Nesta quarta-feira, 19, a FUP realizou mais uma reunião com a Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. O foco desta vez foi nas relações trabalhistas. A federação voltou a frisar que o regramento deve ser garantido no Acordo Coletivo de Trabalho e que deve valer para todas as empresas do Sistema Petrobrás. Ao final da reunião, o RH sinalizou que irá apresentará uma proposta em breve.

Jornada - a FUP ressaltou a importância do controle de jornada, mesmo com flexibilidade de horário, como já existe no horário flexível. "É importante não ficarmos escravos dos sistemas corporativos 24 horas por dia, sem que a empresa sequer contabilize como trabalho", afirmou a diretora da federação, Cibele Vieira (veja o vídeo abaixo).

Periodicidade - a FUP reforçou o pleito de trabalho remoto integral ou em escala mensal, ao invés de semanal, como vem sendo divulgado pela Petrobrás. “Isso garante uma maior flexibilidade para quem trabalha em um estado e mora em outro, uma realidade cada vez mais presente na empresa, devido às transferências forçadas que os gestores estão implementando”, explica Cibele. Ela destacou também que a proposta da FUP permite uma adequação dos trabalhadores que eram de regime de turno e estão migrando para o teletrabalho, em função das desmobilizações que estão ocorrendo na companhia.

Estrutura - outra reivindicação da FUP é que o regramento do teletrabalho especifique que a empresa se responsabilizará pelo fornecimento de equipamentos, bem como os custos que os trabalhadores vêm tendo para manter a estrutura do trabalho remoto.

Subsidiárias

Diferentemente das reuniões anteriores, as subsidiárias não participaram dessa rodada de negociação, o que foi questionado pela FUP, já que o teletrabalho precisa ser regrado em todas as empresas do Sistema Petrobrás. A negociação, portanto, deve ser coletiva, ainda que haja adequações posteriores, de acordo com as especificidades de cada subsidiária. A FUP cobrou que as empresas voltem a participar das próximas reuniões, reforçando que as premissas que estão sendo negociadas devem ser aplicadas no regramento do teletrabalho em todo o Sistema Petrobras.

 

Negociação continua na sexta

As rodadas de negociação sobre teletrabalho no Sistema Petrobras tiveram início na segunda-feira, 17, quando foram discutidos critérios relativos à adesão (clique aqui para saber como foi a reunião). Na sexta, 21, a FUP terá mais uma negociação com a empresa, com foco nas condições de saúde e segurança.

O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

https://bit.ly/3kSriXI

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A FUP realizou nesta segunda-feira, 17, mais uma reunião com gestores da Petrobrás e subsidiárias para tratar do regramento do teletrabalho, com foco nos critérios relativos à adesão. Ao longo da semana, mais duas reuniões serão realizadas para discutir regras referentes a relações trabalhistas e à saúde e segurança.

Os dirigentes sindicais reforçaram que a adesão ao trabalho remoto deve ser opcional, com previsibilidade de duração e negociação coletiva de regras sobre como se dará o fluxo de entrada e saída do teletrabalho, como ocorreu na redução opcional da jornada de trabalho do pessoal administrativo. O envolvimento dos sindicatos na negociação desse regramento é fundamental para que não haja pressão sobre os trabalhadores e evite que as decisões sejam tomadas exclusivamente pelos gestores.

Veja os principais pontos apresentados pela FUP para regrar a adesão e suspensão da opção ao teletrabalho, com base nos mesmos parâmetros garantidos no regramento da redução da jornada de trabalho:

>Definir que atividades são elegíveis ao teletrabalho, como será feita a seleção e quais pessoas podem ou não aderir a essa modalidade

A negativa a um trabalhador que queria optar pelo teletrabalho e que atividades estarão enquadradas nesse novo regime não podem ser prerrogativas do gerente imediato. Tem que ter uma esfera que resolva possíveis conflitos, como foi estabelecido na redução de jornada.

>Definir a previsibilidade, com duração mínima

No caso da adesão à redução de jornada, o prazo de duração é de um ano, podendo ser prorrogável automaticamente, caso nenhuma parte se manifeste contrário. Se o empregado quiser retornar à jornada de 8 horas, pode solicitar a qualquer momento, desde que haja aprovação da empresa. Após um ano, o retorno é plenamente garantido ao trabalhador.

