Mesmo com a gestão Castello Branco tentando encobrir o número cada vez maior de trabalhadores infectados pelo coronavírus, a pandemia avança sem controle por todo o Sistema Petrobrás, principalmente nas plataformas.

Só na Bacia de Campos, já são 112 casos confirmados de Covid-19 e a gestão da Petrobras continua negligenciando ações preventivas e de segurança, mantendo as plataformas lotadas de trabalhadores, entregues à própria sorte.

Veja a reportagem da TV Globo, que foi ao ar nesta quarta-feira, 13 de maio, na segunda edição do RJ TV: 

Além de quebrar a integração do Sistema Petrobrás e de reduzir a empresa a uma exportadora de óleo cru, a atual gestão tem outros dois objetivos claros, que vêm sendo perseguidos desde o início de 2019: acabar com o Acordo Coletivo de Trabalho e enfraquecer as representações sindicais da categoria petroleira. 

Conquistas históricas de décadas de lutas e de organização sindical estão sendo flagrantemente descumpridas pela diretoria da estatal, em uma afronta não só aos sindicatos que pactuaram cada uma das cláusulas, como ao próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST), que chancelou o acordo, no processo de mediação realizado em novembro passado.

Na reunião desta quarta-feira, 13, da Comissão de Acompanhamento do Acordo Coletivo, realizada por videoconferência, a FUP e seus sindicatos tornaram a questionar a empresa sobre o sucessivo descumprimento de cláusulas do ACT e até mesmo de medidas provisórias editadas pelo governo durante a pandemia. A gestão, no entanto, continua insistindo na política do fato consumado. As reuniões que realiza com a FUP e os sindicatos são somente para comunicar decisões unilaterais, tomadas ao arrepio do Acordo Coletivo.

É o caso da redução dos salários dos trabalhadores, um ato flagrantemente ilegal; das transferências de trabalhadores de unidades hibernadas, que estão sendo realizadas pela gestão sem qualquer discussão com as entidades sindicais; dos ataques à AMS, um patrimônio da categoria que está sendo violado e agora corre o risco de ser desmontado ao ter a gestão privatizada, na contramão do que foi acordado com o TST na mediação do ACT; das horas extras na passagem de turnos, cujos critérios estão sendo descumpridos; e de tantas outras cláusulas que estão sendo atropeladas e ignoradas pela gestão da Petrobrás.

A FUP também cobrou uma resposta à proposta que foi apresentada à empresa no início do mês, de prorrogação do Acordo Coletivo até novembro. O RH informou que a reivindicação ainda está sendo analisada.

"A pandemia vai passar e nós vamos responder à altura à gestão da Petrobrás, pois não aceitaremos a entrega da nossa empresa, a retirada de nossos direitos e a fragilização do movimento sindical", afirma o coordenador da FUP. Veja abaixo:

 

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 14 Maio 2020 09:39

AMS: FUP desarquiva mediação no TST

Em despacho nesta quarta, 13 de maio, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe, atendeu ao pedido da FUP e desarquivou a mediação do Acordo Coletivo de Trabalho assinado no Tribunal em 4 de novembro de 19.

No ACT, a Petrobrás se comprometeu a criar Grupo de Trabalho para inserir a representação dos trabalhadores na gestão da AMS.

Porém, em lugar disso, a Petrobrás resolveu criar uma estranha "fundação", com a qual pretende passar a gerir a AMS.

Agora a Petrobrás tem 5 dias para responder se irá à mediação.

Para uma gestão que anuncia que "acabou a mamata", é obrigatório ir ao TST, já que os jornais têm especulado a respeito da nova "fundação":

- A nova "fundação" vai onerar a AMS em 2 bilhões de reais?

- Amigos de Castello Branco e de Cláudio Costa ganharão cargos na "fundação"?

- Qual o conteúdo dos pareceres financeiros, administrativos e jurídicos, prévios à decisão de criação?

Como a Petrobrás não teme essas respostas, ela comparecerá ao TST, e discutirá a inovação pretendida na AMS.


Leia também:

Deputado Paulo Ramos cobra que o MPF apure denúncia da FUP de irregularidades na mudança de gestão da AMS

Criar associação para administrar AMS? Castello Branco não conhece a Petrobras

Diretoria da Petrobrás age na surdina para privatizar gestão da AMS, com impactos de R$ 2 bi


[Assessoria Jurídica da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Com base em denúncias apresentadas pela FUP sobre uma série de irregularidades na mudança de gestão da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ) ingressou com representação junto ao Ministério Público Federal, cobrando investigação dos fatos. (Veja aqui a íntegra do docimento).

À revelia das entidades sindicais e descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho, a diretoria executiva da Petrobrás e o Conselho de Administração da empresa aprovaram uma alteração drástica na gestão do plano de saúde, que atende cerca de 246 mil petroleiros, aposentados e seus dependentes. A AMS deixará de ser gerida pelo RH, através do modelo de autogestão, e passará a ser administrada por uma entidade privada.

A direção da Petrobrás contratou uma consultoria, a Deloitte Touche Tohmatsu, para dar inicio à criação da entidade que será responsável pela gestão do plano. Só com essa consultoria, a estatal irá desembolsar R$ 600 milhões. Para a constituição do patrimônio da nova entidade, lá se vão mais R$ 2 bilhões. A gestão da empresa também contratou uma assessoria específica para coordenar a transição, ao custo de R$ 30 mil mensais.

Em live recente para os trabalhadores, o presidente da Petrobrás, Castello Branco, afirmou que a mudança aprovada irá melhorar a gestão da AMS, o que não é verdade. "Se essa mudança se concretizar, estaremos diante de um grande escândalo financeiro e moral", afirma o diretor da FUP, Paulo César Martin, que respondeu, em vídeo, as falácias do presidente da empresa sobre o plano de saúde dos trabalhadores.

Ao afirmar que a mudança de gestão do plano trará uma redução de custo de R$ 6,2 bilhões nos próximos 10 anos, Castello Branco só confirma os alertas da FUP, de que haverá prejuízos para os beneficiários. Quem pagará a conta dessa suposta economia são os trabalhadores da ativa e os aposentados e pensionistas, que serão impactados financeiramente e também com a queda da qualidade do atendimento. 

A AMS é um patrimônio da categoria petroleira, que sempre lutou muito pela sua sustentabilidade, contribuindo através da co-participação e garantindo, assim, a qualidade e abrangência do plano. "É clara a intenção desta gestão de destruir a assistência médica da categoria. Não vamos abrir mão da AMS e nem entregá-la aos mercadores da saúde", afirma Paulo César.


Leia também:

Diretoria da Petrobrás age na surdina para privatizar gestão da AMS, com impactos de R$ 2 bi


[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A paralisação das atividades dos campos terrestres de petróleo na Bahia – assim como em outros estados do Nordeste e Norte do Espírito Santo – pode provocar um impacto gigantesco na cadeia de produção de petróleo e consequentemente na economia de diversos municípios e estados. No caso da Bahia, além da demissão de cerca de 4 mil trabalhadores terceirizados e transferência de 900 empregados diretos da estatal para outros estados, a hibernação desses campos afeta uma grande cadeia de negócio e de produção da primeira e da segunda geração da indústria podendo provocar, entre outros danos, o desabastecimento do mercado nacional de parafinas. É como um efeito dominó, que só para quando todas as peças estiverem no chão, destruídas.

Entenda

A indústria do petróleo funciona em cadeia, mobilizando atividades diversas em vários setores da economia. A Bahia é um bom exemplo para entender como esse mercado funciona, pois foi nesse estado, na cidade do Salvador, que em 1939, jorrou o petróleo pela primeira vez no Brasil, na zona rural de Lobato. Em 1941 o óleo negro passou a ser comercializado, a partir da descoberta do poço Candeias 1. Descoberta essa que, em 1953, levou à oficialização do monopólio estatal sobre a atividade petrolífera e a criação da empresa “Petróleo Brasileiro S.A.”, mais conhecida como Petrobras. Até 1965, a Bahia foi o único estado nacional a produzir petróleo.

Foi no recôncavo baiano que a empresa deu inicio à sua exploração e produção do petróleo na chamada RPBA (Região de Produção de Petróleo da Bahia) hoje denominada UO-BA (Unidade Operacional da Bahia). Como é intrínseco à atividade, logo surgiu a necessidade de processar esse óleo e seus derivados. Assim, em 1948, foi criada a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), no município de São Francisco do Conde, próximo à cidade de Candeias, onde o promissor campo de petróleo atuava a todo vapor produzindo, no seu auge, cerca de 10 mil barris de petróleo por dia.

Um dos objetivos da construção da RLAM foi diminuir os custos da transferência do petróleo que era enviado para o Rio Grande do Sul para ser processado na refinaria Ypiranga (primeira do Brasil).

Mas a produção do óleo do recôncavo baiano trazia mais um desafio: o gás. Para dar vazão a esse derivado do petróleo foi criada a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, a FAFEN (antiga Nitrofértil), localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, que no ano de 1993 foi incorporada à Petrobrás. A partir da Bahia, a produção de petróleo e gás em campos terrestres avançou Nordeste afora.

Tendo como ponto de partida a produção da UO-BA nasceu uma grande indústria ancorada na produção do petróleo e seus derivados explorados nos campos terrestres da Petrobrás.

Esse foi só o começo de uma grande história que levou à ampliação do Sistema Petrobràs, à criação do Polo Petroquímico de Camaçari – o mais integrado do hemisfério Sul – e à aceleração do desenvolvimento econômico da Bahia. 

Valor agregado

Mas a integração da cadeia produtiva de petróleo tem infinitas possibilidades de geração de atividades e de empregos. O petróleo produzido nos campos de terra tem um alto teor de parafínicos na sua composição, que é o petróleo que mais agrega valor na sua cadeia produtiva porque dá inicio a uma cadeia de lubrificantes, tipo de óleo – mais caro por causa das suas especificações – muito utilizado em diversas indústrias a exemplo da locomotiva. Além dos lubrificantes há o mercado de parafinas, produtos que estão presentes em vários tipos de indústrias a exemplo das de cosméticos.

Só há duas refinarias da Petrobrás com capacidade para processar esse tipo de petróleo: a Refinaria de Duque de Caxias (REDUC) e a Refinaria Landulpho Alves (RLAM). Na REDUC, após processamento, 20% desse óleo vira parafínico e 80% lubrificante. Já na RLAM acontece o contrário, 80% do óleo processado se transforma em derivados parafínicos e 20% em lubrificantes.

Dentro da cadeia de petróleo esses são os derivados de maior valor agregado, mas perdem em escala porque sua produção é menor.

Portanto, vimos que a partir do petróleo tem-se uma gama de produtos que podem ser gerados e que alimentam indústrias da segunda geração como cosméticos (creme, batom), alimentação (proteção para frutas e queijos), revestimentos (vernizes). Enfim, uma cadeia que nasce a partir do processamento desse petróleo que é produzido no recôncavo baiano e na região do nordeste.

Na Bahia, esse tipo de petróleo, conhecido como petróleo baiano, é processado na unidade 9 (U-9) na RLAM. Atualmente a U- 9 processa 112000 m3 de petróleo baiano e nordestinos de terra (Sergipe terra e outros) na campanha de lubrificantes e parafinas e mais 96 000m3 de nordestinos na campanha de combustíveis. Além disso na campanha Baiano a U-9 produz carga para as Unidades 30 e 31, cujo principal produto é N-C10/C13, matéria prima para a empresa Deten, localizada no Polo de Camaçari, produzir insumos para as indústrias de detergentes e sabão em pó que com a pandemia teve seu consumo ampliado.

Logística

Há várias fábricas de velas localizadas próximas à RLAM, em diversos municípios no entorno da refinaria, no Centro Industrial de Aratu (CIA) e Polo de Camaçari. Elas consomem diariamente diversas toneladas de parafina processadas pela RLAM a partir do petróleo produzido na UO-BA através de seus vários campos terrestres.

Muitos empresários, como o da fábrica de velas Luz Divina, pertencente ao grupo Guanabara, proveniente de Curitiba, optaram por abrir as suas fábricas na Bahia para eliminar a figura do intermediário, comprando diretamente do produtor, a RLAM.

Mas essa proximidade não surtirá mais efeito. Além disso, a escassez da parafina na Bahia pode levar ao aumento do preço da vela e à crise no setor, gerando o fechamento de fábricas e o desemprego.

O diretor do Sindipetro Bahia, que também é funcionário da RLAM, Attila Barbosa, vê na movimentação da atual gestão da Petrobrás uma articulação orquestrada para quebrar a cadeia de petróleo no Nordeste e assim justificar a venda e fechamento de unidades da estatal. “A Petrobrás transformou em commodities o preço do gás produzido por ela mesma, inviabilizando economicamente as suas próprias fábricas de fertilizantes. Ao passar a cobrar de si mesma o gás a preço internacional a Petrobrás decretou o fechamento das Fafens Bahia, Sergipe e Araucária, saindo do negócio de fertilizantes”.

Com a FAFEN parada, no caso da Bahia, não há mais demanda de gás, o que acaba inviabilizando a produção de gás dos campos terrestres da UO-BA, tornando esses campos também inviáveis financeiramente.

Além de todo esse prejuízo, a paralisação das atividades dos campos terrestres da UO- BA (já há cinco sondas paralisadas no Campo de Dom João) pode afetar não somente a U-9 na RLAM, mas também outras unidades da refinaria como as unidades 11, 12, 13, 16, 18, 23 e 24, que de uma forma ou de outra fazem parte da cadeia de parafínicos e lubrificantes, alerta Attila, ressaltando que isso atingirá a força de trabalho e os resultados financeiros da refinaria. “Há uma integração no Sistema Petrobrás que é base e fortaleza de qualquer empresa petrolífera e ela está sendo quebrada para justificar a entrega e privatização dessa grande empresa, orgulho dos brasileiros”. 

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Segundo levantamento do INEEP, interrupção das atividades pode extinguir mais de 5 mil empregos, além de provocar perdas de quase R$ 400 milhões a cofres públicos do estado da Bahia e de 16 municípios baianos

Com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindipetro-Bahia, o deputado federal Joseildo Ramos (PT) ingressou, na noite de domingo (10/4), com pedido de liminar na Justiça Federal da Bahia (3ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia) para suspender a hibernação dos campos terrestres de petróleo e gás natural no estado, iniciada pela Petrobrás em abril, com a demissão de 350 trabalhadores do campo terrestre de Dom João, em São Francisco do Conde. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP), a interrupção das atividades no estado pode extinguir mais de 5 mil empregos.

Além do desemprego, a interrupção das atividades da Petrobrás na Bahia deve gerar grandes perdas aos cofres públicos, sobretudo para municípios baianos que têm a atividade petrolífera como uma de suas principais fontes tributárias. Somente com royalties e participações especiais, as perdas podem chegar a R$ 170 milhões anuais para o governo do estado e a R$ 220 milhões para 16 cidades baianas, aponta o INEEP. Perdas financeiras que certamente vão impactar as ações de saúde pública para o combate à pandemia do novo coronavírus.

“A decisão da Petrobrás de paralisar atividades em plena pandemia de covid-19 mostra a irresponsabilidade da atual gestão da empresa não apenas com seus trabalhadores, mas também com a população brasileira. A empresa que anunciou lucro recorde em 2019 demite pessoas, abandona trabalhadores terceirizados, interrompe atividades lucrativas alegando corte de gastos, mantém a venda de ativos como gasodutos e refinarias, o que vai diminuir sua capacidade de sustentação econômica, e ignora sua função social de apoio às comunidades locais onde está instalada. O foco da atual diretoria da empresa é beneficiar somente os acionistas, sem se importar com os cidadãos e as cidadãs”, afirma Deyvid Bacelar, diretor da FUP.

A ação de tutela antecipada com pedido de liminar impetrada por Ramos solicita cobrança de multa diária de R$ 100 mil à Petrobrás, caso a empresa não cumpra a interrupção da hibernação. O texto menciona que “apenas no caso da Bahia o faturamento da Petrobrás é da ordem de R$ 2.000.000.000,00 (Dois Bilhões de Reais), além do pagamento de impostos (ICMS para o estado e ISS para os municípios produtores), além de Royalties. Caso a intempestiva e despropositada determinação se cumpra, teríamos, em pleno estado de calamidade de saúde, o agravamento do quadro de desemprego no Nordeste; ampliação das consequências nefastas na economia nordestina, além da aceleração do processo de desindustrialização da região, uma verdadeira catástrofe anunciada”.

Embora se refira à Bahia, o pedido de liminar menciona os efeitos da hibernação adotada pela gestão da Petrobrás em outros estados da Região Nordeste e no Espírito Santo. “As medidas previstas não atingem só a Bahia. Atingem também os estados de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e o norte do Espírito Santo. Na cadeia produtiva nos diversos estados a paralisação progressiva das atividades operacionais da Petrobrás terá como principal consequência a destruição de cerca de 10.000 postos de trabalho direta e indiretamente”, diz o texto da ação.

“No momento em que o país assiste nas últimas 24 horas a ocorrência de mais de 700 mortes e em números totais, cerca de 10 mil óbitos em razão da pandemia da COVID-19, a Petrobrás, sendo uma empresa pública, com a responsabilidade social que lhe é inerente, em um dos piores momentos vividos pela humanidade deveria contribuir para, talvez, tentar amenizar o sofrimento do povo brasileiro, considerando o elevado lucro auferido em 2019.

A demissão dos profissionais que trabalham nos campos em questão impactará, certamente, na sustentabilidade econômica de estados e municípios, aprofundando a crise macroeconômica e sanitária que enfrentamos. Além, é claro, de impactar diretamente no sustento dos profissionais demitidos e das suas famílias.

Trata-se de uma medida absurda, sem justificativa plausível e tomada no pior momento possível”, completa o pedido de liminar.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, afirmou, em live recente para os trabalhadores da empresa, que existem irregularidades na administração da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) e com isso prova mais uma vez que não conhece a própria empresa, muito menos o Acordo Coletivo de Trabalho.

O diretor da FUP, Paulo Cesar Martin, responde às acusações do Castello Branco e aproveita para lhe lembrar que quem está usando a AMS sem pagar é ele e os demais diretores indicados e que não são petroleiros. 

O objetivo da atual gestão da Petrobras está claro e o alvo são os aposentados. Querem inviabilizar a continuidade dos aposentados no plano de saúde. Assista ao vídeo esclarecedor e se posicione ao lado de quem luta verdadeiramente pelos direitos dos trabalhadores da Petrobras. Foram os que hoje estão aposentados que fizeram desta empresa a gigante que ela é. Merecem respeito. 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

 O questionário do Sindipetro PR e SC realizado nas primeiras semanas do mês de abril teve participação significativa dos petroleiros. Sobre as medidas da Petrobrás no combate ao Covid-19, 65% dos trabalhadores que responderam ao sindicato acreditam ser insuficientes as ações da empresa. “O objetivo da pesquisa foi mapear a posição da categoria em relação a preservação da saúde, segurança e direitos dos trabalhadores”, explicou Alex Guilherme, dirigente do Sindicato.

 

 

Além de demonstrar descontentamento com as medidas de prevenção da Petrobrás, os trabalhadores fizeram alguns apontamentos e sugestões para melhorar a proteção em relação ao Covid-19 (as respostas preservam o anonimato). 

De acordo com a categoria: 

:: A questão do corrimão obrigatório na Repar neste momento tornou-se uma questão de risco. 

:: Assim como o aglomero de operadores em local fechado.   

:: Outro problema é o carro usado por muitos operadores que é compartilhado. 

:: O micro ônibus de turno continua lotado. Relato de 14 usuários em uma única rota. 

:: Ferramentas de trabalho como o rádio não são de uso individual. Nesse caso, a categoria sugeriu alternativas mais seguras e individuais, como microfones de lapela e capa de proteção no equipamento. 

:: Os trabalhadores consideram que o ideal seria a disponibilidade do teste rápido para o Covid-19. Segundo os petroleiros, isso deveria ser feito imediatamente e começando pelos mais confinados e de maior risco de contágio. 

:: Também a Petrobrás poderia disponibilizar máscaras cirúrgicas ou de pano, aumentar pontos estratégicos dentro da unidade com álcool 70. 

:: Outra questão que a companhia deixa a desejar é em relação ao monitoramento contínuo e preciso da temperatura dos funcionários. De acordo com trabalhadores, a termografia feita na entrada da Repar sempre mostra 33 graus! 

:: Por fim, a Petrobrás poderia fazer avaliações médicas periódicas em cada funcionário. 

Para o Sindipetro PR e SC, os relatos são de fundamental importância e nortearão os passos da entidade. 

*Esta é a primeira de uma série de matérias sobre os resultados da pesquisa (saiba mais AQUI). O objetivo é difundir a opinião dos petroleiros sobre as condições de trabalho durante a pandemia.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Por meio de um comunicado não oficial, petroleiros foram surpreendidos com o anúncio de mudanças, reestruturações e redução de remunerações por todo o sistema Petrobrás. A expectativa é que a empresa implemente todas as mudanças até setembro deste ano.

O documento afirma ainda que cada diretoria ficará responsável por decidir quais funções terão as reduções estabelecidas com a otimização organizacional. A proposta da Petrobrás é diminuir o número de funcionários até chegar a 30 mil trabalhadores próprios em todo o sistema até 2023.

O plano de demissão mais agressivo propõe o pagamento do salário líquido durante 24 meses com o piso em R$ 400 mil e o teto em R$ 1 milhão. A justificativa usada pela estatal para defender esse corte é que, por conta do contexto de crise, a reestruturação da empresa faz parte de uma estratégia de negócios para o enfrentamento do momento desafiador na indústria, atuando com a redução de custos, que por consequência é defendido como “aumento de resiliência ao mercado e igualdade com a concorrência”, praticando assim a cultura da meritocracia.

AIT e sucateamento do RH

Com a reestruturação, uma das mudanças ofertadas pela Petrobrás é a assinatura do Acordo Individual de Trabalho (AIT) que, por meio da cultura meritocrática e privatista da gestão de Roberto Castello Branco, busca adequar a oferta salarial aos funcionários que abrirem mão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em prol da conservação dos cargos de confiança, que possui, inclusive, uma tabela remuneratória exclusiva.

A atitude da empresa interfere diretamente na sindicalização dos trabalhadores, tratando a organização que defende os petroleiros como principal inimiga.

Outra mudança proposta pela estatal é o compartilhamento dos gerentes de recursos humanos. Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), o gerente de RH da Refinaria de Paulínia (Replan) passa a ser compartilhado com a Refinaria Henrique Lage (Revap), localizada em São José dos Campos e o responsável pela área na Refinaria de Capuava (Recap), agora também é encarregado pela Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão.

Para Itamar Sanches, petroleiro e dirigente do Sindipetro Unificado-SP, a iniciativa deixa mais claro o desmonte e descaso da Petrobrás com seus funcionários. “Quando a empresa não dá a devida importância aos recursos humanos, deixa clara a falta de importância dos trabalhadores para ela”, opina o dirigente.


Leia também: 

Sindipetro-NF denuncia: Gestão da Petrobrás quer o fim do RH da empresa


[Via Sindipetro Unificado de SP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto a gestão bolsonarista de Roberto Castello Branco continua negligenciando medidas preventivas cobradas pela FUP, mais de 800 casos de Covid-19 já foram confirmados em unidades da empresa, segundo levantamento do Ministério das Minas e Energia. De acordo com o boletim mais recente do ministério, divulgado terça-feira (5), foram registrados 1.642 casos suspeitos da doença na empresa, 806, confirmados e 231, recuperados.

A situação é mais crítica nas plataformas, onde, até o dia 30 de abril, 329 trabalhadores já haviam testado positivo para a Covid-19, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Na Bacia de Campos, os petroleiros estão sendo desembarcados em massa, como revela reportagem da repetidora da TV Globo no Norte Fluminense (veja tweets da FUP).  

Como a FUP vem denunciando, o autoritarismo da atual gestão da Petrobrás, que foge do diálogo com as representações sindicais, segue a mesma lógica centralizadora e negacionista do governo Bolsonaro. Enquanto isso, a contaminação da Covid-19 se espalha pelas plataformas, sem controle, colocando em risco os trabalhadores e suas famílias.

Até quando a direção da Petrobrás vai continuar fingindo que está tudo sob controle, se recusando a atender as medidas de prevenção cobradas pela FUP, principalmente, a testagem em massa de todos os petroleiros, inclusive os assintomáticos?


Leia também:

FUP cobra investigação criminal da gestão Castello Branco por negligência durante a pandemia


 

 [FUP]

Página 7 de 18

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram