Com as últimas revelações feitas pela CPI da Covid, desgaste do presidente acelerou o processo de mobilização nas ruas. Movimentos sociais e sindical marcaram nova mobilização para o sábado (3), além do ato já convocado para o dia 24 de julho

[Da redação da CUT | Texto: Marize Muniz | Foto: Roberto Parizotti]

A acusação dos irmãos Miranda, confirmada em depoimento à CPI da Covid do Senado na sexta-feira (25/06), de que Jair Bolsonaro (ex-PSL) foi avisado antes da assinatura do contrato e nada fez para impedir a compra superfaturada em 1000% da vacina indiana Covaxin e, para complicar, ligou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) às supostas irregularidades, aumentou a pressão contra a permanência do presidente no cargo, deve reforçar o superpedido de impeachment e a realização de atos nacionais pelo "Fora, Bolsonaro”, como o que já foi marcado para o sábado, dia 3.

A nova denúncia deve constar no texto do "superpedido" de impeachment que partidos, como PT, PSOL, PC do B, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM) e União Nacional dos Estudantes (UNEvão  entregar nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.

O momento da entrega do pedido, previsto para às 14h, será marcado por um ato com participação das lideranças políticas e sociais.

Para a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, os depoimentos mostraram que Bolsonaro não mandou apurar o caso por interesses políticos. Gleisi se refere a informação arrancada do deputado Luís Miranda (DEM-DF) depois de 7 horas de depoimento de que Bolsonaro teria citado o deputado Ricardo Barros como responsável pela irregularidade.  

No depoimento, Luis Miranda contou que ele e o irmão, o servidor público do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, se reuniram, no Palácio da Alvorada, com o presidente, em 20 de março, ocasião em que relataram haver indícios de irregularidades na compra do imunizante indiano, além de pressão política para liberar a vacina. Miranda também disse que o presidente prometeu mandar investigar e afirmou que aquilo era "coisa" de Ricardo Barros.

Além de não mandar investigar, Bolsonaro indicou a esposa de Ricardo Barros,  a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti, para cargo no conselho de Itaipu, com salário de R$ 27 mil.

"Isso é prevaricação [crime previsto no artigo 319 do Código Penal]. Estamos defendendo que esse caso integre o superpedido de impeachment", disse Gleisi Hoffman que defende a inclusão da denúncia no texto do superpedido de impeachment.

O advogado Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que faz parte do grupo que prepara o superpedido, acrescenta que a postura de Bolsonaro também configura crime de responsabilidade e pode ser enquadrado como base para impeachment. Isso está previsto no artigo 9º da Lei do Impeachment (Lei 1.079, de 1950).

#ForaBolsonaro

Além de um ato já marcado para o dia 24 de julho, os movimentos populares, estudantis e  sindical e partidos políticos marcaram um dia nacional de mobilização pelo “Fora, Bolsonaro” para sábado, dia 3 de julho em função dagravidade das denuncias dos irmãos Miranda à CPI da Covid do Senado.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil. Entenda a denúncia de corrupção no governo Bolsonaro:

Única compra com ação de intermidiários

A compra da Covaxin foi a única que teve intermediários entre o laboratório e o Ministério da Saúde. Um representante da Precisa Medicamentos intermediou a negociação superfaturada.

Empresa Precisa Empresa Precisa já teve negociações questionadas com testes e preservativos. Confira aqui na matéria de Tiago Pereira, da RBA.

Valor mais alto do que todas as outras vacinas compradas pelo Brasil

O governo se comprometeu a pagar pela Covaxin um valor 1000% superior ao estimado por executivos da empresa em agosto do ano passado: US$ 15 (R$ 80) por dose.

Quanto custaram as outras doses de vacinas

Sputnik V: R$ 69,36

Coronavac: R$ 58,20

Pfizer: US$ 10 (R$ 56,30)

Janssen: US$ 10 (R$ 56,30)

AstraZeneca/Oxford: US$ 3,16 (R$ 19,87)

Valor total empenhado

O contrato prevê a enrtrega de 20 milhões de doses, no valor total de R$ 1,614 bilhão.

Prejuízo já houve, diz procuradora que investiga denúncia

O governo de Jair Bolsonaro reservou R$ 1,61 bilhão para uma vacina sem perspectiva de entrega, com quebras de cláusulas contratuais e isso já configura prejuízo à saúde pública, disse à Folha de S. Paulo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Luciana Loureiro, responsável pelo inquérito civil público que investiga o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O valor empenhado seria suficiente para a compra, por exemplo, de 28 milhões de doses da Pfizer ou da Janssen (ambas a US$ 10 a dose).

Detalhe importante: A nota foi emitida em 22 de fevereiro. O contrato foi assinado no dia 25. Quatro meses depois, o dinheiro segue reservado, e o país não recebeu uma única dose do imunizante.

“Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso”, afirmou a procuradora ao jornal. “Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, os 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicados. Prejuízo já houve.”

Vacina não era aprovada pela Anvisa

Segundo depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda ao MPF, em  31 de março, autoridades do Ministério da Saúde o pressioanram para que ele liberasse a importação da Covaxin que nem era aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Miranda disse ainda que seus superiores também pediram para que ele obtivesse a "exceção da exceção" junto à Anvisa para a liberação da imunização.

Bolsonaro puxa Pazuello para o caso

Depois que a denúncia passou o ocupar as manchetes dos jornais deputados da base aliada tentam jogar caso nas costas do ex-ministro general Eduardo Pazuello.

Após uma reunião com o presidente, o senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Bolsonaro teria acionado Pazuello após a reunião em que o deputado Luís Miranda fez a denúncia de superfaturamento.

“Quando soube, entre diversos assuntos que esse deputado [Luís Miranda] foi tratar, o presidente falou com o ministro Pazuello para verificar. Como não tinha nada de errado, a coisa continuou", afirmou Jorginho Mello.

Presidente manda investigar denunciante

Neta quinta-feira (24), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ameaçou o deputado federal, irmão do servidor, que denunciou a corrupção.

