Até o final da tarde desta quarta-feira (25), o Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado) já recebeu a confirmação que seis trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul (SP), da Transpetro, testaram positivo para o novo coronavírus. Outros dois petroleiros são suspeitos.

De acordo com o diretor do Unificado, Felipe Grubba, estes casos demonstram a necessidade de se intensificar as medidas de combate e prevenção à contaminação entre os trabalhadores. “É necessário garantir os testes rápidos do Covid-19, termômetros digitais com infravermelhos e álcool em gel para todos os trabalhadores, sem distinção entre próprios e terceirizados”, afirma.

Até o momento, foram liberados os trabalhadores que se enquadram no grupo de risco (idosos, diabéticos, hipertensos, portadores de insuficiência cardíaca, renal ou doença respiratória crônica). Além disso, foi instaurado o turno de 12 horas e o isolamento de 14 dias de cada grupo de trabalho em suas respectivas casas.

O dirigente sindical elogiou a compra de 600 mil testes de coronavírus anunciados pela Petrobrás, que serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS), todavia cobrou que também sejam priorizados o controle entre a categoria petroleira.

“Essa compra demonstra a importância do caráter público da Petrobrás. Das 50 petrolíferas que atuam no Brasil, a estatal foi a única que colaborou, por exemplo, no combate à poluição ambiental causada pelo vazamento de óleo no Nordeste no final do ano passado. Entretanto, é necessário que também sejam disponibilizados urgentemente testes para os petroleiros, que são responsáveis pela manutenção de serviços essenciais ao país”, recorda Grubba.

Em outubro do ano passado, após vazamento de óleo desconhecido que afetou, principalmente, as praias do Nordeste, a Petrobrás foi acionada pelo governo para contribuir na retirada desses resíduos.

Já neste ano, a Vale, empresa privatizada na década de 1990 e responsável pelo rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho, ambas em Minas Gerais, acionou a Petrobrás para ajudá-la em eventual vazamento de um de seus navios que naufragou próximo ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

Falta de diálogo

Grubba pontua que a única unidade que ainda não recebeu o Unificado para dialogar sobre a crise provocada pelo coronavírus foi a Usina Termoelétrica Nova Piratininga. “É muito ruim, num momento desse, uma unidade não estar disposta a negociar claramente com os representantes dos trabalhadores”, critica.

De acordo com o dirigente, o momento é de unir forças para garantir a segurança e saúde de todos os trabalhadores da Petrobrás, entre próprios e terceirizados.

Canal de denúncia

Para facilitar o diálogo, o recebimento de sugestões e denúncias de possíveis irregularidades, o Sindipetro Unificado criou um e-mail específico nesse período de pandemia. Possíveis aglomerações ou outras irregularidades podem ser informados imediatamente ao sindicato pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Confira abaixo o depoimento completo de Felipe Grubba: 

[Via Sindipetro Unificado de SP]

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Os trabalhadores do Sistema Petrobrás de Santa Catarina deram mais uma demonstração de união e disposição de luta. Na manhã desta quarta-feira (19), petroleiros em greve de várias unidades da empresa participaram de um protesto em frente ao Terminal Transpetro de Biguaçu (Teguaçu), na região metropolitana de Florianópolis.   

A manifestação conseguiu atrair mais adesões ao movimento e mostrou a coragem dos petroleiros catarinenses, que definirem coletivamente que vão seguir firmes na luta e aguardar as orientações da FUP e sindicatos sobre os rumos da greve. “Mesmo com os cortes de salários que já ocorreram, todos estão com a folha de pagamento zerada, com vários descontos, e as cartas com ameaça de demissão sendo entregues nas suas residências, os petroleiros decidiram se manter em luta enquanto aguardam instruções para construir uma saída ou a manutenção da greve”, disse Jordano Zanardi, diretor do Sindipetro PR e SC. 

O ato no Teguaçu é o terceiro que reúne petroleiros de vários terminais durante esta greve. Antes, ocorreram manifestações semelhantes nas unidades da Transpetro de Guaramirim (Temirim) e São Francisco do Sul (Tefran).

Vídeo: Grito de Guerra na Manifestação 

 

[Sindipetro-PR/SC]

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Em meio a uma greve histórica, os petroleiros elegeram mais um representante para o Conselho de Administração do Sistema Petrobrás. Com 63,5% dos votos, Felipe Homero Pontes venceu a eleição para o CA da Transpetro, consolidando no segundo turno uma vitória importantíssima para os trabalhadores.

Com apoio da FUP e de seus sindicatos, ele conquistou 686 votos, vencendo a atual conselheira, Fabiana dos Anjos, que obteve 394 votos.

Durante a greve, os petroleiros já haviam eleito em primeiro turno a geofísica Rosângela Buzanelli para o Conselho de Administração da Petrobrás. Foi a primeira vez que uma representação dos trabalhadores foi eleita em 1º turno.

Técnico de Operação da Transpetro há 13 anos, com passagens pelo Terminal Norte Capixaba (TNC) e Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), ambos no Espírito Santo, Homero Pontes tem como principal pauta a manutenção e fortalecimento da subsidiária, que está sob ameaça de desintegração e privatização. Na sua plataforma de luta, também está a defesa incondicional dos interesses dos trabalhadores.

“Reafirmo o meu compromisso de dialogar de forma próxima de todas as entidades representantes e principalmente da categoria durante todo o meu mandato. Também vou utilizar de todos os recursos possíveis para qualificação técnica do meu mandato para fortalecer a defesa dos empregados da Transpetro e para a luta por uma Petrobrás pública estatal e integrada”, afirma.

Em uma conjuntura tão difícil para a categoria petroleira, a eleição de Homero e Rosângela para os principais fóruns de decisão do Sistema Petrobrás é uma vitória fundamental na luta contra o desmonte da empresa.

A FUP parabeniza a categoria petroleira por essa importante vitória em tempos de enfrentamentos contra as privatizações, demissões e desmonte de direitos.

[FUP]

 

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O petroleiro Felipe Homero Pontes (3000) disputará o segundo turno da eleição para a representação dos trabalhadores no Conselho de Administração da Transpetro. Com o apoio da FUP e de seus sindicatos, ele conquistou 551 votos, o que equivale a 42% dos trabalhadores que participaram da eleição.

A atual conselheira eleita, Fabiana Graça dos Santos, obteve 265 votos, o que representou cerca de 20% dos eleitores.

Ao todo, nove candidatos disputaram o primeiro turno da eleição, que ocorreu entre os dias 16 e 26 de janeiro, com a participação de 1.326 votantes. 

O segundo turno será realizado de 08 a 16 fevereiro.

A FUP parabeniza todos os petroleiros que participaram do processo eleitoral, ressaltando a importância da escolha de um representante que tenha compromissos de classe e uma atuação firme na defesa incondicional da Transpetro integrada ao Sistema Petrobrás. 

Por isso, defendemos a eleição de Homero 3000, Técnico de Operação da Transpetro, com passagens pelo Terminal Norte Capixaba (TNC) e Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), ambos no Espírito Santo.

Bacharel em Engenharia Química e pós-graduado em Investimento e Mercado Financeiro, ele tem 37 anos, 13 deles dedicados à Transpetro. Sua luta é pela manutenção e fortalecimento da subsidiária, que está sob ameaça de desintegração e privatização.

 

Em 2017, Homero (3000) teve sua primeira experiência como candidato ao Conselho da Transpetro, quando ficou em terceiro lugar na disputa.

De lá pra cá, participou ativamente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e como membro da Brigada Petroleira das lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás.

Em recente entrevista ao Sindipetro Unificado de São Paulo, Homero (3000) reforçou seu compromisso com a defesa incondicional da Transpetro como empresa do Sistema Petrobrás e a luta em prol dos interesses dos trabalhadores. Leia aqui

Conheça suas propostas, acessando as páginas da campanha no Instagram e no Facebook

[FUP]

 

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Os trabalhadores da Transpetro têm até domingo, dia 26/01, para escolher seu representante no Conselho de Administração da empresa. A FUP e seus sindicatos apoiam o petroleiro Felipe Homero Pontes, da Transpetro do Espírito Santo, que concorre pelo número 3000.

Bacharel em Engenharia Química e pós-graduado em Investimento e Mercado Financeiro, Homero tem 37 anos, 13 deles dedicados à Transpetro. Sua luta é pela manutenção e fortalecimento da subsidiária, que está sob ameaça de desintegração e privatização.

O Conselho de Administração é o principal fórum de deliberação da empresa, o que faz da vaga dos trabalhadores um importante instrumento de luta contra a privatização da Transpetro. Por isso, é fundamental que os petroleiros elejam um conselheiro que de fato represente os interesses dos trabalhadores e que tenha como eixo o embate contra a desintegração do Sistema Petrobrás.

Homero (3000) é Técnico de Operação, com passagens pelo Terminal Norte Capixaba (TNC) e Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), ambos no Espírito Santo.

Em 2017, ele teve sua primeira experiência como candidato ao Conselho da Transpetro, quando ficou em terceiro lugar na disputa.

De lá pra cá, participou ativamente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e como membro da Brigada Petroleira das lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás.

Em recente entrevista ao Sindipetro Unificado de São Paulo, Homero (3000) reforçou seu compromisso com a defesa incondicional da Transpetro como empresa do Sistema Petrobrás e a luta em prol dos interesses dos trabalhadores. Leia aqui

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Para votar em Homero 3000, acesse o site http://cael.petrobras.com.br/. É só fazer o login e votar no candidato que te representará na Transpetro.

[FUP]

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O ato promovido pelo Sindipetro Bahia, nesta terça-feira, às 7h, no Trevo da Resistência, contou com a participação de centenas de trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM) e Transpetro, além de diversas entidades vizinhas da refinaria. O ato foi marcado pelo protesto contra a visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, uma das interessadas na compra da RLAM, além da falta de pagamento da multa recisória de 181 trabalhadores terceirizados da HXS.

“Nós, trabalhadores da Petrobras, estamos aqui mais uma vez mostrando disposição para luta, dando um recado claro de que não vamos aceitar a privatização da Petrobras, nem mesmo da nossa RLAM”, afirma Jairo Batista, coordenador geral do Sindipetro Bahia.

Presente no ato, o candidato ao Conselho de Administração da Petrobrás, Felipe Homero Pontes, que é apoiado pelo Sindipetro Bahia, classificou a intenção de privatização da Petrobras e da RLAM como um crime de Lesa-pátria.

“Isso de fato vai trazer um malefício para a região, aonde a empresa que pode vir a comprar, mas que não vamos deixar, vai se concentrar apenas no lucro e não na independência energética, na soberania, na empregabilidade e na política de conteúdo local tanto nacional, quanto regional”, comenta.

O diretor da FUP, Deivid Bacelar, fez um balanço do ato e disse que a presença da categoria fez com que a manifestação fosse significativa.

“Nós resistiremos até as últimas consequências para evitar que a RLAM, que é a primeira da Petrobras no Brasil, seja entregue a outros países. Não faz sentido algum, um governo que se diz patriota, entregar para outros países, uma empresa tão estratégica para o Brasil”.

Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia motiva a categoria após o ato.

“Cabe aos trabalhadores da Petrobras resistirem a essa conjuntura adversa e enfrentar tanto a direção da Petrobras, quanto ao governo, que tem adotado medidas e posturas anti-trabalhador, anti-povo e anti-soberania. O povo brasileiro precisa entender que esse é um momento de unidade e de luta para garantir os nossos direitos e garantir que as empresas públicas continuem a atender os interesses da nação”, conclui.

Também estiveram presentes: Siticcan, Associação de Pescadores, Aquicultores e Marisqueiras de São Francisco do Conde e região da Bahia, Associação de Pescadores, Marisqueiras, Psicutores e Maricultores de Madre de Deus, Sindipetro NF, Sindipetro Unificado Paulista, Sindipetro Espírito Santo, Sindipetro Caxias.

[Via Sindipetro Bahia]

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O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) , filiado a CUT, organiza para essa terça-feira (14), às 7h,  um ato, no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria à Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM),localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

O ato em conjunto com diversas associações de moradores, pescadores e entidades diversas das cidades vizinhas à RLAM é em protesto à visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, que estará acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Mubadala é uma das petroleiras interessadas na compra da RLAM e as instalações da Transpetro na Bahia.

"O objetivo do ato é dar o recado à direção da Petrobras e ao governo de Jair Bolsonaro, que avançam em mais uma etapa para privatizar a segunda maior refinaria do Brasil, que inclusive, neste ano, completa 70 anos", afirma Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia.

Desde 2016 que a diretoria do Sindipetro Bahia vem denunciando a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km.

Esse é o segundo bloco de refinarias colocado à venda pela Petrobras, e o Sindipetro se posiciona contra ao desmonte da estatal. A venda dos ativos da Petrobras é uma das prioridades do governo Bolsonaro, o que significa um total desinvestimento e risco para o país, causando o aumento de pessoas que ficarão desempregadas e sujeitas a condições precárias de trabalho.

RLAM

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia.

Atualmente, cerca de 870 trabalhadores concursados trabalham na refinaria e outros 1.200 terceirizados atuam no local

Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. Esse ato é para dar um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

[Via Sindipetro-BA]

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Quem faz o alerta da chamada dessa matéria é o Técnico de Operação Pleno, bacharel em Engenharia Química e pós-graduado em Investimento e Mercado Financeiro, Felipe Homero Pontes, de 37 anos, 13 anos dedicados à Transpetro. Homero é candidato para o Conselho de Administração da empresa, cuja eleição começa neste dia 16 e vai até 26 de janeiro.

Nesta entrevista, ele fala de suas propostas para o CA, de sua visão de empresa e da luta que irá travar contra a privatização e vendas de ativo.

Confira, a seguir, as opiniões do candidato e não deixe de votar. 

Por que você decidiu se candidatar ao CA?

Homero – Eu vejo no trabalho do conselheiro a necessidade da defesa firme dos interesses da classe trabalhadora pois essa é uma cadeira muito importante, apesar de ser apenas uma [os trabalhadores só têm direito a um acento no Conselho de Administração], a contrapartida de poder se posicionar e apresentar projetos é de suma importância. Quando me vi com os pré-requisitos essenciais para poder assumir, eu disse: vou encarar essa. Outro motivo foi porque eu passei por algumas situações de emoção muito à flor da pele. 

De que tipo, por exemplo?

Homero – Eu vi dois companheiros morrerem afogados na minha frente, isso me sensibilizou muito, quero trabalhar para não deixar isso acontecer nunca mais ou conseguir minimizar ao máximo as ocorrências fatais, a política de SMS é uma prioridade, esse conjunto de ocorrências me incentivou a me candidatar do Conselho. 

O Sistema Petrobrás está em um momento muito delicado, com a Transpetro na mira direta da privatização. O que um conselheiro, apenas uma única voz, pode fazer?

Homero – A gente precisa utilizar o arcabouço de informações que tem dentro do Conselho para poder elaborar projetos, ideias. O CA é uma instância política, são cadeiras indicadas pela empresa e uma cadeira para os trabalhadores, então no voto a gente sempre vai perder, mas definitivamente quando se falar em política de SMS, privatização, em desintegração do Sistema Petrobrás não tem consenso. Eu acredito que um conselheiro alinhado com os interesses da força de trabalho tem como se antecipar a algumas atitudes e estratégias, obviamente respeitando os limites e o termo de confidencialidade que o conselheiro assina.

Paralelamente a isso, eu tenho compromissos firmados com assessorias de extrema qualidade, o Ineep, o Dieese e a Advocacia Garcez. Junto com o Paulo César, que é consultor dessa advocacia, elaborei um estudo técnico sobre a importância da Transpetro para a Petrobrás e para o Brasil. Estou disponibilizando esse estudo durante a campanha para consulta de toda a força de trabalho. 

Como você está divulgando esse estudo?

Homero – Eu vou a uma unidade, faço o debate e entrego uma cópia do estudo nos setores, para consulta coletiva e depois disponibilizo de forma eletrônica para todos os grupos, para os sindicatos, que por sua vez distribuem para as suas bases. O Paulo César escreveu um livro mostrando a importância do refino para a Petrobrás. Eu venho com outro trabalho, em dupla com ele, em que mostramos a importância da Transpetro para a Petrobrás e para o país. Esses dois trabalhos formam um manifesto em defesa da soberania do país. Essas são as principais linhas estratégicas que vou seguir. 

Você falou em alinhamento com a força de trabalho. Como pretende fazer essa ligação, se comunicar com os trabalhadores?

Homero – Primeiro, ter uma boa assessoria de imprensa; depois, minha ideia é criar um comitê permanente com lideranças regionais, não necessariamente sindicais, com competência técnica para me auxiliar e encaminhar as demandas regionais. Terceiro é a criação de um grupo formado por conselheiros de outras estatais para poder tratar de estratégias de âmbito geral, como, por exemplo, essa desproporcional correlação de forças dentro dos conselhos.

