A venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) ao grupo Atem por US$ 189,5 milhões mobilizou a categoria petroleira a realizarem ato de protesto na manhã desta sexta-feira (03/09) em defesa da refinaria. A venda da Reman e o histórico do grupo comprador comprovam o que o Sindipetro-AM, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e demais sindipetros filiados vêm alertando: o monopólio regional privado, que sem concorrência, irá beneficiar os interesses privados.

O ato teve a presença de movimentos sindicais e sociais, parlamentares do Amazonas, dos diretores e do coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, e também dos coordenadores dos sindipetros de Minas Gerais, Norte Fluminense e Unificado de São Paulo.

O coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro destaca que a venda não foi finalizada e os atos continuam sendo necessários. “Nós realizamos nosso ato em defesa da Reman e da Petrobrás no Amazonas. Nossa refinaria ainda não foi vendida - o que aconteceu foi um pré-contrato, temos até o próximo ano para lutar. Então, nosso sindicato está atuando para evitar que a venda seja, de fato, realizada”.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, destacou que a Petrobrás é da população brasileira e exerce função social, desde sua criação a partir da campanha “O Petróleo é Nosso” e demais lutas da categoria ao decorrer dos anos.“A Petrobrás não é apenas da categoria petroleira, a Petrobras é da sociedade brasileira e vem sendo defendida desde a criação dessa grande empresa pública”.

Bacelar também destacou as lutas da categoria ao decorrer dos anos contra o desmonte do Sistema Petrobrás. “Fizemos greve para discutir a Petrobrás como queremos e desejamos: a Petrobrás como empresa pública, indutora da economia nacional, do desenvolvimento social e regional. Fizemos greve em momentos distintos mobilizando a categoria contra o desmonte. Não podemos baixar as cabeças e acreditar no que a gestão entreguista da Petrobrás diz”.

Apesar das ações intransigentes da gestão da Reman aplicadas contra os trabalhadores, principalmente os sindicalizados, houve atraso de turno na refinaria. Os trabalhadores permaneceram ativos durante o ato que iniciou por volta das 6h30 e terminou às 9h, com a entrada dos trabalhadores.

Com o processo de venda da Reman que também demonstra o seguimento do plano entreguista, atos de paralisação também ocorreram em outras bases da Petrobrás. Houve mobilização na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná, na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco e na Refinaria de Capuava (Recap) em São Paulo.

Venda da Reman 

A Petrobrás anunciou a venda da Reman ao grupo Atem no último dia 25 de agosto. Segundo pesquisas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), o preço de venda é 70% abaixo do valor de mercado.

A venda da Reman, a segunda refinaria do Sistema Petrobrás a ser vendida, marca a saída total da Petrobrás do Amazonas e a continuidade do processo de venda das demais refinarias à venda no Brasil a preço de banana impactando trabalhadores e a população.

[Da imprensa do Sindipetro AM]

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A manhã desta sexta-feira, 03, foi marcada por atos e protestos em várias bases da FUP contra a privatização da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas. Um grande ato nacional em frente à refinaria, em Manaus, contou com a participação de dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados, que denunciaram os prejuízos decorrentes das privatizações no Sistema Petrobrás, cujas subsidiárias, refinarias, campos de petróleo, plataformas, terminais, usinas termelétricas e de biodíesel, entre outros ativos, estão sendo entregues a preço de banana às empresas estrangeiras e concorrentes da estatal.

A venda Reman, anunciada no último dia 25 pela Petrobrás, após aprovação do Conselho de Administração da empresa, assim como a venda Refinaria Landulpho Alves (Rlam), foi feita com preços muito abaixo do valor de mercado da refinaria. Estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) aponta que a Refinaria de Manaus foi vendida pela Petrobrás à Atem Distribuidora, principal concorrente da estatal na região, por 70% do seu valor. Segundo o Ineep, a Reman "está avaliada com um valor mínimo, pelo câmbio mais elevado deste ano, de US$ 279 milhões, quando o valor negociado pela estatal com o potencial comprador foi de US$ 189 milhões".

