O novo gerente da Refinaria Gabriel Passos, Regap, mal chegou e já puniu quatro diretores sindicais em 19 dias. A mais recente ocorreu nesta segunda-feira, dia 26, contra o diretor do Sindipetro/MG Cristiano Almeida, do QP, punido com 20 dias de suspensão.

Dos diretores suspensos, dois são empregados cipistas que foram punidos com alegações relacionadas a condutas exercidas na CIPA, Leonardo Auim e Gustavo Helmold. Os outros dois foram punidos por questões referentes à participação na greve de fevereiro deste ano, Thiago Machado e Cristiano Almeida.

Todas as punições apresentam características semelhantes: argumentações subjetivas, rasas e sem fundamento, processos inquisitórios instalados pela empresa sem garantia de gravação, cópia ou testemunhas.

O ex-gerente Wagner, conhecido pelo seu perfil autoritário e egocêntrico, parece ter passado o bastão para um gestor tão compromissado com o desmonte de nossa empresa quanto ele. Ou seja, trata-se de mais um capacho dos entreguistas.

Enquanto esses caixeiros viajantes travestidos de gerentes tentam minar a categoria para a facilitar a venda, o nosso papel segue sendo o mesmo: resistir e defender a Petrobrás.

Segundo o coordenador do Sinipetro/MG, Alexandre Finamori, “querem enfraquecer a resistência contra a privatizações, mas seguiremos denunciando a postura bolsonarista da gestão da empresa e lutando pela reversão de todas as punições políticas. Não nos intimidarão”, afirma.

[Via Sindipetro-MG]

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FUP repudia ações antissindicais da Petrobrás contra os trabalhadores da Regap, onde quatro dirigentes sindicais foram punidos em um intervalo de 20 dias. Objetivo é tentar intimidar a categoria para que não resista às privatizações

Cristiano Almeida, técnico de laboratório da Regap, é o mais recente caso de punição na refinaria de Minas Gerais. Diretor do Sindipetro-MG, ele recebeu suspensão de 20 dias, imposta arbitrariamente pela gestão da Petrobrás. Já são quatro diretores sindicais punidos em menos de três semanas. Dois deles são cipistas e foram suspensos sob alegações infundadas, por conta de suas atuações na CIPA. Os outros dois receberam punições por conta da greve de fevereiro, ou seja, oito meses após terem participado do movimento.

Com argumentações subjetivas, rasas e sem fundamento, as denúncias vindas da gerência geral foram seguidas de processos inquisitórios instaurados pela empresa. Os empregados não puderam gravar, nem ter cópia do relato ou das respostas e muito menos puderam levar testemunhas ou garantir a presença do sindicato.

"O novo gerente geral da Regap, Felipe, segue a mesma linha de perseguição e repressão sobre os trabalhadores, que já vinha sendo aplicada por Wagner, o gestor anterior da refinaria. O que eles não sabem é que esses diretores do Sindipetro MG estão respaldados pela categoria, que já deixou claro que não aceita punição individual, o ônus será coletivo. Assim como os trabalhadores, o sindicato já manifestou apoio jurídico, financeiro e político aos empregados punidos", afirma o coordenador do Sindipetro-MG, Alexandre Finamori.

Está claro para todos que a gerência da Regap quer intimidar os petroleiros e petroleiras, na tentativa de quebrar sua resistência à privatização. A FUP reafirma o que a categoria e o sindicato já avisaram: ataques individuais não derrubam resistências quando são construídas coletivamente. "Querem enfraquecer a resistência contra as privatizações, mas seguiremos denunciando a postura bolsonarista da gestão da Petrobrás e lutando pela reversão de todas as punições políticas. Eles não nos intimidarão", afirma Finamori.

A FUP já está se mobilizando para denunciar mais esse grave ataque contra as organizações sindicais, tanto no Ministério Público do Trabalho, quanto nos órgãos internacionais, como a OIT. As punições contra os trabalhadores da Regap será também um dos pontos de pauta do Conselho Deliberativo da FUP nesta terça-feira, 27. "Esperamos que o RH corporativo da Petrobrás reveja essas punições. A nossa reação será a nível nacional", avisa o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. "Querem calar a nossa voz e nós não iremos admitir isso", afirma.  

[FUP | Foto: Sindipetro-MG]

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O Sindipetro/MG manifesta repúdio à medida tomada pela gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, de punir o diretor sindical Leonardo Auim com 25 dias de suspensão. O sindicato manifesta também apoio ao trabalhador.

A punição se refere ao período em que o petroleiro atuava como representante eleito dos trabalhadores na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Além de ferir a atuação independente da CIPA, a suspensão interfere na atuação de um diretor sindical, em uma clara perseguição política a um representante legítimo da categoria.

Diante da gravidade da situação, todas as providências jurídicas cabíveis estão sendo tomadas neste momento em defesa do petroleiro. De forma a responder a esse ataque, foi iniciada hoje, quinta-feira (8), uma série de mobilizações com a categoria em atos de repúdio contra a punição, na portaria da refinaria.

Além disso, a diretoria do Sindipetro/MG irá mobilizar outros sindicatos, entidades e apoiadores na denúncia política sobre a atitude injusta e arbitrária da gestão da Petrobrás.

Vale destacar que a punição chega dias depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da venda das refinarias, o que torna evidente a intenção da atual gestão da Petrobrás de minar a luta da categoria contra a privatização. Desde a última greve, em fevereiro de 2020, foram diversas perseguições e punições em unidades da estatal, deixando claro que não se trata de um caso isolado em Minas, mas do modus operandi do Governo Bolsonaro para lidar com seus inimigos políticos.

Chega de punições e perseguições!
Pelo cancelamento imediato de todas as punições políticas!

Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG)

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A Campanha Petrobras Fica em Minas estreou bem em terras mineiras. A live de lançamento da plataforma no estado, realizada na noite de segunda-feira, dia 21, contou com a participação de diversos setores da sociedade.

Realizada pelo Comitê Mineiro em Defesa do Sistema Petrobrás, a campanha tem como próximo passo ganhar engajamento no estado. Uma das ações propostas nesse sentido, foi a projeção de imagens da campanha em um prédio público de Belo Horizonte, atraindo a atenção dos moradores da capital.

Na internet, já estão disponíveis no Facebook, Instagram e Twitter o perfil Petrobras Fica em Minas.

O diretor do Sindipetro/MG e integrante do Comitê Mineiro em Defesa do Sistema Petrobras, Guilherme Alves, ressalta a importância da participação do petroleiro e da petroleira nesse processo.

“O balanço do lançamento é positivo. Foi possível trazer para o conhecimento da categoria e da sociedade os prejuízos que podem ser causados pela venda de ativos da Petrobrás. É preciso ressaltar também que os trabalhadores podem se engajar nessa campanha compartilhando post nas redes sociais, com a família e os amigos, para que todos saibam o que está acontecendo”, afirma o diretor.

Apoio
Participaram do evento virtual de lançamento, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás do Congresso Nacional, por meio do deputado federal Rogério Correia, a Frente Parlamentar Mineira em Defesa da Petrobrás da ALMG, representada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira; o engenheiro Guilherme Alves, pelo Comitê Mineiro em Defesa do Sistema Petrobrás; Alexandre Finamori, pelo Sindipetro/MG; Tadeu Porto, da Federação Única dos Petroleiros (FUP); Jairo Nogueira, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Aldiério Florêncio, da Central Sindical e Popular Conlutas, da Central dos Trabalhadores e Trabalhas do Brasil (CTB); Sôniamara Maranho, do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e Paulinha Silva da União Nacional dos Estudantes (UNE).

[Via Sindipetro-MG]

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Nesta segunda-feira, dia 21, será realizado ato político virtual, às 18h, como lançamento da campanha Petrobrás Fica em Minas. A iniciativa é do Comitê Mineiro em Defesa da Petrobrás, composto por várias entidades da sociedade civil e coordenado pelo Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG).

Ao longo da semana, estão previstas ações de intervenções urbana e outros atos simbólicos com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de manter a empresa no estado, mostrando que os mineiros perdem com a privatização da estatal.

A pauta ganhou ainda mais importância diante do julgamento de Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a venda das subsidiárias da Petrobrás, iniciado na sexta-feira, dia 18. A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), está entre as oito unidades que constam no plano de vendas da empresa.

O diretor do Sindipetro/MG e integrante do Comitê Felipe Pinheiro explica que a campanha faz parte de uma articulação nacional, iniciada com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás e está sendo lançada em todos os estados.

“Vamos iniciar essa campanha de redes sociais, articulação política e diálogo com a população mineira para engajar a sociedade contra a saída da Petrobrás em Minas”, afirma o diretor.

Lançamento da campanha Petrobrás Fica em Minas: 

 Participações:

  • Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás (Congresso Nacional);
  • Deputada Estadual Beatriz Cerqueira – Frente Parlamentar Mineira em Defesa da Petrobrás (ALMG);
  • Engenheiro Guilherme Alves – Comitê Mineiro em Defesa do Sistema Petrobrás;
  • Alexandre Finamori – Sindipetro/MG
  • Tadeu Porto – Federação Única dos Petroleiros (FUP)
  • Jairo Nogueira – Central Única dos Trabalhadores (CUT)
  • Aldiério Florêncio – Central Sindical e Popular Conlutas
  • Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
  • Sôniamara Maranho -Movimento de Atingidos por Barragens (MAB)
  • Paulinha Silva – União Nacional dos Estudantes (UNE)

[Via Sindipetro MG]

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No dia em que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) completa 70 anos, petroleiros promovem ato em celebração à data e lançam campanha mostrando à sociedade razões para que a Petrobrás não venda suas refinarias, às vésperas do início do julgamento no STF sobre a legalidade da operação

Na manhã desta quinta-feira (17/9), dia em que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, a primeira refinaria do Brasil, completa 70 anos, petroleiras e petroleiros realizaram o ato “RLAM 70 anos: história, luta e resistência” em frente à entrada principal da unidade, em São Francisco do Conde (BA), para celebrar a data. Simultaneamente, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos lançaram nas redes sociais a campanha “7 razões para a Petrobrás não vender refinarias”, para mostrar à população os riscos associados à privatização dessas unidades.

O ato na RLAM e a campanha nas redes sociais reforçam a campanha #PetrobrásFica, lançada no início de agosto pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás. A movimentação ocorre às vésperas do início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido das mesas do Senado Federal e do Congresso Nacional à corte para impedir que a empresa privatize oito refinarias sem autorização do Poder Legislativo. 

Além da RLAM, a gestão da Petrobrás anunciou a venda de Refap (RS), Repar (PR), SIX (PR), Regap (MG), RNEST (PE), RPCC (RN), Lubnor (CE) e Reman (AM). A RLAM está sendo negociada com o Fundo Mubadala, de Abu Dhabi, enquanto a Repar, segundo informações veiculadas na imprensa, teria atraído o interesse da Raízen, joint venture entre a anglo-holandesa Shell e a brasileira Cosan, e do grupo Ultrapar.

“A Constituição Federal é clara quanto à necessidade de autorização do Congresso Nacional para a venda de estatais. O que a atual gestão da Petrobrás e o governo estão fazendo é criar uma forma de burlar a exigência legal, criando subsidiárias para vender essas refinarias sem a aprovação do Legislativo”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

CAMPANHA MOSTRA RAZÕES PARA NÃO VENDER REFINARIAS

Reforçando as mobilizações jurídica e política, a campanha “7 razões para a Petrobrás não vender suas refinarias”, lançada hoje pela FUP e seus sindicatos, vai levar para as redes sociais informações sobre o prejuízo que a privatização dessas unidades causaria à sociedade brasileira. Com dados baseados em estudos e pesquisas, a campanha mostra, de forma resumida, impactos sobre o bolso do consumidor, emprego e renda, além da perda de arrecadação dos cofres públicos.

“Queremos mostrar às pessoas que a Petrobrás está sendo privatizada ‘aos pedaços’ e que isso é ruim para a economia do Brasil e para as economias locais e regionais. E a população brasileira é contrária à privatização da Petrobrás, como mostram pesquisas de opinião. Por isso, esperamos que essas informações que estamos compartilhando mobilize a população a se unir a nós na campanha ‘PetrobrásFica’”, reforça Bacelar. 

7 RAZÕES PARA A PETROBRÁS NÃO VENDER REFINARIAS

1 - Vender refinarias não garante concorrência, nem preços de combustíveis mais baixos

No mercado brasileiro, uma refinaria não concorre com outra. Cada uma foi instalada em uma região para suprir os mercados locais. Se uma refinaria não concorre com a outra, quem comprar uma refinaria da Petrobrás não precisa se preocupar com concorrência. Vai poder colocar em seus produtos os preços que quiser. Vamos trocar o equilíbrio dos mercados por monopólios privados.

2 - Vender refinarias cria risco de desabastecimento

Quem comprar as refinarias vai poder decidir se vende no Brasil ou exporta sua produção. E vai decidir se produz combustíveis ou usa apenas as instalações de armazenagem. A própria ANP está preocupada com o risco de desabastecimento, porque não existe regulação no país para a situação de diversos agentes no refino.

3 - Vender refinarias pode reduzir a massa salarial dos trabalhadores

A Petrobrás investe mais nos trabalhadores e na geração local de empregos que empresas privadas. A venda das refinarias diminuirá empregos tanto nas unidades como entre fornecedores. Menos empregos, menos renda, menos poder de compra.

4 - Vender refinarias ameaça as economias locais

Se quem comprar a refinaria resolver produzir menos, ou não produzir, vai impactar a cadeia produtiva que gira em torno dessas refinarias. Pequenos e médios comerciantes, prestadores de serviços e outras atividades econômicas podem ser impactadas.

5 - Vender refinarias vai diminuir a arrecadação de estados e municípios

Se a empresa que comprar as refinarias usar petróleo importado haverá impacto na arrecadação de royalties de municípios que tem instalações para transportar o petróleo até as refinarias. Aqui, o risco diz respeito aos royalties de cidades que têm instalações de produção, já que no refino o pagamento de imposto é pela circulação dos derivados.

6 - Vender refinarias vai contra a vontade dos brasileiros, que não querem a privatização da Petrobrás

Pesquisa divulgada na última semana pela Exame apontou que 41% dos brasileiros são contrários à privatização da Petrobrás, ante 28% favoráveis. Esses dados se juntam às pesquisas do Datafolha e da Revista Fórum que mostraram a reprovação da população à venda da empresa.

7 - Vender refinarias vai impactar financeiramente a Petrobrás e reduzir os ganhos de seus acionistas

A privatização “aos pedaços” é prejudicial até mesmo para o acionista da Petrobrás, aquele que investiu suas economias em ações da empresa. Empresas “do poço de petróleo ao posto”, verticalizadas, têm mais valor no mercado. E a Petrobrás está virando uma exportadora de petróleo cru e deixando de agregar valor ao petróleo que ela produz. Com a pandemia de Covid-19, os prejuízos da Petrobrás foram minimizados com o aumento de sua exportação de óleos combustíveis, principalmente bunker para navios. E são as refinarias da empresa que fabricam esses produtos. A RLAM, da Bahia, é uma das maiores produtoras de bunker do país. Se for vendida, isso vai impactar as contas da própria Petrobrás.

FONTES: Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep); Estudo: “Competitividade no mercado de gasolina e diesel no Brasil: uma nova era?” – Departamento de Engenharia Industrial, PUC-Rio; ANP está preocupada com abastecimento de gás de cozinha após venda de refinarias da Petrobrás” – Jornal Estado de SP, 24 de julho de 2020; “Pesquisas Exame/IDEIA (Agosto 2020), Revista Fórum (julho 2020), Datafolha (setembro 2019)

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Após seguidas denúncias do Sindipetro/MG sobre os riscos da redução do número mínimo, na última quinta-feira (6), foi registrada ocorrência de alta gravidade na Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT). O acontecimento escancarou o alto potencial de tragédia quando se opera com menos trabalhadores que o necessário.

 Antes da redução do número mínimo, eram seis operadores no painel e outros seis na área. Após a redução, ficaram somente quatro no painel.

Na emergência da semana passada, durante uma ocorrência operacional de parada das unidades de produção de hidrogênio, um operador da área (gasolina) foi chamado para operar no painel do Diesel 1, que naquele momento contava com mais um operador em treinamento.

Ou seja, além dos quatro trabalhadores previstos no número mínimo, havia mais um em treinamento e outro foi convocado às pressas para ajudar na emergência.

Além de deixar a área desprotegida, ao subir com um operador para o painel, a ocorrência revelou que a redução não atende as exigências de segurança, deixando evidente que o número mínimo ideal de operadores na HDT é seis. Para piorar a situação, as unidades são muito diferentes entre si e os operadores tem conhecimentos diferentes.

Denúncia

Em julho deste ano, o Sindipetro/MG recebeu denúncias feitas pela categoria relatando que a Regap insiste em operar, de forma recorrente, com número de trabalhadores abaixo do mínimo estabelecido.

Em setores como HDT e Unidade de Destilação de Petróleo (DH) houve a redução do número mínimo. Já no setor  de Craqueamento Catalítico Fluidizad0 (CCF) oficialmente não houve redução do número mínimo, mesmo assim as equipes trabalham frequentemente abaixo do número mínimo de segurança.

Alto potencial de risco       

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

O pior cenário de tragédia envolve o Craqueamento Catalítico Fluidizado (CCF), também conhecido como Secra. Uma falha nesse setor pode gerar uma devastação que extrapola a Refinaria, chegado até o bairro Riacho das Pedras em Contagem.

Só o vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H2S) na HDT, pode resultar em uma nuvem tóxica fatal. A contaminação pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Tragédia no Líbano

Com alto potencial de destruição, tragédias desse tipo devastam comunidades inteiras. Na semana anterior, o mundo inteiro acompanhou a repercussão da megaexplosão no porto de Beirute, Líbano. Foram quase 200 mortos, mais de 100 desaparecidos, 6 mil feridos e uma cratera de 43 metros de profundidade, além de altos níveis de poluição liberados na atmosfera.

Diante desse cenário, o Sindicato alerta para o alto potencial de tragédia em caso de falhas na operação da Regap. Por isso, o Sindipetro/MG exige que a gerência da Refinaria aplique o número mínimo seguro.

De acordo com o coordenador Alexandre Finamori, “a economia em postos de trabalho é insignificante perto do risco que correm tanto a força de trabalho quando a comunidade vizinha”, afirma o coordenador.


> Leia também:  A relação do Sistema de Consequências da Petrobrás e a explosão em Beirute


[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) vai retomar o processo de eleição da nova tabela de turno de 8 horas, conforme previsto na mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), após a última greve nacional dos petroleiros.

O processo foi iniciado em março de 2020, mas foi interrompido com a eclosão da pandemia de coronavírus.

A divulgação e a votação on-line das tabelas pré-selecionadas pela categoria mineira ocorrerão até o dia 24 de junho. 

Cada unidade do Sistema Petrobras terá um processo de escolha autônomo, com assembleias específicas para cada uma.

O edital para votação em assembleias on-line será divulgado nos próximos dias.

Abaixo, confira as opções:

Tabelas – Regap

Tabelas – UTE Ibirité

Tabelas – UTE Juiz de Fora

Tabela de 12 horas

Diante do interesse de uma parcela da categoria em uma tabela de 12 horas, o Sindicato se compromete a buscar o diálogo e a negociação com a empresa.

Entretanto, a posição da diretoria do Sindipetro/MG é que seja concluída a eleição da nova tabela de turno de 8 horas para encerrar o processo mediado pelo TST e evitar a possibilidade de retorno da tabela 3×2.

Em reunião com representantes da FUP nessa semana, a empresa negou que haja previsão de retorno da tabela 3×2 no dia 1º de julho.

[Com informações do Sindipetro MG]

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) protocolou denuncia contra a gestão local da Petrobrás no Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta quarta-feira (13). O Sindicato solicitou ao órgão intervenção na garantia de medidas que evitem a propagação do vírus entre os trabalhadores próprios e terceirizados da Refinaria Gabriel Passos (Regap).

A denúncia foi motivada pela confirmação de um trabalhador contaminado por coronavírus, depois de o Sindicato ter recebido a notícia pela própria base na quarta-feira (13). A nova contaminação ocorreu poucos dias após o Sindicato denunciar um outro caso confirmado. Na ocasião, a gerência da empresa não fez o devido isolamento nem disponibilizou testes para todos os trabalhadores que tiveram contato com a pessoa contaminada.

O diretor Alexandre Finamori ressalta que desde o início da pandemia, o Sindicato pede formalmente informações atualizadas sobre os procedimentos de prevenção à Convid-19 adotados na refinaria, mas a empresa se recusa a colaborar. “A gestão da Regap está sendo omissa nos procedimentos de segurança em relação à pandemia”, afirma.

A empresa, sem qualquer negociação com as representações sindicais, tem adotado uma série de medidas ineficazes para proteger os 800 trabalhadores próprios e 1200 terceirizados. Os resultados das tais medidas são insuficientes frente ao avanço do número de casos em suas unidades em todo o país.

Vale lembrar que em Minas Gerais, conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde de Minas Gerais, há 3.733 casos confirmados, dos quais 135 resultaram em óbitos.

Panorama Nacional

Em todo o Brasil, mais de 800 petroleiros próprios da empresa e terceirizados já foram contaminados, segundo o Ministério de Minas e Energia, que no seu cálculo utilizou informação repassada pela própria petroleira. Há ainda 1.642 casos sendo investigados.

[Via Sindipetro-MG]

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O Sindipetro/MG recebeu denúncia por parte da categoria sobre um caso confirmado de Covid-19 entre os trabalhadores. O funcionário em questão é contratado de uma empresa terceirizada que presta serviço no setor do laboratório da Regap.

Segundo as informações recebidas pelo Sindicato, o trabalhador teria sido afastado e o teste para Covid-19 teve resultado positivo. Ainda de acordo com as denúncias, não houve quarentena e nem teste para todos os outros trabalhadores que entraram em contato com o empregado. A situação gerou apreensão entre petroleiros, próprios e terceirizados.

Diante da gravidade da pandemia de coronavírus,  Sindipetro/MG cobra esclarecimentos à gestão da Regap sobre o caso e de informações atualizadas sobre as medidas adotadas para o combate e a prevenção à doença e quantos são os casos suspeitos, confirmados e testados até o momento, dentro da empresa.

De acordo com o diretor Alexandre Finamori, a preocupação do Sindicato está relacionada ao fato de “a Petrobrás ter sido pouco transparente e intransigente com a representação dos sindicatos desde o início da pandemia. Além disso, temos assistido o aumento de casos na Petrobrás, assim como do número total de mortes confirmadas no Brasil”, afirma o diretor.

Nesta quinta-feira (7), foi encaminhado ofício à gerência da Regap com os seguintes questionamentos:

  • O trabalhador em questão realizou o teste? Qual o resultado? Em caso positivo, foi gerada CAT?
  • Os trabalhadores que tiveram contato (próprios e terceirizados) foram afastados? Foram testados?
  • Houve esclarecimento aos trabalhadores da Unidade sobre o caso?

O Sindipetro questiona também os atuais procedimentos adotados em casos suspeitos e sintomáticos, quais setores e quantos trabalhadores estão trabalhando presencialmente e quantos estão em home office ou sobreaviso e quantos são grupo de risco.

Além disso, o Sindicato reitera as solicitações encaminhadas em ofícios anteriores, como a realização de testes em massa e a liberação dos trabalhadores de atividades que não sejam essenciais, com garantia do emprego e sem redução salarial.

Outras unidades

Considerando o crescente número de trabalhadores contaminados no Sistema Petrobras e que o STF decidiu que a Covid-19 é doença ocupacional, serão enviados ofícios semelhantes a todas as unidades operacionais de Minas Gerais. O sindicato reforça ainda o a necessidade de tratar cada caso com gravidade, uma vez que a vida dos trabalhadores, próprios e terceirizados, está em risco.

Os ofícios estão disponíveis abaixo:

Regap:

Ofício 030.2020 – Covid-19 (REGAP)

UTE – Ibirité

Ofício 031.2020 – Covid-19 (UTE Ibirité) (1)

Usina Termelétrica de Juiz de Fora

Ofício 032.2020 – Covid-19 (Usina Termelétrica de Juiz de Fora) (1)

Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro

Ofício 033.2020 – Covid-19 (PBIO – Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro) (1)

[Via Sindipetro-MG]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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