No teletrabalho, a lógica deve ser a mesma, com um tempo mínimo de garantia de permanência. O trabalhador não pode ficar à disposição da vontade do gestor de alterar o seu regime de trabalho, quando bem quiser, de forma unilateral.

>Garantir que seja opcional

É preciso garantir que a vontade do trabalhador seja respeitada e que a entrada e saída do teletrabalho não sejam uma imposição da empresa. Para que isso ocorra, o sindicato deve assinar cada adesão ao teletrabalho, como já é praticado em relação à redução da jornada, cujo regramento está em vigor há cinco anos. Nesse caso, o empregado solicita a redução, o pedido é encaminhado para análise de uma comissão e, após a confirmação, o termo de adesão é assinado pelo trabalhador, pela empresa e pelo sindicato. Essa mesma regra pode ser estabelecida para a adesão ao teletrabalho.

 A diretora da FUP, Cibele Vieira, que está coordenando as reuniões sobre teletrabalho, comenta como foi a negociação desta segunda com a Petrobrás: 

Negociação continua na quarta e sexta

Na quarta e na sexta-feira, a FUP terá novas reuniões com o Sistema Petrobrás para discutir questões relativas às relações trabalhistas e à saúde e segurança durante o trabalho remoto. O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Pesquisa da FUP

Nesta segunda, 17, a FUP lançou uma pesquisa nacional para identificar as principais facilidades e dificuldades do teletrabalho, buscando subsídios para a construção de regras claras, no processo de negociação coletiva com as empresas do Sistema Petrobrás. É importante que todos os petroleiros que estejam em trabalho remoto preencham o formulário, fortalecendo a luta da FUP para que haja um regramento construído coletivamente com a categoria. 

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário
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A FUP elaborou uma pesquisa para conhecer melhor as principais demandas dos trabalhadores do Sistema Petrobrás que estão em teletrabalho. O objetivo é identificar as principais facilidades e dificuldades desse novo regime, buscando subsídios para a construção de regras claras, que garantam segurança, previsibilidade de duração, controle de jornada, estrutura e todos os benefícios conquistados no ACT.

“É importante a gente conhecer como está sendo o teletrabalho e a experiência de cada um para podermos construir uma regra permanente. A participação na pesquisa além de nós dar subsídio para a discussão, fortalece a negociação coletiva”, explica a diretora da FUP, Cibele Vieira.

A pesquisa será sistematizada de forma confidencial e é importante que o maior número possível de trabalhadores responda ao formulário que foi elaborado em conjunto com assessorias da FUP.

Acesse o link, responda e divulgue para os companheiros de trabalho, ajudando na construção coletiva de regras para o teletrabalho que atendam às reais necessidades da categoria.  

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário

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A FUP volta a se reunir esta semana com gestores do Sistema Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. Serão realizadas mais três reuniões, cada uma com enfoques diferentes. Veja abaixo:

> 17.08 - Adesão ao teletrabalho

> 19.08 - Relações trabalhistas

> 21.08 - SMS no teletrabalho

O calendário atende à proposta apresentada pela FUP no dia 05 de agosto, quando foi realizada a primeira negociação específica sobre o novo regime de trabalho. Os petroleiros reforçaram a proposta de regramento, com cláusulas protetivas no Acordo Coletivo, que deem segurança aos trabalhadores e a previsibilidade que a gestão tanto preza. 

No último “Encontro com a categoria”, realizado dia 11, a FUP recebeu a socióloga, professora e pesquisadora Carla Diéguez, para uma conversa sobre teletrabalho e cultura organizacional. Ela enfatizou os impactos significativos desse novo regime na construção da identidade dos trabalhadores enquanto categoria e também na solidariedade de classe. “Para a empresa, há um interesse muito grande nesse sentido. Ao colocar os trabalhadores em teletrabalho, ela acaba com os espaços coletivos de convivências e partilhamento de ideias”, alertou a socióloga. Veja a íntegra do programa:  