Deveria ser paritária?

Homero – Sim, nós temos apenas uma cadeira, para se fazer um debate técnico equilibrado, o número de conselheiros indicados pela empresa e pelo governo tem de ser igual à representação dos trabalhadores.

Outra linha que esse comitê de conselheiros vai poder pensar é na questão de pautas trabalhistas e previdenciárias; atualmente, o conselheiro eleito não participa dessas discussões sob o argumento de conflito de interesses. Por essa lógica, os demais conselheiros também não poderiam debater causas mercadológicas, pois conflita com os interesses privados de conselheiros vindos do mercado. Eu não que tirá-los desse debate, eu quero incluir os representantes dos trabalhadores nos debates trabalhista e previdenciário. Isso envolve mudanças na legislação. 

E como você pretende desenvolver, especificamente, articulações com o conselheiro da Petrobrás, que hoje é o Danilo Silva, mas poderá ser outro?

Homero – Quero usar o arcabouço técnico das assessorias, junto com a experiência do Danilo, ou do próximo conselheiro. Eu vou dialogar com todos sem distinção, respeito muito o Danilo, um cara com uma formação incrível, já participei de reuniões com ele, temos afinidade nas questões que envolvem a Petrobrás e a Transpetro, porque se existe uma bandeira que nos une que é a Petrobrás estatal e integrada. 

E como manter essa integração em vista das ameaças da atual conjuntura?

Homero – Nesse estudo técnico que elaborei mostro que privatizar a Petrobrás e a Transpetro é um processo ilegal, que fere a lei do petróleo (9478), que criou a Transpetro. Ora, se a empresa foi criada por força de lei, o governo só pode abrir mão do controle se o artigo 65 dessa lei for revogado. Isso se chama paralelismo formal.

Outra questão que abordo é sobre a lei 9491, que criou o Programa Nacional de Desestatização. A lei estabelece um rito jurídico para a privatização. Mas o artigo 3 da lei diz que está vedada a privatização do Banco do Brasil, da CEF, e das atividades do Sistema Petrobrás elencadas no artigo 177 da Constituição Federal, que são, entre outros, o refino e o transporte. Ou seja, a lei de desestatização proíbe a privatização do refino e da logística. A empresa cria métodos alternativos, que não estão claramente estabelecidos na lei, para privatizar de outra forma. Como conselheiro quero mostrar essa ilegalidade e usar do arsenal jurídico da assessoria para combater a privatização. 

O que aconteceria com uma Transpetro privatizada?

Homero – Veja, a Transpetro não tem ativo, no decorrer dos governos, a empresa não assumiu a propriedade dos ativos, ou seja, os dutos e os terminais não são da Transpetro, o que é da companhia é a força de trabalho, esse é o maior bem da empresa. Agora, vende-se o ativo, que não é da Transpetro, o dinheiro dessa venda ilegal vai para o caixa da Petrobrás, aí uma nova empresa privada passa a assumir a propriedade do ativo sendo operado pela Transpetro, e essa empresa pode chegar e falar… 

Bye, bye, Transpetro, seu preço está alto, não quero mais…

Homero – Exatamente. A Transpetro se torna uma empresa que vai participar de concessões, deixar de ser a promotora do desenvolvimento e passar a ser e empresa que vai competir com outras empresas para prestar um serviço. 

E, teoricamente, quem comprar a refinaria pode determinar em quais locais é lucrativo levar os dutos.

Homero – É isso mesmo. Nessa lógica dá para dizer que a Transpetro “salva” a Petrobrás. Hoje, o mercado de importação de combustíveis não está pior, ou seja a Petrobrás não perdeu uma parcela maior de mercado por causa da Transpetro, se o país tivesse um monte de terminais privados, a Petrobrás teria perdido muito mais do que já perdeu. Aí vem a diretoria da Transpetro e diz que se a Petrobrás quer diminuir de tamanho o problema é dela, nós vamos continuar crescendo. Mas crescendo como sem os ativos? 

O Sistema é integrado, não tem como privatizar o refino sem atingir a Transpetro.

Homero – Claro! Se a malha logística não está com a Transpetro, a empresa se torna refém. Só que os compradores também sabem que só ter o refino não é interessante, eles querem black Friday todo dia. Diante dessa política de desinvestimento, com um governo entreguista, não comprometido com a soberania, deixando o mercado financeiro e o de capitais precificar o país a Transpetro pode ser desintegrada. 

Nesse cenário crítico, um conselheiro pode tentar fazer esse diálogo com a sociedade e os trabalhadores.

Homero – Exato, principalmente com a sociedade. Temos o dever de demonstrar a importância do Sistema Petrobrás para o desenvolvimento do país, a necessidade da presença do estado em regiões remotas, a necessidade da soberania energética, da capacidade de geração de empregos que a Petrobrás possui. Não defender a Petrobrás e a Transpetro agora é comprometer o futuro desta e das próximas gerações.

[Entrevista concedida ao jornalista Norian Segatto]

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De 16 a 26 de janeiro, os petroleiros terão a oportunidade de eleger um novo representante para o Conselho de Administração da Transpetro. A FUP e seus sindicatos estão apoiando o petroleiro Felipe Homero Pontes, da Transpetro do Espírito Santo, cuja chapa é a de número 3000.

Homero tem 37 anos e é Técnico de Operação Pl. na Transpetro, com passagens no Terminal Norte Capixaba (TNC) e no Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR).

Ele ingressou no Sistema Petrobrás em 2006 e em 2017 teve sua primeira experiência como candidato ao Conselho de Administração da Transpetro. Ficou em terceiro lugar na disputa.

De lá pra cá, participou ativamente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás e como membro da Brigada Petroleira das lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás.

Homero é formado em Operação e Produção de Petróleo e Gás pelo SENAI de Campos dos Goytacazes, bacharel em Engenharia Química pela Fundação São João Batista, Aracruz e pós-graduado em Investimento e Mercado Financeiro pela FUCAPE/ES.

Conheça suas propostas para a Transpetro, acessando as páginas da campanha no Instagram e no Facebook 

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A vida de um conceituado engenheiro, com mais de dez anos de empresa, se transformou em um inferno após uma acusação sem precedentes da Transpetro. Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pela UFSCar, ele trabalhou lotado no Terminal de São Caetano do Sul, entre 2007 e 2012 e, depois, até 2018 no Edisp 2, quando foi transferido para o Rio de Janeiro.

Até então sua carreira profissional ia muito bem, com grande futuro na empresa. No entanto, após um evento em que participava, foi chamado e recebeu a perturbadora notícia: estava demitido por justa causa! Motivo: durante um treinamento em empresa externa, no qual ele foi convidado a participar, a Transpetro alegou que a retirada de uma cápsula de café à disposição para uso de todos configuraria furto.

Na época, o Sindipetro Unificado produziu uma matéria denunciando o abuso e a incongruência entre o fato e a punição, agravado pelo fato de não haver evidência alguma de furto. Segundo o trabalhador, as cápsulas de café foram consumidas em uma reunião na própria empresa. O Sindipetro RJ, onde o engenheiro passou a ser lotado, entrou com ação na Justiça e em agosto deste ano, o desembargador Marcelo Freire Gonçalves, da 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho, proferiu a sentença inocentando o trabalhador.

Em seu despacho, Gonçalves afirma que “a tese da reclamada desafia a inteligência e o bom senso. Não se traduz em falta grave e nem em motivo justificável para aplicação da pena máxima o fato de o autor, em um workshop, em sua primeira semana de trabalho no RJ, ter se dirigido poucas vezes (4 vezes em 3 dias, pelos vídeos juntados) à mesa do café ou à cafeteria/copa da empresa em que realizava o treinamento e ter pego algumas cápsulas de café livres e disponíveis para o consumo de todos”. E completa: “O verdadeiro prejuízo foi causado pelos superiores do reclamante, que perderam o tempo da empresa e atrasaram as atividades específicas para as quais o reclamante havia sido indicado”. Segundo a compreensão do juiz e de qualquer pessoa de razoável bom senso, o ato jamais poderia ter sido caracterizado como furto, visto que as cápsulas de café estavam à disposição de todos e havia várias máquinas de café espalhadas no local para consumo a qualquer momento.

O TRT mandou a Transpetro reintegrar o engenheiro ao trabalho, mas o prejuízo moral é irreparável. A justiça foi feita. Nunca tenha receio de lutar pelos seus direitos. O Sindicato está aqui para ajudar.

[Via Sindipetro Unificado SP/Por Norian Segatto]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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