Empresa que comprou campos terrestres no Rio Grande do Norte terá redução de impostos por 10 anos. A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, divulgou nota, criticando as contradições da atual política de privatização da empresa.

"Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?", questiona. Leia a íntegra:

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Ainda nos últimos dias de 2020, recebi perplexa a notícia de que foi concedido um benefício fiscal para a 3R Petroleum, empresa adquiriu o Polo Macau em agosto de 2019, que engloba os campos terrestres de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Valor, “a 3R Petroleum informou que recebeu, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Ministério do Desenvolvimento Regional, a aprovação para enquadramento no benefício fiscal de redução de Imposto de Renda e Adicionais em favor da subsidiária da 3R que controla as operações do Polo Macau, na Bacia Potiguar, no Estado do Rio Grande do Norte.”

Este polo foi vendido em agosto de 2019 pela Petrobrás por US$ 191 milhões. A partir de janeiro deste ano, a 3R Petroleum passa a ter uma redução fixa de 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) pelo prazo de 10 anos.

Mas por que esta notícia deve chocar tanto? Porque a notícia desnuda as “contradições” dos discursos oficiais, quer seja do governo federal, quer seja da atual gestão da Petrobrás.

Os recentes “Planos Estratégicos” da Petrobrás estão concentrando as atividades da companhia para aquelas mais lucrativas, como a exploração e produção no pré-sal da Bacia de Santos, sob a justificativa de que são mais rentáveis para os acionistas, e “desinvestindo” nos campos terrestres e de águas rasas, principalmente, mas não somente. Assim, a gestão da companhia vem divulgando, exaustivamente, que entre os principais motivos da venda de tantas unidades e instalações, está a missão de maximizar o retorno financeiro a seus acionistas, entre eles, o acionista controlador, o Estado brasileiro.

Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?

Na notícia, a 3R informou ainda que o benefício fiscal vai reduzir a alíquota combinada de IRPJ e CSLL (Contribuição Social de Lucro Líquido) de 34% para 15,25% na operação do Polo Macau, ou seja, o Governo Federal abre mão de gorda fatia do IRPJ e da CSLL, que constitui uma das fontes da Previdência Social. Mas essa última conta já foi transferida para a população brasileira através da reforma da Previdência, não é mesmo? Seremos nós a pagar essa conta para financiar os gordos descontos para as empresas privadas.

A conclusão é óbvia demais: a lógica do atual governo é continuar e acentuar a transferência do lucro das empresas públicas e estatais para as empresas privadas, financiar com o dinheiro público gordos descontos às mesmas e distribuir eventuais prejuízos para a população brasileira pagar a conta, reduzindo seu poder aquisitivo e direitos básicos.

Então ficam as perguntas para reflexão: se o polo Macau não vinha sendo lucrativo para o Estado brasileiro, como é possível compreender que o próprio Estado conceda um benefício fiscal federal tão generoso para a empresa privada que recentemente adquiriu este ativo, sobretudo em tempos de crise no Brasil e no mundo? A quem de fato interessa a privatização de empresas públicas e estatais? Quem de fato financia os “incentivos” fiscais através de gordos descontos às empresas privadas?

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Publicado em Sistema Petrobrás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu um ultimato à direção da Petrobrás para que conclua as negociações dos 54 campos de petróleo em terra e em águas rasas, que compõem os Polos de Recôncavo, Miranga, Remanso, Garoupa, Peroá-Cangoá, Merluza e Ceará Mar, até o dia 30/06/2021. Fixou ainda o prazo de 31/12/2021 para a venda dos 15 campos dos polos de Carmópolis, Potiguar e Urucu (que não tiveram sucesso na primeira fase do desinvestimento da estatal). Caso a Petrobrás não consiga vender esses campos no prazo determinado, a ANP deixou claro que pode “iniciar o processo de extinção contratual para os campos sem produção caso conclua que não houve evolução do processo”. Ou seja, o governo Bolsonaro/Guedes, está colocando a “faca no pescoço” da direção da Petrobrás para acelerar o processo de privatização da empresa, mesmo que isso cause prejuízo. Se a venda desses campos de petróleo e gás, já causa um enorme dano a nação, imagine vender esses ativos com pressa, sem esperar a melhor oferta. O valor, com certeza, será abaixo do que vale o ativo. O fato é que está cada vez mais claro que há uma articulação envolvendo o governo federal, a ANP e empresas privadas com o objetivo de acelerar a privatização da Petrobrás. Afinal, se não vender os campos no prazo determinado, a Petrobrás terá de devolvê-los a ANP, que, por sua vez, ficará responsável pela venda. E a Petrobrás não receberá nada em troca. “Isso é uma perversidade. O problema não é porque os campos estão maduros ou têm baixa produção, o que está em jogo é uma decisão governamental de vender a qualquer custo. Mesmo que o campo de Candeias, na Bahia, por exemplo, tivesse o custo de extração de um dólar e o barril estivesse sendo vendido a 40 dólares ( que daria um lucro fabuloso), mesmo assim, o campo de Candeias seria vendido”. Analisa o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa. Para o Coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, “o que está em jogo não é a lucratividade. O objetivo é entregar o patrimônio público e enfraquecer uma das mais importantes empresas públicas para privilegiar o capital privado e em especial o capital internacional. É um projeto de governo, de Bolsonaro e Guedes”. Com esse tipo de decisão politica do governo federal, que não é econômica, financeira e muito menos técnica, como podemos a acreditar no slogan “Brasil acima de tudo..” ? Como o nosso país está acima de tudo se a ação governamental privilegia o capital estrangeiro que não tem identidade, tradição ou preocupação social com o Brasil e os brasileiros? Com o aval de Bolsonaro, essas empresas ganham trânsito livre para especular e ganhar dinheiro com o patrimônio construído com dinheiro público ao longo de décadas. De acordo com a ANP “até o momento, dos 183 campos de terra e águas rasas colocados no processo de desinvestimento original, 100 (55%) campos foram concluídos, 54 (29%) campos encontram-se em fase avançada de negociação com manifestações das empresas, 15 (8%) não tiveram sucesso e foram incluídos em novos polos do projeto de desinvestimento da Petrobras, distribuídos entre os Polos Carmópolis, Potiguar e Urucu, e 14 (8%) estão em processo de devolução (análise para o descomissionamento ou inclusão na Oferta Permanente)”. [Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Agência Brasil]

Publicado em Petrobrás Fica

Com uma mobilização em frente à unidade de Taquipe na manhã dessa terça-feira (22), a direção do Sindipetro Bahia e a categoria petroleira protestaram contra a privatização do campo de Candeias, que foi vendido pelo governo bolsonaro com mais 13 outros campos terrestres de petróleo e gás, localizados na Bahia.

Durante a mobilização, que durou cerca de duas horas, os diretores do Sindipetro conversaram com os trabalhadores explicando os impactos que virão com a venda desses campos, como a demissão. Muitos se mostraram surpresos e apreensivos com a velocidade com que as unidades do Sistema Petrobrás estão sendo vendidas e de como a estatal está sendo privatizada aos pedaços, apesar de toda a luta do Sindipetro Bahia e da FUP para barrar essa privatização.

Os diretores do Sindipetro garantiram que vão continuar lutando para impedir o desmonte total da Petrobrás. Como legitimo representante dos trabalhadores do setor privado, o Sindipetro Bahia, vai procurar a 3R Petroleum (empresa que adquiriu os 14 campos de petróleo e gás da Petrobrás) para garantir as melhores condições, benefícios, salários, assim como a contratação desses trabalhadores que serão demitidos.

Já os trabalhadores diretos (concursados), que são cerca de 40, serão transferidos para outras unidades, já que não podem ser demitidos graças ao Acordo Coletivo de Trabalho assinado pela FUP e os sindicatos, que garante a estabilidade no emprego.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Petrobrás Fica

A noite dessa terça-feira (15) resgatou um importante capítulo na vida de todos os gaúchos. Há dez anos, no dia 13 de dezembro de 2010, os petroleiros venceram a luta pela reincorporação da Refap, que voltava a ser  100% Petrobrás. O ato virtual, organizado pelo Sindipetro-RS, contou a com a participação dos ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra (PT), com os representantes das Frentes Parlamentares Nacional e Estadual, Elvino Bohn Gass e Pepe Vargas (PT), do ex-deputado estadual, Raul Carrion (PCdoB) e do eleito vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas (Psol).  Durante toda a atividade, os participantes reforçaram a nossa atual luta pela permanência da Petrobrás no estado. Com mediação e apresentação do jornalista Juremir Machado, a live pode ser conferida no Facebook (sindipetro.rs) e no canal do Youtube (sindipetrors).

No dia 4 de agosto de 2000, FHC entregava 30% da Refap à empresa argentina Repsol. A partir daí, foram dez anos de desmantelamento e encolhimento da empresa. Um período de demissões e de forte pressão, o que levou trabalhadores ao adoecimento, resultado do estresse, de redução de pessoal e de ataques sofridos pela administração da empresa.    

Fruto de uma decisão política, o processo que resultou na reestatização da Refap iniciou com a eleição do governo Lula, que interrompeu as desenfreadas privatizações que vinham acontecendo desde 1995 pelo governo FHC.

A Luta continua 

Durante a live, Olívio Dutra (PT), então governador do estado, no ano 2000, lembrou da luta do seu governo para tentar barrar a venda da refinaria. A entrega da riqueza brasileira vem se repetindo, com mais intensidade e a passos largos, no governo Bolsonaro: " o estado na visão deles (governo FHC e Bolsonaro) é uma empresa que tem que trabalhar de forma pragmática, como se não existisse o ser humano. O estado é muito mais do que isso. O povo tem que ser sujeito e não objeto da política, para que o povo viva bem. Serviços fundamentais não devem ser privatizados, tudo isso é tentativa de reduzir o estado para a maioria do seu povo e ampliar o interesse de um grupo privado".

Para o ex-governador Tarso Genro, a reincorporação da Refap à Petrobrás, teve um significado extremamente importante na política do estado: "todos nós sabemos que uma estatal desenvolve políticas que contemplam uma totalidade de fatores, na malha produtiva, na arrecadação dos municípios e do próprio estado. Foi uma notícia extraordinária na época, que jamais imaginaríamos que iria se reverter de forma tão calhorda, quando este (atual) governo anunciou o processo de privatização".

Para o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás no RS, o deputado estadual, Pepe Vargas (PT), é necessário debater com a sociedade todos os prejuízos que serão causados com a saída da Petrobrás no estado: "a sociedade não está suficiente esclarecida, este é um assunto que pouco frequenta o noticiário dos grandes veículos. O que existe é uma resistência e uma tentativa de esclarecimento por parte do Sindipetro, pela FUP e por uma parcela de parlamentares. A sociedade ainda não se deu conta de que a privatização vai trazer o aumento no valor do gás e da gasolina. O governador Eduardo Leite poderia ser um porta-voz dos interesses do estado e não se omitir, como vem fazendo, dessa luta.   

O deputado Elvino Bohn Gass (PT), presidente da Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Petrobrás, falou sobre a necessidade da luta para barrar o anúncio de venda Refap: "temos que ter força social e popular, fazer as disputas no parlamento, no  judiciário e em todos os órgãos. Sem pressão externa eu não acredito em mudança. Nesse sentido, temos que mostrar a falácia do argumento de que privatizar a refinaria reduziria o preço de gás e da gasolina. Isso é mentira. Não vão construir novos dutos, não haverá outras refinarias, isso se chama monopólio natural. Esse é o grande debate".

A repercussão completa da Live dos 10 anos da Refap 100% Petrobrás estará na próxima edição do Jornal Papo Direto. Aguarde.  

[Imprensa da FUP]

Publicado em SINDIPETRO-RS

Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

Publicado em Petrobrás Fica

Há 10 anos, um dos piores ataques sofrido pelos petroleiros no governo FHC, finalmente se revertia, após uma década de luta. No dia 13 de dezembro de 2010, foi anunciado a aquisição integral da Refap pela Petrobrás. Fruto de uma decisão política, o processo que resultou na reestatização da Refap iniciou com a eleição do governo Lula, que interrompeu as desenfreadas privatizações que vinham acontecendo desde 1995. Na época, para atender as exigências de uma legislação ambiental que reduzia a quantidade máxima de enxofre nos combustíveis, precisava fazer investimentos, avaliado em R$ 1,6 bilhão, para a construção de uma unidade de hidrotratamento. Pressionados a investir, os espanhóis da Repsol não queriam mais colocar dinheiro na refinaria, o que obrigaria a refinaria parar... 

Esta é uma parte da história que será relembrada na LIVE do dia 15/12, às 19h, que terá a participação de alguns atores daquela época no processo de retorno da Refap ao Sistema Petrobrás e cujo resgate se faz decisivo neste momento, em que a Refinaria está sob grave ameaça de privatização, agora em 100%. Participarão também os deputados responsáveis pelas comissões parlamentares estadual -  Pepe Vargas -  PT-  e Nacional - Elvino Bonh Gass - PT.  A mediação será com o jornalista Juremir Machado. 

A participação dos petroleiros é fundamental! Assista pelo Facebook (sindipetro.rs) ou pelo Youtube: sindipetrors.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em Sistema Petrobrás

A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

Publicado em Sistema Petrobrás

A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) tem o objetivo de alcançar mil cestas e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social de Curitiba e Araucária nos dias 21, 22 e 23 de dezembro. Sua doação é essencial 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Foto: Divulgação]

As ações sociais da ABCP acontecem desde o início da pandemia. Elas são realizadas graças a solidariedade das trabalhadoras e trabalhadores das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. E no momento de agravamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus, a situação de diversas famílias de Curitiba e região se agravou, o que torna a Cesta Esperança ainda mais essencial. 

A cesta custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz. Lembrando que completam o kit solidário os alimentos vindos dos assentamentos do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como alface, acelga, batata doce, repolho e melancia. 

Serão beneficiadas famílias de Curitiba que moram na Portelinha (Santa Quitéria), Vila Santos Andrade (Campo Cumprido) e no Xaxim; e em Araucária na comunidade Santa Cruz. 

Bora fortalecer? 

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

Publicado em Cidadania

Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas lançou nesta sexta, 11, cartilha e estudo internacional com versão em espanhol

[Imprensa da FUP, com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas] 

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, participou nesta sexta-feira, 11, do ato de lançamento de duas publicações elaboradas pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. O material vai dar suporte não só aos trabalhadores e entidades que integram o Comitê, como também às frentes parlamentares e às demais organizações que lutam contra as privatizações e o desmonte do setor público. 

As publicações - uma em português e outra em espanhol - trazem dados e informações relevantes que reforçam a importância das empresas e serviços públicos para a sociedade. Já é possível acessar a íntegra das obras nos links abaixo e no site do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.  

O estudo do Transnational Institute (TNI) apresentado em meados deste ano, que reúne informações sobre mais de 1.400 casos bem-sucedidos de remunicipalização em mais de 2.400 cidades de 58 países ao redor do mundo, foi traduzido para o português - O futuro é público: pela propriedade pública dos serviços público - e tem prefácio assinado pelo presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, e a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, que também participa com o artigo Estado pós-pandemia e as empresas públicas.

A outra obra, já conhecida em português, é a cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos. Originalmente lançada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas em 2019, a publicação na versão em espanhol ganha na introdução trecho da carta elaborada em outubro passado durante o 1º Encontro Internacional em Defesa das Empresas e Serviços Públicos - Fórum das Américas em Defesa dos Empregos, Empresas e Serviços Públicos de Qualidade, que discutiu a organização de entidades e trabalhadores em defesa de empresas e serviços públicos na América Latina.

Confira a íntegra das publicações em:

> Estudo O Futuro é  público: pela propriedade pública dos serviços público  

> Cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos

A versão em português da cartilha Fakes & Fatos também pode ser lida aqui.

Publicado em Petrobrás Fica

Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

Publicado em Petrobrás Fica
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.