Terça, 02 Junho 2015 13:12

Ouça ao vivo o segundo dia do Congrenf

Já está em andamento os trabalhos deste segundo dia do 11º Congresso Regional dos Petroleiros (Congrenf). Após discussão e aprovação do Regimento Interno, estavam previstas duas mesas de debates pela manhã e duas agora à tarede tarde. Serão discutidos ao longo do dia temas ligados à conjuntura do Setor Petróleo, às lutas petroleiras, terceirização, saúde e segurança.

O evento é transmitido ao vivo pela Rádio NF (http://www.radionf.org.br).

Confira a programação de hoje, 02 de junho

8h - Eleição da mesa diretora e votação do regimento interno;

8h30 - Mesa 2: Setor Petróleo com Cibele Vieira (CNRQ/Sindipetro Unificado SP); Ademir Caetano (CTB);

10h - Lanche;

10h30 - Intervenção 1: Duo Arias (música);

11h - Mesa 3: Luta! com Anacélie de Assis Azevedo (FUP), Alfredo Santana Santos Júnior (Juventude-CUT) e Antônio Carlos Spis (CUT).

13h - Almoço;

14h30 - Mesa 4: Saúde e segurança com Arthur Lobato e o coordenador da FUP, José Maria Rangel;

16h30 - Intervenção 2: Homenagem e depoimento do cipista, Vitor Marques Ferreira da Silva, da empresa BW;

17h - Lanche;

17h30 - Mesa 5: Terceirização com a Prof. Paula Sirelli (UFF), Prof. Luís Augusto Lopes (doutorando UFBA)

19h - Fim do credenciamento dos delegados.

19h30 - Coquetel/Encerramento do dia com grupo Conversa Comigo (Chorinho e Samba de Raiz).

Fonte: Sindipetro-NF

 

Publicado em SINDIPETRO-NF

A primeira mesa de debates do 11º Congresso Regional dos Petroleiros sobre a conjuntura do setor petróleo, mostrou que o desgaste da Petrobrás provocado pela Operação Lava Jato é apenas a parte mais aparente de uma disputa muito maior envolvendo a empresa e os interesses internacionais no pré-sal. 

Foram debatedores a coordenadora do Sindipetro Unificado-SP e diretora da CNRQ, Cibele Vieira, e o diretor da FUP, da CTB e do Sindipetro-AM, Ademir Caetano. A mesa foi moderada pelos diretores do Sindipetro-NF Marcelo Nunes e Wilson Reis.

Cibele avalia que a queda no valor do barril do petróleo é uma política deliberada para prejudicar países que têm mantido posicionamentos contrários aos Estados Unidos, mesmo sendo estes também prejudicados, na área do xisto, pela redução do preço. "Os EUA perdem no xisto, mas lucram na economia como um todo, pois são os maiores consumidores de petróleo do mundo", afirma. Segundo ela, os mais atingidos são a Russia, a Venezuela e o Irã.

Neste cenário, o Brasil, que atualmente é o 12º maior produtor de petróleo do mundo, deverá chegar a 5º ou 4º nas próximas décadas, atingindo um novo patamar na geopolítica do setor. Isso, para a expositora, desperta o interesse internacional no pré-sal e provoca a articulação de ataques ao País e à Petrobrás.

"Querem nos fazer pensar que as ações da Petrobrás caíram por causa da Operação Lava Jato, mas elas foram muito mais impactadas por este cenário de disputa internacional", disse a sindicalista.

Além da disputa específica pelo petróleo, ela também lembrou a reação americana à formação dos Brics, bloco de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China, que alteram as relações de poder no mundo.

A disputa pelo pre-sal, assim como a contestação conservadora ao regime de partilha, também foram aspectos destacados por Caetano, que lembrou que os maiores consumidores de petróleo no mundo, que são alguns dos países mais desenvolvidos da Europa e os Estados Unidos, não produzem ou não são autossuficientes na produção do produto.

Ele também avalia que uma mudança de posição da Rússia em relação ao tema contribuiu para o acirramento da disputa no setor, por meio da pressão pela desvalorização do preço do barril. "Depois da queda do muro de Berlim, a Rússia se aproximou dos Estados Unidos, mas, mais recentemente, tem assumido posições mais autônomas, como mostra com a participação nos Brics", avalia.

Assim como Cibele, o sindicalista destacou que o Brasil está se tornando um ator mundial cada vez mais importante na área do petróleo, e que esta relevância está por trás dos ataques à Petrobrás. "O Brasil vai para a primeira divisão do campeonato mundial do petróleo", ilustrou Caetano.

O Congrenf começou nessa segunda (1) e se encerra amanhã com a Eleição dos delegados para a Plenafup 2015.

Fonte: Sindipetronf

Publicado em SINDIPETRO-NF
O IV Congresso dos Petroleiros da Bahia, que aconteceu nos dias 29 e 30 de maio, no Hotel Sol Bahia Atlântico, contou com a participação de 173 delegados, sendo que 20% de mulheres, além de 11 observadores. O Congresso teve como destaques as discussões políticas e a formação através de mesas temáticas que abordaram assuntos que estão na ordem do dia como a defesa da Petrobrás e da democracia, a reforma política e os direitos dos trabalhadores.
 
 
Outro ponto alto foi a análise das propostas que devem faze parte da pauta de reivindicações a ser entregue à Petrobrás. Para agilizar e organizar os trabalhos, os delegados foram divididos em seis grupos, cada um tratando sobre um determinado capítulo do ACT. As discussões foram intensas, e de acordo com os participantes, muito proveitosas.
Todas as teses discutidas nos grupos foram aprovadas no Plenário e serão encaminhadas para a V Plenafup.
Uma das principais resoluções para a categoria foi a inclusão nas pautas de reivindicações de todas as empresas do Setor Petróleo de uma cláusula que proíba a terceirização nas suas atividades principais e permanentes. E também estabelecer em cláusula, nos Acordos Coletivos de todas as empresas do Setor Petróleo, o Ministério Público do Trabalho, estadual ou federal, como o foro adequado, para definir quais são as atividades principais e permanentes das empresas que não poderão ser terceirizadas, caso haja impasse.
 
Principais resoluções
 
- 5% de ganho real, mais a inflação do ICV- DIEESE
- Busca pela equalização dos direitos dos anistiados
- Enquadramento de atividades em regimes especiais de trabalho
-  Criação do Comitê Gestor da AMS
- Discussão  no Comitê Gestor da unificação de todas as tabelas da AMS numa única tabela com desconto fixo mensal para cobertura de todos os procedimentos do Programa
- Manutenção do benefício educacional até o último nível de ensino- jovem universitário- no caso da aposentadoria ou falecimento do empregado (a)
- tentativas de fixação de efetivo mínimo nas unidades por questões de segurança
- Manutenção dos adicionais quando do deslocamento do funcionário para regimes ou locais diferenciados
- Anistia com reparação para os companheiros da histórica greve de 1983 (RLAM/REPLAN)
- Funcionários em disponibilidade, serão deslocados através de solicitação, por um período de 12 meses de adaptação.
- Promoção automática de pleno para sênior, quando o atingir o último nível 
- Garantir, via cláusula, nos Acordos Coletivos de todas as empresas do Setor Petróleo, a implantação de Comitê ou Comissão paritária, formada por representantes das empresas e da FUP/ Sindicatos, para definir quais são as atividades principais e permanentes das empresas não poderão ser terceirizadas.
- Estabelecer em cláusula, nos Acordos Coletivos de todas as empresas do Setor Petróleo, o Ministério Público do Trabalho, estadual ou federal, como o foro adequado, para definir quais são as atividades principais e permanentes das empresas que não poderão ser terceirizadas, caso haja impasse no Comitê ou Comissão proposto (a) no item anterior.
- Definir essas cláusulas como prioritárias e condicionantes na negociação e aprovação dos Acordos Coletivos de todas as empresas do Setor Petróleo.
- Realizar Greve Geral e unificada dos trabalhadores de todas as empresas do Setor Petróleo para garantir a implantação das presentes cláusulas proposta nos itens anteriores.
- Fim do uso de substâncias Tóxicas e Cancerígenas.
- Regimes de trabalho para parada de manutenção programada.
- Revisão dos exames periódicos complementares.
- Inclusão de alimentação saudável adquirida em cooperativas da agricultura camponesa e familiar.
- CIPA com mandato de dois anos.
- Participação do sindicato e CIPA no sorteio aleatório das pessoas do GHE a serem monitoradas.
- Implantação de programa específico de combate ao assédio moral.
- Campanha nacional a favor da Quinta Turma.
- Piso salarial igual ao do trabalhador da Petrobrás.
- Assistência médica e odontológica igual a praticada pela Petrobrás.
- Segurança alimentar com implantação do auxílio alimentação nos mesmos moldes da Petrobrás.
 
Fonte: Sindipetroba
Publicado em SINDIPETRO-BA

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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