A Petrobras pretende fechar até março a sua sede da rua Acre, em Aracaju (Sergipe), transferindo as atividades ali exercidas para a Base da estatal no município de Carmópolis. A informação foi dada pelo ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, em resposta a requerimento do deputado federal Fábio Henrique (PDT/SE) indagando se a petrolífera está indo embora de Sergipe. “Quanto à suposta saída da Sede Administrativa da Petrobras de Sergipe e encerramento de operações da Companhia neste mesmo Estado reitera-se que, no momento, tal tema não está em discussão”, afirma o ministro.

Por sua vez, a Petrobras informou ao deputado Fábio Henrique que vem implementando esforços para a redução de seu endividamento, hoje em torno de 90 bilhões de dólares, e a gestão predial é uma das estratégias que a empresa tem adotado. “A otimização de custos em processos e atividades, um esforço das equipes de trabalho que atendem diretamente aquela unidade em um único ambiente, para melhor alcance de resultados, buscando maior eficiência, racionalidade e sustentabilidade do negócio”, detalhou o documento enviado pela estatal ao parlamentar sergipano.

Segundo Fábio Henrique, Sergipe é um produtor de petróleo e com grandes descobertas de reserva de gás natural. “Não concordamos com a redução das atividades no Estado, que é considerado referência em exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Diante da resposta oficial sobre a desativação da sede da rua Acre, o deputado prometeu conversar com o coordenador da bancada federal sergipana para que haja uma ação coletiva: “Espero, sobretudo, contar com o apoio de todos os colegas congressistas, principalmente daqueles que compõem a base governista, para impedir que a Petrobrás feche às portas em Sergipe”, finalizou Fábio.

[Via SE Notícias]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Governadores do Nordeste realizada no mês de setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

Risco real

Em sua apresentação, o diretor-técnico do INEEP, William Nozaki mostrou de forma simplificada os principais impactos e riscos que o Estado enfrentará no caso da saída de uma empresa do porte da Petrobrás do RN em suas principais dimensões, levantando pontos como: o esvaziamento econômico, o emprego e o prejuízo fiscal inerentes a esta decisão do Governo Federal.

Segundo Nozaki, a retração de investimentos da Companhia no Rio Grande do Norte, vem caindo drasticamente, e chega a zero a partir de 2018. “O Plano de Negócios 2011/2014 da Petrobrás previa cerca de 63 bilhões de investimentos para a Região Nordeste, com uma parcela de 4 bilhões destinada ao RN. Já no PN de 2015/2018 caiu para 8 bilhões o valor para o NE com num número bastante reduzido de estados atendidos, inclusive deixando o RN de fora do aporte de investimentos, sem valor algum previsto para essa região”, apontou o pesquisador.

Sobre a construção de uma empresa concentrada no eixo rio-são Paulo, o diretor disse: “essa perspectiva da atual gestão da empresa, desmonta toda a rede de integração dos ativos da Petrobrás na região Nordeste. Se a gente olhar o pacote das vendas sinalizadas ou já realizadas, a gente percebe um profundo esvaziamento com impactos sobre estruturas e investimentos, e também a integração regional dos ativos”, destacou William.

O pesquisador do INEEP, ainda falou sobre a possível substituição da Estatal por empresas privadas de outros países na exploração de petróleo aqui do RN. “Quando as petrolíferas estrangeiras assumem esses ativos, além de não possuírem a mesma tecnologia para revitalização dos campos deixados pela Petrobrás, e nunca respondem com o mesmo percentual de investimento, nem a mesma capacidade de exploração e produção que ela”, acrescentou ele.

Desinvestimento

Não é de hoje que o SINDIPETRO-RN vem alertando a sociedade potiguar sobre os desdobramentos drásticos da redução de investimentos da Petrobrás no Rio Grande do Norte. Sendo que, atualmente, é uma realidade a ameaça de que a Petrobrás pode encerrar por completo suas atividades em no RN, com graves consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais.

A Bacia Potiguar, como é chamada a região de produção de petróleo no Rio Grande do Norte, vem sofrendo com um grande processo de desinvestimentos financeiros e venda de concessões, por parte do Governo Federal. Atualmente, a área abrange 84 campos de produção de gás e petróleo, sendo a maior em quantidade no país, porém, uma das menores em produção.

A partir da nova política, os números de exploração de petróleo no Rio Grande do Norte sofreram uma redução exponencial: passaram de 60 mil barris por dia, em 2015, para 38 mil, em três anos, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Quando estávamos na casa dos 120 mil barris de petróleo/dia, nós chegamos a investir, anualmente, no RN, aproximadamente, R$ 1,9 bi. Hoje, nós temos divulgado pela Petrobrás, nos últimos anos, entre investimento, manutenção e integridade das instalações, algo em torno de R$ 200 mi. É um oitavo do que a gente investia quando produzíamos duas vezes mais do que produzimos hoje. É uma realidade da atividade de petróleo, produção está ligada a investimento”, explica o coordenador-geral, Ivis Corsino.

No Rio Grande do Norte, a Petrobrás já foi responsável por 51% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Atualmente a Petrobrás mantém relação com 16 municípios produtores de petróleo, além das 97 cidades que recebem royalties mensais via Servidão de Passagem, no caso de algum duto da companhia passe pela cidade.

Sua saída do Estado representa uma ameaça, aos 8.400 empregos diretos que a empresa administra, sendo 1.740 próprios e 6.700 terceirizados. Além de 30 mil indiretos estimados, no ramo de hotéis, restaurantes, empresas de transporte e vários outros seguimentos estão sentindo com a falta de investimentos, e muitos já fecharam.

Últimas vendas

A Petrobrás finalizou na última segunda-feira, 9, a venda de 34 campos terrestres da Bacia Potiguar. Os campos fazem parte da área de exploração de Riacho da Forquilla, localizada no Oeste do Rio Grande do Norte, e foram arrematados em leilão pelo valor de R$ 1,5 bilhão.

Os 34 campos terrestres fazem parte da Bacia Potiguar e produziram, em 2019, em média 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a própria estatal, a operação de venda dessas áreas produtoras de petróleo foi concluída com o pagamento de US$ 266 milhões pela empresa Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A, após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato.

A companhia já havia recebido US$ 28,8 milhões a título de depósito na data de assinatura, em 25 de abril de 2019. Além disso, haverá o pagamento de US$ 61,5 milhões condicionado à obtenção da extensão do prazo de concessão de 10 das 34 concessões. O total, de acordo com cálculos internos divulgados, seria de R$ 1,5 bilhão na venda desses campos.

Anúncio de transferências

Este ano o conselho de administração da Petrobrás aprovou um novo plano estratégico para o período de 2020 a 2024 com foco de atividades no Sudeste. Como consequência, têm-se o iminente encerramento das atividades da estatal aqui no RN e em outros estados do Nordeste.

Nos últimos meses, alguns empregados da Companhia lotados na sede administrativa em Natal, foram informados que serão transferidos para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Sem opções de permanência, os empregados que não queiram ser transferidos deverão aderir ao plano de desligamento voluntário (PDV) ou ao mesmo ao programa de demissão acordada (PDA). A estatal já anunciou, nacionalmente, uma nova etapa do PDV, agora voltada para funcionários que trabalham no segmento corporativo da empresa que atenderia os empregados do Rio Grande do Norte.

No intuito de impedir as transferências intransigentes de trabalhadores para outros estados e a saída definitiva da Petrobrás do Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO-RN apresentou uma denúncia, no dia 28 de outubro, ao Ministério Público do Trabalho - MPT-RN  e espera que este dê entrada na justiça do trabalho, a exemplo do que sucedeu na Bahia.

Campanha do Sindicato

O mais importante no momento é estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no RN.

Pensando nisso, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, lançou uma campanha que visa sensibilizar e conseguir apoio da sociedade.

Com slogan “Pelo Povo Potiguar, a Petrobrás fica no RN!”, essa luta pretende aglutinar forças de maneira a se opor a saída desta importante Companhia em detrimento da economia local e da cadeia produtiva industrial do Rio Grande do Norte.

Mais de quarenta entidades já aderiram à campanha, e o Sindicato está buscando o diálogo com diversas outras para fazer voz nacionalmente a luta dos trabalhadores norte-rio-grandenses.Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Goovernadores do Nordeste em setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

O Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo (Ineep) apresentou para a governadora Fatima Bezerra um estudo sobre os impactos da estratégia da Petrobras para a região Nordeste e o estado do Rio Grande do Norte. Estiveram presentes, além da governadora, o secretariado estadual, a responsável pela companhia estadual de gás, representantes da Federação Única dos Petroleiros e do SindipetroRN. O senador Jean Paul Prates, que assumirá a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, também acompanhou a reunião. 

FUP e SindipetroRN apresentaram uma campanha para estimular a permanência da Petrobras no estado, intitulada, "Pelo povo Potiguar a Petrobras fica no RN". 

O diretor-técnico do Ineep, William Nozaki, faz um resumo do cenário: "No Rio Grande do Norte, a Petrobras está se desfazendo de 34 campos terrestres, além de diminuir a capacidade de utilização da Refinaria Clara Camarão. Os terminais de Natal e Guamaré podem ser sucateados com a falta de investimentos da Transpetro, e os Gasodutos Gasfor, Nordestão, Termoaçu e Açu-Serra devem ser impactados com a diretriz de abertura do mercado de gás. Como se não bastasse, também há incertezas sobre o futuro da Termelétrica Vale do Açu". 

O estudo apresentado pelo Ineep mostrou como a diminuição das operações da Petrobras no Rio Grande do Norte tem impactado investimentos, arrecadação fiscal, emprego, salários e projetos socioambientais. 

Segundo dados do Ineep, a Petrobras está abrindo mão de realizar cerca de R$ 4,2 bilhões em investimentos no estado, o que pode afetar mais de 100 mil postos de trabalho direta e indiretamente. "Em função dos desinvestimentos já realizados há maior rotatividade no mercado de trabalho e os salários de quem atua em áreas de apoio e serviços da cadeia de petróleo tem sofrido redução, em média, de mais de 20%", exemplifica Nozaki. 

A falta de investimentos em recuperação de campos maduros tem acelerado o declínio da produção e isso tem feito com que a região e o estado arrecadem menos royalties do que poderiam. 

William Nozaki destaca ainda que o Rio Grande do Norte tem uma peculiaridade, o estado é autossuficiente em todos os derivados. No entanto, a abertura do mercado local está criando dependência de importações e encarecendo o preço dos combustíveis.

[Via Blog do Ineep]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em um ato simbólico para demonstrar a importância da Petrobras para a categoria petroleira e para a economia da Bahia, petroleiros deram um abraço coletivo no edifício Torre Pituba, onde funciona a sede administrativa da estatal no estado.

O ato que aconteceu nessa sexta-feira (6), no começo da manhã, por volta das 8h, foi uma forma de mostrar que a mobilização dos trabalhadores pela permanência da Petrobras na Bahia continua forte e contra novos acordos que permitam as transferências dos trabalhadores.

Os trabalhadores repudiam novos acordos entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Petrobrás que permitam a retomada das transferências para outros estados. Eles querem a manutenção dos empregos na Bahia.

De forma unilateral e através de pressão e assédio moral por parte da gerência, muitos funcionários do Torre Pituba estavam sendo obrigados a “optar” pela transferência para outros estados, uma vez que a atual gestão da Petrobras resolveu desocupar o Torre Pituba.

Uma ação do MPT, que obteve liminar na justiça, barrou os abusos e transferências, que foram suspensas. Os trabalhadores querem a manutenção da medida cautelar e ainda submetidos as mais variadas formas de assédio e adoecimento clamam pela manutenção de seus postos de trabalho na Bahia.

Durante o ato, o diretor do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, falou sobre os últimos movimentos de organização de uma luta conjunta envolvendo funcionários de outras estatais como a Chesf e Correios, contra a privatização da Petrobras e também dessas grandes empresas. Representantes dos eletricitários estiveram presentes à mobilização.

Já o diretor do Sindipetro, Luciomar Vita, orientou aos trabalhadores que procurassem a assistente social e a psicóloga da unidade em busca de apoio emocional para atravessar esse momento, em que há muitos relatos de trabalhadores com problemas psicológicos a exemplo de depressão e ansiedade, ocasionados pela pressão da gerência da empresa e pela mudança repentina de vida.

No final da mobilização, o Sindipetro foi informado que uma assistente social e uma psicóloga teriam pedido demissão da empresa. Ao que tudo indica elas também não aguentaram a pressão.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Brasil vivencia a maior tragédia em termos de estabilidade social. A afirmativa é do geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, responsável pela descoberta das enormes reservas de Pré-sal, em 2007, Guilherme Estrella, no lançamento da Campanha “Pelo Povo Potiguar, a Petrobras fica no RN”, realizado na manhã desta segunda-feira, 25.

Promovida pelo SINDIPETRO-RN, em parceria com FUP, CTB e mais de 50 entidades do campo institucional, sindical e dos movimentos sociais, a iniciativa pretende estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no Rio Grande do Norte.

Palestra

Reunidos no auditório Otto Brito de Guerra, prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), estudantes, professores, juristas, geólogos, trabalhadores petroleiros e de outras categorias profissionais, parlamentares e lideranças dos movimentos sociais e sindicais, tiveram a oportunidade de discutir o papel estratégico da Petrobrás na economia do Estado, do Brasil e da geopolítica mundial a partir da visão de uma testemunha privilegiada.

Conhecido por sua firme e intransigente postura em defesa da soberania nacional e afirmação da empresa brasileira de capital nacional, Guilherme Estrella avalia que o caráter estatal da Petrobrás garante a responsabilidade sobre o desenvolvimento nacional, emprego e a atuação em benefício da sociedade onde ela opera. “E essa campanha pela permanência em estados produtores de petróleo, como o Rio Grande do Norte, é fundamental, pois a saída impacta negativamente em toda a sociedade, no equilíbrio social e no entrosamento com a universidade brasileira”, ressaltou.

Para Estrella, “juntando todo o sistema da Petrobrás, no RN a parte terrestre, dá para você entregar energia no mercado brasileiro a preços baratos que aumente a competitividade da indústria brasileira, não só internamente, mas fazendo com que os produtos industrializados importados caiam de preço”.

Pré-sal

Ao detalhar todo o processo que levou à descoberta do petróleo em águas profundas, Guilherme Estrella ressaltou que todos os méritos são da petroleira brasileira e opina a importância do caráter público da Companhia. “Uma empresa privada não faria o que a Petrobras fez", afirma ele.

Na visão do geólogo, a energia, referindo-se ao petróleo e gás natural, é ponto central da soberania de qualquer nação importante no mundo, como o Brasil. Dessa forma, o Estrella denunciou as tentativas de desconstrução não só da Petrobrás, mas do Brasil.

Ele se refere ao Pré-sal brasileiro como “uma das mais importantes e estratégicas riquezas da nossa pátria, absolutamente indispensável para que o Brasil, como nação soberana e detentora real de autonomia de decisão, se desenvolva social, econômica, tecnológica e politicamente”.

"Nós saímos de uma situação absolutamente dependente em 2002 para uma situação de soberania absoluta em termos de energia e de construção de uma infraestrutura energética para o desenvolvimento industrial brasileiro", completou.

Soberania

Ao falar sobre a atual conjuntura política vivenciada pelo país, o geólogo avaliou que o cenário implica a necessidade de se pensar estrategicamente, para não pôr em xeque a soberania nacional. “Estamos a assistir um profundo período de mudanças. É necessário que o Brasil enfrente um processo de construção firme e irreversível desta sua nova, inusitada e inalienável missão. Dentro desta perspectiva, o efetivo controle, a gestão e a operação de produção de energia no país devem estar nas mãos do Estado Nacional e de empresas genuinamente brasileiras”, ressaltou.

Estrella abordou, na ocasião, a importância da trajetória firmada a partir de 2003 na Petrobras, para tirar o país de uma posição de dependência para uma posição de país soberano. “O Brasil passa de um simples observador da cena mundial para um protagonista geopolítico mundial no século XXI”, afirmou.

"Assumimos a diretoria e ficou muito claro que a Petrobrás teria que reassumir o seu papel de condutora do setor petrolífero nacional, hegemonicamente, como era antes", afirmou. "Mudamos de um país dependente, em 2002, para um país completamente autossuficiente, e não momentaneamente, autossuficiente para todo o século 21, em termos de combustível, com condições de ganhar autossuficiência em outras áreas."

Na avaliação de Estrella, os extraordinários resultados empresariais da Estatal na última década, como de resto ao longo de seus mais de 60 anos, “desmascaram e põem a nu os reais objetivos desta campanha lesa-pátria em que insistem os poderosos defensores de interesses não brasileiros na tentativa de desestabilizar a Petrobras e o Brasil”.

Carreira

Guilherme Estrella entrou na Petrobrás em 1965, como geólogo de poço de petróleo na área de Exploração e Produção (E&P). Mais tarde, em 1977, quando era gerente de Exploração da Braspetro no Iraque, foi um dos responsáveis pela descoberta do gigantesco campo de Majnoon naquele país -- que na época se estimava que produziria mais de 1 milhão de barris por dia. Anos depois, o Iraque foi invadido e ocupado por tropas estrangeiras por causa do campo de Majnoon.

Estrella se aposentou em 1993, mas foi convidado no primeiro ano do governo Lula, em 2003, para assumir o cargo de diretor da área de E&P, quando a Estatal começava a abraçar grandes projetos e deixar de lado a política do governo anterior, que era voltada para um esforço de redução da participação da empresa no mercado de petróleo internacional, para deixar 60% do mercado para o capital estrangeiro.

Só na Petrobrás o geólogo trabalhou por mais de 40 anos, exercendo vários cargos no Brasil e no exterior. De 2003 a 2012, foi diretor de exploração e produção da Companhia. Foi neste período que a Petrobrás e o governo federal divulgaram as informações sobre as imensas reservas brasileiras de petróleo e gás em águas profundas, o que valeu a Estrella a designação de “descobridor do pré-sal” ou “pai do pré-sal” no Brasil.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em Sistema Petrobrás

Quase 60 dias após o surgimento das primeiras manchas de óleo surgirem no litoral nordestino, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) continua o jogo de ataques e acusações a ONGS ou a Venezuela, contrainformações e nenhuma ação concreta para investigar o vazamento, conter o óleo antes que ele atinja as praias e garantir que as informações oficiais sejam claras e reais para ajudar a população e os governos locais a enfrentar a tragédia.

Os nordestinos não sabem sequer os reais riscos de saúde que estão correndo ao trabalhar como voluntários para tirar o óleo das praias sem um equipamento adequado, apesar do petróleo cru já ter atingido 92 municípios e 249 praias dos em nove estados da Região. A extensão do impacto já supera 2.000 quilômetros.

“Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mentem até para  as entidades federativas e o Ministério Público Federal, acusa o secretário de Meio Ambiente da CUT, Daniel Gaio. Segundo ele, o governo tem escondido informações dos Estados, que tiveram que entrar com uma ação contra a União para ter acesso a dados que os ajudem a montar uma estratégia para enfrentar a tragédia. “Bolsonaro e Salles escondem os verdadeiros culpados pelo vazamento de petróleo. Não tem um agente público do governo federal que esteja atuando efetivamente no socorro imediato aos atingidos pelo óleo,  nem medidas importantes para a redução dos impactos no meio ambiente”.

 Isso sem falar sobre o mistério dos “barris da Shell encontrados nas praias ”, critica Gaio, lembrando que a situação piorou porque o governo extinguiu os conselhos, comissões, comitês, juntas e outras entidades criadas por decretos ou por medidas administrativas no primeiro semestre, que poderiam ter combatido o desastre ambiental com maior eficiência e em menor tempo.

O secretário se refere a extinção este ano de comitês e comissões do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água. Confira aqui

Uso do mar por banhistas

As informações sobre o uso da praia também são desencontradas. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL) e o vice- presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disseram que a população pode entrar no mar, sem qualquer risco à saúde, mas especialistas têm mais cuidado e dizem que é melhor esperar os resultados das pesquisas que estão sendo feitas na Região.

Segundo a professora da Universidade de Pernambuco, Mariana Guenther, a recomendação é de que se evite o banho até que se tenha o resultado das análises das concentrações de hidrocarbonetos na água, que são as principais substâncias presentes nesse óleo e que são extremamente tóxicas.

“Essas análises já estão sendo realizadas por pesquisadores em parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente aqui de Pernambuco e devem estar sendo divulgadas em breve”, disse a professora.

Sobre a origem do óleo, os pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) analisaram amostras coletadas das praias da Bahia e de Sergipe, e afirmaram que o óleo foi produzido na Venezuela.

Diferente do que diz Salles, isso não significa que o governo venezuelano seja o culpado pelo derramamento, já que o país é um grande exportador do produto e navios de todo o mundo são abastecidos por lá.

“Infelizmente ainda não podemos precisar se ainda haverá mais óleo chegando às praias, pois ainda não sabemos sua fonte. O trabalho de remoção manual do óleo que ainda se encontra nas praias, nos costões rochosos e nos manguezais continua, já que encontramos manchas, inclusive submersas”, Guenther.

População é informada pela imprensa

A equipe do governo só tocou no assunto 41 dias após os primeiros registros de óleo terem sido confirmados pelo Ibama, na Paraíba, no dia 30 de agosto. E a população atingida está refém das informações contraditórias que recebem pela imprensa, acredita o secretário do Meio Ambiente da CUT.

Ele cita como exemplos, reportagem do jornal Valor Econômico, desta segunda-feira (28), em que o comandante de Operações Navais, almirante Leonardo Puntel, um dos responsáveis pelo monitoramento dos vazamentos de óleo no Nordeste, afirmou que diminuiu o volume de registros de óleo nas praias nordestinas.

Já outra reportagem, também nesta segunda, na Folha de São Paulo, a coordenadora de Emergências Ambientais do Instituto Natural do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama),  Fernanda Pirillo, responsável pelas operações de limpeza dos locais atingidos , disse que o desastre ambiental é um caso inédito no mundo e ainda não é possível prever o seu fim.

[Via CUT | Foto: Salve Maracaípe]

Publicado em Petróleo

Por Norian Segatto, do Sindipetro Unificado SP

Carlos Minc (PSB-RJ), atualmente deputado estadual no Rio de Janeiro, tem toda sua trajetória política ligada a questões ambientais. Foi preso em 1969 por participar da organização clandestina VAR-Palmares (a mesma da presidente deposta Dilma Rousseff), solto em 1970, juntamente com outros 40 guerrilheiros em troca do embaixador da então Alemanha Ocidental, Ehrenfried von Holleben, se exilou do país e voltou com a anistia. Foi fundador do Partido Verde e tornou-se ministro do Meio Ambiente em 2008, na gestão do ex-presidente Lula.

Um dos marcos de sua gestão foi a elaboração de um atlas que deu origem ao decreto 8127, de outubro de 2013, que criou o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas. Nesta conversa por telefone com o jornalista Norian Segatto, Minc afirma que o governo foi omisso no combate aos vazamentos de óleo que atingem o litoral nordestino. Leia as principais declarações do deputado e confira a íntegra da conversa no site do Sindicato. 

O que o governo poderia ter feito para evitar ou contornar os problemas do vazamento de óleo no litoral nordestino?

Carlos Minc – em 2008, 2009, eu era ministro de meio ambiente, nós preparamos junto com a Marinha e 11 universidades federais, com recursos da Petrobrás, oito volumes, fizemos um mapeamento de todas as bacias, do impacto e da sensibilidade do litoral ao óleo derramado. Cada um desses volumes tinha fotos, mapas, direção dos ventos e das marés, áreas de tartarugas, manguezal, rota de golfinhos, baleias etc. Posteriormente, em 2013, foi elaborado um decreto [8127] estabelecendo o plano de contingência face ao óleo; ali tem instruções claras e precisas de como o governo deveria proceder, e está lá no plano de contingência: no dia seguinte [a um acidente, o governo deve], convocar a Marinha e a Aeronáutica, os cientistas, as defesas civis estaduais, usar aqueles atlas para ver as áreas e fazer barreiras com bóias especiais para evitar que o óleo atinja as áreas mais sensíveis, mobilizar os bombeiros e serviços específicos para cuidar de animais afetados pelo óleo, zonas de exclusão de pesca, quando necessário, com informações para os pescadores, para os banhistas, etc.

O ministro [Ricardo Salles, do Meio Ambiente] chegou numa praia do Nordeste um mês depois do acidente e disse que era necessário tomar medidas urgentes, mas como, um mês depois? No dia seguinte o governo tinha que pegar todas as fotos importantes dos satélites do INPE e requisitar fotos de satélites da Nasa [agência espacial estadunidense], pegar com a Marinha todas as rotas, o plano de trânsito de navios nas áreas e descobrir de onde veio isso e, sobretudo, tomar medidas; o governo começou a fazer algo um mês depois e recentemente o óleo atingiu as áreas do peixe-boi, na Paraíba, que está completamente identificada e listada nos atlas que nós apresentamos em 2008, 2009, e não foram colocadas as bóias, o óleo entrou nessa área supersensível, como entrou em outras como parques marinhos, recifes com corais que tampouco foram protegidos.

Por que o governo deixou de fazer o que devia mesmo tendo recursos e a lei em mãos?

Minc – Eu contei 11 artigos ou incisos do decreto de 2013 que foram descumpridos, isso cabe uma ação de improbidade, agora, por que houve essa situação, entre outras coisas? O governo Bolsonaro quis acabar com o Ministério do Meio Ambiente, houve pressão, ele não conseguiu, mas colocou um ministro que é contra o meio ambiente, que não acha o desmatamento grave, que não gosta dos índios, como o Bolsonaro, que não acredita em mudanças climáticas, e não acredita na ciência, então quais foram as medidas, o ministro Salles esvaziou o Ibama, o ICMbio [Insituto Chico Mendes de Biodiversidade], para ter uma ideia, a direção do ICMbio tinha oceanógrafos, biólogos, todos foram exonerados e ele colocou quatro oficiais PM de São Paulo na direção do Instituto, nenhum é biólogo ou oceanógrafo. Aliás, se brincava dizendo que virou o IPMbio. Com o Ibama foi a mesma coisa, demitiu funcionários, desqualificou o INPE, demitiu um diretor porque disse que o desmatamento estava aumentando, tirou de Fernando de Noronha o biólogo José Martins, do ICMbio,  que estava há 25 anos à frente do projeto do golfinho rotador, ele é o maior especialista de golfinhos no Brasil, uma das pessoas que deveria ter sido chamada no dia seguinte para discutir prevenção. Mas, como vingança por ele ter sido contra o aumento dos transatlânticos em áreas de golfinhos, foi jogado no sertão pernambucano, onde não há um único golfinho, ele é o maior especialista de golfinho no Brasil, com oito livros, internacionalmente reconhecido.

Por que não chamou os cientistas? Por que ele cortou o diálogo com os cientistas? Ele tirou os cientistas do Ibama, do INPE, do projeto golfinho rotador, desqualificou as universidades, então, obviamente não chamou porque cortou os vínculos, não os achava sérios, não acredita na ciência, uma situação de uma gravidade imensa, e correu para apontar um inimigo externo e muito conveniente, a Venezuela. Ocorre que mesmo que o óleo seja venezuelano, provavelmente não foi navio venezuelano que transportou porque, até por medo de ser arrestados pelos Estados Unidos, a Venezuela tem transportado esse óleo em navios de seus compradores, sobretudo russos e indianos, então atrás de um inimigo externo conveniente, deu uma de inspetor Clouseau [personagem desastrado de A pantera cor de rosa], não fez o que deveria fazer, descumpriu obrigações, não falou com os cientistas, correu atrás e de maneira precipitada e irresponsável, então é uma tristeza o que a gente está vendo, como ele em tão poucos meses destruíram tantas coisas que a gente construiu como o Fundo Amazônia.

Eu acrescento mais uma, que é a questão dos lotes que foram oferecidos pelo Ministério e pela ANP em volta de Abrolhos. Na nossa gestão, em 2008, criamos um santuário de golfinhos e das baleias do Atlântico Sul, proibimos a exploração de óleo e gás no entorno de Abrolhos e até mudamos rotas comerciais para não coincidir com as rotas migratórias de golfinhos e baleias. Passado um tempo, a baleia jubarte saiu da lista das espécies ameaçadas de extinção. E o que faz o Salles agora, contrariando os pareceres técnicos do Ibama e do ICMbio, ele colocou esses lotes em leilão, mas houve tanta pressão dos ambientalistas, dos próprios técnicos da Petrobrás, do MP, que as empresas que participaram do leilão não arremataram esses lotes, o que seria uma tragédia para o biodiversidade marinha. Ele não respeita a área técnica, ambiental, científica e, ao meu modo de ver está incorrendo em crimes de improbidades por não fazer o que a lei determina. 

Mesmo assim, a ANP colocou essas áreas que não foram arrematadas como ofertas permanentes.

Minc – Logo em seguida teve esse acidente de óleo que em extensão é o pior acidente que já houve. Isso obviamente assustou e vai continuar assustando os investidores, pois sabem que mesmo o governo colocando em oferta, será objeto de judicialização, e não querem arriscar, ainda mais tendo a repercussão dessa questão do óleo. Em suma, é muito triste desmontarem tanta coisa relevante.

Há pouco tempo oito ex-ministros estivemos no Congresso Nacional e entregamos documentos aos presidentes da Câmara e do Senado, pedindo que não tramitassem matérias que pusessem em risco a Amazônia sem ouvir os cientistas; a SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência] assinou o documento conosco, assim como a OAB; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se comprometeu a não colocar em votação os projetos que abrem as terras indígenas para exploração, como outros que acabam com a reserva legal. O governo brasileiro despreza os cientistas, mas o Congresso quer ouvi-los, então isso para nós foi uma coisa importante. Vamos continuar trabalhando, denunciando para impedir que ameacem nosso patrimônio e destruam os instrumentos e as instituições que levaram tanto tempo para serem criadas, reforçadas e reconhecidas. 

Deputado, uma última questão: ainda há muitas dúvidas sobre a origem desse óleo, dá para especular quais seriam as causas? Em 2018, a agência Reuters publicou uma matéria sobre a acidentes com navios que não foram reportados às autoridades brasileiras, havendo, assim, uma fragilidade de fiscalização.

Minc – Sobre esse ponto realmente eu sei o que tem sido publicado, tem um estudo recente de cientistas que fizeram uma simulação que mostra uma área a 600 quilômetros do litoral, pode ser um navio pirata, pode ser um choque não comunicado, na verdade o que é certo é que o governo não agiu como deveria, agiu muito tarde, desprezou um trabalho que foi feito e descumpriu 11 artigos que criou o plano nacional de contingenciamento. Quanto à origem, está sendo investigada, mas é muito mais difícil com uma investigação um mês e meio depois dos fatos. Independente da investigação, vemos que o óleo continua chegando em regiões protegidas que já tinham sido elencadas, mapeadas e consideradas prioritárias.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Petróleo

A Petrobras coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos, ainda de origem misteriosa, que vêm atingindo praias do Nordeste desde o início de setembro, informou a companhia nesta quarta-feira.

A petroleira estatal mobilizou cerca de 1.700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas na região e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta às manchas, disse a empresa.

Segundo reportagem da Reuters, a Petrobras acionou cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) —instalações da empresa distribuídos pelo país para responder a emergências ambientais— e nove Centros de Resposta a Emergência.

“A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama”, comunicou a empresa à agência de notícias.

No domingo, 22, o Sindipetro-BA realizará um mutirão de limpeza das prais de Salvador atingidas pelo óleo. Segundo o sindicato, a ação "será também mais um ato em defesa da permanência da Petrobras na Bahia, chamando a atenção da sociedade para a responsabilidade social e ambiental, que sempre esteve entre as prioridades da Petrobrás enquanto empresa pública, mas que, agora, está sendo deixada de lado com a mudança de foco da atual gestão, que prioriza o lucro".

Identificadas desde 2 de setembro, as manchas de petróleo chegaram a todos Estados do Nordeste e já atingem 72 municípios e 167 localidades, segundo dados atualizados pelo órgão ambiental Ibama na noite de terça-feira.

O Ibama registrou avistamentos de ao menos 13 tartarugas marinhas mortas nas praias impactadas pelas manchas de óleo, de acordo com levantamento até segunda-feira.

O órgão ambiental confirmou que requisitou apoio da Petrobras para limpeza das praias. Já a investigação da origem das manchas de óleo é conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O Ibama disse ainda que requisitou à Petrobras a disponibilização de barreiras de contenção para impedir que o óleo continue se espalhando, mas afirmou que a medida foi tomada “por precaução”, uma vez que avalia que o uso do equipamento “pode não alcançar a eficácia pretendida”.

“Nos casos em que o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger pontos sensíveis, como manguezais. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente”, explicou.

Segundo o órgão ambiental, mais de 200 barreiras estão em Aracaju, no Sergipe, “à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção”.

[Com informações da Reuters e do Sindipetro-BA]

Publicado em Petróleo

A audiência de mediação entre a Petrobrás e o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) realizada nesta terça-feira (15/10) pela manhã, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Salvador, foi encerrada sem acordo entre as duas partes.

