Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Replan (SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Rlam (BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

Os militares ocuparam as refinarias, intervieram nos sindicatos, cassaram as direções sindicais e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar. Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical. 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira, 22, Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, os petroleiros das bases da FUP se manifestaram em todo o país contra os ataques do governo Bolsonaro, que quer meter a mão na aposentadoria dos brasileiros, fazendo um ajuste fiscal às custas dos trabalhadores.

Outros ataques contra o povo brasileiro já estão em curso, como a Medida Provisória 873, editada durante o carnaval, cujo objetivo é asfixiar os sindicatos, que são as entidades que podem organizar e mobilizar os trabalhadores contra a retirada de direitos, as privatizações e demais ataques do governo Bolsonaro.

Os petroleiros são uma das categorias mais organizadas do país e, não foi por acaso, que os gestores do Sistema Petrobrás anunciaram a suspensão do desconto em folha das mensalidades sindicais no mesmo dia em que o presidente da empresa afirmou publicamente que a venda da estatal “foi sempre um sonho”.

Nos atos desta sexta-feira, os dirigentes da FUP enfatizaram que a luta contra o fim da Previdência Social está diretamente ligada à resistência aos ataques contra as organizações sindicais e as privatizações. 

> Veja as fotos abaixo

#LutePelaSuaAposentadoria

O que o governo está propondo não é reforma e sim o fim da previdência pública. Bolsonaro quer tirar da Constituição o direito à aposentadoria e a outros benefícios de seguridade social. O trabalhador terá que depositar parte de seu salário em um fundo individual que será administrado por bancos privados. Nem o governo e nem os patrões serão obrigados a contribuir. Os bancos, que já devem fortunas ao INSS, ainda receberão parte do salário dos trabalhadores para administrar o fundo. 

Os aposentados não terão a garantia de reajuste dos benefícios, como hoje é assegurado pela Constituição. E os que esperam se aposentar, terão que contribuir por 40 anos para poder garantir 100% do benefício.

Regime de capitalização levou chilenos ao suicídio

O regime de capitalização que o governo Bolsonaro quer aprovar ao acabar com a Previdência Social já fracassou em vários lugares do mundo. Pelo menos 18 países voltaram atrás e substituíram esse modelo. No Chile, o regime de capitalização, foi implantado em 1981, em plena ditadura militar, e o resultado é uma avalanche de suicídios entre os idosos que não conseguem sobreviver com os benefícios que recebem. Mais de 40% dos aposentados no Chile estão abaixo da linha de pobreza e 80% recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a R$ 694,00, que corresponde, em média, a 33% do salário quando estavam na ativa. 

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, dos atos pelo país

709ce94a-7aa2-4986-9f78-9d9341ddc86e
2a9db6f7-7f28-4926-ab8c-8bede7f989a1
e4682832-7384-464d-98e8-9b7f1d70f1ef
34f4c7ee-cd24-4fb9-9cc3-dc3e2bdc08b9
f7ff30dd-cd6c-41be-8a76-55932206a6f5
c9a8ff4c-f0be-40af-bb25-a8b5cae8d74d
4ce912ac-41cf-4e4d-8386-85af69db8c9f
5588167722657445567814718929892222824873984o
5562887522657227401169868837446255824076800o
5559427322657082567851018945881939391283200o
5548018722657260201166586842916580897062912o
5443439722657021367857137825609320174714880o
533817402265703963452197290390787651272704o
fbda7faf-9001-4dca-8bdc-5b6b5159efdf
8aa272b9-407f-4fe3-a100-933c6aa5666a
0aab9e8d-0a0b-4416-b033-401a0a1ab6bb
b6d5e688-2748-4630-afda-12045889af03
aaae3e76-0cd6-49e6-a9ad-06745a6b0bb4
c5d5837f-7ae3-4055-82d4-bae53494b9e4
aaabca52-0b82-4a79-ab95-75cf881f2807
884a6c5b-7e28-43ef-bca5-f7f58065501b
848a8a71-1d74-42d4-a0b6-7a4ceae1e26d
43aa936a-7ed7-4f9f-8452-fb4722b06b3a
fcd1db3a-c3b7-4ff1-93ca-81e0b166f333
fcd1db3a-c3b7-4ff1-93ca-81e0b166f333-1
3140dc16-7822-4d39-967f-204ddbbf927e
0854f22d-4cbf-48bb-ab58-71ca3c32663f
4b7e3717-5f13-46de-bd05-73012ccc9417
4e18b811-2288-4910-bb2c-0c11026add68
e91950b0-ce7c-4f5a-8291-567a2f9ee69f
e808a409-31f9-43d9-91ca-48af647771fb
dc0d2a97-f94e-43f2-a0ad-8abbc57e01b9
add8de7a-4c39-4db9-a31e-855c698d9c36
88c6d9f9-bd58-4d66-b361-b5151b402690
fb3d48d5-6e5f-4998-9c96-5135d070cff2
907fe37f-eb6e-4359-a194-75fff9b9e98d
473a6db7-07f8-447d-8662-4b3c9d966d82
80ab1680-162c-4666-822b-ced9598629b3
1e214842-47ae-4fed-a243-90b0d5b861bf
fcd1db3a-c3b7-4ff1-93ca-81e0b166f333
e96dabbc-6d06-462c-a8a0-beda6013cd2c
3567e671-c696-4d56-af76-07e9aea2d457
873a028a-3c44-4308-a60c-34067f24aa39
062c4c34-bc0e-408d-81a3-a2d39c8f2713
8a40b03a-0f9c-4f8c-933a-be629a9bac32
2bdfa5b0-f043-4526-abca-7b9b913a6658
2b9bf9bf-11e3-4a9e-98b9-bac387ec3cac
894727cb-f7ce-46ab-9d9e-fa76e1888e03
be19ae45-72f1-431a-a312-f850457c84d2
84582b3f-187e-4b73-99e7-dc89ab996fed
54a0a290-2505-46c0-81bc-c107d99f0bcd
a103797c-0b4c-4da8-aa80-c974fcb3afec
f406bc21-4ddf-4b7f-acdf-9eafc5eb562a
6b743f30-ce03-4a07-89f6-04d6c83e39d1
1c9c8e016dccf7933176a62faab3df3f

Publicado em Movimentos Sociais

Na sexta-feira, 22 de março, Dia de Luta em Defesa da Previdência, os petroleiros da Bahia realizaram mobilizações na unidade de Taquipe, na FAFEN e no EDIBA.

Em Taquipe, o ato teve duração de três horas de duração e contou com a participação de trabalhadores diretos, e terceirizados em apoio à luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização do Sistema Petrobrás, contra o fechamento da FAFEN e em defesa dos direitos e empregos.

Em Salvador, os petroleiros também participaram de outro ato, na Rótula do Abacaxi, em conjunto com diversas categorias, mostrando força e unidade, empunhando bandeiras e com gritos de luta contra a aprovação desse projeto de reforma da Previdência, que tornará inalcançável a aposentadoria e irá reduzir os benefícios.

Revolta e solidariedade

Nessas mobilizações foi consenso entre a categoria petroleira a insatisfação com o atual governo e a certeza de que os sindicatos devem ser fortalecidos para que possam enfrentar os ataques desse governo de extrema direita. Os petroleiros e petroleiras criticaram a Medida Provisória 873, que tem o claro objetivo de estrangular economicamente os sindicatos impedindo-os de fazer a luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização da Petrobrás e pela garantia dos direitos dos trabalhadores.

Muitos petroleiros, associados ou não, procuraram os diretores do Sindipetro para poderem contribuir e fortalecer a entidade sindical. Segue abaixo os dados da conta para quem também quer contribuir.

 
Caixa Econômica Federal
Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia
CNPJ – 15.532.855/0001-30
Agência – 0064
Op – 013
Conta Poupança – 00051133-2


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas do país contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo, e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.

É o esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

A FUP e seu sindicatos estarão inseridos nas mobilizações e pela manhã realizaram atos e assembleias nas unidades do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para as perdas de direitos, privatizações e ataques do governo Bolsonaro às organizações sindicais.

Os metalúrgicos e metalúrgicas da Ford e da Mercedes-Benz realizaram assembleias, às 6h30, e aprovaram a participação na greve geral, que pode ser convocada pela CUT e demais centrais sindicais a qualquer momento para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência do governo. Em seguida, seguiram em passeata pelas ruas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos ocorreram em diversas cidades do país, como em Fortaleza, onde se reuniram mais de 30 mil pessoas, e em Campo Grande, onde 10 mil pessoas protestaram contra a reforma e em defesa do direito à aposentadoria do povo trabalhador.

Os ônibus da capital paulista, de Salvador, de Natal e de Guarulhos não circularam por algumas horas na manhã desta sexta (22) porque os motoristas e cobradores decidiram mostrar que são contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Já os trabalhadores e trabalhadoras dos ônibus que circulam na Região Metropolitana de Recife vão parar as atividades às 15h para se unir as demais categorias profissionais – metalúrgicos, bancários, professores, metroviários, servidores públicos federais, municipais e estaduais, entre outras – no ato em defesa da aposentadoria, na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana.

A mobilização também ocorreu nas redes sociais, o que ajudou a fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas. Minutos após ser postada, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, criada pelos organizadores do Dia Nacional em Defesa da Previdência, já estava em primeiro lugar no trending topics do Twitter no Brasil, onde permanece há mais de duas horas.

E as mobilizações não acabaram. Ao longo de todo o dia ocorrerão atos em diversos locais. Mais de 126 cidades confirmaram ações neste dia 22 de março.

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, e participe!

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Sindicatos e movimentos sociais realizam hoje, em todo o País, centenas de atos e outras formas de mobilização nas maiores cidades para chamar a atenção da população para os ataques às aposentadorias e pensões. No Norte Fluminense, o Sindipetro-NF chama a categoria a participar de atos em Campos dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras.

Em Macaé, o protesto será às 10h, na Praça Veríssimo de Melo — com concentração em um café da manhã coletivo e diálogo com a população, seguido de passeata até a sede do INSS no município. Em Campos dos Goytacazes, haverá atos em dois horários: às 10h e às 16h, no Calçadão. E em Rio das Ostras, a manifestação será às 15h30, na Praça José Pereira Câmara.

No Rio de Janeiro diversas categorias irão se mobilizar, cada uma a sua maneira, desde as primeiras horas do dia para debater a pauta diretamente em suas bases e com a população em geral. Acontecerá um ato unificado no fim da tarde que caminhará da Igreja da Candelária até a Cinelândia, tendo início às 16 horas e previsão de término às 22h.

Os protestos desta sexta-feira fazem parte de um grande esforço para contrapor a propaganda do governo e da grande mídia de que a “reforma” da Previdência é necessária para o País. Confira abaixo alguns dos ataques embutidos na proposta enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional. Materiais de campanha e mais informações estão disponíveis no site reajaagora.org.br.

Os ataques

1 Exclui ou retarda o acesso à aposentadoria e demais direitos previdenciários.

2 Reduz o valor dos benefícios.

3 Transfere progressivamente parte ou todo o fundo público para o sistema financeiro privado e ampliar a desoneração do setor empresarial.

4 Prejudica principalmente os mais precarizados no mercado.

5 Ignora o enorme contingente de trabalhadores informais que hoje estão excluídos da previdência.

6 Aumenta as restrições de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

7 Revê o pacto construído na sociedade na Constituição Federal de 88 (de universalidade, solidariedade, capacidade contributiva, financiamento tripartite (empregadores+ trabalhadores+ Estado), diversidade na base de financiamentos e consideração de desigualdades).

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Petroleiros próprios e terceirizados da Recap , em Mauá, cruzaram os braços por duas horas na manhã desta sexta-feira, 22, no ato convocado pela CUT e demais centrais sindicais em Defesa da Previdência. O movimento de hoje foi um esquenta para a greve geral que os trabalhadores farão, caso Bolsonaro insista em aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), de reforma da Previdência, que vai acabar com o direito de aposentadoria dos brasileiros.

Na Replan, na Portaria Sul, principal acesso à refinaria, centenas de petroleiros, participaram do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

A categoria engrossa o coro contra a cruel proposta da reforma da Previdência, de Bolsonaro, que vai dificultar a aposentadoria dos trabalhadores e exigir que se trabalhe muito mais para ganhar bem menos, caso o brasileiro consiga se aposenta.

 

 

No terminal de Barueri e em outras bases do Unificado, também os trabalhadores/as se mobilizaram para protestar.

A CUT e demais centrais sindicais estão organizando grandes atos pelo país. No final da tarde desta sexta a mobilização irá ocorrer na avenida Paulista, a partir das 17 horas. Dirigentes e militantes do Unificado estarão presentes para protestar contra a reforma da Previdência.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

A chuva ralinha, acompanhada de um friozinho típico do outono, não esfriou os ânimos dos petroleiros paranaenses na manhã desta sexta-feira (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Aposentadoria.

Os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, atenderam à convocação do Sindipetro PR e SC e participaram do protesto contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro e contra a privatização do Sistema Petrobrás.

A manifestações durou pouco mais de duas horas e atrasou a entrada do turno e do expediente administrativo.

Outro ato foi realizado na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul-PR. Lá os petroleiros fizeram um atraso no expediente e no turno de cerca de uma hora, com as mesmas pautas.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, é hora de arregaçar as mangas e ir à luta para impedir a agenda de retrocessos do governo Bolsonaro. “Se quisermos manter nossos direitos, temos que fazer muita mobilização, tomar as ruas em protestos e construir a greve geral. Acabar com a aposentadoria por tempo de serviço, colocar idade mínima próxima à expectativa de vida e ainda exigir 40 anos para concessão de 100% do benefício significa acabar com a previdência pública brasileira. Vamos lutar até as últimas consequências para barrar essa nefasta proposta de reforma”, afirmou.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan) se mobilizaram, na manhã desta quinta-feira (31), contra a privatização da empresa. O Sindipetro Unificado-SP recebeu a informação que uma comitiva ligada ao processo de desinvestimento da Petrobrás faria uma visita à refinaria nessa data e convocou um ato de protesto, que reuniu cerca de 400 trabalhadores na frente da Replan. “Essa manifestação é para demonstrar que temos organização e resistiremos até o fim”, declarou o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

O ato durou cerca de duas horas e teve a participação de trabalhadores próprios do turno e do horário administrativo. Representantes de outros sindicatos, da CUT e de movimentos sociais também estiveram presentes, reforçando o coro em defesa de uma Petrobrás estatal e a serviço da população brasileira. “Os trabalhadores estão unidos para fazer esse enfrentamento contra a venda do nosso patrimônio”, afirmou o coordenador da CUT Campinas, Carlos Fábio, o Índio.
Os rumores de uma possível venda da Replan trouxeram mais preocupação para trabalhadores e sindicalistas. A direção do Unificado alertou sobre os riscos da privatização. “Não podemos esquecer que foi aprovada a terceirização irrestrita da atividade fim e a possibilidade de sermos substituídos por um trabalhador em condições precárias é grande”, argumentou o coordenador do Sindicato, Juliano Deptula.
Segundo o dirigente petroleiro Felipe Grubba, o processo de privatização é danoso para toda a sociedade. “Alguém tem a ilusão de que o novo comprador vai investir em segurança e meio ambiente? Não vai. O sucateamento vai ocasionar mais acidentes e mais graves, como o de Brumadinho”, destacou.
O pacote de maldades da privatização, alerta o diretor Itamar Sanches, inclui demissões, redução de direitos e precarização das condições de trabalho para facilitar a venda. “Mas eles (o governo e os compradores) não encontrarão facilidades, e sim resistência”, declarou. “Nós vamos defender essa empresa com sangue nos olhos”, garantiu o dirigente do Sindicato Auzélio Alves.

Fonte: Sindipetro SP

Fotos: Denny Cesare

Em mais uma derrota para o consórcio Temer/Bolsonaro, foi adiada outra vez no Senado Federal a votação do PLC 78/18, da cessão onerosa do Pré-sal. A pressão dos petroleiros e o diálogo com senadores, governadores e prefeitos, mostrando os prejuízos que a aprovação da matéria implicará para estados e municípios, surtiu efeito e o governo não conseguiu aprovar o texto no plenário da Casa.

“A nossa ação é no sentido de mostrar aos senadores, governadores e prefeitos, individualmente, os cálculos da perda de receita de cada ente federativo com o leilão dos excedentes do pré-sal da cessão onerosa. Os números não mentem, temos estimativas da própria Petrobras que indicam que há cerca de 15 bilhões de barris de excedentes, que valem cerca de R$ 500 bilhões. O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer quer vender esse excedente – bônus de assinatura - por apenas R$ 100 bilhões, valor que representa um quinto do valor líquido”, afirma Felipe Homero Pontes, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES).

Sem conseguir acordo para a votação, a equipe do futuro ministro Paulo Guedes recuou e cogita desistir do projeto de lei da cessão onerosa, que prevê mudanças na exploração desses campos no pré-sal, hoje exclusividade da Petrobras. Diante disso, a equipe de Guedes quer agora encontrar uma brecha e pedir aval do Tribunal de Contas da União - TCU para fazer o leilão apenas com a revisão do contrato entre Petrobras e União. “Assim como estamos fazendo no Congresso Nacional, a brigada petroleira estará vigilante e não permitirá essa negociação criminosa. Estamos preparados para juridicamente derrotar mais essa investida lesa à pátria daqueles que querem entregar as nossas riquezas ao capital estrangeiro”, afirmou o diretor da Federação Única dos Petroleiros - FUP, Deyvid Bacelar.

REFINO DE PETRÓLEO – Na terça feira (04), os petroleiros participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a importância estratégica do refino de petróleo para o país e para a Petrobras. Com o tema “Refino de petróleo como uma questão estratégica para o país”, petroleiros, parlamentares e especialistas do setor foram unânimes em dizer que não há justificativa técnica que respalde a proposta do atual comando da Petrobras de vender quatro de suas refinarias.

Dary Beck Filho, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), lembrou que não se justificam os argumentos da direção da Petrobras de que há necessidade de vender ativos da empresa para pagar dívidas. “Já foi demonstrado que isso não tem sentido, porque sua geração de caixa é muito grande, ela tem viabilidade financeira em nível internacional”, argumentou. Dary Filho disse temer que o Brasil e os brasileiros amarguem mais prejuízos com esse tipo de venda, assim como ocorreu no episódio de privatização da Nova Transportadora do Sudeste (NTS).
Presente na audiência, o ex-consultor da Câmara para a área de minas e energia, com foco nos temas relativos a petróleo, gás natural, biocombustíveis e recursos minerais, Paulo César Ribeiro denunciou o entreguismo do governo e da atual gestão da Petrobras. “O Brasil está na contramão do que ocorre em todo o mundo. Enquanto mundo a fora, os países detentores de petróleo fortalecem suas estatais, no Brasil, querem entregar a preço de banana às petrolíferas estrangeiras”, afirmou.

Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa das Refinarias da Petrobras e contra a sua Privatização, o deputado Bohn Gass (PT-RS), foi um dos autores do requerimento para a audiência. O parlamentar manifestou preocupação com a falta de visão estratégica de quem está propondo a destruição de toda uma cadeia de exploração, produção, refino e distribuição de combustíveis no Brasil.

“É importante que o Brasil continue atuando estrategicamente na área do refino e não decida entregar, como planejou Michel Temer por meio de um plano de desinvestimento, o patrimônio dessas refinarias para que petrolíferas estrangeiras venham atuar no Brasil. Elas vão transformar óleo bruto em derivados, transferindo dinheiro, emprego e tecnologia para fora do País. Depois, vão nos humilhar, obrigando os brasileiros a comprar combustíveis a preços altos, revelando nossa total falta de soberania”, protestou o deputado.

Também autor do requerimento da audiência, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) lembrou que a Petrobras é um bem público e precisa ser preservada. “As informações contribuem para orientar a opinião pública com dados concretos. O lucro da estatal superou no último trimestre o lucro de bancos e empresas importantes. Isso mostra a importância de preservar a Petrobras como um bem público, sobretudo neste momento em que o governo ataca frontalmente todas as empresas públicas brasileiras”.

Entenda o PLC 78/18 - Na prática, o projeto autoriza a Petrobras a abrir mão de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo da Cessão Onerosa do Pré-Sal. Ou seja, até 3,5 bilhões de barris. Além disso, o PLC também aprova a criação de leilões para os excedentes da cessão onerosa, que podem chegar a 15 bilhões de barris.

Quando aprovou a Lei 12.267/2010 – Lei da cessão onerosa, o Congresso Nacional autorizou a União a “ceder” à Petrobras o direito de produzir até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural, no valor de R$ 173,3 bilhões, segundo estimativas da época. O objetivo da lei foi capitalizar a Petrobras para a companhia desbravar o pré-sal. Em contrapartida, a Petrobras repassaria o valor correspondente a essa quantidade de barris para a União em forma de ações preferenciais da empresa.

Novas estimativas da Petrobras indicam, no entanto, que há cerca de 15 bilhões de barris de excedentes, que valem cerca de R$ 500 bilhões. O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer quer vender esse excedente – bônus de assinatura - por apenas R$ 100 bilhões, valor que representa um quinto do valor líquido.

De autoria do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), o texto foi aprovado a toque de caixa pela Câmara dos Deputados Federais, no dia 20 de junho, sem qualquer debate nas comissões. No dia 7 de novembro, a brigada petroleira esteve mobilizada em Brasília contra o avanço da matéria, mas a bancada governista conseguiu aprovar um Requerimento de Urgência ao PLC, fazendo com que a matéria não seja apreciada por nenhuma comissão de mérito do Senado, a exemplo do que já ocorreu na Câmara dos Deputados.

Desde então, a brigada petroleira tem se mobilizado, semana após semana, para impedir a votação da matéria.

Publicado em Petróleo

Cerca de 300 petroleiros de várias regiões do Brasil já estão em Brasília para o grande ato nacional em defesa do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sua candidatura à Presidência do país registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os petroleiros se juntam a milhares de trabalhadores, militantes de movimentos sociais, organizações populares, estudantes, lideranças políticas do campo da esquerda, intelectuais e juristas, que participam das mobilizações desta quarta-feira (15), em defesa da democracia.

No Estádio Mané Garrincha, mais de cinco mil trabalhadores sem terra estão acampados desde ontem (14), quando chegaram em caravanas que percorreram mais de 50 quilômetros, em marcha, organizada em três grandes colunas, que saíram de diferentes regiões do país. O local virou ponto de concentração dos manifestantes que estão em Brasília e seguirão em caminhada para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de onde descerão pelo Eixo Monumental até o Itamaraty, em direção ao TSE, onde será realizado o ato político.

A coligação em torno da candidatura de Lula, “’O Povo Feliz de Novo”, reúne o PT, o PCdoB e o PROS e tem como vice o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

 
Plenária da FUP aprovou apoio a Lula

Os petroleiros chegaram a Brasília em representações vindas de vários estados. Os sindicatos enviaram ônibus de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por unanimidade, a VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros na manifestação e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores.

Preso político

Encarcerado como preso político há mais de 120 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. A última consulta feita pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 20 de julho, revela que as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio. Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%.

Lula é o candidato do povo e o único capaz de recuperar o país dos estragos feitos pelos golpistas. Por isso, ele é mantido preso, sem provas, pelos setores que apoiam o golpe, enquanto manifestações populares e do campo da esquerda eclodem dentro e fora do Brasil por sua liberdade.

A FUP e seus sindicatos estão na capital federal para defender a inocência de Lula e garantir o seu direito de disputar democraticamente a eleição presidencial. 

[FUP]

 

Publicado em Movimentos Sociais
Página 5 de 6

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram