“A atual gestão bolsonarista da Petrobrás está implodindo a atuação do setor de Recursos Humanos da empresa”. A denúncia é do Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que vem vivenciando o descaso da empresa com o setor.

Tezeu Bezerra conta que as reuniões com os RHs locais não trazem respostas para os pleitos da categoria, porque não se resolve nada localmente, tudo é centralizado no RH do Rio de Janeiro.

Um exemplo do desmonte do RH e a falta de independência na resolução das questões relativas aos trabalhadores foi a histórica negociação do último Acordo Coletivo que aconteceu no Tribunal Superior do Trabalho (TST) porque a empresa não quis sentar na mesa de negociação com os representantes da categoria.

No dia 26 de março a empresa anunciou à imprensa sua intenção em reduzir os gastos com os seus trabalhadores e trabalhadoras e vem sistematicamente atacando com redução de salários, desimplantes e mudanças de jornada, ao que tudo indica a redução de poder dos RHs locais também está nessa lista.

“Castello Branco e sua diretoria já demonstraram que não se importam com a categoria petroleiro. Não podemos aceitar sermos tratados como fantasmas! Nós existimos e fazemos essa companhia funcionar. Queremos um setor de RH que consiga pelo menos dialogar com o movimento sindical e buscar a resolução de conflitos”, afirma Tezeu Bezerra.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP solicitou nesta segunda-feira, 04, à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) informações detalhadas sobre os casos de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus e suspeitos de contaminação que foram notificados pelas empresas de petróleo. A Federação alerta à ANP que as empresas do setor, entre elas a Petrobras e suas subsidiárias, não estão cumprindo as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no âmbito da “Operação Ouro Negro”.

No último dia 30, a FUP protocolou representação no Ministério Público Federal, cobrando a abertura de investigação criminal para apurar responsabilidade penal e administrativa do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e demais dirigentes da empresa, por negligenciarem ações de prevenção durante a pandemia, colocando em risco os trabalhadores.

Desde 19 de março, quando a FUP apresentou à Petrobrás propostas para proteger os trabalhadores de contaminação, as entidades sindicais vêm cobrando a implementação de medidas efetivas de prevenção, mas os gestores se negam a dialogar. Negligenciam ações sanitárias básicas e omitem informações sobre trabalhadores em grupos de risco e casos suspeitos e confirmados de infectados, aumentando a insegurança da categoria.

Veja a íntegra do documento que a FUP enviou à ANP:

Rio de Janeiro, 04 de maio de 2020.

Ao Senhor Rafael Moura Superintendente do Gerenciamento de Segurança Operacional Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis - ANP 

A FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS – FUP, entidade sindical de segundo grau, sediada na Avenida Rio Branco, 133, 21º andar, Centro, Rio de janeiro, RJ, vem por seu Coordenador apresentar o seguinte requerimento a respeito da pandemia de COVID-19 EM UNIDADES DA INDÚSTRIA DE PETRÓLEO E GÁS, conforme abaixo desenvolvido.  

1. Plataformas de Petróleo e demais instalações com trabalho confinado

É notório do elevado índice de contaminação em tais unidades, seguidamente noticiado pela grande imprensa.   

A este respeito, lamentavelmente, cabe apontar que os empregadores dessa indústria responderam negligentemente às recomendações promovidas pelo Ministério Público do Trabalho, por esta agência, e outros órgãos fiscalizadores, feitas no âmbito da "Operação Ouro Negro".  

Resultado concreto disso são notícias diárias de dezenas de trabalhadores contaminados.

2. Terminais, Refinarias e outras unidades terrestres

E também lamentavelmente o quadro não é muito diverso nas unidades terrestres da indústria, onde a mais simples providência de utilização de máscaras apenas precária e recentemente foi adotada.  

3. Estrutura Organizacional de Resposta

No caso da Petrobrás, em cumprimento às recomendações da "Operação Ouro Negro" a empresa organizou uma Estrutura Organizacional de Resposta.  

A Federação e seus sindicatos requereram participação na mesma, e desde 18 de março fizeram sugestões, dentre as quais o uso de máscaras para minimizar o contágio, mas nada foi atendido. Os trabalhadores nunca foram ouvidos.  

REQUERIMENTO  

Pelo exposto, a FUP vem requerer as seguintes informações, com fundamento nas já referidas recomendações da Operação Ouro Negro:  

A. Quantos casos comprovados de trabalhadores contaminados, e quantos trabalhadores suspeitos de estarem contaminados, foram identificados e comunicados à ANP, conforme recomendação "3.C.3", e em quais:

A.1. Datas;  

A.2. Unidades;  

A.3. E respectivos empregadores?

B. Em quais unidades, de quais empregadores, foram fornecidas máscaras individuais para minimização do contágio, e em quais datas, conforme recomendação "3.f"?

Por fim, solicitamos o estabelecimento de reunião periódica, com esta superintendência, para acompanhamento da emergência.   

Nestes Termos   

Respeitosamente   

José Maria Ferreira Rangel Coordenador Geral da FUP

Em representação protocolada nesta quinta-feira, 30, no Ministério Público Federal, a FUP cobrou a abertura de investigação criminal para apurar responsabilidade penal e administrativa do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e demais dirigentes da empresa, por negligenciarem ações de prevenção durante a pandemia da Covid-19, colocando em risco os trabalhadores.

A entidade também cobra que o MPF atue para que a gestão da Petrobrás informe as medidas de prevenção adotadas durante a pandemia, bem como os casos suspeitos e confirmados de contaminação de trabalhadores próprios e terceirizados, em todas as unidades da empresa.

Os casos de contaminação no Sistema Petrobras explodiram nas últimas semanas, principalmente nas plataformas. Segundo dados divulgados esta semana pelo Ministério das Minas e Energia, já são 510 trabalhadores infectados na empresa. A Agência Nacional de Petróleo informou que até o dia 28 havia registrado 625 confirmações de Covid-19 com trabalhadores offshore e 1.445 casos suspeitos.

Desde 19 de março, quando a FUP apresentou à Petrobrás propostas para proteger os trabalhadores durante a pandemia, as entidades sindicais vêm cobrando a implementação de medidas efetivas de prevenção, mas os gestores se negam a dialogar. Negligenciam ações sanitárias básicas e omitem informações sobre trabalhadores em grupos de risco e casos suspeitos e confirmados de infectados, aumentando a insegurança da categoria.

“Ainda não foi adotada NENHUMA medida efetiva de saúde pública para a proteção da saúde e vida dos trabalhadores e trabalhadoras que trabalham nas 91 plataformas, 17 refinarias e nos terminais do país. Pelo contrário, estes trabalhadores têm sido expostos pela negligência da Petrobrás que minimiza a letalidade do vírus e desconsidera os estudos sobre a alarmante taxa de mortes”, alerta a FUP no documento encaminhado ao MPF.

A entidade cobrou que o órgão atue para garantir que a Petrobrás implemente as medidas que vêm sendo reivindicadas pelos sindicatos, como testagem em massa de todos os trabalhadores, sintomáticos e assintomáticos, e avaliação médica presencial dos petroleiros offshore, antes do embarque e quando desembarcam.  

A FUP encaminhou também ao MPF fotos das condições precárias das unidades do Sistema Petrobrás durante a pandemia. Os sindicatos têm recebido diversos relatos de trabalhadores denunciando a situação caótica: falta álcool em gel na maioria das unidades, há locais que sequer garantem água com regularidade, outras com banheiros sujos e sem sabão, aglomerações constantes, superlotação de alojamentos, ônibus e vans lotados, exposição frequente dos trabalhadores offshore a tripulações marítimas de outros países, sem qualquer controle sanitário.

Todas estas denúncias foram relatadas ao Ministério Público Federal, cobrando que o órgão investigue a gestação Castello Branco por exposição da vida e saúde de outrem a perigo iminente prevista (Art. 132 do Código Penal), por infração de medida sanitária preventiva (Art. 268), entre outros crimes. 

Veja aqui a íntegra da representação protocolada.

[FUP]

Em plena pandemia, a gestão Castello Branco age na surdina para privatizar o principal benefício da categoria petroleira.

A diretoria da Petrobrás aprovou no último dia 27 um estudo para alterar o modelo de gestão da AMS, serviço de assistência de saúde suplementar que atende 246 mil beneficiários da empresa e subsidiárias, entre trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e seus dependentes. 

Se a proposta seguir adiante, irá impactar em mais de R$ 2 bilhões a empresa e aumentar consideravelmente o custo da AMS para os beneficiários, que já estão sendo prejudicados por uma série de medidas de desmonte da assistência de saúde. 


Leia também: Petrobrás implementa mudanças unilaterais na AMS, prejudicando aposentados e pensionistas


O objetivo da gestão Castello Branco é entregar o valioso ativo da AMS a uma fundação privada, que passaria a administrar o benefício, que, desde a sua criação, em 1975, é gerido pela empresa.  

A proposta foi encaminhada para análise do Conselho de Administração e, até o fechamento desta matéria, ainda não havia um posicionamento da estatal sobre a decisão do CA.

A FUP enviou aos conselheiros uma notificação extrajudicial, na terça-feira, 28, informando a gravidade dos fatos e alertando para os riscos e impactos do que foi decidio unilateralmente pela Diretoria Executiva da Petrobrás, sem consulta ou negociação com as entidades sindicais, na contramão do que determina o Acordo Coletivo.

No documento, a Federação chama atenção para as irregularidades da proposta:

> "A mudança aprovada em 27/04/2020 pela Diretoria Executiva - DE, que segue hoje (28/04/2020) para aprovação no Conselho de Administração - CA - da Petrobrás, aumentará significativamente esses custos, pois, a nova entidade de saúde terá que atender e cumprir uma série de exigências legais, como auditorias externas e constituição de patrimônio próprio."

> "Somente para a constituição do patrimônio da nova entidade, a Petrobrás terá que aportar, segundo estudos internos, algo em torno de R$ 4.000.000.000,00 (quatro bilhões) para constituição da nova entidade. Só o valor calculado pela Consultoria contratada Deloitte Touche Tohmatsu para iniciar a criação da fundação é um valor de R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões)."

> "Para fazer um estudo e propor a criação da fundação foi criado um Grupo de Trabalho (GT) na Petrobrás. Esse GT foi coordenado por um assessor recentemente contratado. Participaram desse GT representantes da Contabilidade e Tributário, do Jurídico, da Conformidade, da Governança e da AMS."

> "Devido aos altos custos envolvidos nessa aventura, o GT fez um aditivo mal feito, no qual a Deloitte Touche Tohmatsu refez os cálculos, reduzindo o valor previsto de R$ 4.000.000.000,00 (quatro bilhões) até chegar ao valor de R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões)."


Leia aqui a íntegra da NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL que a FUP encaminhou ao Conselho de Administração da Petrobrás.


A mudança no modelo de gestão da AMS, além de imoral, é ilegal, pois contraria 17 cláusulas do atual ACT e desrespeita também o Acordo que a Petrobrás firmou com a FUP e seus sindicatos, chancelado pelo TST no dissídio da greve de fevereiro.

É mais uma arbitrariedade da administração Castello Branco, decidida à revelia dos sindicatos, em plena pandemia. De forma covarde, sua gestão aproveita o isolamento social para aprofundar o desmonte da empresa e o ataque aos direitos dos trabalhadores.

"No momento em que a gestão da Petrobrás deveria estar preocupada em ajudar o país a passar pela crise da Covid-19 e superar o que virá depois da pandemia, esses gestores estão preocupados única e exclusivamente em destruir a empresa e em atacar os direitos dos trabalhadores", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertando para as ilegalidades da administração Castello Branco. 

"As ações que a Petrobrás vem tomando, seja através do suposto plano de resiliência, seja através de medidas insuficientes de prevenção à Covid-19, estão sendo TODAS tomadas sem ouvir os sindicatos e desrespeitando os acordos que a empresa pactuou com as representações dos trabalhadores", ressalta. 

“Não vamos aceitar que Castello Branco, mais uma vez, privilegie o setor privado, como ele está fazendo, desmontando a nossa companhia. Nós já demos demonstração da nossa capacidade de luta na última greve. Se a gestão da empresa insistir com essa proposta que altera profundamente a AMS, não tenho dúvidas de que a categoria petroleira vai se fazer ouvir, através da luta”, alerta o coordenador da FUP.


[FUP]

Publicado em APOSENTADOS

Mesmo com o avanço dos casos de Covid-19 entre os petroleiros, a gestão da Petrobras continua negligenciando as condições de saúde e trabalho em suas unidades. O grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), criado pela empresa para desenvolver ações dê gestão durante a pandemia, informou à FUP no último dia 24, que havia registrado até o momento 1.124 casos de trabalhadores com sintomas da doença, dos quais 184 testaram positivo e nove deles  foram hospitalizados.

Os números foram divulgados, após vários questionamentos feitos pela FUP e seus sindicatos, que, desde o início da pandemia, cobram acesso às informações e participação efetiva na discussão de ações de mitigação dos risccos de contaminação entre os petroleiros que estão em atividade, inclusive os trabalhadores terceirizados. A direção da Petrobrás, no entanto, continua negando a participação das entidades nos EORs (tanto no âmbito nacional, como regional), bem como qualquer espaço de negociação para que possam apresentar propostas e construir ações efetivas em prol da saúde e segurança dos trabalhadores. 

A reunião da última sexta-feira, 24, com representantes do EOR foi meramente informativa, como todas as outras convocadas anteriormente pela empresa para falar da pandemia. Os gestores apenas relatam fatos consumados e, na maioria das vezes, sequer respondem os questionamentos feitos dirigentes sindicais. 

Enquanto a Petrobrás continua negando o atendimento às pautas da FUP para enfrentar a pandemia, os trabalhadores continuam expostos a riscos de contaminação que poderiam ser evitados. As entidades sindicais reforçaram a urgência de realização de testes em massa em todos os trabalhadores, próprios e terceirizados, bem como tornaram a cobrar responsabilidade da Petrobrás com a garantia dos empregos nas empresas contratadas, adequação do grupo de risco, entre outros pontos listados em vídeo abaixo pelo diretor da FUP, Fernando Maia. 


Leia também: EOR: Petrobrás responderá a pauta da FUP? 


 [FUP]

 

Em conferência online com profissionais da imprensa, Roberto Castello Branco, presidente da Petrobrás, deu declarações sobre as atitudes a serem adotadas pela estatal durante a crise sanitária mundial causada pelo novo coronavírus e quais os principais impactos que a empresa pode sofrer. 

A coletiva foi realizada na segunda quinzena de abril e um dos principais destaques foi a afirmação de Castello Branco garantindo a não demissão em massa dos trabalhadores durante a pandemia, contrariando diversas denúncias recebidas por alguns sindicatos. 

Dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio Moraes contradiz o presidente da estatal. “Apesar de Castello Branco negar, estão sim ocorrendo muitas demissões e reduções nos salários e nos direitos dos trabalhadores durante essa crise”. O petroleiro afirmou também que as medidas anunciadas pela Petrobrás para enfrentamento da pandemia agravam a situação do nosso país. 

Ainda durante a reunião, o presidente da companhia fez questão de reforçar que as medidas de privatização da Petrobrás continuam inalteradas. “Nenhum potencial comprador fez contato com a empresa para dizer que perdeu interesse no processo”, completa Castello Branco.

Para William Nozaki, cientista político que é professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP), as medidas de privatização comentadas por Castello Branco vão totalmente na contramão da economia internacional. “O presidente segue verbalizando terraplanismos petrolíferos. Em um cenário de queda na demanda e nos preços, em um ambiente de pandemia e necessidade de proteção nacional, o comandante da estatal continua insistindo na defesa de leilões, privatizações, empresa enxuta, PPI e livre-concorrência”, alerta.

O pesquisador completa que a insistência do chefe da companhia em continuar com a privatização da empresa durante a pandemia só pode significar três projeções. “Uma injustificada expectativa de que a crise será menor do que indicam as projeções; pretensão em se aproveitar da oportunidade para deixar de fazer ajustes macro no plano da empresa a fim de repassar os custos microeconomicamente aos trabalhadores, ou as duas opções juntas”, aponta Nozaki. 

Como exemplo falho, a venda da BR Distribuidora 

No segmento das privatizações, no segundo semestre de 2019 a gestão de Castello Branco optou pela venda da subsidiária da Petrobrás, a BR Distribuidora, o que para Moraes faz muita falta no momento como o que estamos vivendo. “Vemos o mundo inteiro, até mesmo os países mais capitalistas, adotando medidas estatais para frear o impacto dessa crise mundial, enquanto o conjunto Petrobrás vem fazendo justamente o contrário com a venda de ativos contínua”, explica.

O dirigente reforçou ainda que a não atuação de maneira integrada de uma estatal deste porte torna cada vez mais real a possibilidade de que a empresa passe por grandes dificuldades, deixando de lucrar de diversas maneiras. “A não privatização da BR seria fundamental para fornecer combustíveis como gasolina e gás para hospitais e população mais carente, de maneira subsidiada ou até mesmo gratuita, durante a pandemia como a qual estamos vivendo”, conclui Moraes.   

[Via Sindipetro Unificado SP | PorAndreza de Oliveira]

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Prefeitos e parlamentares da Bahia participaram de reunião virtual com representantes da FUP, Sindipetro-BA e CUT-BA, realizada no último dia 21, em caráter de urgência, para discutir a decisão da direção da Petrobrás de fechar vários campos terrestres de petróleo no Nordeste e norte do Espirito Santo.

A pauta girou em torno dos prejuízos que essa ação trará para esses estados, particularmente para a Bahia, onde devem ser fechados inicialmente, a partir do inicio de maio, os campos de petróleo de Candeias, Dom João, Água Grande, Rio Pojuca e Miranga, localizados na UO-BA (Unidade Operacional da Petrobrás).

O Sindipetro Bahia fez uma explanação sobre a decisão da atual gestão da Petrobrás, explicando as suas consequências como a perda de receita para os municípios e estado e também de empregos – são cerca de 4 mil trabalhadores terceirizados que vão perder seus empregos e 900 trabalhadores diretos que serão transferidos para as refinarias da estatal em diversos estados.

Os prefeitos e parlamentares demonstraram grande preocupação e insatisfação, se posicionando contra a decisão da direção da Petrobrás e se colocando à disposição para tentar barrar essa medida. Nesse contexto, foram feitas várias proposições que serão colocadas em prática de forma imediata (veja no final da matéria).

Participaram da reunião as prefeitas de Cardeal da Silva, Mariane Mercuri (PTN), de Itanagra, Dania Maria (PSL), de Araças, Maria das Graças Trindade Leal (PT), o prefeito de Catu, Geranilson Requião (PT), o secretário de finanças de Candeias, representando o prefeito de Candeias, Pitágoras Alves da Silva, a deputada estadual Fátima Nunes (PT), os deputados estaduais, Alex Lima (PSB), Rosemberg Pinto (PT), os deputados federais da Bahia Joseildo Ramos (PT), João Carlos Bacelar (Podemos). Além do coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista e dos diretores Radiovaldo Costa, Paulo César Martin e Adson. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) estava representada pelo seu diretor Deyvid Bacelar e a CUT Bahia pelo seu vice-presidente, Leonardo Urpia. Muitos prefeitos e parlamentares não puderam participar da reunião, mas já se colocaram à disposição para fazer parte dessa luta.

Na avaliação do Sindipetro a reunião foi muito positiva, revelando o grande envolvimento dessas lideranças políticas, o que leva a diretoria da entidade sindical a crer que há grandes chances de reverter essa decisão e incorporar vários segmentos na luta em defesa dos empregos e da manutenção das atividades da Petrobrás na Bahia, estado em que a estatal nasceu 66 anos atrás.

Conheça as propostas e encaminhamentos tirados na reunião:

– Elaboração e encaminhamento ao governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT) e ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Nelson Leal (PP) de uma carta conjunta assinada por prefeitos, parlamentares, CUT, FUP e Sindipetro Bahia relatando a posição da direção da Petrobras em relação aos campos de petróleo e os prejuízos que trará para a Bahia

– Solicitação de reunião com o governador Rui Costa e o presidente da ALBA

– Reivindicação para que o governador Rui Costa leve o problema para ser discutido no Fórum de Governadores do Nordeste, pois a ação da direção da Petrobrás impacta vários estados do Nordeste como Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará.

– Os deputados federais, Joseildo Ramos (PT) e João Carlos Bacelar (Podemos) se comprometeram a mobilizar as bancadas de deputados federais de todos os estados afetados com a decisão, inclusive com possibilidade de convocação do presidente da Petrobrás para prestar esclarecimentos sobre a problemática.

– Os deputados estaduais, Rosemberg Pinto (PT) e Alex Lima (PSB) vão buscar a abertura de diálogo com o governador do estado e mobilizar os demais deputados estaduais da Bahia e dos outros estados, assim como o presidente da ALBA para que se incorporem à luta.

– A CUT e o Sindipetro Bahia vão dar continuidade ao trabalho de mobilização social buscando envolver as demais centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais, para que lutem em defesa dos empregos que serão perdidos. O Sindipetro irá também, através da FUP, dialogar com os demais sindicatos de petroleiros, cujos estados serão impactados.

– Realização de campanha de mídia contra a paralisação dos campos terrestres e em defesa dos empregos, nas redes sociais, sites, jornais, rádios e tvs, buscando dar repercussão para a sociedade baiana dos problemas que serão provocados por essa medida.

– Foi criada uma coordenação para acompanhar a realização dos encaminhamentos propostos na reunião. Pelo Sindipetro estarão à frente, o coordenador Jairo Batista e o diretor Radiovaldo Costa. Pela CUT Bahia, o papel de acompanhar as ações será feito pelo seu vice-presidente, Leonardo Urpia (CUT Bahia). Foi montada também uma outra coordenação, composta por prefeitos e deputados. As duas coordenações vão se reunir periodicamente para analisar e implementar as ações necessárias para impedir o fechamento desses campos.

 [Via Sindipetro Bahia]

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Cortes esporádicos de custos e paralisações de plataformas não preparam a empresa para o futuro.

A especulação em torno do possível desabastecimento de GLP no país tem mais a ver com problemas logísticos e de desorganização da distribuição do que propriamente da escassez do produto. A situação desmascara mais uma vez o erro estratégico da gestão Castello Branco, que ignora as transformações globais da indústria do petróleo e revela como mentira a frase: “estamos preparando a empresa para o longo prazo. ” Se fosse verdade, a empresa teria que mudar seu plano de negócios, que ainda continua baseado em desinvestimentos e na redução da dívida, para apostar na atuação integrada e prepará-la para estar presente em diferentes segmentos além de diversificar a geração de receita. Neste momento, a Petrobras está agindo como se fosse uma empresa privada e só pensa em dar resposta a curto prazo aos acionistas.

Sobre a produção e consumo de GLP

Não haverá escassez do produto do mercado externo, ao contrário do Brasil, onde o consumo residencial responde por 80% do total de GLP consumido, no mundo, mais de metade do GLP é utilizado em segmentos não residenciais, como petroquímica e transporte. Com a queda da produção e serviços nesses setores, haverá abundância de GLP no mercado internacional. De tal forma, uma eventual ausência de GLP no Brasil será fruto de uma descoordenação da entrega do GLP nas residências brasileiras.
Um exemplo dessa descoordenação foi a venda da Liquigás para a Copagaz e a Nacional Gás Butano (dois dos maiores atores do mercado) que tornou o setor de distribuição mais concentrado. Isso pode significar a redução de bases de distribuição do GLP para os lares brasileiros. Ou seja, as duas novas proprietárias da Liquigás podem reduzir o número de bases de distribuição visando otimizar sua atuação em diferentes localidades do país. Se a Liquigás ainda fosse estatal poderia ajudar neste momento, mas como é empresa privada, sua visão é apenas de lucro.
Na semana passada, por exemplo, o jornal “A Gazeta” do Espírito Santos relatou a existência de filas e dificuldades de encontrar pontos de venda de GLP para os consumidores em alguns municípios do estado. Esse fato tem profunda relação com a dificuldade dos revendedores abastecerem seus pontos de venda na velocidade necessária para atender o aumento da demanda. Os empresários estão aproveitando a pandemia para manter suas taxas de lucro e redução de gastos com pessoal. Mesmo chegando GLP em todo o país, não há garantia de oferta ao público e principalmente aos mais pobres, que pagam absurdos pelo botijão. O problema está no preço, no acesso ao GLP.
Com essa aceleração desenfreada da demanda por GLP, fica clara a importância da Petrobras coordenando toda a cadeia de fornecimento do GLP da produção/importação até a chegada ao consumidor. É nessa hora que a atuação da Petrobras como empresa integrada é fundamental para lidar com crises como essas.

“Fingir que não ouve”. “Fazer-se de desentendido”. “Não querer ouvir”. “Não dar importância”. Estes são alguns dos significados da expressão popular “fazer ouvidos de mercador”. Cada um a seu modo define a estratégia da gestão da Petrobrás ao ignorar as entidades sindicais, principalmente, agora durante a pandemia.

No momento em que os trabalhadores estão mais vulneráveis, a empresa atropela os sindicatos para impor medidas ditas de resiliência, mas cujo objetivo é tirar proveito de uma crise conjuntural para precarizar as condições de trabalho e reduzir custos. Tudo isso de forma unilateral, sem negociação, sem transparência.

No último dia 15, a FUP denunciou a gestão da Petrobrás à Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical do Ministério Público do Trabalho (CONALIS) por recusa à negociação coletiva. Além de cobrar do órgão intervenção para garantir o restabelecimento do diálogo com a empresa, a federação comunica ao MPT que deixará de participar “de reuniões pré-agendadas que não signifiquem efetiva negociação coletiva de trabalho”. (Acesse aqui o documento)

Dissimulação ou má fé?

No documento encaminhado à CONALIS, a FUP relata, passo a passo, a intransigência dos gestores da Petrobrás, que utilizam espaços que deveriam ser de negociação para comunicar medidas unilaterais, tomadas à revelia das entidades sindicais. Além disso, propositalmente, omitem dos trabalhadores que os sindicatos foram contra as medidas impostas.

Propostas da FUP evitariam resiliência

Através do MPT, a FUP vem buscando um espaço de negociação com a Petrobrás, que tem sido constantemente negado pela atual gestão. As representações sindicais apresentaram alternativas que podem reduzir em R$ 4,406 bilhões as despesas, sem que a empresa precisasse retirar direitos e reduzir salários dos trabalhadores.  

> Suspensão do pagamento de R$ 1,741 bilhão de dividendos aos acionistas, que já foram contemplados por R$ 9 bilhões.

> Suspensão do reajuste de 26,6% na remuneração global da alta gestão, o que representa R$ 9,1 milhões.

> Cancelamento do PPP 2019, programa de bônus que consumirá R$ 2,656 bilhões, dos quais R$ 796,8 milhões foram antecipados no início da crise da pandemia.

Monólogo como estratégia

A gestão da Petrobrás, no entanto, recusa qualquer forma de negociação. Desde que Roberto Castello Branco assumiu o comando da empresa, em janeiro do ano passado, o diálogo sindical foi esvaziado. Em vez de negociação coletiva, os gestores passaram a impor medidas unilaterais. Foi preciso a mediação do TST, para que a Petrobrás aceitasse assinar, no final do ano, o Acordo Coletivo de Trabalho que a FUP vinha tentando negociar desde maio.

A intransigência e falta de diálogo da gestão Castello Branco levaram os petroleiros à greve em fevereiro deste ano. Nem mesmo o acordo negociado durante o dissídio foi cumprido pela empresa, que também inviabilizou as comissões de negociação acordadas na audiência do TST (banco de horas, tabela de turnos, PLR, AMS).

A intenção dos gestores da Petrobrás está mais do que evidente: encobrir os erros das escolhas que fizeram, de acabar com a integração da empresa e reduzi-la a uma exportadora de óleo cru. A estratégia deu errado e a conta está sendo cobrada dos trabalhadores, através de medidas de resiliência que foram impostas, sem negociação.

À gestão Castello Branco, só interessa a liquidação da Petrobrás. Por isso, seus interlocutores fazem ouvidos de mercador.

A FUP não compactua com medidas lesivas ao país e aos trabalhadores.

#ForaCastelloBranco

[FUP]

Durante a quarentena, a FUP e seus sindicatos estão divulgando a hastag #ForaCastelloBranco nas redes sociais. O objetivo é denunciar a gestão da Petrobrás por se aproveitar da crise do coronavírus para acelerar o desmonte da empresa, quando deveria estar contribuindo para minimizar os impactos sociais e econômicos da pandemia no Brasil.

Em vez de cumprir a sua função pública de garantir o abastecimento do povo brasileiro e agir com responsabilidade social nesse momento de crise humanitária, a Petrobrás é conduzida na direção contrária. A gestão Castello Branco está paralisando mais de 50 plataformas de petróleo e aumentando ainda mais a subutilização das refinarias, enquanto o povo brasileiro paga preços de importação nos combustíveis que consome.

A capacidade das refinarias da Petrobrás, que já havia sido reduzida a menos de 70%, agora está abaixo da metade, como denunciam os coordenadores dos sindicatos filiados à FUP.

Nos estados do Nordeste, a gestão da empresa quer desativar praticamente todas as suas unidades, como acontece no Ceará, onde a Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) foi colocada à venda e as nove plataformas do estado, paralisadas, o que resultará no fechamento de mais de 2,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos. 

O mesmo acontece na Bahia, no Rio Grande do Norte, Pernambuco e várias outras regiões do Nordeste. O impacto econômico desse desmonte é ainda maior diante da crise gerada pela pandemia do coronavírus. 

Num momento como este, a gestão da Petrobras deveria estar subsidiando o gás de cozinha, cujos preços continuam abusivos, mesmo com as reduções dos preços dos derivados nas refinarias. A empresa poderia garantir o abastecimento de ambulâncias e geradores de hospitais, fornecendo combustíveis a custo zero, por exemplo. A gestão, no entanto, mantém os estoques das refinarias cheios, forçando a paralisação das unidades.

 

A pandemia da Covid-19 confirma o quanto o Estado é importante no enfrentamento e superação de crises. Castello Branco continua na direção contrária, comprometendo o futuro do país, ao condenar a Petrobras a um papel cada vez mais irrelevante no cenário nacional e mundial.

#ForaCastelloBranco

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[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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