 “Deputado Luis Miranda, Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pela má-fé, pela denunciação caluniosa e pela produção de provas falsas”, disse Onyx.

De acordo com o ministro, o presidente determinou que a Polícia Federal investigue o deputado e seu irmão. E mais, ele vai pedir a abertura de um procedimento administrativo disciplinar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar a conduta do servidor.

Reação da CPI da Covid

Além de marcar depoimentos dos irmãos Miranda e do do tenente-coronal Alex Lial Marinho, que teve o sigilo quebrado, a CPI reagiu a fala de Onyx.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai convocar o ministro Onyx para depor na comissão.  De acordo com ele, o secretário agiu na tentativa de interferir na apuração da CPI e coagir uma testemunha.

Renan Calheiros  falou até em um pedido de prisão contra o ministro. “Vamos pedir a convocação dele e, se ele continuar a coagir a testemunhas, vamos requisitar a prisão dele”, disse o senador. As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews.

Renan e o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relataram preocupação com a segurança dos depoentes. Aziz solicitou à Polícia Federal proteção para os irmãos.

Quem é Ricardo Barros

Ricardo Barros é um político do Paraná, estado onde foi condenado por fraude quando foi prefeito de Maringá. Teve o mandato de deputado cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos, mas a decisão foi anulada por recurso.

Atualmente, ele responde a ação por improbidade administrativa em caso de fraude na aquisição de medicamentos quando era ministro da Saúde no governo de Michel Temer (MDB-SP). Barros teria favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, do mesmo grupo da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin. 

Publicado em Política

Nesta terça-feira (15), o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde dos municípios de Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros – cidades onde há unidades da Petrobrás – solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da indústria.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, as prefeituras – assim como a de Belo Horizonte – não seguiram essa ordem e começaram a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”. 

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.   

Confira os ofícios enviados:

Ofício_036_2021_Juiz_de_Fora_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_034_2021_Betim_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria Ofício_035_2021_Ibirité_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_037_2021_Montes_Claros_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Nesta sexta-feira (18), sindicalistas vão aos locais de trabalho discutir a pauta da classe trabalhadora

Na semana em que o Brasil atingirá a triste marca de 500 mil mortes causadas pela covid-19, ocorrerão protestos em todo o Brasil exigindo celeridade no processo de vacinação, auxílio emergencial de 600 reais, comida no prato e ‘Fora Bolsonaro’. Os protestos também são contra as privatizações e a Reforma Administrativa.  Na sexta, 18, o chamado é à mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho, e no sábado, 19, às manifestações nas ruas.

Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, reforça a importância da participação dos petroleiros nos atos. “A política do governo Bolsonaro, que é a da sanha privatista, representa uma pilhagem do patrimônio da nação. Por isso, conscientes da gravidade da situação e com todas as medidas sanitárias necessárias, precisamos ir para a porta das fábricas, das refinarias, dos terminais e heliportos, conscientizando as pessoas sobre a necessidade de combater esse projeto entreguista de Bolsonaro e construir um Brasil mais justo e soberano”, afirma.

Conscientes dos riscos decorrentes da grave situação sanitária, as centrais emitiram nota na quarta-feira (9) reforçando as medidas de segurança e apontando os motivos que levam à necessidade de mobilização: “A pandemia de coronavírus, que já tirou a vida de quase meio milhão de brasileiros e brasileiras diante da incompetência do governo federal, segue um risco à população, que deve evitar aglomeração durante protestos e manifestações. Porém, é preciso dar capilaridade às mobilizações envolvendo todos os trabalhadores e trabalhadoras na luta dos sindicatos e das demais organizações populares para avançarmos na construção de um país democrático e no combate à prática de destruição das nossas instituições e dos nossos direitos adotada pelo governo federal”.

Com quase 15 milhões de desempregados e o Brasil voltando ao mapa da fome, a política do governo Bolsonaro pretende precarizar ainda mais a vida do povo brasileiro, com medidas como a privatização da Eletrobras. Na pandemia, o presidente tem boicotado de forma sistemática o uso de máscaras, a compra de vacinas, e promovido constantes aglomerações. 

Os organizadores reforçam o uso de máscara, de preferência modelo PFF2, a necessidade do distanciamento social durante todo o ato e o uso permanente de álcool em gel.

Guia de segurança sanitária

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP) elaborou um guia sobre segurança sanitária. A regra número 1 é só comparecer a manifestações em locais abertos e bem ventilados, sem aglomeração. E, mesmo nesses casos, o distanciamento de dois metros entre os manifestantes deve ser mantido.

A RNMMP recomenda o uso de máscara PFF2/N95, bem ajustada no rosto, cobrindo nariz e boca, sem vazamentos. Uma alternativa, para quem não tem máscara desse modelo, é usar uma máscara cirúrgica simples, coberta por uma máscara de pano. Nesse sentido, a Rede sugere que os próprios organizadores disponibilizem máscaras adequadas para manifestantes que não as possuem.

O guia de segurança sanitária chama atenção para o deslocamento até o local do ato. A preferência é por transportes bem ventilados e o uso da máscara é indispensável no trajeto.

Como em qualquer ocasião durante a pandemia, não deve haver beijos e abraços. Objetos pessoais, alimentos e bebidas não devem ser compartilhados.

