[Da imprensa do Sindipetro-PE/PB]

A segunda-feira (31) começou com mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras lotados(as) no Terminal Aquaviário de Suape (PE) e da Base de João Pessoa (PB). As três primeiras assembleias, realizadas com os petroleiros e as petroleiras do turno e do ADM deram o tom dos encontros seguintes, que irão votar a nova contraproposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Até o momento, 95% da categoria em Pernambuco tem aprovado a contraproposta, seguindo o indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP). As assembleias foram realizadas as 7h (com o Grupo D) e as 7h30 (com o ADM de ambas as bases).

Nas assembleias realizadas na manhã de hoje, as bases tiveram a oportunidade de debater a contraproposta e sanar dúvidas pertinentes, como questões referentes ao regramento do teletrabalho e possíveis processos de privatização que preocupam os trabalhadores e trabalhadoras do TA Suape, unidade está inclusa no projeto de criação da Subsidiária do Nordeste (anunciado por Roberto Castello Branco, no final do mês de junho), da qual a Petrobrás pretende vender 60% das ações.

“Nesse momento”, diz o diretor administrativo do Sindipetro PE/PB, Luiz Lourenzon, “depois de uma análise feita através de todos os sindicatos da FUP, o entendimento é que essa proposta que hoje está sendo colocada em pauta, é a melhor (no momento)”. Segundo ele, alguns pontos se destacam para a aprovação da contraproposta, como a renovação do acordo por mais dois anos (preservando conquistas históricas da categoria), bem como a garantia de emprego nos próximos dois anos de turbulência que se anunciam.

“Com isso”, diz o dirigente sindical, “a maior luta vai se travar após a aprovação desse acordo, que é a luta contra privatizações; uma outra esfera e um outro patamar de lutas que não é só da Petrobrás, mas sim, de todas as demais empresas públicas brasileiras que, atualmente, estão passando por esse processo de sucateamento”.

De fato, a gestão de Roberto Castello Branco, alinhada à política de desinvestimento e privatizações do ministro da economia, Paulo Guedes, tem, cada vez mais, se movimentado no sentido de caminhar rumo à entrega de refinarias e terminais de distribuição, além de outras unidades operacionais; seja por meio da venda de ativos da empresa, ou do sucateamento das suas atividades produtivas, ou mesmo, através da desintegração do Sistema Petrobrás e da criação de empresas subsidiárias nas Regiões Nordeste e Sul.

Diante desse quadro, a aprovação de um ACT que garanta não apenas a manutenção dos direitos, mas também a estabilidade de empregos é de extrema importância para barrar o entreguismo bolsonarista.

Próximas assembleias

Os encontros para avaliar, discutir e deliberar a última contraproposta apresentada pela empresa serão realizadas até o dia 8 de setembro.

Privatizar faz mal ao Brasil!

 

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A FUP realizou na noite desta sexta-feira, 28, o terceiro debate ao vivo com os trabalhadores e aposentados do Sistema Petrobrás sobre a última proposta de Acordo Coletivo apresentada pela gestão da Petrobrás e subsidiárias, após negociação com as direções sindicais. 

Na quarta-feira, 26, em outro Encontro com a categoria, a FUP explicou os principais pontos da contraproposta da gestão da empresa, ressaltando a importância de avanços na formalização de um Acordo Coletivo que preserva os direitos históricos dos petroleiros por dois anos, com uma cláusula que impede demissões sem justa causa até agosto de 2022.

Na quinta-feira, 27, pela manhã, os diretores da área de Seguridade da FUP, Paulo César Martin, e Marise Sansão, que também é diretora da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP), explicaram as mudanças na tabela do Grande Risco da AMS e a diferença entre a primeira e a última proposta arrancada na negociação. A live contou também com a participação do assessor econômico da FUP, Cloviomar Cararine, técnico do Dieese.

Após debates com a categoria e reuniões intensas de avaliação e ajustes na proposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, o Conselho Deliberativo da FUP indicou na noite de ontem a aceitação da contraproposta. 

Se você não participou desses debates ao vivo, assista para entender o posicionamento da direção da FUP e esclarecer as dúvidas que tenha sobre a proposta de Acordo Coletivo. As assembleias começam na segunda-feira, 31/08, e prosseguem até o dia 13 de setembro.  Todas as lives podem ser acesadas no canal FUP Brasil no Youtube e na página da federação no Facebook.

Compartilhe os links do Encontro com a Categoria desta sexta:

Youtube:

https://youtu.be/ZodPpzKq9Ks

Facebook:

https://mla.bs/d244cca3

 

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Começam nesta sexta, 15h, as setoriais online do Sindipetro-NF para debater com a categoria petroleira aspectos da contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela Petrobrás na última segunda, 24. Esse primeiro encontro será com aposentados e aposentadas.

Na segunda-feira, 31, será com os trabalhadores e trabalhadoras de Cabiúnas. Como nas outras setoriais, será disponibilizado um link para inscrição.

Poderão participar apenas os trabalhadores e trabalhadoras filiados, lotados efetivamente em uma unidade pertencente ao grupo da setorial, mediante inscrição prévia.

Conselho Deliberativo e a proposta

Mesmo com o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da contraproposta da Petrobrás, que traz avanços em relação à primeira apresentada ela empresa, o Sindipetro-NF mantém o seu cronograma de setoriais com a categoria.

Antes de ter o seu próprio indicativo e chamar assembleias, a direção da entidade quer debater com os petroleiros e petroleiras o cenário atual da companhia e do país e os pontos positivos e os negativos da contraproposta.

O sindicato considera importantes as conquistas das negociações (como descritas aqui em informe da FUP), sobretudo no ambiente fascista em que se encontra o Brasil. Elas só foram possíveis com o grande empenho da categoria na greve de fevereiro, com a pressão dos sindicalistas nas mesas de negociação e com a rejeição massiva da primeira contraproposta.

Mas a entidade também quer dialogar de modo transparente sobre os problemas da contraproposta. O NF destaca como negativa, por exemplo, a alteração do custeio da AMS para 60 x 40 em 2021 e 50 x50 em 2022 (em caso de manutenção da vigência da Resolução 23 da CGPAR), além da alteração do limite máximo de desconto da AMS no contracheque de 13% para 30%.

As setoriais no NF começam hoje. A setorial dos aposentados, marcada para às 15h, será feita pelo Zoom (aqui). Para a segunda-feira está prevista a setorial de Cabiúnas, que ainda terá o link divulgado. Também serão divulgadas datas e horários de setoriais para as demais bases.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Manutenção de praticamente todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com validade de dois anos e garantia de emprego, sendo vedada qualquer demissão sem justa causa até agosto de 2022.

Garantia de descontos da Assistência Médica de Saúde (AMS) no contracheque para todos, a volta do minutex por média de tempo e a garantia de discussão com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre os parâmetros a serem estabelecidos para o teletrabalho.

Revisão do valor pago por hora extra, dos 50%, oferecidos inicialmente pela companhia, para 75%.

Os itens acima que compõem a contraproposta da Petrobrás pra a renovação do ACT, com vencimento em 31 de agosto, não são o paraíso, mas, para o atual cenário no país, deixam claro que a greve de 20 dias em fevereiro deste ano contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen-PR) mostrou a capacidade de enfrentamento da categoria. E expôs que, ao contrário do que imaginava a empresa, não será fácil impor retrocessos aos petroleiros.

Para o coordenador-geral do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, Juliano Deptula, a empresa mantinha esperança de aproveitar a pandemia de covid-19 para impor prejuízos, mas a reorganização da categoria foi essencial para deixar claro que isso não aconteceria.

“A força da greve foi crucial para a Petrobrás fazer uma proposta que tenta fugir de uma mobilização e de um tensionamento com a categoria em pleno período de isolamento social, inclusive, com as equipes de contingência”, afirma.

Na avaliação da diretora do Unificado, Cibele Vieira, a mudança no formato das assembleias foi essencial.

“Eles apostaram que iam ganhar nas assembleias, pela dificuldade que seriam esses encontros virtuais. Não vamos esquecer a pressão que foram as assembleias ano passado (leia mais abaixo). Por isso fizeram uma proposta que mexe pouco com HA (administrativo), mas bastante com o turno, e apostaram que iam vencer. Mas levaram uma lavada, porque não fizemos no formato que esperavam”, avalia.

