O Sindipetro-NF recebeu denúncias graves sobre falta de comida e problemas de habitabilidade e segurança na plataforma de Pampo, na Bacia de Campos. São casos de vazamento da tubulação do triturador de alimentos dentro da plataforma, pisos amarrados com arames, banheiros em péssimas condições e sanitários interditados. Também há problemas com a limitação de espaço nos camarotes e condições dos boxes. Há ainda vazamentos, tamponamentos e gambiarras para manter camarotes em uso.

O sindicato cobra a solução imediata destas pendências e solicita aos trabalhadores que continuem a enviar informações sobre as condições de segurança e habitabilidade. O caso será informado aos órgãos fiscalizadores.

  

Desimplantados de Pargo

A entidade também continua a acompanhar a situação dos petroleiros desimplantados do polo de Pargo. Até mesmo relatos de gerentes têm chegado ao sindicato para atestar deficiências no efetivo. No último dia 14, diretores do NF estiveram reunidos com gerências da empresa para cobrar, entre outros pontos, a apresentação dos critérios e cálculos do pagamento dos desimplantes, além de informações sobre todas as transferências.

Um representante da empresa havia se comprometido a fazer encontro de gerentes para discutir o assunto, mas o problema continua. Há ainda vários casos de problemas no processo de desimplante, como o de trabalhadores que moram em Santos e foram enviados para Vitória — assim como o contrário: trabalhadores que moram em Vitória e foram enviados para Santos.

No final de setembro o sindicato noticiou que sete plataformas que integram os campos de Vermelho, Carapeba e Pargo foram vendidas para a  empresa privada franco-britânica Perenco.  Essas plataformas contam atualmente com cerca de 700 trabalhadores (aproximadamente 170 empregados da Petrobrás e 530 empregados de empresas terceirizadas). Segundo informações obtidas pelo NF, a Perenco pretende operar as unidades com 160 empregados (22,8% do contingente atual). Algumas plataformas ficariam até desabitadas.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros seguem mobilizados nesta terça-feira, 26, em várias unidades do Sistema Petrobrás, denunciando as demissões e transferências em massa de trabalhadores, sem negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho e aumenta os riscos de acidentes.

A greve por tempo determinado prossegue até sexta, 29, sem impactos no abastecimento de combustíveis. Ou seja, não afeta a população. Mesmo assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bloqueou as contas da FUP e dos sindicatos e suspendeu o repasse às entidades das mensalidades dos trabalhadores associados. Uma arbitrariedade que fere o direito constitucional de greve e a liberdade de organização sindical.

Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram e seguem mobilizados, em diversas unidades. Nesta terça, houve atrasos e paralisações nas seguintes bases: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Terminal de Guararema (SP). Transpetro (BA), Campos Terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), Sede Administrativa da Petrobrás em Salvador (Torre Pituba\EDIBA), Heliporto Farol de São Tomé, em Campos (NF), onde são feitos embarques para plataformas da Bacia de Campos.

Paralelamente à greve, os sindicatos estão realizando audiências públicas denunciando os impactos das privatizações na Petrobrás e participando de diversas ações solidárias, como o fortalecimento da campanha nacional de doação de sangue que ocorre esta semana em todo o país. Nesta terça, foi a vez dos petroleiros do Norte Fluminense, Espirito Santo e Pernambuco intensificarem a doação.

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), na Baixada Fluminense, os petroleiros distribuíram cestas básicas para os trabalhadores que perderam o emprego nos últimos anos, em função das privatizações e cortes de investimentos da Petrobrás.

O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).

Somam-se a estes, os trabalhadores terceirizados das refinarias, fábricas de fertilizantes, sedes administrativas e outras unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.


Leia também:

> Sobre direito de greve e os trabalhadores da Petrobrás

> Petroleiros decidem manter mobilização mesmo com nova decisão do TST


[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Mesmo com a garantia da FUP de manter produção de petróleo e abastecimento de combustíveis, Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu novo parecer desfavorável à categoria

Os petroleiros decidiram manter a mobilização por tempo determinado (até sexta, 29/11) definida pela categoria na última semana. O movimento está sendo marcado por ações solidárias, com a participação de trabalhadores na Semana Nacional de Doação de Sangue, para alertar a sociedade sobre os riscos das demissões e transferências em massa promovidas pela atual diretoria da Petrobrás, além da venda de ativos que pode impactar negativamente os preços dos combustíveis, já sujeitos a uma política de alinhamento ao mercado internacional que promove constantes reajustes na gasolina e no óleo diesel.

A manutenção da mobilização foi tomada pela diretoria da FUP e demais sindicatos após nova decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), proferida nesta segunda. No último sábado (23/11), acatando pedido de liminar feito pela diretoria da Petrobrás, o TST determinara a suspensão da greve por seu risco ao abastecimento nacional de combustíveis. Agora, o tribunal decidiu suspender o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação, bem como o bloqueio cautelar das contas das entidades e o repasse das mensalidades.

Para a FUP, a decisão do TST de bloquear as contas e os repasses à entidade e aos sindicatos é arbitrária. Afinal, a mobilização, como a entidade fez questão de ressaltar desde a semana passada, não irá afetar a produção de petróleo, ou o abastecimento de combustíveis do país e por isso não prejudicará a população.

Reforçando ainda mais o viés social da mobilização, a categoria está engajada em ações solidárias em todo o País. Nesta segunda, petroleiros de pelo menos cinco cidades – Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Recife e Curitiba – participaram do Dia Nacional de Doação de Sangue. Nesta terça está prevista a distribuição de mil cestas básicas para trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás na Reduc (RJ), atividade que, segundo a diretoria da FUP, está ameaçada pela decisão do tribunal.

A FUP reitera que a Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST. Além das demissões e transferências, a diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens. Segundo o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, tais ações ferem as cláusulas do ACT e podem atingir diretamente interesses da sociedade, por aumentar o desemprego, colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam. Sem falar no impacto negativo sobre a população dos constantes aumentos nos preços dos combustíveis, inclusive nas tarifas públicas, como de ônibus e de transporte de cargas.

Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2019

Federação Única dos Petroleiros - FUP


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve desde a 0h desta segunda-feira, os petroleiros gaúchos protestam contra as anunciadas vendas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e o conjunto de oleodutos e terminais que representam 90% da Petrobras no RS. A categoria teme, entre outros impactos, que mudança gere desemprego, redução de salários, insegurança ambiental, aumento de preços e perda de receita da estatal. A paralisação foi convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e é prevista para ocorrer em todo o Brasil.

Segundo o diretor de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Dary Beck Filho, a adesão foi de 85% dos 700 funcionários da Refap. “É para alertar a população porque somente a sociedade pode impedir essa venda”, frisa. Assembleias da categoria indicaram greve até as 23h59min da próxima sexta-feira, dia 29. “É um desmonte o que está ocorrendo. A Petrobras está abandonando o estado”, alerta Beck. Ele adverte que os preços da gasolina e do diesel aumentarão se a venda da Refap, prevista para fevereiro de 2020, se consumar. “Eu desafio a me provarem que o preço vai baixar”, disparou.

Integrante da direção colegiada do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira acrescentou que os municípios que possuem ativos de refino e logística vão perder muito com o processo de privatização. “A nova proprietária da refinaria terá autonomia para importar óleo cru ao invés de utilizar o nosso. Neste caso, haverá perda de arrecadação de royalties”, prevê. Segundo ela, as cidades que mais recebem o benefício no estado, Cidreira, Imbé, Osório e Tramandaí, juntas, arrecadaram no acumulado de 2019 até o mês de agosto, mais de R$ 84 milhões, algo que deve mudar com a mudança.

Quanto à arrecadação do ICMS, a situação pode ser ainda pior, conforme Miriam. “O município de Canoas, onde fica a Refap, pode ter uma perda de R$ 150 milhões/ano com a venda”. Dary Beck Filho vai ainda mais longe. “Canoas vai quebrar desse jeito”. Ele esteve com o prefeito Luiz Carlos Busatto em reunião com o governador Eduardo Leite em setembro, cobrando um posicionamento sobre o tema. “Apresentamos os dados, ele se mostrou solidário e disse que formaria um grupo de trabalho para analisar o tema, mas até agora nada foi feito”, relata Beck.

Apesar de não ter ingerência sobre a decisão, em âmbito federal, a opinião de Leite é aguardada pela categoria. Por isso, o Sindipetro vai participar da mobilização de servidores estaduais, hoje à tarde, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. “Teremos uma série de atividades esta semana, como doação coletiva de sangue na quarta-feira”, acrescenta o diretor do sindicato.

Na quinta-feira, a entidade deverá escolher um posto de combustíveis para o Ato do Preço Justo. “Pretendemos pagar para as pessoas o desconto que achamos que deveria ser o valor do combustível. Hoje, se cobra R$ 4,50, R$ 4,60. Acreditamos em R$ 3,60 como justo”, diz Beck. No início da manhã de sexta-feira, outra mobilização está prevista, em frente a Refap.

[Via Correio do Povo/RS]

Publicado em Sistema Petrobrás

A categoria petroleira no Norte Fluminense e em diversas outras bases do País entra em greve a partir de zero hora desta segunda, 25. O Sindipetro-NF orienta os petroleiros e petroleiras da região a realizarem a Operação Emprego e Segurança, com atividades durante toda a semana para levantar irregularidades praticadas pela gestão da Petrobrás.

Os trabalhadores e trabalhadoras deverão assumir o controle dos seus locais de trabalho e produzirem um levantamento acerca dos seguintes ítens: 1) Pendências de Saúde e Segurança; 2) Efetivo de cada grupo nas unidades operacionais e nas gerências de terra; 3) Descumprimentos de Normas Regulamentadoras e demais legislações nas unidades marítimas e bases de terra; 4) Relatos de Assédio Moral e Sexual; 5) Casos de pressão para realização de tarefas de forma inadequada; 6) Relação de embarque de petroleiros(as) fora das suas escalas de trabalho para compor a equipe de contingência.

A greve dos petroleiros cobra da Petrobrás o cumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em vigência há vários anos, que prevêem garantias nas áreas de saúde, segurança e empregabilidade. A gestão da companhia vêm, sistematicamente, negligenciando essas obrigações por meio da precarização das condições de trabalho e da instabilidade provocada pela venda de ativos sem diálogo com as entidades sindicais.

Os levantamentos produzidos pelos trabalhadores e trabalhadoras devem ser enviados ao longo da semana para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A greve foi aprovada para ser realizada no período de 25 a 29 de novembro, com avaliação diária pelas direções sindicais e da FUP. 

É muito importante que toda a categoria permaneça atenta aos informes do sindicato e em sintonia, não dando ouvidos a boatos e ameaças dos gerentes. Como é direito dos trabalhadores em uma greve, o poder de autodeterminação e de organização devem ser exercidos, estando rompidas as hierarquias internas da empresa. 

Toda comunicação sobre o movimento paredista deve ser feito entre o sindicato e a gestão da companhia, sendo considerado assédio e prática antissindical — que deve ser denunciado — qualquer abordagem direta dos gerentes sobre os trabalhadores.

Doação de sangue

Além da Operação Emprego e Segurança no interior da companhia, os trabalhadores e trabalhadoras serão chamados a participar de atos públicos e atividades de conscientização da população sobre o desmonte da Petrobrás.

Uma das orientações é da participação da categoria em campanhas de doação de sangue nos seus municípios, marcando a passagem do Dia Nacional do Doador de Sangue (25 de Novembro). Clique aqui para conferir os horários de atendimento e orientações aos doadores nos hemocentros de Macaé e de Campos dos Goytacazes. 

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Os petroleiros amanheceram nesta segunda-feira, 25, mobilizados em diversas unidades do Sistema Petrobrás, denunciando os efeitos nefastos do desmonte da empresa. A greve por tempo determinado foi aprovada nas bases da FUP e teve início na madrugada com atrasos e cortes na rendição dos turnos em diversas unidades operacionais da Petrobrás.

Pela manhã, os trabalhadores de bases administrativas se somaram às mobilizações, que também envolvem ações solidárias incentivadas pela FUP, como doação de sangue nesta segunda, que é dia internacional do doador.

A greve prossegue até sexta-feira, 29, e não comprometerá as necessidades essenciais da população, pois não afeta o abastecimento de combustíveis. O objetivo é denunciar o aumento dos riscos de acidentes em função da redução drástica dos quadros de trabalhadores e das violações de normas de saúde, segurança e meio ambiente.  

Por empregos e segurança

As privatizações e o fechamento de unidades estão impactando diretamente os petroleiros, com planos de demissões e transferências em massa, sem qualquer negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho.

Soma-se a isso, o aumento dos riscos de acidentes, em função da redução dos efetivos e do assédio por parte dos gestores, cujas metas para pagamento de bônus e concessão de vantagens incentivam o descumprimento de normas de saúde e segurança, o que viola o Acordo pactuado com os trabalhadores.

A sociedade também sofre com a privatização, pagando preços exorbitantes da gasolina, diesel e gás de cozinha, que irão disparar ainda mais com a venda de oito refinarias, que são responsáveis por metade de toda a produção de derivados de petróleo no país.


> Leia aqui a Carta Aberta à População


Onde estão tendo mobilizações?

As unidades do Sistema Petrobrás cujos trabalhadores estão realizando cortes na rendição dos turnos e atrasos, são: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/PR), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap/RS), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Refinaria de Capuava (Recap/SP), Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lunor/CE), Temoelétrica Ceará, Terminal de Cabiúnas (Macaé/RJ).

Nas plataformas da Bacia de Campos e demais bases operacionais do Norte Fluminense, os trabalhadores estão aderido à Operação Emprego e Segurança, indicada pelo Sindipetro-NF para levantar irregularidades praticadas pela gestão da Petrobrás.

[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás
Domingo, 24 Novembro 2019 12:00

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Em carta aberta à população, divulgada neste domingo, véspera do início das mobilizações dos petroleiros por empregos e segurança no Sistema Petrobrás, a FUP e seus sindicatos denunciam o desmonte da estatal e convocam os brasileiros e brasileiras a defenderem a maior empresa do país.

O texto foi publicado no caderno principal do jornal Folha de São Paulo (veja abaixo)

Leia a íntegra:

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Os brasileiros sabem da importância da Petrobrás e têm orgulho do crescimento e do desenvolvimento social e econômico que a empresa traz para o País. São pessoas que reconhecem a presença da Petrobrás no seu dia-a-dia. O petróleo da Petrobrás está no transporte de carros e ônibus. Está nos caminhões que cruzam o Brasil, levando as mais diversas cargas, dos remédios aos alimentos; do eletrodoméstico às matérias-primas. Está presente também nos fertilizantes usados para produzir a comida que vai para a mesa, roupas que usamos, peças de eletrônicos, celulares e computadores.

Contudo, sem dar ouvidos à opinião pública, a atual gestão da Petrobrás vem implementando um processo gradual de enfraquecimento da companhia. Um importante sinal disso é o brutal corte de trabalhadores, o que contribui para as altas taxas de desemprego do Brasil. Em cinco anos, um em cada quatro trabalhadores da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados foram dois em três. São mais de 270 mil pessoas que perderam seu trabalho. Considerando suas famílias, podemos falar em mais de 1 milhão de pessoas atingidas.

Esse imenso corte de trabalhadores coloca em risco toda a sociedade, por aumentar também as chances de graves acidentes. Os brasileiros ainda não se esqueceram da P-36, então a maior plataforma do mundo, afundando no mar com 11 mortos. E os vazamentos de petróleo e combustíveis que já ocorreram no País não foram piores justamente porque a Petrobrás desenvolveu experiência, investiu em pessoas e capacitou recursos humanos para responder a incidentes com a devida rapidez.

A Petrobrás ainda vem sendo atacada em outras frentes. Na redução da atividade de refino, diminuindo a produção de gasolina e diesel no Brasil e aumentando a importação desses combustíveis, a preços mais altos. Na venda do controle da BR Distribuidora, a maior distribuidora de combustíveis do País. Na venda de outros ativos, como campos de petróleo, termelétricas, fábricas de biodiesel e fertilizantes, transportadoras e distribuidoras de gás. Sem falar nos planos de vender oito das suas 15 refinarias.

Nós, petroleiros e petroleiras, estamos mobilizados para mostrar o desmonte hoje em curso na Petrobrás e destacar essa agenda, que é da maioria da sociedade brasileira.

A Petrobrás é sua.

A Petrobrás é nossa.

A Petrobrás é do Brasil.

FUP - Federação Única dos Petroleiros


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Publicado em Sistema Petrobrás

Seguindo os indicativos da FUP, os petroleiros entram em greve a partir do primeiro minuto de segunda-feira, 25, e prosseguem mobilizados até o dia 29 de novembro. A greve por tempo determinado foi aprovada em assembleias realizadas ao longo das últimas semanas, em resposta às ações unilaterais dos gestores da Petrobrás que estão descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado no dia 04 de novembro, após medição feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A agressiva política da gestão Castello Branco de privatização e fechamento de unidades está impactando diretamente os petroleiros, com planos de demissões e transferências em massa, sem qualquer negociação com os sindicatos, o que fere as cláusulas 41 e 86 do ACT, que tratam da discussão sobre efetivos. Soma-se a isso, a insistência da empresa em assediar os trabalhadores adotando metas de saúde e segurança como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que viola o parágrafo 9º da cláusula 73.

A greve por tempo determinado não comprometerá as necessidades essenciais da população, pois não afetará o abastecimento de combustíveis. O objetivo é denunciar o aumento dos riscos de acidentes em função da redução drástica dos quadros de trabalhadores e das violações de normas de saúde, segurança e meio ambiente.  

Privatizações, demissões e insegurança

Só nesta última semana, a Petrobrás anunciou a assinatura do contrato de venda da Liquigás, o arrendamento por dez anos das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN’s) e o início da fase vinculante do processo de privatização de quatro das oito refinarias que estão sendo vendidas.

São mais de 13 mil empregos diretos e indiretos que estão em risco. Para onde vão estes trabalhadores? Como ficam as condições de segurança das unidades que estão sendo privatizadas e das comunidades em seu entorno?

“Está havendo um brutal corte de trabalhadores na Petrobrás. Nos últimos cinco anos, um em cada quatro trabalhadores efetivos da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados, foram dois em três”, alerta o coordenador da FUP, José Maria Rangel, lembrando que 270 mil trabalhadores, entre próprios e terceirizados, já perderam seus postos de trabalho em função do desmanche do Sistema Petrobrás.

Ações solidárias

Durante a mobilização, os petroleiros realizarão diversas ações solidárias, como participação no Dia Nacional de Doação de Sangue, segunda-feira (25), que marca o início da greve da categoria. Os trabalhadores também vão continuar ajudando na limpeza das praias do Nordeste atingidas por um vazamento de óleo.

“Já estamos sentindo na prática a ausência da atuação da Petrobrás, com o desmonte do comitê do plano de ação de incidentes com óleo, por exemplo. Se ele ainda existisse, a contenção desse vazamento no Nordeste teria sido mais ágil e evitado a atual catástrofe”, afirma Rangel.


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


[FUP]

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O incêndio que atingiu a Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, neste domingo (29), é consequência da explosão de um tanque de resíduo de destilação à vácuo, ocorrida na sexta-feira (27). O Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região está acompanhando a investigação de ambos os acidentes e denuncia a precarização da gestão de segurança da refinaria.

O produto derramado após a explosão foi contido no dique do tanque e nas canaletas, na parte interna da refinaria. Tudo indica que esse produto vazado pegou fogo no domingo. Ainda não se sabe o que iniciou as chamas. O Sindicato, no entanto, aponta que pode ter ocorrido falha na gestão do resíduo, que não teve o tratamento adequado após a explosão.

As chamas foram controladas por volta das 22h de domingo e não houve feridos. Causa estranhamento o fato de a Revap não ter citado a explosão do tanque em suas declarações à imprensa. Esta ocorrência é decisiva para esclarecer o acidente à população e aos trabalhadores da empresa.

Prestes a completar 66 anos de fundação, a Petrobrás vive hoje um dos momentos mais graves de sua histórica com as políticas de desinvestimento e privatização, aprofundadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PLS).

“Mesmo sendo altamente lucrativa, a Petrobrás investe cada vez menos no refino. A consequência é o sucateamento e perda da efetividade de políticas de prevenção de acidentes, desenvolvidas durante anos. Este acidente é consequência disso. Exigimos mais investimentos, contratação de mão de obra e segurança na Revap”, afirma o Presidente do Sindicato dos Petroleiros, Rafael Prado.

[Via Sindipetro SJC]

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O Sindipetro-NF recebeu de trabalhadores a informação de que, desde a noite de domingo, a plataforma P-50, na Bacia de Campos, está em processo de parada de produção em razão do rompimento de amarras de ancoragem. Das cinco amarras que ancoram o navio na proa à bombordo (na frente à esquerda da embarcação), três estão rompidas. Foi acionado o estado de alerta.

O navio vinha com deficiência na ancoragem há alguns dias, com duas amarras rompidas. Domingo (22) à noite, por volta das 23h20, a terceira amarra se rompeu. Em condições normais, a plataforma é mantida com cinco amarras proa bombordo, cinco amarras de proa boreste (na frente à direita), cinco amarras de popa bombordo (atrás à esquerda) e cinco amarras popa boreste (atrás à direita).

“Como já estávamos com a deficiência na ancoragem, no momento do rompimento da terceira amarra estávamos com um barco tracionando a proa da plataforma com 15 toneladas de tensão, agora esse mesmo barco está aplicando uma tensão de 100 toneladas, o que manteve nosso passeio (afastamento) em 40 metros, já foi acionado um segundo barco para maior força no tracionamento. Estamos em processo de parada de produção, com cuidados para não danificar os poços”, relataram os trabalhadores ao sindicato.

Há possibilidade de evacuação da embarcação se o afastamento se elevar. Inicialmente este passeio tolerado foi definido em 50 metros, mas considera-se também aguardar o limite de 70 metros.

O sindicato busca novos contatos com os trabalhadores para manter a atualização da situação e cobra informações da Petrobrás sobre a operação da plataforma e as medidas de proteção à segurança dos petroleiros.

A P-50 produz aproximadamente 24 mil barris diários de petróleo (23.790,35 bbl/dia) e cerca de 500 mil metros cúbicos de gás natural diários (512 Mm³/dia), de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo em julho de 2019.

[Via Sindipetro-NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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