Nesta quinta-feira, 05/12, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em despacho ao pedido da FUP de mediação da negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente ao exercício de 2019, consultou a Petrobrás para saber se a empresa tem ou não interesse na mediação.

O pedido de mediação foi requerido pela FUP na sexta-feira, 29/11, em função da intransigência da gestão da empresa em cumprir a legislação.

Na última reunião de negociação da PLR, realizada no dia 28, o RH da Petrobrás afirmou que não cumprirá a Medida Provisória 905. A MP flexibiliza as condições para pagamento da PLR, ao estabelecer que as regras sejam definidas em até 90 dias antes da quitação.

O argumento da gestão da empresa para não pagar a PLR 2019 é a exigência legal de que as regras fossem acordadas até dezembro de 2018, ou seja, no ano anterior ao do exercício da PLR. Com a MP 905, essa exigência não existe mais.

Em março deste ano, a mesma gerência de RH não titubeou em aplicar a Medida Provisória 873 para tentar asfixiar financeiramente os sindicatos.

[FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

No próximo dia 12, os petroleiros participam do lançamento no Rio de Janeiro da Frente Estadual em Defesa da Petrobras, da Soberania Nacional e do Desenvolvimento, que será realizado às 18h, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, é um dos palestrantes do evento, que contará com a participação de entidades representativas da sociedade civil, parlamentares, autoridades, que, juntos, lançarão manifesto de criação da Frente.

Redigido pelo jornalista José Augusto Ribeiro, biógrafo de Getúlio Vargas e autor do livro “Saga da Petrobrás”, o manifesto tem como título a célebre frase “País que entrega seu petróleo, entrega também sua soberania” . A citação de Vargas  tornou-se lema da campanha “o petróleo é nosso”, que resultou na criação da Petrobrás, em 1953.

A Frente Estadual em Defesa da Petrobras conta com a participação de petroleiros, engenheiros e diversas entidades de classe e da sociedade civil organizada, como a ABI, a OAB a a CUT, a CTB, entre várias outras organizações sociais. 

Confirme a sua presença e ajude a divulgar o evento.

Manifesto de lançamento da Frente Estadual (RJ) em Defesa da Soberania Nacional, do Desenvolvimento e da Petrobras

“País que entrega seu Petróleo, entrega tambem sua Soberania” (Getúlio Vargas)

O Governo Bolsonaro está entregando a Petrobrás e o Pré-Sal, acelerando a entrega de nossas refinarias de petróleo. Isso significa perder o controle sobre o preço de todos os derivados, do diesel, que transporta as mercadorias, ao gás de cozinha, que tantas famílias já não conseguem comprar.

Essa política de privatizações já atingiu a Embraer, e atingirá  a Eletrobrás, o BNDES, que financia nosso desenvolvimento industrial, a Caixa Econômica, que financia o pouco que temos de habitação popular, o Banco do Brasil, que é o sustentáculo do agronegócio, a Embrapa, nossa maior experiência de tecnologia e inovação agrícolas, e todo o setor do saneamento, transformando a água que bebemos em mercadoria controlada por estrangeiros.

Este Governo entreguista listou inicialmente dezessete empresas nacionais para privatização, e aposta na venda da Petrobrás com a falsa justificativa de combater o déficit fiscal. Por décadas, a Petrobras enfrentou desde o ceticismo de geólogos estrangeiros que, através da grande imprensa, viviam a apregoar que no Brasil não havia petróleo, até a oposição sistemática de forças políticas, que sempre se pronunciaram e se pronunciam abertamente a favor da entrega do negócio do petróleo ao capital estrangeiro, sob a alegação de que, aqui, não há capacidade técnica nem capital para desenvolvê-lo. A Petrobras venceu todos os obstáculos e firmou-se como uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.

Em 2006, fizemos a maior descoberta mundial de petróleo dos últimos 30 anos: o chamado Pré-Sal. A despeito da grande pressão para entregar o petróleo às multinacionais em regime de concessão, o Congresso Nacional em 2010 atribuiu à Petrobrás a exclusividade das operações no Pré-Sal, e assegurou à União parte do petróleo produzido em eventuais parcerias com multinacionais, a chamada lei da partilha.

A partir de 2015, a pressão entreguista aumentou, e a Petrobras vem sendo sistematicamente desmontada, através da venda de partes vitais das operações da empresa, como campos, oleodutos, gasodutos e terminais, da venda da sua distribuidora de combustíveis, a BR, da venda distribuidora de gás de botijão, a Liquigás, o que vai afetar perversamente as famílias mais pobres, e da venda, em andamento, de suas refinarias, que têm o poder de definir o preço que o consumidor final vai pagar pelo diesel, pela gasolina e demais derivados.

Mais ainda, retirou-se da Petrobrás o direito de ser a operadora exclusiva nos campos do Pré-Sal, entregou-se a uma multinacional o campo de Carcará, o melhor do Pré-Sal, extinguiu-se a política de apoio ao conteúdo local nas compras da Petrobrás, fragilizando cadeia produtiva de mais de 5000 empresas, nacionais e estrangeiras, responsáveis por 800.000 empregos especializados, e se concedeu absoluta isenção tributária por 20 anos às atividades nas áreas de petróleo e gás.

Agora, se acentua o processo de entrega às multinacionais das áreas descobertas pela empresa. Ao entregarmos assim nosso petróleo, não é só à nossa soberania que estamos renunciando. Estamos desistindo da retomada de nosso desenvolvimento, estamos aceitando essas taxas humilhantes de desemprego, estamos condenando à miséria milhões de brasileiros que começavam a sair dela, e oferecendo à juventude um futuro sem esperança e sem horizontes. Estamos, de fato, devolvendo o Brasil à condição de colônia.

Não há justiça social sem desenvolvimento, nem desenvolvimento sem soberania. O desmonte da Petrobrás e a privatização prevista das empresas nacionais como a Eletrobrás, Correios, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda já foi longe demais.

Sem as empresas nacionais em setores estratégicos a soberania estará comprometida. Sem a Petrobras não teremos, nem soberania, nem desenvolvimento e, muito menos, justiça social.

[FUP, com informações do Senge/RJ e da ABI]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na reunião de negociação com a FUP, nesta quinta-feira, 28, a gestão de RH da Petrobrás se negou a cumprir a Medida Provisória 905, que flexibiliza as condições para pagamento da PLR, ao estabelecer que as regras sejam definidas em até 90 dias antes da quitação.

O argumento da gestão da Petrobrás para não pagar no ano que vem a PLR 2019 era a exigência legal de que as regras fossem acordadas até dezembro de 2018, ou seja, no ano anterior ao do exercício da PLR. Com a MP 905, essa exigência não existe mais.

A mesma gerência que não titubeou em aplicar em março a Medida Provisória 873 para tentar asfixiar financeiramente os sindicatos, agora se nega cumprir a nova legislação para a PLR.  A FUP questionou o jurídico da Petrobrás se a MP 905 tinha ou não poder de Lei e a resposta foi que sim. O RH, no entanto, afirmou na mesa que não cumprirá.

No documento que enviou à FUP e aos sindicatos em 15 de março, logo após a edição da MP 873, comunicando a suspensão do desconto em folha das mensalidades sindicais, a mesma gerência se referiu à Medida como “nova legislação”.

É essa a gestão de RH da Petrobrás. Descumpre a Lei, quando é a favor dos trabalhadores, mas aplica a “nova legislação” para atacar a categoria.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Petroleiros cumpriram seu objetivo de chamar a atenção da população para o desmonte da Petrobrás sem comprometer o abastecimento de combustíveis. Categoria permanece participando e promovendo ações sociais até sexta

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avalia como positiva a mobilização por tempo determinado que a categoria iniciou nessa segunda-feira (25/11) e que decidiu suspender na manhã desta quarta-feira (27/11). Além de garantir a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população – compromisso assumido e cumprido pelos trabalhadores do setor de petróleo –, o movimento conseguiu chamar a atenção da sociedade para a política de demissões e transferências em massa, de venda de ativos e de reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel promovida pela atual gestão da empresa.

A mobilização contou com 26 mil trabalhadores, direta e indiretamente, mais de um terço do atual corpo de funcionários da Petrobrás. As atividades envolveram ações solidárias, como a participação dos petroleiros no Dia Nacional de Doação de Sangue em diversas cidades do País, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, São Paulo e Curitiba, e permanecerão doando sangue até sexta com o mote #petrobrasnaveia.

Na terça, na Reduc, em Duque de Caxias (RJ), os petroleiros distribuíram mil cestas básicas a trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás.

E nesta quarta-feira (27/11), a ação social dos petroleiros promove a venda de 200 botijões de gás de cozinha a preço justo em Campos dos Goytacazes (RJ) e venda subsidiada de gasolina e diesel em Linhares (ES), com preços justos para a população.

A FUP considera como arbitrárias as decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Primeiro, multando a categoria em R$ 2 milhões por dia de mobilização; depois, suspendendo o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação e autorizando o bloqueio cautelar das contas das entidades, em resposta a uma liminar da Petrobrás. A última vez em que o TST tomou decisão similar foi em 1995, quando uma greve dos petroleiros afetou o abastecimento de combustíveis do país.

Por outro lado, se as decisões do TST prejudicaram o movimento, também comprovaram a força de mobilização dos petroleiros, avalia o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

“As decisões do TST reforçaram o potencial dos petroleiros, que se mobilizaram e garantiram o abastecimento dos combustíveis, que foram para as ruas em ações sociais. Nossa mobilização mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, desconhece a legislação brasileira que dá direito de greve a todos os trabalhadores do País e desconhece a real situação da Petrobrás, que vem sofrendo com corte de pessoal e com a venda de ativos”, afirma Rangel.

A FUP ainda condena a postura antidemocrática contra a mobilização dos trabalhadores do setor de petróleo, como a registrada na manhã desta terça-feira em Campos dos Goytacazes. Policiais intimidaram petroleiros, impedindo-os de exercer seu direito de livre manifestação.

Além das demissões e transferências em massa, da venda de ativos e de uma política de preços dos combustíveis que penaliza a população exercida pela atual gestão da Petrobrás, a FUP reitera que a companhia está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST. A diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que fere as cláusulas do ACT e podem atingir diretamente os interesses da sociedade, por aumentar o desemprego, colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam.

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2019


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, reagiu nesta terça-feira (26) à entrevista que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu nos Estados Unidos sugerindo a volta do AI-5 para impedir a radicalização de protestos no Brasil, como os que vêm ocorrendo na Bolívia, no Chile e Equador.

Primeiro, o ministro atacou a greve dos petroleiros, afirmando que, se fosse presidente da Petrobras, demitiria os trabalhadores. A FUP contestou a declaração autoritária do ministro, lembrando a ele que a greve é um direito constitucional (leia aqui a nota).

Na mesma entrevista coletiva, Guedes afirmou "que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 diante de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil". 

“Em qualquer país do mundo que preza minimamente pela democracia, o ministro Paulo Guedes seria afastado do governo pelo presidente da República”, declarou o presidente da CUT em seus perfis nas redes sociais.

“Por fala semelhante, as centrais sindicais protocolaram, na semana passada, na Câmara dos Deputados, documento pedindo a cassação de Eduardo Bolsonaro, parlamentar que também invocou ‘um novo AI-5”, afirmou Sérgio Nobre.

Ele se refere entrevista que o filho de Bolsonaro deu à jornalista Leda Nagle – gravada no dia 28 e divulgada no dia 31 de outubro - defendendo "um novo AI-5" para conter manifestações de rua como as que estavam ocorrendo no Chile na ocasião. Eduardo também havia afirmado em discurso no plenário da Câmara no dia 29, que a polícia deveria ser acionada em caso de protestos semelhantes e o País poderia ver a "história se repetir".

O Ato Institucional número 5 foi editado em 1968 pela ditadura militar (1964-1985). Determinada entre outras coisas, o fechamento do Congresso Nacional, além de dar ao presidente indicado pelas Forças Armadas poder para cassar mandatos e suspender direitos políticos.

A fala de Guedes é mais uma reação do governo de Jair Bolsonaro as falas do ex-presidente Lula, que desde que foi libertado no dia 8, vem alertando a classe trabalhadora e a sociedade sobre a necessidade de se organizar e ocupar as ruas em protesto contra a política neoliberal do governo. Em onze meses, Bolsonaro e sua equipe não apresentaram uma proposta sequer de desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e geração de emprego decente. Por outro lado, já apresentaram várias que tiram direitos sociais e trabalhistas, como a reforma da Previdência, o Plano Mais Brasil e o Programa Verde e Amarelo, que quer taxas os desempregados em 7,5% enquanto tiverem direito ao seguro-desemprego.

Em entrevista ao site Antagonista no último dia 10, Bolsonaro disse que pode se apoiar na Lei de Segurança Nacional contra as declarações de Lula. Os  discursos do ex-presidente podem ser motivo para acionar a Justiça assim que "tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos", disse Bolsonaro de forma confusa, descontextualizada e desconexa, como sempre.

“Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos”, afirmou Bolsonaro ao Antagonista.

[Com informações da CUT]

Publicado em Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, demonstrou nessa segunda-feira (25/11) desconhecer tanto a legislação que rege o trabalho e o direito à greve no Brasil quanto a atual realidade da Petrobrás.

Ao declarar à imprensa que demitiria grevistas se fosse presidente da Petrobrás, Guedes ignora que a Constituição Federal, em seu artigo 9º, e a Lei no 7.783, de 1989, asseguram o direito de greve a todo trabalhador brasileiro. A greve, portanto, é uma ação legítima, um direito do trabalhador de lutar por melhores condições de trabalho em sua categoria profissional.

Ao tentar deslegitimar o direito de greve dos petroleiros, Guedes ainda falou em estabilidade na Petrobrás. Contudo, levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) feito neste mês mostra que entre 2013 e 2018 a Petrobrás registrou a maior queda no número de trabalhadores entre as grandes petroleiras do mundo. O número de trabalhadores da companhia caiu 26,4%, de 86.108 para 63.361 trabalhadores. No mesmo período temporal, a Total elevou em 5,7% seu quadro profissional, passando de 98.799 para 104.406 trabalhadores. Entre trabalhadores terceirizados o corte de pessoal foi ainda maior: de 360.372 trabalhadores em 2013 para 112.362 no primeiro trimestre deste ano, um corte de 68,8%.

Além de demissões e transferências em massa, a atual gestão da Petrobrás vem promovendo uma política de venda de diversos ativos da companhia que tende a aumentar ainda mais o corte de pessoal da empresa. A consequência disso será o aumento da taxa de desemprego, que ficou em 12,5% no terceiro trimestre, de acordo com o IBGE.

As taxas de desemprego e desocupação são, inclusive, mais uma prova de que o ministro Paulo Guedes está equivocado quando, ao criticar os petroleiros, mencionou uma suposta recuperação da economia brasileira. Ao contrário do que prega Guedes, analistas apontam um crescimento pífio do PIB para 2019, demonstrando assim que não há a recuperação que o ministro diz ocorrer.

Guedes ainda erra ao dizer que os petroleiros estão querendo “extrair ganhos só pela pressão”. A categoria está mobilizada pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que não está sendo cumprido pela Petrobrás. Ou seja, um direito já garantido pela maior instância da Justiça do Trabalho. Além das demissões e transferências em massa, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, ações que ferem cláusulas do acordo.

O não cumprimento dessas cláusulas, associada à venda de ativos da Petrobrás, podem atingir diretamente interesses da sociedade, não apenas pelo aumento do desemprego e pelo aumento de riscos ao meio ambiente com a precarização do trabalho, do trabalhador e das condições em que atuam. Além disso, tendem a piorar ainda mais a atual política de preços dos combustíveis adotada pela atual gestão da Petrobrás, alinhada com o mercado internacional, que vem promovendo reajustes constantes e em curtíssimo espaço de tempo da gasolina e do óleo diesel.

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2019

Federação Única dos Petroleiros


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


 

Publicado em Sistema Petrobrás

A greve nacional dos petroleiros, que prossegue até sexta-feira, 29, está mobilizando a categoria em uma série de ações solidárias em prol da sociedade. Nesta segunda-feira25, os trabalhadores que aderiram à greve convocada pela FUP estão fortalecendo a Campanha Nacional de Doação de Sangue, que acontece em todo o país.

No Rio de Janeiro, a tradicional Cinelândia se transformou em um grande centro de coleta de sangue. Os petroleiros da Refinaria Duque de Caxias (REDUC), que aderiram à mobilização, estavam lá pela manhã, doando sangue e incentivando a população a fazer o mesmo.

