[Da imprensa da FUP]

Após cinco dias de debates virtuais, o 18º Congresso Nacional da FUP foi encerrado neste domingo com a apresentação de um vídeo que resgata as principais lutas que a FUP e seus sindicatos travaram ao longo dos útimos anos em defesa da democracia e da soberania nacional.

O vídeo é uma homenagem a todas as gestões que estiveram à frente da Federação nos embates contra os ataques da Lava Jato à soberania nacional e ao Estado Democrático de Direito, as privatizações no Sistema Petrobrás, as tentativas sucessivas de entrega do pré-sal, o golpe de 2016, a perseguição e prisão política do ex-presidente Lula e os ataques contra os direitos da classe trabalhadora.

Assista à íntegra do vídeo:  

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o 18º Congresso Nacional da FUP reuniu virtualmente por cinco dias 272 delegados e delegadas, além de 40 suplentes, 32 observadores, além de convidados, assessores e jornalistas. Através de plataformas digitais, os petroleiros debateram temas como impactos das novas tecnologias nas relações de trabalho, racismo estrutural e masculinidades, além de uma ampla pauta de lutas para barrar as privatizações no Sistema Petrobras e garantir um Acordo Coletivo de Trabalho digno para toda a categoria.

Fora Bolsonaro

Os debates realizados no Confup também apontaram que a construção da unidade da classe trabalhadora é determinante na superação da mais grave crise da história do Brasil, o que passa, necessariamente, pela queda do governo fascista e genocida de Jair Bolsonaro. A reconstrução do Sistema Petrobrás e dos direitos da classe trabalhadora só será possível com um novo projeto popular e democrático.

Por isso, o 18º Confup aprovou a ampliação da campanha pelo fora Bolsonaro, por eleições diretas imediatas e pela anulação de todas as medidas autoritárias deste governo. Outra resolução importante do congresso é a luta pela anistia dos trabalhadores e trabalhadoras demitidos na Fafen-PR, hibernada pela gestão Castello Branco, que, de forma arbitrária, aprovou a demissão em massa de todos empregados da fábrica.   

Solidariedade às vítimas da covid-19

Os petroleiros e petroleiras também aprovaram moções de solidariedade às vítimas da covid-19 e seus familiares, de apoio e agradecimento aos profissionais de saúde que estão na linha de frente de combate à doença e de repúdio às atitudes do governo Bolsonaro na pandemia. Mesmo virtualmente, cada um em sua cidade, os delegados fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos quase 79 mil brasileiros vítimas da covid-19 e aos mais de 2 milhões que foram contaminados em consequência das omissões e irresponsabilidades deste governo.

Luta contra as privatizações

Barrar as privatizações em curso no Sistema Petrobrás é a principal tarefa da categoria petroleira. Os delegados e delegadas do 18º Confup aprovaram a criação de uma campanha nacional, que unifique ações que estão sendo realizadas regionalmente, como a “Fica Petrobrás”, e as diversas frentes de luta, envolvendo outras categorias, movimentos populares, entidades da sociedade civil e representações políticas. O Congresso aprovou também um conjunto de propostas para melhorar a comunicação com a sociedade e o engajamento nas redes sociais, além de ações jurídicas e políticas em torno de uma pauta unitária, em defesa da soberania nacional. Foi aprovada ainda a construção de uma comissão para executar esses encaminhamentos com a participação dos sindicatos, movimentos sociais, assessorias parlamentares e outras instituições influenciadoras da opinião pública.

Pauta de reivindicações

O 18º Confup deliberou sobre as reivindicações, eixos de luta, estratégias e calendários de mobilização durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho. Ao longo da semana, a FUP divulgará a pauta na íntegra.

Entre as principais deliberações aprovadas estão uma proposta de referência para a negociação coletiva do regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT e a garantia de que a adesão seja opcional; regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma; ampliação da luta pela recomposição dos efetivos e condições seguras de trabalho; defesa da Petros e da AMS; medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados (fundo garantidor); restabelecimento da validade do ACT por dois anos; suspensão das punições e perseguições políticas por participação nas greves de 2019 e fevereiro de 2020; garantia de emprego; reposição das perdas salariais; reparação dos direitos violados pelas medidas de resiliência impostas pela gestão da Petrobras.

Resgate das lutas

O 18º Confup foi encerrado com a apresentação de um vídeo resgatando as principais lutas da FUP e de seus sindicatos em defesa da democracia e da soberania nacional, fazendo uma homenagem a todas as gestões que estiveram à frente da Federação. Veja a íntegra do vídeo: 

Nova diretoria da FUP

Os petroleiros e petroleiras que participaram do 18º Confup elegeram na quarta-feira a nova diretoria e Conselho Fiscal da FUP, através de uma chapa única, com representações de todas as forças políticas que integram a Federação. O petroleiro da Bahia, Deyvid Bacelar, é o coordenador geral da FUP, com mandato até 2023.

Lives no Youtube e Facebook

De forma inédita, o 18º Confup teve cinco painéis de debates transmitidos ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook, cuja íntegra está disponível nessas plataformas para todos os trabalhadores. As lives contaram com a participação de convidados como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila; a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; o ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel; a socióloga do trabalho, Selma Venco; a pesquisadora Marilane Teixeira, professora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp; o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina; a socióloga política Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, na Inglaterra; a drag queen Ruth Venceremos, do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

Todos os painéis transmitidos pelo youtube podem ser acessados no canal da FUP e também no facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Livro do Ineep

Os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) também participaram do 18º Confup, com uma live de lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”.

Live show

Na sexta à noite, o instrumentista e cantor baiano Gerônimo foi a atração cultural do 18 Confup. Fiilho de petroleiro, ele é um dos expoentes mais proeminentes da musicalidade baiana, com mais de 20 discos gravados.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

No encerramento do 18º Congresso Nacional da FUP, neste domingo, 19, o Sindipetro-PR/SC lançou um mini documentário, resgatando a história do maior acidente ambiental do Paraná.

Em 16 de julho de 2000, um acidente ampliado na Repar, em Araucária-PR, despejou 4 milhões de litros de petróleo nos rios Barigui e Iguaçu.

Resultado de uma política de sucateamento da Petrobrás pelo governo FHC, o vazamento atingiu uma vasta Área de Preservação Permanente do Bioma da Mata Atlântica, causando prejuízos à flora, à fauna, à qualidade da água e do ar, bem como à saúde dos trabalhadores que atuaram na remoção do óleo.

Atualmente, 20 anos após a tragédia e com Bolsonaro no governo federal, a situação na Repar é muito semelhante àquela dos tempos de FHC. Número de trabalhadores cada vez menor e escassos recursos para a manutenção da unidade, tudo orquestrado com vistas à privatização. A possibilidade de acontecer um novo acidente ampliado é real.

Assista a íntegra do mini doc: 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o 18º Congresso Nacional da FUP prossegue neste sábado, 18, quando as delegações debatem questões relacionadas à campanha reivindicatória e às lutas contra as privatizações no Sistema Petrobrás. Essa parte do Confup funciona através de grupos de trabalho, que irão definir as reivindicações, eixos de luta, estratégias e calendários de mobilização durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Grupo 1 - Pendências de Regimes

Grupo 2 - Novas Tecnologias e Teletrabalho

Grupo 3 - AMS e Petros

Grupo 4 – Combate à privatização

As deliberações serão submetidas à plenária final, que será realizada na manhã de domingo.

Debates virtuais

Todos os debates do 18º Confup estão sendo feitos de forma virtual, através de plataformas digitais. Ao todo, 481 trabalhadores participam do congresso, sendo 272 delegados, 40 suplentes e 32 observadores, além de assessores e jornalistas.

Eleição da Diretoria

Os petroleiros e petroleiras elegeram na quarta-feira a nova diretoria e Conselho Fiscal da FUP, através de uma chapa única, com representações de todas as forças políticas que integram a Federação. O petroleiro da Bahia, Deyvid Bacelar, é o coordenador geral da FUP, com mandato até 2023.

Youtube e Facebook

Além dos debates em salas virtuais fechadas, o Confup teve cinco painéis transmitidos ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook. Os petroleiros receberam convidados como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila; a ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; o ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel; a socióloga do trabalho, Selma Venco, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); a pesquisadora Marilane Teixeira, professora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp; o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina; a socióloga política Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, na Inglaterra; a drag queen Ruth Venceremos, do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

Todos os painéis transmitidos pelo youtube podem ser acessados no canal da FUP e também no facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Livro do Ineep

Os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) também participaram do 18º Confup, com uma live de lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”.

Live show

Na sexta à noite, o instrumentista e cantor baiano Gerônimo foi a atração cultural do 18 Confup. Fiilho de petroleiro, ele é um dos expoentes mais proeminentes da musicalidade baiana, com mais de 20 discos gravados.

 

 

Publicado em 18 CONFUP

[Da Imprensa do Sindipetro-NF] 

Os homens precisam conversar mais entre si sobre o que significa ser homem. E não no sentido proposto por movimentos conservadores de reafirmação de uma postura patriarcal, como tem sido estimulado entre alguns grupos reacionários e ou religiosos. O desafio é justamente o oposto: entender as possibilidades de novas masculinidades.

A necessidade foi debatida em mesa que durou duas horas neste final de tarde no 18º Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), o evento nacional de uma categoria eminentemente masculina e que também se sente desafiada a enfrentar a pauta sobre o que é ser homem na atualidade. Somente na Petrobrás, dos cerca de 57 mil empregados, 48 mil são homens, de acordo com dados de 2019.

Moderada pelo diretor da FUP e do Sindipetro-NF, Tadeu Porto, a mesa contou com as exposições de Ruth Venceremos, artista drag queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra, do petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do programa “E agora José?", e do advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphim, idealizador do "Fio da Conversa", uma iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

O painel foi pensado e organizado pelo Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP.

Combate ao patriarcado

"Na atualidade, discutir masculinidade é um exercício necessário para avançarmos na discussão de novas relações sociais e de gênero. Para isso é imprescindível que os homens possam conversar entre si sobre diversas questões que envolvem as relações patriarcais de gênero e de como estas implicam na manutenção de um sistema de opressão masculina", defende Ruth.

Ela avalia que os homens também devem pensar os papéis de gênero, provocando-se a enfrentar questões como "o que é ser homem nessa sociedade", "qual o papel dos homens nas relações patriarcais de gênero" e "o que são as novas masculinidades".

Ruth, que atua como artista em Brasília e teve grande protagonismo nas eleições de 2018 — quando comparecia como drag queen nas manifestações para colocar a pauta identitária em questão — associa a sua luta ao combate ao próprio capitalismo, e elogiou a iniciativa dos petroleiros em colocar o tema em debate. "No fundo estamos discutindo que sociedade queremos. Temos que combater o patriarcado, mas também temos que combater o capitalismo que utiliza o patriarcado como forma de se manter. E essa discussão é coletiva, por isso é importantíssimo quando um coletivo tão importante para o país, como o dos petroleiros, faz essa discussão", disse.

A artista e militante levantou temas como a divisão de tarefas domésticas  - "a gente sabe que não cai o pinto se lavar o prato", provocou -, o modo como a maioria dos homens ainda vêem as mulheres -"é tida como objeto, ora santa, ora puta" - e desafiou os homens a fazerem uma autocrítica, defendendo que é papel masculino refletir sobre os privilégios que ainda mantêm na sociedade.

Para ser humano

Esta necessidade de conversar sobre masculinidades também foi defendida por Gustavo Seraphim, que se apresentou com tendo lugar de fala na condição de "homem cis [cisgênero, que se apresenta e se identifica com o seu gênero biológico], heterossexual, branco e de classe média". Para ele, este diálogo é vital até mesmo para os próprios homens.

"Essa masculinidade tida como hegemônica, esse estereótipo de masculinidade, é prejudicial não apenas para as mulheres, para os homens homossexuais, para toda a comunidade LGBTQ+, mas também para os próprios homens, que acabam tendo que se encaixar dentro desse estereótipo, uma armadilha que aprisiona esses homens dentro de uma caixa de padrões pré-definidos e impossibilitam uma diversidade maior de possibilidades de ser homem. Principalmente dificulta uma possibilidade de ser humano mesmo", defende Seraphim.

O projeto "Fio da Conversa", que funciona desde o início de 2019 em Curitiba, reúne homens em ciclos para aprenderem a fazer tricô, enquanto conversam sobre a condição masculina na sociedade. A proposta é quebrar os estereótipos sobre ser homem. "Não há uma masculinidade, há masculinidades. O que há é um padrão hegemônico que tem sido construído há muito tempo, que chega a nós como única possibilidade de existir como homem", complementa Seraphim.


Saiba mais sobre o Fio da Conversa: baixe a edição eletrônica da revista do projeto


Programa "E agora, José?"

Hermes Rangel, que é diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, expôs a experiência do programa "E agora, José?", em Santo André (SP), que atende a homens encaminhados pela Justiça por terem praticado violência de gênero. O projeto nasceu como resposta ao previsto no artigo 35 da Lei Maria da Penha, que determina a criação de centros de educação para homens que sejam condenados por violência de gênero.

"O programa existe desde 2014, começou com o atendimento a 27 homens. Hoje já são mais de 300 homens atendidos. E nenhum deles retornou para o grupo. Então, em tese, a gente acredita que eles estão repensando as suas masculinidades, as suas violências. Pelo menos saíram do programa com alguma motivação, com algum questionamento para tomarem cuidado com as suas atitudes", explica.

O programa prevê 26 encontros: dois para entrevistas individuais, 20 em grupo, e quatro quadrimestrais após o encerramento para avaliação sobre como os homens estão se sentindo e se comportando. Atualmente, em razão da pandemia, os encontros estão sendo realizados em três salas virtuais, com dois facilitadores em cada uma delas.

Assista a íntegra do debate: 

Aprenda mais sobre masculinidades

Durante a live, os convidados deram dicas de filmes e documentários que debatem masculinidades.

O silêncio dos homens

Esse filme é parte de um projeto que ouviu mais de 40 mil pessoas em questões a respeito das masculinidades e desembocou num documentário e num livro-ferramenta baseado nesse estudo com dados públicos por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP.

Precisamos falar com os homens? 

 No âmbito do movimento #ElesPorElas (HeForShe), o documentário "Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero" procurará aproximar os homens desse tema tão importante. O objetivo é mostrar que a igualdade de gênero é uma questão que afeta a todos e todas e que, portanto, é benéfica a homens e mulheres. Nele investigamos como se formam, se sustentam e de que modo podemos desconstruir os estereótipos de gênero nocivos, que perpetuam o nosso cenário atual. O documentário é resultado de uma pesquisa qualitativa que rodou o Brasil e será complementado pela pesquisa quantitativa online ainda em curso.

 

Publicado em 18 CONFUP

[Do portal da rede Brasil Atual]

A produção de petróleo no Brasil caminha a passos largos para a privatização completa. Na quarta-feira (15), o governo Bolsonaro concluiu a venda de mais de 10 campos no Rio de Janeiro. São ativos que compõem os polos Pampo e Enchova, para a empresa Trident Energy do Brasil.

Segundo os profissionais do setor, é uma ação prejudicial e que está sendo debatida no 18º Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros, o Confup. Realizado desde quarta, o evento segue até o próximo domingo, por meio de encontros digitais.

Reportagem de Jô Miyagui no Seu Jornal desta quinta-feira (16), na TVT, mostra que o congresso vai também eleger nova diretoria. Outro tema é a campanha salarial da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. O congresso tem como principais bandeiras a luta contra a perda da soberania nacional e o enfrentamento do desmonte e apequenamento da Petrobras. 

“Eles estão fatiando a Petrobras, diminuindo o tamanho dela. Querem que ela se torne apenas uma empresa de exploração e produção de petróleo e gás, no pré-sal e restrita a Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

“Infelizmente, estamos num processo avançado de ameaças a direitos e de privatização da Petrobras. A resistência nos colocou com o mote principal de não deixar destruir essa empresa. Ela é orgulho de brasileiros e brasileiras”, diz a diretora da FUP Cibele Vieira.

Discurso do ‘desinvestimento’

“Eles nunca falam a palavra privatização. Eles falam que em desinvestimentos e o resultado disso é muito desemprego, entre trabalhadores terceirizados. Os trabalhadores da Petrobras estão sendo transferidos”, afirma o diretor do Sindipetro NF Marcelo Nunes Coutinho.

“E ontem plataformas históricas sendo entregues, literalmente a chave da plataforma sendo entregue para uma nova empresa privada, que vai tocar com muito menos empregos. Isso é muito pior para o Brasil”, diz Marcelo.

Depois do golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff, os governos neoliberais desmontaram a política de conteúdo nacional. Essa política fazia com que a Petrobras contratasse produtos e serviços de empresas brasileiras. O índice de conteúdo nacional caiu de 65% para menos de 20%. “Por isso, hoje as plataformas, sondas, navios são feitos na China, Cingapura, Japão, não mais no Brasil. Isso deixa de criar emprego e renda aqui no país”, avalia Deyvid Bacelar.

Confira a reportagem do Seu Jornal  

Publicado em Sistema Petrobrás

Em videos enviados aos delegados e delegadas do 18º Congresso Nacional da FUP, diversas lideranças de movimentos sociais, sindicais e partidos políticos do campo da esquerda destacam a importância da organização sindical petroleira e das lutas da categoria em defesa da soberania e da democracia.

Assista aos videos: 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Iniciado na quarta-feira, 15, com a eleição da nova diretoria da FUP, o 18º Confup prossegue até domingo, 19, com debates que serão estratégicos para as lutas que a categoria petroleira enfrentará na campanha reivindicatória e também junto à sociedade, na defesa da democracia e do Sistema Petrobrás.

Na sexta, 17, as delegações retomaram os debates em salas fechadas e participaram no final da tarde do último painel aberto, que tratou do tema masculinidades, com transmissão ao vivo pelo canal da FUP no Youtube e também pelo facebook. A programação do dia inclui também uma live com o músico baiano, Gerônimo, que terá início às 20h.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o 18º Confup está sendo realizado inteiramente em plataformas digitais, com participação de 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo, 19, com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Acompanhe as próximas atividades do 18º Confup:

17/07 - sexta-feira

15h – Painel “Gestão Petrobras, relações sindicais e pendências das últimas negociações sob a mediação do TST” – com o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o assessor econômico e técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

17h – Painel “Masculinidades” – com Ruth Venceremos, Drag Queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; e o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

20h – Live show com Gerônimo

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

18/07 – sábado

14h – trabalhos em grupo sobre ACT e pendências relativas a banco de horas/efetivo/HETT; novas tecnologias e teletrabalho; AMS e Petros; combate às privatizações.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

19/07 – domingo

09h – plenária final para deliberar sobre pautas, calendários de lutas e moções.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h – encerramento do Congresso Nacional da FUP.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]


> Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP, com rádio NF]

O último painel com debate aberto do 18º Congresso Nacional da FUP discutirá novas masculinidades e também os efeitos nocivos da masculinidade tóxica. O mediador será o diretor da FUP, Tadeu Porto, que receberá a drag queen Ruth Venceremos, do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra, o advogado Gustavo Seraphin, do “Fio da Conversa”, e o petroleiro aposentado, Hermes Rangel, que participa do projeto “E agora José?”.

“Na atualidade, discutir masculinidades é um exercício importante e necessário. Devemos pensar o que são os papéis de gênero, o que sé ser homem nesta sociedade, qual o papel dos homens na superação das relações patriarcais de gênero, o que são as novas masculinidades”, destaca a drag queen.

O projeto “E agora José?” é um grupo socioeducativo de responsabilização e reabilitação de homens agressores, que atua em consonância com a Lei Maria da Penha. “O grupo existe desde 2014 e já atendeu mais de 300 homens que chegam, encaminhados pela justiça. Ao longo desse tempo, nenhum dos agressores que atendemos retornou ao grupo, o que nos faz acreditar que eles estejam repensando suas masculinidades”, explica Hermes Rangel, que é um dos facilitadores do grupo.

O Fio de Conversa reúne homens em encontros de aprendizagem de tricô e conversas sobre masculinidades. “Esse olhar restrito e estereotipado para as masculinidades são totalmente prejudiciais, tanto para as mulheres, como para os homens homossexuais, toda a comunidade LGBTQI+, mas também são prejudiciais para os homens que acabam tendo que se encaixar dentro desses estereótipos. É um modelo de dominação para os homens cis heterossexuais, mas também uma armadilha, porque aprisiona uma grande parte dos homens dentro de uma caixa de padrões pré-definidos e impossibilita uma diversidade maior das possibilidades de exercer suas masculinidades e, principalmente, de ser humano”, afirma Gustavo, um dos idealizadores do projeto. 

Serviço:

Painel “Masculinidades”

Quando: sexta, 17, às 17h

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Publicado em 18 CONFUP
Quantas petroleiras ou petroleiros negros há na categoria? Você sabe dizer? Transferindo para sociedade, a regra desigual da injustiça por acesso ao mercado de trabalho, por exemplo, não é clara, é negra. 

[Da imprensa da FUP e do Sindipetro-PR/SC]

A crise sanitária e social gerada pela pandemia da covid-19 é o maior exemplo de como a população negra continua sendo segregada no Brasil. Durante o painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora”, que encerrou a programação desta quinta-feira, 16, do 18º Congresso Nacional da FUP, o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que estudos recentes indicam que mais de 60% dos óbitos causados pelo coronavírus no país são de pessoas negras. A quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina, e a socióloga política, Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, também enfatizaram em suas falas como a pandemia tem um impacto muito mais cruel sobre a população negra.

O Brasil é o país do mundo onde mais morrem profissionais do setor de saúde em consequência da covid-19. E as maiores vítimas são mulheres negras. Nas filas para receber o auxílio emergencial na Caixa Econômica Federal, a maioria são negros. E isso é reflexo de um sistema historicamente racista, hoje chamado de racismo estrutural. Uma forma de dizer que o sistema brasileiro tem preferência e privilegia uma parcela branca da sociedade. Um problema secular.

Um assunto urgente e pertinente, como as falas dos convidados que participaram da live, que se estendeu por mais de duas horas e, até o início da noite desta quinta, já havia tido mais de 800 visualizações. “Temos uma estrutura que está pronta para matar as pessoas negras, seja ela quem for. As pessoas que estão dentro do sistema, reproduzem o discurso colonial, porque é uma questão que continua fluindo”, disse Katucha Bento. 

Ela ainda provocou: “Como os petroleiros vão se comprometer em modificar o racismo estrutural? Como vamos ser antirracistas?”. A questão foi prontamente atendida pelo petroleiro mediador, Jailton Andrade, que já articulou um grupo para fazer o debate dentro da própria Federação Única dos Petroleiros. 

Trabalho e escravidão

O historiador Flávio Gomes enfatizou que os direitos trabalhistas conquistados no século XX, como a jornada de oito horas, e a consolidação das formas de organização da classe trabalhadora são resultado das lutas diárias dos trabalhadores, desde a escravidão. Ele criticou a falsa ideia de que há uma desvinculação da escravidão com o mundo do trabalho, pensamento que durante muito tempo foi reproduzido pelos manuais de história no Brasil. “É como se o trabalho só tivesse passado a existir após a abolição, como se a história do trabalho só pudesse estar vinculada à experiência do trabalhador livre”.

Flavio chamou também a atenção para as experiências de organizações de trabalhadores escravizados que ocorreram tanto nas áreas rurais, quanto nas áreas urbanas, citando o exemplo do movimento grevista que houve na Bahia, em 1857, denominado pelos historiadores de greve negra. “A imagem de que os trabalhadores negros não estavam preparados para o trabalho fabril, para o trabalho nas indústrias, após a abolição foi muito mais uma imagem da produção de um pensamento social e de uma historiografia, do que uma experiência do mundo do trabalho”, afirmou. 

Quilombo 

Selma Dealdina enfatizou que o sistema brasileiro conta uma história única e racista. Disse que a reforma agrária começou no quilombo, mas que essas terras nunca foram protegidas. “E assim, foram traçadas nossas linhas para que nós estivéssemos aqui. E dentro dessa estrutura há um crime perfeito: o racismo. Porque as pessoas o cometem, mas quem sofre o crime é que precisa provar!”. 

Historicamente o Brasil racista impede a igualdade desde o fim do século XIX, quando, por lei, impediu que os quilombolas tivessem suas terras. O resultado dessa linha desigual na história é a desigualdade, escancarada na pandemia. “A covid-19 só veio para acentuar ainda mais esse problema. Lembre-se que a primeira vítima do vírus foi uma mulher negra e doméstica. Esse é o racismo estrutural e as chibatadas não vão cicatrizar”, completou Dealdina. 

O que é racismo estratural, afinal?

Trata-se de uma questão que está mais nas instituições e dentro de uma retórica. É o estado autorizando no discurso ações excludentes. “Isso vem da ideia do colonizador. Do patrão. Do imperialista. Eles querem que quando a gente fala de raça, pensemos em divisão de classes. Ideia de hierarquizar as raças, mesmo que essas que já existiam antes”, disse Katucha.   

Essa raiz, essa cultura, dentro da sociedade, naturaliza a violência que veio depois. “Não são as pessoas, mas as instituições que têm essa raiz. E é lógico que isso reflete na classe trabalhadora. Não é uma coisa romântica, o racismo mata. Sempre matou”, completou a pesquisadora.   

Flávio Gomes tem a mesma opinião: “No Brasil, o racismo é algo muito mais institucional, estrutural, do que um preconceito de dimensão individual”. Ele chamou a atenção também para o fato do racismo ser visto como um problema que deve ser debatido pelos negros e não pela sociedade brasileira. 

Selma Dealdina finalizou enfatizando que é sempre necessário discutir o racismo. “Precisamos falar cada vez mais. Nesse exato momento uma pessoa está sendo vítima de racismo em qualquer parte do planeta. Dentro disso, a luta quilombola é o reflexo da luta negra no país”. 

 

 

 

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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