Na terça-feira (20), o sindicato recebeu a informação, da gerência da Usina Termelétrica de Ibirité, que a vacinação dos trabalhadores deve ser feita nos dias 22 e 23 de julho, em uma unidade de saúde próxima à usina. 

O sindicato, que pressionou por respostas em relação aos trabalhadores da usina, cobrou detalhes sobre a logística para a vacinação de trabalhadores próprios e terceirizados e a gerência local, que se comprometeu a informar sobre o planejamento em breve.

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O cumprimento da vacinação do grupo prioritário dos trabalhadores de indústrias é fruto da pressão e do diálogo do Sindicato, que intermediou o diálogo entre a Secretaria de Saúde do município e a gerência local da Petrobrás. 

“Desde o anúncio de que os trabalhadores da UTE Ibirité não seriam contemplados pela vacinação na Regap, o Sindicato tem buscado o contato com a prefeitura de Ibirité e cobrado a gestão local da Petrobrás. Assim como no caso da refinaria, foi a articulação dos diretores do Sindicato que possibilitou e agilizou o diálogo do município com a gerência da Petrobrás. Essa é uma grande vitória da nossa categoria, apesar do descaso da alta administração da Petrobrás”, pontua Felipe Pinheiro, diretor do Sindipetro MG.

[Da Imprensa do Sindipetro MG]

Tem atos marcados nas capitais de 24 estados e no Distrito Federal, além de uma centena de cidades do interior do país e de países como Alemanha, Portugal e EUA

[Da redação da CUT]

Já tem mais de 120 atos pelo “Fora, Bolsonaro” confirmados para o próximo sábado (24), em centenas de cidades do Brasil e no exterior. Confira a lista no final do texto.

A pauta do dia nacional de mobilização é pelo impeachment já, contra o desemprego e a fome; pelo auxílio de R$ 600 até o fim da pandemia; vacina já para todos e todas e contra a reforma Administrativa e as privatizações.


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De acordo com os dirigentes da CUT, a lista de atos vai aumentar ainda mais e o #24J vai ser muito maior do que os atos realizados nos dias 19 de junho e 3 de julho porque os sindicalistas e representantes dos movimentos populares estão em suas bases convocando o povo e falando sobre a importância de realizar uma grande manifestação para obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a pautar um dos 120 pedidos de impeachment que estão engavetados.

E entre as muitas razões citadas pelas lideranças da Central para justificar o pedido de impeachment, eles ressaltaram três:

1- as denúncias contra o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) de cobrança de propina para a compra de vacinas contra a Covid-19, que resultou na morte de milhões de pessoas em decorrência da doença;

2 - a má gestão e a inoperância do governo no combate a pandemia,

3 - a falta de políticas efetivas contra a fome, a miséria e o desemprego,

Tudo isso está deixando os brasileiros certos de que enquanto Bolsonaro estiver no poder a situação do país e das pessoas não vai melhorar, mas, como tem dito o presidente da CUT, Sérgio Nobre: só com o povo nas ruas Bolsonaro vai cair.

Confira onde onde serão os principais atos:

Alagoas

Maceió – às 9h tem concentração na Praça Multieventos

. Arapiraca - às 9h, na Praça da PAroquia Sagrado Coração de Jesus

. União dos Palmares – às 9h, na Rua XV de Novembro (semáforo Globo)

. Delmiro Gouveia -  às 9h, na Praça do Coreto

. Palmeira Dos Índios - às 9h, na Praça da Igreja São Cristovão

Amapá

Macapá – às 16h, na Praça da Bandeira

Bahia

Salvador – às 10h tem início uma passeata em Campo Grande rumo Praça Castro Alves.

. Ilhéus – às 9h, panfletagem ao lado do BIG-Meira no Malhado (entrada na Feira Popular) e às 12h30, caminhada Praça da Irene (Av. Soares Lopes)

. Itabuna, às 9h, no Jardim do Ó

. Paulo Afonso – às 9h, na Igreja N.Sra do Perpétuo Socorro

. Serrinha – às 9h, na Praça Centenário

Ceará

Fortaleza - às 15h, tem ato na Praça Portugal

. Baturité – às 8h, na Praça da Matriz

. Iguatu – às 16h, na Praça das Crianças 

. Itaiçaba – às 9h, no Mercado Público

. Juazeiro do Norte – às 8h, na Região do Cariri - Rua São Pedro

. Pentecoste - às 17h30, na Praça do CSU 

Distrito Federal

Brasília – às 15h, concentração, no Museu da República, e, às 16h, marcha rumo ao Congresso Nacional

Goiás

Goiânia – às 10h tem ato na Praça do Trabalhador

Maranhão

. São Luís - às 9h tem ato na Praça Deodoro

Mato Grosso do Sul

Campo Grande – às 9h tem ato na Praça do Rádio

. Ponta Porã – às 8h, no Minhocão (Antiga Praça Lício Borralho)

Minas Gerais

Belo Horizonte – às 13h30, na Praça da Liberdade

. Barbacena – às 10h, na Praça do Rosário

. Betim – às 8h30, no Viaduto Jacintão

. Brumadinho – às 9h, na Av. Vigilato Braga esquina com Quintino Bocaiúva

. Cataguases – às 8h30, na Praça Catarina

. Conselheiro Lafaiete – às 13h, na Prefeitura

. Divinópolis – às 9h, na Rua São Paulo

. Extrema – às 11h, na Praça Getúlio Vargas

. Itaúna – às 9h, na Praça da Matriz

. Juiz de Fora – às 10h, na Parque Halfeld

. Mariana – às 9h, no Centro de Convenções

. Muriaé – às 11h30, na Antiga Prefeitura

. Ouro Preto – às 9h30, no Alto da Cruz

. Passos – às 16h30, na Estação Cultura

. Ponte Nova – às 9h, na Praça Palmeiras

. Sete Lagoas – às 9h, na Pça Tiradentes

. Ribeirão da Neves – às 9h30, na Praça de Neves

. Uberaba – às 10h30, na Praça Rui Barbosa

. Uberlândia – às 9h30, na Praça Ismene Mendes (Antiga Tubal Vilela)

. Viçosa – às 09h30, na 04 pilastras da UFV | 09h30

Pará

. Belém - às 8h, na Praça da República

. Bragança, às 08h, na Praça das Bandeiras

. Altamira – 08h, em frente a Celpa Equatorial

Paraná

. Apucarana – às 10h, na Av. Curitiba

. Cascavel – às 14h30, em frente a Catedral

. Francisco Beltrão – às 9h, na Praça Central

. Maringá - às 14h, na Praça Raposo Tavares

. Pinhais – às 15h, na frente da Prefeitura

. Umuarama – às 15h, na Praça Arthur Thomas

Paraíba

João Pessoa - às 09h, carreata do Mercado Público de Mangbeira até a Praça da Paz 

. Patos – às 8h, na Praça João Pessoa (CEPA)

. Sousa – às 7h, na Praça da Estátua (Rua Cônego José Viana, Estação)

Piauí

Teresina - 8h tem concentração na Praça Rio Branco

Pernambuco

Recife – às 10h, cocentração no Derby, às 11h tem inicio a caminhada em direção a Avenida Guararapes

. Arco Verde – às 9h, na Praça da Bandeira  

. Bezerros – às 9h, no Anfiteatro atrás da Igreja da Matriz

. Garanhuns – às 9h, na Fonte Luminosa

. Palmares – às 9h, na Praça Paulo Paranhos

. Petrolândia – às 7h30, no Polo e SRT

. Petrolina – às 9h, na Praça da Catedral

. São José do Egito – às 8h, Ato unificado Sertão do Pajeú na Feira Livre Central

. Serra Talhada – às 10h, no Pátio da Feira

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, às 10h, concentração no Monumento Zumbi dos Palmares, no centro da cidade, depois caminhada pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária.

. Angra dos Reis -  às 10h, na Praça do Papão, Centro

. Barra do Piraí – às 9h, na Praça Nilo Peçanha

. Búzios – às 16h, na Praça da Escola Nicomedes (Em frente ao Porto da Barra)

. Campos – às 10h, na Praça  São Salvador

. Miguel Pereira Centro, às 12h, em frente à Fornemat

. Nova Friburgo – às 14h, na  Praça Getúlio Vargas

. Paty dos Alferes – às 10h, na Praça do Fórum

. Petrópolis - às 11h, na Praça da Inconfidência

. Resende – às 10h, no Mercado Popular

. São Fidélis, às 10h, na Praça Guilherme Tito de Azevedo 

. Teresópolis, às 9h, concentração na Praça do Sakura, depois passeata na Calçada da Fama

. Três Rios – às 16h, na São Sebastião

. Vassouras – às 10h, na Praça Eufrásia Teixeira Leite

Rio Grande do Sul

Porto Alegre – às 15h, Marcha dos 100 mil, com concentração no Largo Glênio Peres.

. Camaquã – às 9h30, na Esquina Democrática

. Caxias do Sul – às 13h30, na Praça das Feiras

. Pelotas – às 10h30, caminhada Mercado Público

. São Borja - às 15h, na Praça XV

Rondônia

Porto Velho, às 8h30 tem ato na praca CEU (Centro de Esportes e artes unificado), Rua Antônio Fraga 8250, em frente à escola Daniel Néri.

E às 16h, tem ato no Campo Florestão, Avenida Jatuarana

. Guajará-Mirim – às9h, no Parque Circuito

. Ji-Paraná – às 8h30, na Casa do Papai Noel

Santa Catarina

Florianópolis – às 3h, no Largo da Alfândega

. Araranguá – às 10h, no Relógio do Sol

. Blumenau – às 15h, na Praça Dr. Blumenau

. Balneário Camboriú – às 15h, na Regional - Praça Almirante Tamandaré

. Brusque  - às 10h, na Ponte Estaiada

. Chapecó – às 14h, em frente à Catedral

. Criciúma – às 9h30, na Rua da Arquibancada (ao lado do Parque das Nações)

. Garopaba - às 15h, na Rua Álvaro E. dos Santos

. Jaraguá do Sul – às 9h, na Praça Ângelo Piazera

. Joinville – às 9h30, na  Praça da Bandeira

. Lages – às 10h,  na Praça João Costa, no Calçadão

. Rio do Sul – às 9h30, na Praça da Catedral

. São Francisco do Sul - às 14h30, em frente à Igreja Matriz 

. São Miguel do Oeste - às 10h, no Trevo de acesso a Maravilha

. Tubarão – às 14h, na Praça da Igreja (Matriz das Oficinas)

São Paulo

São Paulo, às 15h, tem ato na Avenida Paulista, em frente ao MASP

. Araraquara, às 14h, na Praça Scalamandré Sobrinho

. Araçatuba – às 10h, na Praça Ruy Barbosa

. Barueri – às 13, no Boulevard de Barueri

. Carapicuíba – às 10h,  Cohab II, Feira da Av. Brasil com Escola Edgar de Moura Bitencourt

. Cotia – às 13h, na Praça Joaquim Nunes (ao lado do Cemitério)

. IlhaBela – às 15h, na Praça da Mangueira

. Itanhaém – às 10h, no Calçadão da Praça Narciso Andrade

. Jandira – às 10h, na Estação de Trem de Jandira

. Mairiporã – às 10h, na Praça do Rosário

. Marília – às 9h, tem bicicletada na Praça da Emdurb e, às 10h, ato na ilha da Galeria Atenas

. Osasco, às 12h30, no Largo do Osasco em frente à Estação CPTM

. Ribeirão Preto – às 9h, na Esplanada Teatro Pedro II

. Santos – às 16h, ato Unificado Baixada Santista Pça Independência

. São Bernardo – às 10h, na Praça da Matriz

. São Carlos – às 10h, no Mercadão

. Ubatuba – às 16h, na Estátua do Caiçara-Trevo

Sergipe

Aracaju, às 14h, na Praça do Conjunto Leite Neto, vizinho ao Palácio do Governo (Avenida Hermes Fontes)

Atos no Exterior

Alemanha 

. Frankfurt am Main, Römer, 16h

. Freiburg im Breisgau - (*Aguardando Infos)

Canadá

Toronto - City Hall | 15h (horário local)

Estados Unidos

. Newark - Ferry St&Wilson St - Ironbound | 12h  (horário local)

. Boston - Parkside Sq Subway Station | 13h  (horário local)

. Nova York - Union Square | 16h  (horário local)

França

. Paris - Place de la République | 17h  (horário local)

Portugal

. Braga -  Praça da República (frente ao chafariz) | 18h

. Lisboa - Rossio (Praça D. Pedro IV) | 18h  (horário local)

. Porto - Centro Português de Fotografia (Largo Amor de Perdição) | 16h30 (horário local)

Reino Unido

. Londres – Parliament Square (estátua de Nelson Mandela) na marcha "Reclaim Pride" | 13h (horário local)

. Londres – na Embaixada do Brasil em Londres | 15h (horário local) Exterior

Publicado em Movimentos Sociais

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes atendeu a solicitação do Sindipetro-NF para que garanta o acesso dos petroleiros embarcados a uma repescagem na vacinação contra a Covid-19. O anúncio foi feito ontem pelo subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Proteção à Saúde, Charbell Kury, em entrevista ao telejornal RJTV 1ª edição, da Inter TV.

“Em relação ao pedido do sindicato dos petroleiros, são pessoas que embarcam, que não conseguem vacinar no dia [previsto para a sua idade], a gente recebeu esse pleito, nós somos sensíveis como gestores e a gente vai estudar na semana que vem colocar em pontos específicos para repescagem, diferente de outros pontos para vacinação por idade”, disse o subsecretário.

Para evitar os transtornos causados pelas pessoas que tentam escolher qual vacina tomar, situação que ficou conhecida como dos “sommelier de vacina”, a Prefeitura de Campos fixou datas para repescagem e criou um termo de responsabilidade para quem se negasse a tomar a vacina disponível no posto na data prevista para a sua idade.

O Sindipetro-NF, no entanto, enviou ofício na quarta, 14 (aqui), para lembrar aos gestores do município sobre o caso específico dos petroleiros e das petroleiras que embarcam, que não têm como estar em terra para tomar a vacina na data correta.

O sindicato parabeniza a Prefeitura de Campos pelo atendimento ao pleito. A entidade tem se colocado à disposição dos municípios, de órgãos de saúde e da própria Petrobrás para contribuir nos esforços de prevenção à Covid-19, visando ao máximo de proteção da categoria petroleira e das comunidades que interagem com a indústria do petróleo.

Leia também:

Sindipetro-NF envia ofício ao município de Campos com demandas sobre vacinação contra Covid-19 para os petroleiros

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Em resposta à cobrança da FUP, a Petrobrás realizou na segunda-feira, 12, reunião extraordinária da Comissão de SMS, dando continuidade à discussão dos temas que a entidade havia pautado com a empresa no dia 14 de junho. Diante da complexidade das demandas relativas às questões de saúde e segurança, as entidades sindicais cobraram que as reuniões da Comissão passem a ser realizadas mensalmente, em vez de a cada dois meses, como prevê o Acordo Coletivo. A próxima reunião já foi agendada para o dia 23 de agosto.