Confira onde vai ter atos no dia 19 

Região Norte 

Acre

Rio Branco - Caminhada Gameleira até o Palácio Rio Branco | 15h

Amazonas

Manaus - Passeata Praça da Saudade | 15h

Amapá

Macapá - Praça da Bandeira | 16h

Pará

Belém - Caminhada Mercado de São Brás até Praça da República | 8h
- Santarém - Praça São Sebastião | 16h

Rondônia

Porto Velho- Passeata Praça das 3 caixas d'água | 8h e carreata 7 de setembro com a Farquar | 8h
- Cacoal - Parte de Baixo da Praça da Prefeitura | 9h
- Guajará- Mirim -arque Circuito | 9h
- Ji-Paraná - Casa do Papai Noel | 9h

Roraíma

Boa Vista:- Carreata e ato Centro Cívico até Jaime Brasil | 9h

Tocantins

Palmas - JK Entrada Leste do Palácio Araguaia (Lado da Serra) | 8h30 

Região Nordeste

Alagoas

Maceió - Carro, moto ou a pé Praça Centenário | 9h
- Arapiraca - Praça Luiz Pereira | 9h
- Delmiro Gouveia - Praça do Coreto | 9h
- Palmeira dos Índios - Praça São Cristovão | 9h

Bahia

Salvador - Largo do Campo Grande até Farol da Barra | 14h 
- Jacobina - Praça do Garimpeiro | 8h30
- Jequié - Praça Ruy Barbosa | 9h
- Feira de Santana - Em frente à prefeitura | 9h
- Paulo Afonso - Carreata | 9h (Aguardando Infos)
- Santa Cruz Cabrália - Caminhada e carro de som Praça do Coração | 9h
- São Luís do Curu - Saída de ônibus rumo à Fortaleza (Aguardando Infos)
- Serrinha - Carreata | 14h (Aguardando Infos)
- Vitória da Conquista - Praça 09 de Novembro | 8h30

Ceará

Fortaleza -  Av. Leste Oeste Santa Edwiges | 15h e Praça da Gentilândia | 15h30
- Sobral - Praça de Cuba | 8h
- Tianguá (Região da Ibiapaba) - Em frente ao Mix Atacarejo | 7h

Maranhão

São Luís  - Praça Deodoro até a Maria Aragão | 8h

Paraíba

João Pessoa - Caminhada e carreata Lyceu Paraíbano, rumo ao ponto de Cem Réis | 9h
- Campina Grande - Praça da Bandeira | 9h
- Cajazeiras - Praça das Oiticicas | 9h
- Monteiro - Carreata saindo do Portal | 9h

Pernambuco

Recife - Praça do Derby indo pela Conde da Boa Vista até Guararapes | 9h
- Salgueiro - Av. Agamenon Magalhães (entrada da feira livre) | 08h

Piauí

Teresina - Praça Rio Branco | 8h
- Parnaíba - Semáforo da Av. Pinheiro Machado com Samuel Santos | 16h
- Picos - Praça Félix Pacheco | 8h
- Piripiri - Praça da Bandeira | 10h

Rio Grande do Norte

Natal - Midway Mall até Natal Shopping Center | 15h
- Mossoró - Praça Cícero Dias em frente ao Teatro Municipal |  16h
- Pureza - Ato na Feira Livre | 6h

Sergipe

Aracaju - concentração na Praça da Bandeira, 9h
- Capela - Praça da Matriz |  08h
- Itabaiana - Carreata, Calçadão Airton Teles (Anfiteatro) | 16h 

Região Centro-Oeste 

Distrito Federal

Brasília - Carreata Praça do Buriti (até a Esplanada) | 8h e 
caminhada Biblioteca Nacional em direção ao Congresso Nacional | 9h

Goiânia 

- Caminhada e Carreata Praça Cívica | 9h
- Catalão - Praça do Eldorado (Castelo Branco) | 8h
- Jataí - Carreata e Bicicletada Lago Diacuy | 9h
- Pirenópolis - Carreata concentração Residencial Luciano Peixoto | 9h30

CUT-GO - Movimento antibolsonaro volta às ruas no dia 19 de junho

Mato Grosso

Cuiabá  - Prainha - Ato Simbólico | 6h
e carreata  SESC Arsenal - Sentido Santa Isabel | 8h e também ato na Praça - Alencastro | 10h
- Cáceres - Caminhada e Carreata Praça da Cavalhada | 8h
- Juína - Carreata Ginásio de Esportes | 16h
- Tangará da Serra - Carreata Corpo de Bombeiros | 14h30

Mato Grosso do Sul

Campo Grande - Praça do Rádio | 9h
- Bonito - Praça da Liberdade | 16h
- Corumbá - Concentração na Frei Mariano com a Dom Aquino | 8h30
- Dourados - Ato simbólico | 9h30
- Três Lagoas - Praça do Relógio | 9h 

Região Sudeste 

Espírito Santo

Vitória - Carro, Bike e a pé UFES até Assembléia Legislativa | 15h
- Aracruz - Praça São João Batista | 9h
- Cachoeiro - Antiga estação ferroviária | 11h
- Marataízes - Rotatória da Barra | 15h

Minas Gerais

Belo Horizonte - Praça da Liberdade até Praça da Estação | 13h
- Alfenas - Praça da Rodoviária Antiga | 15h30
- Araguari - em frente ao Bosque John Kennedy |10h
- Barbacena - em frente à Policlínica | 10h
- Betim - Viaduto do Jacintão | 9h
- Brumadinho- Concentração no Letreiro e caminhada até a Praça da Rodoviária | 10h
- Campo Belo - Praça dos Expedicionários | 9h30
- Caratinga - Praça da Estação | 15h
- Conselheiro Lafaiete - Praça Barão de Queluz | 13h
- Divinópolis - Rua São Paulo | 9h e Praça Santuário | 10h
- Formiga - Praça da Rodoviária | 7h
- Gonçalves - Portal da Cidade | 11h
- Governador Valadares - Praça da Estação | 10h
- Ipatinga Praça Primeiro de Maio | 9h
- Itabira - Rodoviária | 9h
- Itabirito - em frente a Prefeitura | 9h
- Itaúna - Praça da Matriz | 9h
- Ituiutaba - Praça da Prefeitura | 8h30
- João Monlevade - Câmara Municipal | 09h
- Juiz de Fora - Parque Halfeld | 10h
- Lafaiete - Praça Barão de Queluz | 13h
- Lavras - Praça Dr. Augusto Silva | 10h
- Montes Claros - Praça do automóvel clube | 9h
- Muriaé - Parque de Exposições | 10h
- Ouro Preto - Praça Tiradentes | 10h
- Patos de Minas - Praça do Coreto | 9h30
- Passos - Estação Cultura | 10h
- Poços de Caldas - Parque Affonso Junqueira | 15h
- Pouso Alegre - Catedral | 9h30
- Ribeirão das Neves - Praça de Justinópolis | 9h
- São Sebastião do Paraíso - Carreata - CAIC Rua José Braz Neves n° 100 | 15h
- São João Del Rei - Em frente ao Dom Bosco | 10h
- São Lourenço - Calçadão II | 14h30
- Sete Lagoas - Praça Tiradentes | 9h
- Ubá - Av. Comendador Jacinto Soares de Souza Lima | 15h30
- Uberaba - Praça Rui Barbosa | 9h
- Uberlândia - Praça Ismene Mendes | 9h30
- Varginha - Praça do ET | 10h
- Viçosa - 4 Pilastras | 9h30

São Paulo

São Paulo – Bicicletada Praça do Ciclista | 13h30; MASP, na Avenida Paulista, às 16h
- Araçatuba - Praça Rui Barbosa, Centro | 10h
- Barretos - Praça da Igreja de Sant'Ana e São Joaquim, Bairro Nadir Kenan | 15h
- Bauru - Praça Rui Barbosa | 14h
- Campinas - Caminhada Largo do Rosário até Centro | 10h
- Caraguatatuba - Carreata Quiosque 32 Indaiá | 9h
- Carapicuíba - Ato Simbólico na Vila Dirce e ida à Av. Paulista | 10h
- Diadema - Terminal Diadema | 14h
- Garça - Carreata em frente a Praça da Prefeitura | 14h
- Ilhabela - Praça da Mangueira | 15h
- Ilhéus - Praça Cairú | 9h
- Indaiatuba - Av. Francisco de Paula Leite esquina do SESI em frente ao posto BR | 14h
- Itanhaém - Boca da Barra | 15h
- Itapetininga - Concentração Carreata SESI sentido Paróquia N.S.das Estrelas |h
- Jacareí - Pátio dos Trilhos - 9h30
- Jaú - Em frente ao Cemitério | 9h
- Laranjal Paulista - Carreata Cemitério da Saudade | 13h30 e Ato Simbólico Largo São João | 14h30
- Lorena - Praça Arnolfo Azevedo | (*Aguardando Infos)
- Mairiporã - Praça do Rosário (Antiga Rodoviária) | 9h30
- Marília - Praça Saturnino de Brito (em frente à Prefeitura) | 10h
- Peruíbe - Rua Colombo Americano dos Santos, entre o MC Donald's e a Praça Flórida | 10h
- Piracicaba - Praça José Bonifácio | 10h  
- Piracaia - Praça do Rosário | 15h
- Praia Grande - Av. Pau Brasil em frente ao Krill no Samambaia | 10h
- Presidente Prudente - Rua Júlio Tiezzi (em frente ao antigo Procon) | 9h30
- Ribeirão Preto - Caminhada Esplanada do Teatro Pedro II | 9h
- Rio Preto - Em frente à Câmara Municipal | 16h
- Santo André - Praça do Carmo | 10h e Paço Municipal | 13h
- São Bernardo - Carreata Rua Odeon (Colégio Vereda atrás do Terminal Ferrazópolis) | 10h
- São Roque - Carreata Brasital, Av. Aracaí 250 com arrecadação de alimentos | 10h30
- Santos - Estação da Cidadania | 16h
- São José dos Campos - Praça Afonso Pena | 9h
- São Luiz do Paraitinga - Carreata - Bairro do Orris | 15h
- São Sebastião - Costa Sul - Praça Pôr do Sol - Boiçucanga | 16h
- Sorocaba - Praça Coronel Fernando Prestes (Catedral) | 10h
- Taubaté - Bolsão Avenida do Povo | 9h
- Tupã - Praça da Imigração Japonesa | 13h
- Ubatuba - Rotatória do Pescador | 16h
- Osasco - Caminhada Rua Antônio Agu/Estação de Osasco |

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Monumento Zumbi dos Palmares até Candelária | 10h
- Angra dos Reis - Praça do Papão | 9h
- Barra do Piraí - Carreata Rua Angélica (Light) | 8h30
- Barra Mansa | (*Aguardando Infos)
- Bom Jesus de Itabapoana | Praça Governador Portela | (*Aguardando Infos)
- Campos - Praça São Salvador | 9h
- Itaperuna | Concha Acústica | 16h
- Macaé - Praça Veríssimo de Melo | 9h30
- Nova Friburgo - Praça Demerval Barbosa | 14h
- Nova Iguaçu - Praça Direitos Humanos Via Light | 9h
- Petrópolis | Praça da Inconfidência | 11h
- Resende - Mercado Popular | 10h
- Rio das Ostras - Posto de saúde da Família  ncora | 9h
- Santo Antônio de Pádua | (*Aguardando Infos)
- Teresópolis | Praça do Sakura | 9h
- Valença - Jardim de Cima | 10h
- Volta Redonda - Vila UFF | 9h 

Região Sul 

Paraná

Curitiba - Praça Santos Andrade | 15h
- Antonina - Carreata e Bicicletada Praça Coronel Macedo | 9h
- Campo Mourão - Carreata Escola CAIC | 9h30
- Cascavel - Carreata em frente ao Tuiutí sentido à Prefeitura | 9h
-Irati - Rua da Cidadania | 10h
- Laranjeiras do Sul - Av. Santos Dumont (Super creche 2) | 9h
- Londrina - Em frente ao Teatro Ouro Verde | 16h
- Maringá - Praça Raposo Tavares | 14h
- Morretes - Carreata concentração na Copel | 15h
- Paranaguá - Praça dos Leões | 9h
- Ponta Grossa - Praça Barão de Guaraúna | 15h
- Umuarama - Praça Arthur Thomas | 11h
- União da Vitória - Praça Coronel Amazonas | 15h

Rio Grande do Sul

Porto Alegre - Concentração no Largo Glênio Peres, às 15h, seguida de marcha até o Largo Zumbi dos Palmares.

- Alegrete – Calçadão | 15h
- Alvorada - Parada 44 / Em frente à Corsan |10h
- Bagé – Praça do Coreto | 10h
Cachoeirinha – Em frente à Caixa  | 13h30
Caçapava do Sul - Praça do Noca  | 15h 
Campo Bom - Praça João Blos  | 10h
Canela - Parque do Palácio  | 15h
Canoas - Praça do Avião  | 13h
Capão da Canoa - Em frente à Caixa | 16h30
- Caxias do Sul - Praça Dante Alighieri | 15h
- Cruz Alta – Câmara de Vereadores | 10h
- Eldorado do Sul – Praça Central   9h30
- Erechim – Esquina Democrática | 13h30
- Esteio – Praça do Soldado | 10h
- Gravataí – Parada 79 / Em frente à RGE | 10h
- Guaíba - Em frente ao Sinpapel  10h
- Ijuí - Praça dos Imigrantes  | 15h
- Lajeado – Parque dos Dick  | 15h
- Montenegro - Praça dos Ferroviários  | 10h
- Novo Hamburgo – Praça Punta Del Este  | 10h
- Osório – Praça da Matriz | 10h e Escola General Osório / Carreata pela vida | 15h
- Passo Fundo – Praça da Mãe | 15h
- Pelotas – Largo do Mercado | 10h
- Rio Grande – Largo Dr. Pio | 11h
- Santa Cruz do Sul – Praça da Bandeira | 15h
- Santa Maria – Praça Saldanha Marinho | 10h
- Santana do Livramento – Parque Internacional | 10h
- Santiago - Praça Moisés Viana  | 10h30
- Santo Ângelo – Praça Raul Oliveira | 9h30
- Santo Antonio da Patrulha – Praça da Boa Viagem  | 9h30
- São Francisco de Paula – Em frente ao Banrisul /Av. Júlio de Castilhos | 10h
- São Leopoldo – Praça do Imigrante | 10h
- Sapiranga – Praça da Bandeira | 9h
- Sapucaia do Sul – Calçadão  | 13h30
- Torres - Praça XV  | 14h30
- Uruguaiana – Praça do Trevo – Duque com Setembrino | 13h30
- Venâncio Aires - Esquina da Rosauto Veículos | 9h
- Viamão – Santa Isabel  | 10h

CUT- RS já tem 40 atos confirmados no estado

Santa Catarina

Florianópolis: Ato às 9h, na Praça Tancredo Neves (em frente à ALESC)
- Araranguá: Ato às 9h, no Relógio do Sol
- Balneário Camboriú: ato na Praça Tamandaré, às 15h
- Blumenau - ato às 10h, na Praça do Teatro Carlos Gomes
- Brusque: Ato na Praça Gilberto Colzani, às 10h
- Caçador: Carreata com concentração em frente ao IFSC, às 9h30, e em seguida fazem duas paradas para atos simbólicos: na Praça do Berger, às 10h30, e no centro do bairro Martello, às 11h30
- Chapecó: Carreata com concentração às 9h na Avenida Getúlio Vargas (shopping Criciúma), paralelamente com caminhada, faixaço e bandeiraço nos canteiros da Avenida Getúlio Vargas com dois pontos de concentração: em frente à Catedral e em frente ao Banco do Brasil, às 9h30
- Criciúma: Ato com concentração às 9h, na Praça da Chaminé
- Garopaba: Carreata e bicicletada, concentração às 15h na rua Álvaro E. Nascimento
- Herval d'Oeste: ato na Praça Daniel Olímpio da Rocha, às 14h (mobilização unificada de Joaçaba e região)
- Itajaí: Ato às 10h, no Calçadão da Hercílio Luz
- Joinville: Ato às 10h, na Praça da Bandeira
- Jaraguá do Sul: Ato na Praça Angelo Piazera, às 9h
- Porto União – ato na Praça Amazonas, às 15h
- Rio do Sul -  Ato na Praça Ermembergo Pellizzetti -  9h30
- Lages: Ato às 15h, na Praça João Costa (Calçadão)
- Laguna: ato com concentração às 9h30, no cais do Centro
- São Bento do Sul: ato simbólico com informações a confirmar
- São Cristóvão do Sul: Ato nas margens da BR 116, às 10h
- São Lourenço do Oeste – carreata com concentração no Centro de Eventos, às 10h
- São Miguel do Oeste: ato no Trevo, às 10h
- Tubarão: Carreata e Caminhada com concentração na Praça da Arena Multiuso, às 13h30
- Xanxerê: Ato na Praça Tiradentes, às 9h30     

 Atos no Exterior

19/06
Inglaterra - Londres - Embaixada do Brasil | 14h (horário local0
Inglaterra - Oxford - Fernando’s Cafe City Center | 13h (horário local)
Portugal - Porto - Centro Português de Fotografia, Largo Amor de Perdição

20/06
Itália - Roma - Piazzale Del Verano 20h (horário local)

[Com informações da Central de Mídia das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo] 

Até 70 milhões de doses poderiam ter sido entregues pelo preço unitário de US$ 10, enquanto Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido pagaram até US$ 20 pela dose. Em entrevista à TVT, o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Pandemia da Covid, afirmou que negativa da vacina foi motivada por dinheiro e corrupção

[Da Rede Brasil Atual, com informações da Folha de São Paulo]

O governo Bolsonaro recusou vacina da Pfizer no ano passado pela metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Consideradas caras em agosto de 2020 pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro por US$ 10 cada. As informações são do jornal Folha de S.Paulo, publicadas na noite de domingo (6).

A vacinação antecipada teria evitado mortes e os prejuízos bilionários provocados pelo fechamento da economia. O valor equivale a 10% do auxílio emergencial pago em 2020 e é menos do que os R$ 44 bilhões previstos neste ano para compensar o fechamento da economia.

Em entrevista à TVT, o senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou objetivamente que o interesse do governo Bolsonaro em promover o uso maciço da cloroquina no tratamento de pacientes de covid-19 foi motivado “por dinheiro”. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI.”, afirma, logo no início de sua participação. O programa foi exibido no domingo (6) pelo canal da TVT no Youtube. 

EUA e Reino Unido já imunizaram cerca de 40% da população com duas doses das várias vacinas adquiridas e têm economias funcionando quase livremente. Ambos pagaram cerca de US$ 20 pelas doses da Pfizer, o dobro do valor recusado pelo Brasil durante vários meses em 2020. Na União Europeia, as doses do laboratório norte-americano custaram US$ 18,60.

No Brasil, com o atraso nos contratos, as primeiras doses da Pfizer chegaram só em abril. Oito meses se passaram entre a primeira oferta e a entrega.

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), contabilizou 53 emails enviados pela Pfizer ao governo a partir de agosto cobrando resposta sobre a oferta dos 70 milhões de doses.

À CPI, Pazuello qualificou a proposta da Pfizer como “agressiva”, apontou entraves em cláusulas do contrato e disse ter considerado muito elevado o preço de US$ 10 por dose —valor acatado meses depois ainda na gestão de Eduardo Pazuello.

Antes das doses da Pfizer, a imunização ocorria com vacinas do Butantan e da AstraZeneca, mas em quantidades baixas. A vacinação brasileira com duas doses limita-se a 11% da população.

Na economia, isso trava principalmente o setor de serviços, responsável por 70% do PIB e dos empregos. Nos serviços atuam sobretudo os mais pobres e menos escolarizados, que dependem do trabalho fora de casa para obter renda.

Sem vacina, a ocupação desses trabalhadores caiu até 20% na pandemia, aumentando a desigualdade e a pobreza extrema a níveis de 15 anos atrás. O colapso nos serviços levou a série histórica de desemprego do IBGE a um recorde: 14,7%, com 14,8 milhões de desocupados.

O Ministério da Saúde diz ter destinado R$ 30 bilhões para a contratação de mais de 660 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 —considerando no cálculo unidades que ainda não encomendou de fato. Em dólares, portanto, o país está reservando cerca de US$ 9, em média, por dose.

A empresa AstraZeneca se pronunciou após notícias de que um grupo de empresas brasileiras pediu e conseguiu aval do governo federal na autorização na aquisição de 33 milhões de doses

[Do Brasil 247, com informações da CNN \ Foto: Divulgação]

A empresa AstraZeneca divulgou nota nesta terça-feira (26) afirmando que não venderá vacinas contra a covid-19 para o setor privado no Brasil.

A empresa divulgou comunicado sobre o caso após um consórcio de empresas pedir e conseguir autorização do governo federal para comprar as vacinas diretamente da fabricante, criando 

Jair Bolsonaro afirmou à CNN na noite de segunda-feira (25) que a vacinação contra a pandemia do novo coronavírus será parcialmente privatizada no país, liquidando com a lógica pública do Programa Nacional de Imunização. Ele desmentiu a informação segundo a qual a vacinação seria apenas pública no país: "Desde o ano passado, nós abrimos negociação para compra de vacinas. Diferente do que estão falando por aí, o governo continua estimulando essa negociação com os empresários. Nós demos o sinal verde para eles lá atrás". Algumas empresas já anunciaram discordar da privatização.

Contrariando Bolsonaro, na nota, a AstraZeneca, segundo informação do portal Exame,  afirma que suas vacinas estão sendo disponibilizadas somente ao setor público e a organizações multilaterais como a Organização Mundial da Saúde (a AstraZeneca faz parte da Covax Facility, aliança para compra de vacinas a países mais pobres).

Publicado em Política

Dirigentes brasileiros se reuniram na quinta-feira (21) com a principal federação sindical chinesa, que se comprometeu a interceder junto ao governo de Xi Jinping para liberação de insumos para a produção da vacina e ajuda humanitária ao Brasil

[Da redação da CUT]

Dois dias após fechar acordo histórico com o governo venezuelano para o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus, capital do Amazonas,  CUT, Força, UGT, CTB, CSB e NCST, que compõem o Fórum das Centrais Sindicais se reuniram com a direção da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU - All-China Federation of Trade Unions), a maior entidade sindical do mundo com 302 milhões de trabalhadores e 1,7 milhão de sindicatos filiados.

Em mais uma ação humanitária e de diplomacia de classe ante a criminosa incompetência do governo federal, as centrais apelaram à entidade sindical chinesa para interceder junto ao governo central da China e abrir caminhos para que o movimento sindical brasileiro consiga insumos à produção de vacina anti-Covid-19 e ajuda humanitária à população da Região Norte do Brasil, que, além da pandemia, enfrenta a falta de oxigênio hospitalar. A China tem o insumo essencial à produção da vacina, mas as relações diplomáticas com o Brasil ruíram em consequência dos ataques e chacotas de Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Os sindicalistas chineses comprometeram-se a intermediar o diálogo entre as centrais brasileiras e o governo chinês. “Vamos usar todos os nossos canais e esforços para levar a mensagem de vocês [centrais] ao governo central e ao Partido [Comunista Chinês] sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro ante a pandemia”, afirmou An Jianhua, membro da Direção Executiva e secretário Internacional da Federação dos Sindicatos da China. A entidade ocupa a vice-presidência na Assembleia Popular chinesa (espécie de Congresso Nacional), com trânsito e forte influência junto ao governo do presidente Xi Jinping.

O líder sindical chinês afirmou que a Federação está solidária à população de Manaus (à qual se referiu como povo da floresta amazônica) e garantiu que a entidade oferecerá todo apoio e ajuda para que a população da capital amazonense saia dessa crise sanitária imposta, não só pelo vírus, mas também pela falta de oxigênio hospitalar.

“Nós também já conversamos muitas vezes com o governo para falar que a maioria do povo brasileiro e as centrais sindicais do Brasil, que representam a classe trabalhadora, sempre mantiveram uma atitude amistosa em relação à China”, lembrou.

Sem citar nome, o dirigente chinês, fez uma alusão clara ao presidente Bolsonaro: "Algumas palavras de ignorantes não vão comprometer as tendências amistosas das relações entre a China e o Brasil".

O vice-presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, participaram da reunião e agradeceram a disponibilidade e o compromisso firmado pelos sindicalistas chineses em ajudar as centrais na interlocução com o governo chinês.

“Temos um enorme respeito pela China, seu povo, sua cultura e seu movimento sindical. Que nesse momento nós tenhamos cada vez mais solidariedade de classe para combater esse vírus tão grave que já tirou a vida de milhões de trabalhadores no mundo. Quero também, em nome do povo brasileiro, pedir desculpas pelas agressões do governo Bolsonaro ao povo chinês. Entre nós prevalecerá sempre a solidariedade e o respeito”, disse Vagner Freitas.

An Jianhua retribuiu agradecendo às centrais brasileiras por terem enviado carta ao Congresso Nacional, em 2020, repudiando ataques de Bolsonaro, “que prejudicaram as relações amistosas entre China e Brasil. “Quando fomos convidados para essa reunião aceitamos imediatamente, porque valorizamos e consideramos de suma importância esse encontro e intercâmbio”, disse o sindicalista chinês.

 “Mais uma vez a CUT, as centrais, o movimento sindical brasileiro mostram que têm organização, estatura e disposição para enfrentar todas as adversidades e problemas criados por esse governo brasileiro criminoso. Iremos aonde for necessário, falaremos com todos os interlocutores que puderem nos ajudar a enfrentar essa crise sanitária, agravada pela incompetência e sordidez do presidente Bolsonaro”, afirmou o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, sobre a reunião com os chineses.

Além de presidentes e secretários das seis centrais sindicais brasileira, o presidente da IndustriAll-Brasil, Aroaldo Oliveira, também participou da reunião com os chineses.

Mais sobre a Federação

A Federação Nacional dos Sindicatos da China é a maior entidade sindical do mundo, com 302 milhões de filiados em 1.713.000 organizações. Está dividida em 31 federações regionais e 10 sindicatos industriais nacionais.

É o único sindicato com mandato legal do país e também dirige uma faculdade pública, a China University of Labor Relations.

Foi oficialmente fundada em 1º de maio de 1925, quando o "Segundo Congresso Nacional do Trabalho" se reuniu em Cantão com 277 delegados representando 540 mil trabalhadores e criou a constituição da Federação.

Em 1927, a entidade foi restringida pelo então governo recém-estabelecido do regime nacionalista de Chiang Kai-shek, que ordenou a execução de milhares de quadros do PCC e seus simpatizantes como parte de uma repressão ao comunismo. Todos os sindicatos liderados pelo Partido Comunista, caso da Federação, foram banidos e substituídos por “sindicatos amarelos” leais a Kai-shek.

Com a ascensão de Mao Tsé-Tung, em 1949, a  Federação foi estabelecida como o único centro sindical nacional da China, mas foi novamente dissolvida em 1966 na esteira da Revolução Cultural.

Em 1978, dois anos após a morte de Mao, a Federação realizou seu primeiro congresso desde 1957. No início dos anos 1990, foi regulamentada pela Lei Sindical da República Popular da China.

Movimentos organizam carreatas e manifestações a favor da vacinação contra a covid-19 e para pedir Fora Bolsonaro”. Para as entidades e a CUT , presidente é responsável pelas mortes e explosão da doença

[Da redação da CUT]

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo com apoio da Central Única dos Trabalhadores estão organizando carreatas, atos simbólicos e ações nas redes sociais neste sábado (23) em defesa da vacinação de toda a população brasileira contra a covid-19 e do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (ex-PSL). Confira os locais e horários dos atos abaixo.

Para as frentes, levantar essas bandeiras é fundamental diante do atual cenário e diz que ‘desde o ano passado, têm denunciado Jair Bolsonaro como  um empecilho para o país sair da crise sanitária, política e econômica’.

“Mesmo com mais de 210 mil mortos, Bolsonaro segue negando a gravidade da pandemia e se colocado até contra a vacina, agindo para tirar recursos do SUS, atuando para não aprovar a Coronavac. Em meio a crise da falta de oxigênio de Manaus, não fez absolutamente nada”, afirmam.

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo ainda ressaltam que o  fechamento da Ford simboliza o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores.

“Como se não bastasse a alta do nível de desemprego, o presidente extinguiu os Programas de Proteção ao Emprego e o auxílio emergencial, única fonte de renda para milhares de trabalhadoras e trabalhadores”.

Outra crítica dos movimentos em relação a Bolsonaro e seu governo, foi a promoção das provas do Enem mais esvaziadas da história. Metade dos estudantes não compareceu ao exame. Seja por medida de precaução, por não ter tido a oportunidade de estudar durante a pandemia ou mesmo por estarem doentes.

“Ele quer tirar até a capacidade de um jovem sonhar com o ingresso na universidade e melhorar de vida”, acreditam as Frentes.

O Brasil é maior que o Bolsonaro. Os brasileiros são melhores que o Bolsonaro. E nossa esperança vem das ações de solidariedade de Manaus, das iniciativas que ocorrem desde o início da pandemia. Vem também da nossa luta por igualdade racial e justiça social.

#VacinaJá - Mais recursos para o SUS

#VoltaAuxílioEmergencial

#ForaBolsonaro

Cidades em que haverá carreatas pelo #ForaBolsonaro

As carreatas e manifestações estão marcadas tanto para sábado (23) Até agora estão confirmadas atividades nas capitais: Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO); João Pessoa (PB), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC).

Confira os locais e horários de manifestações e passeatas. 

Sábado (23/01/2021)

Teresina (PI) - 8h

Concentração: Centro Administrativo. Os organizadores do ato reforçam a obrigatoriedade do uso de máscaras 

Reprodução

Brasília - 9h 

Estacionamento da Torre de TV/ Funarte

Reprodução

Belém (PA) - 9h

Av. Doca de Souza Franco 

Ananindeua (PA) - 9h

Ginásio Abacatão 

Recife (PE) -9h

Avenida Agamenon Magalhães, em frente à fábrica Tacaruna/Classic Hall

Reprodução

Salvador (BA) - 9h

Vale da Canela 

Rio de Janeiro - 10h

Endereço: Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro - Monumento Zumbi dos Palmares

Reprodução

Campo Grande (MS) – 10h

Concentração na Cidade do Natal

João Pessoa - 14h

Concentração na Praça da Independência, término no Largo da Gameleira

Fortaleza – 15h

Dragão do Mar, na Praia de Iracema

Rio Branco (AC) -15 H

Concentração na Uninorte

Florianópolis ( SC) -16h 

Beira Mar Norte (Koxixos Bar )

Reprodução

Curitiba  (PR) – 15h30

Praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico 

Reprodução

São Paulo  - 16h

Concentração na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp)

Av. Sargento Mário Kozel Filho

Reprodução

Carapicuíba (SP) - 8h30

Parque dos Paturis

São José dos Campos (SP) - 10h

Estádio Martins Pereira 

Osasco e Oeste Metropolitano  (SP) - 8h30 

Parque dos Paturis 

Campinas (SP) -11h

A cidade do interior do estado programou a concentração da carreata, no Largo do Pará

Reprodução

Belo Horizonte (MG) - 16h

Concentração no Mineirão 

Reprodução

Goiânia (GO) - 16h

Concentração na Praça Universitária

Saída às 17h até a Praça Cívica

Porto Alegre (RS) – 16h

Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa

Rio Grande (RS)- 11h

Rua São Leopoldo esquina com a Av. Rio Grande 

Nova Hamburgo (RS) -9h30 

Pista de Eventos de NH

Palmas (TO) – 17h

Concentração no Eixão Norte

Publicado em Movimentos Sociais

Ainda que permeada por disputas políticas, vaivéns e incertezas, a aprovação da vacina contra o novo coronavírus no Brasil parece estar próxima.

A meta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é analisar os pedidos de uso emergencial dos imunizantes produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Butantan, entregues na sexta-feira passada (8), em até dez dias.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o fundador e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina, avalia a atuação das instituições de saúde envolvidas neste processo, assim como a interferência e apropriação política que recai sobre ele – seja em nível federal ou estadual.

Segundo o médico sanitarista e referência na área, embora a Anvisa tenha sofrido pressão do governo Bolsonaro e de João Doria, governador de São Paulo, a atuação do órgão tem sido positiva.

“A Anvisa tem resvalado um pouquinho mas tem conseguido cumprir com a sua proposta com a sociedade brasileira. Em grande medida isso se deve aos servidores”, explica Vecina fazendo a ressalva de que, mesmo cumprindo com seu papel, ainda acompanha os processos com certo receio.

Um dos motivos que justificam essa insegurança é a indicação do tenente-coronel Jorge Luiz Kormann para a diretoria do órgão pelo presidente, reprovada de forma contundente por Vecina.

Kormann é crítico ferrenho da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atualmente está internado em decorrência da covid-19. Seu nome ainda não foi avaliado pelo Senado.

Recentemente a Anvisa também foi alvo de inúmeras críticas por parte do governador de São Paulo ao solicitar que o Instituto Butantan enviasse documentos que estavam faltando para a submissão da Coronavac. Um procedimento normal em processos como este.

“De fato a lista dos documentos [requisitados pela Anvisa] são absolutamente imprescindíveis. Todos os 6 itens são fundamentais. É claro que o governador de São Paulo tentou polemizar. Inerguminice, idiotisse dele. Nesse caso, Bolsonaro e Doria são farinhas do mesmo saco”, critica o sanitarista.

Ele alerta que a sociedade brasileira deve acompanhar com a atenção os movimentos de Doria e de Bolsonaro, para que não haja mais danos à saúde pública brasileira e suas históricas instituições.

“O Butantan e a Fiocruz tem mais de cem anos cada um. A Anvisa é relativamente jovem, criada em 1999, mas ganhou uma respeitabilidade mundial e tem feito por merecer. Acredito que a cultura organizacional dessas instituições se sobreporá à mediocridade desses governantes.”

A segunda parte da entrevista com o sanitarista Gonzalo Vecina será publicada nesta quinta-feira (14).

Confira:

Brasil de Fato – Temos um contexto de disputa entre o governo federal e o paulista. Qual sua opinião sobre posturas técnicas que acabam sendo lidas como movimentos políticos? A exemplo da requisição adicional de documentos feita pela Anvisa para o Instituto Butantan para a continuidade da aprovação da Coronavac.

Gonzalo Vecina – Esse processo foi absolutamente normal. A agência solicitou documentos que não haviam sido entregues. A maior prova disso é que o Butantan, de maneira muito cordata, falou que estavam providenciando e que entregariam no menor prazo possível. Se tivesse sido diferente, o Butantan teria dito que não caberia. Mas ele não falou isso, concordou que os documentos deveriam ser entregues.

De fato a lista dos documentos são absolutamente imprescindíveis. Todos os 6 itens são fundamentais. É claro que o governador de São Paulo tentou polemizar. Inerguminice, idiotisse dele.

Nesse caso, Bolsonaro e Doria são farinhas do mesmo saco. Já a Anvisa e o Butantan estão tentando fazer seu melhor papel.

Eu não diminuiria a importância que sociedade esteja de olho, tanto no Bolsonaro como no Doria, para que eles não extrapolem e não consigam transformar um jogo político em detrimento da saúde pública brasileira.

Tanto a Anvisa, como a Fiocruz e o Butantan são órgãos brasileiros históricos que existiam antes de toda essa conjuntura e continuarão a existir. Esses desgastes podem trazer danos para além das gestões desses políticos?

Eles sempre podem ser tóxicos o suficiente para criar uma situação que se prolongue após os respectivos man