Greve inicia com forte mobilização nas refinarias do Paraná

Sexta, 30 Junho 2017 19:00
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Os petroleiros das unidades de refino iniciaram nesta sexta-feira (30) a greve nacional contra o corte de postos de trabalho. Há cerca de duas semanas, a direção da Petrobrás impôs a redução de efetivos mínimos nas refinarias. Desde então, uma série de acidentes vem ocorrendo nas unidades.

No Paraná, o movimento começou com o corte de rendição dos turnos de revezamento ininterrupto à zero hora na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), ambas em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, e na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul.

As ações de mobilização foram intensificadas a partir das primeiras horas da manhã. A Rodovia do Xisto (BR 476) foi bloqueada nos dois sentidos, entre 08h00 e 10h00. As vias estão próximas ao acesso à Repar e Fafen-PR. A ação integrou a greve geral contra as reformas da previdência e trabalhista, convocada pela CUT e demais centrais sindicais.

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina e o Sindicato dos Petroquímicos lideram a ação, que contou também com a participação trabalhadores em manutenção industrial, professores e servidores municipais de Araucária. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Levante Popular da Juventude também participaram do protesto.

O presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, denunciou as práticas abusivas da atual direção a Petrobrás. “O que eles estão fazendo conosco é um verdadeiro crime. Precarização e sucateamento de manutenção com redução de quadros próprio e terceirizado, gerando acúmulo de trabalho, acelerando serviços e causando condições inseguras. Um grande acidente pode acontecer nessas duas fábricas. Precisamos lutar, senão eles não vão parar com os cortes de postos de trabalho”, disse.  

Confira mais imagens da greve aqui!

Sucateamento e privatização

O secretário de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Gerson Castellano, alertou para o risco de acidentes e paralisação definitiva das duas unidades da Petrobrás na região da capital paranaense.  “A Repar e a Fafen têm grande participação na economia de Araucária e de Curitiba. O que está sendo colocado em prática é que podemos ter um grande acidente que inviabilize a continuidade operacional de ambas as unidades. O que está sendo feito é a entrega do patrimônio nacional. Também é um crime e uma irresponsabilidade quando se reduz efetivo e não se investe em manutenção. Estamos com duas bombas prestes a explodir. E o pior é que isso está acontecendo em todo Brasil”.

Para Castellano, o processo de desmonte da Petrobrás tem a finalidade de privatizar a Companhia. “A Petrobrás, neste governo golpista, está fazendo a opção de reduzir a sua carga de produção para importar derivados. Isso é um processo de sucateamento para vender ou para fechar as unidades que foram construídas ao longo de muitos anos”, finalizou. 

Fonte: Sindipetro-PR/SC

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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