[Da imprensa do Sindipetro-BA]

A certificação do SPIE, Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, da Transpetro Meridional foi suspensa devido a um acidente que aconteceu próximo à estação de distribuição de gás de São Francisco.

A suspensão se deu devido a um rompimento do gasoduto que liga a Estação de distribuição de São Francisco, próxima à OPCAN, à estação de distribuição de gás de Camaçari, localizada no polo petroquímico. O rompimento foi causado por um deslizamento de terra, devido a fortes chuvas, e ocasionou uma explosão que abriu uma cratera no local. Por ser em local remoto, felizmente não houve vítimas.

Com o acidente, o abastecimento da Dow Química foi comprometido, mas teve seu fornecimento reestabelecido através de manobras operacionais.

Vale salientar que a Transpetro já possuía equipe de Geotecnia na Bahia, porém ao longo dos anos, essa atividade foi centralizada na sede.

FUP e CNRQ posicionam-se contrárias à realização de auditorias de certificação de SPIE serem realizadas remotamente

Em ofício ao IBP(Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a FUP e CNRQ(Confederação Nacional do Ramo Químico) manifestaram a posição de não participar destas auditorias.

“A CNRQ e a FUP não colocarão nenhum óbice a decisão desse Órgão. Entretanto por entender que a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressam a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações, recomendará aos seus Sindicatos filiados a não participarem das referidas auditorias e aos seus representantes na Bancada dos trabalhadores da ComCer que se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota.” Diz trecho da carta.”

Clique aqui para ler o ofício.

Publicado em Sistema Petrobrás

Por Felipe Grubba, trabalhador da Transpetro e diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo 

No último dia 12 de junho, a Transpetro comemorou 22 anos. O aniversário acontece em meio à crise do novo coronavírus, maior pandemia do último século, e sob a gestão de um governo com forte caráter privatista, autoritário e persecutório à classe trabalhadora.

A Transpetro, subsidiária integral da Petrobrás, foi fundada no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, a partir do Departamento de Transporte da Petrobrás e da Frota Nacional de Petroleiros. O intuito da sua criação era facilitar o processo de privatização, fatiando a empresa e rebaixando os direitos dos seus trabalhadores em relação à Petrobrás.

Essa trajetória começa a mudar com a eleição de um governo democrático, popular e favorável à soberania nacional, encabeçado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, posteriormente, continuado pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Nesse intervalo, a Transpetro realizou diversos concursos para todos os setores e, paulatinamente, equiparou os direitos dos seus trabalhadores aos da Petrobrás.

Além disso, houve forte investimento na ampliação da malha de dutos, que buscava interligar o abastecimento nacional, bem como na renovação da frota de navios petroleiros a partir dos estaleiros brasileiros. Esses investimentos alçaram a Transpetro a um patamar de destaque na área de logística de petróleo e gás.

Esse período de fortalecimento do sistema Petrobrás, entretanto, sofreu um revés a partir dos ataques da Lava Jato – megaoperação do judiciário brasileiro deflagrada com a explícita intenção de destruir a estatal em favorecimento das multinacionais do petróleo. As intenções dessa operação se tornaram mais evidentes após a execução do golpe contra a ex-presidenta Dilma, que interrompeu um projeto democrático e popular, no qual o Estado brasileiro esteve à serviço do povo e não do capital internacional.

Com o golpe de 2016, a política neoliberal ganha força novamente e, com isso, as estatais voltam a conviver com o risco da privatização. Contudo, esse projeto de destruição do Estado nacional se escancara de vez com a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido), pautada em uma agenda ultraliberal, conservadora e inimiga dos trabalhadores.

Com isso, verifica-se a evolução acelerada da venda de quase todo o sistema Petrobrás e o prenúncio de transformar a maior estatal brasileira em uma pequena empresa de petróleo. Esse movimento atinge frontalmente a estratégia que vinha sendo adotada até o golpe de 2016, que era a de consolidar a companhia em uma gigante integrada da energia, com presença do poço ao poste e ao posto. Todos esses ataques, evidentemente, colocam em risco a sobrevivência da Transpetro.

Contraditoriamente, a pandemia da Covid-19, que aflige o Brasil desde fevereiro, retardou o processo de privatização, mas não interrompeu o interesse do atual governo de entregar o patrimônio público ao capital privado internacional.

Neste ano, quando a Transpetro comemora 22 anos, os trabalhadores não terão tempo para comemorar, pois os ataques são diários e em breve devemos enfrentar uma importante batalha que será o nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a sua manutenção de forma integrada entre a holding e suas subsidiárias.

Os trabalhadores da Transpetro precisam estar cada vez mais unidos nas lutas de toda a categoria petroleira, pois enquanto perdurar governos neoliberais, nós, trabalhadores da Transpetro, estaremos correndo o risco de presenciar nossos direitos coletivos serem dilacerados, bem como o de perdermos nossos empregos.

Por tudo isso, apenas a unidade da categoria petroleira nas lutas poderá nos salvar desse processo de destruição do Sistema Petrobrás e do Estado nacional. Como aponta Gonzaguinha, “eu acredito é na rapaziada, que segue em frente e segura o rojão”.

[Via Sindipetro Unificado SP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro PR e SC conseguiu no TRT anular o Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) da Transpetro. O Tribunal declarou, por maioria de votos, inconstitucional o Plano da empresa. A decisão é uma vitória dos trabalhadores contra o autoritarismo e a ilegalidade da gestão, que decidiu, sem participação dos petroleiros, unificar cargos e retirar direitos da categoria. 

A violação do art. artigo 37, II, da Constituição Federal e a Súmula Vinculante 43 do STF foi entendida e atendida pelo Tribunal. “Ao generalizar cargos e abrir precedentes para desvios ou acúmulos de função, a Transpetro precariza o trabalho e retirar direitos trabalhistas”, explicou Alexandro Guilherme Jorge, presidente da entidade. 

Inconstitucional 

Desde 2018 o Sindipetro PR e SC bate na tecla, tanto juridicamente como nos diálogos com a categoria, que a natureza do PCR da Transpetro é inconstitucional e foi implementado de forma autoritária pela direção da empresa. 

Da decisão do TRT cabe recurso para o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Caso isso ocorra, o cumprimento dessa decisão fica suspenso até um novo julgamento. 

O Sindipetro reafirma que a representatividade da entidade de defesa dos petroleiros deve ser respeitada, assim como os direitos dos trabalhadores e as funções descritas nos concursos públicos. Nenhum direito a menos.

[Via Sindipetro-PR/SC]

 

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Em uma semana três vigilantes que prestam serviço na Transpetro de Madre de Deus, na Bahia, testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19). Eles foram afastados do ambiente de trabalho, mas antes já haviam tido contato com diversos outros colegas.

Essa situação tem se repetido em várias unidades do Sistema Petrobrás, mas tem se mostrado mais grave com trabalhadores terceirizados, cujas empresas (a maior parte delas) não estão levando a sério a pandemia da covid-19 que, de acordo com o Ministério da Saúde, até a terça-feira (19), já havia matado 1.179 pessoas em 24 horas, com 271.628 casos confirmados.

Mas de acordo com os especialistas esses números devem ser maiores devido à subnotificação de casos no país. O mesmo vem acontecendo no Sistema Petrobrás, onde além da subnotificação dos casos, há a negligência.

O caso dos vigilantes da Transpetro contaminados pelo vírus é um exemplo disso. O transporte deles é feito em vans lotadas, sem nenhum cuidado ou prevenção. Como trabalham no Porto de Mirim muitos acabam tendo contato com os tripulantes dos navios que atracam no cais. É uma bola de neve. Para piorar a situação destes trabalhadores, a empresa os afasta, paga apenas uma irrisória parcela dos salários e, com total descuido e desumanidade, determina que busquem receber o restante junto aos programas do governo.

A situação é seríssima e exige intervenção não só da direção da Transpetro como da prefeitura de Madre de Deus. Um trabalhador contaminado passa o vírus para outros e para amigos e familiares. Os tripulantes dos navios não poderiam desembarcar sem serem testados, da mesma forma a Petrobrás deveria disponibilizar testes rápidos para todos os trabalhadores.

O Sindipetro Bahia está procurando as empresas terceirizadas que atuam no terminal e a direção da Transpetro para que providências imediatas sejam tomadas a fim de sanar esse problema e proteger os trabalhadores, lembrando, que a prevenção é a maior proteção no caso da covid- 19. Cobramos a implementação e ampliação de procedimentos simples como diminuição da lotação nos transportes, distância de 1 metro e meio entre as pessoas, uso de máscaras de qualidade, de álcool gel, sabonetes e toalhas descartáveis, além do teste rápido para a covid-19.

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[Via Sindipetro Bahia]

A esposa de um trabalhador terceirizado da operação do Terminal Transpetro de São Francisco do Sul (Tefran), em Santa Catarina, fez o teste RT-PCR para verificar o contágio pelo novo coronavírus e o resultado foi positivo. 

O RT-PCR é considerado o “padrão-ouro” no diagnóstico da Covid-19, cuja confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada. 

A situação já seria bastante preocupante, mas é agravada pelo fato de o trabalhador em questão ter como principal função o assessoramento da operação e, por isso, mantém contato com todos os empregados dessa área e também circula por todos os ambientes do CCO (Centro de Controle Operacional). Além disso, durante a pandemia atuou na checagem da temperatura de todas as pessoas que acessavam o Terminal. 

Informações obtidas pelo Sindipetro PR e SC junto à gestão do Terminal dão conta que a Secretaria de Saúde do Município solicitou que a família toda do empregado permaneça em isolamento domiciliar por 14 dias. Nenhuma pessoa apresentou sintomas até o momento. 

A gestão do Tefran comunicou que requisitou reforço na higienização dos ambientes por onde o trabalhador circulava. Também solicitou que a empresa prestadora de serviços submeta o empregado ao teste. Se o resultado for positivo, segundo a administração do Tefran, os operadores e outros funcionários serão examinados.   

O Sindicato, por sua vez, entende que é necessária e urgente a testagem de todos os trabalhadores da operação do Tefran como forma de prevenção à contaminação e também para tranquilizar os empregados e suas famílias. 

O Sindipetro PR e SC mantém sua postura de vigilância na pandemia do novo coronavírus e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

Informação é fundamental para as ações de prevenção!

[Via Sindipetro-PR/SC]

O número de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus no Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar) subiu para cinco. Todos são terceirizados e vinculados à empresa Navemestra, que faz a operação de barcaças no Tepar. 

Segundo informações repassadas pela gerência do Terminal ao Sindipetro PR e SC, nenhum dos contaminados apresentou sintomas graves e todos são mantidos em isolamento social, sendo que dois estão hospedados em hotel e outros três em suas residências. 

A partir da denúncia e das cobranças do Sindicato, todos os trabalhadores que possivelmente tiveram contato com o primeiro caso confirmado foram testados. Os resultados mostraram que a disseminação do vírus se restringiu à tripulação da barcaça.   

O Sindipetro reforçou a cobrança por agilidade da gestão da Transpetro na investigação dos casos e também por transparência nas informações com os trabalhadores. Atendendo ao pleito do Sindicato, a gerência anunciou a realização de reunião por videoconferência com toda força de trabalho da empresa nos estados do Paraná e Santa Catarina nesta quinta-feira (21), às 10h. O objetivo é que sejam relatados os casos positivos, a forma e os resultados dos testes, bem como as medidas preventivas que estão sendo adotadas em cada unidade da Transpetro. O encontro também servirá para receber sugestões e responder questionamentos dos trabalhadores. 

O Sindicato reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

Informação é fundamental para as ações de prevenção!

[Via Sindipetro-PR/SC]

Um marinheiro de convés de barcaça da empresa Navemestra, que presta serviços ao Sistema Petrobrás no Terminal Aquaviário de Paranaguá (Tepar), testou positivo para Covid-19. 

Ele embarcou no dia 29 de abril. Em 03 de maio, após apresentar sintomas, foi encaminhado para investigação. O exame laboratorial (URT-PCR) foi coletado naquele mesmo dia. O resultado ficou pronto na última segunda-feira (11) e acusou positivo para a presença do novo coronavírus. O trabalhador se recuperou dos sintomas, está bem e em isolamento. 

O Sindipetro soube do caso através de denúncia anônima. Com o conteúdo da queixa em mãos, o Sindicato acionou a gerência local do Tepar, que afirmou desconhecer os fatos, mas respondeu com agilidade. De acordo com a gestão, a empresa terceirizada providenciou a desinfecção da embarcação e do píer, assim como a troca da tripulação. Os desembarcados foram submetidos a testes rápidos e todos acusaram negativo para a Covid-19. Trabalhadores de outras prestadoras de serviços que pudessem ter mantido contato com o infectado também realizaram testes rápidos. 

O Sindicato ainda reivindicou da gestão do Tepar a testagem dos empregados próprios, mas a resposta foi de que a princípio não haveria necessidade, pois nenhum esteve a bordo da barcaça naquele período. 

Por mais que as medidas adotadas pela terceirizada possam parecer satisfatórias, o que causa preocupação é o atraso na comunicação do caso. Foram oito dias desde o desembarque por suspeição de quadro contagioso até a confirmação da infecção do trabalhador. 

É inadmissível a omissão de informações por parte da terceirizada e a consequente exposição ao risco de muitos trabalhadores. 

Espera-se mais proatividade da gestão da Transpetro no Tepar em apurar os casos e divulgar um protocolo oficial de procedimentos, o que até o momento não ocorreu. 

O Sindipetro PR e SC está atento às situações que possam colocar em risco os trabalhadores e reafirma seu compromisso com o zelo à vida de todos. Cabe ainda reforçar algumas orientações aos trabalhadores que não podem ficar em isolamento domiciliar: usem os EPIs, evitem aglomerações e denunciem qualquer situação de risco ao Sindicato.

[Via Sindipetro-PR/SC]

A mídia tem divulgado, diariamente, a situação do colapso da saúde no estado do Amazonas e o aumento diário dos casos confirmados do COVID-19, vírus com altíssimo índice de transmissibilidade. Em função do pouco conhecimento a esse respeito, o tratamento passa pelo cuidado redobrado com higiene e saúde. 
 
Na Petrobras temos notícias de 1124 casos registrado e 184 confirmado com COVID19. Na Reman, apesar da ausência de informações oficiais, temos notícias de vários casos confirmados, o que afastou companheiros do trabalho.
 
Nos causa enorme preocupação, a denúncia de que os companheiros, confirmadamente com COVID, estão e estarão retornando ao trabalho sem nenhuma testagem para certificar-se de sua cura e impossibilidade da contaminação a outros companheiros, demonstrando um total descaso com a saúde de sua força de trabalho. Na TRANSPETRO, a situação não é diferente, os companheiros sintomáticos, estão sendo desembarcados para tratamento.
 
Diante desta situação, o SINDIPETRO-AM  encaminhou documentos para REMAN e TRANSPETRO cobrando a testagem rápida e  imediata para a toda a força de trabalho. Não podemos colocar em risco a vida de trabalhadores. 
 
Veja os documentos encaminhado para a Gerência da REMAN e da TRANSPETRO.
 
[Via Sindipetro AM] 

Até o final da tarde desta quarta-feira (25), o Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado) já recebeu a confirmação que seis trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul (SP), da Transpetro, testaram positivo para o novo coronavírus. Outros dois petroleiros são suspeitos.

De acordo com o diretor do Unificado, Felipe Grubba, estes casos demonstram a necessidade de se intensificar as medidas de combate e prevenção à contaminação entre os trabalhadores. “É necessário garantir os testes rápidos do Covid-19, termômetros digitais com infravermelhos e álcool em gel para todos os trabalhadores, sem distinção entre próprios e terceirizados”, afirma.

Até o momento, foram liberados os trabalhadores que se enquadram no grupo de risco (idosos, diabéticos, hipertensos, portadores de insuficiência cardíaca, renal ou doença respiratória crônica). Além disso, foi instaurado o turno de 12 horas e o isolamento de 14 dias de cada grupo de trabalho em suas respectivas casas.

O dirigente sindical elogiou a compra de 600 mil testes de coronavírus anunciados pela Petrobrás, que serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS), todavia cobrou que também sejam priorizados o controle entre a categoria petroleira.

“Essa compra demonstra a importância do caráter público da Petrobrás. Das 50 petrolíferas que atuam no Brasil, a estatal foi a única que colaborou, por exemplo, no combate à poluição ambiental causada pelo vazamento de óleo no Nordeste no final do ano passado. Entretanto, é necessário que também sejam disponibilizados urgentemente testes para os petroleiros, que são responsáveis pela manutenção de serviços essenciais ao país”, recorda Grubba.

Em outubro do ano passado, após vazamento de óleo desconhecido que afetou, principalmente, as praias do Nordeste, a Petrobrás foi acionada pelo governo para contribuir na retirada desses resíduos.

Já neste ano, a Vale, empresa privatizada na década de 1990 e responsável pelo rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, ambas em Minas Gerais, acionou a Petrobrás para ajudá-la em eventual vazamento de um de seus navios que naufragou próximo ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

Falta de diálogo

Grubba pontua que a única unidade que ainda não recebeu o Unificado para dialogar sobre a crise provocada pelo coronavírus foi a Usina Termoelétrica Nova Piratininga. “É muito ruim, num momento desse, uma unidade não estar disposta a negociar claramente com os representantes dos trabalhadores”, critica.

De acordo com o dirigente, o momento é de unir forças para garantir a segurança e saúde de todos os trabalhadores da Petrobrás, entre próprios e terceirizados.

Canal de denúncia

Para facilitar o diálogo, o recebimento de sugestões e denúncias de possíveis irregularidades, o Sindipetro Unificado criou um e-mail específico nesse período de pandemia. Possíveis aglomerações ou outras irregularidades podem ser informados imediatamente ao sindicato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Confira abaixo o depoimento completo de Felipe Grubba: 

[Via Sindipetro Unificado de SP]

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás de Santa Catarina deram mais uma demonstração de união e disposição de luta. Na manhã desta quarta-feira (19), petroleiros em greve de várias unidades da empresa participaram de um protesto em frente ao Terminal Transpetro de Biguaçu (Teguaçu), na região metropolitana de Florianópolis.   

A manifestação conseguiu atrair mais adesões ao movimento e mostrou a coragem dos petroleiros catarinenses, que definirem coletivamente que vão seguir firmes na luta e aguardar as orientações da FUP e sindicatos sobre os rumos da greve. “Mesmo com os cortes de salários que já ocorreram, todos estão com a folha de pagamento zerada, com vários descontos, e as cartas com ameaça de demissão sendo entregues nas suas residências, os petroleiros decidiram se manter em luta enquanto aguardam instruções para construir uma saída ou a manutenção da greve”, disse Jordano Zanardi, diretor do Sindipetro PR e SC. 

O ato no Teguaçu é o terceiro que reúne petroleiros de vários terminais durante esta greve. Antes, ocorreram manifestações semelhantes nas unidades da Transpetro de Guaramirim (Temirim) e São Francisco do Sul (Tefran).

Vídeo: Grito de Guerra na Manifestação 

 

[Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Greve 2020
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.