Sem negociação ou sequer comunicação prévia ao sindicato, a gestão da Araucária Nitrogenados anunciou o fechamento da unidade e a demissão sumária de mil trabalhadores. Arbitrária e cruel, a atitude da direção da Petrobrás é um chamado ao enfrentamento e acontece em meio a uma série de descumprimentos do Acordo Coletivo de Trabalho, que foi pactuado há menos de dois meses. 

A reação da categoria a esses ataques tem que ser contundente e imediata. “O que estão fazendo na Fafen-PR é um balão de ensaio para demissões em massa em todo o Sistema Petrobrás. Não há saída individual. Nossa resposta tem que ser na luta. É na resistência que iremos reverter as demissões e impedir que se alastrem para as demais unidades da empresa”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar. 

Reunido no Paraná, o Conselho Deliberativo da FUP aprovou por unanimidade indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia primeiro de fevereiro, em todo o Sistema Petrobrás, contra as demissões na Fafen-PR e as imposições da gestão da empresa, que ataca deliberadamente os direitos dos trabalhadores, se negando a negociar questões previstas no ACT. 

As assembleias para que os petroleiros e petroleiras se posicionem sobre o indicativo de greve serão realizadas  entre os dias 20 e 28 de janeiro. No dia 29, a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir no Conselho Deliberativo para definir os próximos encaminhamentos. 

Até lá, a FUP e o Sindiquímica-PR darão sequência às ações políticas e legais, para garantir os direitos dos trabalhadores da Fafen-PR e impedir a demissão em massa. 

O que os petroleiros reivindicam? 

> Cumprimento da cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho da Araucária Nitrogenados (FAFEN-PR):

"Cláusula 26 – Dispensa coletiva ou plúrima – “A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato. Excetuam-se do previsto nesta cláusula os planos de demissão voluntária ou incentivada, bem como os processos de movimentação interna dos empregados."

 Que sejam aplicados para os trabalhadores da Araucária Nitrogenados os mesmos critérios de garantia de emprego e transferências implementados na hibernação da FAFEN-BA (acordo MPT-Petrobrás), sendo a empresa sucedida na relação de emprego pela controladora Petrobrás;

 > Respeito aos fóruns de negociações instituídos pelo ACT 2019:

 Suspensão das medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás (tabelas de turno, HETT, banco de horas, PLR, transferências etc.) e aplicação do previsto no ACT, quanto aos debates e resoluções bilaterais.

[FUP | Foto: Paulo Neves]

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O Sindicato dos Petroquímicos do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) repudia com veemência a informação veiculada pela empresa Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR, subsidiária da Petrobrás) de que houve discussão prévia sobre a hibernação e demissão em massa dos trabalhadores da fábrica.

A entidade que defende os petroquímicos afirma que a direção da empresa mente, principalmente porque, ao fazer um resgate da maneira como se deu o processo de fechamento da unidade, não resta dúvidas quanto ao autoritarismo e à crueldade contra os trabalhadores.

A verdade é que a atual gestão da Petrobrás apenas apresentou o “pacote de benefícios" ao Sindiquímica-PR, de forma unilateral, sem qualquer discussão sobre o tema.

O sindicato enfatiza que a postura da Petrobrás não só fere todo e qualquer princípio ético na relação negocial entre entidade de classe e empresa, como também descumpre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2019, documento referendado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que proíbe demissão em massa sem prévia discussão com a entidade sindical.

Diante disso, o sindicato organiza ato em defesa da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR) nesta sexta-feira (17), às 6h30, em frente à unidade.

A resposta da categoria e da sociedade será dada lutando contra essa decisão arbitrária que atinge mais de mil trabalhadores (diretos e indiretos da unidade); além de impactar profundamente na economia da cidade de Araucária-PR.

Os impactos da venda da Fafen-PR

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia e 450 metros cúbicos de ARLA 32. A planta produz ainda 200 toneladas por dia de CO2, além de 75 toneladas de carbono peletizado e seis toneladas de enxofre.

Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. Além disso, o país ficará dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados movidos à diesel.