Como a FUP vem alertando, com base em estudos e apreceres de diversas entidades e órgãos de fiscalização, as privatizações em curso de refinarias, além de causar prejuízos financeiros para a Petrobrás e impactar economicante os estados e municípios que estão sendo abandonados pela estatal, criarão monopólios regionais privados, que irão comprometer o abastecimento e aumentar ainda mais os preços já abusivos dos combustíveis. 

Ato na Reman

O ato ralizado em frente à Refinaria de Manaus teve a presença de movimentos sindicais e sociais, parlamentares do Amazonas, dos diretores e do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, e também de dirigentes e coordenadores dos sindipetros de Minas Gerais, Norte Fluminense e Unificado de São Paulo e do Sindiquímica Paraná.

O coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro destaca que a venda não foi finalizada e os atos continuam sendo necessários. “Nós realizamos nosso ato em defesa da Reman e da Petrobrás no Amazonas. Nossa refinaria ainda não foi vendida - o que aconteceu foi um pré-contrato, temos até o próximo ano para lutar. Então, nosso sindicato está atuando para evitar que a venda seja, de fato, realizada”.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, destacou que a Petrobrás é da população brasileira e exerce função social, desde sua criação a partir da campanha “O Petróleo é Nosso” e demais lutas da categoria ao decorrer dos anos.“A Petrobrás não é apenas da categoria petroleira, a Petrobras é da sociedade brasileira e vem sendo defendida desde a criação dessa grande empresa pública”.

Bacelar também destacou as lutas da categoria ao decorrer dos anos contra o desmonte do Sistema Petrobrás. “Fizemos greve para discutir a Petrobrás como queremos e desejamos: a Petrobrás como empresa pública, indutora da economia nacional, do desenvolvimento social e regional. Fizemos greve em momentos distintos mobilizando a categoria contra o desmonte. Não podemos baixar as cabeças e acreditar no que a gestão entreguista da Petrobrás diz”.

Atos regionais

Os impactos das privatizações foram novamente denunciados nos atos desta sexta, nas mobilizações realizadas na Repar e na SIX, no Paraná, na Recap, em Mauá (SP) e na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teve a venda suspensa pela Petrobrás, após mobilizações e ações judiciais impetradas pela FUP e sindicatos. 

Na SIX, o Sindipetro PR e SC realizou um trancaço de duas horas  e distribuiu um panfleto denunciando as negociações suspeitas que envolvem o processo de privatização da unidade (leia aqui).

VEJA FOTOS ABAIXO:

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[Da imprensa da FUP e da imprensa do Sindipetro AM]

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Depois de vender a Reman e um terminal, que atendem o Norte do país, a Petrobrás anunciou a venda de duas usinas termelétricas em Manaus, acelerando o processo de retirada de investimentos estratégicos que a empresa tem na região

[Imprensa da FUP, com informações do jornal A Crítica e do blog de Rosângela Buzanelli | Foto: Divulgação]

A Petrobrás informou que vendeu na última sexta-feira (27) a subsidiária que controla duas usinas térmicas no Amazonas. A estatal se desfez da totalidade de sua participação acionária de 93,7% na Breitener para a Ceiba Energy LP. O processo de venda começou no primeiro semestre do ano passado.

A Breitener Tambaqui S.A. e a Breitener Jaraqui S.A. são proprietárias das termelétricas Tambaqui e Jaraqui, localizadas em Manaus, com capacidade instalada de 155,8 MW e 156,7 MW, respectivamente.

O valor da venda é de R$ 304 milhões, sendo R$ 251 milhões a serem pagos em seu fechamento, sujeito aos ajustes previstos no contrato, e R$ 53 milhões em pagamento atrelado à remuneração futura da Breitener na venda de energia.


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Segundo nota da representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, a negociação foi aprovada pelo CA na mesma reunião que autorizou a venda da Reman, no último dia 25, com voto contrário da conselheira.

"As duas usinas, que geram energia a partir de gás natural e possuem capacidade contratada com a Amazonas Energia, estão sendo vendidas em meio à pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Um cenário que traz à tona o temor de enfrentarmos novamente o racionamento de energia e até mesmo os apagões, que vivenciamos há duas décadas", ressaltou Rosângela.

