Quinta, 06 Fevereiro 2020 13:24

Rlam já tem trabalhadores em cárcere privado

A greve dos petroleiros entra no sexto dia com a adesão de 50 unidades do Sistema Petrobrás em todo o Brasil, o que significa que cerca de 17 mil petroleiros estão de braços cruzados em 12 estados do país.

Na Bahia, a greve se fortalece a cada dia, ganhando a adesão de trabalhadores próprios  do adm e  do turno e também dos terceirizados.

Na Refinaria Landulpho Alves, com o corte de rendição, os operadores não entraram para trabalhar, retornando para as suas residências. Muitos daqueles que já estavam na unidade estão pedindo para sair, pois não se sentem mais em condições de continuar trabalhando.

A não permissão da saída desses trabalhadores configura cárcere privado, o que é ilegal e pode trazer sérias consequências para a segurança do operador e da própria unidade. A gerência da RLAM está correndo esse risco e deve arcar com as consequências jurídicas em caso de acidente.

Para aqueles trabalhadores que já  cumpriram sua jornada de trabalho, a orientação do Sindipetro Bahia é que preencha o modelo de solicitação para saída da refinaria, entregue ao seu gerente e envie cópia para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

No Temadre também houve corte de rendição. Já nas unidades da UO-BA, como Araças, Santiago, Buracica, Bálsamo, Candeias, Miranga e Taquipe,  os trabalhadores têm participado de atividades com a diretoria do Sindipetro, retornando, em seguida, para as suas casas.

Em Taquipe, foi realizada outra grande mobilização na manhã dessa quinta-feira (06). Como vem acontecendo desde o inicio da greve, somente gerentes, equipe médica, segurança industrial, patrimonial e equipe ambiental, entraram para trabalhar após negociação com o sindicato.

Na PBIO, a adesão à greve é de 100%, desde a segunda-feira (03). Os trabalhadores da manutenção, laboratório e adm estão de braços cruzados. Na fábrica de Biodiesel, a produção está quase parando devido ao movimento paredista.

A greve dos petroleiros é contra o descumprindo do Acordo Coletivo de Trabalho e pela suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 trabalhadores na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), em Araucária, região metropolitana de Curitiba, que segundo comunicado pela Petrobrás, será iniciado em 14 de fevereiro. As demissões ferem a cláusula 26 do ACT, que determina que qualquer demissão em massa deve ser discutida previamente com os sindicatos, o que não ocorreu.

Mas esse não é um caso isolado de descumprimento de acordo. A direção da Petrobrás vem, reiteradamente, atropelando as legislações e o próprio processo de negociação, impondo decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores” revela a Federação, citando como exemplos a tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na Assistência Médica Supletiva (AMS), transferências arbitrárias de trabalhadores, demissões individuais e seletivas. 

Clique aqui para acessar o  modelo de solicitação para saída da refinaria

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A Comissão Permanente de Negociação da FUP, que ocupa uma sala do quarto andar do edifício sede da Petrobrás (Edise) desde o dia 31 de janeiro, teve uma nova vitória nesta quinta-feira, 05, contra a tentativa da direção da Petrobrás de retirar os petroleiros do prédio. A desembargadora Maria Helena Motta, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região negou mandado de segurança interposto pela empresa à 66ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro pedindo a desocupação do local.

Três novas decisões, em segunda e primeira instâncias, já garantiram à Comissão da FUP o direto de permanecer na sede da Petrobrás, após sucessivos recursos judiciais da direção da empresa, que continua sem negociar com a categoria.

Em segunda instância, a desembargadora Maria Helena Motta, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região negou mandado de segurança interposto pela empresa pedindo a desocupação do local. E em primeira instância, a juíza Najla Rodrigues Abbude, da 66ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, não apenas reiterou as decisões tomadas pela juíza Rosane Ribeiro Catrib no fim de semana, durante o plantão judiciário, como negou pedido da Petrobrás de desocupação da sala baseado no despacho do ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estabeleceu condições para a manutenção da greve da categoria iniciada no último sábado (1/2).

Em sua decisão favorável aos petroleiros, a desembargadora Maria Helena Motta questiona o uso jurídico do mandado de segurança no pedido de liminar da Petrobrás. E ainda argumenta que “a despeito dos judiciosos argumentos da petição inicial desta ação mandamental, observo que a questão envolve uma das classes mais proativas na defesa dos direitos da categoria, com vasta e longa atuação em negociações coletivas e com público e notório apreço pela sociedade empresária a qual são vinculados como empregados.”

A desembargadora completa: “conforme certidão do Oficial de Justiça, que cumpriu diligência determinada pelo juízo impetrado, a inexistência de risco de dano ao patrimônio da empresa (ID b22a1af), estando os ocupantes/3º interessados, acomodados pacificamente em uma sala do RH, no 4º andar de sua sede, sem notícias de passeatas, piquetes ou qualquer outra perturbação às atividades da impetrante. A alegação de prejuízo à imagem da empresa, por veiculação de notícias em redes sociais, não gera, em princípio, risco de dano irreversível ou de difícil reparação. Tanto mais, no momento atual, quando se observa no mundo civilizado, inúmeros movimentos operários/cidadãos em franca atuação na defesa do trabalho e do emprego, sem que isso cause dano no molde denunciado.”

Já em primeira instância, em uma das decisões que proferiu nessa quarta (5/2), a juíza Najla Rodrigues Abbude observou que “a reanálise por este juízo da questão não enseja qualquer mudança no entendimento desta magistrada quanto a decisão impetrada”, em relação às duas decisões da 56ª Vara do Trabalho. Quanto ao pedido da Petrobrás baseado no despacho do TST, a juíza esclarece que a decisão do ministro Ives Gandra “não determina a desocupação das dependências da empresa. O que pretende a decisão invocada é manter o funcionamento e produção da parte autora, a fim de evitar o desabastecimento nacional”.

Os petroleiros estão em greve desde sábado (1/2) e reivindicam a suspensão do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná e o cumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) fechado com a petroleira. No dia anterior ao início do movimento (31/1), um grupo formado por Deyvid Bacelar, Cibele Vieira, Tadeu Porto e José Genivaldo da Silva, da FUP, e Ademir Jacinto, do Sindiquímica-PR, permaneceu em uma sala do edifício-sede (Edise) da Petrobrás, após uma reunião frustrada com a diretoria da empresa para a abertura de um canal efetivo de negociações para o atendimento das reivindicações.

Desde então, a Comissão de Negociação Permanente permanece no local, mesmo após tentativas da diretoria da Petrobrás de tirá-los do espaço, que incluíram corte de energia e água e proibição de receber alimentos. A Petrobrás vem apenas recorrendo à Justiça, sem abrir qualquer canal de negociação com o grupo até o momento.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há sete dias ocupando uma sala de reunião do 4º andar do edifício sede da Petrobrás, cobrando diálogo com a gestão da empresa, do lado de fora, cresce a vigília dos petroleiros e movimentos sociais.

Mais de 20 trabalhadores e familiares de petroquímicos da Fafen-PR participam do acampamento montado em frente à sede da Petrobrás, na Avenida Chile.

Uma caravana com mais trabalhadores da fábrica chega na sexta para um grande ato que terá participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A vigília é mais uma mobilização da greve nacional dos petroleiros e permanecerá ativa até que sejam suspensas as demissões na Fafen-PR, anunciadas pela gestão da Petrobrás começam no próximo dia 14.

Diariamente, estão sendo realizadas aulas públicas e atividades culturais no local.

A mobilização conta com participação do MPA, MAB, MST, movimentos de estudantes, Levante Popular da Juventude, UJS, UNE, MNU, CMP, MAR, CMP/SP, entre outros movimentos organizados.

 

b3701745-a9e6-4df6-945a-00f8823252cb
vigilia-geral
cfdfb8a2-c937-43c3-9ded-2f5719925f1f
a4e36161-1769-4f55-91a6-bb1adaa72f2e
30425504-91d5-4c8b-9ad0-5f0d0078e24a
48b7cc4b-061b-4b95-b689-5eafbb743930
43b3bede-bc93-40ac-8d99-20bfcd8ad33d
28eeb618-2556-41b2-928a-ff4ba75c7fc6
9d6c113c-f9dc-465a-b5e6-1853675b1a8b
7c9aa7c8-747c-4ef2-9f87-5a7125c081e7
2c70a30e-9a9d-4775-a486-d508d17499fb
2c24e419-93e9-4875-8253-cdeda658b371
2b221868-5d8d-4f0c-8470-f361d890ff4a

Publicado em Movimentos Sociais

[Atualização às 16h20]

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás seguem em greve nacional desde primeiro de fevereiro, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

A cada dia, crescem as adesões ao movimento, tanto nas áreas operacionais, quanto administrativas.

Na Bacia de Campos, já são 23 as plataformas cujos trabalhadores entregaram a produção às equipes de contingência da Petrobrás.

No Ceará, os trabalhadores das plataformas também aderiram à greve e estão entregando as unidades para as equipes de contingência. Até a tarde desta quinta, quatro plataformas já tinham trabalhadores pedindo para desembarcar.

Em Mato Grosso do Sul, os trabalhadores da Usina Termelétrica de Três Lagoas também aderiram à greve hoje pela manhã, ampliando para 13 o número de estados do Brasil abrangidos pela greve.

Nas refinarias, terminais e demais áreas de produção, a greve já atinge mais de 60 unidades em todo o Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, mobilizando mais de 18 mil de trabalhadores. Veja o quadro abaixo.

Na Fafen-PR, os petroquímicos e petroleiros já estão há 17 dias acampados em frente à unidade, resistindo contra as mil demissões previstas para terem início no próximo dia 14.

Além de impedir as mil demissões na Fábrica de Fertilizantes da Petrobrás, a greve dos petroleiros cobra a suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão, que ferem o Acordo Coletivo e estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Interlocução com parlamentares

Dirigentes da FUP e da CNQ/CUT estão desde ontem (05/02) em Brasília, reunindo-se com deputados e senadores do PT e do PCdoB e outros partidos do campo progressista, cobrando apoio à greve dos petroleiros. Os sindicalistas buscam interlocução dos parlamentares com a direção da Petrobrás para que os representantes da empresa reúnam-se com a Comissão de Negociação Permanente da FUP que está há sete dias na sede da empresa, cobrando diálogo com a gestão da companhia.

Desembargadora nega nova liminar da Petrobrás para retirada da Comissão do Edise

A Comissão da FUP, que ocupa uma sala do quarto andar do Edise desde o dia 31 de janeiro, teve uma nova vitória nesta quinta-feira, 05, contra a tentativa da direção da Petrobrás de retirar os petroleiros do prédio. A desembargadora Maria Helena Motta, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região negou mandado de segurança interposto pela empresa à 66ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro pedindo a desocupação do local.

Vigília agita Avenida Chile

Do lado de fora da sede da Petrobrás, cresce a vigília da FUP e dos movimentos sociais. Mais de 20 trabalhadores e familiares de petroquímicos da Fafen-PR participam do acampamento montado na Avenida Chile. Uma caravana com mais trabalhadores da fábrica chega na sexta para um grande ato que terá participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A vigília é mais uma mobilização da greve nacional dos petroleiros e permanecerá ativa até que sejam suspensas as demissões na Fafen-PR, anunciadas pela gestão da Petrobrás começam no próximo dia 14. Diariamente, estão sendo realizadas aulas públicas e atividades culturais no local.

A mobilização conta com participação do MPA, MAB, MST, movimentos de estudantes, Levante Popular da Juventude, UJS, UNE, MNU, CMP, MAR, CMP/SP, entre outros movimentos organizados.

Greve mobiliza 70 unidades no Sistema Petrobrás, em 13 estados do país

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari) - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré – comissão de base segue verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Plataformas - 4 unidades já aderiram à greve, com os trabalhadores em processo de entrega das unidades para a equipe de contingência e desembarque. 

Terminal de Mucuripe - trabalhadores da manutenção aderiram à greve

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde 02/02. Somente equipes de contingência na unidade.

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde 02/02. Gerência assumiu a unidade com a contingência.

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  atividades paralisadas 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Bacia de Campos – trabalhadores de 23 plataformas seguem a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás e pedir o desembarque imediato. Os trabalhadores em escala para embarcar não estão fazendo a rendição dos grupos que estão nas plataformas.

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

São Paulo

Terminal de Guararema – adesão dos trabalhadores à greve nesta quinta (06/02)

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Mato Grosso do Sul

Usina Termelétrica de Três Lagoas - trabalhadores aderiram à greve na manhã desta quinta (06/02)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – adesão de 95% dos trabalhadores à greve. A unidade está sendo operada por técnicos de operação e engenheiros de outras unidades da Petrobrás que foram acionados para se somar aos 5% que não aderiram à greve. 

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quarta, 05 Fevereiro 2020 19:51

Um gás na greve e 50 unidades mobilizadas

A greve nacional dos petroleiros já atinge cerca de 50 unidades do Sistema Petrobrás, em 12 estados do país, mobilizando milhares de trabalhadores nas áreas operacionais e administrativas. Veja o quadro abaixo.

Ao longo desta quarta-feira, 05, os petroleiros promoveram ações sociais em quatro cidades, vendendo gás de cozinha e gasolina a preços justos. As ações foram realizadas em Araucária (Paraná), Alagoinhas (Bahia), Vitória (Espírito Santo) e Canoas (Rio Grande do Sul).

geral-rs-gas
a3bae074-f197-48da-80e1-c34885f6f466
50136cb6-b266-4d12-b785-bb4b24682c47
8604abad-f189-4b43-bb63-4436b9f30544
paran
gas-fila
4f9de5e9-f96e-4e87-926a-d92babcab190
gas02
0f3d47c3-fa2f-4162-8b80-92600311a6bb
2d88a9e2-bc2f-4a3a-9198-cb82b7fe740b
araucria
paran-gas
e7fcf7c6-dace-4f89-a167-adb0b661fd50
2272d3ff-6956-4e56-b988-1c68da780de5
0098d637-ac0a-418b-bf0e-8f1445e2df62
ad61a0ee-4cdb-45f4-a951-af96bb63b329
a126739e-89a9-42f7-92d4-2e471b203ad5
a53421f5-6e7d-4792-bb6f-713124da5486
3fb0fc1f-d609-48a3-9b89-b3666a2147b7
es4
es3
es2
es

O objetivo foi conscientizar a população sobre os impactos econômicos e sociais do desmonte e privatização da Petrobrás.

Na vigília que vem sendo mantida desde segunda-feira pelos petroleiros e movimentos sociais em frente ao edifício sede da Petrobrás (Edise), no Rio, o quinto dia de greve foi marcado por atos e eventos culturais. Além de uma aula pública do professor Dorival Gonçalves Junior, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sobre a importância dos preços dos combustíveis no dia a dia dos brasileiros, houve oficina de bordados e apresentação do bloco de carnaval “O petróleo é nosso!”. 

b3701745-a9e6-4df6-945a-00f8823252cb
vigilia-geral
cfdfb8a2-c937-43c3-9ded-2f5719925f1f
a4e36161-1769-4f55-91a6-bb1adaa72f2e
30425504-91d5-4c8b-9ad0-5f0d0078e24a
48b7cc4b-061b-4b95-b689-5eafbb743930
43b3bede-bc93-40ac-8d99-20bfcd8ad33d
28eeb618-2556-41b2-928a-ff4ba75c7fc6
9d6c113c-f9dc-465a-b5e6-1853675b1a8b
7c9aa7c8-747c-4ef2-9f87-5a7125c081e7
2c70a30e-9a9d-4775-a486-d508d17499fb
2c24e419-93e9-4875-8253-cdeda658b371
2b221868-5d8d-4f0c-8470-f361d890ff4a

Dentro do Edise, a Comissão de Negociação Permanente da FUP completa nesta quinta (06/02) sete dias de ocupção de uma sala do quarto andar do prédio, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.  

Na Fafen-PR, os petroquímicos e petroleiros já estão há 16 dias acampados em frente à unidade, resistindo contra as mil demissões previstas para terem início no próximo dia 14.

Quadro nacional da greve dos petroleiros

Amazonas

Terminal de Coari - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  Adesão de 100% dos trabalhadores desde segunda (03/02) 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. São 17 plataformas no movimento, que teve início no sábado (01/02), com levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Baguar – trabalhadores atrasaram em 1h o carregamento de combustíveis nesta quarta (05)

Terminal de Guarulhos - trabalhadores seguem realizando atrasos

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Foram entregues os cupons de desconto de gasolina, nesta quarta (05), em frente à sede do Petrobrás, em Vitória. O Sindipetro-ES distribuiu cupons com descontos de R$ 40 para abastecimento de combustível, sendo R$ 2,00 por litro de gasolina. A ação atendeu aos 100 primeiros motoristas, com a distribuição começando às 8h. A manifestação seguiu até às 10h.

Essa mesma ação foi realizada no final de 2019, nos municípios de Linhares e São Mateus, no Norte do Espírito Santo. “Nosso objetivo é mostrar qual seria o preço justo a ser cobrado para a população se não fosse essa atual política de preços dos combustíveis, imposta pelo Governo”, alerta o coordenador geral interino do Sindipetro-ES, Valnísio Hoffmann.

O ato contribuiu com as ações que estão acontecendo em todo país, durante a Greve dos Petroleiros. O movimento protesta contra as demissões recentes, em especial as quase 1 mil demissões que ocorreram na Fábrica de Fertilizantes no Paraná (Fafen-PR), e contra as  ações unilaterais da Petrobrás, que continua desrespeitando o Acordo Coletivo de Trabalho (assinado junto ao Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima).

Greve

O Movimento Nacional de Greve dos Petroleiros acontece em 14 Estados brasileiros e já atingiu a mais de 30 bases operacionais em todo país. As ações seguem sem previsão de acabar.

O sindicato convoca a toda categoria para, juntos, resistir contra o desmonte do Sistema Petrobrás e lutar contra as demissões em massa. São mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, e esse número tende a crescer se não fizermos nada!

[Via Sindipetro-ES]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nas primeiras horas da manhã dessa quarta-feira (05), começou a ser formada uma grande fila em frente à distribuidora da Brasilgás em Alagoinhas, no bairro do Mangalo.

As pessoas aguardavam o inicio da ação solidária do Sindipetro Bahia que ao subsidiar o preço do gás de cozinha anunciou a venda do botijão de 13 kilos pelo valor de R$ 50,00.

Os 200 botijões oferecidos foram vendidos em 40 minutos. Segundo o proprietário da distribuidora, normalmente essa mesma quantidade é vendida em oito dias.

“Isso mostra que quando o preço é justo as pessoas compram” analisa o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia.

A maioria das pessoas que estavam na fila conversando entre si, relatavam muitas dificuldades para adquirir o produto no dia a dia. O perfil era de uma população carente, muitos recebendo o  bolsa família e que contaram moedas para comprar o botijão de gás. Um deles contou que estava utilizando lenha para cozinhar e, apesar da dificuldade financeira que estava passando, viu na ação do Sindipetro uma boa oportunidade para voltar até o gás de cozinha em casa.

A ação do Sindipetro teve uma boa repercussão nas rádios de Alagoinhas, pautando no munícipio um assunto importantíssimo e que ainda é ignorado pela maioria da população: como a política de preços da Petrobras, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, tem impactado, de forma negativ,a a vida do consumidor.

A ação é uma das atividades que estão sendo realizadas pelos petroleiros durante a greve da categoria que já dura cinco dias e conta com a adesão de mais de 30 unidades da Petrobrás  em 12 estados do país.

O movimento de venda de gás de cozinha e gasolina a preço justo foi realizado também pelos Sindipetros Espirito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

“O mais importante é que estamos conseguindo alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás, que já está acontecendo de fato, com a venda de refinarias, campos terrestres, fechamento de unidades, de sondas de petróleo, além de demissões em massa e descumprimento do ACT.” analisa Radiovaldo.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos estão recebendo informações de que as gerências da Petrobrás estão assediando os trabalhadores em greve, com intimidações para que compareçam ao trabalho, inclusive, com convocações de documentos formais da empresa.

Todos os desdobramentos da decisão do TST estão direcionados à FUP e aos sindicatos e não aos trabalhadores. Não aceite reuniões isoladas com gerentes. Em caso de assédio, grave as conversas, não assine documentos e responda que o sindicato deve ser procurado. A interlocução com a empresa é feita nacionalmente pela Comissão de Negociação Permanente da FUP que está ocupando uma sala no quarto andar da sede da Petrobrás.

Os petroleiros em greve, portanto, devem seguir as orientações da FUP. As convocações informais devem ser ignoradas e os casos de assédio e ameaças, denunciados imediatamente ao sindicato, com nome completo do responsável e, se possível, anexando a gravação de áudio da conversa.

Quem responde a notificação da decisão da liminar do TST é a FUP e seus sindicatos. Caso a empresa envie convocações aos trabalhadores, orientamos a responder conforme documento que disponibilizamos aqui.

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em Sistema Petrobrás

[Atualização às 22h20]

O quinto dia de greve dos petroleiros conta nesta quarta-feira, 05, com ações solidárias realizadas pelos sindicatos da FUP, subsidiando os preços do botijão de gás de cozinha nos estados da Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. No Espírito Santo, os descontos foram no preço da gasolina.

A greve nacional da categoria segue forte em 12 estados do país e já atinge cerca de 50 unidades do Sistema Petrobrás, mobilizando em torno de 18 mil trabalhadores nas unidades operacionais e administrativas. [Veja o quadro no final da matéria].

A privatização e fechamento de unidades da Petrobras, além das demissões em massa, pesam no bolso da população. Os preços abusivos dos combustíveis são parte do pacote de desmonte da empresa.

O consumidor brasileiro é punido por uma política de reajuste de derivados que obriga a Petrobras a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. Os petroleiros lutam para alterar essa forma de reajuste dos combustíveis. Por isso, os sindicatos da FUP estão em greve e nas ruas, denunciando o desmonte da empresa. 

Ações contra preços abusivos

No Espírito Santo, a ação foi em Vitória. O Sindipetro distribuiu 00 cupons de descontos na sede da Petrobras (Edivit), na Reta da Penha. Cada motorista abasteceu 20 litros de gasolina, recebendo ajuda do Sindipetro-ES de R$ 2,00 por litro, totalizando R$ 40 de desconto.

No Paraná, a ação foi em Araucária, na Praça da Bíblia, em frente à Câmara dos Vereadores, região central da cidade. Os petroleiros entregaram 300 botijões com voucher de R$ 30 na compra do GLP. Assim, o preço médio do botijão, que atualmente está em R$ 70, ficou por R$ 40. O Sindiquímica-PR também fez a segunda distribuição gratuita de feijão para a população. Foi doada uma tonelada do alimento, produzido pelos trabalhadores rurais dos assentamentos do MST no estado.

No Rio Grande do Sul, a ação foi realizada à tarde, na cidade de Canoas, onde 100 botijões de gás foram distribuídos pelo valor de R$ 40,00 para 100 consumidores na Vila João de Barro.

Na Bahia, a ação foi realizada na cidade de Alagoinhas, onde 200 botijões de gás foram subsidiados pelo Sindipetro pelo valor de R$ 50,00 para as 200 pessoas no bairro do Mangalo.

Ocupação e vigília em frente à sede da Petrobrás

No Rio de Janeiro, a Comissão de Negociação Permanente da FUP entra hoje no sexto dia de ocupção de uma sala do quarto andar da sede da Petrobrás, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo.  

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, cresce a vigília dos movimentos sociais e familiares de trabalhadores da Fafen-PR. As demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás começam no próximo dia 14, se não forem suspensas. A mobilização conta com participação do MPA, MAB, MST, movimentos de estudantes, Levante Popular da Juventude, UJS, UNE, MNU, CMP, MAR, CMP/SP, entre outros movimentos organizados.

Nesta quarta, houve várias atividades no local, como oficinas de batucada e uma aula pública às 15h, com o professor Dorival Gonçalves, da UFMT, que explicou porque o preço dos combustíveis virou um tema do dia a dia dos brasileiros.

Na Fábrica, em Araucária, os petroquímicos e petroleiros completam 16 dias de resistência, acampados em frente à unidade.

Divulgue a greve e as nossas ações em defesa da Petrobrás

Ajude a divulgar a greve dos petroleiros. Acompanhe a cobertura pelas redes sociais da FUP:

Twitter (@FUP_Brasil)

Facebook (@fupetroleiros)

Instagram (@fupbrasil)

Divulguem as hastags:

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

Quadro nacional nesta quara – 05/02

Amazonas

Terminal de Coari - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  Adesão de 100% dos trabalhadores desde segunda (03/02) 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. São 17 plataformas no movimento, que teve início no sábado (01/02), com levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Baguar – trabalhadores atrasaram em 1h o carregamento de combustíveis nesta quarta (05)

Terminal de Guarulhos - trabalhadores seguem realizando atrasos

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

[FUP | Foto: Gilbram Mendes]

.

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 04 Fevereiro 2020 21:56

Greve dos petroleiros continua em todo o país

A FUP e seus sindicatos orientam a categoria petroleira a dar continuidade à greve iniciada no dia primeiro de fevereiro. As assessorias jurídicas das entidades estão avaliando a decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, que concedeu liminar favorável à Petrobrás, nesta terça-feira (02).

Apesar de não declarar a abusividade do movimento, o ministro estabeleceu condições bastante severas para a manutenção da greve. Ele determinou que 90% dos efetivos operacionais sejam mantidos durante a paralisação, sob pena de multa diária de R$ 500 mil para a FUP e os sindicatos do Norte Fluminense, Bahia e Espírito Santo e de R$ 250 mil para os demais sindicatos. 

No entendimento da FUP, os critérios impostos pelo ministro Ives Gandra são desproporcionais, tanto no que diz respeito aos efetivos, quanto em relação às multas que podem chegar a R$ 4,5 milhões por dia. 

“O direito de greve é constitucional e deve ser respeitado. Nossas assessorias entrarão com os recursos necessários contra esta decisão do TST e manteremos contato com a gestão do Sistema Petrobrás para entender as condições exigidas”, informa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar. 

A FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população. 

A gestão da empresa, no entanto, se nega a negociar com a Comissão Permanente da FUP, que está há cinco dias dentro do edifício sede da petrolífera, reivindicando o atendimento da pauta aprovada nas assembleias. Além disso, as gerências estão mantendo trabalhadores em cárcere privado em diversas unidades operacionais, em condições inseguras de trabalho, e ameaçando os petroleiros com notificações intimidadoras para que compareçam aos locais de trabalho. 

Esse tipo de conduta é um desrespeito claro à Lei de Greve. 

A greve dos petroleiros não é contra a população. A greve dos petroleiros é em defesa dos empregos e da Petrobrás. Queremos que a empresa cumpra o seu papel de indutora do desenvolvimento do país, gerando empregos e renda para o povo brasileiro e fornecendo combustíveis a preços justos. 

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#EstataisResistem

[FUP | Foto: Gilbram Mendes]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 11 de 16

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram