Nesta quinta-feira, 19, a FUP e a FNP realizam mais uma reunião de conciliação com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), buscando avançar no processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho dos petroleiros do Sistema Petrobrás.

As representações sindicais já participaram de duas negociações unilaterais mediadas pela Vice-Presidência do TST, onde reafirmaram o posicionamento das assembleias, que rejeitaram a proposta de Acordo rebaixado que a gestão da Petrobrás insiste em impor à categoria.

As federações concordam em negociar o atual Acordo Coletivo e não a última contraproposta da empresa.

FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A Petrobrás acusou o golpe da derrota nas assembleias do final de agosto, que rejeitaram a sua “última” contraproposta de acordo coletivo. A gestão bolsonarista da empresa moveu todos os esforços para lotar os locais de votação com seus gerentes para tentar intimidar os trabalhadores.

Para isso, prometeu abonar as horas de quem fosse à assembleia. Depois do resultado, em que perdeu por ampla maioria, estão aparecendo relatos para o Sindipetro-NF de que algumas unidades não estão dando o abono prometido. Pelo visto, o abono das horas era só em caso de derrota do indicativo do sindicato.

A gestão também está levando adiante a coação sobre os petroleiros que têm cargo de chefia mas não se renderam à “orientação” de se desfiliarem dos sindicatos. O NF tem recebido relatos de que estes trabalhadores estão perdendo os cargos de chefia em razão de exercerem o direito de filiação.

Cursos no “momento livre”

Outra “novidade” é o lançamento de um aplicativo de celular que prevê em termo de uso o monitoramento dos aparelhos pessoais dos empregados, além tratar como algo benéfico que os trabalhadores utilizem o tempo de folga para fazer cursos exigidos pela própria companhia.

“Otimização de tempo é o ganho da funcionalidade de Aprendizagem: empregados podem usar o aplicativo no celular para completar os módulos de cursos de Ensino à Distância (EAD) sempre que tiverem um momento livre, como os cursos de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual, de Introdução à Transformação Digital ou o programa Harvard ManageMentor, voltado para lideranças”, afirma texto da empresa que divulga a nova ferramenta de gestão de pessoas.

Denuncie

Esses são casos muito graves de má fé negocial, prática antissindical e assédio contra os trabalhadores feitos por uma gestão e um governo que desconhecem os limites da civilidade, da democracia e das relações institucionais. O sindicato solicita que todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiverem passando por estas ou por outras situações de coação que enviem seus relatos para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A entidade garante o sigilo do denunciante.

[Via Sindipetro-NF |Boletim Nascente]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 12 Setembro 2019 14:12

Quem a Petrobrás pensa que engana?

Os gestores da Petrobrás continuam apelando para a mentira na tentativa de impor aos petroleiros um Acordo Coletivo de Trabalho rebaixado. De fake news em fake news, a empresa recorre à estratégia deliberada de distorção e inversão dos fatos, para tentar passar pano pro desmonte do ACT.

Primeiro, os gestores tentaram acabar com 50 cláusulas que conquistamos a duras penas. Agora afirmam que “evoluíram bastante na negociação até a sua proposta final”, onde retiram “apenas” 20 cláusulas.

Ou seja, retalham o nosso Acordo, retirando direitos e conquistas históricas da categoria, e continuam insistindo que avançaram na negociação.

Quem a direção da Petrobrás pensa que engana? Os trabalhadores ou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a quem pediu mediação para tentar referendar sua proposta de rebaixamento do ACT?

Junto com a FNP, a FUP já participou de duas negociações unilaterais mediadas pela Vice-Presidência do TST, onde reafirmou o posicionamento das assembleias, que rejeitaram a contraproposta fake que a gestão da Petrobrás insiste em pintar como avanço.

No próximo dia 19, as federações retornam ao Tribunal para mais uma reunião de conciliação, buscando avançar no processo de negociação, partindo do atual Acordo Coletivo e não da contraproposta rebaixada que a empresa quer impor.

Reunido quarta-feira, 11, no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da FUP reforçou a decisão das assembleias, de negociação dos pontos do ACT em que há divergências com a Petrobrás, mas preservando as conquistas e direitos da categoria.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A gestão da Petrobrás volta a afrontar a categoria e anuncia, em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), demissões e transferências de trabalhadores em diversas unidades da empresa.

Na Bahia, a Petrobrás comunicou a demissão de cerca de 2 mil terceirizados e a transferência de 1.500 trabalhadores próprios, em função da desativação do seu edifício sede em Salvador (Torre Pituba).

O mesmo acontecerá no Rio Grande do Norte, com o fechamento da sede da empresa em Natal. Lá também, os gestores já comunicaram a demissão de cerca de 6.500 trabalhadores terceirizados e a transferência de outros 1.740 trabalhadores próprios. 

No Edisp, edifício sede da estatal em São Paulo que já foi desativado, os trabalhadores foram transferidos e os contratos com terceirizados, encerrados. 

Em Macaé, no Norte Fluminense, os trabalhadores do Edifício Novo Cavaleiros (Edinc) foram comunicados em julho que a unidade será desativada até 2020. O Sindipetro-NF ficou sabendo do fato pela imprensa.

Na ultima semana, foi a vez dos trabalhadores do setor de Suprimentos de Bens e Serviços (SBS) de Minas Gerais, lotados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) receberem a notícia que serão transferidos para outros estados.

Os petroleiros foram informados durante uma apresentação feita pela gestão da Regap, que sequer comunicou o fato ao Sindipetro-MG. A princípio, os trabalhadores devem ser realocados em unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

De acordo com a Petrobrás, eles terão um período de menos de 15 dias para escolherem entre um dos três estados – onde a companhia deve concentrar sua atuação – e devem ser transferidos até o final do primeiro trimestre de 2020. Ainda conforme a empresa, todo o setor de SBS será concentrado nesses estados e, por isso, o deslocamento de trabalhadores.

As transferências de trabalhadores próprios e demissões de terceirizados vêm ocorrendo desde a gestão de Pedro Parente, quando foi iniciado o processo de desmonte da Petrobrás. Com a intensificação da privatização - o atual presidente da Petrobrás, Castello Branco, já revelou que seu sonho é vender toda a empresa - várias unidades estão sendo fechadas. 

“A atual gestão da Petrobrás segue demonstrando que não tem qualquer compromisso e respeito com sua força de trabalho. Enquanto falam em boa fé negocial, em meio ao processo de negociação do Acordo Coletivo, a empresa anuncia a transferência de trabalhadores e fechamento de unidades. Isso tudo sem qualquer negociação com o Sindicato”, avalia o diretor do Sindipetro-MG, Felipe Pinheiro

A FUP solicitará uma reunião de urgência com a gerência do SBS da Petrobrás para cobrar esclarecimentos sobre a transferência dos trabalhadores.

[Com informações do Sindipetro/MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e a FNP realizaram nesta terça-feira, 10, mais uma reunião de negociação do Acordo Coletivo com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os petroleiros reforçaram que querem discutir o Acordo a partir do atual ACT e não da terceira contraproposta apresentada pela Petrobrás, que foi massivamente rejeitada pela categoria por retirar direitos dos trabalhadores.

As duas federações voltam a se reunir com o TST no dia 19 de setembro para mais uma rodada de negociação do ACT.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Sexta, 06 Setembro 2019 15:02

Precisamos falar sobre a Petrobrás

Por Leonardo Urpia, diretor da FUP e do Sindipetro-BA

A desmobilização e o esvaziamento do edifício Torre Pituba (sede da Petrobrás na Bahia) diz muito sobre quem são e quais as intenções das pessoas que hoje ocupam um governo, que foi alçado ao poder impulsionado pelas fake news e pela criminalização da esquerda em um jogo orquestrado pela mídia e Operação Lava Jato – hoje já temos provas disso através da Vaza Jato, uma série de reportagens feitas pelo premiado jornalista Glenn Greenwald do site Intercept Brasil, e que já vinham sendo denunciados por outros veículos de comunicação como a Folha de São Paulo, o saudoso Paulo Henrique Amorim e até o anti-petista, Reinaldo Azevedo.

Bolsonaro já disse que o sentido do seu governo “não é construir coisas para o povo brasileiro, mas desconstruir”. É exatamente isso que ele está fazendo, começando por destruir a Petrobrás, símbolo de sucesso do governo democrático e popular de Lula.

A intenção, no caso do Torre Pituba, é política. A ideia, que começou a ser desenvolvida no governo de Temer, é mostrar à sociedade que essa foi uma obra desnecessária.

Mas uma coisa, são eles, outra são os petroleiros, que vivenciam essa, ainda, grande empresa. Esses não podem, em hipótese alguma, repetir as atrocidades e mentiras destes que são verdadeiros golpistas e entreguistas.

Os petroleiros sabem como funciona a Petrobrás, sabem da necessidade de cada prédio, de cada unidade da empresa.

O edifício Torre Pituba foi concebido dentro de um cronograma de desenvolvimento da empresa que consistia na ideia da Bahia manter-se a sede dos Serviços Compartilhados para o Norte e Nordeste.

Como havia uma crescente expansão da Petrobrás, que se destacava no mercado internacional, chegando a alcançar crescimento no seu valor de mercado de 1250% no governo Lula, os projetos da estatal passaram a incluir mais três refinarias no Nordeste ( Premium 1 e 2 e Abreu e Lima ) além das existentes atualmente, RLAM, Clara Camarão, Lubnor e Reman no Amazonas.

Toda essa estrutura tinha um propósito, que era o propósito do desenvolvimento, que manteria:

– As atividades nos campos terrestres de todo Norte e Nordeste; que avançariam nas atividades offshore (Litoral da Bahia, de Sergipe, do Ceará e as novas fronteiras no mar entre Maranhão/Pará/Amapá)

– A ampliação das atividades de desenvolvimento dos Biocombustíveis, com as usinas de biodiesel de Candeias e Quixadá, Guamaré;

– A ampliação da produção de Fertilizantes nacionais (projetos Arla-32 na Fafen-Ba ) e a manutenção das atividades de suporte energético com as Termelétricas à Gás e à Óleo;

– A ampliação das atividades da Transpetro com os terminais de Regaseificação de GNL da Bahia e Ceará ( Pecém) para Sergipe ( Barra dos Coqueiros ), Pernambuco ( Suape );

– A ampliação da Malha de Dutos e Gasodutos para a Integração nacional e atendimento à ampliação dos portos e terminais.

– Construção dos Navios Sondas de perfuração, produção e Estocagem de Petróleo e Gás no Brasil para atender a demanda de produção do Pré-sal. Aqui na Bahia, o Estaleiro de São Roque do Paraguassu era um dos estaleiros brasileiros contratados para atender esta demanda de 29 FPSO pela Petrobrás;

– Criação do COFIP – O Centro de Operações Financeiras da Petrobrás, que sediado na Bahia, contribuiu para a modernização e redução do tempo de resposta da empresa aos processos de Finanças, Contabilidade e Tributário!

Universidade Petrobrás

 Quantos dos petroleiros se beneficiaram da Universidade Petrobrás? Com certeza, todos aqueles que entraram na empresa a partir de 2003. A universidade saiu de uma pequena sala do RH para se tornar a melhor universidade corporativa do mundo por dois anos e ampliaria suas instalações do edifício na avenida Sumaré para ocupar todo o antigo EDIBA – no Itaigara.  Sem falar na ampliação do número de empregados e realização dos concursos públicos e o Acordo Coletivo de Trabalho, que saiu de 90 para 206 cláusulas, com ganhos reais sucessivos e aumento dos direitos sociais ano a ano.

Poderíamos ficar o dia todo discorrendo sobre a ampliação das atividades da Petrobrás, mas sabe o que ocorreu ?

Lava Jato

A operação poderia ser construtiva se não tivesse objetivos políticos, o principal deles o de impedir a candidatura e eleição deu uma Pessoa e permitir a privatização do parque industrial do Brasil. O que aconteceu foi a paralisação de todas as obras da Petrobrás no Nordeste. Veja o que está acontecendo com o patrimônio do povo brasileiro:

Refinarias

A Refinaria Abreu e Lima paralisou o segundo trem com capacidade de refinar 100 mil barril/d com 85% das obras concluídas. Foi transformada em sucata.

As refinarias premium 1 e 2 foram paralisadas em seu projeto de  desenvolvimento  já pela pressão da Lava-Jato. A Refinaria Clara Camarão está paralisada.

Para acabar de vez com as refinarias, o governo adotou uma política de restrição da produção para beneficiar e propiciar a importação de derivados, com apenas 70 % de sua capacidades operação ( RLAM, REMAN e Abreu e Lima ) e todas foram colocadas à venda. O que vemos é a ampliação de 40 para 220 empresas privadas importadoras de derivados de petróleo em 1 ano. Em 2017, por exemplo, o Brasil aumentou em 30 % as importações de derivados de petróleo, alinhado a uma nova política que permitiu o aumento dos preços aos consumidores e o lucro das novos importadores;

Renováveis Petrobras Biocombustíveis

Paralisação das Unidades de Biodiesel, a única funcionando é a de Candeias ( mas já colocada à venda)

Termelétricas

Diversas termelétricas paralisadas e colocadas à venda, inclusive as baianas Arembepe, Muricy, Bahia 1 e as já negociadas Rômulo Almeida e Celso Furtado

Fertilizantes

As FAFENS Bahia e Sergipe estão em hibernação e colocadas à venda.

