Petroleiros da Replan iniciam corte de rendição pelo efetivo

Segunda, 08 Julho 2013 16:27

Sindipetro SP

Os trabalhadores da Replan iniciam nesta terça-feira, dia 9, novas mobilizações pela adequação do efetivo do HDT, HDS e das unidades que devem entrar em operação até o final do ano. A primeira ação, aprovada pelos próprios funcionários em assembleias, será o corte de rendição do Grupo 2, às 23h30.

De amanhã até o dia 17, haverá cinco cortes de rendição e, nos finais de semana dos dias 13/14 e 20 e 21, a refinaria não poderá contar com o apoio do pessoal administrativo. As manifestações tiveram aprovação de mais de 80% dos trabalhadores que participaram das cinco assembleias, realizadas semana passada na refinaria.

Desde outubro, o Sindipetro Unificado de São Paulo tenta negociar com a Replan a contratação de mais trabalhadores para o HDT, HDS e as três novas unidades. Esses setores são responsáveis pelo processo de redução do teor do enxofre nos combustíveis, em atendimento às especificações da nova legislação ambiental de poluentes.

“É fundamental que essas unidades operem com um efetivo adequado a fim de garantir a qualidade do serviço e a segurança dos trabalhadores. As mobilizações só vão parar quando a gerência nos apresentar uma proposta justa e que atenda as necessidades dos operadores”, afirmou o diretor do sindicato Gustavo Marsaioli.

Mobilização Nacional

Na quinta-feira, dia 11, os petroleiros participam da mobilização nacional, convocada pela CUT e demais centrais sindicais. O Unificado promoverá um ato na portaria norte da Replan, que reunirá trabalhadores próprios e terceirizados da refinaria.

A pauta de reivindicações da manifestação nacional inclui, entre outros temas, o fim dos leilões do petróleo e do fator previdenciário, redução da jornada para 40 horas semanais sem diminuir o salário, reforma agrária e o fim do projeto de lei 4330, que regulamenta a terceirização.

 

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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