Como quarta maior consumidora de fertilizantes do mundo, a economia brasileira, com o desmonte promovido pela gestão da Petrobrás, ficará ainda mais dependente das importações, o que compromete a soberania alimentar.
Atualmente, o país já importa mais de 75% dos insumos nitrogenados, na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão.

Serão menos fertilizantes produzidos no Brasil, mais importação e, provavelmente, aumento nos preços dos produtos agrícolas.

Além disso, o município de Araucária-PR sofrerá uma redução de R$ 75 milhões anuais em arrecadação, comprometendo seriamente a oferta de serviços e atendimentos à população.

Outra mentira contada pela atual gestão da Petrobrás é que a Ansa/Fafen-PR dá prejuízo. É falsa essa alegação, já que quem faz o RASF (resíduo asfáltico utilizado para produzir Ureia e Amônia) é a Repar, refinaria da Petrobras localizada ao lado da subsidiária. Ou seja, quem produz e precifica é a própria empresa!

Portanto, foi ela quem criou uma falsa inviabilidade para justificar sua política de desmonte do setor de fertilizantes no Brasil, favorecendo, assim, as multinacionais e criando empregos em outros países.

[Via Sindiquímica-PR]

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Nesta sexta-feira, 17, a FUP e seus sindicatos realizam um grande ato nacional em Araucária, no Paraná, em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que está na iminência de ser fechada pela gestão da Petrobrás, que já anunciou a demissão sumária de cerca de 1.000 trabalhadores da unidade. O ato contará com a participação de petroleiros de todas as unidades da Petrobrás do Paraná, além de diversas categorias e representantes das centrais sindicais e movimentos sociais do estado.

Nas demais bases da FUP, também haverá atos em diversas unidades do Sistema Petrobrás, contra as demissões e o fechamento da Fafen-PR. Já estão confirmados atos no Amazonas (Reman), no Ceará (Lubnor), no Rio Grande do Norte (Polo Guamaré), em Pernambuco (Refinaria Abreu e Lima e Terminal de Suape), na Bahia (Ediba), no Espírito Santo (Terminal de Vitória/Tavit), em Duque de Caxias (Reduc), no Norte Fluminense (Aeroporto do Farol/Campos), em Minas Gerais (Regap), em São Paulo (Replan e Recap) e no Rio Grande do Sul (Refap).

“É mentira o argumento de que a Fafen-PR dá prejuízos”

“A luta é para preservar os empregos e direitos dos trabalhadores e manter a unidade funcionando, pois não há justificativas para o fechamento da fábrica. É mentira esse argumento da direção da Petrobrás de que a Fafen dá prejuízos. A gestão da empresa fez uma escolha de encarecer a própria matéria prima para produzir os fertilizantes. Foi uma decisão política e não técnica”, afirma o diretor da FUP, Gerson Castellano, funcionário da Araucária Nitrogenados e diretor do Sindiquímica-PR.

Segundo o presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Dal Zot, a gestão da Petrobrás faz uma manobra contábil para tentar justificar o fechamento da Fafen, afetando a vida das mil famílias de trabalhadores da unidade e ignorando os impactos econômicos que esta decisão terá para a região de Araucária. “A empresa mente descaradamente ao afirmar que a Fafen dá prejuízo. Isso não acontece em hipótese alguma, pois a fábrica utiliza como matéria prima o RASF, um refugo da Repar (refinaria da Petrobrás em Araucária), ao qual agrega valor, transformando em ureia, um fertilizante do qual o Brasil é extremamente dependente”, explica.

Impactos na economia

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia e 450 metros cúbicos de ARLA 32. A planta produz ainda 200 toneladas por dia de CO2, além de 75 toneladas de carbono peletizado e seis toneladas de enxofre.

Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. Além disso, o país ficará dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados.

O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e, com o desmonte da Petrobrás, tornou-se ainda mais dependente das importações, o que compromete a soberania alimentar. O país importa mais de 75% dos insumos nitrogenados, na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão.

“Com a Petrobrás saindo do setor de fertilizantes nitrogenados e ainda se sujeitando aos movimentos políticos dos EUA, o Brasil corre o risco de desabastecimento de fertilizantes. E isso tem impacto direto na alimentação. A ureia é utilizada na pecuária, na produção de cana, feijão e batata, que são alimentos básicos do povo”, alerta Gerson Castellano.

Soma-se a isso, os prejuízos que a desativação da Fafen-PR terá para o município de Araucária, que sofrerá uma redução de R$ 75 milhões anuais em arrecadação. Serão menos fertilizantes produzidos no Brasil e mais importação, com mais riscos à soberania alimentar e, provavelmente, aumento nos preços dos produtos agrícolas.


Ato nacional em defesa dos empregos e contra o fechamento da Fafen-PR

Sexta, 17/01, às 06h30, no Km 16 da Rodovia do Xisto


[FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A Central Única dos Trabalhadores vem manifestar seu repúdio contra a decisão da Petrobrás de fechar sua subsidiária Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados em Araucária, no Paraná e também prestar a nossa solidariedade aos 1.000 trabalhadores e trabalhadoras que vão ser diretamente atingidos por essa decisão arbitrária.

As alegações da Petrobrás, de que a empresa teve prejuízo no último ano, para justificar essa cruel decisão de fechar a empresa e demitir todos os funcionários não se sustenta, tendo em vista os lucros de 15 bilhões auferidos no ano de 2019 e que proporcionou a distribuição de 2,6 bilhões de remuneração aos seus acionistas, enquanto o prejuízo da empresa de fertilizantes foi de R$ 250 milhões, menos de 10% do que foi distribuído aos acionistas.

Além disso, parte desse prejuízo alegado pela Petrobrás advém da própria política da empresa em atrelar todos os seus preços ao dólar e aos preços praticados no mercado internacional. Ou seja, a decisão da Petrobrás fez com que os insumos utilizados pela Fabrica de Fertilizantes Nitrogenados fossem atingidos pela alta do dólar e dos preços internacionais do mercado de combustíveis. Porém, tudo isso poderia ser superado por outras medidas administrativas que viabilizem a manutenção da empresa, e a manutenção dos empregos diretos e indiretos se a Petrobrás aplicasse nesse caso o conceito de empresa integrada que rege todo o seu complexo industrial.

Não bastasse isso, a decisão da Petrobrás é desastrosa para o estado do Paraná e toda a região, tendo em vista os milhares de empregos que são gerados por outras empresas que dependem da produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados para continuar existindo.

A deliberação unilateral da Petrobrás também representa uma afronta e mais um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras porque desrespeita o Acordo Coletivo assinado com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos que prevê a obrigatoriedade de negociação nos casos de demissões em massa.

A CUT entende que essa decisão é mais uma das muitas que vêm sendo tomadas no sentido de destruir a empresa Petrobrás e entregar o patrimônio nacional para as empresas multinacionais estrangeiras que é o objetivo final desse desgoverno. Por isso, vamos utilizar de todos os meios legais, de mobilização, pressão e negociação junto às autoridades estaduais e judiciárias para impedir mais essa atrocidade contra os trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás e das suas empresas subsidiárias. Principalmente nesse momento em que o país já arca com o peso de mais de 11 milhões estão desempregados. O Brasil não precisa de mais desemprego.

Executiva Nacional da CUT

Publicado em Movimentos Sociais

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina manifesta solidariedade aos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen-PR). Após a Petrobrás confirmar, ontem (14), o fechamento da unidade em Araucária, o impacto na vida de aproximadamente mil funcionários ganha proporções cruéis.

Para o Sindipetro PR e SC, que sempre esteve ao lado do Sindiquímica Paraná nas mais diversas lutas, o momento é de união e de alerta, pois este é mais um sinal concreto do desmonte do Sistema Petrobrás. Vale ressaltar, que a política econômica do Governo Federal, comandada por Paulo Guedes, pauta a venda e o fechamento de diversas unidades da estatal e isso passa a ser refletido em Araucária. 

Sobre a fábrica de fertilizantes, se, no ano passado, a Petrobrás fechou contratos de arrendamentos das unidades da Fafen em Sergipe e na Bahia e realocou seus trabalhadores na própria estatal; na unidade do Paraná, uma subsidiária, isso não deve ocorrer. 

2020 

Infelizmente, 2020 se apresenta mais desafiador, pois, ao que tudo indica, o Governo Federal vai intensificar o desmonte do Sistema Petrobrás. 

Diante disso, já passou da hora de todos os trabalhadores juntarem forças, incondicionalmente, na defesa da Petrobrás estatal, locomotiva de desenvolvimento e geradora de empregos. Afinal, ninguém quer transferência de vagas de trabalho para outros países.

Esse filme já foi visto na indústria naval, destruída e tendo milhares de postos de trabalho no Brasil transferidos para a Indonésia, China e outros países asiáticos. 

Portanto, muita atenção: com as privatizações das refinarias, vai acontecer a vinda de mão de obra estrangeira para atender aos interesses dos futuros investidores ou gerar esses empregos lá fora (importando derivados de petróleo e fertilizantes, além dos equipamentos).

Ou seja, mais desempregos e a Petrobrás cada vez mais desestruturada. 

A verdade é que atualmente ninguém está garantido, desde trabalhadores comissionados até terceirizados. Por isso, o que resta é se mobilizar e defender a empregabilidade. Não há saída individual. Petroleiros e petroquímicos, próprios e terceirizados, estão unidos contra esses ataques da atual gestão da Petrobrás e do Governo Federal.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Sem plano de saúde para dependentes, trabalhadores da PERBRAS da Base-34 cruzam os braços em parada de advertência. A paralização que aconteceu nesta quinta-feira, 09, teve duração de uma hora e reuniu cerca de 20 pessoas no estacionamento da Petrobrás em Mossoró.

A mobilização foi acompanhada pelos diretores do SINDIPETRO-RN, Eufrasio Paulino e Manoel Assunção. Segundo Assunção a parada teve como objetivo pressionar a empresa para retomar as negociações do plano de saúde para os dependentes, já iniciada em outubro de 2019

"Na última reunião, a administração da empresa em Mossoró informou que a matriz sediada na Bahia já estava ciente da requisição dos trabalhadores e informou que no momento não teria condições de conceder o benefício, mas tentaria achar uma solução", informa o dirigente

Caso a empresa não apresente uma proposta concreta até o fim do mês, novas paralizações serão efetuadas, segundo a direção do sindicato.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

O ato promovido pelo Sindipetro Bahia, nesta terça-feira, às 7h, no Trevo da Resistência, contou com a participação de centenas de trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM) e Transpetro, além de diversas entidades vizinhas da refinaria. O ato foi marcado pelo protesto contra a visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, uma das interessadas na compra da RLAM, além da falta de pagamento da multa recisória de 181 trabalhadores terceirizados da HXS.

“Nós, trabalhadores da Petrobras, estamos aqui mais uma vez mostrando disposição para luta, dando um recado claro de que não vamos aceitar a privatização da Petrobras, nem mesmo da nossa RLAM”, afirma Jairo Batista, coordenador geral do Sindipetro Bahia.

Presente no ato, o candidato ao Conselho de Administração da Petrobrás, Felipe Homero Pontes, que é apoiado pelo Sindipetro Bahia, classificou a intenção de privatização da Petrobras e da RLAM como um crime de Lesa-pátria.

“Isso de fato vai trazer um malefício para a região, aonde a empresa que pode vir a comprar, mas que não vamos deixar, vai se concentrar apenas no lucro e não na independência energética, na soberania, na empregabilidade e na política de conteúdo local tanto nacional, quanto regional”, comenta.

O diretor da FUP, Deivid Bacelar, fez um balanço do ato e disse que a presença da categoria fez com que a manifestação fosse significativa.

“Nós resistiremos até as últimas consequências para evitar que a RLAM, que é a primeira da Petrobras no Brasil, seja entregue a outros países. Não faz sentido algum, um governo que se diz patriota, entregar para outros países, uma empresa tão estratégica para o Brasil”.

Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia motiva a categoria após o ato.

“Cabe aos trabalhadores da Petrobras resistirem a essa conjuntura adversa e enfrentar tanto a direção da Petrobras, quanto ao governo, que tem adotado medidas e posturas anti-trabalhador, anti-povo e anti-soberania. O povo brasileiro precisa entender que esse é um momento de unidade e de luta para garantir os nossos direitos e garantir que as empresas públicas continuem a atender os interesses da nação”, conclui.

Também estiveram presentes: Siticcan, Associação de Pescadores, Aquicultores e Marisqueiras de São Francisco do Conde e região da Bahia, Associação de Pescadores, Marisqueiras, Psicutores e Maricultores de Madre de Deus, Sindipetro NF, Sindipetro Unificado Paulista, Sindipetro Espírito Santo, Sindipetro Caxias.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás reagiram com indignação ao anúncio nesta terça-feira, 14, do fechamento da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e à demissão sumária de todos os 396 petroquímicos da unidade. Não houve qualquer negociação com o sindicato ou a FUP para discutir o destino dos trabalhadores. Pelo contrário. A categoria tomou conhecimento das demissões pela imprensa. Só então, o Sindiquímica-PR foi formalmente comunicado sobre o fato.

Os dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados estarão nos próximos dias em Curitiba para discutir uma greve nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores e da preservação dos empregos. Cerca de mil postos de trabalho serão fechados com a desativação da Araucária Nitrogenados, já que a unidade emprega em torno de 600 trabalhadores terceirizados, além dos 396 diretos.

Além disso, a gestão da Petrobrás está negociando a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Usina do Xisto (SIX), ambas no polo de Araucária, no Paraná. Essas duas unidades integram o pacote de oito refinarias, com suas redes de dutos e terminais, que a direção da estatal pretende privatizar, no rastro da desintegração da empresa, que está em curso desde 2016.

A garantia dos empregos e dos direitos dos trabalhadores é o eixo principal da greve que será debatida pela FUP e seus sindicatos no Conselho Deliberativo da entidade, na quinta-feira, 16, em Curitiba.

Na sexta-feira, 17, as entidades realizam um grande ato nacional em Araucária contra as demissões na Fafen-PR, além de uma série de atos regionais pelo país afora, em defesa dos trabalhadores ameaçados pela gestão entreguista da Petrobrás.

Demissões contrariam Acordos firmados com a FUP e o MPT

As demissões em massa anunciadas pela direção da Petrobrás descumprem o Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado em novembro com as representações sindicais através da mediação do Tribunal Superior do Trabalho, e o Acordo assinado no dia 17 de dezembro com Ministério Público do Trabalho (MPT), onde a empresa se compromete que não fará demissões em massa durante cinco anos, sem que haja negociação prévia com os sindicatos.

Empregos e direitos em risco

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm denunciando as ações truculentas da gestão da Petrobrás, que atropela legislações e acordos firmados com as representações sindicais, desrespeitando os fóruns de negociação e impondo decisões unilaterais goela abaixo da categoria. A empresa está alterando regras e condições de trabalho à revelia dos petroleiros, como vem fazendo com a tabela de turno, relógio de ponto, banco de horas, interstício total, quadros de efetivos, descumprimento das novas regras da PLR, entre várias outras ingerências.   

“A FUP e seus sindicatos não irão assistir de braços cruzados a esse desmonte promovido pela gestão da Petrobrás, que quer demitir, alterar direitos e fazer imposições que impactam cruelmente a vida dos trabalhadores. A direção da empresa está nos chamando para a briga e a categoria irá responder à altura. Vai ter luta e resistência em todas as esferas. Não iremos recuar, nem deixar pra trás nenhum trabalhador”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

[FUP]

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O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) , filiado a CUT, organiza para essa terça-feira (14), às 7h,  um ato, no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria à Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM),localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

O ato em conjunto com diversas associações de moradores, pescadores e entidades diversas das cidades vizinhas à RLAM é em protesto à visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, que estará acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Mubadala é uma das petroleiras interessadas na compra da RLAM e as instalações da Transpetro na Bahia.

"O objetivo do ato é dar o recado à direção da Petrobras e ao governo de Jair Bolsonaro, que avançam em mais uma etapa para privatizar a segunda maior refinaria do Brasil, que inclusive, neste ano, completa 70 anos", afirma Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia.

Desde 2016 que a diretoria do Sindipetro Bahia vem denunciando a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km.

Esse é o segundo bloco de refinarias colocado à venda pela Petrobras, e o Sindipetro se posiciona contra ao desmonte da estatal. A venda dos ativos da Petrobras é uma das prioridades do governo Bolsonaro, o que significa um total desinvestimento e risco para o país, causando o aumento de pessoas que ficarão desempregadas e sujeitas a condições precárias de trabalho.

RLAM

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia.

Atualmente, cerca de 870 trabalhadores concursados trabalham na refinaria e outros 1.200 terceirizados atuam no local

Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. Esse ato é para dar um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

[Via Sindipetro-BA]

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A Repar 2020 se apresentou de máscara, mas os petroleiros fizeram questão de arrancá-la. 

Isso porque a gestão da refinaria passou os últimos dias maquiando a unidade, fazendo reparos estéticos e colocando correntes de isolamento. 

Tudo para criar uma narrativa pró privatização para os investidores chineses que pintaram na fábrica hoje (13). 

Outra máscara que acaba de cair é a usada pelo Governo Federal. Principalmente quando se fala nas posições ultraliberais de Paulo Guedes, Ministro da Economia. 

Não é contraditório o Governo Federal insistir em acabar com o modelo estatal da Petrobrás entregando esse patrimônio brasileiro para estatais de outros países? 

Principalmente porque existe uma grande possibilidade dos investidores chineses e árabes (ambos visitaram a Rlam (BA); já na Repar (PR) foram os chineses, até o momento) serem representantes de gigantes estatais dos seus respectivos países! 

Atos políticos 

Diante dessa situação, os trabalhadores petroleiros fazem uma sequência de protestos em frente à Repar. Nesta manhã (13), às 7h, e pela tarde, às 15h, a categoria iniciou o cronograma que vai até 30 de janeiro (mais informações AQUI). 

Serão bate-papos na base, sempre com o objetivo de denunciar os graves problemas na Repar. Para o Sindipetro PR e SC, a refinaria vem sendo sucateada tanto nas questões de manutenção como em efetivo. 

Privatizar a Repar é ilegal   

Segundo a assessoria jurídica do Sindipetro PR e SC, essa operação não pode ser feita, pois há diversos impasses que barram o procedimento. Como o sindicato denuncia essa prática ilegal, os gestores tentam retaliar as atividades sindicais. 

Prova disso é que dirigentes sindicais vêm sendo barrados nas catracas dos funcionários da Petrobrás, além dos gestores da Repar não permitirem a instalação das tradicionais tendas do Sindipetro, pois não querem que os investidores vejam o contraditório. 

Porém, não adianta dificultar a atividade sindical, o ônibus da FUP entrou em ação e ajudou a desmascarar essa “patifaria” promovida pelos diretores da estatal. 

Transferência de mão-de-obra 

Se a categoria não se mobilizar, os empregos vão para outro lugar. 

Foi exatamente isso que aconteceu com a indústria naval brasileira! 

Hoje os grandes estaleiros foram sucateados e as plataformas agora são construídas na Indonésia, gerando emprego e lucro por lá. 

Agora fica uma incógnita: qual será a maquiagem que o Governo Federal vai usar para explicar ao povo brasileiro essa entrega de patrimônios estratégicos? 

E o que é pior, essas privatizações irão beneficiar outras estatais, em outros países, gerando emprego, impostos e lucro para os gringos! 

Quer uma verdade? 

O recado dos petroleiros é o seguinte: os trabalhadores estão dispostos para a luta. 

Na visão da categoria, a Petrobrás é um patrimônio dos brasileiros e faz parte dos setores estratégicos que mantém um país soberano e gerador de empregos.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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