O Brasil volta às ruas neste sábado, 19, em protestos exigindo vacina no braço, auxílio emergencial de R$ 600, comida no prato e “Fora Bolsonaro”. As manifestações também são por mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e por geração de empregoscontra as privatizações e o desmonte dos serviços públicos que está no bojo da Reforma Administrativa. Já tem atos marcados em mais de 400 cidades, incluindo todas as capitais e também cidades no exterior.

As manifestações ocorrem no momento em que o Brasil se aproxima da trágica marca de meio milhão de mortes em decorrência da Covid-19. De acordo com o epidemiologista Pedro Hallal, quatro em cada cinco mortes causadas pela doença poderiam ter sido evitadas se o governo federal tivesse adotado uma política ao menos compatível com a média mundial de ações de prevenção. “Se a gente somar só a negligência do governo federal em comprar na época certa as vacinas da Pfizer e a Coronavac nós estamos falando de 95,5 mil vidas que foram perdidas. Essa é uma parte da equação. Agora eu vou trazer a outra parte da equação […]. No mundo hoje a média de mortes é de 488 pessoas para cada 1 milhão de habitantes. No Brasil é quase 2,3 mil mortes para cada 1 milhão de habitantes. Traduzindo isso para a população […], quatro em cada cinco mortes que aconteceram no Brasil seriam evitadas se o Brasil estivesse na média mundial”, explicou o pesquisador, nesta semana, em entrevista ao programa Estúdio I, da Globonews.

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, ressalta a importância dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás que estejam fora dos grupos de risco se somarem aos atos deste sábado, seguindo todas as recomendações de segurança dos sindicatos e dos movimentos sociais que organizam a mobilização. "Nós temos motivos de sobra para estarmos nas ruas de todo o Brasil. Estaremos nas ruas contra as privatizações, contra a reforma administrativa, por vacina já para todos os brasileiros e brasileiras, por mais emprego, por um auxílio emergencial digno... então, você, meu companheiro e minha companheira, junte-se a nós", convoca Deyvid, alertando para que os petroleiros participem dos atos protegidos com máscaras e alcool em gel e que respeitem as orientações referentes ao distancimento entre os manifestantes. veja abaixo as recomendações.

 

#19J: Mais de 400 cidades terão manifestações

Já são 409 atos espalhados por 402 municípios de todas as regiões do Brasil confirmados para as manifestações deste sábado (19), no chamado #19J. O número, atualizado no final da tarde de quinta-feira (17), já é bem maior do que o primeiro ato, do dia 29 de maio, o 29M, realizado em cerca de 220 localidades. Agora no sábado, como daquela vez, movimentos sociais, sindicatos, organizações feministas e da juventude vão às ruas em defesa, principalmente, da vacinação para todos e do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia.

A organização das manifestações do #19J reforça a necessidade de respeito às medidas de prevenção contra a pandemia da covid-19. Pede-se distanciamento de 2 metros e o uso de máscara é obrigatório. De preferência PFF2/N95 ou cirúrgica, embaixo de outra máscara, de pano. Sempre bem ajustadas no rosto, sem vazamentos. Caso possível, pede-se que sejam levadas máscaras extras, pra que se possa trocar depois de algumas horas de uso.

A organização alerta também para não compartilhar garrafas de água, alimentos ou qualquer outro objeto pessoal. De preferência, sair de casa alimentado. Não deve haver abraços ou beijos e é necessário o uso frequente de álcool em gel, especialmente quando antes de se levar as mãos aos olhos, boca ou nariz. Não devem participar pessoas com sintoma suspeito de covid-19, teste positivo ou que tiveram contato com pessoas com sintomas ou teste positivo recentemente. Também indica-se, no deslocamento até o ato, dar preferência para transportes com janelas abertas e usar máscara o tempo todo.

Nesta terça-feira (15), o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde dos municípios de Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros – cidades onde há unidades da Petrobrás – solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da indústria.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, as prefeituras – assim como a de Belo Horizonte – não seguiram essa ordem e começaram a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”. 

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.   

Confira os ofícios enviados:

Ofício_036_2021_Juiz_de_Fora_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_034_2021_Betim_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria Ofício_035_2021_Ibirité_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_037_2021_Montes_Claros_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Nesta sexta-feira (18), sindicalistas vão aos locais de trabalho discutir a pauta da classe trabalhadora

Na semana em que o Brasil atingirá a triste marca de 500 mil mortes causadas pela covid-19, ocorrerão protestos em todo o Brasil exigindo celeridade no processo de vacinação, auxílio emergencial de 600 reais, comida no prato e ‘Fora Bolsonaro’. Os protestos também são contra as privatizações e a Reforma Administrativa.  Na sexta, 18, o chamado é à mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho, e no sábado, 19, às manifestações nas ruas.

Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, reforça a importância da participação dos petroleiros nos atos. “A política do governo Bolsonaro, que é a da sanha privatista, representa uma pilhagem do patrimônio da nação. Por isso, conscientes da gravidade da situação e com todas as medidas sanitárias necessárias, precisamos ir para a porta das fábricas, das refinarias, dos terminais e heliportos, conscientizando as pessoas sobre a necessidade de combater esse projeto entreguista de Bolsonaro e construir um Brasil mais justo e soberano”, afirma.

Conscientes dos riscos decorrentes da grave situação sanitária, as centrais emitiram nota na quarta-feira (9) reforçando as medidas de segurança e apontando os motivos que levam à necessidade de mobilização: “A pandemia de coronavírus, que já tirou a vida de quase meio milhão de brasileiros e brasileiras diante da incompetência do governo federal, segue um risco à população, que deve evitar aglomeração durante protestos e manifestações. Porém, é preciso dar capilaridade às mobilizações envolvendo todos os trabalhadores e trabalhadoras na luta dos sindicatos e das demais organizações populares para avançarmos na construção de um país democrático e no combate à prática de destruição das nossas instituições e dos nossos direitos adotada pelo governo federal”.

Com quase 15 milhões de desempregados e o Brasil voltando ao mapa da fome, a política do governo Bolsonaro pretende precarizar ainda mais a vida do povo brasileiro, com medidas como a privatização da Eletrobras. Na pandemia, o presidente tem boicotado de forma sistemática o uso de máscaras, a compra de vacinas, e promovido constantes aglomerações. 

Os organizadores reforçam o uso de máscara, de preferência modelo PFF2, a necessidade do distanciamento social durante todo o ato e o uso permanente de álcool em gel.

Guia de segurança sanitária

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP) elaborou um guia sobre segurança sanitária. A regra número 1 é só comparecer a manifestações em locais abertos e bem ventilados, sem aglomeração. E, mesmo nesses casos, o distanciamento de dois metros entre os manifestantes deve ser mantido.

A RNMMP recomenda o uso de máscara PFF2/N95, bem ajustada no rosto, cobrindo nariz e boca, sem vazamentos. Uma alternativa, para quem não tem máscara desse modelo, é usar uma máscara cirúrgica simples, coberta por uma máscara de pano. Nesse sentido, a Rede sugere que os próprios organizadores disponibilizem máscaras adequadas para manifestantes que não as possuem.

O guia de segurança sanitária chama atenção para o deslocamento até o local do ato. A preferência é por transportes bem ventilados e o uso da máscara é indispensável no trajeto.

Como em qualquer ocasião durante a pandemia, não deve haver beijos e abraços. Objetos pessoais, alimentos e bebidas não devem ser compartilhados.

Confira onde vai ter atos no dia 19 

Região Norte 

Acre

Rio Branco - Caminhada Gameleira até o Palácio Rio Branco | 15h

Amazonas

Manaus - Passeata Praça da Saudade | 15h

Amapá

Macapá - Praça da Bandeira | 16h

Pará

Belém - Caminhada Mercado de São Brás até Praça da República | 8h
- Santarém - Praça São Sebastião | 16h

Rondônia

Porto Velho- Passeata Praça das 3 caixas d'água | 8h e carreata 7 de setembro com a Farquar | 8h
- Cacoal - Parte de Baixo da Praça da Prefeitura | 9h
- Guajará- Mirim -arque Circuito | 9h
- Ji-Paraná - Casa do Papai Noel | 9h

Roraíma

Boa Vista:- Carreata e ato Centro Cívico até Jaime Brasil | 9h

Tocantins

Palmas - JK Entrada Leste do Palácio Araguaia (Lado da Serra) | 8h30 

Região Nordeste

Alagoas

Maceió - Carro, moto ou a pé Praça Centenário | 9h
- Arapiraca - Praça Luiz Pereira | 9h
- Delmiro Gouveia - Praça do Coreto | 9h
- Palmeira dos Índios - Praça São Cristovão | 9h

Bahia

Salvador - Largo do Campo Grande até Farol da Barra | 14h 
- Jacobina - Praça do Garimpeiro | 8h30
- Jequié - Praça Ruy Barbosa | 9h
- Feira de Santana - Em frente à prefeitura | 9h
- Paulo Afonso - Carreata | 9h (Aguardando Infos)
- Santa Cruz Cabrália - Caminhada e carro de som Praça do Coração | 9h
- São Luís do Curu - Saída de ônibus rumo à Fortaleza (Aguardando Infos)
- Serrinha - Carreata | 14h (Aguardando Infos)
- Vitória da Conquista - Praça 09 de Novembro | 8h30

Ceará

Fortaleza -  Av. Leste Oeste Santa Edwiges | 15h e Praça da Gentilândia | 15h30
- Sobral - Praça de Cuba | 8h
- Tianguá (Região da Ibiapaba) - Em frente ao Mix Atacarejo | 7h

Maranhão

São Luís  - Praça Deodoro até a Maria Aragão | 8h

Paraíba

João Pessoa - Caminhada e carreata Lyceu Paraíbano, rumo ao ponto de Cem Réis | 9h
- Campina Grande - Praça da Bandeira | 9h
- Cajazeiras - Praça das Oiticicas | 9h
- Monteiro - Carreata saindo do Portal | 9h

Pernambuco

Recife - Praça do Derby indo pela Conde da Boa Vista até Guararapes | 9h
- Salgueiro - Av. Agamenon Magalhães (entrada da feira livre) | 08h

Piauí

Teresina - Praça Rio Branco | 8h
- Parnaíba - Semáforo da Av. Pinheiro Machado com Samuel Santos | 16h
- Picos - Praça Félix Pacheco | 8h
- Piripiri - Praça da Bandeira | 10h

Rio Grande do Norte

Natal - Midway Mall até Natal Shopping Center | 15h
- Mossoró - Praça Cícero Dias em frente ao Teatro Municipal |  16h
- Pureza - Ato na Feira Livre | 6h

Sergipe

Aracaju - concentração na Praça da Bandeira, 9h
- Capela - Praça da Matriz |  08h
- Itabaiana - Carreata, Calçadão Airton Teles (Anfiteatro) | 16h 

Região Centro-Oeste 

Distrito Federal

Brasília - Carreata Praça do Buriti (até a Esplanada) | 8h e 
caminhada Biblioteca Nacional em direção ao Congresso Nacional | 9h

Goiânia 

- Caminhada e Carreata Praça Cívica | 9h
- Catalão - Praça do Eldorado (Castelo Branco) | 8h
- Jataí - Carreata e Bicicletada Lago Diacuy | 9h
- Pirenópolis - Carreata concentração Residencial Luciano Peixoto | 9h30

CUT-GO - Movimento antibolsonaro volta às ruas no dia 19 de junho

Mato Grosso

Cuiabá  - Prainha - Ato Simbólico | 6h
e carreata  SESC Arsenal - Sentido Santa Isabel | 8h e também ato na Praça - Alencastro | 10h
- Cáceres - Caminhada e Carreata Praça da Cavalhada | 8h
- Juína - Carreata Ginásio de Esportes | 16h
- Tangará da Serra - Carreata Corpo de Bombeiros | 14h30

Mato Grosso do Sul

Campo Grande - Praça do Rádio | 9h
- Bonito - Praça da Liberdade | 16h
- Corumbá - Concentração na Frei Mariano com a Dom Aquino | 8h30
- Dourados - Ato simbólico | 9h30
- Três Lagoas - Praça do Relógio | 9h 

Região Sudeste 

Espírito Santo

Vitória - Carro, Bike e a pé UFES até Assembléia Legislativa | 15h
- Aracruz - Praça São João Batista | 9h
- Cachoeiro - Antiga estação ferroviária | 11h
- Marataízes - Rotatória da Barra | 15h

Minas Gerais

Belo Horizonte - Praça da Liberdade até Praça da Estação | 13h
- Alfenas - Praça da Rodoviária Antiga | 15h30
- Araguari - em frente ao Bosque John Kennedy |10h
- Barbacena - em frente à Policlínica | 10h
- Betim - Viaduto do Jacintão | 9h
- Brumadinho- Concentração no Letreiro e caminhada até a Praça da Rodoviária | 10h
- Campo Belo - Praça dos Expedicionários | 9h30
- Caratinga - Praça da Estação | 15h
- Conselheiro Lafaiete - Praça Barão de Queluz | 13h
- Divinópolis - Rua São Paulo | 9h e Praça Santuário | 10h
- Formiga - Praça da Rodoviária | 7h
- Gonçalves - Portal da Cidade | 11h
- Governador Valadares - Praça da Estação | 10h
- Ipatinga Praça Primeiro de Maio | 9h
- Itabira - Rodoviária | 9h
- Itabirito - em frente a Prefeitura | 9h
- Itaúna - Praça da Matriz | 9h
- Ituiutaba - Praça da Prefeitura | 8h30
- João Monlevade - Câmara Municipal | 09h
- Juiz de Fora - Parque Halfeld | 10h
- Lafaiete - Praça Barão de Queluz | 13h
- Lavras - Praça Dr. Augusto Silva | 10h
- Montes Claros - Praça do automóvel clube | 9h
- Muriaé - Parque de Exposições | 10h
- Ouro Preto - Praça Tiradentes | 10h
- Patos de Minas - Praça do Coreto | 9h30
- Passos - Estação Cultura | 10h
- Poços de Caldas - Parque Affonso Junqueira | 15h
- Pouso Alegre - Catedral | 9h30
- Ribeirão das Neves - Praça de Justinópolis | 9h
- São Sebastião do Paraíso - Carreata - CAIC Rua José Braz Neves n° 100 | 15h
- São João Del Rei - Em frente ao Dom Bosco | 10h
- São Lourenço - Calçadão II | 14h30
- Sete Lagoas - Praça Tiradentes | 9h
- Ubá - Av. Comendador Jacinto Soares de Souza Lima | 15h30
- Uberaba - Praça Rui Barbosa | 9h
- Uberlândia - Praça Ismene Mendes | 9h30
- Varginha - Praça do ET | 10h
- Viçosa - 4 Pilastras | 9h30

São Paulo

São Paulo – Bicicletada Praça do Ciclista | 13h30; MASP, na Avenida Paulista, às 16h
- Araçatuba - Praça Rui Barbosa, Centro | 10h
- Barretos - Praça da Igreja de Sant'Ana e São Joaquim, Bairro Nadir Kenan | 15h
- Bauru - Praça Rui Barbosa | 14h
- Campinas - Caminhada Largo do Rosário até Centro | 10h
- Caraguatatuba - Carreata Quiosque 32 Indaiá | 9h
- Carapicuíba - Ato Simbólico na Vila Dirce e ida à Av. Paulista | 10h
- Diadema - Terminal Diadema | 14h
- Garça - Carreata em frente a Praça da Prefeitura | 14h
- Ilhabela - Praça da Mangueira | 15h
- Ilhéus - Praça Cairú | 9h
- Indaiatuba - Av. Francisco de Paula Leite esquina do SESI em frente ao posto BR | 14h
- Itanhaém - Boca da Barra | 15h
- Itapetininga - Concentração Carreata SESI sentido Paróquia N.S.das Estrelas |h
- Jacareí - Pátio dos Trilhos - 9h30
- Jaú - Em frente ao Cemitério | 9h
- Laranjal Paulista - Carreata Cemitério da Saudade | 13h30 e Ato Simbólico Largo São João | 14h30
- Lorena - Praça Arnolfo Azevedo | (*Aguardando Infos)
- Mairiporã - Praça do Rosário (Antiga Rodoviária) | 9h30
- Marília - Praça Saturnino de Brito (em frente à Prefeitura) | 10h
- Peruíbe - Rua Colombo Americano dos Santos, entre o MC Donald's e a Praça Flórida | 10h
- Piracicaba - Praça José Bonifácio | 10h  
- Piracaia - Praça do Rosário | 15h
- Praia Grande - Av. Pau Brasil em frente ao Krill no Samambaia | 10h
- Presidente Prudente - Rua Júlio Tiezzi (em frente ao antigo Procon) | 9h30
- Ribeirão Preto - Caminhada Esplanada do Teatro Pedro II | 9h
- Rio Preto - Em frente à Câmara Municipal | 16h
- Santo André - Praça do Carmo | 10h e Paço Municipal | 13h
- São Bernardo - Carreata Rua Odeon (Colégio Vereda atrás do Terminal Ferrazópolis) | 10h
- São Roque - Carreata Brasital, Av. Aracaí 250 com arrecadação de alimentos | 10h30
- Santos - Estação da Cidadania | 16h
- São José dos Campos - Praça Afonso Pena | 9h
- São Luiz do Paraitinga - Carreata - Bairro do Orris | 15h
- São Sebastião - Costa Sul - Praça Pôr do Sol - Boiçucanga | 16h
- Sorocaba - Praça Coronel Fernando Prestes (Catedral) | 10h
- Taubaté - Bolsão Avenida do Povo | 9h
- Tupã - Praça da Imigração Japonesa | 13h
- Ubatuba - Rotatória do Pescador | 16h
- Osasco - Caminhada Rua Antônio Agu/Estação de Osasco |

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Monumento Zumbi dos Palmares até Candelária | 10h
- Angra dos Reis - Praça do Papão | 9h
- Barra do Piraí - Carreata Rua Angélica (Light) | 8h30
- Barra Mansa | (*Aguardando Infos)
- Bom Jesus de Itabapoana | Praça Governador Portela | (*Aguardando Infos)
- Campos - Praça São Salvador | 9h
- Itaperuna | Concha Acústica | 16h
- Macaé - Praça Veríssimo de Melo | 9h30
- Nova Friburgo - Praça Demerval Barbosa | 14h
- Nova Iguaçu - Praça Direitos Humanos Via Light | 9h
- Petrópolis | Praça da Inconfidência | 11h
- Resende - Mercado Popular | 10h
- Rio das Ostras - Posto de saúde da Família  ncora | 9h
- Santo Antônio de Pádua | (*Aguardando Infos)
- Teresópolis | Praça do Sakura | 9h
- Valença - Jardim de Cima | 10h
- Volta Redonda - Vila UFF | 9h 

Região Sul 

Paraná

Curitiba - Praça Santos Andrade | 15h
- Antonina - Carreata e Bicicletada Praça Coronel Macedo | 9h
- Campo Mourão - Carreata Escola CAIC | 9h30
- Cascavel - Carreata em frente ao Tuiutí sentido à Prefeitura | 9h
-Irati - Rua da Cidadania | 10h
- Laranjeiras do Sul - Av. Santos Dumont (Super creche 2) | 9h
- Londrina - Em frente ao Teatro Ouro Verde | 16h
- Maringá - Praça Raposo Tavares | 14h
- Morretes - Carreata concentração na Copel | 15h
- Paranaguá - Praça dos Leões | 9h
- Ponta Grossa - Praça Barão de Guaraúna | 15h
- Umuarama - Praça Arthur Thomas | 11h
- União da Vitória - Praça Coronel Amazonas | 15h

Rio Grande do Sul

Porto Alegre - Concentração no Largo Glênio Peres, às 15h, seguida de marcha até o Largo Zumbi dos Palmares.

- Alegrete – Calçadão | 15h
- Alvorada - Parada 44 / Em frente à Corsan |10h
- Bagé – Praça do Coreto | 10h
Cachoeirinha – Em frente à Caixa  | 13h30
Caçapava do Sul - Praça do Noca  | 15h 
Campo Bom - Praça João Blos  | 10h
Canela - Parque do Palácio  | 15h
Canoas - Praça do Avião  | 13h
Capão da Canoa - Em frente à Caixa | 16h30
- Caxias do Sul - Praça Dante Alighieri | 15h
- Cruz Alta – Câmara de Vereadores | 10h
- Eldorado do Sul – Praça Central   9h30
- Erechim – Esquina Democrática | 13h30
- Esteio – Praça do Soldado | 10h
- Gravataí – Parada 79 / Em frente à RGE | 10h
- Guaíba - Em frente ao Sinpapel  10h
- Ijuí - Praça dos Imigrantes  | 15h
- Lajeado – Parque dos Dick  | 15h
- Montenegro - Praça dos Ferroviários  | 10h
- Novo Hamburgo – Praça Punta Del Este  | 10h
- Osório – Praça da Matriz | 10h e Escola General Osório / Carreata pela vida | 15h
- Passo Fundo – Praça da Mãe | 15h
- Pelotas – Largo do Mercado | 10h
- Rio Grande – Largo Dr. Pio | 11h
- Santa Cruz do Sul – Praça da Bandeira | 15h
- Santa Maria – Praça Saldanha Marinho | 10h
- Santana do Livramento – Parque Internacional | 10h
- Santiago - Praça Moisés Viana  | 10h30
- Santo Ângelo – Praça Raul Oliveira | 9h30
- Santo Antonio da Patrulha – Praça da Boa Viagem  | 9h30
- São Francisco de Paula – Em frente ao Banrisul /Av. Júlio de Castilhos | 10h
- São Leopoldo – Praça do Imigrante | 10h
- Sapiranga – Praça da Bandeira | 9h
- Sapucaia do Sul – Calçadão  | 13h30
- Torres - Praça XV  | 14h30
- Uruguaiana – Praça do Trevo – Duque com Setembrino | 13h30
- Venâncio Aires - Esquina da Rosauto Veículos | 9h
- Viamão – Santa Isabel  | 10h

CUT- RS já tem 40 atos confirmados no estado

Santa Catarina

Florianópolis: Ato às 9h, na Praça Tancredo Neves (em frente à ALESC)
- Araranguá: Ato às 9h, no Relógio do Sol
- Balneário Camboriú: ato na Praça Tamandaré, às 15h
- Blumenau - ato às 10h, na Praça do Teatro Carlos Gomes
- Brusque: Ato na Praça Gilberto Colzani, às 10h
- Caçador: Carreata com concentração em frente ao IFSC, às 9h30, e em seguida fazem duas paradas para atos simbólicos: na Praça do Berger, às 10h30, e no centro do bairro Martello, às 11h30
- Chapecó: Carreata com concentração às 9h na Avenida Getúlio Vargas (shopping Criciúma), paralelamente com caminhada, faixaço e bandeiraço nos canteiros da Avenida Getúlio Vargas com dois pontos de concentração: em frente à Catedral e em frente ao Banco do Brasil, às 9h30
- Criciúma: Ato com concentração às 9h, na Praça da Chaminé
- Garopaba: Carreata e bicicletada, concentração às 15h na rua Álvaro E. Nascimento
- Herval d'Oeste: ato na Praça Daniel Olímpio da Rocha, às 14h (mobilização unificada de Joaçaba e região)
- Itajaí: Ato às 10h, no Calçadão da Hercílio Luz
- Joinville: Ato às 10h, na Praça da Bandeira
- Jaraguá do Sul: Ato na Praça Angelo Piazera, às 9h
- Porto União – ato na Praça Amazonas, às 15h
- Rio do Sul -  Ato na Praça Ermembergo Pellizzetti -  9h30
- Lages: Ato às 15h, na Praça João Costa (Calçadão)
- Laguna: ato com concentração às 9h30, no cais do Centro
- São Bento do Sul: ato simbólico com informações a confirmar
- São Cristóvão do Sul: Ato nas margens da BR 116, às 10h
- São Lourenço do Oeste – carreata com concentração no Centro de Eventos, às 10h
- São Miguel do Oeste: ato no Trevo, às 10h
- Tubarão: Carreata e Caminhada com concentração na Praça da Arena Multiuso, às 13h30
- Xanxerê: Ato na Praça Tiradentes, às 9h30     

 Atos no Exterior

19/06
Inglaterra - Londres - Embaixada do Brasil | 14h (horário local0
Inglaterra - Oxford - Fernando’s Cafe City Center | 13h (horário local)
Portugal - Porto - Centro Português de Fotografia, Largo Amor de Perdição

20/06
Itália - Roma - Piazzale Del Verano 20h (horário local)

[Com informações da Central de Mídia das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo] 

Até 70 milhões de doses poderiam ter sido entregues pelo preço unitário de US$ 10, enquanto Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido pagaram até US$ 20 pela dose. Em entrevista à TVT, o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Pandemia da Covid, afirmou que negativa da vacina foi motivada por dinheiro e corrupção

[Da Rede Brasil Atual, com informações da Folha de São Paulo]

O governo Bolsonaro recusou vacina da Pfizer no ano passado pela metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Consideradas caras em agosto de 2020 pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro por US$ 10 cada. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, publicadas na noite de domingo (6).

A vacinação antecipada teria evitado mortes e os prejuízos bilionários provocados pelo fechamento da economia. O valor equivale a 10% do auxílio emergencial pago em 2020 e é menos do que os R$ 44 bilhões previstos neste ano para compensar o fechamento da economia.

Em entrevista à TVT, o senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou objetivamente que o interesse do governo Bolsonaro em promover o uso maciço da cloroquina no tratamento de pacientes de covid-19 foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI.”, afirma, logo no início de sua participação. O programa foi exibido no domingo (6) pelo canal da TVT no Youtube. 

EUA e Reino Unido já imunizaram cerca de 40% da população com duas doses das várias vacinas adquiridas e têm economias funcionando quase livremente. Ambos pagaram cerca de US$ 20 pelas doses da Pfizer, o dobro do valor recusado pelo Brasil durante vários meses em 2020. Na União Europeia, as doses do laboratório norte-americano custaram US$ 18,60.

No Brasil, com o atraso nos contratos, as primeiras doses da Pfizer chegaram só em abril. Oito meses se passaram entre a primeira oferta e a entrega.

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), contabilizou 53 emails enviados pela Pfizer ao governo a partir de agosto cobrando resposta sobre a oferta dos 70 milhões de doses.

À CPI, Pazuello qualificou a proposta da Pfizer como “agressiva”, apontou entraves em cláusulas do contrato e disse ter considerado muito elevado o preço de US$ 10 por dose —valor acatado meses depois ainda na gestão de Eduardo Pazuello.

Antes das doses da Pfizer, a imunização ocorria com vacinas do Butantan e da AstraZeneca, mas em quantidades baixas. A vacinação brasileira com duas doses limita-se a 11% da população.

Na economia, isso trava principalmente o setor de serviços, responsável por 70% do PIB e dos empregos. Nos serviços atuam sobretudo os mais pobres e menos escolarizados, que dependem do trabalho fora de casa para obter renda.

Sem vacina, a ocupação desses trabalhadores caiu até 20% na pandemia, aumentando a desigualdade e a pobreza extrema a níveis de 15 anos atrás. O colapso nos serviços levou a série histórica de desemprego do IBGE a um recorde: 14,7%, com 14,8 milhões de desocupados.

O Ministério da Saúde diz ter destinado R$ 30 bilhões para a contratação de mais de 660 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 —considerando no cálculo unidades que ainda não encomendou de fato. Em dólares, portanto, o país está reservando cerca de US$ 9, em média, por dose.

A empresa AstraZeneca se pronunciou após notícias de que um grupo de empresas brasileiras pediu e conseguiu aval do governo federal na autorização na aquisição de 33 milhões de doses

[Do Brasil 247, com informações da CNN \ Foto: Divulgação]

A empresa AstraZeneca divulgou nota nesta terça-feira (26) afirmando que não venderá vacinas contra a covid-19 para o setor privado no Brasil.

A empresa divulgou comunicado sobre o caso após um consórcio de empresas pedir e conseguir autorização do governo federal para comprar as vacinas diretamente da fabricante, criando 

Jair Bolsonaro afirmou à CNN na noite de segunda-feira (25) que a vacinação contra a pandemia do novo coronavírus será parcialmente privatizada no país, liquidando com a lógica pública do Programa Nacional de Imunização. Ele desmentiu a informação segundo a qual a vacinação seria apenas pública no país: "Desde o ano passado, nós abrimos negociação para compra de vacinas. Diferente do que estão falando por aí, o governo continua estimulando essa negociação com os empresários. Nós demos o sinal verde para eles lá atrás". Algumas empresas já anunciaram discordar da privatização.

Contrariando Bolsonaro, na nota, a AstraZeneca, segundo informação do portal Exame,  afirma que suas vacinas estão sendo disponibilizadas somente ao setor público e a organizações multilaterais como a Organização Mundial da Saúde (a AstraZeneca faz parte da Covax Facility, aliança para compra de vacinas a países mais pobres).

Publicado em Política

Dirigentes brasileiros se reuniram na quinta-feira (21) com a principal federação sindical chinesa, que se comprometeu a interceder junto ao governo de Xi Jinping para liberação de insumos para a produção da vacina e ajuda humanitária ao Brasil

[Da redação da CUT]

Dois dias após fechar acordo histórico com o governo venezuelano para o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus, capital do Amazonas,  CUT, Força, UGT, CTB, CSB e NCST, que compõem o Fórum das Centrais Sindicais se reuniram com a direção da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU - All-China Federation of Trade Unions), a maior entidade sindical do mundo com 302 milhões de trabalhadores e 1,7 milhão de sindicatos filiados.

Em mais uma ação humanitária e de diplomacia de classe ante a criminosa incompetência do governo federal, as centrais apelaram à entidade sindical chinesa para interceder junto ao governo central da China e abrir caminhos para que o movimento sindical brasileiro consiga insumos à produção de vacina anti-Covid-19 e ajuda humanitária à população da Região Norte do Brasil, que, além da pandemia, enfrenta a falta de oxigênio hospitalar. A China tem o insumo essencial à produção da vacina, mas as relações diplomáticas com o Brasil ruíram em consequência dos ataques e chacotas de Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Os sindicalistas chineses comprometeram-se a intermediar o diálogo entre as centrais brasileiras e o governo chinês. “Vamos usar todos os nossos canais e esforços para levar a mensagem de vocês [centrais] ao governo central e ao Partido [Comunista Chinês] sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro ante a pandemia”, afirmou An Jianhua, membro da Direção Executiva e secretário Internacional da Federação dos Sindicatos da China. A entidade ocupa a vice-presidência na Assembleia Popular chinesa (espécie de Congresso Nacional), com trânsito e forte influência junto ao governo do presidente Xi Jinping.

O líder sindical chinês afirmou que a Federação está solidária à população de Manaus (à qual se referiu como povo da floresta amazônica) e garantiu que a entidade oferecerá todo apoio e ajuda para que a população da capital amazonense saia dessa crise sanitária imposta, não só pelo vírus, mas também pela falta de oxigênio hospitalar.

“Nós também já conversamos muitas vezes com o governo para falar que a maioria do povo brasileiro e as centrais sindicais do Brasil, que representam a classe trabalhadora, sempre mantiveram uma atitude amistosa em relação à China”, lembrou.

Sem citar nome, o dirigente chinês, fez uma alusão clara ao presidente Bolsonaro: "Algumas palavras de ignorantes não vão comprometer as tendências amistosas das relações entre a China e o Brasil".

O vice-presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, participaram da reunião e agradeceram a disponibilidade e o compromisso firmado pelos sindicalistas chineses em ajudar as centrais na interlocução com o governo chinês.

“Temos um enorme respeito pela China, seu povo, sua cultura e seu movimento sindical. Que nesse momento nós tenhamos cada vez mais solidariedade de classe para combater esse vírus tão grave que já tirou a vida de milhões de trabalhadores no mundo. Quero também, em nome do povo brasileiro, pedir desculpas pelas agressões do governo Bolsonaro ao povo chinês. Entre nós prevalecerá sempre a solidariedade e o respeito”, disse Vagner Freitas.

An Jianhua retribuiu agradecendo às centrais brasileiras por terem enviado carta ao Congresso Nacional, em 2020, repudiando ataques de Bolsonaro, “que prejudicaram as relações amistosas entre China e Brasil. “Quando fomos convidados para essa reunião aceitamos imediatamente, porque valorizamos e consideramos de suma importância esse encontro e intercâmbio”, disse o sindicalista chinês.

 “Mais uma vez a CUT, as centrais, o movimento sindical brasileiro mostram que têm organização, estatura e disposição para enfrentar todas as adversidades e problemas criados por esse governo brasileiro criminoso. Iremos aonde for necessário, falaremos com todos os interlocutores que puderem nos ajudar a enfrentar essa crise sanitária, agravada pela incompetência e sordidez do presidente Bolsonaro”, afirmou o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, sobre a reunião com os chineses.

Além de presidentes e secretários das seis centrais sindicais brasileira, o presidente da IndustriAll-Brasil, Aroaldo Oliveira, também participou da reunião com os chineses.

Mais sobre a Federação

A Federação Nacional dos Sindicatos da China é a maior entidade sindical do mundo, com 302 milhões de filiados em 1.713.000 organizações. Está dividida em 31 federações regionais e 10 sindicatos industriais nacionais.

É o único sindicato com mandato legal do país e também dirige uma faculdade pública, a China University of Labor Relations.

Foi oficialmente fundada em 1º de maio de 1925, quando o "Segundo Congresso Nacional do Trabalho" se reuniu em Cantão com 277 delegados representando 540 mil trabalhadores e criou a constituição da Federação.

Em 1927, a entidade foi restringida pelo então governo recém-estabelecido do regime nacionalista de Chiang Kai-shek, que ordenou a execução de milhares de quadros do PCC e seus simpatizantes como parte de uma repressão ao comunismo. Todos os sindicatos liderados pelo Partido Comunista, caso da Federação, foram banidos e substituídos por “sindicatos amarelos” leais a Kai-shek.

Com a ascensão de Mao Tsé-Tung, em 1949, a  Federação foi estabelecida como o único centro sindical nacional da China, mas foi novamente dissolvida em 1966 na esteira da Revolução Cultural.

Em 1978, dois anos após a morte de Mao, a Federação realizou seu primeiro congresso desde 1957. No início dos anos 1990, foi regulamentada pela Lei Sindical da República Popular da China.

Movimentos organizam carreatas e manifestações a favor da vacinação contra a covid-19 e para pedir Fora Bolsonaro”. Para as entidades e a CUT , presidente é responsável pelas mortes e explosão da doença

[Da redação da CUT]

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo com apoio da Central Única dos Trabalhadores estão organizando carreatas, atos simbólicos e ações nas redes sociais neste sábado (23) em defesa da vacinação de toda a população brasileira contra a covid-19 e do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (ex-PSL). Confira os locais e horários dos atos abaixo.

Para as frentes, levantar essas bandeiras é fundamental diante do atual cenário e diz que ‘desde o ano passado, têm denunciado Jair Bolsonaro como  um empecilho para o país sair da crise sanitária, política e econômica’.

“Mesmo com mais de 210 mil mortos, Bolsonaro segue negando a gravidade da pandemia e se colocado até contra a vacina, agindo para tirar recursos do SUS, atuando para não aprovar a Coronavac. Em meio a crise da falta de oxigênio de Manaus, não fez absolutamente nada”, afirmam.

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo ainda ressaltam que o  fechamento da Ford simboliza o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores.

“Como se não bastasse a alta do nível de desemprego, o presidente extinguiu os Programas de Proteção ao Emprego e o auxílio emergencial, única fonte de renda para milhares de trabalhadoras e trabalhadores”.

Outra crítica dos movimentos em relação a Bolsonaro e seu governo, foi a promoção das provas do Enem mais esvaziadas da história. Metade dos estudantes não compareceu ao exame. Seja por medida de precaução, por não ter tido a oportunidade de estudar durante a pandemia ou mesmo por estarem doentes.

“Ele quer tirar até a capacidade de um jovem sonhar com o ingresso na universidade e melhorar de vida”, acreditam as Frentes.

O Brasil é maior que o Bolsonaro. Os brasileiros são melhores que o Bolsonaro. E nossa esperança vem das ações de solidariedade de Manaus, das iniciativas que ocorrem desde o início da pandemia. Vem também da nossa luta por igualdade racial e justiça social.

#VacinaJá - Mais recursos para o SUS

#VoltaAuxílioEmergencial

#ForaBolsonaro

Cidades em que haverá carreatas pelo #ForaBolsonaro

As carreatas e manifestações estão marcadas tanto para sábado (23) Até agora estão confirmadas atividades nas capitais: Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO); João Pessoa (PB), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC).

Confira os locais e horários de manifestações e passeatas. 

Sábado (23/01/2021)

Teresina (PI) - 8h

Concentração: Centro Administrativo. Os organizadores do ato reforçam a obrigatoriedade do uso de máscaras 

Reprodução

Brasília - 9h 

Estacionamento da Torre de TV/ Funarte

Reprodução

Belém (PA) - 9h

Av. Doca de Souza Franco 

Ananindeua (PA) - 9h

Ginásio Abacatão 

Recife (PE) -9h

Avenida Agamenon Magalhães, em frente à fábrica Tacaruna/Classic Hall

Reprodução

Salvador (BA) - 9h

Vale da Canela 

Rio de Janeiro - 10h

Endereço: Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro - Monumento Zumbi dos Palmares

Reprodução

Campo Grande (MS) – 10h

Concentração na Cidade do Natal

João Pessoa - 14h

Concentração na Praça da Independência, término no Largo da Gameleira

Fortaleza – 15h

Dragão do Mar, na Praia de Iracema

Rio Branco (AC) -15 H

Concentração na Uninorte

Florianópolis ( SC) -16h 

Beira Mar Norte (Koxixos Bar )

Reprodução

Curitiba  (PR) – 15h30

Praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico 

Reprodução

São Paulo  - 16h

Concentração na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp)

Av. Sargento Mário Kozel Filho

Reprodução

Carapicuíba (SP) - 8h30

Parque dos Paturis

São José dos Campos (SP) - 10h

Estádio Martins Pereira 

Osasco e Oeste Metropolitano  (SP) - 8h30 

Parque dos Paturis 

Campinas (SP) -11h

A cidade do interior do estado programou a concentração da carreata, no Largo do Pará

Reprodução

Belo Horizonte (MG) - 16h

Concentração no Mineirão 

Reprodução

Goiânia (GO) - 16h

Concentração na Praça Universitária

Saída às 17h até a Praça Cívica

Porto Alegre (RS) – 16h

Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa

Rio Grande (RS)- 11h

Rua São Leopoldo esquina com a Av. Rio Grande 

Nova Hamburgo (RS) -9h30 

Pista de Eventos de NH

Palmas (TO) – 17h

Concentração no Eixão Norte

Publicado em Movimentos Sociais

Ainda que permeada por disputas políticas, vaivéns e incertezas, a aprovação da vacina contra o novo coronavírus no Brasil parece estar próxima.

A meta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é analisar os pedidos de uso emergencial dos imunizantes produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Butantan, entregues na sexta-feira passada (8), em até dez dias.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o fundador e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina, avalia a atuação das instituições de saúde envolvidas neste processo, assim como a interferência e apropriação política que recai sobre ele – seja em nível federal ou estadual.

Segundo o médico sanitarista e referência na área, embora a Anvisa tenha sofrido pressão do governo Bolsonaro e de João Doria, governador de São Paulo, a atuação do órgão tem sido positiva.

“A Anvisa tem resvalado um pouquinho mas tem conseguido cumprir com a sua proposta com a sociedade brasileira. Em grande medida isso se deve aos servidores”, explica Vecina fazendo a ressalva de que, mesmo cumprindo com seu papel, ainda acompanha os processos com certo receio.

Um dos motivos que justificam essa insegurança é a indicação do tenente-coronel Jorge Luiz Kormann para a diretoria do órgão pelo presidente, reprovada de forma contundente por Vecina.

Kormann é crítico ferrenho da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atualmente está internado em decorrência da covid-19. Seu nome ainda não foi avaliado pelo Senado.

Recentemente a Anvisa também foi alvo de inúmeras críticas por parte do governador de São Paulo ao solicitar que o Instituto Butantan enviasse documentos que estavam faltando para a submissão da Coronavac. Um procedimento normal em processos como este.

“De fato a lista dos documentos [requisitados pela Anvisa] são absolutamente imprescindíveis. Todos os 6 itens são fundamentais. É claro que o governador de São Paulo tentou polemizar. Inerguminice, idiotisse dele. Nesse caso, Bolsonaro e Doria são farinhas do mesmo saco”, critica o sanitarista.

Ele alerta que a sociedade brasileira deve acompanhar com a atenção os movimentos de Doria e de Bolsonaro, para que não haja mais danos à saúde pública brasileira e suas históricas instituições.

“O Butantan e a Fiocruz tem mais de cem anos cada um. A Anvisa é relativamente jovem, criada em 1999, mas ganhou uma respeitabilidade mundial e tem feito por merecer. Acredito que a cultura organizacional dessas instituições se sobreporá à mediocridade desses governantes.”

A segunda parte da entrevista com o sanitarista Gonzalo Vecina será publicada nesta quinta-feira (14).

Confira:

Brasil de Fato – Temos um contexto de disputa entre o governo federal e o paulista. Qual sua opinião sobre posturas técnicas que acabam sendo lidas como movimentos políticos? A exemplo da requisição adicional de documentos feita pela Anvisa para o Instituto Butantan para a continuidade da aprovação da Coronavac.

Gonzalo Vecina – Esse processo foi absolutamente normal. A agência solicitou documentos que não haviam sido entregues. A maior prova disso é que o Butantan, de maneira muito cordata, falou que estavam providenciando e que entregariam no menor prazo possível. Se tivesse sido diferente, o Butantan teria dito que não caberia. Mas ele não falou isso, concordou que os documentos deveriam ser entregues.

De fato a lista dos documentos são absolutamente imprescindíveis. Todos os 6 itens são fundamentais. É claro que o governador de São Paulo tentou polemizar. Inerguminice, idiotisse dele.

Nesse caso, Bolsonaro e Doria são farinhas do mesmo saco. Já a Anvisa e o Butantan estão tentando fazer seu melhor papel.

Eu não diminuiria a importância que sociedade esteja de olho, tanto no Bolsonaro como no Doria, para que eles não extrapolem e não consigam transformar um jogo político em detrimento da saúde pública brasileira.

Tanto a Anvisa, como a Fiocruz e o Butantan são órgãos brasileiros históricos que existiam antes de toda essa conjuntura e continuarão a existir. Esses desgastes podem trazer danos para além das gestões desses políticos?

Eles sempre podem ser tóxicos o suficiente para criar uma situação que se prolongue após os respectivos mandatos.

O Butantan e a Fiocruz tem mais de cem anos cada um. A agência é relativamente jovem, criada em 1999, mas ganhou uma respeitabilidade mundial e tem feito por merecer.

Acredito que a cultura organizacional dessas instituições se sobreporá à mediocridade desses governantes.

Enquanto alguém que esteve na presidência da Anvisa, como avalia a atuação do órgão e de seu papel na aprovação de um imunizante contra o coronavírus? Tendo em vista que entramos no segundo ano de enfrentamento à pandemia sem uma vacina.

Gonzalo Vecina – A Anvisa, embora tenha sofrido uma pressão muito grande por parte do governo e por parte do estado de São Paulo, da sociedade que está buscando as vacinas, tem se saído relativamente bem.

Mas tenho receio, não há dúvidas. O anúncio, por exemplo, de que um tenente-coronel estaria sendo indicado para ser diretor da Anvisa é um anúncio perigoso. Um tenente-coronel [Jorge Luiz Kormann] não tem nada a ver com a saúde, ao contrário. É um sujeito que em suas redes sociais tem emitido um conjunto de opiniões muito ruim do ponto de vista da saúde pública.

Eu espero, sinceramente, que este jogo de pesos e contrapesos que a democracia tem faça o seu papel e consiga não aceitar a indicação desse tenente-coronel. Ele terá que ser sabatinado no Senado.

Além de que, a lei que criou a agência exige que o diretor tenha larga experiência no setor. Ele não reúne as funções necessárias.

A Anvisa tem resvalado um pouquinho mas tem conseguido cumprir com a sua proposta com a sociedade brasileira. Em grande medida isso se deve aos servidores.

Espero que os diretores respondam a esse ambiente formado pelos servidores, pela cultura organizacional da agência, que garanta a segurança sanitária dos produtos, dos serviços, que estão sob vigilância da agência.

Muito se fala da interferência política na Anvisa. Considerando esse esforço dos servidores que o senhor pontuou, o que podemos identificar como escolhas técnicas ou políticas nesse processo [de aprovação da vacina]? Poderia acontecer de modo diferente?

Em qualquer lugar do mundo seria um jogo no qual teríamos essas consequências. Se não estivéssemos falando de política, estaríamos falando da capacidade da indústria de interferir nas agências. Não existe um mundo técnico e um mundo político ou vice-versa.

O mundo é uma mescla dessas coisas e é por isso que temos esses jogos de presos e contrapesos para que as organizações sirvam as sociedades para as quais foram criadas.

Não há nada no Brasil que não possa ocorrer em outras agências no mundo. Veja o Trump, nos Estados Unidos, que tentou em diversas ocasiões interferir no FDA [Food and Drug Administration, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos]. E não conseguiu.

São defesas que a sociedade tem dessa politização ruim. As pessoas falam da politização como se fosse ruim. A politização não é ruim, a má política é uma coisa ruim.

A política é uma coisa necessária pro homem, como forma de exercer o poder. Temos que criar defesas contra essa coisa da micropolítica, do populismo. Embora a sociedade brasileira ainda esteja em um processo de amadurecimento do ponto de vista democrático, está no seu caminho.

Veja que até uma sociedade como a americana, onde a democracia tem mais de 300 anos, sofreu um golpe como o dos últimos dias com a invasão do Congresso por conta de um alucinado que foi eleito democraticamente por aquela população. E o tal do jogo de pesos e contrapesos demorou para funcionar de maneira adequada.

Mas espero que as democracias continuem conseguindo resistir à sandice que de vez em quando vem à cabeça de algumas pessoas que acabamos, de alguma forma, escolhendo democraticamente.

Aqui no Brasil, o negacionismo que Bolsonaro defende na área de saúde interferiu no fato de não termos iniciado a vacinação até esse momento? Quais são os danos pra saúde pública com a figura do presidente?

Sem dúvida interferiu. Ele nega a importância da vacina, nega a importância da doença, a continua tratando como uma gripezinha, o que certamente ela não é. É uma doença gravíssima. Já causou mais de 200 mil mortes, muitas delas evitáveis se tivéssemos um governo presente no ano que passou.

Ao ser negacionista e negar a importância da vacina, ele produz um efeito até mesmo em outras vacinas. Isso é muito ruim. Estamos com uma perda na capacidade de vaci