Durante a sessão, o MPT propôs que a Petrobras suspendesse a transferência dos seus funcionários da unidade em Salvador e a demissão dos terceirizados enquanto fossem negociadas as medidas para redução dos impactos sociais. A empresa não aceitou a proposta e por isso os procuradores decidiram arquivar a mediação.

A tentativa de mediação foi conduzida por um grupo de trabalho formado pelos procuradores Pedro Lino de Carvalho Júnior, Rômulo Almeida e Pacífico Rocha. Eles ouviram os representantes da Sindipetro, Jairo Batista e André Luís Araújo, e os gerentes da Petrobras José Venâncio e Selma Fontes. Os procuradores explicaram às partes que, para um acordo que reduzisse os impactos sociais da saída da empresa de sua unidade em Salvador, seria necessário suspender provisoriamente as transferências, como sinal de boa vontade.

A decisão de encerrar as atividades em Salvador e esvaziar a Torre Pituba, prédio que centraliza as operações da estatal na cidade, pegou funcionários e terceirizados de surpresa, causando grande comoção social. A informação foi divulgada publicamente não pela Petrobrás, mas sim pelo Sindipetro, que também denuncia falta de clareza nos comunicados. Os prazos de transferência anunciados pela empresa também foram sendo antecipados e essa instabilidade levou o sindicato a pedir que o MPT tentasse mediar um acordo.

O objetivo do processo de mediação era encontrar meios de reduzir os impactos causados pelo fechamento da Torre Pituba, que hoje opera com apenas 20% da sua capacidade. O Sindipetro estima que a decisão da petrolífera afeta diretamente 1,5 mil servidores que estão sendo transferidos para outras cidades e 2,5 mil terceirizados, que estão perdendo seus empregos.

O MPT avaliou que para investir na construção de um acordo, seria necessário que as partes demonstrassem, através da suspensão da transferência e das demissões, o compromisso com a redução dos impactos sociais. A ideia era que se pudesse abrir espaço para a avaliação de casos pontuais de trabalhadores que possam ter dificuldade de ser transferidos ou que não possam ser demitidos, além de permitir o acompanhamento da legalidade das dispensas de terceirizados.

[Via MPT-BA]
Publicado em Sistema Petrobrás

A direção do Sindipetro Bahia está acompanhando com muita preocupação o derramamento de óleo que atingiu as praias do Nordeste brasileiro, chegando à Bahia. Já são 139 locais de diferentes municípios atingidos, prejudicando a fauna marinha, causando danos ambientais e afetando o turismo na região.

O Sindipetro está organizando um movimento solidário, para se juntar aos outros que já começaram a atuar fazendo a limpeza das praias. Além dos diretores do sindicato, muitos petroleiros e petroleiras se colocaram à disposição para fazer parte do movimento. O mutirão vai acontecer no próximo domingo (20) em uma das praias impactadas. O local será definido em breve.

A própria Petrobras, seguindo sua tradição, que vem desde a origem da empresa, está atuando na limpeza das praias, junto com outros órgãos, a exemplo do IBAMA. Mesmo sem ter nenhuma responsabilidade com esse desastre ambiental, a estatal segue também identificando a origem do óleo e ajudando na investigação para identificar os autores do derramamento.

Nesse contexto, o Sindipetro chama a atenção para a importância de uma empresa pública que se preocupa com o meio ambiente e com o seu país de origem. “Apesar do descompromisso da atual gestão da Petrobrás com o termo “responsabilidade social e ambiental”, da sua decisão de sair do Nordeste e da sua opção de priorizar o lucro para os seus acionistas privados, a empresa está contribuindo para ajudar na resolução do problema. Isso porque esta prática está arraigada nas raízes da Petrobras e, felizmente, não tem como ser deixada de lado de uma hora para outra”.

O Sindipetro também estranha o fato de empresas privadas de petróleo que atuam no Nordeste e em outras regiões do Brasil não terem se manifestado para ajudar na limpeza das praias. A Shell, por exemplo, já deveria estar contribuindo para tentar amenizar esse grande desastre ambiental, uma vez que já foram encontrados toneis com a identificação da empresa em algumas praias atingidas pelo óleo.

Faz parte da historia da Petrobras o compromisso com o meio ambiente, com as comunidades onde atua, com projetos sociais e ambientais, a exemplo do projeto Tamar, reconhecido em todo o mundo, e com projetos específicos com pescadores, em diversas localidades.

Como isso se dará no futuro se a saída da Petrobras do Nordeste se concretizar? Se situações como essas voltarem a acontecer, as companhias privadas vão agir da mesma forma que uma empresa pública? E se as próprias empresas forem as responsáveis pelo desastre ambiental como aconteceu com a Vale do Rio Doce em Mariana e Brumadinho?”São perguntas que precisam ser respondidas.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Cidadania
Página 1 de 3

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram