininterruptas, ou seja, 5 turnos seguidos trabalhando sem poder descansar.

Com a iniciativa da Petrobrás de reduzir o efetivo de trabalho, os empregados ficaram obrigados a assumir novas atividades, acumulando funções. Com isso, as possibilidades de substituições do posto de trabalho diminuíram, fazendo com que férias e afastamentos legais gerassem dobras forçadas de turno. O Sindipetro Bahia já vinha alertando que essa política de redução de contingente traria danos aos trabalhadores pela sobrecarga de trabalho e risco de acidentes.

 O Tribunal Superior do Trabalho já se posicionou no sentido de confirmar dano existencial ao trabalhador que sofre limitações na sua vida fora do ambiente de trabalho em razão de condutas ilícitas praticadas pelo empregador que o impossibilitam de realizar atividades de lazer, conviver com a família ou desenvolver projetos particulares. Foi o que aconteceu com os trabalhadores dessas unidades na Bahia. Nesses casos, o empregador também sofre penalidade de multa por descumprir medidas mínimas no ambiente de trabalho e, em alguns casos, o gestor responsável pode até responder criminalmente.

A relação desses trabalhadores está no Sindipetro, que tomará as medidas necessárias.

 [Via Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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