[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Desde o dia 31/08 (segunda) os petroleiros e petroleiras da Bahia participam de assembleias para deliberar sobre a terceira contraproposta  da gestão do Sistema Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho, as duas  anteriores foram rejeitadas pela categoria por ampla maioria. Até o momento, 69,56 % dos petroleiros e petroleiras disseram sim ao indicativo da FUP de aceitação da contraproposta, 21,1% são contrários e  8,33 % se abstiveram de votar.

As assembleias acontecem até o dia 12 de setembro. Algumas estão sendo realizadas de forma presencial e outras virtualmente, uma vez que muitos trabalhadores encontram-se em trabalho remoto (home-office) devido à pandemia da Covid-19. Até agora, foram realizadas assembleias nas turmas  A, D e E da Rlam, na PBIO, nas unidades de  Taquipe, Araças, Buracica e Santiago e no Temadre (Terminal Marítimo de Madre de Deus).

Nos outros estados, os petroleiros também estão aprovando a contraproposta da FUP. Na Paraíba, as assembleias já foram finalizadas, tendo como resultado final a aceitação da contraproposta. Em Pernambuco e São Paulo, as assembleias também estão adiantadas, apontando como resultado parcial a aprovação da contraproposta.

É importante ressaltar que a gestão da empresa voltou atrás na sua intenção de retirar vários direitos, garantidos em diversas cláusulas do ACT, devido à  greve realizada em fevereiro, que deu força à categoria, à pressão dos sindicatos em mesa de negociação e ao fato dos(as) petroleiros (as) terem rejeitado massivamente a outra contraproposta, considerada um acinte.

Pontos positivos e decisivos para fechar o ACT

O Conselho Deliberativo da FUP indicou a aceitação da terceira contraproposta (já havia indicado a rejeição das outras duas) que teve avanços em relação à última apresentada pela direção da estatal. O ponto decisivo para a definição do indicativo de aceitação foi a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no Acordo Coletivo de Trabalho, com garantia de emprego até 31 de agosto de 2022, o que significa que por dois anos não haverá demissão sem justa causa.

Para o Coordenador Geral da FUP, Deyvid Bacelar, “a garantia do emprego é de suma importância no atual momento conjuntural. É bom lembrar que o Tribunal Superior do Trabalho já tem decisão no sentido de permitir demissão em empresas públicas sem justa causa.

Em relação à AMS, Bacelar ressalta que não adianta ter direito adquirido sem o regramento do plano de saúde no ACT, pois a estatal ficará livre para oferecer o que quiser e da forma que quiser, “assim perderemos muito mais”. Para o coordenador é lógico que ninguém está satisfeito com a mudança nas tabelas – ampliando a participação dos beneficiários em 40% agora e 50% para janeiro de 2022, se a GGPAR não cair, mas é isso ou algo muito pior, lembrando que  a ampliação na participação está ocorrendo em todas as empresas estatais.

Veja abaixo partes principais da contraproposta

  • ACT válido por 2 anos para todas as empresas do Sistema – periodicidade do Acordo será até 31 de agosto de 2022, mantendo a íntegra do atual ACT na Petrobrás e subsidiárias.
  • Garantia de emprego – a Petrobrás se compromete a não realizar demissões sem justa causa durante a vigência do Acordo Coletivo, ou seja, até 31 de agosto de 2022.
  • Teletrabalho – criação de um GT paritário para acompanhar o teletrabalho no Sistema Petrobras. Desde o início de agosto, a FUP vem discutindo com os gestores da empresa propostas de regramento do trabalho remoto. Só com regras definidas de forma coletiva conseguiremos atender às principais reivindicações dos trabalhadores, dando previsibilidade e segurança à categoria, não só durante a pandemia, como nos momentos seguintes. O regramento é de suma importância, pois o trabalho remoto já vem sendo exercido por mais de 20 mil petroleiros e petroleiras em todo o Brasil e é uma das ferramentas que poderá manter os trabalhadores nas bases que estão sendo desmobilizadas pela gestão do Sistema Petrobrás.
  • Benefício Farmácia – 16.800 beneficiários situados nas três primeiras faixas de renda serão isentos de desconto e terão o subsídio integral dos medicamentos adquiridos.
  • Reajuste salarial – a empresa mantém o reajuste zero em 2020 e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021.
  • Reajuste do vale refeição/alimentação – correção integral pelo INPC em setembro de 2020 e em setembro de 2021.
    Manutenção da Gratificação de Campo Terrestre – a gestão volta atrás na proposta anterior de acabar com a gratificação.
    Dobradinha/feriado do turno – está mantido o pagamento das horas extras dos feriados trabalhados, conforme previsto no atual ACT (01 de janeiro, Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 15 de novembro e 25 de dezembro). A proposta original da gestão da empresa era de extinguir esse direito.
  • HE troca de turno – a Petrobrás assume o compromisso de retomar a discussão com os sindicatos sobre a medição do tempo de passagem de serviço nas unidades operacionais.
  • Banco de horas – a gestão se compromete a retomar a negociação do regramento do banco de horas, após o fechamento do ACT.
  • SMS – a gestão mantém as cláusulas do capítulo sobre Saúde, Meio Ambiente e Segurança, que já consta no ACT. A proposta anterior era de restringir o acesso dos dirigentes sindicais aos locais de acidentes de trabalho e às inspeções oficiais.
  • PLR – a empresa se compromete a iniciar a negociação do regramento do pagamento da PLR 2021 imediatamente após o fechamento do ACT.
  • AMS continua no ACT – uma das principais conquistas é a manutenção de todo o regramento da assistência médica no Acordo Coletivo de Trabalho por mais dois anos. Apesar das resoluções 22 e 23 da CGPAR, que obrigam as empresas estatais a alteraram os planos de saúde até o final de 2021, a AMS está protegida pelo ACT até 31 de agosto de 2022, preservando o benefício para mais de 280 mil usuários, inclusive aposentados e pensionistas sem Petros. Em relação ao reajuste do Grande Risco, a empresa concordou em alterar a tabela anteriormente proposta, cujos aumentos abusivos chegavam a 1.422%, penalizando os beneficiários com mais idade e menores rendas. Com a nova tabela, os reajustes foram reduzidos a menos da metade dos percentuais anteriormente propostos.
  • Fim do boleto da AMS: Desconto volta a ser no contracheque – a gestão do Sistema Petrobrás finalmente irá acabar com a cobrança da AMS via boletos bancários, garantindo no ACT que os descontos voltem a ser feitos no contracheque, inclusive para os integrantes do PP2, que só tinham a opção dos boletos. Essa é uma luta que as entidades sindicais vinham travando desde abril, quando a empresa alterou a forma de cobrança, prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. Muitos deles chegaram a ficar inadimplentes, por conta desta mudança, correndo o risco de perderem o direito à assistência médica em plena pandemia da covid-19.
  • Relações sindicais – a gestão voltará a praticar o desconto em folha das contribuições assistenciais, respeitando o direito de oposição do trabalhador, mas reduzirá o número de liberações de dirigentes sindicais, tanto para a FUP, quanto para os sindicatos.

Clique aqui para ver o calendário das assembleias

Clique aqui para ver o resultado parcial das assembleias

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[Última atualização às 19h]

Iniciadas segunda-feira, 31, as assembleias nas bases da FUP estão aprovando o indicativo da Conselho Deliberativo de aceitação da última contraproposta de Acordo Coletivo apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás. Até a noite desta quinta-feira, 03, as parciais dos sindicatos que já iniciaram a consulta aos trabalhadores apontavam a aprovação do indicativo da FUP. As assembleias prosseguem até o dia 13 de setembro.

“Está nas nossas mãos a decisão de aprovar nas assembleias um acordo de dois anos que dá a garantia de emprego e da AMS, bem como a manutenção de direitos conquistados com muita luta. Não podemos deixar nas mãos do judiciário o destino da nossa categoria”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. Veja o vídeo: 

Parciais das assembleias iniciadas

O Sindipetro-PE/PB já realizou cinco das seis assembleias do Terminal de Suape e concluiu a consulta aos trabalhadores no gasoduto BR 232, no Terminal de Cabedelo e na base de João Pessoa, na Paraíba. Até o momento, 91% dos trabalhadores consultados aprovaram o ACT. No sábado, 05, será realizada a última assembleia no Terminal de Suape. A consulta prossegue até o dia 08 na Refinaria Abreu e Lima, onde os trabalhadores também estão aprovando o indicativo da FUP.

Na Bahia, as assembleias estão sendo realizadas em modo virtual e presencial desde o dia 31/08. Na Petrobrás Biocombustível, a proposta de ACT já foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores. Na Rlam, Transpetro, campos de produção e demais bases operacionais onde a consulta já foi iniciada, a categoria também está aprovando massivamente o indicativo da FUP. As assembleias prosseguem até o dia 12.

Nas bases do Sindipetro Unificado-SP, a consulta aos trabalhadores começou na quarta, 02, e prossegue até o dia 11. As primeiras assembleias, iniciadas na Recap, Replan, Terminal de São Caetano, Terminal de Ribeirão Preto e Termelétrica Feg, estão aprovando por ampla maioria a proposta de ACT do Sistema Petrobrás.

Nas bases do Paraná e Santa Catarina, as assembleias virtuais também começaram na tarde desta quinta, com aprovação do indicativo da FUP, e prosseguem até o dia 12.

No Espírito Santo, o Sindipetro realiza uma assembleia virtual nesta quinta-feira, 03, à noite.

Os demais sindicatos da FUP darão início às assembleias nos próximos dias. Confira abaixo o calendário dos sindicatos.

Quadro nacional das assembleias

Sindipetro Amazonas – calendário ainda a ser definido

Sindipetro Ceará/Piauí - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Rio Grande do Norte – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Pernambuco/Paraíba – assembleias iniciadas dia 31/08 e prosseguem até o dia 08/09

Sindipetro Bahia - assembleias iniciadas dia 31/08 e prosseguem até o dia 12/09

Sindipetro Espírito Santo – assembleia virtual nesta quinta, 03

Sindipetro Minas Gerais – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias de 09 a 13/09

Sindipetro Norte Fluminense - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Unificado de São Paulo – assembleias iniciadas dia 02 e prosseguem até o dia 11/09

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – assembleias começam nesta quinta, 03, e prosseguem até o dia 12/09

Sindipetro Rio Grande do Sul – assembleias de 08 a 11/09

[FUP | Foto: Rlam/BA]

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Todos os trabalhadores da base do sindicato no Paraná e Santa Catarina, ativos ou aposentados, têm o compromisso democrático com as assembleias. 

 

Elas acontecerão via plataforma virtual Zoom, com as seguintes pautas:  

 

1 – Debate e deliberação quanto ao indicativo da FUP e seus Sindicatos de aceitação da última contraproposta da empresa para ACT 2020/2022;

 

2 – Assuntos gerais.

 

 

Para participar será necessário fazer um cadastro prévio através do WhatsApp nos números: 41 9 8805-2367 (A/C de Liliane) / 41 9 9235 1435 (Simone) ou pelos e-mails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.,  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A mensagem deve conter as seguintes informações: nome, matrícula, unidade, setor, se é ADM ou Turno e qual grupo. 

Na impossibilidade de participar no seu grupo e horário, contatar um dirigente sindical para avaliar outra possibilidade de participação.  

Estabilidade do ACT para barrar o desmonte do Sistema Petrobrás 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ao lado dos representantes dos sindicatos filiados realizaram na última semana diversas reuniões e debates online com os trabalhadores. Após amplo diálogo, se decidiu por indicar a aceitação da última contraproposta apresentada pela atual gestão da Petrobrás.

 Para as entidades de defesa dos trabalhadores petroleiros, diante da atual conjuntura política e econômica do país, o melhor encaminhamento é o fechamento do ACT. O ponto decisivo é a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira e garantia de emprego até 31 de agosto de 2022. Mais informações AQUI

 A participação da categoria nas assembleias virtuais é fundamental. São os trabalhadores, de forma soberana, que escolhem os rumos da negociação coletiva! 

Confira abaixo o calendário e o edital anexado:

[Via Sindipetro-PR/SC]

 

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Entre os dias 19 de agosto e 1 de setembro, trabalhadores da Transpetro – subsidiária integral da Petrobrás responsável pelo transporte e logística de combustíveis – realizaram 24 assembleias com o objetivo de eleger uma nova tabela de turno para cada uma das unidades.

Petroleiros dos terminais de Barueri, Guararema, Guarulhos e São Caetano do Sul puderam votar em uma das nove opções de tabelas de turno de 8 horas e em uma das cinco opções de tabelas de turno de 12 horas. No final, ainda votaram pela preferência entre o turno de 8 ou 12 horas.

“Os trabalhadores tiveram direito a votar tanto nas tabelas de 8 como de 12 horas. Porque mesmo que o trabalhador prefira uma tabela de 8 horas, a maioria dos seus colegas de terminal podem escolher por uma tabela de 12 horas, por exemplo. Com isso, ele tem também tem o direito de escolher a tabela de 12 horas que mais lhe convém, mesmo o turno de 8 horas sendo a sua preferência”, explica Felipe Grubba, trabalhador da Transpetro e diretor do Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP).

No terminal de Barueri, os trabalhadores escolheram a tabela de 12 horas, que recebeu 10 votos contra 3 da tabela de 8 horas, além de 5 abstenções. Entretanto, houve um empate entre a Tabela 13 e a Tabela 14. Na quinta-feira (3), o sindicato realizará uma setorial online para chegar em um consenso sobre uma tabela.

Situação parecida ocorreu no terminal de São Caetano do Sul, mas dessa vez com empate entre aqueles que preferem as tabelas de 8 horas e os que optam pelas tabelas de 12 horas – 9 votos para cada. Do lado da jornada de 8 horas, venceu a Tabela 8. Já para a jornada de 12 horas, a Tabela 13 foi a que recebeu mais votos.

Já no terminal de Guararema, venceu a tabela de 8 horas, que recebeu 10 votos contra 6 da tabela de 12 horas. A Tabela 9 foi a escolhida, com 13 votos. Por fim, no terminal de Guarulhos, a tabela de 12 horas teve 5 votos contra 3 da tabela de 8 horas. A Tabela 10, com cinco votos, foi a escolhida.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Nesta quinta-feira, 03, a live semanal da FUP teve novamente como tema a AMS e o Acordo Coletivo de Trabalho. O diretor da FUP, Paulo César Martin, conduziu o debate, que teve como convidados o assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, a assessora jurídica da FUP, Jessica Caliman, e o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (FENATECT), Emerson Marinho.

Eles explicaram todos os aspectos econômicos, jurídicos e políticos da última contraproposta de Acordo Coletivo da Petrobrás e suas subsidiárias. Também foi apresentado um simulador para orientar os trabalhadores e aposentados sobre como ficarão as suas contribuições com as novas tabelas da AMS.

 Assista a íntegra: 

Publicado em APOSENTADOS

Uma etapa importante na defesa da permanência da Petrobrás no estado acontece na quinta-feira, 3 de setembro, às 10h. Trata-se da Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás. O encontro será via plataforma virtual e poderá ser acompanhado pela TV Assembleia, nas redes sociais oficiais da casa legislativa, além da page do Fórum de Defesa da Petrobrás e do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC).

 Essa audiência é uma ação suprapartidária. Tanto oposição como representantes do governo demonstram interesse em promover o debate. A iniciativa partiu do deputado Professor Lemos (PT), líder da oposição na Alep, que contou com apoio do parlamentar Hussein Bakri, líder governista, que apresentou a solicitação da reunião. 

Participam da audiência o Senador Jean Paul Prates, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, em Brasília, Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC, além do corpo técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), parlamentares de oposição e governistas. 

Paraná em alerta 

O momento é crucial para o povo paranaense, já que o estado corre o risco de perder as três subsidiárias da Petrobrás: Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), ambas em Araucária. 

É um desmonte da estatal e pode decretar o fim das suas atividades. A consequência é a desindustrialização de toda uma cadeia econômica que distribui renda para diversos municípios, através das arrecadações de impostos e royalties, e emprega milhares de famílias. 

Serviço 

Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás

Data: 03 de setembro de 2020

Hora: 10h

Onde assistir:  

TV Assembleia => http://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/tv-assembleia

Youtube => https://www.youtube.com/user/TVSinalAssembleiaPR

Facebook => https://www.facebook.com/assembleialegislativapr/

 Serão responsáveis pelas falas técnicas:

 :: RODRIGO LEAO => Economista e doutorando em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeira (UFRJ). Foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), gerente de planejamento da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). Atualmente é coordenador de pesquisa do  Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

:: CARLA FERREIRA => Socióloga e mestre em Ciências sociais pela Universidade Estadual de Londrina. Foi pesquisadora do Dieese. Atualmente é pesquisadora do Ineep.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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A lista inclui a totalidade ou parte das ações de 53 campos, 39 plataformas, 13 mil quilômetros de gasodutos, 124 postos de gasolina, 12 unidades de geração de eletricidade e oito unidades de processamento de gás natural

[Reportagem de Guilherme Weimann, da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

A pandemia do novo coronavírus e a queda histórica do barril de petróleo não foram suficientes para frear a estratégia de desinvestimento da atual gestão da Petrobrás. Nos seis primeiros meses da covid-19 no país, desde a confirmação do primeiro caso no dia 25 de fevereiro, a estatal colocou à venda ao menos 382 ativos – segundo levantamento exclusivo realizado pela reportagem. 

No setor de exploração e produção, estão na lista 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios, concentrados principalmente na região Nordeste do país.

Já na área de geração de energia elétrica, encontram-se oito termelétricas, dois parques eólicos e duas hidrelétricas, que totalizam 1.311 MW de potência – a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo, tem 14 mil MW de capacidade instalada. Além disso, serão comercializadas outras quatro subestações elétricas, sem maiores especificações.

Também foram colocadas à venda  propriedades fora do território nacional. A estatal anunciou a venda de 100% das ações da Petrobras Colombia Combustibles (Pecoco), que possui 124 estações de serviços (postos de combustíveis), 14 lojas de conveniência e sete terminais de logística (armazenamento).

Da mesma forma, a estatal ofereceu toda sua infraestrutura de transporte de gás natural. O repertório compreende a Gaspetro, que tem participações em 19 distribuidoras locais, e a Nova Transportadora Sudeste (NTS), que, juntas, somam aproximadamente 12 mil quilômetros de gasodutos. Além disso, estão sendo vendidos cinco dutos interligados aos campos de petróleo e gás natural, totalizando 917,1 quilômetros, e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN).

O restante do menu é composto pela Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), três usinas de biodiesel, dois portos, um terminal aquaviário, um aeroporto, um heliporto, um centro médico, duas bases de apoio logístico, quatro estações satélites, 32 estações coletoras, uma estação de coleta e compressora, três estações de injeção de água, duas bases administrativas, um poço de captação de água, 15 geradores de vapor fixos, seis geradores de vapor móveis, um vaporduto de 30 quilômetros, um estoque de materiais das plataformas, um laboratório de derivados, sete estações de tratamento de óleo e a Estação Geofísico Vandemir Ferreira.

Levantamento

O levantamento foi realizado pela reportagem com base em 19 teasers divulgados pela petroleira nesse período. Os teasers se constituem como catálogos endereçados aos potenciais compradores contendo as principais informações de um conjunto de operações.

A soma de 382 ativos engloba apenas o patrimônio à venda especificado nos documentos apresentados pela companhia. Além disso, a pesquisa inseriu indiscriminadamente tanto os ativos de posse integral da Petrobrás (100%), como também os que a estatal possui participações acionárias.

O mecânico da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, e diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), Gustavo Marsaioli, aponta que a quantidade total do patrimônio colocado à venda surpreende até mesmo as pessoas que têm acompanhado e denunciado essa política.

“Até para a gente que acompanha o dia a dia da Petrobrás, olhar esse número é chocante. Eu acredito que a frase do [ministro do Meio Ambiente, Ricardo] Salles, mesmo que seja de outra pasta, serve muito bem para este cenário: ‘aproveitaram para passar a boiada’. Contraditoriamente, um governo que foi eleito pautado no moralismo, aproveita-se de uma pandemia para impor todas essas privatizações e retiradas de direitos”, avalia.

Foco na exploração do pré-sal

Quando ainda integrava o gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em novembro de 2018, Roberto Castello Branco sintetizou o que viria a ser a tônica da sua gestão à frente da estatal petroleira: “O foco da Petrobrás deve ser na aceleração da exploração do pré-sal”.

Um mês e meio após a declaração, no dia 3 de janeiro de 2019, o economista tomava posse como presidente da empresa mais valiosa do Brasil na ocasião. No primeiro ano da sua administração, seguiu à risca sua profecia – as privatizações somaram R$ 67,1 bilhões ao mesmo tempo em que a produção atingiu pela primeira vez a média de 3 milhões de barris diários de óleo.

No cardápio de vendas, os principais ativos foram a totalidade da Transportadora Associada de Gás (TAG), por R$ 34,6 bilhões, e 30% da BR Distribuidora, por R$ 9,6 bilhões – operação que resultou na perda do controle acionário da maior distribuidora de combustíveis do país.

A divulgação do Plano Estratégico para o quinquênio 2020-2024, em novembro de 2019, mostrou que os desinvestimentos se tornariam o carro-chefe da empresa. Neste período, a Petrobrás pretende se desfazer de US$ 20 a US$ 30 bilhões (R$ 107,8 bilhões e R$ 161,7 bilhões, respectivamente) do seu patrimônio, concentrados principalmente no biênio 2020-2021.

Os principais argumentos da atual gestão para manter essa agenda de privatização é a necessidade de diminuir a dívida da Petrobrás, que no segundo trimestre de 2020 ficou em US$ 91,2 bilhões (equivalente a R$ 491,5 bilhões) e a “otimização de portfólio”.

“Eu entendo que essa é uma forma retórica para privatizar, sem afirmar que está privatizando. Ele utiliza essa expressão de ‘otimização de portfólio’ porque a maioria da população brasileira é contra a venda da Petrobrás. Com isso, a companhia vai na contramão mundial, que é exercer o controle verticalizado de toda a cadeia”, opina Marsaioli.

Apenas em 2020, as vendas concluídas da Petrobrás somam US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,39 bilhões).

[Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PE/PB]

Na manhã desta terça-feira (1), as assembleias deliberativas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Sistema Petrobrás foram encerradas no estado da Paraíba, onde a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras aprovaram o indicativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), aceitando a última contraproposta apresentada pela empresa. Já em Pernambuco, as votações continuarão sendo realizadas até o dia 8 de setembro. Até o momento, o índice de aprovação da categoria, em ambos os estados, somam 87%.

As votações tiveram início na manhã da segunda-feira (31). Até o momento, sete das 17 assembleias gerais extraordinárias convocadas pelo Sindipetro já foram realizadas. Os encontros tem respeitado medidas de segurança, como: espaço mínimo de 1,5 m entre cada participante, uso de máscara obrigatório e higienização das mãos com álcool 70%.

Confira abaixo o calendário de assembleias:

1 de Setembro

  • Sede do Sindicato

    • ADM – 18h

2 de Setembro

  • Gasodutor BR 232

    • ADM – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo D – 19h

3 de Setembro

  • Terminal Aquaviário de Suape

    • Grupo B – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • ADM – 7h30

4 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo B – 7h

5 de Setembro

  • Terminal Aquaviário de Suape

    • Grupo A – 7h

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo A – 19h

7 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo E – 7h

8 de Setembro

  • Refinaria Abreu e Lima

    • Grupo C – 19h

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

A FUP realiza nesta terça-feira, 01/09, mais um Encontro com a categoria sobre a contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, após negociação com as entidades sindicais.

Participam do programa os diretores da FUP, Cibele Vieira (Unificado-SP), Mário Dal Zot (Sindipetro-PR/SC), Fátima  Viana (Sindipetro-RN) e Tadeu Porto (Sindipetro-NF), além do assessor jurídico, Normando Rodrigues. 

A Live terá inicio às 18h30, com transmissão pelo canal FUP Brasil no YouTube e pelo perfil da FUP no facebook. 


> Youtube: https://youtu.be/-yhPfgDm20s

> Facebook: https://mla.bs/bad8eee8


Lives anteriores

Na última sexta-feira, 28, em outro Encontro com a categoria, a FUP esclareceu as principais dúvidas dos trabalhadores e aposentados do Sistema Petrobrás sobre a contraproposta negociada com as empresas do Sistema Petrobrás. Veja aqui a íntegra

No dia 26, antes de deliberar sobre o indicativo, a FUP explicou os principais pontos da contraproposta da gestão da empresa, ressaltando a importância de avanços na formalização de um Acordo Coletivo que preserva os direitos históricos dos petroleiros por dois anos, com uma cláusula que impede demissões sem justa causa até agosto de 2022.

No dia 27, os diretores da área de Seguridade da FUP, Paulo César Martin, e Marise Sansão, que também é diretora da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP), explicaram as mudanças na tabela do Grande Risco da AMS e a diferença entre a primeira e a última proposta arrancada na negociação. A live contou também com a participação do assessor econômico da FUP, Cloviomar Cararine, técnico do Dieese.

Após debates com a categoria e reuniões intensas de avaliação e ajustes na proposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, o Conselho Deliberativo da FUP indicou na noite de ontem a aceitação da contraproposta. 

Se você não participou desses debates ao vivo, assista para entender o posicionamento da direção da FUP e esclarecer as dúvidas que tenha sobre a proposta de Acordo Coletivo. As assembleias começam na segunda-feira, 31/08, e prosseguem até o dia 13 de setembro.  Todas as lives podem ser acesadas no canal FUP Brasil no Youtube e na página da federação no Facebook.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

As assembleias para avaliação da última contraproposta de Acordo Coletivo apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás começaram nesta segunda-feira (31/08) nos estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba. Em todas as consultas realizadas pelos sindicatos, os trabalhadores aprovaram o indicativo da FUP de aceitação da proposta.

Na Bahia, a assembleia foi realizada em modo virtual com os trabalhadores da Petrobras Biocombustível, que aprovaram por unanimidade o indicativo da FUP.

Em Pernambuco, as duas primeiras assembleias foram no Terminal Aquaviário de Suape, com os grupos D e Adm, onde a contraproposta foi aprovada por 95% dos trabalhadores.

Na Paraíba, a consulta foi feita aos trabalhadores do administrativo da base de João Pessoa, que também disseram sim ao indicativo da FUP. 

As assembleias prosseguem até o 12 na Bahia e até o dia 08, nas bases do Sindipetro PE/PB. Os demais sindicatos da FUP estão ainda definindo o calendário de assembleias. 

Live da FUP nesta terça

A FUP realiza nesta terça-feira, 01/09, mais um Encontro com a categoria sobre a contraproposta de ACT apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás, após intenso processo de negociação com as entidades sindicais. Participam do programa o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar (Sindipetro-BA), os diretores Cibele Vieira (Unificado-SP), Mário Dal Zot (Sindipetro-PR/SC), Fátima  Viana (Sindipetro-RN) e Tadeu Porto (Sindipetro-NF), além do assessor jurídico, Normando Rodrigues. 

A Live terá inicio às 18h30, com transmissão pelo canal FUP Brasil no YouTube e pelo perfil da FUP no facebook:

Youtube: https://youtu.be/-yhPfgDm20s

Facebook: https://mla.bs/bad8eee8

Principais pontos da contraproposta: