Dirigentes da FUP, da CUT e de sindicatos petroleiros realizaram na tarde desta quarta-feira, 12, uma importante reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro foi articulado por líderes de diversos partidos do campo progressista, que também participaram da conversa.

Os petroleiros explicaram o impasse criado pela gestão da Petrobrás, que tem se recusado a negociar com a FUP alternativas para evitar as demissões dos trabalhadores da Fafen-PR, bem como os demais pontos referentes ao descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. 

A FUP e a CUT cobraram a intervenção dos parlamentares para que a gestão da Petrobrás abra um canal de diálogo com a Comissão Permanente de Negociação da FUP, que está há 13 dias buscando interlocução com a empresa. Os presidentes da Câmara e do Senado se comprometeram a buscar uma saída para o impasse, junto ao governo e à direção da Petrobrás.

Outra ação tirada na reunião com os petroleiros foi denunciar a gestão da Petrobrás por estar retalhando a empresa, transformando ativos em subsidiárias para, assim, continuar privatizando a estatal, sem autorização legislativa, como decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado.

“Os presidentes da Câmara e do Senado vão recorrer ao Supremo para impedir que o governo aja ilegalmente para privatizar a Petrobras. O STF diz que a Petrobras só pode ser vendida com autorização legislativa, mas que as subsidiárias não precisam da autorização. A atual direção está criando subsidiárias artificialmente, retalhando a empresa para vender sem passar pelo Congresso”, afirmou o deputado federal Henrique Fontana (PT/RS), que participou da reunião.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que também esteve presente ao encontro, comemorou o resultado da reunião. “É uma vitória dos trabalhadores mobilizados, das ocupações aguerridas, das ruas que pressionam e da política que constrói saídas rápidas”, declarou em seu perfil no Twitter.

[FUP]

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Petroleiros têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos filiados, que representam mais de 100 mil petroleiros em todo o Brasil, vão recorrer da decisão monocrática do Ministro Dias Toffoli, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um agravo regimental (com pedido de reconsideração), com os seguintes argumentos:

> A FUP pede a reconsideração da decisão monocrática que suspendeu a eficácia do acórdão da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho. No ano passado, a SDC modificou uma decisão monocrática do ministro Ives Gandra Martins Filho, que proibia o regular exercício do direito de greve pelos petroleiros, antes mesmo da sua realização. E, ainda, estipulava pesadas multas para as entidades sindicais.

> A decisão do ministro Dias Toffoli baseia-se nas premissas de que houve o descumprimento da ordem do ministro Ives Gandra, proferida em novembro de 2019 e referente à paralisação do ano passado. E faz relação com a manutenção de 90% do efetivo em operação, decisão deste ano, também do ministro Ives Gandra. A questão é que o principal objetivo da decisão de Ives Gandra em 2019 não foi definir percentual mínimo de trabalhadores que deveria continuar trabalhando, mas impedir que a greve fosse deflagrada.

> Na ação ao STF, a Petrobrás tenta forçar uma correlação do atual movimento de greve com a paralisação de 2019, criando uma narrativa que a favorece e não condiz com a verdade.

> O atual movimento de greve é legítimo e legal, motivado pelo descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por parte da Petrobrás, tendo em vista a demissão em massa de trabalhadores da Fafen-PR.

> Importante frisar que a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população.

> Antes mesmo da deflagração do movimento paredista, os sindicatos já haviam se comprometido com a Petrobrás e com a própria sociedade de que NÃO HAVERIA DESABASTECIMENTO.

> A Petrobrás usa dois discursos para tratar da questão do desabastecimento da forma que melhor lhe convém. Nos autos dos processos, alega que há desabastecimento, e para a imprensa emite notas dizendo que a situação está normalizada. A FUP reitera que não há desabastecimento de combustíveis provocado pela greve dos petroleiros em nenhum estado da federação.

> Os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. Inexiste quaisquer impedimentos para o livre trânsito de bens e pessoas no âmbito da Petrobrás e de suas subsidiárias.

> A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento.

> Não há riscos à produção e ao efetivo em relação à greve, conforme a própria Petrobrás vem anunciando de forma proativa na imprensa, que a empresa ‘opera em alta capacidade, apesar da greve’.

> É preciso acrescentar que a Petrobrás impediu trabalhadores da REPAR, SIX, REDUC e RLAM de trabalhar, fechando o portão e bloqueando o acesso dos profissionais, em violação à própria liminar por ela requerida e concedida pelo ministro Ives Gandra, sob pena de multa astronômica aos sindicatos.

> No dia 05/02/2020, em atendimento à determinação do ministro Ives Gandra, os sindicatos enviaram ofícios à Petrobrás solicitando informações sobre: (1) a quantidade de produtos necessários para o atendimento da necessidade inadiável da população, e (2) o número de trabalhadores para o cumprimento das cotas de produção.

> A FUP e seus sindicatos também questionaram a empresa sobre quantos trabalhadores são necessários para completar o efetivo de 90% determinado pelo ministro do TST.

> A gestão da Petrobrás, no entanto, até hoje não forneceu essas informações e continua se negando a negociar com a Comissão de Negociação Permanente da FUP, que está há treze dias dentro do edifício sede da empresa, cobrando a abertura de um canal de diálogo para buscar o atendimento das reivindicações dos trabalhadores em greve.

> A Petrobrás não tem legitimidade para ingressar com pedido de cautelar junto ao STF. Uma vez que a ação foi impetrada com base na Lei 8.437 de 1991, que dispõe sobre a concessão de medidas cautelares contra o Poder Público. Logo, não sendo “o requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada”, nem diretamente e sequer de forma equiparada, não há que se falar em legitimidade da Petrobrás para invocar a aplicação da norma. Uma vez que a empresa não é pessoa jurídica de direito público nem seu agente, tratando-se de uma sociedade de economia mista, classificada como pessoa jurídica de direito privado, ela não possui legitimidade para formular o requerimento.

Diante disso, a FUP e seus sindicatos irão recorrer da decisão, em defesa do legítimo direito do trabalhador à greve, garantido pelo artigo 9º da Constituição Federal e pela Lei de Greve (Lei 7.783/1989).

[FUP]

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A greve iniciada em 1 de fevereiro chega ao seu décimo segundo dia com forte adesão dos técnicos de segurança. Pela primeira vez na história do Sindipetro-NF  cerca de 100 técnicos participam da greve.

A atuação desses profissionais na greve torna o movimento ainda mais forte impactando os trabalhos das unidades, porque são eles quem assessoram e assinam as Permissões para o Trabalho, além de todos os trabalhos diários realizados ao longo da quinzena (treinamentos, manutenção de equipamentos, planilhas…).

Em todos os movimentos anteriores sempre foram vítimas de grande pressão e assédio por conta da gestão. Dessa vez, o grupo se uniu aos outros trabalhadores, entendeu a importância da luta coletiva acima de tudo, convocou outros colegas e se somou à luta.

“É importante a conscientização de que a situação do fechamento de unidades e do desemprego está chegando cada vez mais perto de nós. Hoje choramos por um desconto no salário, mas amanhã podemos chorar pela falta dos nossos empregos” –  disse @ TS que está participando da greve

A diretoria do Sindipetro-NF chama todos TS que ainda não entraram no movimento, que venham se somar à categoria petroleira.  “Não podemos achar que estamos imunes ao que está acontecendo na nossa empresa. O momento agora é de lutar pelos nossos empregos, porque juntos somos mais fortes”  – argumentou @ TS, chamando os companheiros para a participação.

Via Sindipetro NF

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Na corrida contra o tempo para impedir a demissão de mais de mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), de Araucária, no Paraná, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, e uma delegação de petroleiros fizeram uma série de conversas com ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira (11).

A intenção é que o impasse entre a direção da Petrobras e a categoria, em greve há 11 dias, seja mediado pelo TST.

“Em um país que tenha o mínimo de democracia, esses tipos de conflitos têm que ser resolvidos na mesa de negociação. A Petrobrás não pode fazer o que tá fazendo, tomando medidas arbitrárias e autoritárias”, afirma Sérgio Nobre.

Para ele, a decisão da estatal de demitir os trabalhadores e fechar a Fafen é “perversa”. Segundo ele, “além de estar destruindo uma empresa determinante para o crescimento do Brasil, a Petrobras atinge trabalhadores que têm filhos que fazem tratamento de leucemia, por exemplo”.

“São trabalhadores com 10, 20, 30 anos de casa, que, se demitidos, muito certamente não conseguirão arrumar outro emprego”, afirma o presidente da CUT, lembrando que ainda existe o risco do governo de Jair Bolsonaro privatizar a Petrobras, a maior empresa estatal do Brasil.

O fechamento da Fafen, segundo a empresa, é consequência do aumento do preço da matéria prima utilizada pela fábrica, sendo que produto final não consegue cobrir esse valor. Entretanto, a matéria prima é repassada à Fafen-PR pela própria Petrobrás, sem qualquer prejuízo à estatal.

“A Petrobrás não foi construída para dar lucro, embora dê”, rebate Roni Barbosa, que também é petroleiro. Ele alerta que as demissões anunciadas pela Petrobrás vão impactar gravemente a economia local. “Não são só mil trabalhadores sem emprego. Esse número se transformará em 3, 4, 5 mil pessoas sem emprego, já que impacta diretamente no comércio e serviços da região”, explica.

Nesta quarta-feira (12), a CUT e a delegação de petroleiros seguirão articulando com outros interlocutores para tentar remediar a ação arbitrária da direção da Petrobrás. Estão agendadas reuniões com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O que está por trás do fechamento da Fafen-PR

Ao contrário do que muita gente pensa, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná não produz apenas fertilizantes. Também são produzidos pela empresa ureia, enxofre, gás carbônico e metanol. Esses produtos são utilizados na indústria farmacêutica, na indústria química, em cosméticos, para ração animal e até mesmo para reduzir a emissão de poluentes.

“Hoje, a Fafen é a única fábrica do país a produzir esses compostos. A Fafen-Sergipe e a Fafen-Bahia foram arrendadas e não voltaram a produzir essas substâncias. E eles querem simplesmente fechar a Fafen-PR, não é nem vender. Com isso, vamos ficar totalmente dependentes do mercado internacional”, denuncia Gerson Castellano, dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e técnico de manutenção da Fafen-PR há 18 anos.

“A resistência é o caminho para impedir esse processo criminoso, lesa pátria”, avalia Castellano.

[Via Brasília]

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A greve nacional dos petroleiros conquista cada vez mais trabalhadores em todo o Sistema Petrobrás e já mobiliza 50 plataformas, em cinco estados do país – Rio de Janeiro, São Paulo, Espirito Santo, Ceará e Rio Grande do Norte.

Nesta quarta-feira, 12, já somamos 108 unidades na greve, em 13 estados, com mais de 20 mil petroleiros mobilizados.

Novas adesões

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores das plataformas PUB-2 e PUB-3, que operam o Campo de Ubarana, no litoral do estado, cortaram a rendição nos embarques e os que estão à bordo pedem para desembarcar. 

No Espirito Santo e na Bacia de Campos, os petroleiros das plataformas também estão aderindo em massa à greve, emocionando a categoria a cada desembarque.

Já são 39 plataformas da Petrobrás que aderiram à greve na região sudeste, onde é concentrada a produção de óleo e gás do país.

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores do Ativo Industrial de Guamaré (AIG), responsável pela produção de GLP, querosene de aviação e diesel, aumentam a participação na greve, dia a dia. O mesmo ocorre nos campos de produção terrestre.

Na Bahia, os petroleiros dos terminais de Candeias e de Catu também se somaram à greve, assim como os trabalhadores do Terminal de Pilões, em Cubatão.

Retaliações da Petrobrás põem mais combustível na greve

A greve iniciada no dia primeiro de fevereiro já é a mais importante da categoria desde 1995, quando os petroleiros realizaram a mais longa greve de sua história, que durou 32 dias.

Na tentativa de dividir os trabalhadores, a gestão da Petrobrás parte para o ataque. Além de criminalizar a greve perante o judiciário, bloqueia o acesso dos petroleiros às unidades, impedindo a categoria de cumprir a liminar que a própria empresa obteve junto ao Tribunal Superior do Trabalho.

As retaliações da empresa contra os petroleiros incluem agora descontos nos contracheques, o que só aumenta a indignação da categoria, que segue aderindo espontaneamente à greve, de norte a sul do país.

Comissão da FUP segue no Edise e Petrobrás amarga nova derrota judicial

A direção da Petrobrás poderia resolver o impasse criado por ela e negociar com a Comissão da FUP alternativas para evitar a demissão em massa dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e suspender as medidas unilaterais que violam o Acordo Coletivo de Trabalho.

Em vez disso, a gestão da empresa prefere o confronto, mas continua sendo derrotada nas tentativas de expulsar os cinco dirigentes sindicais que seguem há 13 dias ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da estatal, no Rio (Edise). A Petrobrás já amarga quatro decisões judiciais contrárias à expulsão da Comissão Permanente de Negociação da FUP.

A mais recente é o parecer do procurador regional do Trabalho da 1ª Região, Márcio Octávio Vianna Marques, que indeferiu o mandado de segurança impetrado pela empresa e autorizou a permanência dos sindicalistas no Edise.

Um grupo com mais de 20 petroleiros de vários estados segue em Brasília desde o início da semana, reunindo-se com parlamentares e representantes do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, na tentativa de que façam interlocução com a direção da Petrobrás para que negocie com a Comissão da FUP.

Os petroleiros seguem em greve nacional, com apoio da sociedade que vem se solidarizando com a luta da categoria. A greve já ecoa em todo o país, mobilizando vários outros setores da classe trabalhadora. 

Quadro nacional da greve – 12/02 

50 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas 

A greve em cada estado: 

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas (34) – PCH1, PCH2, P07, P09, P15, P18, P19, P20, P26, P31, P32, P35, P37, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P55, P56, P61, P62, P63, P56, PNA2, P12, P54, PGP1, P25, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

 [FUP]

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Terça, 11 Fevereiro 2020 20:50

Bacia de Campos tem 30 plataformas na greve

A Bacia de Campos chega ao final da tarde desta quarta, 11, com 30 plataformas na greve. Essas unidades tiveram a operação entregue pelos trabalhadores à gestão da Petrobrás ou equipes de terra que se negaram a embarcar, cortando a rendição da equipe que está a bordo. O movimento que começou no dia 1 de fevereiro vem crescendo a cada dia mais e a expectativa é que ainda cresça com a adesão dos trabalhadores das salas de controle e equipes de planejamento de manutenção das plataformas (PMB)..

No terminal de Cabiúnas o movimento segue forte desde o início, com atraso de duas horas em solidariedade ao trabalhador devolvido para a Transpetro e seguido de cortes de rendição hoje às 7h e às 15h, Diariamente os trabalhadores em greve comparecem aos aeroportos para auxiliar no convencimento dos colegas em aderir ao movimento.

Na manhã de hoje os trabalhadores da base de Imbetiba foram recepcionados por atividade do Sindipetro-NF, com faixas, cartazes e falas que buscavam conscientizar os petroleiros e petroleiras das áreas administrativa para adesão ao movimento.

Ocupação

No Rio, uma comissão de dirigentes sindicais mantém, há 12 dias, a ocupação de uma sala no Edifício Sede da Petrobras (Edise), no quarto andar, onde funciona a gerência de Recursos Humanos da empresa. Eles pressionam a gestão da companhia para que sejam recebidos para negociarem as pautas do movimento.

O motivo da greve

Os petroleiros em greve reivindicam o cancelamento de cerca de mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), o fim do desmonte da Petrobrás por meio da venda de ativos e uma política de preços justos para os combustíveis.

[Sindipetro-NF]

 

 

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Na tentativa de criminalizar a greve dos petroleiros, a direção da Petrobrás adotou a velha estratégia de fazer terrorismo nos autos dos processos judiciais que move contra a FUP e seus sindicatos no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para os ministros do tribunal, a empresa afirma que a greve irá “afetar o abastecimento de combustíveis em âmbito nacional e comprometer a segurança da operação industrial”. Os gestores falam até que a greve vai causar “graves e incalculáveis prejuízos ao abastecimento nacional e à recuperação econômica da Petrobras”.

Já nos comunicados à imprensa e nas entrevistas à mídia, o discurso vai na direção contrária. A direção da Petrobrás informa que as unidades estão operando dentro da normalidade e que a greve dos petroleiros não afeta a produção de petróleo e derivados.

Na segunda-feira, 10, décimo dia de greve da categoria, a agência Bloomberg, especializada em notícias do mercado financeiro, noticiou a seguinte chamada: “Petrobras: Produção segue inalterada apesar da greve”. A matéria começa com a seguinte frase: “Não houve impacto na produção de petróleo, mesmo com trabalhadores de plataforma tendo aderido à greve iniciada em janeiro, Petrobras diz em e-mail”.

No mesmo dia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estariam monitorando o impacto da greve. "Por enquanto, as informações que temos é de que está tudo dentro da normalidade", declarou à Agência Estado.

A direção da Petrobrás se contradiz até ao anunciar “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”. No mesmo comunicado, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Ou seja, a estratégia da direção da Petrobrás é tentar criminalizar a greve dos petroleiros. Para isso, mente para os ministros do TST e coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das unidades operacionais, quando anuncia contratações temporárias de profissionais sem a necessária qualificação e treinamento para atuar em plantas industriais tão complexas, como são as refinarias, plataformas e terminais.

A FUP e seus sindicatos continuam buscando todos os canais possíveis para que haja negociação com a Petrobrás, visando o atendimento da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores nas assembleias.

A Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há 12 dias em plantão de 24 horas dentro do edifício sede da empresa, cobrando interlocução com os gestores, que se negam a negociar.

As representações sindicais também estão fazendo gestões junto ao Congresso Nacional e ao Ministério Público e à Justiça do Trabalho para buscar solução para o impasse.

A greve é legítima e legal. Os petroleiros são os mais interessados em garantir abastecimento de petróleo e derivados a preços justos para toda a população. Por isso, a categoria luta para preservar empregos e para que a Petrobrás cumpra o papel para o qual foi criada: promover a soberania energética.

[FUP]

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O fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), de Araucária, no Paraná, que vai deixar mil trabalhadores da unidade desempregados, é um risco para o setor exportador do agronegócio, responsável por 20% da arrecadação do Produto Interno Bruto (PIB) e também para os brasileiros e brasileiras que se alimentam de carne vermelha. Além de uma possível alta de preços, existe risco de contaminação da carne por formol.

O motivo é o fim da produção de ureia pela Petrobras, já que o governo fechou as refinarias da Bahia e de Sergipe e agora quer fechar a do Paraná. Juntas essas refinarias eram responsáveis por 24% da fabricação de ureia, utilizada como suplemento na ração do gado, especialmente na época de seca de maio a novembro, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde estão os maiores rebanhos bovinos do país.

O diretor de comunicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Gerson Castellano, alerta sobre a possibilidade de produtores do agronegócio aumentarem  o preço da carne para compensar o valor mais caro da ureia importada, ou ainda, para não deixarem o gado passar fome, sem o suplemento alimentar, possem a utilizar ureia agrícola, cujo processo leva formol. Um produto totalmente diferente da ureia pura, que não representa perigo à saúde do ser humano.

Desabastecimento

Com o fechamento da Fafen em Araucária, o país ficará à mercê do mercado internacional, pagando um alto preço pelo produto, além de sofrer com o desabastecimento, como já ocorreu com a importação de ureia da Bolívia - o país vizinho deixou de enviar toneladas do produto, em novembro do ano passado, por problemas internos. 

“Ficaremos cem por cento dependentes das importações e isto é um perigo, pois em alguma época do ano poderá ter baixa oferta, já que importamos ureia de países em zonas de conflito, do Oriente Médio e da África, como Irã, Kuwiat, Argélia, a, Irã, Rússia”, afirma Gerson Castellano.

Segundo o dirigente da FUP, o fechamento das refinarias da Petrobras traz ainda outro problema, o fim da produção do ARLAN 32, um elemento químico utilizado no catalisador de caminhões a diesel, que auxilia na redução da emissão de poluentes. 

“O Brasil está sofrendo um processo de desindustrialização, de entrega do patrimônio nacional por um governo que se diz patriota, mas entrega nosso patrimônio aos estrangeiros. Nós temos petróleo, refinarias, tecnologia nacional  e mão de obra, mas tudo isso está sendo deixado de lado para exportar óleo e importar derivados, numa política equivocada”, denuncia o diretor de comunicação da FUP.

[Via CUT]

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Nesta segunda-feira, dia 10 de fevereiro, os companheiros que desembarcaram das plataformas de Roncador e de Albacora se juntaram ao movimento, no Espírito Santo. São petroleiros, de todo o país, se unindo à luta em defesa dos empregos e em defesa do Brasil.

A Petrobrás quer demitir mais de 1.000 funcionários no Paraná, na Fafen-PR. “Aqui, no Espírito Santo, a empresa também trata os petroleiros de forma degradante. Não lutar, agora, é também ser a favor do aumento de preços dos combustíveis, de que tenhamos mais trabalhadores desempregados e menos investimentos em infraestrutura, menos chances da economia crescer, ou seja, menos geração de emprego e renda”, afirma o coordenador geral interino do Sindipetro-ES, Valnísio Hoffmann.

Nossa greve é pela manutenção dos empregos, mas também representa a defesa da qualidade de vida de milhões de nós, em todo o Brasil! Somente juntos a nossa greve continuará ganhando força. E todo apoio é necessário. Afinal, estamos defendendo o futuro de nossas famílias e do Brasil. “Se, hoje são os trabalhadores da Fafen, no Paraná, que correm risco de demissão. Tudo indica que amanhã a mesma coisa se repita em mais estados, inclusive no Espírito Santo”, reforça Hoffmann.

[Sindipetro-ES]

Publicado em SINDIPETRO-ES

Petroleiros responsáveis pela segunda maior produção de óleo, por dia, no Brasil, que trabalham na plataforma P-58, que opera no campo de Jubarte, no pré-sal da Bacia do Espírito Santo, entraram com todo gás na Greve Nacional dos Petroleiros, nesta terça-feira (11). A decisão veio após uma reunião, realizada junto com trabalhadores de outras plataformas e unidades da Petrobrás, nesta manhã.

Também entraram na manifestação nacional os petroleiros que atuam no Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), em Aracruz. Além dessas unidades, as adesões no Espírito Santo ainda somam o Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT), a Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, e a sede administrativa da Base 61, em São Mateus.

Nacional

Em todo o país, além do TABR e da P-58, mais quatro plataformas e o Terminal de São Caetano do Sul, em São Paulo, aderiram à greve da categoria. Já são 102 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados do país.

Em 11 dias de greve, os petroleiros seguem mobilizados em todo o país, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

[Sindipetro-ES]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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