Apesar do aumento de 46% do volume processado de petróleo no primeiro semestre na Refinaria de Paulínia (Replan), 115 funcionários terceirizados de apoio ao Laboratório, limpeza e manutenção predial e áreas verdes estão há dois meses sem salários

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

Empresas sem infraestrutura e capital social compatíveis com a licitação, trabalhadores sem salários e, consequentemente, serviços deficitários ou inacabados. Esse cenário já seria preocupante se ocorresse em uma repartição pública, com funções apenas administrativas, mas ele é agravado por ter se tornado cada vez mais recorrente em locais com um elevado grau de periculosidade, como uma refinaria.

Esse é o caso da Refinaria de Paulínia (Replan) – a maior do Sistema Petrobrás –, que processou 10,5 milhões de metros cúbicos nos seis primeiros meses deste ano – um aumento de 46% em comparação com o mesmo período do ano passado –, onde 115 funcionários terceirizados da GM Junger Diamond Company Service Ltda estão sem receber salários há 60 dias.

A empresa capixaba ganhou uma licitação ofertada pela gestão da Replan há pouco mais de dois meses, para garantir os serviços de apoio ao Laboratório, limpeza e manutenção predial e áreas verdes da unidade. Entretanto, passados dois meses do início do contrato, a terceirizada não realizou os pagamentos aos seus contratados.

Além disso, a GM não pagou o refeitório, o transporte e o aluguel do carro responsável pelo deslocamento dos seus funcionários dentro da Replan. Também não forneceu os equipamentos de trabalho necessários às atividades, como materiais de limpeza.


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Diante dessa situação, os próprios trabalhadores procuraram o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), que passou a intermediar as cobranças pela regularização dos seus direitos.

A área responsável pela fiscalização do contrato da Replan relatou que já havia entrado em contato com a empresa terceirizada há vários dias, para que os salários e o trabalho contratado fossem garantidos. Além disso, informou que havia retido parte da verba do contrato até que toda a situação fosse normalizada.

Sindipetro-SP, por sua vez, pediu que esse dinheiro fosse depositado diretamente aos trabalhadores em caráter de urgência, com o objetivo de garantir todos os direitos trabalhistas negados até o momento.

A GM, entretanto, afirmou que conseguiu por meios próprios o montante de dinheiro necessário para quitar todas as pendências financeiras com seus funcionário até, no máximo, a próxima segunda-feira (6).

Mesmo com a promessa, a Replan já está efetuando o rompimento do contrato com a GM e preparando um novo contrato com a empresa que ficou em segundo lugar nas respectivas licitações.

Caso os pagamentos não sejam realizados até a próxima segunda-feira, o jurídico do Sindipetro-SP entrará com uma ação para que a verba retida pela Replan seja destinada ao pagamento de todas as pendências trabalhistas dos funcionários da GM, incluindo multas rescisórias. 

Política de preços

Desde outubro de 2016, sob o comando de Pedro Parente, a Petrobrás passou a adotar um cálculo para a definição dos valores dos combustíveis vendidos pelas suas refinarias chamado preço de paridade de importação (PPI).

O PPI considera quatro elementos centrais na definição dos preços: a variação internacional do barril do petróleo; as cotações do dólar; os custos de transporte; e uma margem imposta pela companhia, que funciona como uma espécie de ‘seguro’ para evitar prejuízos.


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Essa forma de precificação tem elevado constantemente os preços dos combustíveis nos últimos anos. De acordo com dados fornecidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina para os consumidores, por exemplo, ultrapassou a casa dos R$ 7,00 nos estados do Acre e Rio Grande do Sul na última semana.

No Brasil, o preço médio do produto ficou em R$ 5,98 entre os dias 22 e 28 de agosto.

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A direção do Sindipetro Bahia estará no município de Mata de São João neste sábado (4), a partir das 8h, onde dará continuidade à campanha de venda de gás de cozinha a preço justo.

A ação acontece na Rua Aristides Maltez (ao lado do bar de Dedé), no bairro do Caboré, e os interessados devem levar o botijão vazio para a troca.

Serão contemplados apenas os oitenta primeiros moradores do bairro Caboré, que chegarem ao local, levando o recibo de água ou energia para comprovar serem moradores da localidade.

O “bujão” de gás será vendido por R$ 50,00. O restante do valor será subsidiado pela entidade sindical que há cerca de três anos vem desenvolvendo esta campanha em várias cidades da Bahia e bairros de Salvador.

Além de ter um viés solidário para amenizar a difícil situação dos baianos, perante o alto preço do gás de cozinha, da gasolina, dos alimentos e da conta de energia elétrica, a campanha visa denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, no governo Bolsonaro, que atrela os preços dos derivados de petróleo ao dólar, apesar dos custos da sua produção ser em real.

São Brás

No sábado, 28/08, os diretores do Sindipetro estiveram no Distrito de São Brás, em Santo Amaro, onde dezenas de pessoas compareceram à Praça João Damasceno Borges, para participar da campanha. Muitas pessoas relataram que não estão conseguindo comprar o botijão pelo valor que está sendo comercializado atualmente, ultrapassando, em alguns casos os R$ 100,00. Alguns afirmaram ter voltado a cozinhar a lenha, “está tudo muito caro, não dá mais para comprar o bujão”.

Eles festejaram a oportunidade de comprar o produto pelo valor de R$ 50,00 e ouviram atentamente as explicações dadas pelos diretores do sindicato sobre os verdadeiros culpados por preços tão altos: “a culpa é do governo Bolsonaro que não quer mudar a política de preços da Petrobrás”, revelou o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Foram comercializados 70 botijões de gás de cozinha. A Campanha segue para outras localidades, tentando alcançar o maior número possível de pessoas carentes.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Nesta quinta-feira, 02, a FUP, o Sindipetro NF e o Sindipetro Duque de Caxias promovem nova ação do gás de cozinha a preço justo na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Serão vendidos 350 botijões de gás a R$ 50,00 e  doados 350 quilos de feijão, em protesto à declaração do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente chamou de “idiotas” quem defende comprar feijão em vez de fuzil

[Da Assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Daniela Decorso]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias) realizam nesta quinta-feira, 2/9, a partir das 11h, uma nova edição da ação do gás de cozinha a preço justo. Além da venda do produto a preço módico, os petroleiros vão doar um quilo de feijão a cada comprador. 

Desta vez, a promoção irá ocorrer na comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (veja mais detalhes abaixo). Serão 350 botijões de gás vendidos por R$ 50 cada, e 350 quilos de feijão distribuídos. A oferta será feita respeitando as regras dos organismos de saúde para evitar o contágio por Covid-19, com o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e medidas de distanciamento. 

Além do benefício aos compradores, a ação busca dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela gestão da Petrobrás desde outubro de 2016. Essa política considera o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e os custos de importação. E impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina, mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens, num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação. 

Os consumidores, sobretudo os mais pobres, vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da gestão da Petrobrás. Segundo dados da própria empresa, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021. 

“Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e os custos de importação, e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

O tema da ação desta quinta – “Gás e feijão, fuzil não!” – é uma alusão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recentemente chamou de “idiotas” quem dizia ser melhor comprar feijão a comprar fuzil. Isto num país em que quase 20 milhões de pessoas estão passando fome, há quase 15 milhões de desempregados e os preços de produtos essenciais à sobrevivência não param de subir, sem qualquer ação do governo federal para resolver essa tragédia socioeconômica. 

SERVIÇO

Ação do gás de cozinha a preço justo – Gás e feijão, fuzil não! 

DIA: Quinta-feira, 2/9

HORÁRIO: A partir das 11h

LOCAL: Estrada da Carobinha, 470, Campo Grande

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Nesta terça-feira, 31/08, representantes da FUP e de seus sindicatos participaram da reunião trimestral da Comissão de Acompanhamento do Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado em setembro do ano passado e com validade até 31/08 de 2022.

[Da imprensa da FUP | Foto: Flávio Emanuel/Agência Petrobras]

A FUP iniciou a reunião questionando o esvaziamento do caráter público da Petrobrás, com a gestão da empresa sendo conduzida cada vez mais na contramão dos interesses nacionais. Não por acaso, entre 2017 e 2021, o controle estatal da Petrobras foi reduzido em 11% no seu capital social. Os reflexos dessa escolha se evidenciam na política de preços de derivados e nas privatizações que desintegram a empresa, como a recente venda da Reman.  As motivações e os resultados do desmonte estão explícitos no lucro de R$ 42,9 bilhões registrado no segundo trimestre deste ano e da antecipação de R$ 31,6 bilhões de dividendos aos acionistas. A FUP lembrou aos representantes da Petrobrás que R$ 20, 5 bilhões desse montante serão apropriados por acionistas privados, dos quais R$ 12,8 bilhões serão enviados para fora do país, para investidores estrangeiros.

Cifrões conquistados às custas dos preços abusivos dos derivados, que aumentaram 102,9% entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2020. Um tapa na cara dos cidadãos brasileiros, os mais atingidos pelos preços abusivos dos combustíveis e, consequentemente, pelo aumento do custo de vida, em meio a recordes de desemprego e avanço da pobreza, principalmente nos estados e municípios impactados pelas privatizações e desinvestimentos da Petrobrás. Tudo isso em plena pandemia da Covid-19, com milhões de famílias brasileiras destroçadas pelo vírus e pela pobreza.

A FUP também chamou atenção na reunião para os impactos desse desmonte na política de Recursos Humanos da Petrobrás, através do avanço de práticas antissindicais, do esvaziamento dos fóruns de negociação e do descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho. Enquanto a FUP e os sindicatos realizam ações solidárias, com distribuição de cestas básicas e de botijões de gás de cozinha pela metade do preço praticado pelas distribuidoras, a Petrobrás pune, persegue e demite dirigentes sindicais, como fez com o diretor do Sindipetro NF, Alessandro Trindade, demitido por participar destas ações.

Na Fafen-PR, os dirigentes do Sindiquímica Paraná também foram todos demitidos, mesmo exercendo o mandato sindical, o que é ilegal. As perseguições continuaram a ponto de quatro ex-dirigentes do sindicato terem sido sumariamente demitidos da nova empresa onde foram contratados - a Unigel, que arrendou a Fafen-BA – após serem “denunciados” por seu passado sindical.

Principais pontos tratados na reunião:

Fafen-PR

Além das práticas antissindicais e dos prejuízos financeiros que os trabalhadores demitidos vêm amargando em função das perseguições políticas que sofrem, a FUP destacou pontos do Acordo mediado com o TST que não estão sendo cumpridos pela Ansa, subsidiária responsável pela planta. A empresa não está auxiliando os trabalhadores demitidos na busca por realocação, como havia sido acordado, e também continua recusando-se a fornecer cópias das rescisões ao sindicato, conforme garantido por cláusula do ACT. Além disso, mesmo após a Ansa retirar o patrocínio do Plano Petros, os ex-funcionários da Fafen-PR, inclusive os que ainda estão desempregados, são obrigados a pagar taxa de administração enquanto aguardam pelo recebimento do benefício a que têm direito. A FUP cobrou a suspensão imediata das cobranças, ressaltando que, além de imoral, essa cobrança é ilegal, pois a resolução 11, de 2013, do Conselho Nacional de Previdência Complementar determina que as taxas de administração sejam de responsabilidade do patrocinador que se retira do plano. A Petrobras informou que vai entrar em contato com o RH da Ansa.

Retomada do GT do Teletrabalho

Ponto pendente da última reunião da comissão, a retomada das reuniões do GT foi confirmada pela Petrobrás. A empresa apresentou um cronograma de reuniões para dar andamento ao GT, propondo três encontros em setembro e outros três em outubro.  Após, o fechamento dessas seis reuniões, as discussões sobre teletrabalho continuarão como GT passando atuar como uma comissão de negociação permanente, com reuniões periódicas, nos mesmos moldes das demais comissões previstas no ACT. A FUP concordou com a proposta.

Isonomia do pagamento do Auxilio Almoço

Já em relação a esse outro ponto pendente da última reunião da Comissão de Acompanhamento do ACT, não houve avanço.  O RH informou que a gestão da Petrobras mantém o que já vem praticando em relação ao pagamento do VR/VA para os petroleiros de áreas operacionais que estão em teletrabalho, recebendo o benefício com valores reduzidos em relação aos trabalhadores de escritórios. A FUP questionou novamente essa postura da empresa, afirmando que é incompreensível que trabalhadores que estão em teletrabalho integral desde março de 2020 recebam de forma diferente. Não há lógica que explique isso, a não ser a postura ideológica da gestão da Petrobrás de tentar dividir a categoria, discriminando os trabalhadores de unidades operacionais.

Reembolso dos reflexos dos dias parados

Foi cobrada a implementação do reembolso dos descontos efetuados na gratificação de férias dos trabalhadores da Reduc que participaram da greve de fevereiro de 2020, em atendimento a decisão judicial conquistada pelo Sindipetro Caxias, cuja ação anulou os descontos ilegais feitos pela Petrobras e pela Transpetro. A Petrobras informou que está implementando o pagamento de complemento conforme as escalas de férias dos trabalhadores.

Hora extra na troca de turno – HETT

O descumprimento do ACT em relação às HETTs é tema recorrente nas reuniões da Comissão, pois os gerentes locais continuam impondo medições de tempo de acordo com a sua conveniência, como acontece, por exemplo na Reduc, a despeito do que está pactuado e das orientações do próprio RH. No caso dos dirigentes sindicais liberados - que têm por direito a garantia do mandato sindical, sem prejuízo de remuneração - a Petrobrás também vem descumprindo o Acordo, desde o início da pandemia. A empresa nega que tenha orientação para colocar limite ao tempo realizado de fato e se comprometeu a verificar as denúncias e a reorientar o gestor que estiver fazendo isso. Além disso, prometeu retomar as negociações específicas para tratar da HETT.

 Treinamento

A FUP voltou a questionar os treinamentos feitos de forma precária e insegurança, com trabalhadores acumulando diversas tarefas, além da instrução nos locais de trabalho, o que compromete o treinamento. No caso das plataforma, onde o treinamento é feito nos horários de pré-embarque, a Petrobrás não fornece equipamento, obrigando os trabalhadores a usarem celulares e computadores pessoais.  A FUP cobrou que o instrutor atue exclusivamente no treinamento e que a Petrobrás faça um levantamento nacional sobre os problemas pontuados, já que houve um aumento desses treinamentos, devido aos remanejamentos de trabalhadores deslocados de suas unidades de origem, em consequência das privatizações, fechamento e hibernação de unidades.

Parada de manutenção

Novamente, foi cobrado da Petrobrás um Acordo específico para paradas de manutenção. A FUP propôs que seja agendada uma reunião específica para resgatar o que já foi discutido em relação a um acordo nacional de parada de manutenção e buscar como dar continuidade a essa negociação.

Tabelas de turno

A FUP refutou as ameaças aos trabalhadores, com imposição de tabelas e regimes que contrariam o que foi acordado com a categoria, tanto nas unidades de terra, quanto nas plataformas. A Petrobrás informou que a data de retorno às tabelas de turno, prevista para 01/10, ainda está sendo avaliada, mas ressaltou que seguirão “o status quo” do era praticado antes da pandemia. 

Efetivos

Os dirigentes sindicais relataram uma série de problemas decorrentes do grave quadro de falta de efetivos nas unidades do Sistema Petrobras. Nas plataformas da Bacia de Campos, por exemplo, o Sindipetro NF enviou diversos ofícios à empresa, as condições de insegurança nas plataformas, como a necessidade de 13 técnicos de segurança, escalas de trabalho sendo alteradas unilateralmente pelos gestores, acúmulo de horas extras, distorções e descumprimento de orientação da própria empresa no apontamento das horas nas embarcações, entre outros problemas. O RH se comprometeu a analisar os ofícios que já foram enviados pelo sindicato e dar uma resposta.

Caráter deliberativo da Comissão de AMS

A FUP criticou duramente a manifestação feita pelo jurídico da Petrobrás em uma ação judicial do Sindipetro NF que cobra a suspensão dos descontos abusivos da AMS. A representação da empresa mentiu ao afirmar que não há obrigatoriedade de negociação da relação de custeio no âmbito da Comissão de AMS, como está acordado no ACT, alegando que a comissão é consultiva e não deliberativa. Essa não foi a primeira vez que a gestão da Petrobrás tentou desqualificar a Comissão de AMS. A empresa vem recorrentemente descumprindo o que é acordado na comissão, o que revela falta de ética negocial e rompimento da confiança mútua que marcou esse fórum de negociações permanente. Por conta dessa quebra de confiança por parte da empresa, a FUP cobrou o registro em ata do que for tratado na comissão ou gravação das reuniões.

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A inflação dos combustíveis tem sido percebida dia a dia e, diretamente, a cada ida ao posto para abastecer. Segundo o IPCA de julho de 2021, o aumento do etanol nos 12 meses anteriores chegou a 57,27%. Já a gasolina e o diesel acumularam, respectivamente, no mesmo período, altas de 39,65% e 36,35%.

Para explicar os motivos das frequentes altas dos combustíveis e como isso se reflete na vida do consumidor, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) realiza, nesta  terça-feira, dia 31/08, às 19 horas, em seu canal do Youtube, o Webnário “Inflação dos combustíveis e impactos nos consumidores”. Os pesquisadores do Instituto Carla Ferreira e Mahatma Ramos são os convidados para essa conversa.

Além de explicarem os motivos da escalada nos preços dos combustíveis e como isso se reflete na inflação, eles mostrarão quem perde e quem ganha com a política de preços adotada pela atual direção da Petrobras para os derivados e falarão das perspectivas, caso nada seja feito para mudar este quadro. 

[Do site do Ineep]

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Para denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás no governo Bolsonaro – responsável pelos sucessivos  aumentos dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel – e amenizar a difícil situação que os baianos estão passando, o Sindipetro Bahia vai dar continuidade à sua ação do preço justo do gás de cozinha, subsidiando boa parte do valor do produto.

No sábado (28), às 9h, diretores do Sindipetro  Bahia estarão no Distrito de São Brás, em Santo Amaro, na praça João Damasceno Borges, em frente ao Restaurante Frutos do Mar, realizando a campanha do preço justo. Cinquenta botijões de gás serão vendidos ao valor de R$ 50,00, a unidade para as primeiras pessoas que chegarem ao local, levando o botijão vazio.

Com o valor do botijão de gás ultrapassando os R$ 100,00, e acumulando no ano um aumento de 29,3%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uma boa parte da população brasileira voltou a cozinhar a lenha, pois este derivado do petróleo não cabe mais no orçamento de muitos pais e mães de família. Muita gente não sabe, mas o motivo da disparada do preço é a política de reajustes implementada pela atual direção da Petrobrás, baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). O que quer dizer que a Petrobrás produz em real, mas vende seus produtos para a população em dólar.

Durante a ação em São Brás, os diretores vão explicar para a  população que o preço do gás de cozinha pode ser bem menor se o governo Bolsonaro mudar a politica de preços da Petrobrás, o que está se recusando a fazer.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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A gestão bolsonarista da Petrobras anunciou na noite desta quarta-feira, 25, a venda da Refinaria Isaac Sabá, de Manaus (Reman), junto com o terminal de armazenamento. A privatização é mais um crime contra a população, que já vem sendo penalizada com preços abusivos dos combustíveis, por conta de uma política de gestão que prioriza o lucro dos acionistas privados, sem qualquer preocupação com o consumidor.

A refinaria foi adquirida pela empresa Ream Participações, dos mesmos donos da Atem Distribuidora, em um processo sem transparência, que chegou a ser denunciado pelo Sindipetro Amazonas, através de uma Ação Civil Pública impetrada junto os sindicatos de taxistas e de mototaxistas de Manaus.

Como a FUP vem alertando, as vendas da Reman e da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, criarão monopólios regionais privados, que comprometem o abastecimento das regiões Norte e Nordeste, o que significará preços ainda mais caros para os combustíveis. O litro da gasolina já é vendido por mais de R$ 7 na região e vai disparar com a privatização das refinarias e terminais. 

Vale lembrar que o Tribunal de Contas da União (TCU) reiterou em relatório recente uma preocupação já explicitada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no ano passado: a ausência de uma regulação para um mercado de refino com vários agentes causa sérios riscos de desabastecimento. Ou seja, além de pagar mais, a população pode até mesmo ficar sem os derivados.

A saída da Petrobrás do Norte e do Nordeste também terá impactos econômicos pesados para os municípios e estados, aumentando o desemprego e a miséria. “A gestão da Petrobrás, a mando da política entreguista de Bolsonaro e Paulo Guedes, entrega de bandeja um ativo de suma importância para o abastecimento da região Norte e também para seu desenvolvimento econômico e social. A população de Manaus, do Amazonas e de cidades e estados abastecidos pela Reman vão estar nas mãos de um agente privado, que irá impor preços e sequer terá obrigação de oferecer produtos”, explica Marcus Ribeiro, diretor do Sindipetro Amazonas.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, chama atenção para as arbitrariedades em torno da venda da Reman, feita às escusas e com preços abaixo do valor de mercado. “Novamente vemos um ativo de suma importância para a Petrobrás, para o país e, em particular para a região Norte, entregue a preço de banana, assim como ocorreu com a Rlam, na Bahia", afirmou, lembrando que a venda das refinarias causa prejuízos a todo o país. "É uma forma da gestão da Petrobrás impor na marra o Preço de Paridade de Importação (PPI) como uma política de Estado e, assim, favorecer ainda mais o mercado”, alerta Deyvid.

[Imprensa da FUP]

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Os reajustes da energia elétrica e da gasolina foram os que mais contribuíram, novamente, para aumentar os índices de inflação no país. Os preços abusivos dos combustíveis continuarão penalizando a população, enquanto a gestão da Petrobrás mantiver a política de reajustes baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI)

[Da redação da CUT | Foto: Roberto Parizotti]

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial do país, registrou em agosto 0,89%, a maior variação para um mês desde 2002, quando o índice foi de 1,00%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro a agosto, a inflação medida pelo IPCA-15 acumulou alta de 5,81% e de agosto do ano passado até agosto deste ano de 9,30%.

O índice continua sendo puxado pelas altas nos preços da energia e da gasolina, especialmente.

A energia elétrica exerceu o maior impacto individual no IPCA-15, com aumento de 5% -em julho o aumento foi de 4,79%.   

De acordo com o IBGE, a alta está relacionada a entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que vigorou nos meses de julho e agosto, mas, a partir de 1º de julho, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh. Antes, o acréscimo era de R$ 6,243.

A mudança de bandeira é uma das medidas paliativas implementadas para impedir o caos provocado pela crise hídrica, já que nenhuma proposta concreta foi implementada pelo governo federal para enfrentar a seca, que não é novidade no país.

Além disso, o resultado foi consequência dos reajustes tarifários de 8,92% em Belém (6,18%), a partir de 7 de agosto; de 11,38% em São Paulo (7,60%), a partir de 4 de julho, em uma das concessionárias; de 8,97% em Curitiba (4,78%), em 24 de junho; e 9,08% em Porto Alegre (6,88%), em 19 de junho, em uma das concessionárias, sendo que este reajuste não fora incorporado no IPCA-15 de julho e, por isso, foi captado totalmente no índice de agosto.

Gasolina tem alta de 39,5% em 12 meses

A politica internacional de preços da Petrobras também contribui para o aumento da inflação. Os preços dos combustíveis aumentaram 2,02% em agosto.


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A principal contribuição (0,12 p.p.) veio da gasolina (2,05%), cuja variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 39,52%. Os preços do etanol (2,19%) e do óleo diesel (1,37%) também subiram, enquanto o gás veicular registrou queda de 0,51%.

Os preços do gás de botijão (3,79%) e do gás encanado (0,73%) também subiram em agosto.

Tomate, frango e frutas sobem

Entre as altas que mais contribuíram para aceleração da alimentação no domicílio - que passou de 0,47% em julho para 1,29% em agosto -, segundo o IBGE, os destaques são para o tomate (16,06%), frango em pedaços (4,48%), frutas (2,07%) e leite longa vida (2,07%).

Todas as dezesseis áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. O menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (0,40%), influenciado pela queda das passagens aéreas (-20,05%) e taxa de água e esgoto (-6,40%). Já a maior variação foi registrada em Goiânia (1,34%), onde pesaram as altas da gasolina (6,31%) e da energia elétrica (3,60%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de julho e 13 de agosto de 2021 (referência) e comparados aos vigentes de 15 de junho a 13 de julho de 2021 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Mais informações no site do IBGE.

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Em nota à imprensa, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) volta a alertar sobre urgência de uma nova política de reajuste para os derivados de petróleo e aumento da capacidade de produção das refinarias para conter a disparada dos preços dos combustíveis, que sangra a população brasileira. "Ainda que seja necessário rever a política tributária do país, em todas as esferas, que é injusta e recai com mais força sobre a população mais carente, não se pode ignorar que todo esse turbilhão tem origem na adoção de uma política de reajustes que considera apenas o lucro e sua destinação aos acionistas, e também num projeto de “desinvestimento” que, na verdade, esconde uma “privatização aos pedaços” da Petrobrás", ressalta a entidade.

Leia a íntegra:

Combustíveis: além de rever a política de reajustes da Petrobrás, é preciso ampliar o uso das refinarias da empresa

A escalada dos preços da gasolina, que superou os R$ 7 o litro em alguns estados do país, não é surpresa para a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindipetros afiliados. É o resultado direto da política estabelecida pela gestão da Petrobrás desde outubro de 2016, com a instituição do Preço de Paridade de Importação (PPI), que não considera os custos nacionais de produção.

Entretanto, há outros aspectos associados a essa política que vêm sendo pouco observados. Um deles é o fator de utilização das refinarias (FUT). Segundo o Boletim da Covid-19 do Ministério de Minas e Energia (MME) desta semana, o FUT ficou em 75,2%. Simulação feita por professores da Coppe/UFRJ e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em outubro de 2020 mostrou que o uso das refinarias a plena carga teria impacto positivo de R$ 3,6 bilhões no PIB, além de pressionar para baixo a inflação dos setores de transportes e alimentos, entre outros.

Mas desde março de 2020, o FUT não passa dos 85%  – quando chega a tanto. Isso abre brecha para os importadores, que dia sim, outro também, pressionam pela alta dos preços. O que é atendido pela gestão da Petrobrás.    


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É preciso lembrar também que a Petrobrás é uma empresa de capital misto, mas seu acionista controlador é o Estado brasileiro. Por isso, deve equilibrar o interesse da população brasileira com os ganhos dos demais acionistas – o que não está acontecendo.É por seu papel social que a logística de refino e transporte de derivados da Petrobrás é integrada, para garantir o abastecimento de norte a sul. Portanto, não adianta vender uma refinaria ou um duto, porque isso não irá gerar concorrência, mas sim apenas um monopólio privado.

Se a venda desses ativos for efetivada, irá significar não apenas a institucionalização do PPI – feita pela Petrobrás, e não pelo Estado –, como o risco de o consumidor ou pagar caro por gasolina, óleo diesel e gás de cozinha, ou sequer ter esses produtos. Análise recente do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou que não há regulação no país para garantir o abastecimento, e isso tem relação direta com a venda das refinarias e sua infraestrutura logística.


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Prévia da inflação de agosto é a maior desde 2002 e índice alcança 9,30% em 12 meses


Ainda que seja necessário rever a política tributária do país, em todas as esferas, que é injusta e recai com mais força sobre a população mais carente, não se pode ignorar que todo esse turbilhão tem origem na adoção de uma política de reajustes que considera apenas o lucro e sua destinação aos acionistas, e também num projeto de “desinvestimento” que, na verdade, esconde uma “privatização aos pedaços” da Petrobrás.

Assim como não se pode ignorar que isso tem nos levado a preços absurdos, que pesam cada vez mais no bolso de todos os consumidores, impacta a inflação e penaliza sobretudo a população mais pobre.

Federação Única dos Petroleiros 

[Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil]

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Em nota divulgada em seu blog, Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, questiona o que está por trás do aumento recorde do lucro da Petrobrás no segundo trimestre e da remuneração bilionária dos acionistas, enquanto a população brasileira paga preços exorbitantes pelos combustíveis

[Por Rosângela Buzanelli]

O lucro de R$ 42,8 bilhões da Petrobrás neste segundo trimestre tem sido um dos assuntos de maior destaque na mídia já faz alguns dias. Não por acaso, já que o montante é 36 vezes maior do que o verificado no primeiro trimestre e rendeu uma bolada de R$ 31,6 bilhões aos acionistas da companhia.

No dia 4 de agosto a Petrobrás apresentou o balanço financeiro aos membros do Conselho de Administração, que aprovaram a antecipação do pagamento da remuneração bilionária aos acionistas, mas não com meu voto favorável.

Sei que a empresa tem que pagar dividendos aos acionistas, é a regra. Mas nessa quantia astronômica estão embutidos um plano de privatizações e uma política de precificação dos combustíveis que penaliza a população, coisas das quais discordo frontalmente.

Os principais fatores que contribuíram para esse lucro bilionário foram a queda do câmbio no período, a isenção tributária que exclui o ICMS do cálculo do PIS/Cofins e o aumento das receitas de venda dos derivados nas refinarias, 102,9% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, o volume de vendas desses produtos aumentou somente 17,5%.

Nos detendo ao fator mercado interno, temos o consumidor pagando mais de R$ 100 pelo botijão de gás, em torno de R$ 7 pela gasolina em alguns estados e quase R$ 5 pelo diesel. Essa é a política de preços inaugurada em 2016 pelo governo Temer e mantida por Bolsonaro, o PPI (Preço de Paridade de Importação).

Isso tudo acontecendo em um momento gravíssimo e desolador de pandemia, crise econômica e alto índice de desemprego, em que milhares de famílias passaram a usar lenha e álcool para cozinhar e que a inflação corrói a parca remuneração de quem ainda tem alguma.

Definitivamente, não foi pra isso que criamos e agigantamos a Petrobrás.


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