"Mas o principal motivo que me fez votar contra é que a venda da Breitener e, por conseguinte das duas usinas, é mais um passo dado rumo à consolidação da desintegração e saída da Petrobrás da região Norte do nosso país. Um fato lamentável e triste para a companhia e todo o povo brasileiro", afirmou a representante dos trabalhadores.

Eleição do CA

Na sexta-feira, 27,  houve nova eleição de oito membros do Conselho de Administração da Petrobrás, mas nada mudou no colegiado. "Os minoritários não obtiveram êxito na estratégia de ampliar o número de cadeiras. O resultado terminou igual ao da assembleia em abril, com a eleição de apenas um representante dos minoritários, Marcelo Gasparino, o mesmo que havia sido eleito anteriormente e renunciado ao cargo, gerando toda essa confusão e forçando um novo pleito eleitoral do CA", informou Rosângela Buzanelli.

Dessa forma, o Conselho se mantém com 11 membros, sendo sete indicados pelo governo federal, três representando os minoritários e um eleito pelos trabalhadores da Petrobrás.


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Estudo do Ineep comprova que Petrobrás vendeu Reman por 70% do seu valor

Venda da Reman é mais um crime contra a população, com prejuízos para a Petrobrás e o país


 

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Em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas chama atenção para o histórico comprometedor do grupo Atem, que comprou a Reman por 70% de seu valor, conforme estudo divulgado pelo Ineep

[Da imprensa do Sindipetro AM]

A Petrobrás anunciou na noite de quarta-feira (25) a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a Refinaria de Manaus, para o Grupo Atem por US$ 189,5 milhões. O anúncio marca a saída total da Petrobrás do Amazonas. E o histórico do grupo comprador comprova algo que o Sindipetro-AM vem alertando: risco do monopólio privado regional, sem concorrência devido aos interesses privados e aumento dos preços de combustíveis.  

O Grupo Atem possui a única distribuidora de combustíveis no Amazonas, após a privatização da BR Distribuidora e seria uma das principais concorrentes da Petrobrás no Estado. Além disso, o grupo lucra com as privatizações no Estado: os dois irmãos sócios formam o grupo Atem, responsáveis por arrematar em leilão a Eletrobrás no Amazonas e em Roraima em 2018.  Porém, em dezembro de 2020, a Atem vendeu a participação nas distribuidoras de energia para a sócia majoritária Oliveira Energia para “expandir investimentos em combustíveis'', conforme reportagem publicada no portal de notícias Amazonas Atual. 

De acordo com a reportagem, o presidente da distribuidora e um dos irmãos sócios, o Naidson Atem, afirmou que a saída da Amazonas Energia era expandir os negócios de combustíveis com "O objetivo de fortalecer a marca e consolidar nossa rede de  postos no Norte do País”. O anúncio da Atem foi realizado um ano após a Petrobrás anunciar o teaser da Reman.  

Grupo Atem tem histórico de crimes  

Atuando há 20 anos no mercado de combustíveis no Amazonas, o Grupo Atem, que também comprou o terminal de armazenamento da Reman, já foi denunciado por crimes ambientais e acumula investigações envolvendo irregularidades em contratos licitatórios, esquemas de cartel em postos de gasolina em Manaus e foi o estopim sobre o fim da isenção fiscal para distribuição de combustíveis.  

Na ocasião, a Atem foi denunciada por ser beneficiada de uma decisão judicial de 2018 que garantia a isenção do recolhimento de PIS e Cofins na importação de combustíveis, benefício que as demais distribuidoras nacionais não possuem. A liminar permitiu que a Atem importasse diesel e gasolina para se beneficiar dentro da Zona Franca de Manaus (ZFM), mas o volume de importação era superior ao consumo da ZFM.  

Em março de 2020, o grupo foi denunciado pela Promotoria de Justiça Ambiental de Santarém pela prática de crimes ambientais a construção de instalação portuária de base de distribuição de combustíveis na região do lago do Maicá. A denúncia destaca que “Apresentaram dois pedidos de licenciamento na mesma área, quando, na verdade, camuflaram os impactos e riscos do empreendimento como um todo". 