As questões relacionadas à Covid-19 no Sistema Petrobrás continuam sendo o eixo central do debate na Comissão de SMS. Só na holding, já são 49 óbitos de trabalhadores contaminados e, a cada semana, mais de 120 trabalhadores próprios são infectados. Segundo levantamento feito pelo Ministério de Minas e Energia, um total de 7.618 petroleiros e petroleiras foram vítimas da Covid na Petrobrás, o que representa 18,4% de todos os trabalhadores da holding. A empresa continua omitindo dados de trabalhadores terceirizados.

Veja abaixo os principais pontos tratados na Comissão de SMS esta semana:

Prescrição de tratamento ineficaz contra a Covid-19

A FUP cobrou um posicionamento da Petrobrás sobre a conduta de médicos do setor de saúde da empresa de prescreverem Ivermectina e outros medicamento ineficazes para trabalhadores com suspeita ou que testaram positivo para a Covid-19. O RH informou que não há orientação corporativa sobre medicamentos receitados em qualquer situação de saúde ocupacional, ressaltando que a Petrobrás respeita a autonomia dos médicos, conforme garante o código de ética da categoria.

Apesar da ivermectina ser um antiparasitário, comumente utilizado no combate a piolhos, sem qualquer eficácia comprovada no tratamento da Covid-19, trabalhadores da Bacia de Campos com sintomas da doença ou já contaminados tiveram o medicamento prescrito pelo setor médico da Petrobrás. O Sindipetro-NF e a FUP receberam várias denúncias neste sentido, atraindo a atenção da imprensa. As denúncias tiveram ampla repercussão nas mídias, com mais de 100 matérias veiculadas sobre o fato, inclusive uma ampla reportagem exibida pelo RJ TV no dia 02 de julho. 

 Receituário divulgado pela mídia

A Federação criticou a ausência na reunião de um representante do setor médico da Petrobrás e chamou a atenção para a incoerência dos gestores, já que as notas técnicas elaboradas por profissionais de saúde da empresa durante a pandemia apresentam uma série de recomendações, inclusive um protocolo de tratamento clínico para trabalhadores sintomáticos, previsto na Nota Técnica 01. As representações sindicais cobraram que a Petrobrás reveja o seu posicionamento e coíba expressamente os médicos da empresa de prescreverem tratamentos sem comprovação científica e que contrariam as recomendações dos órgãos de saúde, como é o caso da Ivermectina.

Dispensa de testes rápidos para trabalhadores vacinados

Outro fato duramente criticado pelos petroleiros na reunião foi a orientação da Petrobrás de suspender a testagem para a Covid em trabalhadores vacinados, inclusive, os que só tomaram uma dose do imunizante.  Sem qualquer discussão prévia com as entidades sindicais, a empresa suspendeu os testes sorológicos nas refinarias e nas demais unidades de terra para esses trabalhadores. A FUP ressaltou a irresponsabilidade dos gestores diante de uma doença extremamente grave, com novas cepas do vírus que são altamente contagiosas, e tornou a cobrar a testagem em massa de todos os trabalhadores, através do RT-PCR ou de testes de antígeno, além do fortalecimento das demais medidas de prevenção, como distanciamento e uso de máscaras eficazes.  

Obrigatoriedade de emissão de CAT em todas as unidades

Desde o início da pandemia, a FUP e seus sindicatos vêm exigindo da Petrobrás a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para trabalhadores infectados pela Covid-19 durantes suas atividades laborais. Além desta ser uma recomendação de órgãos de saúde e de fiscalização, a empresa vinha descumprindo reiteradamente o direito dos trabalhadores de terem a CAT emitida, fato que foi denunciado e questionado pelas entidades sindicais em ações judiciais e em denúncias ao Ministério Público do Trabalho.

Na última semana, uma decisão da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região obrigou a Petrobrás a emitir as CATs para trabalhadores offshore que foram infectados pela Covid no Rio de Janeiro. A FUP cobrou abrangência da decisão para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás que foram expostos à contaminação e sacrificados ao não terem seus direitos respeitados. O RH informou que a decisão do TRT/RJ está sob análise do jurídico da empresa.

Vistorias sanitárias nas unidades operacionais e em locais de trabalho remoto

Ponto pendente da reunião passada, o agendamento de vistorias sanitárias em unidades operacionais para verificar as medidas de prevenção à contaminação da Covid-19 continua sendo postergado pela empresa. No caso das vistorias em locais de home office, conforme entendimento e autorização prévia dos trabalhadores, o RH da Petrobrás recusa-se expressamente a atender o pleito das representações sindicais.

Para a FUP, não há justificativa para a empresa continuar descumprindo o que foi acordado com a categoria no ACT. A Cláusula 68 garante o acesso dos sindicatos aos locais de trabalho, o que se torna ainda mais necessário diante dos quadros de avanço da contaminação pela Covid não só nas unidades operacionais, como entre trabalhadores que estão em atividades remotas. É no mínimo incoerente a alegação do RH de esperar a vacinação e o retorno presencial de todos os trabalhadores para agendar as visitas, sendo que essa mesma gestão resistiu em suspender as paradas de manutenção que geraram aglomerações no auge da pandemia, com milhares de trabalhadores nas refinariais, cujo resultado foram surtos de contaminação e elevados índices de mortes. Na Repar, por exemplo, segundo o Sindipetro-PR/SC, foram nove óbitos decorrentes das pré-paradas e das paradas de manutenção.

As representações sindicais insistiram no cumprimento da Cláusula 68, com continuidade imediata das vistorias nas refinarias, como a que aconteceu em outubro do ano passado na Reduc. A proposta agora é de retomar as visitas pela Regap e incluir os trabalhadores que estão em home office e cujas condições de trabalho precisam ser verificadas, inclusive, com participação de representantes das CIPAs. O RH afirmou que vai dar uma resposta em breve sobre o agendamento das visitas às refinarias, mas não há concordância com as vistorias nas residências dos trabalhadores. A FUP cobrou que a Petrobrás reveja sua posição, já que a empresa pretende manter o teletrabalho e será preciso avaliar as condições e o ambiente de trabalho desses petroleiros e petroleiras.

Informações detalhadas sobre trabalhadores infectados

A Petrobrás continua negando-se a apresentar à FUP e aos sindicatos informações detalhadas sobre casos de Covid-19 entre trabalhadores próprios e terceirizados, por unidades e regime de trabalho. A empresa insiste em descumprir a Cláusula 81 do Acordo Coletivo, que garante o acesso dos sindicatos a esses dados. Como contraponto, os pesquisadores do Dieese que assessoram a FUP e os sindicatos vêm divulgando semanalmente o boletim “Petroleiros e a Covid-19”, contextualizando os dados disponibilizados pelo Ministério de Minas e Energia e pela ANP. Acesse aqui os boletins.

Plano de vacinação, testagem em massa e distribuição de máscaras de qualidade

Mais uma vez, a FUP cobrou da Petrobrás a apresentação dos planos de vacinação contra a Covid-19 e de testagem atual dos trabalhadores em unidades operacionais e administrativas. Além de suspender os testes sorológicos de trabalhadores vacinados, a Petrobrás também não está aplicando testes de antígeno nas refinarias, como vinha fazendo anteriormente. Na Reduc, por exemplo, os testes foram suspensos em abril.

No caso da vacinação, até agora a Petrobrás não divulgou uma orientação corporativa para inclusão dos trabalhadores de áreas operacionais nos calendários municipais de grupos de prioridade que contemplam os setores industriais. Diante da inércia dos gestores, os sindicatos estão se mobilizando, fazendo articulações com as secretarias municipais de saúde e gestores locais para garantir a vacinação dos trabalhadores. Desta forma, os Sindipetros RS, MG e Duque de Caxias já garantiram a imunização dos trabalhadores das refinarias. Ações semelhantes vêm sendo feitas pelos demais sindicatos da FUP.

 Fila para vacinação na Reduc. Imunização foi conquistada pelo Sindipetro

Outra cobrança da Federação que tem sido recorrente nas reuniões com os setores de SMS da Petrobrás é o fornecimento de máscaras do modelo PFF-2 para os trabalhadores próprios e terceirizados, como recomendam as organizações de saúde. Várias denúncias já foram feitas pelos sindicatos sobre a qualidade duvidosa das máscaras fornecidas pela empresa. Na Reduc, por exemplo, onde o sindicato teve que recorrer à justiça para garantir o fornecimento do equipamento, as máscaras que estão sendo distribuídas não têm selos de qualidade, nem de certificação ou sequer a identificação do fabricante. A FUP manifestou preocupação com a gravidade do fato, pois, segundo o Sindipetro Caxias, a Reduc adquiriu 4 mil máscaras que estão sendo fornecidas aos trabalhadores sem informações técnicas sobre a qualidade do produto e tampouco sobre a sua procedência.

Acúmulo de função e terceirização

Em resposta à cobrança da FUP sobre o calendário de treinamento dos trabalhadores que estão sendo realocados em decorrência dos processos de privatizações e do fechamento de unidades, a Petrobrás informou que está sendo respeitada a carga horária de 380 horas previstas nos programas de treinamentos em local de trabalho (TLT). As representações sindicais questionaram a qualidade dos treinamentos e a sobrecarga imposta aos trabalhadores que já acumulam multifunções e dobras devido à drástica redução de efetivos nas unidades operacionais.

A FUP também criticou a terceirização crescente em setores industriais do Sistema Petrobrás, como as brigadas de combate a incêndio, as equipes de técnicos de segurança e os serviços de apoio à operação no setor de tratamento de água e de detritos industriais.

Programa de saúde mental

Por conta da extensa pauta que foi discutida com a Petrobrás nesta segunda, na próxima semana será realizada mais uma reunião extraordinária da Comissão de SMS para apresentação do programa de saúde mental da empresa e das ações tomadas pela gestão, em função do aumento dos casos de transtornos psíquicos relacionados às condições de trabalho na pandemia e aos impactos das privatizações.

[Imprensa da FUP | Foto de capa: vacinação na Refap]   

A direção do Sindipetro Duque de Caxias, junto com o SITICOMMM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil) e a prefeitura de Duque de Caxias, garantiu a 1.000 petroleiros e petroleiras da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a imunização contra a Covid-19 com a dose única da vacina Janssen, da Johnson & Johnson.

A vacinação começou nesta sexta-feira, 09, e está sendo realizada na entrada da Reduc, onde encontra-se o posto montado pela Secretaria Municipal de Saúde. Estão sendo imunizados trabalhadores com idades entre 39 a 45 anos, que não tenham tido sintomas do coronavírus nos últimos 15 dias.

Importante lembrar que ainda estamos em uma pandemia e que o uso das máscaras PFF2 e N-95 é obrigatório. 

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, esteve na refinaria acompanhando a imunização, e ressaltou a importância da mobilização do Sindipetro. Veja abaixo:

[Com informações da imprensa do Sindipetro Caxias]

Publicado em Sistema Petrobrás

Depois de muita pressão do sindicato, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de petroleiros e petroleiras, próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19. A vacinação deve começar nesta sexta-feira (9).

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Todos podem se vacinar? Por que demorou tanto? Como vai ser o processo? Para tirar essas e dúvidas, conversamos com o diretor do sindicato Felipe Pinheiro, que acompanhou de perto a pressão para garantir a efetivação desse direito dos petroleiros. 

 


Acesse o link e se cadastre: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


Por que a demora tão grande para vacinar os trabalhadores da indústria, como os petroleiros?

Primeiro, porque não há vacinas suficientes para a vacinação imediata de toda a população. Isso é resultado não só do atraso para a compra de vacinas, mas de uma política genocida e corrupta por parte desse governo, como bem tem sido evidenciada pela CPI da Covid.

Mas, além disso, percebe-se uma postura passiva por parte da Petrobrás no diálogo com prefeituras e estados. É como se a empresa estivesse lavando as mãos diante da falta de vacinas e do atendimento atrasado ao grupo prioritário que nos envolve (trabalhadores industriais), mesmo com tantas mortes e contaminações no Sistema Petrobrás.

O que a Petrobras poderia ter feito para agilizar a vacinação?

A Petrobrás poderia ter se organizado previamente para fornecer um cadastro atualizado de seus empregados, assim como poderia ter buscado prefeituras e governos estaduais de forma a cobrar o cumprimento do Plano Nacional de Imunização, que inclui os trabalhadores da indústria como grupos prioritários. Em muitos estados, foi o Sindicato que correu atrás e acionou governos locais para dialogar e cobrar a vacinação do grupo prioritário.

 

Além disso, a Petrobrás parece não se preocupar com a saúde dos seus empregados. A empresa poderia acompanhar os cronogramas de vacinação dos municípios e comunicar/orientar os empregados conforme os critérios foram avançando (por comorbidade, idade, etc) em suas regiões de residência. A empresa tem em mãos todos esses dados, já faz esse acompanhamento anual e conhece as condições de saúde de cada um dos seus funcionários. 

Pelo contrário, a lógica atual é basicamente a seguinte: cada um que se vire para tomar sua vacina quando der na telha, depois mande um e-mail para o setor médico.

Quem vai poder se vacinar? Como é o cadastro? 

Conforme informações repassadas pela gerência local, todos os trabalhadores (próprios e terceirizados) que trabalham na Regap podem ser cadastrados para se vacinar, inclusive aqueles que estão trabalhando de forma remota, de home office. A vacinação está sendo conduzida pelo município de Betim.

Quem não vai poder se vacinar? Quem está cedido de outras unidades, como faz? 

Trabalhadores da Petrobrás não lotados no imóvel da Regap, em Betim, ainda não serão contemplados. No caso dos trabalhadores da Usina Termelétrica de Ibirité, que compartilham estruturas e serviços da Regap, como transporte, alimentação, vigilância e setor médico, ainda não foi iniciado o cadastramento. O Sindicato tem cobrado da gerência local sobre a vacinação desses trabalhadores, já que também constam como grupo prioritário.

Leia também: 

Regap, quando seremos vacinados? 

> Após pressão do Sindipetro RS, trabalhadores da Refap e da UTE de Canoas são 100% imunizados contra a Covid 

Sindipetro Bahia protocola na Secretaria Estadual de Saúde pedido de inclusão dos petroleiros no grupo prioritário de vacinação

O Sindipetro protocolou ofício junto a Secretaria de Saúde de Canoas, cobrando informações sobre o calendário de vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras da Refap e UTE, visto que os petroleiros atendem os critérios de prioridade do Ministério da Saúde e a imunização dos industriários já vem sendo aplicada desde o dia 15/06.

Confira a íntegra do ofício

[Do Sindipetro-RS]

Após quase um mês de pressão sistemática do Sindipetro-RS, cobrando vacinação contra a Covid-19 para os efetivos próprios e terceirizados da Petrobrás que se enquadram no grupo prioritário dos trabalhadores da indústria, os petroleiros da Refap e da UTE Sepé Tiaraju finalmente estão concluindo o processo de imunização nesta terça-feira, 06.

Metade de todo o efetivo da refinaria e da termoelétrica recebeu na última sexta-feira, 03/07, dose única da vacina da Janssen. O restante dos trabalhadores será imunizado hoje. 

Segundo informações da prefeitura de Canoas, cerca de 1,2 mil trabalhadores da Petrobrás devem ser imunizados no total. Uma parte dos petroleiros e petroleiras já havia sido vacinada pela faixa etária ou por integrar outros grupos prioritários.

Diante da ausência de um planejamento corporativo da Petrobrás, foi preciso muita insistência e mobilização do sindicato, através de diversas reuniões com a Secretaria de Saúde de Canoas e com as gerências da Refap e da UTE, para que a imunização fosse garantida a todos os trabalhadores. 

Como o município de Canoas recebeu na última semana novos lotes da vacina da Janssen, que está sendo ministrada em dose única, todos os petroleiros, próprios e terceirizados, que atuam na região puderam ser integralmente imunizados contra a Covid-19.

Por conta disso, a Refap será a primeira refinaria do Sistema Petrobrás a ter os trabalhadores 100% vacinados. Um alento para os petroleiros e petroleiras que estão na linha de frente, se expondo diariamente aos riscos da contaminação. 

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[Imprensa da FUP, com informações do Sindipetro-RS e da prefeitura de Canoas | Foto: Divulgação/Prefeitura de Canoas]

 

Após mobilização e pressão do Sindipetro-MG, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de trabalhadores próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19 em todo o efetivo da unidade. A ação é resultado da luta do sindicato e de toda a categoria, que vem cobrando dos municípios a inclusão dos petroleiros na categoria de trabalhadores da indústria. "A vacinação é uma grande conquista da classe trabalhadora em defesa da nossa vida e de todas as pessoas que fazem parte do nosso convívio social", informou o coodenador do Sindipetro-MG, Alexandre Finamori (veja vídeo abaixo).

O link para os trabalhadores da Regap se cadastrem para a vacina é: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


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 Leia a matéria do Sindipetro-MG:

Pressão do sindicato

Na tarde de sexta (2), chegou a informação para o sindicato de que o prefeito de Betim, Vittorio Medioli e o secretário de saúde, Augusto Viana, foram hoje à Regap para organizar a vacinação dos trabalhadores. Segundo informações da secretaria, a vacinação dos industriais deve começar na semana que vem, com os trabalhadores da Regap.

Nesta semana, na segunda (28), diretores do Sindipetro se reuniram com o secretário de saúde da cidade, Augusto Viana, depois de ter enviado ofícios também pedindo mais respostas e celeridade na vacinação da categoria que, mesmo sendo grupo prioritário, ainda não foi incluída na maioria dos cadastros de vacinação.

O sindicato também enviou ofícios para outras prefeituras e para a própria Regap. Na quinta, o ofício questionava uma série de pontos, entre eles a data do início da tão sonhada e necessária vacinação.

O Sindicato continua à disposição para ajudar no que for possível na efetivação desse importante direito e na defesa da vida das petroleiras e petroleiros.

Veja mais detalhes sobre a reunião com a secretaria de saúde aqui 

Leia os pontos questionados em ofício enviado à Regap aqui

[Com informações do Sindipetro-MG/Foto: Sérgio Lima/Poder 360]

Com as últimas revelações feitas pela CPI da Covid, desgaste do presidente acelerou o processo de mobilização nas ruas. Movimentos sociais e sindical marcaram nova mobilização para o sábado (3), além do ato já convocado para o dia 24 de julho

[Da redação da CUT | Texto: Marize Muniz | Foto: Roberto Parizotti]

A acusação dos irmãos Miranda, confirmada em depoimento à CPI da Covid do Senado na sexta-feira (25/06), de que Jair Bolsonaro (ex-PSL) foi avisado antes da assinatura do contrato e nada fez para impedir a compra superfaturada em 1000% da vacina indiana Covaxin e, para complicar, ligou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) às supostas irregularidades, aumentou a pressão contra a permanência do presidente no cargo, deve reforçar o superpedido de impeachment e a realização de atos nacionais pelo "Fora, Bolsonaro”, como o que já foi marcado para o sábado, dia 3.

A nova denúncia deve constar no texto do "superpedido" de impeachment que partidos, como PT, PSOL, PC do B, parlamentares de esquerda, centro, direita, entidades sindicais como a CUT, movimentos populares como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Central dos Movimentos Populares (CPM) e União Nacional dos Estudantes (UNEvão  entregar nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.

O momento da entrega do pedido, previsto para às 14h, será marcado por um ato com participação das lideranças políticas e sociais.

Para a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, os depoimentos mostraram que Bolsonaro não mandou apurar o caso por interesses políticos. Gleisi se refere a informação arrancada do deputado Luís Miranda (DEM-DF) depois de 7 horas de depoimento de que Bolsonaro teria citado o deputado Ricardo Barros como responsável pela irregularidade.  

No depoimento, Luis Miranda contou que ele e o irmão, o servidor público do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, se reuniram, no Palácio da Alvorada, com o presidente, em 20 de março, ocasião em que relataram haver indícios de irregularidades na compra do imunizante indiano, além de pressão política para liberar a vacina. Miranda também disse que o presidente prometeu mandar investigar e afirmou que aquilo era "coisa" de Ricardo Barros.

Além de não mandar investigar, Bolsonaro indicou a esposa de Ricardo Barros,  a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti, para cargo no conselho de Itaipu, com salário de R$ 27 mil.

"Isso é prevaricação [crime previsto no artigo 319 do Código Penal]. Estamos defendendo que esse caso integre o superpedido de impeachment", disse Gleisi Hoffman que defende a inclusão da denúncia no texto do superpedido de impeachment.

O advogado Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que faz parte do grupo que prepara o superpedido, acrescenta que a postura de Bolsonaro também configura crime de responsabilidade e pode ser enquadrado como base para impeachment. Isso está previsto no artigo 9º da Lei do Impeachment (Lei 1.079, de 1950).

#ForaBolsonaro

Além de um ato já marcado para o dia 24 de julho, os movimentos populares, estudantis e  sindical e partidos políticos marcaram um dia nacional de mobilização pelo “Fora, Bolsonaro” para sábado, dia 3 de julho em função dagravidade das denuncias dos irmãos Miranda à CPI da Covid do Senado.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil. Entenda a denúncia de corrupção no governo Bolsonaro:

Única compra com ação de intermidiários

A compra da Covaxin foi a única que teve intermediários entre o laboratório e o Ministério da Saúde. Um representante da Precisa Medicamentos intermediou a negociação superfaturada.

Empresa Precisa Empresa Precisa já teve negociações questionadas com testes e preservativos. Confira aqui na matéria de Tiago Pereira, da RBA.

Valor mais alto do que todas as outras vacinas compradas pelo Brasil

O governo se comprometeu a pagar pela Covaxin um valor 1000% superior ao estimado por executivos da empresa em agosto do ano passado: US$ 15 (R$ 80) por dose.

Quanto custaram as outras doses de vacinas

Sputnik V: R$ 69,36

Coronavac: R$ 58,20

Pfizer: US$ 10 (R$ 56,30)

Janssen: US$ 10 (R$ 56,30)

AstraZeneca/Oxford: US$ 3,16 (R$ 19,87)

Valor total empenhado

O contrato prevê a enrtrega de 20 milhões de doses, no valor total de R$ 1,614 bilhão.

Prejuízo já houve, diz procuradora que investiga denúncia

O governo de Jair Bolsonaro reservou R$ 1,61 bilhão para uma vacina sem perspectiva de entrega, com quebras de cláusulas contratuais e isso já configura prejuízo à saúde pública, disse à Folha de S. Paulo a procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Luciana Loureiro, responsável pelo inquérito civil público que investiga o contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos.

O valor empenhado seria suficiente para a compra, por exemplo, de 28 milhões de doses da Pfizer ou da Janssen (ambas a US$ 10 a dose).

Detalhe importante: A nota foi emitida em 22 de fevereiro. O contrato foi assinado no dia 25. Quatro meses depois, o dinheiro segue reservado, e o país não recebeu uma única dose do imunizante.

“Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso”, afirmou a procuradora ao jornal. “Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, os 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicados. Prejuízo já houve.”

Vacina não era aprovada pela Anvisa

Segundo depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda ao MPF, em  31 de março, autoridades do Ministério da Saúde o pressioanram para que ele liberasse a importação da Covaxin que nem era aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Miranda disse ainda que seus superiores também pediram para que ele obtivesse a "exceção da exceção" junto à Anvisa para a liberação da imunização.

Bolsonaro puxa Pazuello para o caso

Depois que a denúncia passou o ocupar as manchetes dos jornais deputados da base aliada tentam jogar caso nas costas do ex-ministro general Eduardo Pazuello.

Após uma reunião com o presidente, o senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Bolsonaro teria acionado Pazuello após a reunião em que o deputado Luís Miranda fez a denúncia de superfaturamento.

“Quando soube, entre diversos assuntos que esse deputado [Luís Miranda] foi tratar, o presidente falou com o ministro Pazuello para verificar. Como não tinha nada de errado, a coisa continuou", afirmou Jorginho Mello.

Presidente manda investigar denunciante

Neta quinta-feira (24), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ameaçou o deputado federal, irmão do servidor, que denunciou a corrupção.

 “Deputado Luis Miranda, Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pela má-fé, pela denunciação caluniosa e pela produção de provas falsas”, disse Onyx.

De acordo com o ministro, o presidente determinou que a Polícia Federal investigue o deputado e seu irmão. E mais, ele vai pedir a abertura de um procedimento administrativo disciplinar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar a conduta do servidor.

Reação da CPI da Covid

Além de marcar depoimentos dos irmãos Miranda e do do tenente-coronal Alex Lial Marinho, que teve o sigilo quebrado, a CPI reagiu a fala de Onyx.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai convocar o ministro Onyx para depor na comissão.  De acordo com ele, o secretário agiu na tentativa de interferir na apuração da CPI e coagir uma testemunha.

Renan Calheiros  falou até em um pedido de prisão contra o ministro. “Vamos pedir a convocação dele e, se ele continuar a coagir a testemunhas, vamos requisitar a prisão dele”, disse o senador. As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews.

Renan e o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), relataram preocupação com a segurança dos depoentes. Aziz solicitou à Polícia Federal proteção para os irmãos.

Quem é Ricardo Barros

Ricardo Barros é um político do Paraná, estado onde foi condenado por fraude quando foi prefeito de Maringá. Teve o mandato de deputado cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos, mas a decisão foi anulada por recurso.

Atualmente, ele responde a ação por improbidade administrativa em caso de fraude na aquisição de medicamentos quando era ministro da Saúde no governo de Michel Temer (MDB-SP). Barros teria favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, do mesmo grupo da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin. 

Publicado em Política
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.