Na terça-feira (20), o sindicato recebeu a informação, da gerência da Usina Termelétrica de Ibirité, que a vacinação dos trabalhadores deve ser feita nos dias 22 e 23 de julho, em uma unidade de saúde próxima à usina. 

O sindicato, que pressionou por respostas em relação aos trabalhadores da usina, cobrou detalhes sobre a logística para a vacinação de trabalhadores próprios e terceirizados e a gerência local, que se comprometeu a informar sobre o planejamento em breve.

Leia também: SINDICATO COBRA VACINAÇÃO DE PETROLEIROS DE IBIRITÉ

O cumprimento da vacinação do grupo prioritário dos trabalhadores de indústrias é fruto da pressão e do diálogo do Sindicato, que intermediou o diálogo entre a Secretaria de Saúde do município e a gerência local da Petrobrás. 

“Desde o anúncio de que os trabalhadores da UTE Ibirité não seriam contemplados pela vacinação na Regap, o Sindicato tem buscado o contato com a prefeitura de Ibirité e cobrado a gestão local da Petrobrás. Assim como no caso da refinaria, foi a articulação dos diretores do Sindicato que possibilitou e agilizou o diálogo do município com a gerência da Petrobrás. Essa é uma grande vitória da nossa categoria, apesar do descaso da alta administração da Petrobrás”, pontua Felipe Pinheiro, diretor do Sindipetro MG.

[Da Imprensa do Sindipetro MG]

Depois de muita pressão do sindicato, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de petroleiros e petroleiras, próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19. A vacinação deve começar nesta sexta-feira (9).

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Todos podem se vacinar? Por que demorou tanto? Como vai ser o processo? Para tirar essas e dúvidas, conversamos com o diretor do sindicato Felipe Pinheiro, que acompanhou de perto a pressão para garantir a efetivação desse direito dos petroleiros. 

 


Acesse o link e se cadastre: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


Por que a demora tão grande para vacinar os trabalhadores da indústria, como os petroleiros?

Primeiro, porque não há vacinas suficientes para a vacinação imediata de toda a população. Isso é resultado não só do atraso para a compra de vacinas, mas de uma política genocida e corrupta por parte desse governo, como bem tem sido evidenciada pela CPI da Covid.

Mas, além disso, percebe-se uma postura passiva por parte da Petrobrás no diálogo com prefeituras e estados. É como se a empresa estivesse lavando as mãos diante da falta de vacinas e do atendimento atrasado ao grupo prioritário que nos envolve (trabalhadores industriais), mesmo com tantas mortes e contaminações no Sistema Petrobrás.

O que a Petrobras poderia ter feito para agilizar a vacinação?

A Petrobrás poderia ter se organizado previamente para fornecer um cadastro atualizado de seus empregados, assim como poderia ter buscado prefeituras e governos estaduais de forma a cobrar o cumprimento do Plano Nacional de Imunização, que inclui os trabalhadores da indústria como grupos prioritários. Em muitos estados, foi o Sindicato que correu atrás e acionou governos locais para dialogar e cobrar a vacinação do grupo prioritário.

 

Além disso, a Petrobrás parece não se preocupar com a saúde dos seus empregados. A empresa poderia acompanhar os cronogramas de vacinação dos municípios e comunicar/orientar os empregados conforme os critérios foram avançando (por comorbidade, idade, etc) em suas regiões de residência. A empresa tem em mãos todos esses dados, já faz esse acompanhamento anual e conhece as condições de saúde de cada um dos seus funcionários. 

Pelo contrário, a lógica atual é basicamente a seguinte: cada um que se vire para tomar sua vacina quando der na telha, depois mande um e-mail para o setor médico.

Quem vai poder se vacinar? Como é o cadastro? 

Conforme informações repassadas pela gerência local, todos os trabalhadores (próprios e terceirizados) que trabalham na Regap podem ser cadastrados para se vacinar, inclusive aqueles que estão trabalhando de forma remota, de home office. A vacinação está sendo conduzida pelo município de Betim.

Quem não vai poder se vacinar? Quem está cedido de outras unidades, como faz? 

Trabalhadores da Petrobrás não lotados no imóvel da Regap, em Betim, ainda não serão contemplados. No caso dos trabalhadores da Usina Termelétrica de Ibirité, que compartilham estruturas e serviços da Regap, como transporte, alimentação, vigilância e setor médico, ainda não foi iniciado o cadastramento. O Sindicato tem cobrado da gerência local sobre a vacinação desses trabalhadores, já que também constam como grupo prioritário.

Leia também: 

Regap, quando seremos vacinados? 

> Após pressão do Sindipetro RS, trabalhadores da Refap e da UTE de Canoas são 100% imunizados contra a Covid 

Sindipetro Bahia protocola na Secretaria Estadual de Saúde pedido de inclusão dos petroleiros no grupo prioritário de vacinação

Na segunda (28), diretores do Sindipetro MG se reuniram com o secretário de saúde de Betim, Augusto Viana, com a presença do vereador Tiago Santana (PCdoB), que ajudou na interlocução. A reunião aconteceu depois que o sindicato enviou ofícios para a secretaria (foram enviados também para  Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros), solicitando informações sobre a vacinação dos trabalhadores da indústria, grupo classificado como prioritário no Plano Nacional de Imunização, mas que ainda não foi contemplado nas cidades onde há unidades da Petrobras em Minas Gerais. A única exceção é Juiz de Fora, que abriu cadastro para industriais.

Segundo o secretário, a cidade está agora na etapa 16 do Plano Nacional de Imunização. Porém algumas etapas entre o 16 e o 27 foram antecipadas, por decisão estratégica do município. 

“O secretário confirmou que estamos na lista. Será feita uma solicitação formal da secretaria de saúde para as empresas, com a finalidade de saber o número de pessoas a serem imunizadas”, informa o diretor Marcelo Maia. Segundo o diretor, o secretário reforçou que a cidade já solicitou a disponibilização das vacinas para a secretaria estadual de saúde. Ainda está em aberto o planejamento sobre como será a vacinação dos trabalhadores da indústria de Betim, como os funcionários da Regap, se nos postos de saúde ou nos locais de trabalho.

“Foi uma boa reunião, fruto da articulação do sindicato. Foi uma oportunidade de levar os anseios e a urgência de nossa categoria sobre a vacinação, ainda mais diante de tanto descaso por parte da gestão da Petrobrás. O secretário deixou claro que a imunização de trabalhadores industriais está sendo planejado pela prefeitura, apesar da limitação do envio de vacinas pelo Governo Federal e da restrição de 30% das remessas para grupos prioritários. Vamos seguir em contato com a prefeitura para que a imunização dos petroleiros aconteça o mais rápido possível.”, reforça o diretor  do sindicato e da CUT Minas, Felipe Pinheiro.

Nove mortes

Trabalhadores de setor essencial, os petroleiros seguem em atividade desde o início da pandemia. Apenas na Regap, foram mais de 430 contaminados e nove mortes pelo novocoronavírus. 

“Nem a Regap e nem a Petrobras se movimentaram para ajudar na vacinação dos trabalhadores”, denuncia o diretor Marcelo Maia.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Nesta terça-feira (15), o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde dos municípios de Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros – cidades onde há unidades da Petrobrás – solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da indústria.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, as prefeituras – assim como a de Belo Horizonte – não seguiram essa ordem e começaram a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”. 

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.   

Confira os ofícios enviados:

Ofício_036_2021_Juiz_de_Fora_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_034_2021_Betim_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria Ofício_035_2021_Ibirité_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria 

Ofício_037_2021_Montes_Claros_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Foi aceito pela Justiça um pedido do Sindipetro MG para  que os trabalhadores que aderiram à greve de fevereiro de 2020 tenham direito a seus dias de férias. Os dias descontados terão que ser pagos em dobro, e novos dias de férias concedidos, para compensar aqueles que foram descontados. Esses foram termos do embargo de declaração protocolado pelo jurídico do Sindipetro e aprovado pela Justiça nesta segunda (7).

Com a decisão, a empresa tem que cumprir de imediato. Ainda cabe recurso no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), por parte da empresa. 

Site do Sindipetro MG fora do ar

Como informamos, desde o dia 22 de maio o site do sindicato passa por instabilidades. Depois de alguns dias, conseguimos retomar o site, porém ainda sem o histórico de matérias a partir de fevereiro de 2019.

A diretoria e a comunicação do Sindipetro/MG estão trabalhando para voltar a ter um site atualizado e manter toda a categoria petroleira informada.

Agradecemos a compreensão de todas e todos e convidamos para acompanhar as redes do Sindipetro MG:

Twitter: twitter.com/sindipetromg

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[Da imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em Greve 2020

Na sexta-feira (4), houve um acidente na  Unidade de Craquemento Catalítico (CCF) na Regap, em Minas Gerais, com queimadura por vapor. O trabalhador está em casa e recebendo os cuidados médicos necessários.

O sindicato tomou conhecimento sobre o acidente no final de semana e recebeu a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) nessa segunda-feira (7).

A diretoria informa que vai participar da comissão de investigação. Assim que tivermos mais informações sobre o ocorrido, retornaremos com mais informações.

Site do Sindipetro MG fora do ar

Como informamos, desde o dia 22 de maio o site do sindicato passa por instabilidades. Depois de alguns dias, conseguimos retomar o site, porém ainda sem o histórico de matérias a partir de fevereiro de 2019.

A diretoria e a comunicação do Sindipetro/MG estão trabalhando para voltar a ter um site atualizado e manter toda a categoria petroleira informada.

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[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás
Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateu impactos do fatiamento da Petrobrás e da venda da Usina de Biodíesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros. A unidade está sendo privatizada, junto com as usinas de Candeias (BA) e de Quixadá (CE). Trabalhadores estão em greve desde o dia 20 de maio

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Com o objetivo de debater os impactos do fechamento da Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, foi realizada, na última sexta-feira (28), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A deputada estadual Beatriz Cerqueira, autora do requerimento, lembra que o debate é uma continuidade, pois em 2019 já havia esse risco e foi realizada uma audiência com o tema. 

“Eu solicitei esta audiência a pedido do Sindipetro. Eu tenho um compromisso com os petroleiros e petroleiras de Minas Gerais. E como a usina está sendo colocada à venda, é uma situação preocupante, que tem um forte impacto na região norte e com consequências graves para os trabalhadores. A gente entrega nossa soberania e com um valor estratégico importantíssimo. A Petrobrás é uma empresa responsável inclusive por parte significativa do PIB e da geração de empregos no país”, reforça a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT).

Ela destaca que mesmo que a responsabilidade de impedir a privatização não seja do estado, é fundamental fazer o debate, trazer as consequências da venda da empresa para o estado e para o país, para enfrentar o discurso da falsa eficácia do setor privado.

O deputado federal Rogério Correia (PT) lembra que participou do lançamento da usina em Montes Claros, quando era representante do Ministério Agrária durante o governo Lula. “Eram três importantes usinas, em Minas, no Ceará e na Bahia. As três no sertão, com a ideia de ajudar o meio ambiente com a produção de biodiesel. Era uma contribuição da Petrobras ao meio ambiente e à agricultura familiar”, diz. Ele reforça que se for fechada a usina, os dois objetivos serão abalados e que também apresentou requerimento na Câmara Federal, para discutir o assunto.

Representando o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar, a diretora da FUP Cibele Vieira faz um histórico do processo de precarização e fatiamento da Petrobras, em curso desde 2016. Cibele, que acompanha desde o primeiro dia a greve da categoria em Montes Claros – deflagrada no dia 20 e com adesão massiva em Minas, Bahia e Rio de Janeiro –contextualiza que já houve perdas nos empregos e na geração de conhecimento. 

“Desde 2016, houve uma queda na questão de pesquisa, de investimentos. Já diminuiu muito o número de trabalhadores. E já começou o que eles chamam de ‘venda de ativos’, que nada mais é do que a privatização mesmo”, afirma, destacando que no processo de fatiamento já foram vendidas uma série de plataformas. 


Leia também: > Greve na PBio: TST marca audiência de conciliação para quarta (02/06)


Em seguida, Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, analisou que o processo de venda de subsidiárias da Petrobras faz parte de um projeto do governo federal. “Estamos vivendo muitos retrocessos desde 2016, com a retirada da presidenta Dilma. O desmonte do Estado brasileiro faz parte de um projeto, que envolveu a reforma trabalhista, a emenda parlamentar que congelou os investimentos em saúde e educação e também esse processo de fatiamento para a venda da Petrobrás”. Jairo reforça a importância de lutar pelos investimentos do pré-sal em saúde e educação e pela defesa da soberania do Brasil. 

Felipe Vono, advogado do escritório Garcez e pesquisador do setor de petróleo, retoma os motivos pelo qual a Pbio foi fundada, em 2008, pela necessidade de diversificar as fontes de energia, como alternativa de matriz energética. “A venda da Pbio significa, portanto, a saída da Petrobras do mercado de biocombustíveis, na contramão do que fazem as grandes petroleiras no mundo hoje”, pontua.

Ele denuncia que o processo de fatiamento da empresa tem várias ilegalidades, que trazem um cenário de insegurança jurídica. Elogia a greve dos petroleiros e critica a ausência total de diálogo, por parte da empresa, sobre o futuro dos trabalhadores. “A saída da Pbio do estado de Minas vai significar a saída das atividades produtivas do estado de Minas, assim como o risco de fechamento da Regap”, alerta.

Alexandre Finamori, coordenador do Sindicato dos Petroleiros MG, lembra que após o fechamento da usina de Quixadá, no Ceará, a economia da cidade quase morreu. “Nossa luta é para que Candeias e Montes Claros não sofram a mesma coisa”, destaca. 

Ele retoma o histórico do biodiesel no Brasil, a partir da decisão do governo Lula de que parte do diesel fosse composto por biodiesel. Reforça que a decisão de criar usinas em regiões semi-áridas faz parte do compromisso e papel da Petrobras em cumprir sua função social de gerar desenvolvimento, com sustentabilidade ambiental e social. 

“O sucateamento da Petrobras e venda da Pbio vai ao encontro da política de Salles de  passar a boiada. A Petrobras tem a obrigação de transformar o lucro do petróleo em políticas de transição energética. Com a venda da usina, vai para a lógica do agronegócio, que significa a priorização do lucro, não do desenvolvimento regional e nacional”, critica. 

Finamori deixa a pergunta: “foi feito algum estudo de impacto social da saída da Petrobrás desses locais?”.

Gás e gasolina poderiam ser mais baratos

No encerramento da audiência, a deputada Beatriz Cerqueira defende a importância de se combater o discurso de que o privado seria melhor que o público, e critica o que chama de “grande balcão de negócios”, com a venda de diversas empresas fundamentais para o estado e para o país. 

Ela questiona ainda os motivos dos aumentos do preço do gás de cozinha e da gasolina e lembra o discurso que dizia que “era só tirar a Dilma para diminuir o preço da gasolina”.

“Os preços estão caros por decisão do governo federal, que é o maior acionista da Petrobrás, ou seja, ele tem a capacidade de trocar o presidente e decidir a melhor política da empresa”, explica Finamori. 

Confira aqui para ver a audiência na íntegra. 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro/MG informa que, desde o último sábado (22), o site do sindicato está "fora do ar" por motivo ainda não identificado.

A diretoria do sindicato e o suporte técnico estão averiguando a situação e esperam resolver o problema o mais breve possível.

"Comunicamos também que, tão logo o acesso seja retomado, comunicaremos a todos e todas por meio das nossas redes sociais e dos contatos cadastrados no Whatsapp. Acompanhe as nossas redes sociais e não perca nenhuma informação", avisou a entidade.

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Publicado em Movimentos Sociais

No dia 24, o Sindipetro MG tomou conhecimento de uma notificação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que deferia parcialmente um pedido da Petrobras Biocombustível que pedia a determinação da abusividade da greve, deflagrada no dia 20. A notificação pede a manutenção de trabalhadores no percentual mínimo de 70%, sob risco de multa de R$ 250 mil por dia, em caso de descumprimento. O pedido do TST determina ainda que não pode ser impedido "o livre trânsito de bens e pessoas, inclusive nas unidades operacionais da empresa".

A greve dos trabalhadores da Petrobrás Biocombustível (Pbio), com adesão massiva na usina Darcy Ribeiro, no em Montes Claros, reivindica a garantia dos empregos dos trabalhadores, caso se concretize a venda da empresa. No pedido da Petrobras Biocombustível, a empresa alega que "a pretensão de absorção de pessoal, ainda que concursado, pela Petrobras é ilegal" e por isso a greve deveria ser considerada abusiva.

Outro argumento que a empresa usa é sobre a essencialidade do serviço. De acordo com a Pbio, a paralisação poderia "afetar o abastecimento de diesel para a região Nordeste do país". 

No entanto, por decisão da própria gestão da Petrobras, a Pbio abastece menos de 4% do mercado de biodiesel nacional.  As usinas de Montes Claros e Candeias, na Bahia, vêm operando muito abaixo da sua capacidade instalada. Exemplo da diminuição do investimento em produção da Pbio é a suspensão das atividades da usina de Quixadá, no Ceará, em 2016.

Apesar da capacidade instalada das três usinas da Pbio, a empresa vem diminuindo a produção e inclusive já ameaçou fechar também a usina de Montes Claros, que poderia ser vendida para uma empresa francesa. Em setembro de 2020, a Petrobras começou o processo de privatização da Petrobrás Biocombustível, com a venda de 100% das ações das três usinas que, juntas, têm a capacidade de produção de 570 mil metros cúbicos de biodiesel por ano.

"Não existe risco de desabastecimento", destaca Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro MG sobre o argumento da empresa, reforçando que nos últimos anos a escolha da gestão da empresa foi por diminuir a produção. Além disso, mesmo durante a greve, a Petrobras está mantendo uma equipe de contingência em todas as bases. Essa equipe está mantendo a brigada de emergência e realizando entregas de produtos em estoque, o que não afeta o abastecimento ao mercado.

“Ao invés de negociar, a gestão bolsonarista da Petrobras usa de fake news sobre o risco de abastecimento e prefere assediar trabalhadores em todo Brasil, retirando cargos de confiança dos grevistas que estão lutando por seus empregos na tentativa de enfraquecer a greve. Mas a greve segue forte e não iremos nos intimidar. Seguiremos em luta em defesa dos empregos da categoria!”, disse Alexandre. Na terça (25), em uma nítida ação antissindical, os trabalhadores grevistas que possuem cargos comissionados receberam a informação de que foram destituídos pela direção da Petrobrás Biocombustível de suas funções gratificadas. 

Greve não é abusiva

A ministra Delaíde Miranda Arantes, do TST, negou o pedido da PBio de considerar a greve abusiva e, segundo o site do TST, explicou que a "definição sobre a matéria deve ser feita no exame definitivo da demanda".  

O advogado trabalhista Ronaldo Pagotto explica que é importante garantir o direito de greve, que passa por sua capacidade de pressão. "As possibilidades de exercício da liberdade de greve, desse direito dos trabalhadores, foram sendo cerceadas por restrições, para que a greve seja impedida de causar a pressão para negociação. Um dos mecanismos mais utilizados é esse artigo que fala dos serviços essenciais para o funcionamento da sociedade, que busca restringir o tamanho da greve", exemplifica. Ele argumenta que pedir que 90% dos trabalhadores voltem ao serviço - como pediu a Petrobrás Biocombustível - é, na prática, impedir o direito de greve.

O Sindipetro MG vai entrar com recurso de agravo interno para questionar o percentual fixado pela liminar do TST. " O  jurídico do Sindipetro-MG passou a elaborar um recurso de agravo interno para questionar, à luz da lei de greve, a suposta essencialidade das atividades da Pbio e, consequentemente, o percentual fixado, sendo sugerido patamar inferior de 30%", informa o diretor jurídico Alas Castro Marques Oliveira. O recurso será protocolado nesta quarta (26),  em conjunto com o Sindipetro BA.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Os Sindicatos de Petroleiros de Minas Gerais e da Bahia estão ingressando com recurso contra liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determina a manutenção de percentual mínimo de 70% dos trabalhadores nas usinas de Montes Claros (MG) e Candeias (BA) e a garantia do livre trânsito de bens e pessoas nas unidades operacionais da empresa, sob pena de multa diária de R$ 250 mil. Os sindicatos protocolam nesta quarta, 26, recurso de agravo interno para questionar o percentual fixado pela liminar do TST.

A decisão do TST ataca o legítimo direito de greve dos trabalhadores, garantido pela Constituição Federal. Além disso, a PBio não desenvolve atividade essencial, como prevê a lei de greve. Os sindicatos da FUP irão recorrer. O argumento da PBio é de que a greve dos trabalhadores poderia "afetar o abastecimento de diesel para a região Nordeste do país". No entanto, por decisão da própria gestão da Petrobras, a subsidiária abastece menos de 4% do mercado de biodiesel nacional. As usinas de Montes Claros e Candeias, na Bahia, vêm operando muito abaixo da sua capacidade instalada. Exemplo da diminuição do investimento em produção da Pbio é a suspensão das atividades da usina de Quixadá, no Ceará, em 2016.

A ministra do Tribunal, Delaíde Miranda Arantes, negou o pedido da PBio de considerar a greve abusiva e, segundo o site do TST, explicou que a "definição sobre a matéria deve ser feita no exame definitivo da demanda".  

"Não existe risco de desabastecimento", destaca Alexandre Finamori, coordenador geral do Sindipetro MG, reforçando que nos últimos anos a escolha da gestão da empresa foi por diminuir a produção. Além disso, mesmo durante a greve, a Petrobras está mantendo uma equipe de contingência em todas as bases. Essa equipe está mantendo a brigada de emergência e realizando entregas de produtos em estoque, o que não afeta o abastecimento ao mercado. “Ao invés de negociar, a gestão bolsonarista da Petrobras usa de fake news sobre o risco de abastecimento e prefere assediar trabalhadores em todo Brasil, retirando cargos de confiança dos grevistas que estão lutando por seus empregos na tentativa de enfraquecer a greve. Mas a greve segue forte e não iremos nos intimidar. Seguiremos em luta em defesa dos empregos da categoria”, afirmou.

O advogado trabalhista Ronaldo Pagotto explica que é importante garantir o direito de greve, que passa por sua capacidade de pressão. "As possibilidades de exercício da liberdade de greve, desse direito dos trabalhadores, foram sendo cerceadas por restrições, para que a greve seja impedida de causar a pressão para negociação. Um dos mecanismos mais utilizados é esse artigo que fala dos serviços essenciais para o funcionamento da sociedade, que busca restringir o tamanho da greve", exemplifica. Ele argumenta que pedir que 90% dos trabalhadores voltem ao serviço - como pediu a Petrobrás Biocombustível - é, na prática, impedir o direito de greve.

“A decisão do TST, na prática, pune com rigor o movimento grevista da categoria petroleira”, afirma Valter Paixão, diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). O sindicato está entrando com pedido de reconsideração da liminar e agravo regimental na seção de dissídios coletivos do TST, explicou o diretor. A direção da PBio tentou chamar trabalhadores de outras unidades da Petrobrás para trabalharem nas usinas. Mas a tentativa de esvaziar o movimento foi rechaçada pela categoria. “Os trabalhadores da PBio não podem ser realocados para outras unidades, mas para furar a greve a administração da empresa pode chamar pessoas de outras unidades. Os trabalhadores não aceitaram, acharam imoral atrapalhar a greve dos colegas que estão lutando pela manutenção do emprego”, destacou Paixão.

[Com informações dos Sindipetros MG e BA]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.