Pendências

Apesar dos avanços, ainda há pontos em que o diálogo não evoluiu, especialmente no aspecto financeiro. A Petrobrás ofereceu reajuste zero para este ano, mas se comprometeu em repor 100% da inflação no ano que vem. Porém, a reposição das perdas inflacionárias foram garantidas para 2020 e 2021, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Um dos aspectos mais delicados é a forma de custeio da AMS. A companhia insiste em alterar a forma de custeio, mas cedeu no impacto do Grande Risco e na implementação do reajuste em janeiro do próximo ano.

“Na mediação que fizemos no ano passado com o Tribunal Superior do Trabalho, ficou definido que o custeio do plano ficaria 70% para a empresa e 30% para o empregado. E neste ano já mudaria para 60% a 40%. A grande questão é que, para chegar a essa equação, decidiram implementar uma tabela de aumento absurda em que quem ganha menos teria elevação de até 1.400% n pagamento, enquanto quem ganha mais pagaria 33%”, pondera Deptula.

A liberação dos diretores sindicais é mais um ponto que tem acirrado os debates. A primeira proposta da Petrobrás foi zerar tudo, como forma de frear a organização e a luta sindical, mas também nesse aspecto, a FUP e os sindicatos conseguiram avançar para ampliar a representatividade.

Judiciário é campo complexo

Cibele ressalta que a contraproposta da companhia atende à reivindicação de manter todas as cláusulas do atual acordo coletivo, sem nenhum retrocesso e diz não considerar o caminho do Judiciário o melhor para um possível avanço nas negociações.

Para avaliar o cenário atual é preciso olhar para trás, apontam os dirigentes. Em 2020, num cenário sem coronavírus, a campanha reivindicatória ocorreu com a presença de gerentes e até o uso de drones nas assembleias para intimidar os trabalhadores e exclusão de 30 cláusulas do ACT.

Também na ocasião, a companhia recorreu à mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para dificultar o acordo e aprovar uma proposta que trazia itens como a hora extra de 50%, o custeio de 50 x 50 já naquele momento da AMS, fim do minutex e o turno de 12 horas sem discussão com a categoria.

Ela aponta ainda para o regramento do teletrabalho como um item essencial  diante do atual cenário que o mundo vive e que deve influenciar na restruturação das relações trabalhistas.

“Nós reforçamos parâmetros que consideramos essenciais: essa opção tem de ser negociada coletivamente para ter segurança na regra e não correr o risco de termos ações judiciais e insegurança para todos. Tem de ser opcional, com um comitê analisando os pedidos, inclusive com a participação de trabalhadores, sem que se transforme numa ferramenta de pressão de gerentes para com a base. A empresa deve se responsabiliza tanto pela segurança quanto pela saúde dos trabalhadores, com fornecimento de material, notebook, mobília necessária e ajuda de custo para limpeza e custo com a energia. E as CIPAS (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) deve fazer o acompanhamento da rotina do pessoal. Além disso, devemos ter controle de jornada e, claro, os direitos previstos no ACT devem valer também para essa modalidade”, pontuou.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Assembleias começam na segunda, 31/08, e prosseguem até 13 de setembro

Após intensa avaliação nesta quarta (26) e quinta-feira (27) e dois debates online com os trabalhadores, o Conselho Deliberativo da FUP indica a aceitação da última contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás. A manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no Acordo Coletivo de Trabalho, com garantia de emprego até 31 de agosto de 2022, foi o ponto decisivo para a definição do indicativo.

As direções sindicais avaliaram a complexa conjuntura política e econômica que impacta profundamente a classe trabalhadora, com mais de 40 milhões de brasileiros sem emprego, segundo o IBGE. Soma-se a isso o desmonte do setor público e estatal, com mais demissões, precarização e privatizações, oriundas da necropolítica da gestão Bolsonaro que reverbera na Petrobrás.

Neste contexto, uma categoria como a nossa, que é referência para os demais trabalhadores, garantir um Acordo Coletivo com manutenção de direitos e empregos pelos próximos dois anos é uma conquista que não pode ser desprezada.

Congressos definiram a essência da luta

Os principais eixos da campanha reivindicatória, que referenciaram as negociações do Acordo Coletivo, são resultado de um debate amplo e democrático que envolveu 700 petroleiros e petroleiras nos congressos organizados pelos sindicatos e pela FUP. Foi nesses fóruns, que construímos as propostas de regramento do teletrabalho, de garantia do emprego e de manutenção dos nossos direitos. E é também de forma democrática nas assembleias que os trabalhadores decidirão se concordam ou não com o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da contraproposta negociada com a gestão do Sistema Petrobrás.

Greve de fevereiro pavimentou o caminho

O Acordo Coletivo de Trabalho não é só uma convenção de direitos conquistados com o sangue e o suor de diversas gerações de petroleiros. Faz parte da nossa identidade classista, é o que nos referencia como uma das categorias mais fortes e organizadas do país. Castello Branco sabe que para privatizar a maior empresa nacional, seu sonho confesso, teria que quebrar a espinha dorsal dos trabalhadores, destruindo o ACT.

A greve de fevereiro já havia apontado que essa não seria uma tarefa fácil para ele. A luta que travamos por 21 dias nos fortaleceu para enfrentar os desmandos, a intransigência e as ameaças da gestão bolsonarista. O desmonte que Castello Branco tentou impor goela abaixo dos trabalhadores foi refutado de norte a sul do país.

O resultado dos congressos da categoria e das assembleias deu condições à FUP de buscar no processo de negociação o atendimento da principal reivindicação dos trabalhadores: a renovação do Acordo Coletivo. Preservamos a essência dos nossos direitos por mais dois anos e conquistamos uma cláusula nova de garantia de emprego, que será fundamental na resistência contra as privatizações e nos dará fôlego para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Barrar a criação da associação para gerir a AMS

Após garantir a manutenção da AMS no Acordo Coletivo, preservando por dois anos esse direito para mais de 280 mil beneficiários, inclusive aposentados e pensionistas que estão fora da Petros, nossa luta continua para impedir a implantação da associação privada de gestão da AMS.  

Derrubar as resoluções da CGPAR

Desde o início de 2018, a FUP tem se mobilizado contra as Resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Essa herança do governo golpista de Temer alterou o custeio de todos os planos de saúde geridos por empresas estatais federais e impôs uma série de restrições para os beneficiários. Intensificaremos a luta pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 956/2018, de autoria da deputada federal Érika Kokay (PT/DF), que suspende os efeitos das Resoluções da CGPAR.

Petrobrás Fica

Com um Acordo Coletivo de dois anos, a manutenção dos nossos direitos e a nova cláusula de garantia de emprego, acumulamos força para a maior luta que temos pela frente, que é a defesa do Sistema Petrobrás. A hora agora é de fortalecer as frentes de lutas contra as privatizações, envolvendo outras categorias, governantes, parlamentares e a sociedade civil, como já estamos fazendo na campanha Petrobrás Fica.  

Pontos principais da contraproposta

ACT válido por 2 anos para todas as empresas do Sistema – periodicidade do Acordo será até 31 de agosto de 2022, mantendo a íntegra do atual ACT na Petrobrás e subsidiárias.

Garantia de emprego – a Petrobrás se compromete a não realizar demissões sem justa causa durante a vigência do Acordo Coletivo, ou seja, até 31 de agosto de 2022.

Teletrabalho – criação de um GT paritário para acompanhar o teletrabalho no Sistema Petrobras. Desde o início de agosto, a FUP vem discutindo com os gestores da empresa propostas de regramento do trabalho remoto. Só com regras definidas de forma coletiva conseguiremos atender às principais reivindicações dos trabalhadores, dando previsibilidade e segurança à categoria, não só durante a pandemia, como nos momentos seguintes. O regramento é de suma importância, pois o trabalho remoto já vem sendo exercido por mais de 20 mil petroleiros e petroleiras em todo o Brasil e é uma das ferramentas que poderá manter os trabalhadores nas bases que estão sendo desmobilizadas pela gestão do Sistema Petrobrás.  

Benefício Farmácia – 16.800 beneficiários situados nas três primeiras faixas de renda serão isentos de desconto e terão o subsídio integral dos medicamentos adquiridos.

Reajuste salarial – a empresa mantém o reajuste zero em 2020 e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021.

Reajuste do vale refeição/alimentação – correção integral pelo INPC em setembro de 2020 e em setembro de 2021.

Manutenção da Gratificação de Campo Terrestre - a gestão volta atrás na proposta anterior de acabar com a gratificação.

Dobradinha/feriado do turno – está mantido o pagamento das horas extras dos feriados trabalhados, conforme previsto no atual ACT (01 de janeiro, Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 15 de novembro e 25 de dezembro). A proposta original da gestão da empresa era de extinguir esse direito.

HE troca de turno – a Petrobrás assume o compromisso de retomar a discussão com os sindicatos sobre a medição do tempo de passagem de serviço nas unidades operacionais.

Banco de horas - a gestão se compromete a retomar a negociação do regramento do banco de horas, após o fechamento do ACT.

SMS – a gestão mantém as cláusulas do capítulo sobre Saúde, Meio Ambiente e Segurança, que já consta no ACT.  A proposta anterior era de restringir o acesso dos dirigentes sindicais aos locais de acidentes de trabalho e às inspeções oficiais.

PLR – a empresa se compromete a iniciar a negociação do regramento do pagamento da PLR  2021 imediatamente após o fechamento do ACT.

AMS continua no ACT - uma das principais conquistas é a manutenção de todo o regramento da assistência médica no Acordo Coletivo de Trabalho por mais dois anos. Apesar das resoluções 22 e 23 da CGPAR, que obrigam as empresas estatais a alteraram os planos de saúde até o final de 2021, a AMS está protegida pelo ACT até 31 de agosto de 2022, preservando o benefício para mais de 280 mil usuários, inclusive aposentados e pensionistas sem Petros. Em relação ao reajuste do Grande Risco, a empresa concordou em alterar a tabela anteriormente proposta, cujos aumentos abusivos chegavam a 1.422%, penalizando os beneficiários com mais idade e menores rendas. Com a nova tabela, os reajustes foram reduzidos a menos da metade dos percentuais anteriormente propostos.

Fim do boleto da AMS: Desconto volta a ser no contracheque - a gestão do Sistema Petrobrás finalmente irá acabar com a cobrança da AMS via boletos bancários, garantindo no ACT que os descontos voltem a ser feitos no contracheque, inclusive para os integrantes do PP2, que só tinham a opção dos boletos. Essa é uma luta que as entidades sindicais vinham travando desde abril, quando a empresa alterou a forma de cobrança, prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. Muitos deles chegaram a ficar inadimplentes, por conta desta mudança, correndo o risco de perderem o direito à assistência médica em plena pandemia da covid-19.

Relações sindicais – a gestão voltará a praticar o desconto em folha das contribuições assistenciais, respeitando o direito de oposição do trabalhador, mas reduzirá o número de liberações de dirigentes sindicais, tanto para a FUP, quanto para os sindicatos.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

 A live da FUP desta quinta-feira, 27, analisa o que muda para a AMS na nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que foi apresentada esta semana pela gestão da Petrobrás e subsidiárias.

O programa conta com a participação do assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, com a petroleira aposentada, Marise Sansão, diretora da Secretaria de Seguridade da FUP e da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) e o diretor da FUP, Paulo César Martin. 

 

A live pode ser acessada no link abaixo: 


> YouTube:

https://youtu.be/NBWWKAS8pxg

> Facebook:

https://mla.bs/fb727ebb


 

 

Publicado em APOSENTADOS

Em reunião virtual do Conselho Deliberativo, na tarde desta quarta-feira, 26, a FUP e seus sindicatos avaliaram as minutas de Acordo Coletivo apresentadas pela Petrobras e subsidiárias, junto com as assessorias jurídica e econômica. Foram identificados pontos nos textos que não estão de acordo com o que foi apresentado pelos gestores na reunião de negociação realizada na segunda-feira, 24.

Diante disso, as direções sindicais decidiram suspender a reunião do Conselho Deliberativo, enquanto aguardam um posicionamento dos representantes do Sistema Petrobrás. O Conselho volta a se reunir na tarde de quinta-feira, 27.

Ainda nesta quarta, 26, a direção da FUP avaliou a última rodada de negociação com a empresa no programa Encontro com a Categoria, que foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e no Facebook. 

Assista a íntegra:

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta segunda-feira, 24, a gestão do Sistema Petrobrás apresentou à FUP uma nova contraproposta de Acordo Coletivo que a empresa ressaltou ser a última, insistindo na data limite de 31 de agosto para o fechamento do novo acordo.

Após um longo e cansativo processo de debate na reunião, houve avanços em reivindicações importantes, como a manutenção da íntegra da grande maioria das cláusulas do atual ACT, a volta da validade por dois anos para o acordo e a garantia de emprego, com o compromisso da empresa não efetuar demissões sem justa causa até 31 de agosto de 2022.

Por outro lado, a gestão da Petrobrás mantém o reajuste zero para este ano e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021. Após muita insistência da FUP, a empresa aceitou reajustar o tíquete/vale refeição pelo índice integral do INPC em setembro deste ano e também em setembro de 2021.

A gestão Castello Branco também insiste em alterar a forma de custeio da AMS, mas concordou em reduzir o impacto do reajuste do Grande Risco, com apresentação de uma nova tabela. A empresa também concordou com algumas reivindicações feitas pela FUP, como a isenção do desconto do Benefício Farmácia para os beneficiários que recebem menos, através do reembolso integral para as três primeiras faixas de renda, e que a implementação do reajuste da AMS seja feita somente em janeiro de 2021.

Outras reivindicações atendidas pela Petrobrás foram a garantia dos descontos da AMS no contracheque (inclusive para os beneficiários do PP2) e a manutenção da assistência médica pactuada no Acordo Coletivo, preservando benefício para os aposentados e pensionistas que estiverem fora da Petros.

Em relação ao teletrabalho, a Petrobrás se compromete a manter a negociação com a FUP, através da comissão que já vem discutindo o regramento nas empresas do Sistema.

A FUP aguardará as empresas do Sistema Petrobrás apresentarem formalmente a contraposta para que sejam analisadas pelas assessorias jurídica e do Dieese e discutidas em conjunto com os sindicatos no Conselho Deliberativo, que será realizado na quarta-feira, 26.

Veja o vídeo do coordenador da FUP, Deyvid Bacelar:

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A comissão da FUP que está discutindo o regramento do teletrabalho com os gestores do Sistema Petrobrás participou nesta sexta-feira, 21, da quarta reunião de negociação com a empresa. O tema principal foi saúde e segurança.

A Petrobrás fez uma apresentação com as orientações que estão sendo dadas aos trabalhadores em teletrabalho sobre ergonomia física, organizacional e cognitiva, através de cartilhas, guias e grupos no Workplace.

As direções sindicais cobraram que as CIPAs e comissões de SMS participem da elaboração dos mapas de risco e monitoramento das condições de trabalho, destacando a importância do envolvimento destes fóruns nas ações que garantam a saúde e segurança dos empregados que estão em teletrabalho. Uma das atribuições da CIPA é justamente o mapeamento e a análise de riscos e, portanto, deve contemplar, também, o ambiente de trabalho remoto.

A FUP lembrou ainda que a NR-17 prevê uma série de orientações relacionadas à ergonomia, destacando que as medidas da empresa precisam ser discutidas coletivamente, respeitando-se as normas regulamentares e os comitês de ergonomia.

Outro ponto reforçado pela federação foi a importância do regramento da jornada, já que a sobrecarga de trabalho impacta diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores. O controle de jornada no teletrabalho é fundamental para que as pessoas possam se planejar e garantir uma rotina com exercícios físicos e atividades de lazer. 

A diretora da FUP, Cibele Vieira, relata como foi a reunião desta sexta: 

Próximos passos

Os petroleiros aguardam uma resposta da gestão da Petrobrás sobre as propostas que foram discutidas em relação ao regramento do teletrabalho, assim como um posicionamento relativo ao Acordo Coletivo.  


Leia também:

> Teletrabalho: FUP cobra controle de jornada, periodicidade e custeio da estrutura

> Teletrabalho: regras de adesão devem ser tratadas coletivamente para garantir segurança e previsibilidade

> FUP propõe calendário de negociação para regramento do teletrabalho no ACT


Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

>https://bit.ly/3kSriXI

[Imprensa da FUP | Foto: Thinkstock/Getty Images]

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[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Por necessidade de proteção contra a pandemia de covid-19, mais de 20 mil funcionários do sistema Petrobrás foram afastados de seus postos originais de trabalho, passando a integrar o sistema de teletrabalho instituído pela a empresa.

Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), ingressaram nesse modelo trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) e Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, que atuam em horário administrativo e/ou fazem parte dos grupos de risco mais suscetíveis à doença. 

Somada às medidas de isolamento recomendadas, essa nova rotina trouxe dificuldades como sobrecarga de jornada, ansiedade, depressão e, ataque de pânico a quem está trabalhando de casa. 

Inicialmente, o petroleiro Guilherme Galdiano, que está passando pelo período de isolamento sozinho, diz que achou a adoção do teletrabalho uma medida vantajosa, até por não precisar gastar com transporte até o local de serviço. Contudo, com o passar do tempo, se tornou cansativo. “Ficar todos os dias em casa se torna desgastante e não temos mais aquela separação de ambiente de trabalho e ambiente de descanso, vira tudo uma coisa só”, admitiu.

Doutora em sociologia e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Carla Diéguez explica que o isolamento social faz com que o trabalhador perca a referência do local de trabalho. “As atividades presenciais são importantes por conta do olho no olho, da linguagem corporal, e esses elementos foram perdidos, e num momento de crise econômica isso tende a se agravar e gerar mais ansiedade aos trabalhadores”, explicou. 

Necessidade de equipamentos próprios

Ao afastar parte de seus trabalhadores, a Petrobrás não prestou suporte inicial para que houvesse uma adaptação das casas para o trabalho. A empresa não disponibilizou cadeiras, computadores e nem internet para os petroleiros que precisavam trabalhar de suas residências.

“Como tínhamos móveis próprios [na empresa], não percebíamos como isso fazia diferença. [em casa] Tenho sentido um pouco mais de dor na região do pescoço e coluna e tento fazer alguns exercícios para dar uma soltada”, afirmou Galdiano.

Acostumado com a rotina na refinaria há quase 40 anos, um petroleiro que preferiu não se identificar  explicou que entrar em home office foi difícil logo de início por conta da falta de apoio da Petrobrás. “Foi angustiante ter que providenciar tudo, a estrutura residencial não está preparada. Antes de enviar alguém para teletrabalho, a empresa precisa pensar nas condições ergonômicas do funcionário”, declarou o trabalhador que precisou comprar computador e cadeira.

Após reclamações, a companhia reembolsou parte do investimento que os trabalhadores fizeram para a adequação do espaço residencial.

Jornadas em excesso

Assessor do Unificado, o médico do trabalho Adilson Campos explica que a ergonomia é de extrema importância e que em casa os móveis geralmente não são adequados para o exercício profissional contínuo. “As casas são feitas pra viver, não pra trabalhar e diversos fatores deste ambiente contribuem para a desatenção da pessoa que está em teletrabalho”, esclareceu. Para ele, há ainda as distrações e responsabilidades particulares que podem resultar em maiores jornadas a partir do no novo ambiente. 

Para o petroleiro Uiram Kopcak, criar uma rotina deve ser fundamental e o trabalhador deve se atentar ao horário em que loga e desloga do sistema. “Não é porque estou com o computador ou celular do meu lado, mesmo que fora do horário de expediente, que estou disponível para a empresa”, alertou. 

“Se o trabalhador estiver frequentemente trabalhando fora do horário de serviço, por conta de uma maior demanda ou afins, deve contatar o Sindicato para um apoio jurídico em busca de seus direitos”, indicou Kopcak, reiterando que, apesar do distanciamento, os trabalhadores devem se unir. 

Conciliação entre família e trabalho

Uma das principais dificuldades relatadas por trabalhadores de diversas áreas que migraram para o sistema de home office foi ter de lidar, de uma hora para a outra, com trabalho e família no mesmo ambiente. 

A situação foi totalmente nova e inesperada e, de acordo com o petroleiro que não quis se identificar e que já não está mais em teletrabalho, essa foi uma tarefa árdua. “É muito complicado. Em casa, a minha esposa já tinha a rotina dela e eu e minha filha, que também está em home office, passamos a fazer parte integralmente deste ambiente, o que resultou em estresse emocional e dificuldade na convivência”, explicou.

Para outra petroleira que também preferiu não se identificar, a dificuldade é a mesma somada à maternidade de duas crianças.

Também com filho em idade escolar, Uiram Kopcak admite ter dificuldades para relacionar as tarefas do trabalho com a vida em casa, mas conta com sua esposa para revezar no auxílio aos estudos da criança. “Minha esposa trabalha no quarto e eu na cozinha, meu filho sempre acompanha um de nós dois, mas é desafiador porque ele sente falta do convívio com outras crianças”, completou. 

Para amenizar os conflitos em casa, a socióloga Carla Diéguez explica que negociações sobre o uso dos espaços e horários são importantes para conseguir promover uma convivência de forma mais saudável. “A vida familiar é importante para a nossa sanidade mental, mas essa intensificação não”, concluiu.

Saúde mental

Um dos aspectos mais delicados e que sofre mudanças bruscas com as medidas de isolamento e home office é a saúde mental dos trabalhadores. Pesquisas apontam que após o início da pandemia houve um agravamento de doenças psiquiátricas, causadas principalmente por conta do estresse e tensão. 

Conciliando os afazeres domésticos com maternidade e trabalho, a petroleira que não se identificou afirmou que teve crises de ansiedade por sentir falta em trabalhar na refinaria. “Fico em casa o tempo todo com meus filhos e tive crise de ansiedade por sentir falta da minha vida adulta, conversando com outras pessoas, é uma situação angustiante”, explicou.

Já para Guilherme, existem altos e baixos e o home office não é algo que funciona todos os dias. “Acho que se pudéssemos sair, fazendo nossas atividades normais, o impacto seria menor. Além disso, o trabalho presencial é muito importante para resolver algumas pendências”, concluiu, afirmando que o teletrabalho tem que ser negociado dentro do Acordo Coletivo de Trabalho, e não individual. 

Mas há situações que demonstram como identificar e responsabilizar a empresa por doenças de trabalho será desafiador, como explica outro trabalhador que não se identificou. Ele teve de procurar ajuda psiquiátrica por conta dos problemas que desenvolveu devido ao isolamento e às condições de home office. “Tive crise de ansiedade, comuniquei a empresa e o médico do trabalho não estava preparado pra ouvir, simplesmente fui jogado para escanteio, que é o que a Petrobrás faz com seus funcionários que estão com problemas psicológicos”concluiu o petroleiro, que sugere que seja realizada, ao menos uma vez por mês, uma videoconferência pela empresa para saber como estão os funcionários.

Por se tratar de uma situação muito nova, de acordo com o médico do trabalho, dr. Adilson, a ansiedade é uma consequência comum.

A falta de transparência por parte da Petrobrás em relação ao futuro dos trabalhadores funciona como um gatilho para ansiedade que, de acordo com Diéguez, acaba sendo agravado por conta da crise econômica. Por isso, é necessário que a empresa seja sempre transparente. “É importante que a empresa deixe claro que o emprego de seus funcionários está garantido, mesmo que por um determinado tempo”, admite, explicando que o trabalhador pode até mesmo perder produtividade se a empresa não for suficientemente clara. 

Escapes do isolamento

Conciliar o teletrabalho com outras tarefas e praticar exercícios, integrar grupos virtuais e novos conhecimentos podem ser alternativas para evitar a sensação de isolamento e para melhorar a qualidade de vida. 

Kopcak, que é diabético, sentiu a necessidade de dar uma maior atenção à saúde. “Vejo vídeo-aulas com a minha esposa, e funciona como distração e serviu para eu emagrecer e controlar a minha glicemia, o que é muito importante, já que faço parte do grupo de risco”, concluiu. 

Criar programações, momentos de lazer com as outras pessoas da casa e pensar em planos para o pós-pandemia, para a socióloga Carla Diéguez também pode funcionar como um escape. “Precisamos fazer planos para o futuro e não precisa ser uma super aventura, pode ser um almoço num restaurante legal”, explicou.

Além disso, falar menos sobre trabalho com os outros residentes da casa também pode ser uma boa estratégia.

Para o médico trabalhista, dr. Adilson, estipular horários para trabalho através de uma regulamentação da jornada, a ser aplicada pela empresa tende a facilitar a vida do trabalhador que está nesse modelo. “Uma alternativa, além da implementação de uma regulação do tempo de jornada em casa, é uma participação ativa do Sindicato em busca dessa luta, em contato com a empresa”, finalizou. 

[Foto: Reprodução iStock]

Publicado em Sistema Petrobrás
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