Luiz Otávio Ramos Gavaza: oito anos de empresa, técnico em administração, nenhuma advertência, descrito pelos seus  colegas do setor de finanças da Petrobras, na Bahia, como uma pessoa de fácil convivência,  proativa e com inteligência acima da média.

Apesar de todos os requisitos positivos, Gavaza foi demitido pela Petrobras, sem justa causa, no dia 29/03.  

Em um ato organizado pela diretoria do Sindipetro Bahia, na manhã desta terça-feira, 09/04, em frente ao prédio do EDIBA, na Pituba, contra a demissão ilegal do empregado, muitos colegas de Gavaza saíram em sua defesa e se mostraram atônitos com o acontecido, pois segundo eles a própria gerência confessou que não houve um ato determinado que justificasse a demissão do trabalhador.

Para o empregado, o botão que acionou a sua demissão foi o fato de ter prestado queixa na ouvidoria da empresa contra o seu gestor direto por assédio moral e por agir de forma autoritária com sua equipe. 

No lugar de procurar se informar sobre o que estava acontecendo no setor de finanças, a Petrobras levou em conta apenas a versão da gerência e instalou uma comissão para analisar se o trabalhador deveria ser demitido ou não. 

Segundo Gavaza diante do impasse, outra gerência se mostrou aberta para absorver seus serviços, além de ele próprio, apesar de não ter feito nada de errado, se mostrar disposto a mudar sua postura para se encaixar naquilo que eles entendiam como certo. Nada adiantou. Mesmo sem justa causa, Gavaza, um trabalhador concursado, foi demitido.

Solidariedade e denúncias de perseguição e pressão

Durante a mobilização em frente ao EDIBA, que durou cerca de quatro horas, houve muitos relatos de  trabalhadores a respeito do clima de pressão dentro da empresa e de assédio para que haja adesão imediata ao MOBILIZA. De acordo com eles, o RH (Recursos Humanos) da Petrobrás também entrou na pressão para que os trabalhadores aceitem se mudar para outras unidades da Companhia, no Rio de Janeiro.

O diretor da FUP e do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, conclamou a categoria a se manter unida. “Hoje estão demitindo um companheiro sem justa causa, amanhã, pode ser qualquer um de vocês”.

Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, a demissão de Gavaza foi a forma que a empresa encontrou de assustar e pressionar os trabalhadores para que façam o que ela quer. “Foi uma afronta, uma chantagem, um assédio moral coletivo e nós não vamos aceitar isso. O sindicato vai reverter essa demissão pelas vias jurídicas, políticas e através de mobilizações, que vão precisar contar com a presença de toda a categoria”.

Para o também diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, esse ano, seguramente, será um dos mais difíceis para a categoria petroleira. “Será um divisor de águas e temos que estar unidos e fortalecidos para garantir a manutenção de nossos direitos no Acordo Coletivo de Trabalho e a readmissão do companheiro,  e a nossa força passa pelo fortalecimento da nossa entidade sindical, que é o nosso porto seguro e instrumento de luta”.

Ao final do ato, muitos trabalhadores pediram as fichas de filiação para se associarem ao sindicato. Há esperança e luz no fim do túnel.


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[Via Sindipetro Bahia]

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Segundo levantamento feito pela CUT, até a tarde do dia 04 de abril, 80 sindicatos filiados à Central já haviam conquistado decisões favoráveis de juízes de 1ª instância da Justiça do Trabalho contra a Medida Provisória (MP) nº 873/2019, editada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 01 de março, em pleno Carnaval, cujo teor é claramente inconstitucional, como já apontaram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e vários juristas e procuradores do Ministério Público do Trabalho. A MP, inclusive, será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em função de sua inconstitucionalidade. 

"As liminares e mandados de segurança garantem o desconto em folha de pagamento da contribuição sindical, taxa negocial e mensalidades de sócios de sindicatos que Bolsonaro queria impedir. Com as decisões favoráveis, os juízes de 1ª instância confirmam os argumentos dos sindicatos de que a MP é inconstitucional e coloca em risco a existência das entidades e as lutas em defesa dos direitos da classe trabalhadora, como por exemplo, a luta contra a reforma da Previdência que pode acabar com a aposentadoria de milhões de trabalhadores", aponta a CUT em reportagem publicada nesta quinta-feira, 04, em seu site. 

>Clique aqui e participe da Consulta Pública que o Senado está fazendo sobre a MP 873 

11 sindicatos da FUP garantiram na Justiça o desconto em folha

Desde que a Petrobrás anunciou, no dia 15 de março, a decisão de suspender o desconto em folha das mensalidades sindicais, a FUP e 11 sindicatos filiados já obtiveram decisões na Justiça do Trabalho contrárias à essa determinação arbitrária. 

O ataque à organização sindical petroleira é justificado pelos gestores da Petrobrás e de suas subsidiárias como cumprimento da MP 873, cujo objetivo é asfixiar as entidades sindicais na resistência aos ataques e desmandos do governo Bolsonaro e dos patrões. 

 

Para barrar a medida, a FUP e seus sindicatos ingressaram no dia 18 de março com ações trabalhistas em todo o país, cobrando que as empresas do Sistema Petrobrás mantenham o desconto em folha das mensalidades sindicais e seu devido repasse às entidades. 

Em assembleias realizadas nas últimas semanas, os petroleiros das bases da FUP discutiram a importância de fortalecer a luta sindical e aprovaram um desconto assistencial por quatro meses em resposta aos ataques da empresa. Não há dúvidas de que o objetivo dos gestores e do governo Bolsonaro é tentar impedir a resistência dos trabalhadores através de seu principal instrumento de luta e de organização, que é o sindicato.  

O assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, ressalta que, diante de uma “atitude autoritária que sequer a Ditadura Militar tomou”, é de fundamental importância a Justiça do Trabalho proteger os sindicatos contra os efeitos da MP 873. Ele, no entanto, ressalta que as decisões judiciais estão sendo concedidas via liminares e mandados de segurança, que podem ser cassados ou derrubados pela empresa, como já aconteceu em alguns sindicatos. ”A Petrobrás anunciou o corte (das mensalidades sindicais) no mesmo dia em que Castello Branco (presidente da empresa) declarou aos quatro ventos seu sonho de privatizar toda a empresa, e num cenário em que é prioritário para Bolsonaro paralisar os sindicatos que lutam contra a Reforma da Previdência”, alerta.

Sindicatos da FUP que têm decisões judiciais a favor da manutenção do desconto em folha das mensalidades e o respectivo repasse às entidades:

 


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[FUP]

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Mais dois sindicatos da FUP obtiveram decisões judiciais para que as empresas do Sistema Petrobrás continuem recolhendo as mensalidades sindicais dos trabalhadores associados.  Nesta terça-feira, 26, o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul conquistou mandado de segurança, via Tribunal Regional do Trabalho, obrigando a Petrobrás a manter o desconto em folha.

Na segunda (25), o Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e Paraíba também obteve liminar para que a Transpetro faça o mesmo. A decisão já havia sido garantida aos trabalhadores da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), outra subsidiária da Petrobrás.

Com isso, 11 sindicatos da FUP já conseguiram derrotar na justiça a determinação arbitrária dos gestores da estatal de suspender o desconto em folha das mensalidades sindicais, bem como o repasse às entidades representativas dos trabalhadores. 

Anunciada no dia 15 de março, a decisão da Petrobrás e subsidiárias foi justificada como cumprimento da Medida Provisória 873, editada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 01 de março, em pleno Carnaval, cujo teor é claramente inconstitucional, como já apontaram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e vários juristas e procuradores do Ministério Público do Trabalho. A MP, inclusive, será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em função de sua inconstitucionalidade.

O objetivo do governo Bolsonaro é asfixiar as entidades sindicais na resistência aos ataques e desmandos de sua administração. Para barrar a medida, a FUP e seus sindicatos ingressaram no dia 18 de março com ações trabalhistas em todo o país, cobrando que as empresas do Sistema Petrobrás mantenham o desconto em folha das mensalidades sindicais. 

