Petroleiros repudiam posições entreguistas de prefeito de Macaé

Sábado, 21 Maio 2016 17:40

O Sindipetro-NF volta a repudiar declarações públicas do prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, em favor de projeto que busca quebrar o marco regulatório do pré-sal. Desta vez, o prefeito defendeu suas posições em audiência na Câmara dos Deputados, ontem, em Brasília. 

As defesas da categoria petroleira sobre o tema, que são as de manutenção do sistema de partilha e do papel social que os lucros da produção na camada pré-sal devem ter, foram sustentadas na audiência pelo economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Cloviomar Cararine, que falou sobre os “Impactos da redução do ritmo de exploração do Pré-Sal nas finanças de Estados e Municípios”. Também participaram dirigentes da FUP e de outras entidades dos trabalhadores.

O economista afirmou que a renda gerada pela exploração do petróleo “flui por investimentos, lucros, salários, subsídios, juros e acordos geopolíticos. E a Petrobrás mantém a produção de petróleo e os repasses de recursos (participações governamentais, impostos e contribuições) aos Estados, Municípios e União”.

Para o sindicato, o prefeito de Macaé atua contra o País e contra a própria cidade que administra ao compactuar com o enfraquecimento da Petrobrás, empresa que durante décadas tem contribuído para o desenvolvimento do município. 

A entidade condena que o gestor público, que se aliou a setores conservadores e entreguistas da política nacional, esteja colocando interesses partidários acima dos interesses do povo de Macaé e do País. Nas eleições, a população vai ser lembrada dessa postura do governante.

O Sindipetro-NF já havia manifestado o seu repúdio em relação ao posicionamento do prefeito macaense sobre o tema, em 29 de março passado, após ser veiculada matéria em emissora de TV local sobre o assunto (veja aqui).

Fonte: Sindipetro-NF

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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