A diretora da FUP, Cibele Vieira, que vem coordenando a negociação com o Sistema Petrobrás sobre o regramento do teletrabalho, voltou a ressaltar a importância da construção de um regramento com base nos parâmetros aprovados pelos trabalhadores no 18º Confup. “O teletrabalho está inserido dentro das mudanças que a gestão vem fazendo na cultura organizacional da empresa, com foco no individualismo, obrigando a categoria a trabalhar por entregas, sem controle de jornada. Por isso, precisamos ter regras protetivas, que garantam previsibilidade de duração, controle de jornada, adesão opcional, estabilidade e manutenção de todos os direitos e benefícios previstos no ACT”, afirma.

Premissas aprovadas pelos petroleiros para o regramento do teletrabalho: 

> Ser negociado de forma coletiva, garantindo segurança e estabilidade jurídica para os trabalhadores e a empresa.

> Ter adesão opcional, com previsibilidade de duração e controle de jornada.

> Divisão de custo do trabalho e responsabilidade com a infraestrutura.

> Manter todas as garantias e benefícios previstos no ACT.

[Imprensa da FUP | Foto: Flicker/Gemma Bussel]

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A partir da decisão do Conselho Deliberativo da FUP de convocação de assembleias regionais, a diretoria do Sindipetro-NF promoverá de 13 a 17 de agosto assembleias para avaliar o indicativo de rejeição da contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás na última mesa e também o pleito de prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

Como divulgado pela FUP, a gestão Castello Branco propôs 0% de reajuste para os trabalhadores e impõe perdas enormes para a categoria, como fim da dobradinha; aumento de até 1.422% no grande risco da AMS, penalizando os mais velhos e os menores salários; redução da HE na troca de turno, entre outras medidas que apontam para o desmonte do ACT e reforçam o descumprimento de legislações e acordos mediados pelo TST.

As assembleias no NF terão três modalidades de voto, veja abaixo:

FILIADOS –  a participação será a partir de inscrição via link disponibilizado pelo Sindipetro-NF. Os trabalhadores e trabalhadoras assistirão um vídeo e depois poderão votar on line.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS – Caso tenham dificuldade em participar da votação on line, o Sindipetro_NF possibilitará o voto delivery. Serão disponibilizados dois telefones um em Campos e outro em Macaé para que o aposentado/a e a pensionista agende a coleta de seu voto entre os dias 13 e 17 de agosto.

NÃO FILIADOS – a votação acontecerá em etapas conforme edital abaixo

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

PeIo presente, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense – Sindipetro/NF – convoca os empregados das estatais Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás – e Petrobrás Transportes S.A. – Transpetro – lotados em sua base territorial, assim como aposentados e pensionistas, para Assembleia Geral Extraordinária, na qual, observando o quórum estatutário em 1ª chamada e com o quórum dos presentes em 2ª chamada, haverá deliberação sobre os seguintes indicativos da Federação Única dos Petroleiros a respeito da contraproposta de acordo coletivo de trabalho das mencionadas empresas:

l) Rejeição da contraproposta patronal;

2) Prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

ASSEMBLEIA DIGITAL

Dadas as condições excepcionais de restrição ao contato social, será realizada assembleia digital, nos termos abaixo. Para a mesma, já possuindo a entidade convocadora dados de seus associados, se faz necessário tratamento diferenciado de modo a possibilitar também a participação dos demais trabalhadores legalmente interessados, o que se fará nas seguintes condições:

A – Trabalhadores Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão exercer direito de voto após preencher dados individuais da página a isto destinada na Internet, e assistir obrigatoriamente a um video didático sobre a campanha reivindicatória e a negociação coletiva de trabalho em curso;

B – Trabalhadores NÃO Filiados ao Sindipetro/NF – Terão data e horário para obrigatoriamente assistir a um webinar, mediante agendamento; após o webinar receberão por e-mail um “kit voto”, que deverá ser impresso, devidamente preenchido e entregue em uma das sedes do sindicato, em Macaé, ou em Campos dos Goytacazes, em envelope lacrado;

Dos documentos em cópias impressas, no “kit voto” dos NÃO filiados, a serem entregues ao sindicato, deverão constar:

– documento de identificação e CPF;
– crachá Petrobrás/Transpetro (frente e verso), contracheque, ou FRE, para comprovação de que é empregado;
– ficha de qualificação totalmente preenchida (nome completo, matrícula, CPF, e-mail, telefone, cargo, função e lotação).

C – Aposentados e Pensionistas Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão votar online, exatamente como o restante dos filiados (item “A” acima). Os aposentados e pensionistas moradores dos municípios de Macaé e de Campos dos Goytacazes poderão optar por exercer o direito de voto mediante coleta em suas residências, via prévio agendamento nos telefones:
(22) 27659550 – Macaé;
(22) 27374700 – Campos dos Goytacazes.

Calendário:

12/08 – início do agendamento de coleta de votos de aposentados e pensionistas;

de 13/08, às 16h, até 14/08, às 18h – votação online para filiados;

13/08, das 8h às 18h – inscrição para webinar (pré-assembleia), obrigatória para os não filiados *;

13/08, às 19h – realização da webinar para os não filiados;

14/08, às 8h – envio por e-mail do “kit voto”;

14/08 – das 9h às 12h, e de 14h às 16h – recepção do “kit voto” dos não filiados, nas sedes do sindicato

13/08 a 17/08 – coleta de votos de aposentados e pensionistas.

*Link será disponibilizado no site do SindipetroNF no horário informado no edital

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

A partir desta terça (11), e até a próxima segunda-feira (17), o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realiza 12 sessões de assembleia para debater e deliberar junto à categoria (ativos e aposentados)  sobre os indicativos da FUP com relação ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Por conta da pandemia do coronavírus e em respeito às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), as sessões serão feitas por meio de videoconferências na plataforma Zoom. 

Já por questões de segurança institucional e organizacional, o Sindicato requer inscrição prévia dos trabalhadores. 

Confira, a seguir, o passo a passo para garantir sua participação nas assembleias. 

1. Inscrição junto ao Sindicato

O trabalhador deve se inscrever previamente por whatsapp, telefone ou e-mail. É necessário informar nome completo, número de matrícula, unidade, setor, grupo e se o regime de trabalho é em turno ou horário administrativo.

Contatos para cadastro:

Whatsapp ou telefone: (41) 98805-2367 (Liliane) / 99235-1435 (Simone).

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

*Contatos também disponíveis para esclarecimentos de eventuais dúvidas. 

2. Cadastro na plataforma Zoom

Por segurança, apenas pessoas com contas criadas na plataforma Zoom conseguirão acesso à sala de reunião. O procedimento é simples e grátis. Para fazê-lo, acesse o link https://zoom.us/pt-pt/freesignup.html

*Não é necessário instalar o aplicativo, porém é recomendável. 

3. Acesso à sala de videoconferência

O petroleiro devidamente inscrito receberá o link para acesso à sala de videoconferência por e-mail ou whatsapp momentos antes do horário programado para a sessão de assembleia. 

4. Regramento na assembleia

- Nome completo registrado na tela;

- Câmera ligada;

- Manter o microfone desativado;

- Quando precisar falar, fazer a inscrição através do chat;

- Durante o processo de votação haverá gravação; 

- Entrada na sala somente será permitida até 30 minutos depois de iniciada a assembleia;

- Processo de votação será por enquete, que estará disponível por um período de 5 minutos. Quem não fizer neste tempo terá o voto computado como abstenção;

- O resultado parcial da votação será disponibilizado assim que terminar a enquete;

- O resultado final será divulgado somente após a última sessão de assembleia.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

[Última atualização: 12/08 às 16h]

Os sindicatos da FUP realizam até o próximo dia 17 assembleias para submeter aos trabalhadores a contraproposta absurda de Acordo Coletivo que foi apresentada pela gestão da Petrobrás e subsidiárias. O indicativo é de rejeição.

As direções sindicais também estão referendando nas assembleias a proposta de manutenção do atual ACT, com prorrogação até o fim do estado de calamidade pública, em função da pandemia da Covid-19, e enquanto um novo acordo não seja pactuado com a empresa.

A resposta da categoria está sendo a favor dos indicativos da FUP em todas as bases que já iniciaram as assembleias: Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Unificado de São Paulo.

“Não estamos em um novo normal. Convivemos todos os dias com mais de mil mortes. Já ultrapassamos a terrível marca de 100 mil vidas perdidas e 3 milhões de infectados. Em vez de garantir tranquilidade e segurança para os trabalhadores, os gestores da Petrobrás querem impor às pressas um acordo rebaixado”, critica o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, convocando o petroleiros a rejeitarem essa imposição da empresa.  

 

A contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás é inadmissível em todos os sentidos. Além de afrontar os trabalhadores, propondo 0% de reajuste salarial, enquanto a diretoria se autoconcedeu um aumento escandaloso, a empresa impõe perdas ainda maiores à categoria, como a tentativa de inviabilizar a AMS durante a pandemia, no momento em que os trabalhadores e os aposentados mais precisam do plano de saúde.

A gestão da Petrobrás está entregando a AMS a uma associação privada para aumentar o custeio dos petroleiros de 30% para 40%, enquanto o da empresa cai de 70% para 60%. Além disso, os gestores propôem um reajuste médio de 143% para os beneficiários, que pode chegar a 1.422% em alguns casos, penalizando os menores salários e a maiores faixas de idade. Somam-se a isso vários outros ataques e retiradas de direitos. Veja abaixo.

Contraproposta da Petrobrás é uma afronta

> 0% de reajuste no salário e em todos os benefícios

> Fim do adicional de campo terrestre

> Retirada da HE dos feriados trabalhados no turno (dobradinha) no Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro e 15 de novembro

> Redução da HE troca de turno para 50%

> Estabilidade de emprego: empresa rejeita pactuar no ACT o acordo que já firmou com o MPT, que proíbe demissão coletiva por 5 anos sem discussão prévia com os sindicatos. Também se nega a negociar estabilidade perto da aposentadoria.

> AMS: reajuste do grande risco em até 1422% (média de reajuste em 143%); acaba com a autogestão do RH; aumenta a relação de custeio para os beneficiários e reduz a participação da empresa (60 empresa x 40 trabalhadores/hoje é 70x30); mantém a caixa preta da AMS, sem auditoria independente; mantém o pagamento por boleto.

> Teletrabalho: se recusa a negociar o regramento no ACT. Propõe reunião específica, sem deixar claro que será uma reunião informativa ou negociação.

> Fundo garantidor: se recusa a discutir garantias para os trabalhadores terceirizados

> Rejeita a proposta de abono de faltas em função do acompanhamento de dependentes a consultas médicas e a exames

> Rejeita a proposta de deixar explicito um direito já existente, para evitar interpretações contrarias na atual cláusula 57 do ACT, de garantia ao transporte para as trabalhadoras lactantes que usufruem da redução de jornada de 8h para 6hs 

Principais reivindicações dos petroleiros e petroleiras

> Prorrogação do atual Acordo Coletivo de Trabalho

> Regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT, com respeito à jornada de trabalho e garantia de que a adesão seja opcional

> ACT por dois anos – 2020-2022

> Regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma

> Manutenção da AMS como plano autogerido pelo RH;

> Ajustes nas cláusulas que foram objeto de mediação no TST: hora extra na troca de turno, banco de horas, efetivos

> Medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados, restabelecimento do fundo garantidor

> Reajuste pelo IPCA (estimativa de 2,3%) e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019

> Recomposição dos efetivos

> Condições seguras de trabalho

> Defesa da Petros

> Segurança no emprego

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Nesta semana, o departamento jurídico do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) ajuizou ações na Justiça do Trabalho por passivos decorrentes de tabelas de turno irregulares na Petrobrás e Transpetro – subsidiária integral da estatal responsável pelo transporte de combustíveis.

Pelo baixo efetivo de trabalhadores em algumas refinarias e terminais, que funcionam com turnos ininterruptos de revezamento, as empresas desrespeitaram, por quase três décadas, premissas legais como o interstício – que estabelece o descanso mínimo de 11 horas entre jornadas de trabalho – e o repouso semanal remunerado – que prevê 24 horas contínuas de folga após seis dias de trabalho.

Essas irregularidades ocorreram em todas as refinarias do país, desde o início dos anos de 1990 até primeiro dia de fevereiro de 2020 – data que marcou o início da última greve nacional da categoria, que mobilizou cerca de 20 mil petroleiros em 118 unidades.

Em São Paulo, as práticas afetaram trabalhadores de todas as bases do Sindipetro Unificado, como a Refinaria de Paulínia (Replan), a Refinaria Capuava (Recap) e terminais da Transpetro. Entretanto, o déficit do passivo está sendo calculado de acordo com as tabelas de turno de cada uma das unidades.

O assessor jurídico do Unificado, Francisco Ribeiro Coutinho, acredita que a Justiça do Trabalho aceite a existência desses passivos. “A expectativa é que o poder judiciário reconheça que as tabelas da Petrobras e Transpetro não respeitavam a legislação vigente quanto ao intervalo interjornada, somadas a 24 horas de repouso semanal, num total de 35 horas de interstício”, avalia.

O advogado, entretanto, pondera sobre a morosidade do processo. “Impossível prever uma data. Normalmente, tanto Petrobras como a Transpetro utilizam de todos os recursos possíveis e os processos tendem a chegar no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília”, pontua.

As ações possuem um caráter coletivo e a liquidação individual é feita apenas na fase de execução, ou seja, a partir do momento em que a justiça conceder ganho de causa aos trabalhadores. Nessa etapa, será realizada uma apuração de cada caso, utilizando-se de contracheques e controles de ponto.

Além do Unificado, outros sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros pretendem ajuizar ações semelhantes, com base nos passivos específicos das suas bases correspondentes.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras realizam entre os dias 15 e 19 de julho o 18º Congresso Nacional da FUP, que será inteiramente virtual, com palestras, debates e votações realizados através de plataformas digitais.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados. O 18º Confup também irá eleger a nova diretoria da FUP para o período 2020-2023 e aprovar estratégias de luta para barrar as privatizações no Sistema Petrobrás e o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho.

Com o tema “Democracia, Empregos e Revolução Digital”, o Congresso da FUP discutirá questões que estão na ordem do dia dos trabalhadores e trabalhadoras, como saúde e segurança, efetivos, teletrabalho, tabelas de turno, AMS, Petros, liberdade e autonomia sindical, entre outros temas.

A defesa da democracia e dos direitos e conquistas sociais, que estão sob ataque em plena pandemia da covid-19, também pautará o debate dos petroleiros e petroleiras. “Precisamos construir uma frente de esquerda programática e uma coalização democrática mais ampla para derrubarmos esse governo antes que ele acabe com o Brasil e os brasileiros”, ressalta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

O 18º Confup terá a participação de 280 trabalhadores eleitos nos congressos regionais, além de assessorias e convidados. As mesas temáticas e a programação completa serão divulgadas nos próximos dias.

[Da imprensa da FUP]

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Uma discussão, que já estava em curso anteriormente, intensificou-se durante a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus. Por meio de assembleias setoriais virtuais no início da pandemia, trabalhadores da Petrobrás Transporte S.A. (Transpetro) definiram que a alimentação in natura nos terminais da empresa seria trocado por Vale Refeição, inclusive, como uma forma de evitar o contágio e propagação da covid-19.

A partir da decisão, o Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado – SP) selou acordo, no dia 12 de maio, com a subsidiária para o fornecimento de tickets a todos petroleiros lotados nas suas unidades. Com isso, apesar de diversos atrasos relatados, todos os empregados próprios da empresa já estão recebendo o benefício.

Entretanto, passados quase dois meses da assinatura do “Termo de concordância para fornecimento de assistência alimentar”, trabalhadores da Petrobrás cedidos na Transpetro continuam sem receber qualquer tipo de subsídio para custear a alimentação, o que é um direito previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

O funcionário da Transpetro e diretor do Sindipetro Unificado – SP, Felipe Grubba, aponta a urgência para a resolução desse problema. “O Sindipetro está atento a esse problema, cobrando diariamente a empresa e buscando todas as formas de interlocução para buscar solucionar esse problema o mais rápido possível”, afirma.

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.