"Além da probabilidade do direito, amparada em bases constitucionais, patente o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, uma vez que a inviabilidade da realização dos descontos em folha de pagamento ao tempo previsto torna improvável o pagamento retroativo das mensalidades vencidas e prejudica sobremaneira a organização financeira do sindical, comprometendo sua própria existência e atuação na defesa dos interesses da categoria. Não se olvide, neste particular, que, com o advento da Lei 13.467/2017, que extirpou do ordenamento jurídico a contribuição sindical obrigatória então prevista no art. 578 e ss. da CLT, os sindicatos perderam sua principal fonte de custeio e passaram a depender exclusivamente das contribuições voluntárias de seus associados", ressatou a juíza Ana Carolina Calheiros, da 18º Vara do Trabalho de Recife, em sua decisão favorável ao Sindipetro-PE/PB.

Até esta terça-feira, 26, a Justiça já havia concedido liminares a favor de 11 sindicatos filiados à FUP: Sindipetro Amazonas, Sindipetro Norte FluminenseSindiquímica ParanáSindipetro-PR/SC, Sindipetro Espirito Santo, Sindipetro Rio Grande do Norte, Sindipetro Duque de Caxias, Sindipetro Bahia, Sindipetro Unificado de São Paulo, Sindipetro-PE/PB e Sindipetro-RS.

O assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, ressalta a importância das liminares diante de uma “atitude autoritária que sequer a Ditadura Militar tomou”, mas lembra que a situação ainda é incerta. ”A Petrobrás anunciou o corte no mesmo dia em que Castello Branco (presidente da empresa) declarou aos quatro ventos seu sonho de privatizar toda a empresa, e num cenário em que é prioritário para Bolsonaro paralisar os sindicatos que lutam contra a Reforma da Previdência”, destaca.

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[FUP]

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A FUP ingressou quinta-feira, 21, com Ação Civil Pública na Justiça Federal do Rio de Janeiro, cobrando o imediato afastamento de Roberto Castello Branco do comando da Petrobrás. A entidade acusa o executivo de exercício abusivo de poder e de lesar a ordem econômica e financeira da empresa, o interesse nacional e os objetivos da estatal.

A Ação baseia-se nas declarações públicas de Castello Branco, amplamente repercutidas pela imprensa nacional e estrangeira, de que seu objetivo é privatizar a Petrobrás, a começar pela entrega de todo o parque de refino da empresa.  

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, no dia 07 de fevereiro, ele já havia afirmado que "não existe nada inegociável, tudo depende do preço".  No dia 15 de março, voltou a anunciar suas intenções, ao declarar à imprensa que a venda da Petrobrás e de outras companhias públicas "foi sempre o sonho" e que sua intenção é transformar a estatal "o mais próximo possível de uma empresa privatizada".  "Não podemos ter tudo o que queremos, mas podemos tentar", afirmou à Agência Estado.

Ao Jornal O Globo, ele anunciou que o refino e a distribuição são os segmentos da Petrobrás que serão privatizados imediatamente por sua gestão. “São exatamente os ativos que outros podem explorar melhor. Esses ativos podem gerar muito mais valor para a economia brasileira nas mãos de outros e nós podemos usar esses recursos para investir mais nas áreas prioritárias”, afirmou.

As declarações de Castello Branco contrariam os objetivos da Petrobrás, definidos na Lei 9.478/97, e o próprio Estatuto Social da empresa, que em seu artigo terceiro reforça o que está expresso na legislação. A Lei é clara: a Petrobrás “é uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que tem como objeto a pesquisa, a lavra, a refinação, o processamento, o comércio e o transporte de petróleo proveniente de poço, de xisto ou de outras rochas, de seus derivados, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos, bem como quaisquer outras atividades correlatas ou afins, conforme definidas em lei”.  

A FUP, portanto, solicita à Justiça, o imediato afastamento de Castello Branco do comando da Petrobrás, ressaltando que suas declarações reforçam a total incompatibilidade com os interesses da empresa e do país.

[FUP]

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A diretoria do Sindipetro Bahia está realizando setoriais com a base para dar informações sobre temas de interesse da categoria como PLR e RMNR e debater a atual situação politica e econômica do Brasil e as medidas que o governo Bolsonaro vem tomando para enfraquecer o movimento sindical com o objetivo de facilitar a retirada de direitos, a privatização das estatais e a aprovação de um projeto de reforma da previdência que tonará inalcançável a aposentadoria.

As setoriais iniciaram no dia 13/03 e acontecem até o dia 29/03 em todas as unidades. Devido ao momento adverso, confuso e caótico pelo qual passa o Brasil é muito importante que a categoria participe desses encontros (veja abaixo o calendário com data e horário). Já aconteceram setoriais em Bálsamo, Araças, Miranga e Taquipe, onde houve uma boa aceitação da base, que se mostrou preocupada e disposta a participar da luta contra os ataques do governo Bolsonaro.

Para o diretor da FUP,  Deyvid Bacelar, “de todas as agressões à classe trabalhadora, protagonizadas por esse governo, a pior delas, pelas consequências, é a Medida Provisória 873, editada por Bolsonaro em pleno Carnaval, que visa desmontar a organização dos sindicatos, suspendendo o desconto em folha das mensalidades sindicais”.

Nas setoriais, onde trabalhadores e sindicatos discutem formas alternativas para garantir a continuidade e capacidade de luta do movimento sindical, os diretores estão explicando os desdobramentos dessa MP e o que o governo pretende ao enfraquecer os sindicatos (principalmente aqueles que representam trabalhadores das estatais), que é reduzir a luta contra a aprovação da reforma da previdência e contra a Resolução 23, que estabelece as diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre os benefícios de assistência à saúde aos empregados, o que na prática contribui para o fim da AMS. 

E ainda diminuir a resistência dos sindicatos contra a Resolução 25 da CGPAR, que enquadra os planos de previdência das estatais, determinando, entre outras coisas, que a contribuição máxima das patrocinadoras nos planos deve ser de 8,5% do valor da folha.

O Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, afirma que a  MP 873 é inconstitucional, pois viola o Inciso IV do Art. 8° da Constituição da República e que providências jurídicas já estão sendo tomadas para que a Petrobrás não suspenda o desconto em folha das contribuições, como informou que irá fazer a partir do dia 25/03. 

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Os petroleiros do Rio Grande do Sul realizaram, nesta segunda-feira (18), um ato contra a privatização da Petrobras, o ataque à liberdade sindical e contra a precarização do trabalho na empresa. A mobilização ocorreu na entrada da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, região Metropolitana de Porto Alegre.

A declaração dada na última sexta-feira (15) pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, de que a venda da estatal e de outras companhias públicas “foi sempre um sonho”, foi uma das motivações para o ato dos petroleiros da Reafp.

Castelo Branco lamentou na ocasião o fato de não poder vender a petroleira e afirmou que sua intenção à frente da Petrobras é transformá-la "o mais próximo possível de uma empresa privatizada".
“Não é admissível que o presidente da empresa sonhe em vendê-la”, disse o diretor do Sindipetro-RS, Edson Terterola, ao repórter Marcelo Ferreira, do Brasil de Fato.

No governo do ilegítimo Michel Temer (MDB), o projeto de privatização consistia em entregar as refinarias do Sul e do Nordeste para a iniciativa privada. Os petroleiros realizaram um estudo e mostraram que o modelo de privatização era ruim para o Brasil.

O atual governo pegou essas críticas como base para a reelaboração do projeto de venda, diz Terterola.
“Não significa que não vão privatizar, pelo contrário, eles vão radicalizar a privatização. Querem vender o máximo possível da empresa. Aí a estrutura que estão pensando vai ser mais complexa. Nós estamos preparando a categoria para essa luta no decorrer do ano, uma luta contra um projeto que é muito mais radical do que o que tínhamos no ano passado”, afirma ele.

Precarização gera mortes

A morte de um mergulhador de 39 anos em uma plataforma na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, também esteve em pauta no ato. Conforme avaliação da dirigente do Sindipetro-RS, Miriam Ribeiro, há uma política de insegurança da estatal que é reflexo da política de privatização.
“Estão preparando a empresa para ser privatizada, então diminuem os gastos com tudo, precarizam todas as relações de trabalho. O que acaba gerando acidente em cima de acidente, e que resulta em mortes na nossa empresa”, afirma ela.

Lava Jato mira na Petrobras

Na avaliação dos petroleiros, a Operação Lava Jato tem como um de seus objetivos a desestabilização da Petrobras, em favor de interesses que não são do Brasil. Ainda com Temer, a mudança da política de preços com paridade internacional elevou os preços dos combustíveis, valorizando o mercado brasileiro para empresas estrangeiras. Com isso, passou-se a importar combustível e a reduzir a capacidade de produção das refinarias nacionais.

“Desde que a Lava Jato começou, milhares de pessoas ficaram desempregadas. Quem for a Rio Grande, passe na frente do estaleiro que fazia as plataformas da Petrobras. Aquilo lá está tomado pelo mato. Enquanto isso, foi dada uma isenção de cerca de R$ 1 trilhão para a compra das plataformas em Cingapura, para eles trazerem a plataforma pra cá, pegar o petróleo e levar embora. Onde já se viu se isso aí não atende nenhum interesse do povo brasileiro”, denuncia Ribeiro.

O polo naval de Rio Grande chegou a empregar 24 mil pessoas, mas, atualmente, apenas cerca de 500 seguem trabalhando nos estaleiros.

Castello Branco critica regime de partilha

“O Castello Branco também declarou que a lei da partilha é ruim. Claro que é uma lei ruim. É ruim para as empresas, mas para o povo brasileiro é excelente. Foi criada para tentar fixar os recursos do Pré-Sal no nosso país”, explica a dirigente do Sindipetro-RS.

O regime de partilha sofreu ataques nos primeiros dias após o golpe de 2016. Quando Temer ainda era presidente interino, um de seus primeiros atos foi sancionar uma lei que desobrigou a petroleira a participar dos consórcios de exploração de petróleo no Pré-Sal. A partilha previa que mais de 70% dos royalties seriam destinados para a educação.

Polêmicas do governo desviam debate principal

Na avaliação de Terterola, as polêmicas do governo Bolsonaro são uma cortina de fumaça para encobrir grandes ataques ao povo brasileiro, em favor dos interesses do capital financeiro. Segundo ele, “enquanto que eles soltam frases e imagens polêmicas, de questão secundária, vão tocando por baixo dos panos esse projetos, como o de privatização de empresas estatais”.

“Se nós trabalhadores não entendermos isso desse governo, vamos ficar discutindo o sexo dos anjos diante da realidade. Nossa questão é o dia a dia das pessoas, é o trabalho, é o desemprego que tá assolando todo o país, é a entrega do patrimônio público para empresas estrangeiras. É um absurdo que os meio de comunicação não estejam pautando esse debate, que é o que realmente importa para o povo”, conclui Terterola.

[Via CUT]

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Funcionário de carreira, com longa tradição de Petrobrás… ops… nada disso, Claudio Costa, o novo Gerente Executivo de RH da Petrobrás, indicação política de amigos dos amigos, só conhecia a companhia até há bem pouco tempo pelo que lia na revista Exame ou assistia pelo Jornal Nacional. Isso não o impediu de dizer, na reunião com funcionários do Edisp, que em 2015 a Petrobrás estava quebrada, como justificativa para o desmonte iniciado pelo governo tampão de Temer.

Costa, que se mostrou exímio em falar bobagem, repete o batido discurso dos privatistas para justificar a opção política e ideológica de entregar o patrimônio brasileiro e a maior empresa nacional para o controle do capital estrangeiro. Ou é mal informado ou mal-intencionado, mas em nenhum dos dois casos mostra qualificação para gerenciar uma empresa complexa como a Petrobrás.

O dito prejuízo da Petrobrás

Entre 2014 e 2017, a empresa apresentou resultados contábeis negativos, um acumulado de R$ 71,7 bilhões. No entanto, outros indicadores importantes mostram que o dito “prejuízo” foi uma opção de política da alta gestão. No mesmo período, a empresa apresentou faturamento (receita de vendas) de R$ 1,2 trilhão, lucro bruto acumulado de R$ 360,6 bilhões e EBITDA Ajustado de R$ 298 bilhões (confira tabela abaixo).

Então por que o balanço da companhia mostrou prejuízos contábeis?

Para explicar essa situação há alguns fatores determinantes, entre eles:

  • Os impairment´s (termo contábil usado para avaliar preços de ativos, de acordo com as suposições e estratégias que serão adotadas pela empresa no futuro) foram responsáveis por R$ 112,4 bilhões em perdas (R$ 44,5 bilhões em 2014, R$ 47,6 bilhões em 2015 e R$ 20,3 bilhões em 2016). Economistas de diversos matizes questionaram os critérios adotados para estabelecer os impairment’s, observando que iam na contramão do que outras grandes petrolíferas fizeram.
  • Queda no preço do barril de petróleo, de US$ 100/barril entre julho de 2014, chegando a US$ 26/barril em janeiro de 2016 e estabilizando na casa do US$ 50/barril. Como todos sabem (e Costa deveria saber), esse movimento cíclico motivado por disputas políticas internacionais tende a se estabilizar em médio prazo, perdas de um período são compensadas com ganhos em outros, ninguém pensa o mercado petrolífero em termos de meses e sim de anos e décadas. Mas Costa não deve saber disso, visto que sua experiência profissional é como indicado político na Prefeitura de São Paulo.
  • Dificuldades em continuar com os projetos de investimentos, por conta da Lava Jato. Vários projetos importantes e com grandes volumes de investimentos não foram concluídos por conta de bloqueios/descontinuidade de contratação de empresas envolvidas em investigações. A obra da Comperj, por exemplo, continua parada (e, consequentemente, sem recuperação de investimentos) por embargos às empreiteiras que executavam as obras.

A dívida da Petrobrás também é apresentada como indicador da fragilidade da empresa e motivo para fechar unidades e demitir funcionários. Em setembro de 2018, a Petrobrás apresentou uma dívida líquida de R$ 291,8 bilhões. É um valor considerável, de fato, mas perfeitamente assimilável para uma empresa do porte da Petrobrás e tendo nas mãos uma das maiores reservas de óleo do mundo, o pré-sal, ops, de novo, estão entregando o pré-sal a preço de banana e tirando essa riqueza de nossas mãos.

Essa dívida em sua maior parte, 66%, é de longo prazo, com vencimento após 2023, o que é característico do setor petrolífero. Um dado a ser olhado com atenção é que 74% dessa dívida está em dólar, o que torna a Petrobrás mais suscetível aos humores da macropolítica mundial.

Outros fatores influenciam essa dívida, como o grande (e correto) investimento feito na descoberta do pré-sal.

Se ainda não sabe, Claudio Costa irá saber em pouco tempo quem é a categoria petroleira. Construímos com suor diário a maior companhia da América Latina, enfrentamos tanques do exército nas refinarias, enfrentamos a manipulação da opinião pública nas investigações da Lava Jato, fizemos Pedro Parente e sua arrogância saírem pelas portas do fundo. Não será um subordinado de um político conservador que irá desrespeitar os milhares de petroleiros e petroleiras dessa companhia. Quem já tentou isso no passado se deu mal.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Os trabalhadores/as do Edisp realizaram nesta quarta-feira, 27, nova reunião setorial para debater o projeto da empresa de realocar os funcionários no Rio de Janeiro, saindo do prédio da Avenida Paulista. Cerca de 120 edispianos participaram da setorial.

De início, o diretor do Unificado, Alexandre Castilho, informou sobre a reunião ocorrida no Rio de Janeiro – solicitada pelo Sindicato – com o setor de Relações Sindicais do RH da empresa. A entidade solicitou que o processo seja mais transparente e os trabalhadores tenham acesso às informações e planejamento da empresa. Ficou compromissado que haverá um diálogo periódico entre a Petrobrás e o Sindicato, mas a empresa se recusou a fornecer qualquer estudo de viabilidade econômica. “Parece que não aceitam contestação”, avaliou Castilho.

Claudio Costa, pare de falar B…obagem

O que mais surpreendeu a todos – sindicalistas e funcionários – foi o fato de ao mesmo tempo em que dirigentes do Unificado estavam no Rio de Janeiro pedindo diálogo e transparência, o gerente executivo Claudio Costa, se bateu do Rio para São Paulo para “conversar” com os trabalhadores do Edisp. Conforme relatos e áudios da reunião, o tom utilizado pelo GEx foi intimidatório, afirmando que refinarias seriam fechadas, que muitos seriam demitidos e que quem não se transferisse para o Rio de Janeiro estava, praticamente, com os dias contados na empresa.

O tom da conversa chocou muitos funcionários e foi visto como assédio moral e falta de respeito por parte da gerência. No dia seguinte, Danilo Silva informou na reunião do Conselho de Administração o que havia ocorrido e as ameaças feitas pelo gerente. Tal repercussão negativa levou o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, a fazer um vídeo tentando explicar a desmobilização do prédio do Edisp e retrucando afirmações de Claudio Costa, sem, no entanto, citar ou desautorizar explicitamente as palavras do GEx.

Diante disso, o Sindicato encaminhou ofício ao diretor da Petrobrás, Eberaldo Almeida Neto, solicitando uma reunião para esclarecer as afirmações de Claudio Costa.

Atraso nesta sexta, dia 1

Na setorial da quarta-feira esses temas foram abordados e ficou definido que os trabalhadores realizarão um ato com atraso de duas horas nesta sexta, dia primeiro, exigindo respeito e transparência nas informações.

 


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[Via Sindipetro Unificado SP]

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Na segunda-feira, 25, os trabalhadores do EDISP (sede administrativa da Petrobrás em São Paulo) foram surpreendidos por uma reunião de última hora, convocada para o final do expediente (entre 17h e 18h), com o novo Gerente Executivo de Gestão de Pessoas, Cláudio Costa. O gerente confirmou o fechamento da unidade e revoltou os petroleiros ao afirmar que haverá demissões e privatização em todo o sistema e que muitos dos trabalhadores do EDISP e de outras unidades não serão aproveitados pela companhia.

Além do tom terrorista, a conversa com os trabalhadores foi feita a portas fechadas, sem a presença de representantes do Sindipetro, cujos dirigentes participavam no mesmo dia de uma reunião com o RH na sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, justamente para discutir a situação dos petroleiros do EDISP.

Vários áudios com as declarações de Cláudio Costa foram divulgados nas listas de WhatsApp, deixando a categoria indignada e atônita com a frieza com que se referiu ao futuro dos trabalhadores e da própria Petrobrás. Gestor especializado em reestruturação, ele não faz parte dos quadros da empresa e foi importado do mercado para tentar colocar em prática o projeto do atual governo de privatização.

Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, as ameaças feitas pelo gerente de RH não causam surpresa. “Quem indica o presidente da Petrobrás e a maioria dos seus representantes no Conselho de Administração da empresa é o governo de Jair Bolsonaro, presidente que o povo brasileiro elegeu e que tem em seu DNA a privatização e a retirada de direitos da classe trabalhadora”, afirmou.

Para José Maria, também não há surpresa alguma na tática do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, que tentou atenuar as declarações de Cláudio Costa, divulgando nesta quarta-feira, 27, um vídeo tentando acalmar a categoria, ao afirmar que não haverá demissões no EDISP. “Tanto a fala do gerente executivo, quanto do Castello Branco foram muito bem combinadas. É assim que eles agem. Eles estão na companhia para cumprir o programa de governo que foi eleito pelo povo brasileiro, que é privatizar e retirar direitos”, destacou.