E&P

Os Campos Terrestres de produção de óleo e gás estão sem investimento na produção e colocados à venda, a exemplo de todas as concessões dos Campos Produtores de Miranga, Água Grande e Candeias. Há também a hibernação e vendas das Sondas de perfuração Terrestres e Marítimas. Lembram das P-59 e 60, que foram vendidas por 10% do valor de construção? Ou do corte para transformar em sucata as sondas de perfuração terrestres?

Terminais e Transpetro

Os Terminais  da Transpetro forma colocados à Venda, inclusive o baiano Temadre.

Dutos e Gasodutos

A TAG, a empresa do Sistema Petrobras proprietária dos dutos foi vendida. Colocando o Dutos na iniciativa privada, colocando em risco a distribuição de energia para o Norte e Nordeste.

Universidade Petrobras

Teve suas atividades extintas na Bahia e deixará de existir.

Estaleiros

O Estaleiro de São Roque do Paraguassu na Bahia está fechado, assim como o de Pernambuco e todos os outros no Brasil, com as encomendas da Petrobrás realizadas em outros países como China e Singapura! E mais de 6 mil trabalhadores de São Roque do Paraguassu desempregados, sem atividades !

Força de trabalho

Acabaram os concursos públicos, agora tem Programa de demissão voluntária até para quem não está aposentado e ainda o Programa de demissões acordadas (sem justa causa), em que o trabalhador, em comum acordo com o patrão, abre mão de diversos de seus direitos.

COFIP

Desde sua transferência para o TORRE PITUBA, tem sido desmembrado, desestruturado e seu conceito extinto. Os trabalhadores têm sido transferidos e ou demitidos;

ACT

Desde o golpe a proposta da empresa é REDUZIR DIREITOS e tem feito  grande esforço para colocar seu plano em prática, mesmo diante da resistência dos Sindipetros e da FUP, que têm garantido a manutenção dos nossos direitos por duas negociações seguidas de cláusulas Sociais.

Enfim, está claro que a desmobilização do edifício sede da Petrobrás na Bahia – TORRE PITUBA, atende a este novo modelo de empresa, pautado num projeto político de destruição e entrega do país tendo com principal foco o símbolo do sucesso brasileiro e dos governos de esquerda e do PT ( Lula e Dilma ) que foi a PETROBRAS. A empresa de petróleo que mais descobriu novas reservas, a exemplo do Pré-sal, mais desenvolveu tecnologias de prospecção e produção em novas fronteiras e mais diversificou sua atuação deixando de ser um empresa de petróleo para ser tornar uma empresa Integrada de Energia nos últimos 15 anos .

Nós trabalhadores aqui na Petrobras na Bahia, somos frutos desta política de desenvolvimento e fortalecimento da Petrobras que freou a política de privatizações da década de 90 que já tinha em seu projeto a destruição da Petrobras e a extinção dela na Bahia.

Mas nem tudo está perdido, acredito que com luta e resistência somos capazes de mudar muita coisa. Por isso, conclamo os companheiros e companheiras a não abaixar a cabeça e vir para a luta, junto com a FUP e o Sindipetro Bahia defender a Petrobrás, os direitos da categoria e a soberania nacional. Tenham certeza de que juntos somos mais fortes.

Grande abraço a todos e saudações de resistência aos colegas do EDIBA-TORRE PITUBA e toda a Bahia!

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 05 Setembro 2019 19:20

Negociação do ACT continua

Cumprindo o cronograma estabelecido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os petroleiros estiveram reunidos nesta quinta-feira (5), em Brasília, para mais uma reunião de mediação unilateral no TST, visando à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Na próxima semana, dia 10/09, as federações que representam os trabalhadores da Petrobrás (FUP e FNP) retornam a Brasília para cumprir mais uma etapa do cronograma de reuniões mediadoras estabelecidas pelo Tribunal.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A cúpula da Petrobrás anunciou, na manhã desta segunda-feira, 2, a decisão de prorrogar a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2017/2019), por 30 dias, ou enquanto durar o processo de mediação da negociação promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST.

Na última quinta-feira, 29, quando ocorreu a primeira reunião no Tribunal, os representantes da Petrobrás, conforme Ata de Reunião, alegaram “dificuldade para prorrogar o ACT de forma integral, considerando as compreensões da empresa acerca da presente situação”.

Com a concordância da Petrobrás, as federações de trabalhadores (FUP e FNP) aceitaram prosseguir no procedimento de mediação, devendo o processo incluir as subsidiárias da controladora, assim como a Araucária Nitrogenados S. A.

O calendário de negociações mediado pelo TST prevê a realização de reuniões no dia 4/09, com a Petrobrás, no dia 5/09, com as Federações e Sindicatos, e uma reunião conjunta no dia 10/09.

Mediação

Sem ao menos aguardar a conclusão das consultas aos trabalhadores, que apreciavam a terceira contraproposta de ACT, apresentada em mesa de negociação, a Petrobrás solicitou a mediação do TST no processo, alegando “busca de condições de diálogo”.

Em algumas bases, como no caso do Rio Grande do Norte e do Norte-fluminense, o calendário de assembleias deliberativas estendeu-se até a última sexta-feira, 30, registrando uma acachapante rejeição à oferta da Direção da Petrobrás.

Além da recusa à contraproposta, a categoria aprovou a continuidade das negociações nos pontos divergentes; a prorrogação dos efeitos do ACT vigente, enquanto a negociação estiver em curso; e a deflagração de greve, em caso de retirada de algum direito, durante o processo negocial.

Todavia, já em consequência da solicitação encaminhada pela Petrobrás, o TST convocou a reunião realizada na última quinta-feira, com a presença da empresa, na condição de requerente, e das representações sindicais dos trabalhadores (FUP e FNP).

Na ocasião, os representantes das federações reiteraram estranheza com o fato de a empresa ter procurado o Tribunal, pois não havia, como não há, da parte dos trabalhadores, qualquer indisposição para negociar.

Lembrando que, desde 2013, o ACT vem sendo renovado com recomposição da inflação acumulada no período, os representantes sindicais frisaram que a pauta reivindicatória da categoria foi apresentada à Petrobrás em 15/05.

Desde então, porém, ocorreram iniciativas da empresa que dificultaram a negociação, como as tentativas de mudança nas tabelas de turno, sem discussão com as entidades de trabalhadores; o tratamento dado à PLR; e a adoção de práticas antissindicais.

No TST, ante o apelo ao diálogo, sem menosprezar o Tribunal como uma via a ser considerada, mas entendendo que a mediação do órgão só deveria ocorrer após o esgotamento das negociações, as representações sindicais manifestaram-se em favor da prorrogação dos efeitos do atual ACT e da manutenção do processo de discussão em mesa de negociação, na própria empresa.

No entanto, segundo consta da Ata da Reunião Bilateral de Trabalho, a Petrobrás alega ter “a convicção de que foi exaurido o diálogo na mesa de negociação direta, tendo avançado em sua proposta, sem que os requeridos tenham mudado sua posição inicial”.

Diante do impasse, afirmando que “uma das principais preocupações da Vice-presidência (do TST) consiste na busca de condições de diálogo, o que tem como um dos elementos importantes a garantia dos instrumentos coletivos enquanto não se chega a um consenso”, o TST propôs que a Petrobrás prorrogasse os efeitos do ACT vigente e que desse continuidade à mediação no Tribunal, estipulando o prazo de 10h da segunda-feira, 2, para que respondesse se aceitaria ou não.

Hipocrisia

Na atual campanha reivindicatória de renovação do ACT, o comportamento da cúpula dirigente da Petrobrás tem causado crescente desconforto e revolta, mesmo entre trabalhadores ocupantes de cargos.

A gota d’água que fez transbordar a indignação com a hipocrisia foi o descarado assédio a que, recentemente, foram submetidos gerentes, supervisores, coordenadores e chefes. Um vergonhoso enquadramento, suavizado como “alinhamento estratégico”, que os coagiu a comparecer às assembleias para interceder em favor da indecorosa proposta da cúpula.

Visivelmente constrangidos, muitos dirigentes que jamais haviam pisado numa reunião de trabalhadores resolveram se expor. Outros, que já não participavam há anos, também deram o ar da graça. Alguns, que em outros tempos seriam chamados de “dedo-duro”, chegavam a saltitar entre colegas, apontando câmeras de celulares com a maior desfaçatez.

Apesar disso, no RN, como em todo o país, o resultado dessa tática foi uma contundente derrota. O movimento sindical jamais impediu a participação de ocupantes de cargos em instâncias de deliberação da categoria. O que se deseja é que qualquer participante o faça de livre e espontânea vontade, e que, democraticamente, seja capaz de acatar a vontade da maioria.

Com expressivas votações, numa das consultas mais representativas já realizadas, petroleiros e petroleiras de todo o Brasil decidiram rejeitar a contraproposta rebaixada da empresa. Um resultado avassalador, que também contribuiu para fragilizar as bases de sustentação interna da cúpula da empresa, provocando o surgimento de dissenções e fissuras.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

Como a FUP já havia alertado em seu informe sobre a audiência realizada quinta-feira (29/08) no Tribunal Superior do Trabalho, a gestão da Petrobrás usou de má fé ao pedir a mediação do TST e rejeitar diante do ministro a prorrogação do ACT. 

Não bastasse esse papelão, a Gerência de Gestão de Pessoas ainda distorceu a proposta feita pelo tribunal, mentindo deslavadamente para os trabalhadores.

Fake news típica de uma gestão bolsonariana.

Leia, compare e tire suas conclusões:

TST – notícia publicada em seu site

“O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Renato de Lacerda Paiva, propôs, nesta quinta-feira (28), a prorrogação do Acordo Coletivo de trabalho (ACT) vigente da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) por mais 30 dias a partir de 1º/9, condicionada à continuidade da mediação e ao comparecimento dos sindicatos e da empresa às reuniões unilaterais e bilaterais a serem realizadas em setembro”.

Petrobrás – informe publicado na intranet

“TST propõe mediação com prorrogação do ACT até 27/09, desde que não haja greve”

“A vice-presidência do TST encaminhou proposta de mediação até o dia 27/09/2019 no sentido de que os sindicatos se comprometam a não fazer greve e comparecer às reuniões agendadas e a Petrobrás a prorrogar o ACT enquanto durar a mediação.”

“Nesse cenário, a companhia iniciará o processo gradual de transição das práticas vigentes no ACT 2017-2019 para o previsto na legislação”. 

FUP – informe publicado em seu site

“Apesar da mediação ter sido pedida pela Petrobrás, os gestores não aceitaram a proposta das federações de prorrogar o Acordo Coletivo e manter o processo de discussão em mesa de negociação, na própria empresa”.

“Diante da intransigência da Petrobrás, o ministro do TST também propôs que a empresa prorrogue o ACT e dê continuidade à mediação no Tribunal. A Petrobras tem até às 10h de segunda-feira (02/09) para responder se aceita ou não a proposta”.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Quinta, 29 Agosto 2019 20:17

Que papelão, Petrobrás!

Após recusa da Petrobrás em negociar, TST propõe prorrogação do ACT e continuidade da mediação

A FUP e a FNP participaram nesta quinta-feira, 29, de reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), para mediação do Acordo Coletivo de Trabalho. Após reunião com as federações, os representantes do TST se reuniram com a Petrobrás. Participaram da mediação o ministro Renato Lacerda e o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TST, Rogério Neiva.

Apesar da mediação ter sido pedida pela Petrobras, os gestores não aceitaram a proposta das federações de prorrogar o Acordo Coletivo e manter o processo  de discussão em mesa de negociação, na própria empresa.

Diante da intransigência da Petrobrás, o ministro do TST também propôs que a empresa prorrogue o ACT e dê continuidade à mediação no Tribunal. A Petrobras tem até às 10h de segunda-feira (02/09) para responder se aceita ou não a proposta.

Má fé

“Os gestores, ao pedirem a mediação, quebrando uma tradição da empresa e sindicatos de solucionar os impasses em mesa de negociação, já sabiam que o TST, em todas as mediações, propõe a prorrogação do ACT por no mínimo 30 dias. Pedir a mediação do TST, para lá rejeitar a prorrogação do ACT - a qual, repito, sabiam que o tribunal proporia - é ato de explícita má fé. É como querer aproveitar da mediação só o 'pedaço' que lhes interessa”, explica o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues.

Os coordenadores da FUP e da FNP, que participaram da audiência no TST, falam sobre a reunião:


 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 7

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram