A greve dos petroleiros, que teve início na madrugada deste sábado, ganhou a adesão pela manhã dos trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e do Terminal Madre de Deus, na Bahia.

Até o momento já são 12 as unidades de refino que estão sem rendição nos turnos e 05 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está sob risco de privatização e demissões.

Na Bacia de Campos, 12 plataformas já aderiram à orientação do sindicato de realizar levantamento de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo.

Na Fafen-PR, os trabalhadores seguem ocupando a unidade há 12 dias para impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14.

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP estão desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da empresa, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e pelo estabelecimento imediato de um processo de negociação com a Petrobras, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de uma vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias.

O vazamento foi controlado na madrugada, com apoio do Corpo de Bombeiros. Os representantes do Sindiquímica-PR se reúnem neste sábado com a gerência da fábrica para discutir as condições de segurança da unidade.

Unidades de refino na greve

Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul (Refap) – desde as 07h de 01/02

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest) – desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor) – desde a zero hora 01/02

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa) – ocupação desde o dia 28/01

Terminais na greve

Terminal Madre de Deus, na Bahia – desde as 07h de 01/02

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco - desde a zero hora de 01/02

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar) - desde a zero hora 01/02

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran) - desde a zero hora 01/02

Terminal de Campos Elíseos, no Rio de Janeiro (Tecam) - desde a zero hora 01/02

[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos apoiam e se solidarizam com os trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), que estão em greve por tempo indeterminado em mais de 20 estados e no Distrito Federal.

A paralisação ocorre em resposta ao processo de privatização da empresa, que é é responsável pela administração do sistema que processa todo o funcionamento da Previdência Social, desde o pagamento de mais de 34 milhões de benefícios previdenciários, a concessão de benefícios e o próprio funcionamento informatizado e interligado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

O governo Bolsonaro anunciou o fechamento de 20 unidades da Dataprev e a demissão de mais de três mil trabalhadores, que estão sendo coagidos a aderirem compulsoriamente ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ).

Segundo a categoria, cerca de 500 funcionários já foram demitidos, quando poderiam ter sido realocados para o INSS, que está com atrasos de quase dois milhões de pedidos de aposentadoria e benefícios, por conta das mudanças causadas pela reforma da Previdência.

Em vez de buscar reforços de trabalhadores especializados, o governo anunciou a contratação temporária de 7 mil militares, o que poderá aumentar ainda mais as filas gigantescas. 

 

O fechamento das regionais da Dataprev e a demissão em massa na empresa ocorrem em meio a esse contexto e às denúncias da categoria sobre os ricos que a população correrá com a privatização da empresa.  Saiba mais: http://salveseusdados.com.br/

A Dataprev e o Serpro, as duas principais empresas nacionais de tecnologia da informação, junto com a Casa da Moeda, encabeçam a lista de privatização anunciada pelo governo Bolsonaro.

Os petroleiros, que aprovaram o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir de 01/02, manifestam total solidariedade aos trabalhadores e às trabalhadoras destas estatais, que, assim como a nossa categoria, lutam contra as demissões e o desmonte que o atual governo vem fazendo no setor público, privatizando empresas estratégicas para a soberania nacional.

Juntos, somos mais fortes.

Privatizar faz mal ao BRasil.

#EstataisResistem

Rio de Janeiro, 28/01/2020

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Trabalho

A gestão da Petrobras levou seis homens armados para acompanhar a audiência, realizada na sexta-feira (24), no Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná, com representantes dos trabalhadores e da petroleira. O objetivo da reunião foi discutir os impactos da demissão em massa e outras consequências que o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), empresa subsidiária da Petrobrás com sede em Araucária, podem provocar.

Para os sindicalistas, que solicitaram que o fato fosse registrado na ata da audiência, a Petrobras tentou intimidar os representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) que estão lutando para impedir a demissão sumária de mil trabalhadores da Fafen-PR, com graves consequências também para a economuia da região.

“Isso é fascismo”, denunciou o diretor da FUP e do Sindiquímica-PR, Gerson Castellano, em vídeo distribuído nas redes sociais. De acordo com ele, o objetivo da Petrobras foi constranger os dirigentes sindicais que estão na luta para defender os trabalhadores e as trabalhadoras.

Ocupação da Fafen-PR completa sete dias

Petroleiros e petroleiras da Araucária Nitrogenados (ANSA) estão ocupando a frente da Fafen-PR desde o dia 21, em protesto contra o fechamento da unidade e a consequente demissão de mil trabalhadores.

No dia 1º de fevereiro eles vão participar da greve por tempo indeterminado, convocada pela FUP em todo o país, para impedir o fechamento da unidade.

"Os petroleiros se revezam em protesto silencioso e estratégico, acorrentados no portão de entrada e fazendo toda manutenção dos equipamentos, para impedir o esvaziamento da unidade e seu completo fechamento", explicou  Gerson Castellano.

Sobre a audiência no MPT

O MPT marcou a audiência depois que o Sindiquímica-PR) e a FUP denunciaram a falta de transparência da decisão de fechar a unidade,  o desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado com a empresa e a diferença entre o processo de encerramento das atividades da Fafen-PR e de outras unidades da empresa que funcionam na Bahia, Sergipe e Mato Grosso do Sul.

O MPT determinou que a diretoria da Fafen apresente o planejamento detalhado do encerramento das atividades da fábrica, o plano de gerenciamento de risco relacionado à gestão dos resíduos tóxicos e radioativos, a formalização do pacote de benefícios compensatórios oferecido aos empregados e outras informações que serão úteis na investigação que será promovida pela procuradoria. A empresa se comprometeu a apresentar um prazo para a entrega de cada documento solicitado até a próxima terça-feira (28/01).

[Via CUT | Foto; Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás
Sexta, 24 Janeiro 2020 16:25

Capital sem Pessoas

Por Normando Rodrigues, assessor jurídico da FUP

Apesar de todo o desenvolvimento da automação, acentuado pelas inovações quanto à Inteligência Artificial, a revista The Economist destacou semana passada a constante queda de produtividade dos trabalhadores, em todo o mundo porém mais acentuada na periferia.

Análises listam como motivos principais, no capitalismo periférico, a pouca transferência de tecnologia e o baixo investimento, convenientemente omitindo que uma e outro são condicionados pela relação Centro/Periferia.

Segundo a ideologia neoliberal, os mais pobres não poupam, e não investem, porque não se organizam para tal. Pouco importa que metade dos brasileiros viva com menos de um salário mínimo. Não sobra dinheiro para investir porque são desorganizados.

IMPERIALISMO

No exato mesmo raciocínio, a baixa produtividade do brasileiro é analisada como se transferência de tecnologia e investimentos não tivessem nenhuma relação com o fluxo de capitais do Brasil para os países centrais, na forma de remessa de lucros de filiais e subsidiárias, e de exportação de commodities combinada com importação de manufaturas de maior valor agregado.

O mundo multilateral, onde as nações periféricas tinham alguma voz, entrou em extinção a partir da ruptura unilateral com o Padrão Ouro por Nixon, em 1971. Extinção que se acentuou dramaticamente com o governo Trump. A tendência dominante é a de uma mal disfarçada recolonização, onde governos locais favoráveis são destituídos, ou entronizados, via guerras híbridas.

ARAUCÁRIA NITROGENADOS

No passado, ao mesmo tempo em que pregava o “Livre Comércio”, o Império Britânico desindustrializou a Índia e o Egito, via intervenção militar. Pelo único motivo de essas duas nações colocarem produtos têxteis, no mercado internacional, mais baratos do que os feitos em Machester.

Pelo exato mesmo motivo o Brasil está em acentuado processo de desindustrialização. Aliás a maior desindustrialização já registrada na história. O país não pode privar os exportadores de derivados de petróleo de seu mercado interno! Por isso as refinarias serão vendidas e se transformarão em pátios de tancagem, para armazenar derivados importados, enquanto exportamos óleo cru.

E como também não podemos privar os produtores internacionais de fertilizantes, do acesso ao rico mercado brasileiro do agronegócio, a Araucária Nitrogenados deve ser fechada. Simples assim.

Tudo isso feito por um governo “patriota”, que identifica desenvolvimento com submissão aos EUA.

[Artigo publicado pelo jornal Nascente/Sindipetro-NF - Ilustração: Tiago Hoisel]

Publicado em Economia

O ataque aos trabalhadores não para. No último mês, o governo Bolsonaro anunciou o fechamento de 20 unidades da Dataprev e a demissão de mais de três mil trabalhadores, que estão sendo coagidos a aderirem compulsoriamente ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ).

Por conta disso, os profissionais decidiram entrar em greve na sede da empresa, em Brasília, e em várias regionais espalhadas pelo país.

Na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e em Sergipe, a greve já começou.

No Distrito Federal a paralisação vai começar na próxima segunda-feira (27). 

No Rio de Janeiro, a greve foi aprovada em assembleias realizadas quinta-feira (23) nas unidades Álvaro Rodrigues e Cosme Velho. Os trabalhadores irão parar por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 28 de janeiro.

Os petroleiros, que estão aprovando em assembleias o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir de 01/02, se solidarizam com os companheiros da Dataprev, que, assim como nossa categoria, lutam contra as demissões e o desmonte que o atual governo vem fazendo no setor público, privatizando empresas estratégicas para a soberania nacional.

A Dataprev e o Serpro, as duas principais empresas estatais de tecnologia da informação, estão sendo arbitrariamente privatizadas e seus trabalhadores, demitidos.

Criada em 1974, a Dataprev é responsável pela administração do sistema que processa todo o funcionamento da Previdência Social, desde o pagamento de mais de 34 milhões de benefícios previdenciários, a concessão de benefícios e o próprio funcionamento informatizado e interligado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

Edson Simões, secretário-geral do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Distrito Federal (Sindpd), avalia que a população vai ser prejudicada e o país vai empobrecer cada vez mais com as privatizações. “É um processo que está iniciado há muito tempo. Esse trem, ele não para. Está a todo momento andando, avançando. O governo vai fazer tudo para colocar a população contra os trabalhadores, para respaldar as ações dele”, afirmou. 

Já o diretor da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados), Eudes da Silva, destacou que o governo Bolsonaro “está atropelando tudo, não está dialogando com a representação dos trabalhadores”. Um dos motivos da greve é que a Fazenda Nacional deu sinal verde para a privatização da Dataprev. Na quarta-feira foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União determinando que a Secretaria Nacional de Desestatização, sob chefia de Salim Mattar, deve seguir as regras aprovadas pelo conselho.

Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Mattar acusou os trabalhadores do Serpro e da Dataprev de venderem os dados da população. Sem apresentar qualquer prova, o secretário disse: “Empresa estatal não funciona bem. Você verifique que os nossos dados estão sendo vendidos pelos servidores públicos dessas estatais (Serpro e Dataprev). Então nós temos que privatizar porque, se privatizar, tem legislação, poderemos processar essas pessoas, é muito diferente”.

Confira a reportagem da TVT

[Com informações da Rede Brasil Atual e do Sindpd-RJ | Foto: Sindpd-RJ ]

Publicado em Trabalho

Nesta quinta-feira, 12, os petroleiros participam do lançamento no Rio de Janeiro da Frente Estadual em Defesa da Petrobras, da Soberania Nacional e do Desenvolvimento, que será realizado às 18h, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, é um dos palestrantes do evento, que contará com a participação de entidades representativas da sociedade civil, parlamentares, autoridades, que, juntos, lançarão manifesto de criação da Frente.

Redigido pelo jornalista José Augusto Ribeiro, biógrafo de Getúlio Vargas e autor do livro “Saga da Petrobrás”, o manifesto tem como título a célebre frase “País que entrega seu petróleo, entrega também sua soberania”. A citação de Vargas  tornou-se lema da campanha “o petróleo é nosso”, que resultou na criação da Petrobrás, em 1953.

A Frente Estadual em Defesa da Petrobras conta com a participação de petroleiros, engenheiros e diversas entidades de classe e da sociedade civil organizada, como a ABI, OAB, CUT, CTB, entre várias outras organizações sociais. 

Confirme a sua presença e ajude a divulgar o evento.

Manifesto de lançamento da Frente Estadual (RJ) em Defesa da Soberania Nacional, do Desenvolvimento e da Petrobras

“País que entrega seu Petróleo, entrega tambem sua Soberania” (Getúlio Vargas)

O Governo Bolsonaro está entregando a Petrobrás e o Pré-Sal, acelerando a entrega de nossas refinarias de petróleo. Isso significa perder o controle sobre o preço de todos os derivados, do diesel, que transporta as mercadorias, ao gás de cozinha, que tantas famílias já não conseguem comprar.

Essa política de privatizações já atingiu a Embraer, e atingirá  a Eletrobrás, o BNDES, que financia nosso desenvolvimento industrial, a Caixa Econômica, que financia o pouco que temos de habitação popular, o Banco do Brasil, que é o sustentáculo do agronegócio, a Embrapa, nossa maior experiência de tecnologia e inovação agrícolas, e todo o setor do saneamento, transformando a água que bebemos em mercadoria controlada por estrangeiros.

Este Governo entreguista listou inicialmente dezessete empresas nacionais para privatização, e aposta na venda da Petrobrás com a falsa justificativa de combater o déficit fiscal. Por décadas, a Petrobras enfrentou desde o ceticismo de geólogos estrangeiros que, através da grande imprensa, viviam a apregoar que no Brasil não havia petróleo, até a oposição sistemática de forças políticas, que sempre se pronunciaram e se pronunciam abertamente a favor da entrega do negócio do petróleo ao capital estrangeiro, sob a alegação de que, aqui, não há capacidade técnica nem capital para desenvolvê-lo. A Petrobras venceu todos os obstáculos e firmou-se como uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.

Em 2006, fizemos a maior descoberta mundial de petróleo dos últimos 30 anos: o chamado Pré-Sal. A despeito da grande pressão para entregar o petróleo às multinacionais em regime de concessão, o Congresso Nacional em 2010 atribuiu à Petrobrás a exclusividade das operações no Pré-Sal, e assegurou à União parte do petróleo produzido em eventuais parcerias com multinacionais, a chamada lei da partilha.

A partir de 2015, a pressão entreguista aumentou, e a Petrobras vem sendo sistematicamente desmontada, através da venda de partes vitais das operações da empresa, como campos, oleodutos, gasodutos e terminais, da venda da sua distribuidora de combustíveis, a BR, da venda distribuidora de gás de botijão, a Liquigás, o que vai afetar perversamente as famílias mais pobres, e da venda, em andamento, de suas refinarias, que têm o poder de definir o preço que o consumidor final vai pagar pelo diesel, pela gasolina e demais derivados.

Mais ainda, retirou-se da Petrobrás o direito de ser a operadora exclusiva nos campos do Pré-Sal, entregou-se a uma multinacional o campo de Carcará, o melhor do Pré-Sal, extinguiu-se a política de apoio ao conteúdo local nas compras da Petrobrás, fragilizando cadeia produtiva de mais de 5000 empresas, nacionais e estrangeiras, responsáveis por 800.000 empregos especializados, e se concedeu absoluta isenção tributária por 20 anos às atividades nas áreas de petróleo e gás.

Agora, se acentua o processo de entrega às multinacionais das áreas descobertas pela empresa. Ao entregarmos assim nosso petróleo, não é só à nossa soberania que estamos renunciando. Estamos desistindo da retomada de nosso desenvolvimento, estamos aceitando essas taxas humilhantes de desemprego, estamos condenando à miséria milhões de brasileiros que começavam a sair dela, e oferecendo à juventude um futuro sem esperança e sem horizontes. Estamos, de fato, devolvendo o Brasil à condição de colônia.

Não há justiça social sem desenvolvimento, nem desenvolvimento sem soberania. O desmonte da Petrobrás e a privatização prevista das empresas nacionais como a Eletrobrás, Correios, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda já foi longe demais.

Sem as empresas nacionais em setores estratégicos a soberania estará comprometida. Sem a Petrobras não teremos, nem soberania, nem desenvolvimento e, muito menos, justiça social.

[FUP, com informações do Senge/RJ e da ABI]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nota de agradecimento à categoria petroleira 

Finalizado o processo eleitoral, a Chapa 1 – Unidade Nacional, foi reeleita para a gestão do SINDIPETRO PE/PB. As votações foram finalizadas as 17h do dia 04/12 e as urnas seguiram para apuração, que foi finalizada as 22h.

A direção do SINDIPETRO PE/PB agradece a todos e todas os/as trabalhadores/as que compareceram às urnas e, mais uma vez, depositaram sua confiança na entidade que, ao longo dos últimos anos, vem lutando em defesa da categoria petroleira. Eleita para o quadriênio 2020-2024, a entidade vem, por meio desta nota, reafirmar seu compromisso com a luta e com a categoria, em defesa dos direitos, dos postos de trabalho e contra a privatização da Petrobras.

Vamos todos/as unidos/as, construir as lutas que virão.

Juntos/as somos fortes!

[Via Sindipetro-PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

Petroleiros cumpriram seu objetivo de chamar a atenção da população para o desmonte da Petrobrás sem comprometer o abastecimento de combustíveis. Categoria permanece participando e promovendo ações sociais até sexta

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avalia como positiva a mobilização por tempo determinado que a categoria iniciou nessa segunda-feira (25/11) e que decidiu suspender na manhã desta quarta-feira (27/11). Além de garantir a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população – compromisso assumido e cumprido pelos trabalhadores do setor de petróleo –, o movimento conseguiu chamar a atenção da sociedade para a política de demissões e transferências em massa, de venda de ativos e de reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel promovida pela atual gestão da empresa.

A mobilização contou com 26 mil trabalhadores, direta e indiretamente, mais de um terço do atual corpo de funcionários da Petrobrás. As atividades envolveram ações solidárias, como a participação dos petroleiros no Dia Nacional de Doação de Sangue em diversas cidades do País, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, São Paulo e Curitiba, e permanecerão doando sangue até sexta com o mote #petrobrasnaveia.

Na terça, na Reduc, em Duque de Caxias (RJ), os petroleiros distribuíram mil cestas básicas a trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás.

E nesta quarta-feira (27/11), a ação social dos petroleiros promove a venda de 200 botijões de gás de cozinha a preço justo em Campos dos Goytacazes (RJ) e venda subsidiada de gasolina e diesel em Linhares (ES), com preços justos para a população.

A FUP considera como arbitrárias as decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Primeiro, multando a categoria em R$ 2 milhões por dia de mobilização; depois, suspendendo o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação e autorizando o bloqueio cautelar das contas das entidades, em resposta a uma liminar da Petrobrás. A última vez em que o TST tomou decisão similar foi em 1995, quando uma greve dos petroleiros afetou o abastecimento de combustíveis do país.

Por outro lado, se as decisões do TST prejudicaram o movimento, também comprovaram a força de mobilização dos petroleiros, avalia o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

“As decisões do TST reforçaram o potencial dos petroleiros, que se mobilizaram e garantiram o abastecimento dos combustíveis, que foram para as ruas em ações sociais. Nossa mobilização mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, desconhece a legislação brasileira que dá direito de greve a todos os trabalhadores do País e desconhece a real situação da Petrobrás, que vem sofrendo com corte de pessoal e com a venda de ativos”, afirma Rangel.

A FUP ainda condena a postura antidemocrática contra a mobilização dos trabalhadores do setor de petróleo, como a registrada na manhã desta terça-feira em Campos dos Goytacazes. Policiais intimidaram petroleiros, impedindo-os de exercer seu direito de livre manifestação.

Além das demissões e transferências em massa, da venda de ativos e de uma política de preços dos combustíveis que penaliza a população exercida pela atual gestão da Petrobrás, a FUP reitera que a companhia está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST. A diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que fere as cláusulas do ACT e podem atingir diretamente os interesses da sociedade, por aumentar o desemprego, colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam.

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2019


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Um grupo de petroleiros da Bacia de Campos realizou, na manhã de hoje, um gesto de solidariedade em meio à greve da categoria. Após um ato público no Heliporto do Farol de São Thomé, eles seguiram para o Hemocentro do Hospital Ferreira Machado para doar sangue. A ação tem sido estimulada em todo o País pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pelos sindicatos filiados, entre eles o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense).

A categoria petroleira iniciou a greve ontem e tem previsão de seguir mobilizada até esta sexta-feira, 29, na região, inclusive com mais doações de sangue em grupo. Os petroleiros protestam pelo cumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo sobre segurança no trabalho e empregabilidade. As atividades públicas buscam também alertar a sociedade sobre os prejuízos causados pela venda de patrimônios da Petrobras, entre eles estão plataformas da Bacia de Campos.

[Clique aqui para ver o álbum de fotos da doação hoje no hemocentro]

“Estamos aqui mais uma vez dando o sangue pela Petrobras. A gente quer conscientizar a população sobre as lutas que encampamos. O que queremos é que o nosso sangue seja derramado apenas assim, em situações como essa, em um hemocentro, e não nas plataformas de petróleo como têm acontecido”, afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Para a assistente social do Hospital Ferreira Machado, Cristiane Barros, que recepcionou os trabalhadores no hemocentro, a doação dos petroleiros foi importante para contribuir com o estoque de sangue e com a conscientização da população sobre a necessidade de doar.

“Foi uma atitude muito responsável e muito organizada, com criatividade, cartazes, muito boa. Nos ajudou a manter o nosso estoque. Espero que venham mais”, disse a profissional, que informou que o banco de sangue de Campos precisa de 70 doações diárias para manter um bom nível de estoque para atender a população.

[Via Sindipetro-NF |Foto: Luciana Fonseca]

Publicado em Cidadania

Em greve desde a 0h desta segunda-feira, os petroleiros gaúchos protestam contra as anunciadas vendas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e o conjunto de oleodutos e terminais que representam 90% da Petrobras no RS. A categoria teme, entre outros impactos, que mudança gere desemprego, redução de salários, insegurança ambiental, aumento de preços e perda de receita da estatal. A paralisação foi convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e é prevista para ocorrer em todo o Brasil.

Segundo o diretor de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Dary Beck Filho, a adesão foi de 85% dos 700 funcionários da Refap. “É para alertar a população porque somente a sociedade pode impedir essa venda”, frisa. Assembleias da categoria indicaram greve até as 23h59min da próxima sexta-feira, dia 29. “É um desmonte o que está ocorrendo. A Petrobras está abandonando o estado”, alerta Beck. Ele adverte que os preços da gasolina e do diesel aumentarão se a venda da Refap, prevista para fevereiro de 2020, se consumar. “Eu desafio a me provarem que o preço vai baixar”, disparou.

Integrante da direção colegiada do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira acrescentou que os municípios que possuem ativos de refino e logística vão perder muito com o processo de privatização. “A nova proprietária da refinaria terá autonomia para importar óleo cru ao invés de utilizar o nosso. Neste caso, haverá perda de arrecadação de royalties”, prevê. Segundo ela, as cidades que mais recebem o benefício no estado, Cidreira, Imbé, Osório e Tramandaí, juntas, arrecadaram no acumulado de 2019 até o mês de agosto, mais de R$ 84 milhões, algo que deve mudar com a mudança.

Quanto à arrecadação do ICMS, a situação pode ser ainda pior, conforme Miriam. “O município de Canoas, onde fica a Refap, pode ter uma perda de R$ 150 milhões/ano com a venda”. Dary Beck Filho vai ainda mais longe. “Canoas vai quebrar desse jeito”. Ele esteve com o prefeito Luiz Carlos Busatto em reunião com o governador Eduardo Leite em setembro, cobrando um posicionamento sobre o tema. “Apresentamos os dados, ele se mostrou solidário e disse que formaria um grupo de trabalho para analisar o tema, mas até agora nada foi feito”, relata Beck.

Apesar de não ter ingerência sobre a decisão, em âmbito federal, a opinião de Leite é aguardada pela categoria. Por isso, o Sindipetro vai participar da mobilização de servidores estaduais, hoje à tarde, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. “Teremos uma série de atividades esta semana, como doação coletiva de sangue na quarta-feira”, acrescenta o diretor do sindicato.

Na quinta-feira, a entidade deverá escolher um posto de combustíveis para o Ato do Preço Justo. “Pretendemos pagar para as pessoas o desconto que achamos que deveria ser o valor do combustível. Hoje, se cobra R$ 4,50, R$ 4,60. Acreditamos em R$ 3,60 como justo”, diz Beck. No início da manhã de sexta-feira, outra mobilização está prevista, em frente a Refap.

[Via Correio do Povo/RS]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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