No Norte Fluminense, a FUP e o Sindipetro organizam para amanhã a coleta de sangue no Aeroporto Farol de São Tomé, em Campos, ponto de embarque para as plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos. 

Em vários outros estados do país, como São Paulo, Pernambuco, Paraná, Bahia, os petroleiros grevistas também estão participando da campanha. que tem como mote o slogan #PetrobrasNaVeia, uma das ações solidárias que a FUP está promovendo durante a greve. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os riscos das privatizações no Sistema Petrobrás, que estão gerando demissões e transferências em massa de trabalhadores, aumentando os riscos de acidentes e afetando diretamente o bolso do consumidor, com o aumento desenfreado dos combustíveis.

Sangue é luta, sangue é vida

No Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado nesta segunda-feira (25), a rede pública de saúde de todo o país reforça a importância da doação regular. Apenas 16 brasileiros em cada mil são doadores de sangue, o que representa 1,6% do total da população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 3% da população seja doadora.

Cada bolsa de sangue doada pode salvar até quatro vidas, segundo estatísticas do Ministério da Saúde.

Historicamente, o fim de ano tem baixas nos estoques de sangue dos hospitais, ao mesmo tempo em que, com as festas de Natal e Ano Novo, cresce o número de acidentes.

O procedimento para doação é simples. O doador passa inicialmente por uma identificação pessoal, seguida de uma triagem clínica, onde ele deve prestar informações gerais sobre seu quadro de saúde, hábitos alimentares, histórico de doenças e uso de medicamentos.

A coleta em si dura cerca de 15 minutos, mas todo o procedimento dura, em média, cerca de 40 minutos, a depender do fluxo do dia na unidade de saúde onde está sendo feita a doação.

O que é preciso saber antes de doar?

  • Pesar acima de 50 kg;
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional: Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional,  Carteira de Trabalho e Previdência Social,  Carteira Nacional de Habilitação, Passaporte
  • Ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que: menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal; pessoas com mais de 60 anos só poderão doar caso já tenham realizado uma doação antes dos 60 anos

Quantidade de doações

  • Homens: podem doar até 4 vezes a cada 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações.
  • Mulheres: podem doar até 3 vezes a cada 12 meses, com intervalo mínimo de 90 dias entre as doações.

Recomendações para o dia da doação

  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Não fumar por pelo menos 2 horas.

Impedimentos temporários

  • Se você estiver gripado, resfriado, com febre, espere 15 dias após o desaparecimento dos sintomas;
  • Estar grávida;
  • Período pós-gravidez (90 dias para parto normal e 180 dias para parto cesariano);
  • Período de amamentação (durante os primeiros 12 meses);
  • Tatuagem e/ou piercing nos últimos 12 meses (piercing em cavidade oral ou região genital impede a doação);
  • Ter feito exames/procedimentos endoscópicos nos últimos 6 meses;
  • Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis; aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

  • Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade;
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatite B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II, Doença de Chagas e Sífilis;
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis.

Cuidados após a doação

  • Beber bastante líquido nas primeiras 24 horas e alimentar-se normalmente.
  • Não fumar nas primeiras 2 horas.
  • Não realizar esforço físico, esportes radicais ou atividade de risco.
  • Manter o curativo no local da punção por 4 horas;
  • Não fazer esforço com o braço em que realizou a doação

Mobilização Petroleiros #PetrobrasNaVeia

Data: segunda-feira, 25/11

Locais:

  • Cinelândia - Praça Floriano – Centro, Rio de Janeiro 

Horário: 8 às 12h 

  • Hemocentro Unicamp - Universidade Estadual de Campinas - R. Carlos Chagas, 480 - Cidade Universitária, Campinas – SP

Horário: 8 às 12h 

  • Hemoba - Ladeira do Hospital Geral, S/N - Brotas, Salvador, Bahia

Horário: 8h às 12h 

  • Hemope - R. Joaquim Nabuco, 171 - Graças, Recife, Pernambuco

Horário: A partir de 10h 

  • Hospital Erasto Gaertner - R. Dr. Ovande do Amaral, 201 - Jardim das Américas, Curitiba, Paraná

Horário: A partir de 10h 

Mobilização Petroleiros – Campos (RJ)

Data: terça-feira, 26/11

Horário: 8 às 12h

Local: Aeroporto do Farol de São Tomé – Rodovia RJ-216, 56, Campos dos Goytacazes – RJ


[FUP, com informações dos sindicatos e da Agência Brasil de Notícias]

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Publicado em Cidadania

FUP reúne petroleiros em ações voluntárias para alertar a sociedade sobre demissões e transferências que estão sendo realizadas pela Petrobrás

Nesta segunda-feira, dia 25, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) irá mobilizar os trabalhadores do setor de petróleo para doarem sangue, em virtude do Dia Nacional de Doação de Sangue. A ação faz parte das mobilizações solidárias nacionais, que vão ocorrer até o dia 29 de novembro e que têm o intuito de chamar a atenção da sociedade sobre os riscos da atual política de demissões e transferências em massa e de venda de ativos da Petrobrás para o bolso do consumidor, para o meio ambiente e para os trabalhadores em geral.

A mobilização, que tem como mote a #petrobrasnaveia, acontecerá inicialmente na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, no Hemocentro Unicamp, em Campinas (SP), no Hemoba, em Salvador (BA), no Hemope, em Recife (PE) e no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR). No Rio, ônibus trarão petroleiros de vários pontos do estado para doar sangue – já está confirmada a presença de pelo menos 100 trabalhadores. Já em Salvador, os petroleiros sairão do Polo de Camaçari e de outros pontos da região metropolitana em direção ao banco de sangue. Outras cidades também estão se mobilizando para movimentar suas agendas no decorrer da semana.

Na terça-feira (26/11), a mobilização irá ocorrer em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Os petroleiros vão se dirigir ao Aeroporto do Farol de São Tomé para doarem sangue em um ônibus cedido pelo Hemorio. Ações similares serão realizadas durante toda a semana em outras cidades do país, como Curitiba, no Paraná.

A campanha #petrobrasnaveia está nas redes sociais para chamar a atenção da população para o desmonte da Petrobrás, e adota a cor laranja, a mesma dos macacões dos petroleiros da companhia.

Pleitos

A FUP anunciou a mobilização por tempo determinado (5 dias), sem comprometimento do abastecimento de petróleo e combustíveis do País, para cobrar da Petrobrás o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Além de demissões e transferências em massa, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens. Tais ações, além de ferir cláusulas do acordo, podem atingir diretamente interesses da sociedade, por aumentarem o desemprego e precarizarem as condições de trabalho nas instalações da companhia, aumentando o risco de acidentes. Além disso, a atual política de preços da Petrobrás vem prejudicando o consumidor, promovendo constantes aumentos no preço dos combustíveis, o que deverá ser ampliado com a venda de ativos importantes da empresa, como as refinarias.

SERVIÇO

Mobilização Petroleiros - Dia Nacional de Doação de Sangue

Data: segunda-feira, 25/11

Locais:

  • Cinelândia - Praça Floriano – Centro, Rio de Janeiro 

Horário: 8 às 12h 

  • Hemocentro Unicamp - Universidade Estadual de Campinas - R. Carlos Chagas, 480 - Cidade Universitária, Campinas – SP

Horário: 8 às 12h 

  • Hemoba - Ladeira do Hospital Geral, S/N - Brotas, Salvador, Bahia

Horário: 8h às 12h 

  • Hemope - R. Joaquim Nabuco, 171 - Graças, Recife, Pernambuco

Horário: A partir de 10h 

  • Hospital Erasto Gaertner - R. Dr. Ovande do Amaral, 201 - Jardim das Américas, Curitiba, Paraná

Horário: A partir de 10h 

Mobilização Petroleiros – Campos (RJ)

Data: terça-feira, 26/11

Horário: 8 às 12h

Local: Aeroporto do Farol de São Tomé – Rodovia RJ-216, 56, Campos dos Goytacazes – RJ


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


[Arte: Sindipetro Duque de Caxias]

Publicado em Sistema Petrobrás
Domingo, 24 Novembro 2019 12:00

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Em carta aberta à população, divulgada neste domingo, véspera do início das mobilizações dos petroleiros por empregos e segurança no Sistema Petrobrás, a FUP e seus sindicatos denunciam o desmonte da estatal e convocam os brasileiros e brasileiras a defenderem a maior empresa do país.

O texto foi publicado no caderno principal do jornal Folha de São Paulo (veja abaixo)

Leia a íntegra:

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Os brasileiros sabem da importância da Petrobrás e têm orgulho do crescimento e do desenvolvimento social e econômico que a empresa traz para o País. São pessoas que reconhecem a presença da Petrobrás no seu dia-a-dia. O petróleo da Petrobrás está no transporte de carros e ônibus. Está nos caminhões que cruzam o Brasil, levando as mais diversas cargas, dos remédios aos alimentos; do eletrodoméstico às matérias-primas. Está presente também nos fertilizantes usados para produzir a comida que vai para a mesa, roupas que usamos, peças de eletrônicos, celulares e computadores.

Contudo, sem dar ouvidos à opinião pública, a atual gestão da Petrobrás vem implementando um processo gradual de enfraquecimento da companhia. Um importante sinal disso é o brutal corte de trabalhadores, o que contribui para as altas taxas de desemprego do Brasil. Em cinco anos, um em cada quatro trabalhadores da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados foram dois em três. São mais de 270 mil pessoas que perderam seu trabalho. Considerando suas famílias, podemos falar em mais de 1 milhão de pessoas atingidas.

Esse imenso corte de trabalhadores coloca em risco toda a sociedade, por aumentar também as chances de graves acidentes. Os brasileiros ainda não se esqueceram da P-36, então a maior plataforma do mundo, afundando no mar com 11 mortos. E os vazamentos de petróleo e combustíveis que já ocorreram no País não foram piores justamente porque a Petrobrás desenvolveu experiência, investiu em pessoas e capacitou recursos humanos para responder a incidentes com a devida rapidez.

A Petrobrás ainda vem sendo atacada em outras frentes. Na redução da atividade de refino, diminuindo a produção de gasolina e diesel no Brasil e aumentando a importação desses combustíveis, a preços mais altos. Na venda do controle da BR Distribuidora, a maior distribuidora de combustíveis do País. Na venda de outros ativos, como campos de petróleo, termelétricas, fábricas de biodiesel e fertilizantes, transportadoras e distribuidoras de gás. Sem falar nos planos de vender oito das suas 15 refinarias.

Nós, petroleiros e petroleiras, estamos mobilizados para mostrar o desmonte hoje em curso na Petrobrás e destacar essa agenda, que é da maioria da sociedade brasileira.

A Petrobrás é sua.

A Petrobrás é nossa.

A Petrobrás é do Brasil.

FUP - Federação Única dos Petroleiros


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Publicado em Sistema Petrobrás

Os participantes, aposentados e pensionistas dos Planos Petros do Sistema Petrobrás - Repactuados e Não Repactuados (PPSP-R e PPSP-NR) - têm até o dia 30 de novembro para se posicionarem sobre a proposta alternativa ao atual Plano de Equacionamento (PED). 

A proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da FUP, nos dias 05 e 06 de novembro, após ser finalizada pelo Grupo de Trabalho Petros, com a participação da FUP, FNP, FTTNAA e FENASPE, além de representantes da Petros e da Petrobrás.

Os sindicatos estão realizando assembleias para até o dia 30 de novembro para que os trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas possam avaliar o indicativo de aprovação da alternativa de equacionamento construída unitariamente pelas entidades representativas dos trabalhadores.

A proposta vinha sendo discutida desde o início de 2018, foi concluída no dia 22 de outubro e  aprovada por consenso nos fóruns de participantes e assistidos da Petros, no Conselho Nacional dos Aposentados e Pensionistas da FUP (CNAP) e no Conselho Deliberativo da FUP.

O GT Petros foi conquistado pela FUP na campanha reivindicatória de 2017 com o objetivo de apontar alternativas para cobertura dos déficits dos PPSPs, de forma a penalizar menos os aposentados, pensionistas e participantes da ativa, que tiveram seus orçamentos familiares profundamente comprometidos pelos descontos absurdos impostos pela Petros.

Além de cobrir os déficits dos planos, a proposta apresenta soluções para os problemas estruturais do PPSP, possibilitando a sua sustentabilidade futura.


Clique aqui para acessar a minuta da proposta de equacionamento que substituirá o PED


[FUP]

Publicado em APOSENTADOS
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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