O coordenador lembra que a Federação Única dos Petroleiros sempre esteve à frente das lutas em defesa da defesa do Sistema Petrobrás e dos direitos da categoria, denunciando os riscos desse projeto entreguista, que hoje comanda o país. “Denunciamos o golpe, lutamos contra a quebra da Lei de Patilha do Pré-Sal, estivemos à frente do processo para tentar eleger um projeto de governo democrático e que visasse o desenvolvimento da nossa nação”, lembra José Maria, ressaltando que a FUP continuará nas trincheiras de luta em defesa da classe trabalhadora e das empresas estatais.

“O que eles querem é privatizar a nossa empresa para transferir recursos para o capital internacional e isso nós não vamos permitir. E não é com bravatas que vamos barrar esse processo. É Com luta, que é a marca da FUP”, avisa o coordenador, alertando os trabalhadores para que não caiam no engodo das declarações de Castello Branco. “Ele já afirmou em entrevistas que defende a privatização de todos os ativos da Petrobrás, à exceção do Pré-Sal. Não vão vender refinarias, terminais, fábricas de fertilizantes e manter os trabalhadores nos prédios. Isso é uma falácia. Só a luta vai garantir a nossa empresa forte e nossos direitos”, afirma José Maria Rangel.

Em assembleia setorial realizada nesta quarta-feira, 27, os trabalhadores do EDISP aprovaram a realização de um ato de repúdio às declarações de Cláudio Costa, que será realizado na sexta-feira, 01/03, pela manhã.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, gravou um vídeo no início da noite de terça-feira, 26, desmentindo o gerente executivo de gestão de pessoas da empresa, Claudio Costa, que ameaçou de demissão os trabalhadores do Edisp, sede administrativa da estatal em São Paulo.

Castello Branco tenta amenizar a tensão e os efeitos negativos causados pelas declarações do executivo na véspera, que se reuniu a portas fechadas com os empregados do prédio e criou um clima de terror. Resta agora saber qual dos dois fala a verdade.

Ao contrário do que afirmou o gerente executivo, Castello Branco declarou que não planeja demissões no Edisp. Segundo ele, os empregados serão remanejados para outras unidades da estatal e alguns trabalharão de casa. “As pessoas não serão direcionadas para refinarias, vão para localidades de custo mais baixo, para a redução do custo da Petrobrás. Algumas vão permanecer em teletrabalho. Não temos intenção, a priori, de demitir ninguém”, destacou.

Castello Branco informou que não existe um plano de demissões na Petrobrás, mas que está em estudo inicial um Plano de Demissão Voluntária (PDV). “. Esse programa está começando a ser estudando, seus benefícios e seus custos, e decidiremos oportunamente. Quando for decidido, nós anunciaremos a todos os colegas, sempre agindo da forma mais transparente possível, porque todos vocês merecem o nosso respeito”, afirmou.

No vídeo, o presidente da Petrobrás disse ainda que as dependências do Edisp, que atendem o Conselho de Administração e a diretoria executiva, serão desocupadas imediatamente. “A diretoria e nem o Conselho vão utilizar qualquer área em São Paulo. Havia um sofisticado sistema de telepresença, que vai ser desativado. As pessoas que continuarem obrigatoriamente em São Paulo serão transferidas para um regime de coworking, cujo custo terá que ser igual ou inferior ao que temos no Edise (sede administrativa no Rio de Janeiro). No nosso prédio sede, o custo é de R$ 1800 por estação. Queremos algo parecido ou pouquinho abaixo, se for possível.

Os três veículos a serviço da diretoria da Petrobrás em São Paulo, segundo Castello Branco, serão desmobilizados. “Outra medida de redução de custos, que nós aprovamos hoje no Conselho de Administração, foi reajuste salarial zero para o presidente e os diretores executivos”, informou.
Certamente, Castello Branco ou Claudio Costa (ou os dois) está mentindo. A categoria só precisa ficar atenta para não cair na conversa fiada desse governo, que é craque em peripécias para confundir e estratégias de desdizer o que foi dito.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

Publicado em Sistema Petrobrás
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