Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu impactos do fatiamento da Petrobrás e da venda da Usina de Biodíesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros. A unidade está sendo privatizada, junto com as usinas de Candeias (BA) e de Quixadá (CE). Trabalhadores estão em greve desde o dia 20 de maio

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Com o objetivo de debater os impactos do fechamento da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, foi realizada, na última sexta-feira (28), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A deputada estadual Beatriz Cerqueira, autora do requerimento, lembra que o debate é uma continuidade, pois em 2019 já havia esse risco e foi realizada uma audiência com o tema. 

“Eu solicitei esta audiência a pedido do Sindipetro. Eu tenho um compromisso com os petroleiros e petroleiras de Minas Gerais. E como a usina está sendo colocada à venda, é uma situação preocupante, que tem um forte impacto na região norte e com consequências graves para os trabalhadores. A gente entrega nossa soberania e com um valor estratégico importantíssimo. A Petrobrás é uma empresa responsável inclusive por parte significativa do PIB e da geração de empregos no país”, reforça a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT).

Ela destaca que mesmo que a responsabilidade de impedir a privatização não seja do estado, é fundamental fazer o debate, trazer as consequências da venda da empresa para o estado e para o país, para enfrentar o discurso da falsa eficácia do setor privado.

O deputado federal Rogério Correia (PT) lembra que participou do lançamento da usina em Montes Claros, quando era representante do Ministério Agrária durante o governo Lula. “Eram três importantes usinas, em Minas, no Ceará e na Bahia. As três no sertão, com a ideia de ajudar o meio ambiente com a produção de biodiesel. Era uma contribuição da Petrobras ao meio ambiente e à agricultura familiar”, diz. Ele reforça que se for fechada a usina, os dois objetivos serão abalados e que também apresentou requerimento na Câmara Federal, para discutir o assunto.

Representando o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar, a diretora da FUP Cibele Vieira faz um histórico do processo de precarização e fatiamento da Petrobras, em curso desde 2016. Cibele, que acompanha desde o primeiro dia a greve da categoria em Montes Claros – deflagrada no dia 20 e com adesão massiva em Minas, Bahia e Rio de Janeiro –contextualiza que já houve perdas nos empregos e na geração de conhecimento. 

“Desde 2016, houve uma queda na questão de pesquisa, de investimentos. Já diminuiu muito o número de trabalhadores. E já começou o que eles chamam de ‘venda de ativos’, que nada mais é do que a privatização mesmo”, afirma, destacando que no processo de fatiamento já foram vendidas uma série de plataformas. 


Leia também: > Greve na PBio: TST marca audiência de conciliação para quarta (02/06)


Em seguida, Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, analisou que o processo de venda de subsidiárias da Petrobras faz parte de um projeto do governo federal. “Estamos vivendo muitos retrocessos desde 2016, com a retirada da presidenta Dilma. O desmonte do Estado brasileiro faz parte de um projeto, que envolveu a reforma trabalhista, a emenda parlamentar que congelou os investimentos em saúde e educação e também esse processo de fatiamento para a venda da Petrobrás”. Jairo reforça a importância de lutar pelos investimentos do pré-sal em saúde e educação e pela defesa da soberania do Brasil. 

Felipe Vono, advogado do escritório Garcez e pesquisador do setor de petróleo, retoma os motivos pelo qual a Pbio foi fundada, em 2008, pela necessidade de diversificar as fontes de energia, como alternativa de matriz energética. “A venda da Pbio significa, portanto, a saída da Petrobras do mercado de biocombustíveis, na contramão do que fazem as grandes petroleiras no mundo hoje”, pontua.

Ele denuncia que o processo de fatiamento da empresa tem várias ilegalidades, que trazem um cenário de insegurança jurídica. Elogia a greve dos petroleiros e critica a ausência total de diálogo, por parte da empresa, sobre o futuro dos trabalhadores. “A saída da Pbio do estado de Minas vai significar a saída das atividades produtivas do estado de Minas, assim como o risco de fechamento da Regap”, alerta.

Alexandre Finamori, coordenador do Sindicato dos Petroleiros MG, lembra que após o fechamento da usina de Quixadá, no Ceará, a economia da cidade quase morreu. “Nossa luta é para que Candeias e Montes Claros não sofram a mesma coisa”, destaca. 

Ele retoma o histórico do biodiesel no Brasil, a partir da decisão do governo Lula de que parte do diesel fosse composto por biodiesel. Reforça que a decisão de criar usinas em regiões semi-áridas faz parte do compromisso e papel da Petrobras em cumprir sua função social de gerar desenvolvimento, com sustentabilidade ambiental e social. 

“O sucateamento da Petrobras e venda da Pbio vai ao encontro da política de Salles de  passar a boiada. A Petrobras tem a obrigação de transformar o lucro do petróleo em políticas de transição energética. Com a venda da usina, vai para a lógica do agronegócio, que significa a priorização do lucro, não do desenvolvimento regional e nacional”, critica. 

Finamori deixa a pergunta: “foi feito algum estudo de impacto social da saída da Petrobrás desses locais?”.

Gás e gasolina poderiam ser mais baratos

No encerramento da audiência, a deputada Beatriz Cerqueira defende a importância de se combater o discurso de que o privado seria melhor que o público, e critica o que chama de “grande balcão de negócios”, com a venda de diversas empresas fundamentais para o estado e para o país. 

Ela questiona ainda os motivos dos aumentos do preço do gás de cozinha e da gasolina e lembra o discurso que dizia que “era só tirar a Dilma para diminuir o preço da gasolina”.

“Os preços estão caros por decisão do governo federal, que é o maior acionista da Petrobrás, ou seja, ele tem a capacidade de trocar o presidente e decidir a melhor política da empresa”, explica Finamori. 

Confira aqui para ver a audiência na íntegra. 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro/MG informa que, desde o último sábado (22), o site do sindicato está "fora do ar" por motivo ainda não identificado.

A diretoria do sindicato e o suporte técnico estão averiguando a situação e esperam resolver o problema o mais breve possível.

"Comunicamos também que, tão logo o acesso seja retomado, comunicaremos a todos e todas por meio das nossas redes sociais e dos contatos cadastrados no Whatsapp. Acompanhe as nossas redes sociais e não perca nenhuma informação", avisou a entidade.

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No dia 24, o Sindipetro MG tomou conhecimento de uma notificação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que deferia parcialmente um pedido da Petrobras Biocombustível que pedia a determinação da abusividade da greve, deflagrada no dia 20. A notificação pede a manutenção de trabalhadores no percentual mínimo de 70%, sob risco de multa de R$ 250 mil por dia, em caso de descumprimento. O pedido do TST determina ainda que não pode ser impedido "o livre trânsito de bens e pessoas, inclusive nas unidades operacionais da empresa".

A greve dos trabalhadores da Petrobrás Biocombustível (Pbio), com adesão massiva na usina Darcy Ribeiro, no em Montes Claros, reivindica a garantia dos empregos dos trabalhadores, caso se concretize a venda da empresa. No pedido da Petrobras Biocombustível, a empresa alega que "a pretensão de absorção de pessoal, ainda que concursado, pela Petrobras é ilegal" e por isso a greve deveria ser considerada abusiva.

Outro argumento que a empresa usa é sobre a essencialidade do serviço. De acordo com a Pbio, a paralisação poderia "afetar o abastecimento de diesel para a região Nordeste do país". 

No entanto, por decisão da própria gestão da Petrobras, a Pbio abastece menos de 4% do mercado de biodiesel nacional.  As usinas de Montes Claros e Candeias, na Bahia, vêm operando muito abaixo da sua capacidade instalada. Exemplo da diminuição do investimento em produção da Pbio é a suspensão das atividades da usina de Quixadá, no Ceará, em 2016.

Apesar da capacidade instalada das três usinas da Pbio, a empresa vem diminuindo a produção e inclusive já ameaçou fechar também a usina de Montes Claros, que poderia ser vendida para uma empresa francesa. Em setembro de 2020, a Petrobras começou o processo de privatização da Petrobrás Biocombustível, com a venda de 100% das ações das três usinas que, juntas, têm a capacidade de produção de 570 mil metros cúbicos de biodiesel por ano.

"Não existe risco de desabastecimento", destaca Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro MG sobre o argumento da empresa, reforçando que nos últimos anos a escolha da gestão da empresa foi por diminuir a produção. Além disso, mesmo durante a greve, a Petrobras está mantendo uma equipe de contingência em todas as bases. Essa equipe está mantendo a brigada de emergência e realizando entregas de produtos em estoque, o que não afeta o abastecimento ao mercado.

“Ao invés de negociar, a gestão bolsonarista da Petrobras usa de fake news sobre o risco de abastecimento e prefere assediar trabalhadores em todo Brasil, retirando cargos de confiança dos grevistas que estão lutando por seus empregos na tentativa de enfraquecer a greve. Mas a greve segue forte e não iremos nos intimidar. Seguiremos em luta em defesa dos empregos da categoria!”, disse Alexandre. Na terça (25), em uma nítida ação antissindical, os trabalhadores grevistas que possuem cargos comissionados receberam a informação de que foram destituídos pela direção da Petrobrás Biocombustível de suas funções gratificadas. 

Greve não é abusiva

A ministra Delaíde Miranda Arantes, do TST, negou o pedido da PBio de considerar a greve abusiva e, segundo o site do TST, explicou que a "definição sobre a matéria deve ser feita no exame definitivo da demanda".  

O advogado trabalhista Ronaldo Pagotto explica que é importante garantir o direito de greve, que passa por sua capacidade de pressão. "As possibilidades de exercício da liberdade de greve, desse direito dos trabalhadores, foram sendo cerceadas por restrições, para que a greve seja impedida de causar a pressão para negociação. Um dos mecanismos mais utilizados é esse artigo que fala dos serviços essenciais para o funcionamento da sociedade, que busca restringir o tamanho da greve", exemplifica. Ele argumenta que pedir que 90% dos trabalhadores voltem ao serviço - como pediu a Petrobrás Biocombustível - é, na prática, impedir o direito de greve.

O Sindipetro MG vai entrar com recurso de agravo interno para questionar o percentual fixado pela liminar do TST. " O  jurídico do Sindipetro-MG passou a elaborar um recurso de agravo interno para questionar, à luz da lei de greve, a suposta essencialidade das atividades da Pbio e, consequentemente, o percentual fixado, sendo sugerido patamar inferior de 30%", informa o diretor jurídico Alas Castro Marques Oliveira. O recurso será protocolado nesta quarta (26),  em conjunto com o Sindipetro BA.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

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Os Sindicatos de Petroleiros de Minas Gerais e da Bahia estão ingressando com recurso contra liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determina a manutenção de percentual mínimo de 70% dos trabalhadores nas usinas de Montes Claros (MG) e Candeias (BA) e a garantia do livre trânsito de bens e pessoas nas unidades operacionais da empresa, sob pena de multa diária de R$ 250 mil. Os sindicatos protocolam nesta quarta, 26, recurso de agravo interno para questionar o percentual fixado pela liminar do TST.

A decisão do TST ataca o legítimo direito de greve dos trabalhadores, garantido pela Constituição Federal. Além disso, a PBio não desenvolve atividade essencial, como prevê a lei de greve. Os sindicatos da FUP irão recorrer. O argumento da PBio é de que a greve dos trabalhadores poderia "afetar o abastecimento de diesel para a região Nordeste do país". No entanto, por decisão da própria gestão da Petrobras, a subsidiária abastece menos de 4% do mercado de biodiesel nacional. As usinas de Montes Claros e Candeias, na Bahia, vêm operando muito abaixo da sua capacidade instalada. Exemplo da diminuição do investimento em produção da Pbio é a suspensão das atividades da usina de Quixadá, no Ceará, em 2016.

A ministra do Tribunal, Delaíde Miranda Arantes, negou o pedido da PBio de considerar a greve abusiva e, segundo o site do TST, explicou que a "definição sobre a matéria deve ser feita no exame definitivo da demanda".  

"Não existe risco de desabastecimento", destaca Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro MG, reforçando que nos últimos anos a escolha da gestão da empresa foi por diminuir a produção. Além disso, mesmo durante a greve, a Petrobras está mantendo uma equipe de contingência em todas as bases. Essa equipe está mantendo a brigada de emergência e realizando entregas de produtos em estoque, o que não afeta o abastecimento ao mercado. “Ao invés de negociar, a gestão bolsonarista da Petrobras usa de fake news sobre o risco de abastecimento e prefere assediar trabalhadores em todo Brasil, retirando cargos de confiança dos grevistas que estão lutando por seus empregos na tentativa de enfraquecer a greve. Mas a greve segue forte e não iremos nos intimidar. Seguiremos em luta em defesa dos empregos da categoria”, afirmou.

O advogado trabalhista Ronaldo Pagotto explica que é importante garantir o direito de greve, que passa por sua capacidade de pressão. "As possibilidades de exercício da liberdade de greve, desse direito dos trabalhadores, foram sendo cerceadas por restrições, para que a greve seja impedida de causar a pressão para negociação. Um dos mecanismos mais utilizados é esse artigo que fala dos serviços essenciais para o funcionamento da sociedade, que busca restringir o tamanho da greve", exemplifica. Ele argumenta que pedir que 90% dos trabalhadores voltem ao serviço - como pediu a Petrobrás Biocombustível - é, na prática, impedir o direito de greve.

“A decisão do TST, na prática, pune com rigor o movimento grevista da categoria petroleira”, afirma Valter Paixão, diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). O sindicato está entrando com pedido de reconsideração da liminar e agravo regimental na seção de dissídios coletivos do TST, explicou o diretor. A direção da PBio tentou chamar trabalhadores de outras unidades da Petrobrás para trabalharem nas usinas. Mas a tentativa de esvaziar o movimento foi rechaçada pela categoria. “Os trabalhadores da PBio não podem ser realocados para outras unidades, mas para furar a greve a administração da empresa pode chamar pessoas de outras unidades. Os trabalhadores não aceitaram, acharam imoral atrapalhar a greve dos colegas que estão lutando pela manutenção do emprego”, destacou Paixão.

[Com informações dos Sindipetros MG e BA]

 

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A Federação Única dos Petroleiros e sindicatos filiados foram surpreendidos com a decisão antidemocrática e perseguidora da Diretoria de Biodiesel da Petrobrás Biocombustível (PBio) de dispensar das funções gratificadas 12 supervisores de unidades da empresa que aderiram à greve dos trabalhadores, iniciada em 20 de maio. Paralelamente a essa arbitrariedade, a gestão da Petrobrás, mais uma vez, recorre ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar criminalizar o movimento grevista.

A pedido da empresa, o TST está exigindo a manutenção de percentual mínimo de 70% dos trabalhadores nas usinas de Candeias, na Bahia, e de Montes Claros, em Minas Gerais, sob pena de multa diária de R$ 250 mil, em caso de descumprimento. O pedido do TST determina ainda que não pode ser impedido "o livre trânsito de bens e pessoas, inclusive nas unidades operacionais da empresa". A decisão ataca o legítimo direito de greve da categoria. Além disso, a PBio não desenvolve atividade essencial, como prevê a lei de greve. Os sindicatos da FUP irão recorrer.

O argumento da PBio é de que a greve dos trabalhadores poderia "afetar o abastecimento de diesel para a região Nordeste do país". No entanto, por decisão da própria gestão da Petrobras, a subsidiária abastece menos de 4% do mercado de biodiesel nacional.  As usinas de Montes Claros e Candeias, na Bahia, vêm operando muito abaixo da sua capacidade instalada. Exemplo da diminuição do investimento em produção da Pbio é a suspensão das atividades da usina de Quixadá, no Ceará, em 2016.

Apesar da capacidade instalada das três usinas da Pbio, a empresa vem diminuindo a produção e inclusive já ameaçou fechar também a usina de Montes Claros, que poderia ser vendida para uma empresa francesa. Em setembro de 2020, a Petrobras começou o processo de privatização da Petrobrás Biocombustível, com a venda de 100% das ações das três usinas que, juntas, têm a capacidade de produção de 570 mil metros cúbicos de biodiesel por ano.

"Não existe risco de desabastecimento", destaca Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro MG, reforçando que nos últimos anos a escolha da gestão da empresa foi por diminuir a produção. Além disso, mesmo durante a greve, a Petrobras está mantendo uma equipe de contingência em todas as bases. Essa equipe está mantendo a brigada de emergência e realizando entregas de produtos em estoque, o que não afeta o abastecimento ao mercado. “Ao invés de negociar, a gestão bolsonarista da Petrobras usa de fake news sobre o risco de abastecimento e prefere assediar trabalhadores em todo Brasil, retirando cargos de confiança dos grevistas que estão lutando por seus empregos na tentativa de enfraquecer a greve. Mas a greve segue forte e não iremos nos intimidar. Seguiremos em luta em defesa dos empregos da categoria”, afirmou.

“A decisão do TST, na prática, pune com rigor o movimento grevista da categoria petroleira”, afirma Valter Paixão, diretor do Sindipetro-BA. “Os trabalhadores da PBio não podem ser realocados para outras unidades, mas para furar a greve a administração da empresa pode chamar pessoas de outras unidades. Os trabalhadores não aceitaram, acharam imoral atrapalhar a greve dos colegas que estão lutando pela manutenção do emprego”, destacou Paixão.

Para o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, estes ataques contra o direito de greve são mais uma demonstração da intransigência da gestão da Petrobrás, pois a paralisação se dá pela falta de um canal de negociação com a companhia para resolver a situação dos cerca de 150 trabalhadores concursados da subsidiária, que está à venda. ""Fui punido por exercer o direito de lutar pelos direitos da categoria petroleira. E agora, colegas petroleiros sofrem sanções pelo mesmo motivo. A FUP e seus sindicatos não vão se intimidar com este fato. E tomarão todas as medidas cabíveis para reverter tal situação e garantir a trabalhadores e trabalhadoras da PBio seu direito de greve e de lutar por seus empregos", afirmou. 

A greve dos trabalhadores da PBio completa nesta quarta-feira, 26, uma semana e segue por tempo indeterminado, na busca por uma canal de diálogo com a gestão da empresa. 

A greve reivindica o remanejamento desses trabalhadores para outras unidades da Petrobrás, caso a privatização da PBio seja concretizada. A gestão da Petrobrás, no entanto, se nega a negociar a manutenção dos trabalhadores no Sistema, mesmo eles sendo concursados.  

[Imprensa da FUP, com informações dos sindicatos]

 

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Petroleiros de Minas Gerais aprovaram greve por tempo indeterminado, buscando atendimento de pauta aprovada pela categoria

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

A mobilização dos petroleiros e petroleiras em Minas Gerais garantiu que a empresa respondesse às demandas colocadas pela categoria com avanço em alguns dos pontos de reivindicação. Após o comunicado de greve enviado pelo sindicato, a gestão local da Regap e da Termelétrica de Ibirité responderam abrindo para a negociação das pautas que foram aprovadas nas assembleias.

Por isso a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária do movimento grevista. É em demonstração de boa-fé negocial que o Sindipetro/MG suspendeu o movimento, em especial para tratar diretamente com as gerências os pontos que ainda não foram atendidos.

“O Sindicato seguirá em diálogo com a categoria sobre os próximos passos da negociação e, em caso de novo impasse, informaremos uma nova data para a greve. O avanço em algumas das pautas representa uma importante vitória da mobilização da categoria, mas precisamos seguir mobilizados!”, Alexandre Finamori, coordenador-geral Sindipetro/MG

A pauta da greve foi aprovada em assembleias realizadas entre os dias 21 e 25 fevereiro. Confira as reivindicações:

1-     Recomposição de efetivo;

2 – Retorno ao número mínimo anterior ao O&M;

3 – Manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios – Fim da terceirização das atribuições e tarefas inerentes aos cargos do quadro de trabalhadores próprios da Petrobrás;

4 – Minuta da tabela de turno;

5 – Não alteração de THM durante parada de manutenção;

6 – Realização de periódico durante a jornada de trabalho;

7- Anulação das punições aplicadas à trabalhadores em razão a participação da greve de fevereiro de 2020;

8 – Regulamentação do teletrabalho;

9 – Reembolso das horas indevidamente descontadas em janeiro 2021 em descumprimento do acordo realizado no TST decorrente da greve de fevereiro de 2020;

10 – Falta de medidas adequadas de prevenção ao novo coronavírus em razão da aglomeração excessiva de trabalhadores próprios/terceirizados agravados pelas paradas de manutenção;

11 – Interrupção e estorno das cobranças abusivas realizadas na AMS.


Leia carta na qual a empresa responde os pontos de pauta apresentados pelo sindicato:

Carta_RH_RS_NS_0071_2021_Complementação_à_carta_REGAP_01_2021

Leia o ofício comunicando a suspensão da greve:

Oficio 014.2021- Suspensão de greve


 

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), informa que os trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, estão trabalhando normalmente e garantindo a produção de combustíveis necessária ao abastecimento da população do estado. Portanto, qualquer problema relacionado a uma possível falta de combustíveis nos postos neste momento não tem nenhuma relação com as atividades da categoria

[Comunicado à imprensa]

Nessa quinta-feira (25/2), os transportadores de combustíveis de Minas Gerais entraram em greve, e é esse fato que vem afetando a chegada dos produtos aos postos de abastecimento. A possível escassez de combustíveis não tem qualquer relação com a produção na Regap, que opera normalmente.

O Sindipetro-MG e a FUP se solidarizam com os trabalhadores do transporte de combustíveis, que reivindicam preços justos para o óleo diesel. Entretanto, sua pauta para os preços dos combustíveis, que exige redução do ICMS, não converge com a mudança na política de preços defendida pela FUP e seus sindicatos.

Para nós, os altos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha são fruto da política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobrás desde 2016. Essa política ignora os custos nacionais de produção e se guia apenas pelas cotações do petróleo no mercado internacional e do dólar, penalizando toda a população brasileira, sobretudo a parcela mais pobre.

E tal situação irá piorar se a Petrobrás for adiante com seus planos de vender oito refinarias no país – incluindo a Regap. Estudo da PUC-Rio e análise do BNDES já mostraram que tais vendas vão criar monopólios regionais, aumentando ainda mais os preços e também o risco de desabastecimento.

Em que pese a desigual realidade tributária em nosso país, a redução e a isenção de alíquotas de impostos, sejam eles federais ou estaduais, não irão resolver a questão se os preços continuarem seguindo o sobe-e-desce do mercado internacional. Além disso, reduzir impostos neste momento compromete ainda mais os cofres públicos, já afetados pela grave crise econômica brasileira, e, por consequência, toda a população.

Assim, a FUP e seus sindicatos defendem uma política de Estado para os combustíveis, que independa de governos. Essa política deve equilibrar a necessidade da população de obter derivados de petróleo a preços justos e da Petrobrás de ter bons resultados financeiros para continuar investindo no país.

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A categoria petroleira de Minas Gerais se reuniu nesta quinta-feira, dia 18, na portaria da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim, para alertar a população e articular a luta contra a venda das refinarias e o aumento abusivo dos preços dos combustíveis.  

O ato faz parte de uma mobilização nacional nas principais unidades operacionais do Sistema Petrobrás, em dia nacional de luta convocado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O movimento nacional foi impulsionado pelo avanço nas negociações em torno da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Em protesto contra as consequências da privatização para os trabalhadores e para a sociedade, petroleiros da Bahia iniciam nesta  quinta-feira, 18, greve por tempo indeterminado.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), Alexandre Finamori, a venda da RLAM  vai  aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento. 

“É a primeira refinaria da Petrobrás, uma das maiores e que deu mais lucro durante a pandemia por causa do óleo para navio. Se vender com facilidade uma refinaria que tem histórico de luta como a da Bahia, o que vai acontecer quando [a privatização] chegar às outras?”, questiona o petroleiro.

O ato contou com a participação de outros sindicatos e movimentos sociais, como Sind-UTE/MG, Sintect-MG, Sindieletro-MG, CUT, MST, MAB, MTD, MLC e CSP-Conlutas, além da vereadora de Contagem, Moara Saboia (PT).

Preços abusivos

O atual governo adota como política de preços o Preço de Paridade de Importação (PPI). Essa política determina que o valor dos derivados do petróleo varie conforme o mercado internacional e a cotação do dólar. Assim, os combustíveis sofrem reajustes mais frequentes e abusivos.

Além do PPI, a atual gestão da Petrobrás reduziu a produção nas refinarias próprias da empresa e anunciou a venda de oito unidades. Tudo isso faz parte da política de sucateamento da Petrobrás com o objetivo de vender seus ativos.

Venda a preço de banana

A RLAM está sendo vendida ao Fundo Mubadala por US$ 1,65 bilhão. De acordo com o Ineep, a  refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos e os terminais Madre de Deus, Candeias, Jequié e Itabuna.

Na contramão de grandes petrolíferas, o Governo Bolsonaro e a gestão da Petrobrás abrem espaço e incentivam a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

Desde muito cedo uma grande fila de carros e motos se formou no Posto BR Apache, no Dique do Tororó, local turístico de Salvador, escolhido pelo Sindipetro para realizar a ação de venda de gasolina a preço justo, na manhã dessa terça (16).

Foram beneficiados os primeiros 150 motoristas que chegaram ao posto. Eles puderam abastecer seus veículos com 20 litros de gasolina pagando o preço justo de R$ 3,50 por litro. A ação beneficiou também 50 motociclistas que abasteceram suas motos com 5 litros de gasolina.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, explica que o valor R$ 3,50 foi definido a partir de um estudo elaborado por técnicos e economistas contratados pela entidade sindical. “Eles estudaram os preços e custos da Petrobrás para poder encontrar um preço que garanta lucratividade à empresa que produz a gasolina, ao distribuidor e ao revendedor e não penalize a sociedade. Então, hoje, o preço justo da gasolina seria em torno de R$3,50, o diesel a R$ 3,00 e o botijão de gás de cozinha a R$ 45,00”.

Teve motorista que chegou ao local antes mesmo do sol nascer para “não perder essa grande oportunidade”. A motorista de aplicativo Rosemary parabenizou o Sindipetro pela campanha. “Nós não temos condições de ficar rodando com gasolina a R$ 5,20. É muito importante que toda a sociedade se sensibilize com isso”, afirmou.

Alison Ramos também foi beneficiado pela ação do sindicato. Ele que trabalha como entregador estava revoltado com o alto preço do combustível. “As entregas estão em baixa. E com essa gasolina cara não tenho como sobreviver mais”.

Com ampla divulgação feita pela imprensa, os petroleiros, mais uma vez, conseguiram pautar esse assunto importantíssimo que é a politica de preços da Petrobrás. “Foi uma ação educativa e de conscientização. Conversamos com os consumidores que entenderam o que está acontecendo no Brasil. Entenderam o absurdo de se ganhar o salário em real e ter de pagar o combustível ao preço do dólar, que é o que está acontecendo por causa da política de preços adotada pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional”, ressaltou o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

O comerciante Mário Augusto entendeu o recado. “Mesmo que a Petrobrás tenha uma politica de acompanhar o mercado externo, a produção dela é em real e ela tem de entender isso e procurar viabilizar o preço do combustível para a população brasileira porque nós somos donos da Petrobrás e temos de ter benefícios sobre isso”, afirmou.

O motorista de aplicativo Wellington Reis, também lamentou o fato de “morar na Bahia e pagar gasolina a preço de dólar.” Com essa campanha, “o Sindipetro fortaleceu grandão aqui”. Reis afirmou que ele é mais um a entrar nessa luta “fazendo a diferencial aqui na nossa terra”.

“Ficamos muito satisfeitos com o resultado da ação. É isso que queremos: provocar o debate e incorporar mais gente a essa luta para que consigamos pressionar a Petrobrás a aplicar o preço justo, o que é muito necessário, principalmente em um momento como esse de pandemia e de empobrecimento da população”, pontuou Radiovaldo.

Ações vão acontecer também nas cidades de Alagoinhas e Feira de Santana

Na quarta-feira, 17/02, os moradores das cidades de Alagoinhas e Feira de Santana também serão beneficiados com ações de venda de gasolina a preço justo.

Em Alagoinhas, a ação acontece, às 7h, no Posto Laguna, localizado na Avenida Dantas Bião. Os 120 primeiros carros vão poder abastecer 20 litros do combustível e as 50 primeiras motos que chegarem ao local, terão direito a abastecer 5 litros de gasolina.

Em Feira de Santana, a ação será realizada, às 13h, no Posto Modelo / Posto BR, localizado na Avenida Visconde do Rio Branco, 18. Ao lado da praça de alimentação da Getúlio Vargas. A campanha vai atender os 100 primeiros motoristas que chegarem ao local que vão poder abastecer seus veículos com 20 litros de gasolina e as 130 motos, com 5 litros do combustível.

O litro da gasolina será vendido por R$ 3,50.

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A abertura oficial do 34º Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais terá início nesta sexta-feira, dia 26. Antes disso, haverá uma série de atividades relacionadas a partir de quarta-feira, dia 24, com a realização de “lives” temáticas, de forma a ampliar o debate sobre o contexto político, social e econômico pelo qual atravessa o Brasil e a Petrobrás.

Realizado pelo Sindipetro/MG, o Congresso é uma das principais instâncias de decisão da categoria, na qual é discutida, analisada e aprovada a pauta de reivindicação anual. Neste ano, a edição será toda on-line, devido à pandemia.

O Congresso também irá aprovar a pauta de reivindicações de 2020 para nosso ACT e eleger os delegados de Minas para o XVIII Congresso Nacional da FUP (CONFUP). Também terá mesas de debate específicas sobre Petros, AMS e Teletrabalho.

Abaixo, confira a programação:

  • Programação Extra – Debates de Conjuntura

24/06: LIVE – A luta política dos trabalhadores em tempos de pandemia

– Live (Face e Youtube), 19 horas

– Convidados: Olívia Carolino (Economista e pesquisadora – Instituto Tricontinental) e Bruno Pedralva (Médico – Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte)

– 25/06: LIVE – Crise do Petróleo, Privatização e Pandemia

– Live (Face e Youtube), 19 horas

– Convidados: Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP) e Escritório Advocacia Garcez 

  • 34° Congresso Estadual dos Petroleiros de Minas Gerais
  1. a) 26/06: Mesa de Abertura

– Sala Virtual via Google Meet

17h30 – Aprovação do Regimento Interno do Congresso

18h – Abertura com falas e saudações políticas

18h30 – Apresentação do DIEESE sobre os cenários para o ACT 2020 

  1. b) 27/06: Mesas de Debate e Plenária Final

– Salas virtuais via Google Meet

>> 09h (debates simultâneos):

# Mesa Virtual de Debate 1: Petros e AMS

# Mesa Virtual de Debate 2: Teletrabalho

>> 14h:

# Plenária Virtual Final:

– Definição da Pauta de Reivindicações 2020

– Aprovação de teses e moções

– Eleição de Delegados para o CONFUP

[Via Sindipetro-MG]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.