Quinta, 30 Janeiro 2020 18:29

Ilegal é descumprir o Acordo Coletivo

A direção bolsonarista da Petrobras tenta criminalizar a greve dos petroleiros, mentindo para os trabalhadores e para a sociedade, ao acusar a mobilização de “ilegal”. O objetivo é tentar intimidar a categoria, como fez a empresa ao enviar seguranças armados ao Ministério Público do Trabalho do Paraná, no último dia 24, durante audiência com o Sindicato dos Petroquímicos.

“Ilegal é descumprir Acordos e a própria legislação, como vem fazendo a gestão da Petrobrás. Ilegal é enviar capangas armados para uma audiência no MPT”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

A greve dos petroleiros, que tem início no sábado, é pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho assinado em 04/11/2019 pela Petrobrás e por suas subsidiárias, com a chancela do Tribunal Superior do Trabalho, que mediou as negociações com a FUP e seus sindicatos. 

As demissões em massa na Fafen-PR e as transferências arbitrárias que estão sendo impostas pela empresa em função do fechamento e desativação de unidades por todo o país ferem, e muito,  o ACT.

“A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato”, garante a Cláusula 26 do Acordo Coletivo da Araucária Nitrogenados, cuja redação é a mesma da cláusula 41 do ACT da Petrobrás, sobre dispensa coletiva.

Os gestores da empresa, no entanto, sequer comunicaram previamente ao sindicato ou à FUP a intenção de hibernar a Fafen-PR e demitir todos os trabalhadores. As entidades sindicais, assim como a categoria, souberam do fato pela imprensa. Não foi dada qualquer possibilidade de se buscar uma alternativa negociada para os trabalhadores.

Esse não foi um caso isolado de descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

A Petrobrás descumpre o ACT ao implantar, à revelia dos trabalhadores, uma nova tabela de turno ininterrupto que aumentará a já elevada sobrecarga de trabalho nas unidades operacionais.

A Petrobrás descumpre o Acordo Coletivo ao esvaziar e desrespeitar os fóruns de negociação, impondo à categoria bancos de horas, alterações de escalas de trabalho, mudanças na Assistência Médica, entre várias outras ações unilaterais que atropelam o ACT.

É mais uma provocação da gestão da Petrobrás querer criminalizar a greve dos petroleiros, como fez em novembro do ano passado, em jogada ensaiada com o ministro do TST, Ives Gandra. Em uma decisão monocrática, ele proibiu preventivamente a greve da categoria, impondo multas milionárias à FUP e aos seus sindicatos e o bloqueio das contas das entidades. Uma aberração jurídica que foi derrubada em julgamento da Seção de Dissídios Coletivos do TST, no dia 09/12.   

Os petroleiros e petroleiras não se intimidarão e seguirão na luta contra as demissões na Fafen-PR e em defesa do Acordo Coletivo. A resposta às arbitrariedades dos gestores será dada com uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 28 Janeiro 2020 20:20

Petroleiros da Bahia aprovam greve

Os petroleiros da Bahia, seguindo o indicativo da FUP, aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir de 01/02.  55,68% disseram sim ao movimento paredista, 10,41% optaram pelo não e 33,91% se abstiveram.

Durante as assembleias que aconteceram de 22 a 28/01 em todas as unidades do Sistema Petrobrás no estado, a categoria deixou claro que não aceita o descumprimento do Acordo Coletivo por parte da Petrobrás, que está levando às demissões dos trabalhadores da Fafen Paraná já anunciadas pela direção da estatal.

É consenso entre os trabalhadores que é preciso dar uma resposta dura e firme à direção da Petrobrás para barrar a onda de demissões que virá principalmente se a categoria não deixar claro que não tolerará a postura da empresa. “Hoje é a Fafen Araucária que está sofrendo com o descumprimento do ACT, amanhã pode ser qualquer unidade da empresa, inclusive na Bahia”.

A cláusula 26 do ACT é clara: “a companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato”.

Portanto, a atual gestão da Petrobrás está agindo como se estivesse acima da lei e de forma autoritária tem usado as mesas de negociação apenas para informar as suas decisões, não há diálogo, muito menos negociação. Isso vem acontecendo em temas importantes para a categoria como a tabela de turno, a PLR e o banco de horas.

“Conseguimos fechar o ACT após uma negociação intensa. Foram mais de quatro meses, com a intermediação do TST e com todo tipo de pressão e assédio por parte da gerência e agora em menos de três meses após a assinatura do ACT, a Petrobras rasga esse acordo descumprindo um dos itens mais importantes para a categoria que diz respeito à garantia do emprego. Isso é inaceitável”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

A direção do Sindipetro vai dar inicio ao processo de organização da greve para que esse movimento seja forte e consiga atender aos interesses da categoria. “É preciso compreender que a categoria petroleira é uma só, seja no Paraná, no Rio de Janeiro, em São Paulo ou na Bahia, portanto, o que afeta um vai afetar a todos”, ressalta o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

Clique aqui para ver o resultado das assembleias por unidade 

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás encerraram nesta terça-feira, 28, as assembleias nas bases da FUP, onde aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado, contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A Federação e seus 13 sindicatos já enviaram nesta terça comunicado à gestão da Petrobrás e das subsidiárias, informando o início da greve, a partir do primeiro minuto de sábado (01/02).

Os petroleiros, como sempre fizeram, irão garantir o abastecimento da população durante todo o movimento grevista.

A luta da categoria é em defesa dos empregos e da Petrobrás a serviço do povo brasileiro.

Demissões no rastro da desindustrialização

A política agressiva do atual governo de privatização e fechamento de unidades estratégicas da Petrobrás impacta os petroleiros, com demissões em massa e ataques a direitos pactuados em acordos, e também prejudica a população.

A destruição da cadeia produtiva de óleo e gás é um dos principais motivos pelos quais a economia do país segue estagnada. A Petrobrás, que era uma das locomotivas do desenvolvimento nacional, reduziu em mais de 50% os investimentos no Brasil. Os R$ 104,4 bilhões investidos pela empresa em 2013 despencaram para R$ 49,3 bilhões, em 2018. Uma queda de 53%.

Sem os investimentos da Petrobrás, o setor deixou de gerar mais de R$ 100 bilhões para o PIB nesse período. Como consequência, 2,5 milhões de postos de trabalho foram fechados, o que representa 19% da atual taxa de desemprego. Só no Sistema Petrobrás, foram mais de 270 mil demissões, entre trabalhadores próprios e terceirizados. 

Preços de combustíveis abusivos

O aumento dos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel também faz parte do pacote de desmonte da Petrobras. Os gestores alteraram não só a forma de reajuste dos preços dos derivados, como colocaram à venda oito refinarias, 13 terminais marítimos e terrestres, 2.226 quilômetros de dutos e ainda privatizaram as distribuidoras de combustíveis. Ou seja, a população está refém do sobe e desce do mercado e exposta às crises internacionais de petróleo.

Quem ganha com isso são as importadoras de combustíveis, que estão lucrando milhões de dólares, enquanto a Petrobrás exporta óleo cru e coloca à venda metade do seu parque de refino. Quem perde é o povo brasileiro, que paga uma das gasolinas mais caras do planeta.

Descumprimento do Acordo Coletivo

As demissões e transferências em massa que estão ocorrendo no Sistema Petrobrás em função das privatizações e fechamento de unidades ferem os Acordos de Trabalho pactuados com as representações sindicais.

É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato. A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobrás anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Esse não é um caso isolado de descumprimento de acordo. Menos de três meses após a assinatura do ACT, os gestores da empresa seguem reiteradamente desrespeitando o que pactuaram com as representações sindicais. Além disso, atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissão em massa em uma empresa 100% Petrobrás, sem que fosse dada qualquer alternativa aos trabalhadores.

A indignação da categoria com tantos abusos será convertida em luta, através de uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás.

Em defesa dos empregos e contra a privatização da maior empresa nacional.

Resultado das assembleias

Sindiquímica-PR  – 100% de aprovação

Sindipetro Unificado de São Paulo - 88% de aprovação

Sindipetro Paraná e Santa Catarina – 87% de aprovação

Sindipetro Pernambuco e Paraíba  – 87% de aprovação

Sindipetro Minas Gerais – 86% de aprovação

Sindipetro Duque de Caxias – 86% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Norte – 84% de aprovação

Sindipetro Rio Grande do Sul – 74% de aprovação

Sindipetro Espírito Santo – 75% de aprovação

Sindipetro Amazonas – 74% de aprovação

Sindipetro Norte Fluminense – 73% de aprovação (atualizado às 18h49 de 29/01)

Sindipetro Bahia – 56% de aprovação (34% de abstenção e 10% de rejeição)

Sindipetro Ceará – 37% de aprovação (42% de abstenção e 21% de rejeição)

[FUP | Foto: Paulo Neves]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos apoiam e se solidarizam com os trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), que estão em greve por tempo indeterminado em mais de 20 estados e no Distrito Federal.

A paralisação ocorre em resposta ao processo de privatização da empresa, que é é responsável pela administração do sistema que processa todo o funcionamento da Previdência Social, desde o pagamento de mais de 34 milhões de benefícios previdenciários, a concessão de benefícios e o próprio funcionamento informatizado e interligado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

O governo Bolsonaro anunciou o fechamento de 20 unidades da Dataprev e a demissão de mais de três mil trabalhadores, que estão sendo coagidos a aderirem compulsoriamente ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ).

Segundo a categoria, cerca de 500 funcionários já foram demitidos, quando poderiam ter sido realocados para o INSS, que está com atrasos de quase dois milhões de pedidos de aposentadoria e benefícios, por conta das mudanças causadas pela reforma da Previdência.

Em vez de buscar reforços de trabalhadores especializados, o governo anunciou a contratação temporária de 7 mil militares, o que poderá aumentar ainda mais as filas gigantescas. 

 

O fechamento das regionais da Dataprev e a demissão em massa na empresa ocorrem em meio a esse contexto e às denúncias da categoria sobre os ricos que a população correrá com a privatização da empresa.  Saiba mais: http://salveseusdados.com.br/

A Dataprev e o Serpro, as duas principais empresas nacionais de tecnologia da informação, junto com a Casa da Moeda, encabeçam a lista de privatização anunciada pelo governo Bolsonaro.

Os petroleiros, que aprovaram o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir de 01/02, manifestam total solidariedade aos trabalhadores e às trabalhadoras destas estatais, que, assim como a nossa categoria, lutam contra as demissões e o desmonte que o atual governo vem fazendo no setor público, privatizando empresas estratégicas para a soberania nacional.

Juntos, somos mais fortes.

Privatizar faz mal ao BRasil.

#EstataisResistem

Rio de Janeiro, 28/01/2020

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Trabalho

O Sindiquímica-PR realiza ato nesta quarta-feira, a partir das 10h30, na praça Vicente Machado, em Araucária. Durante o protesto, serão doados uma tonelada e meia de feijão para os moradores de Araucária.

Com o nome “Arroz e feijão mais caros. Contra o fechamento da Fafen-PR”, o objetivo do protesto é mostrar para a população os impactos do fechamento da Fafen-PR. Um deles, sentido diretamente na mesa da população: o aumento do preço do arroz e do feijão, itens básicos da alimentação do brasileiro.

Além disso, toda a economia do município de Araucária seria afetada. A folha de pagamento dos trabalhadores diretos, cerca de 400, é de aproximadamente R$ 10 milhões, dos quais 50% ficam na cidade. Isso significa que, se o fechamento não for revertido, o município perderá a circulação de aproximadamente R$ 5 milhões na economia local.

Se as atividades da unidade realmente forem encerradas, entre diretos e terceirizados, mais de mil funcionários seriam desligados.

É preciso barrar esse desmando!

Não deixe de participar!

Serviço

Arroz e feijão mais caros. Contra o fechamento da Fafen-PR!

Data: 29/1 (quarta-feira)

Horário: das 10h30 às 13h30

Local: Praça Vicente Machado – Araucária-PR

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Diante da ameaça da Petrobrás de fechar a Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR), e deixar sem emprego mil trabalhadores, os petroquímicos decidiram iniciar greve por tempo indeterminado. A paralisação terá início em 1º de fevereiro, e contará com a adesão de sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Em decisão unânime, durante assembleia extraordinária, nesta sexta-feira (24), os trabalhadores filiados ao Sindiquímica-PR aprovaram a adesão à paralisação.

A aprovação foi votada em frente à fábrica da Fafen-PR e não teve nenhuma posição contrária. “Todos os trabalhadores estão cientes da necessidade desta paralisação. Já estamos há cinco dias nos revezando, em turnos, para manter a fábrica funcionando e evitar seu fechamento. Precisamos resistir”, lembra diretor do Sindiquímica-PR, Santiago da Silva Santos.

A mobilização pressiona por explicações da Petrobrás sobre o descumprimento da cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado com o Sindiquímica-PR. Ela proíbe a demissão coletiva sem diálogos com o sindicato; que foi exatamente o que houve.

“Soubemos das demissões pela imprensa. Foi uma imensa falta de respeito contra os funcionários. Queremos a garantia de empregos e iremos lutar sem descanso”, garante o diretor do sindicato.

Os trabalhadores de uma estatal não podem ser confundidos com funcionários de empresa privada. Mas a Petrobrás justifica as demissões afirmando que não há concursados na fábrica, que ela pretende fechar em abril. A direção da empresa finge esquecer que ao longo desses últimos anos diversos trabalhadores da Ansa/Fafen-PR foram cedidos para outras unidades do sistema Petrobrás, assim como funcionários da Petrobrás foram cedidos para a Ansa/Fafen-PR.

O processo de demissões está previsto para iniciar em 14 de fevereiro, com duração de três meses. Estão na lista, 396 funcionários diretos da companhia e 600 terceirizados.

No dia 29 de janeiro, após assembleias nos sindicatos que compõem o Sistema Petrobrás, o Conselho Deliberativo da FUP volta a se reunir para definir os novos rumos da greve. Enquanto isso, continuam as ações políticas e jurídicas para impedir as demissões em massa e garantir o direito dos trabalhadores da Fafen-PR.

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em SINDIQUÍMICA- PR

Os petroleiros e petroleiras seguem aprovando o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir do primeiro minuto de sábado (01/02). As assembleias já foram realizadas na maioria das bases do Sistema Petrobrás e serão concluídas nesta terça-feira, 28.

Nas unidades do Espírito Santo e na Araucária Nitrogenados (PR), onde a Petrobrás quer demitir todos os trabalhadores em função da hibernação da Fafen-PR, as assembleias já foram finalizadas e a greve, aprovada. Veja quadro abaixo.

No último dia 21, em reunião com a Gestão de Pessoas da Petrobrás, a FUP apresentou documento cobrando o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo reiteradamente desrespeitado pela empresa, tanto no que diz respeito aos fóruns de negociação, quanto a cláusula que protege os trabalhadores de demissões arbitrárias. É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato.

A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobrás anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Esse não é um caso isolado de descumprimento de acordos pactuados com os trabalhadores. Menos de três meses após a assinatura do ACT, os gestores da empresa seguem reiteradamente desrespeitando o Acordo Coletivo. Atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissão em massa em uma empresa 100% Petrobrás, sem que fosse dada qualquer alternativa aos trabalhadores.

A indignação da categoria com tantos abusos será convertida em luta, através de uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás a partir do dia 01/02, como estão apontando as assembleias.

Na quarta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos estarão reunidos no Rio de Janeiro para deliberar sobre o resultado das assembleias e definir as próximas estratégias de ação.

Quadro parcial das assembleias

Amazonas – 63% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Rio Grande do Norte – 80% dos trabalhadores a favor da greve

Pernambuco e Paraíba  – 89% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Ceará e Piauí – 42% dos trabalhadores a favor da greve, 19% contrários e 39% de abstenções

Bahia – 60% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Espírito Santo – assembleias concluídas e greve aprovada por 75% dos trabalhadores

Duque de Caxias – 84% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Minas Gerais – 85% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Norte Fluminense – 62% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Paraná e Santa Catarina – 87% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Araucária (Fafen-PR)  – assembleia concluída e greve aprovada por 100% dos trabalhadores

Rio Grande do Sul – 78% dos trabalhadores estão aprovando a greve

[FUP, com informações dos sindicatos]

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Publicado em Sistema Petrobrás

A direção do Sindipetro Bahia está cumprindo o calendário de assembleias que foi definido pela diração da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do sindicato, atendendo ao que foi definido pelo Conselho Deliberativo da FUP. Essa decisão foi motivada pelas demissões que ocorreram na Fafen-PR e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Diante desse cenário, a FUP fez um indicativo de greve a partir do dia 1º de fevereiro, por tempo indeterminado, em defesa da categoria petroleira, do ACT, contra a postura truculenta e antissindical da direção da Petrobras que ataca durante toda a classe trabalhadora a nível nacional. As assembleias seguem até a próxima terça-feira (28).

“É importante que toda a categoria petroleira participe das assembleias. É um momento crucial para a categoria petroleira enfrentar essa realidade que se apresenta, de debater esses problemas, de fortalecer as nossas entidades sindicais e as nossas decisões”, afirma o diretor do sindicato, Radiovaldo Costa.

Radiovaldo ainda revelou que até o presente momento, as assembleias estão aprovando o indicativo definido pela FUP.

“Precisamos intensificar a participação e uma aprovação contundente para poder fazer frente a esses ataques realizados pela Petrobras”, conclui.

Clique aqui e confira o calendário das próximas assembleias e participe!

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

O ataque aos trabalhadores não para. No último mês, o governo Bolsonaro anunciou o fechamento de 20 unidades da Dataprev e a demissão de mais de três mil trabalhadores, que estão sendo coagidos a aderirem compulsoriamente ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ).

Por conta disso, os profissionais decidiram entrar em greve na sede da empresa, em Brasília, e em várias regionais espalhadas pelo país.

Na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e em Sergipe, a greve já começou.

No Distrito Federal a paralisação vai começar na próxima segunda-feira (27). 

No Rio de Janeiro, a greve foi aprovada em assembleias realizadas quinta-feira (23) nas unidades Álvaro Rodrigues e Cosme Velho. Os trabalhadores irão parar por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 28 de janeiro.

Os petroleiros, que estão aprovando em assembleias o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir de 01/02, se solidarizam com os companheiros da Dataprev, que, assim como nossa categoria, lutam contra as demissões e o desmonte que o atual governo vem fazendo no setor público, privatizando empresas estratégicas para a soberania nacional.

A Dataprev e o Serpro, as duas principais empresas estatais de tecnologia da informação, estão sendo arbitrariamente privatizadas e seus trabalhadores, demitidos.

Criada em 1974, a Dataprev é responsável pela administração do sistema que processa todo o funcionamento da Previdência Social, desde o pagamento de mais de 34 milhões de benefícios previdenciários, a concessão de benefícios e o próprio funcionamento informatizado e interligado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

Edson Simões, secretário-geral do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Distrito Federal (Sindpd), avalia que a população vai ser prejudicada e o país vai empobrecer cada vez mais com as privatizações. “É um processo que está iniciado há muito tempo. Esse trem, ele não para. Está a todo momento andando, avançando. O governo vai fazer tudo para colocar a população contra os trabalhadores, para respaldar as ações dele”, afirmou. 

Já o diretor da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados), Eudes da Silva, destacou que o governo Bolsonaro “está atropelando tudo, não está dialogando com a representação dos trabalhadores”. Um dos motivos da greve é que a Fazenda Nacional deu sinal verde para a privatização da Dataprev. Na quarta-feira foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União determinando que a Secretaria Nacional de Desestatização, sob chefia de Salim Mattar, deve seguir as regras aprovadas pelo conselho.

Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Mattar acusou os trabalhadores do Serpro e da Dataprev de venderem os dados da população. Sem apresentar qualquer prova, o secretário disse: “Empresa estatal não funciona bem. Você verifique que os nossos dados estão sendo vendidos pelos servidores públicos dessas estatais (Serpro e Dataprev). Então nós temos que privatizar porque, se privatizar, tem legislação, poderemos processar essas pessoas, é muito diferente”.

Confira a reportagem da TVT

[Com informações da Rede Brasil Atual e do Sindpd-RJ | Foto: Sindpd-RJ ]

Publicado em Trabalho

[Atualização 24/01 - 18h]

Em todas as bases da FUP, os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão aprovando a greve por tempo indeterminado a partir do dia primeiro de fevereiro. As assembleias tiveram início na segunda-feria (20) e prosseguem até o dia 28.

Os petroleiros reivindicam a suspensão das demissões na Fafen-PR, através do cumprimento da cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados (ANSA), e respeito aos fóruns de negociações instituídos pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT):

  • “Cláusula 26 – Dispensa coletiva ou plúrima – A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato. Excetuam-se do previsto nesta cláusula os planos de demissão voluntária ou incentivada, bem como os processos de movimentação interna dos empregados.”
    Demissões da Araucária Nitrogenados: aplicação aos trabalhadores da A.N.S.A. dos mesmos critérios de aproveitamento (garantia de emprego e transferências) aplicados aos empregados da FAFEN-BA (acordo MPT x Petrobrás), sendo a empresa sucedida na relação de emprego pela controladora Petrobrás;
  • Grupos de Trabalho e comissões: suspensão das medidas unilaterais tomadas pela Petrobrás (tabelas de turno, HETT, Banco de horas, PLR, transferências, etc.) e aplicação do previsto no ACT, quanto aos debates e resoluções bilaterais.

Quadro parcial das assembleias

Amazonas – 63% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Rio Grande do Norte – 80% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Pernambuco e Paraíba  – 96% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Bahia – 60% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Espírito Santo – 81% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Duque de Caxias – 84% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Minas Gerais – 85% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Norte Fluminense – 62% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Paraná e Santa Catarina  – 87% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Araucária (Fafen-PR)  – 100% dos trabalhadores aprovaram a greve

Nas demais bases da FUP (CE/PI, Rio Grande do Sul e Unificado de São Paulo), as assembleias começaram nesta sexta e os sindicatos ainda não disponibilizaram os resultados parciais.

Conselho Deliberativo

Está agendada para a próxima quarta-feira (29), no Rio de Janeiro, a reunião do Conselho Deliberativo da FUP onde será realizada a avaliação das assembleias regionais e definidas as estratégias da greve e o calendário de fevereiro.

FAFEN-PR

Petroleiros e petroleiras da Araucária Nitrogenados (ANSA) estão ocupando a frente da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), do Sistema Petrobras, desde o dia 21, em protesto contra o fechamento da unidade e a consequente demissão de mil trabalhadores.

"Os petroleiros ocupam o local de trabalho e se revezam em protesto silencioso e estratégico, acorrentados no portão de entrada e fazendo toda manutenção dos equipamentos, para impedir o esvaziamento da unidade e seu completo fechamento", afirma o diretor da FUP e do Sindiquimica-PR, Gerson Castellano.


Leia também:

> A quem a gestão da Petrobrás pensa enganar?

Acordo é para ser cumprido

FUP e sindicatos indicam greve a partir de 01/02 contra demissões na Fafen-PR e pelo respeito à negociação coletiva


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Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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