Conforme reportagem publicada pela revista VEJA em 2018, a Atem foi alvo de investigação do Ministério Público por irregularidades nos contratos, firmados sem licitação com a Eletrobras. A própria Petrobrás, junto com demais fornecedoras de combustível, acusou a Atem de receber generosas isenções fiscais do governo do Amazonas para atuar em parceria com a Eletrobras.  

Em 2011, os donos da Atem foram condenados por formação de cartel em postos de gasolina em Manaus e um deles chegou a ser preso. As investigações resultaram na condenação dos sócios. Ainda de acordo com a reportagem da VEJA, o grupo também é investigado em Roraima por repasse de dinheiro para a família do ex-senador Romero Jucá - conhecido como o “maior inimigo dos povos indígenas do Brasil”. 

CONSTRUÍDA PELA FORÇA DO TRABALHO  

Segunda refinaria do Sistema Petrobrás a ser vendida pelo Governo Bolsonaro, a Refinaria de Manaus foi incorporada ao Sistema Petrobrás na década de 70 quando passou a ser chamada de Refinaria Isaac Sabbá - Reman. Inaugurada na década de 60 como Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam), a refinaria foi construída por trabalhadores que depois passaram a pertencer à categoria petroleira e até hoje se orgulham da história da Reman no Amazonas e a luta sindical.  

A saída da Petrobrás no Amazonas é um crime de lesa pátria, marca os desinvestimentos no Amazonas e vai contra o principal objetivo e sonho dos responsáveis pela construção e permanência da Reman: contribuir para a economia no Amazonas e beneficiar a população amazonense. 

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Em nota assinada pelos pesquisadores Eduardo Costa Pinto, Henrique Jager, Rafael Rodrigues da Costa e Rodrigo Leão, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) aponta que a Refinaria de Manaus (Reman) foi vendida pela Petrobrás à Atem Distribuidora, principal concorrente da estatal na região, por 70% do seu valor. A venda da refinaria foi anunciada pela Petrobrás no último dia 25, após o Conselho de Administração autorizar a negociata. 

De acordo com o estudo realizado pelo Ineep, a Reman "está avaliada com um valor mínimo, pelo câmbio mais elevado deste ano, de US$ 279 milhões, quando o valor negociado pela estatal com o potencial comprador foi de US$ 189 milhões".

Como a FUP vem alertando, com base em estudos e apreceres de diversas entidades e órgãos de fiscalização, as privatizações em curso de refinarias, além de causar prejuízos financeiros para a Petrobrás e impactar economicante os estados e municípios que estão sendo abandonados pela estatal, criarão monopólios regionais privados, que irão comprometer o abastecimento e aumentar ainda mais os preços já abusivos dos combustíveis. 

Nesta sexta-feira, 27, o Sindipetro Amazonas realizou mobilização, alertando os trabalhadores e a população de Manaus sobre o que está em jogo com a venda da Reman. Veja abaixo: 

Veja a íntegra da nota do Ineep sobre a subvalorização do preço da Reman, vendida pela Petrobrás por 70% do seu valor:

Os dados revelam que a Reman tem um potencial importante de geração de caixa futura, o que, pelas premissas que achamos adequadas, pode estar sendo subvalorizada nesse momento de venda. 

Para realizar o valor da Reman, o Ineep utilizou o método do Fluxo de Caixa Descontado (FCD), que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa, projetando-os para futuro. Do resultado, são descontadas: taxa que reflete o risco do negócio, despesas de capital (investimento em capital fixo) e necessidade adicionais de giro. 

Este fluxo de caixa é calculado tanto para a empresa como para o acionista. Trata-se de um modelo de cálculo que apresenta o maior rigor técnico e conceitual, sendo, por isso, o mais indicado e adotado na avaliação de empresas.

Cenários da Reman

O estudo se baseia em dois cenários, considerando um piso cambial de US$ 5,15 e um pico de US$ 5,83. Essa faixa foi adotada em função da alta volatilidade cambial da economia brasileira no cenário de negociação do ativo. A partir desses dois cenários, e baseando-se nesses piso e pico cambial, o estudo conclui que a refinaria pode valer de US$ 279 milhões a US$ 365 milhões. 

No entanto, como a Petrobras não apresenta valores “isolados” de cada refinaria, para estimar as receitas e despesas da Reman o Ineep fez um “rateio” dos dados disponibilizados pela empresa. Ou seja, esse valor pode variar, dependendo das despesas efetivas da refinaria. 

Em relação às receitas do Reman, foram levadas em conta a produção dos derivados da refinaria, a capacidade de produção, entre outras informações. Também foi utilizado o valor das exportações de derivados do estado do Amazonas para se chegar a um número aproximado para a exportação dos derivados da refinaria. Já para o cálculo das despesas da carga fresca processada utilizou-se um preço médio do Brent. 

Já em relação às despesas, o Ineep realizou o “rateio” para Reman, a partir dos dados disponíveis de custo de produção e refino, bem como das despesas administrativas. Com essas informações, o instituto utilizou dois cenários possíveis. Para o primeiro, trabalha com a manutenção das despesas atuais para os próximos anos. No segundo, prevê 75% das despesas de vendas da refinaria do cenário base para o cálculo do seu fluxo de caixa livre. 

Comunicação Ineep

[Foto: Agência Petrobras]

 

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Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, explica por que votou contra a venda da Refinaria de Manaus. "A venda da Reman significa entregar o refino de petróleo e toda uma logística de armazenamento e distribuição não apenas ao monopólio privado, mas à principal concorrente da Petrobrás na região. É a desintegração da empresa no Norte do país, para sua saída definitiva", afirmou. Leia a nota da conselheira:

[Do blog de Rosângela Buzanelli]

Nesta quarta-feira, 25 de agosto de 2021, o Conselho de Administração da Petrobrás aprovou, por maioria, com meu voto contrário, a assinatura do contrato de compra e venda da Refinaria Issac Sabbá, a Reman localizada em Manaus.

Construída pelo industrial Isaac Benayon Sabbá e inaugurada em 1957 por Juscelino Kubtscheck, ela foi estatizada na década de 70.

A Reman, com capacidade de processar 46 mil barris por dia de petróleo nacional, por decisão interna da companhia, trabalha atualmente com um fator médio de Utilização Efetivo (FUE) 69,13%.

A unidade produz grande diversidade de produtos e responde por cerca de 50% do abastecimento da região Norte, atendendo também os estados do Maranhão e Ceará. Atuando de forma integrada, recebe óleo e gás e do Polo de Urucu e é autossuficiente em energia. Possui tancagem com capacidade de 129.770 m³ para petróleo e de 258.537 m³ para derivados.

A produção da Reman e seus ativos logísticos são fundamentais para a competitividade da Petrobrás nesse setor, que representa 5% do mercado nacional
Um complexo integrado e valoroso construído com muito esforço ao longo de décadas pelo povo brasileiro e para o povo brasileiro.

A venda da Reman significa entregar o refino de petróleo e toda uma logística de armazenamento e distribuição não apenas ao monopólio privado, mas à principal concorrente da Petrobrás na região. É a desintegração da empresa no Norte do país, para sua saída definitiva.

A Petrobrás foi criada pelo governo brasileiro a partir da campanha “O petróleo é nosso” para garantir a produção e abastecimento de petróleo e derivados em todo o território nacional.

A política atual de privatizações de ativos estratégicos e rentáveis, baseada no “pilar” de maximização do retorno do investimento e dos lucros, desintegra e apequena a Petrobrás, reduzindo suas atividades tanto na diversificação quanto geograficamente, o que escancara o divórcio do atual governo e da gestão da companhia, com os princípios que fundaram a empresa, com o compromisso com o país e a sociedade brasileira.

O tamanho da Petrobrás é o tamanho do Brasil, não dos lucros almejados pelos investidores.

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A gestão bolsonarista da Petrobras anunciou na noite desta quarta-feira, 25, a venda da Refinaria Isaac Sabá, de Manaus (Reman), junto com o terminal de armazenamento. A privatização é mais um crime contra a população, que já vem sendo penalizada com preços abusivos dos combustíveis, por conta de uma política de gestão que prioriza o lucro dos acionistas privados, sem qualquer preocupação com o consumidor.

A refinaria foi adquirida pela empresa Ream Participações, dos mesmos donos da Atem Distribuidora, em um processo sem transparência, que chegou a ser denunciado pelo Sindipetro Amazonas, através de uma Ação Civil Pública impetrada junto os sindicatos de taxistas e de mototaxistas de Manaus.

Como a FUP vem alertando, as vendas da Reman e da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, criarão monopólios regionais privados, que comprometem o abastecimento das regiões Norte e Nordeste, o que significará preços ainda mais caros para os combustíveis. O litro da gasolina já é vendido por mais de R$ 7 na região e vai disparar com a privatização das refinarias e terminais. 

Vale lembrar que o Tribunal de Contas da União (TCU) reiterou em relatório recente uma preocupação já explicitada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no ano passado: a ausência de uma regulação para um mercado de refino com vários agentes causa sérios riscos de desabastecimento. Ou seja, além de pagar mais, a população pode até mesmo ficar sem os derivados.

A saída da Petrobrás do Norte e do Nordeste também terá impactos econômicos pesados para os municípios e estados, aumentando o desemprego e a miséria. “A gestão da Petrobrás, a mando da política entreguista de Bolsonaro e Paulo Guedes, entrega de bandeja um ativo de suma importância para o abastecimento da região Norte e também para seu desenvolvimento econômico e social. A população de Manaus, do Amazonas e de cidades e estados abastecidos pela Reman vão estar nas mãos de um agente privado, que irá impor preços e sequer terá obrigação de oferecer produtos”, explica Marcus Ribeiro, diretor do Sindipetro Amazonas.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, chama atenção para as arbitrariedades em torno da venda da Reman, feita às escusas e com preços abaixo do valor de mercado. “Novamente vemos um ativo de suma importância para a Petrobrás, para o país e, em particular para a região Norte, entregue a preço de banana, assim como ocorreu com a Rlam, na Bahia", afirmou, lembrando que a venda das refinarias causa prejuízos a todo o país. "É uma forma da gestão da Petrobrás impor na marra o Preço de Paridade de Importação (PPI) como uma política de Estado e, assim, favorecer ainda mais o mercado”, alerta Deyvid.

[Imprensa da FUP]

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Já foram vendidas usinas eólicas, 104 campos de petróleo e gás natural e ativos de petroquímica, fertilizantes e energia elétrica. Com isso, houve redução de 65% dos trabalhadores próprios e 48% dos terceirizados, e há tendência de piora nesses índices com a venda de cinco refinarias

[Da assessoria de comunicação da FUP | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

A estratégia da gestão da Petrobrás de vender ativos para se concentrar nas atividades de exploração e produção no pré-sal já deixou marcas nas economias das regiões Norte e Nordeste, com perda de emprego e de renda. É o que mostra estudo do economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado a pedido da Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

De um total de US$ 36 bilhões contabilizados pela Petrobrás com a venda de ativos a partir de 2016, US$ 5,4 bilhões (15%) originaram-se dos desinvestimentos nas regiões Norte e Nordeste (ver lista abaixo). Estes valores vieram da venda de diferentes negócios: campos de produção de óleo e gás, em bacias terrestres e marítimas; usinas termelétricas; unidades petroquímicas e de fertilizantes; gasodutos; além das quatro usinas eólicas do parque de Mangue Seco, no Rio Grande do Norte. 

A venda de ativos no Norte e no Nordeste é muito representativa, pois significa que a Petrobrás está vendendo praticamente todos os seus ativos nessas regiões. Ou seja, o que está ocorrendo é a saída da maior companhia do Brasil controlada pelo governo das duas regiões. E isso vem gerando consequências dramáticas diante da crise socioeconômica provocada pela pandemia de Covid-19. 

“Somente nos estados do Norte e Nordeste já foram vendidos 104 campos de petróleo e gás natural e estão à venda outras 81 áreas”, diz Cararine. O economista ressalta que a Petrobrás sempre vendeu e comprou ativos e que isso faz parte da estratégia de qualquer empresa, mas não com essa velocidade e com argumentos falsos, que farão com que a Petrobrás deixe de ser uma empresa integrada e nacional. 

A estratégia resultou em desemprego e redução de receita gerada pelas atividades nessas regiões. De 2013 a 2020, houve redução de 65% no número de trabalhadores próprios da Petrobrás nas regiões Norte e Nordeste, enquanto no Sudeste a queda foi de 26%. Quando se trata de trabalhadores terceirizados, houve perda de mais de 22 mil empregos, uma redução de 48%. “A perda de empregos é um dos impactos mais perversos do processo de privatização da Petrobrás”, destaca Cararine. 

PRIVATIZAÇÃO NÃO AUMENTA INVESTIMENTOS E EMPREGOS

Das nove refinarias colocadas na lista de privatização da Petrobrás, cinco estão nas regiões Norte e Nordeste. Uma delas é a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, vendida a preço aviltado para o fundo árabe Mubadala. A operação ainda não foi concluída e é alvo de processos na Justiça e em outras instâncias, acrescenta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

Bacelar lembrou que a Petrobrás fez investimentos de US$ 23 bilhões na ampliação de refinarias, em unidades de hidrotratamento (HDT) de diesel e de gasolina. “Somente na RLAM, foram investidos R$ 6 bilhões, e agora ela está sendo vendida a preço de banana, por US$ 1,65 bilhão”. 

Bacelar contesta o discurso do governo federal de que a venda de ativos da Petrobrás irá estimular investimentos e gerar empregos. Para ele, o que está ocorrendo é simplesmente a transferência de patrimônio público nacional para a iniciativa privada – que investe e emprega menos que as estatais. 

“Não se aumenta investimentos vendendo o que já temos. Não somos contrários a investimentos privados, mas queremos que eles construam novos ativos no país. Privatizar empresas e ativos públicos é trocar seis por cinco, já que os agentes privados investem menos e empregam menos. É uma mentira que a venda de ativos aumenta investimentos e empregos. O campo de Riacho do Forquilha, no Rio Grande do Norte, por exemplo, empregava 750 trabalhadores, entre próprios e terceirizados da Petrobrás, e esse número caiu para 400 pessoas depois da privatização, reduzindo a massa salarial e a geração de riqueza e renda das economias locais.” 

SAÍDA DAS RENOVÁVEIS VAI NA CONTRAMÃO DAS PETROLEIRAS MUNDIAIS

Coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), William Nozaki reforça a crítica ao processo de desmonte da Petrobrás no Norte e Nordeste questionando a saída da empresa da área de fontes renováveis de energia. Além da venda das usinas eólicas do Rio Grande do Norte, a Petrobrás está saindo da produção de biodiesel, com a venda da Petrobrás Biocombustível (PBio). A unidade da PBio de Quixadá, no Ceará, já foi paralisada. 

Para Nozaki, ao vender ativos de energias renováveis para acelerar a produção do petróleo, a Petrobrás vai na contramão de outras grandes petroleiras mundiais. ”De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), mais de 60% dos investimentos em energias renováveis são feitos pela indústria petrolífera. E a Petrobras, na contramão das grandes empresas, tem se desfeito de seus ativos”, observa. 

 Fonte: Ineep

Novamente, a equivocada decisão empresarial da gestão da Petrobrás penaliza o Nordeste. A região lidera os índices de vento e radiação solar em todo o país, potencial que poderia ser explorado pela petroleira com investimentos em energia eólica e solar. 

Além de estimular o desenvolvimento econômico e social no Nordeste com o investimento em fontes renováveis, a Petrobrás poderia colaborar na garantia de oferta de energia elétrica para o país, que está prestes a sofrer um racionamento por causa da crise hídrica.

 

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A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta segunda-feira (28) para discutir os impactos econômicos e sociais da privatização da Petrobras nas regiões Norte e Nordeste. O debate conta com participação de representantes da FUP, do Sindipetro AM, do INEEP e do Dieese, que irão detalhar as prejuízos e consequências da retirada de investimentos da empresa nestas regiões. Acompanhe abaixo a transmissão ao vivo pela TV Câmara

A Petrobrás está privatizando quase todos os seus ativos no Norte e Nordeste do país, o que significa a retirada da empresa destas regiões. Todas as refinarias do Norte e Nordeste estão sendo vendidas, a começar pela RLAM, na Bahia, que já foi entregue ao Mubadala, um fundo de investimentos dos Emirados Árabes. Na lista de venda estão ainda a REMAN (Amazonas), a Clara Camarão (Rio Grande do Norte), a Abreu e Lima (Pernambuco) e a LUBNOR (Ceará), que, assim como a RLAM, estão sendo privatizadas com toda a infraestrutura logística, incluindo oleodutos e terminais.

Além disso, a Petrobrás já se desfez de cerca de 200 áreas de produção e eploração de petróleo que tinha no Norte e Nordeste, desativou, vendeu e alugou usinas térmicas, usinas eólicas, usinas de biocombustíveis e fábricas de fertilizantes, além de ter privatizado toda a rede de gasodutos do Nordeste. 

Confira a lista dos convidados que participam da audiência:

Deyvid Souza Bacelar da Silva, Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros - FUP

Marcus Ribeiro, Coordenador Geral do SINDPETRO/AM

William Vella Nozaki, Coordenador Técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - INEEP

Cloviomar Cararine Pereira, representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE

José Mauro Ferreira Coelho, Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia

Rafael Chaves Santos, Gerente Executivo de Estratégia da Petrobrás

Carlos Eduardo Gaba, Secretário Executivo do Consórcio Interestadual para o Desenvolvimento Sustentável do Nordeste

O pedido para a realização da audiência pública foi feito pelos deputados João Daniel (PT-SE), José Ricardo (PT-AM) e Vivi Reis (Psol-PA).

[Imprensa da FUP]

 

 

 

 

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Ação cobra a suspensão do processo de venda da Reman até a realização de audiência pública sobre os impactos da privatização da refinaria para os consmudiores de combustíveis e a economia do estado do Amazonas

[Com informações do Sindipetro-AM e da Advocacia Garcez]

Em resposta à Ação Civil Pública do Sindipetro Amazonas na Justiça Federal do estado contra a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a Petrobrás, por decisão judicial, possui o prazo de 72 horas para manifestar sobre o pedido liminar. A União e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) também devem se manifestar neste prazo. 

A Ação Cível Pública contra a privatização da Reman foi ingressada Sindipetro junto com o Sindicato dos Taxistas (Sintax-AM) e o Sindicato dos Mototaxistas de Manaus (SindMoto), representados pela Advocacia Garcez. As categorias estão entre os mais impactados pelo processo e consequências da privatização. 

De acordo com o escritório Advocacia Garcez, a ação solicita que o processo de privatização seja paralisado. “Na ação pedimos que a privatização seja paralisada até a realização de audiência pública sobre os impactos da privatização para o mercado interno local e um estudo circunstanciado sobre os impactos da saída da Petrobras para o Estado do Amazonas”. 

Privatização da Reman e monopólioprivado regional 

Em estudos realizados pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pelo Instituto de Estudos Estretégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) e também em Nota Técnica realizada por Paulo César, apontam que a venda da Reman irá acarretar monopólio privado devido os ativos de logística e por estar localizada de forma isolada das demais refinarias do Sistema Petrobrás.

Com o monopólio regional, entre as principais consequências para o Amazonas incluem danos à economia do estado e o aumento do preço de combustíveis, que atualmente está em R$ 4,99 na capital e no interior do Amazonas o valor chega a R$7,00 - principalmente em municípios mais distantes da capital. 

O Sindipetro-AM ressalta que o processo de venda da Reman, assim como nas demais refinarias, é realizado de forma unilateral. A Petrobrás e sindipetros, representante dos trabalhadores, não possuem diálogo.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.