Frente em Defesa da Soberania Nacional é lançada no RS

Quinta, 10 Outubro 2019 17:49

Foi lançada na noite dessa segunda-feira (07), a Frente em Defesa da Soberania Nacional RS. Com o objetivo de construir alternativas políticas conjuntas para o atual cenário de entrega da soberania nacional, de retrocessos no campo da democracia e dos direitos humanos promovidos pelo governo Bolsonaro (PSL), o evento reuniu diversas personalidades públicas, lotando o auditório do Fetrafi-RS. Organizado pelo Brasil de Fato RS e Rede Soberania, a defesa da Petrobrás foi destaque nas falas dos convidados,o ex-senador do Paraná, Roberto Requião e a ex-deputada Manuela D'Ávila. O ato teve apoio do Sindipetro-RS e demais entidades, e contou com a participação de lideranças e militantes de cinco partidos que fazem oposição ao governo Bolsonaro (PT, PCdoB, PSOL, PDT e PSB), das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, de entidades sindicais, estudantis e de movimentos populares do campo do senado.

De acordo com o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que vai atuar como vice-presidente da Frente para o RS, a mobilização tem caráter pluripartidário e reúne diversas lideranças do campo democrático. “Precisamos unir todos os democratas, todos os brasileiros que defendem um projeto de nação para resistir a este projeto de desmonte nacional. Para resistir a esta tentativa insana do governo de extrema-direita do Bolsonaro de vender e entregar o patrimônio nacional na bacia das almas”, alerta Fontana. O deputado ressalta que a venda das refinarias da Petrobrás é um crime contra a soberania nacional e contra os interesses da população que, com isso, pagará mais caro pelo combustível.

O ex-senador e ex-governador do Paraná, Roberto Requião, falou sobre o atual governo: "Bolsonaro é apenas um 'palhaço que distraí'. O Brasil é governado hoje pelo capital financeiro representado pelo Paulo Guedes, no Ministério da Economia, e pelo Rodrigo Maia, no Congresso Nacional. O fundamentalismo de Bolsonaro representa apenas cerca de 6% da população”. Requião citou o exemplo de Portugal, onde uma aliança entre socialistas, comunistas e Bloco de Esquerda, garantiu uma nova vitória eleitoral, como inspiração para a frente que deve ser construída no Brasil. “Precisamos de uma frente política para se opor ao neoliberalismo econômico e para encaminhar um referendo revogatório para reverter tudo o que Bolsonaro está destruindo”, defendeu.

Para Manuela D'Ávila, o ato de lançamento da Frente concretizou dois pressupostos necessários para enfrentar o governo Bolsonaro: uma unidade ampla e real e a aceitação das diferenças entre as forças que estão construindo essa unidade. “Essas diferenças são secundárias diante do desafio que temos pela frente e nós devemos estar à altura desse desafio”. Bastante ovacionada, Manuela defendeu a importância da unidade do campo progressista neste momento: “Temos representantes de seis partidos juntos aqui esta noite. Não é pouca coisa. É um grande desafio construir essa unidade e conseguimos nos reunir aqui hoje em torno da defesa da soberania nacional”.

Participaram do ato: a ex-deputada federal (PCdoB) Manuela D'Ávila, o ex-governador do RS Olívio Dutra, o deputado federal e secretário-geral da Frente Patrus Ananias, o deputado federal Henrique Fontana (PT), a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), a deputada federal Maria do Rosário (PT), o deputado estadual Edegar Pretto (PT), o deputado estadual Pepe Vargas (PT), a deputada estadual Luciana Genro (PSOL), o ex-deputado estadual (PSOL) Pedro Ruas, a vice-presidente Sul da UNE Gabriela Silveira, Rita Serrano da FENAE (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e o ex-senador Roberto Requião, presidente de honra da Frente.

A classe artística também está representada oficialmente. Confirmaram os músicos Nei Lisboa e Demétrio Xavier, o grupo Unamérica e o cineasta Jorge Furtado. No RS, a frente conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da Frente Povo Sem medo, da Frente Brasil Popular e da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS).

[Via Sindipetro-RS]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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