Mais uma denúncia de desvio de função chegou ao Sindipetro-NF. Desta vez, a Petrobrás força os técnicos de segurança a atuarem como inspetores de segurança ao mesmo tempo que demite os funcionários técnicos para o serviço. 

Segundo as denúncias, os técnicos de segurança estão sendo orientados a revistarem as bagagens na hora do desembarque, conforme determina a norman 27, exigência 0115, que trata sobre a inspeção das bagagens. Porém, esse tipo de função não entra no manual de atribuições da categoria. 

“O técnico de segurança já tem uma série de funções. E o procedimento de revista de bagagem exige alguns cuidados como vigiar para que as pessoas fiquem separadas após a revista e isso exige um tempo entre duas e três horas, o que certamente impactará as outras atividades. Por tanto, que o técnico de segurança não faz mais o recebimento das aeronaves porque exigia um tempo de uma, duas horas, longe das outras funções e o impacto foi grande”, lembrou o diretor Alexandre Vieira. 

Enquanto isso, com a troca da administração do Farol, que passará a ser administrado pela infra, a Petrobrás demitirá 20 seguranças patrimoniais, que são contratados atualmente e são qualificados para a revista das bagagens. 

Ciente dos fatos, o Sindipetro-NF atuará em prol dos trabalhadores, mas é importante também a participação da categoria. Os técnicos de segurança que estão tendo suas funções desviadas devem entrar em contato com a diretora Bárbara Bezerra (84) 9926-9008.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

 

 

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A Justiça do Trabalho do Espírito Santo, agora através do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), manteve a sentença de 1º grau que reconheceu a nulidade da alteração feita pela Petrobrás na escala de trabalho dos empregados embarcados, de 14 X 21 para 21 X 21, durante a pandemia.

A decisão do TRT destacou que a empresa não comprovou a necessidade nem a utilidade da alteração promovida, e ainda deixou de submeter eventual problemática ao diálogo com o sindicato representativo da categoria, o que era indispensável.

Além do retorno imediato à escala 14 X 21, sob pena de multa, a sentença reconheceu que os trabalhadores prejudicados têm direito a todas as verbas a que fariam jus, não fosse a alteração unilateral ilícita, na forma de horas extraordinárias correspondente a todas as horas de trabalho após o 14º dia de embarque, com adicional de 100% e reflexos.

Contra a decisão do TRT, ainda cabe recurso da empresa.

Filiados do Sindipetro/ES que desejam se habilitar na liquidação da ação, devem enviar documentos para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (FRE, contracheques e controles de frequência de 2020 e 2021).

Não filiados, filiem-se já!

[Da imprensa do Sindipetro ES]

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Nesta sexta-feira, 27, a diretora do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, participará da live “Ilha de Ferro e a vida real”, com transmissão a partir das 19h nos canis do instagram e do Youtube da Juliane Furno @julianefurno.

O encontro é com a atriz Maria Casadevall, que interpreta uma gerente de plataforma que sofre com a violência de gênero na série Ilha de Ferro, da TV Globo, e a economista Juliane Furno, pesquisadora do setor petróleo. A mediação será feita pelo comunicador Guilherme Gandolfi.

Como petroleira da Bacia de Campos, Bárbara discutirá a vida real das trabalhadoras de plataformas de petróleo e de outras plantas industriais do setor e aproveitará para abordar temáticas que vão além das questões de gênero, como a segurança no trabalho e o desmonte em curso no Sistema Petrobrás. 

Acompanhe também no instagram: @julianefurno @barbarapiabezerra @mariacasadevall

[Imprensa da FUP]

 

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Nesta terça-feira, 24, a P-33 realizou seu último offloading [descarregamento e transferência de petróleo], o que significa que o descomissionamento da plataforma está cada vez mais próximo e que a atual gestão da Petrobrás insiste em priorizar o financeiro, sem pensar no impacto que causará em toda a região. 

Para o Sindipetro NF, essa decisão da empresa é considerada um erro e vai contra a política de crescimento do país. “A gente considera mais um equivoco, um fato lamentável desta gestão, que insiste em fechar plataformas na Bacia de Campos. Isso afeta diretamente toda a região com perda de empregos, de receita, de desenvolvimento”, declarou o diretor do NF, Leonardo Ferreira. 

O NF ressalta ainda uma grande preocupação com relação não só aos trabalhadores próprios, como os terceirizados, que irão enfrentar grandes transtornos com essa mudança. 

“Trabalhadores tanto próprios quanto terceirizados acabam precisando buscar oportunidades em outros locais, em refinarias, que estão sendo vendidas, por exemplo. Isso causa muitos transtornos. O NF está atento a toda essa situação e dará suporte a todos os trabalhadores, que se sentirem lesados com essa decisão da Petrobrás.”, frisou Leonardo.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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Em um cenário bem diferente do início da produção de óleo, a Bacia de Campos completou na sexta-feira, 13 de agosto, 44 anos de produção. No decorrer desses anos, a Petrobras atuou praticamente sozinha e registrou altos níveis de produção. Mas, agora, a história do petróleo no Brasil vem registrando sucessivas quedas de produção e uma pulverização de novas empresas nas atividades de exploração e produção. 

“Precisamos entender a natureza deste processo de redução da produção da Bacia de Campos. A Petrobras vinha apostando, desenvolvendo programas para tentar aumentar o fator de recuperação das reservas da bacia, criou programas neste sentido, mas a partir de 2014 adotou uma estratégia de reduzir investimentos na área”,  lembrou Rodrigo Leão coordenador técnico e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), em um webnário que foi ao ar em março, deste ano. 

Na ocasião, João Montenegro, pesquisador do Ineep lembrou que a Bacia de Campos atingiu o pico de produção por volta de 2012, quando registrou pouco mais de dois milhões de barris de óleo equivalente (boe)/dia, que inclui óleo e gás natural. Até 2016, a produção se manteve em torno de 1,5 milhão de boe/dia e a partir de 2017 ela se reduziu gradualmente até os 920 mil boe/dia contabilizados em janeiro último. 

“A minha pergunta é se esta queda deveria ter sido tão abrupta. Precisávamos passar por uma redução de um milhão de barris por dia? Poderia ter sido adotada uma estratégia gradual que tentasse preservar mais a produção”, comentou Leão, recorrendo aos números divulgados pelo Dieese, em 2019, sobre investimentos na Bacia de Campos para mostrar o quanto a redução foi significativa. Em 2013, a Petrobras investiu US$ 9 bilhões, valor que caiu para US$ 3,5 bilhões, em 2018. As empresas que adquiriram campos maduros da estatal (Perenco, PetroRio, Trident, BW e Dommo), anunciaram até agora somente US$ 3 bilhões de investimento para explorar, informou. 

Na avaliação de Montenegro, vários fatores contribuíram para a redução da produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, além do fato de a Petrobras ter dirigido seu foco para o pré-sal da Bacia de Santos. De um lado, o declínio natural da produção dos reservatórios. De outro, o tempo necessário para que as empresas (em geral de pequeno porte) que adquiriram campos maduros realizem seus investimentos e vejam os resultados.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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AÇão Civil Pública do MPT é baseada em denúncias da FUP e dos sindicatos sobre descumprimento da Petrobrás e empresas privadas das escalas 14x21 e 14x14 nas plataformas

[Imprensa da FUP | Foto: Stéferson Faria/Agência Petrobras]

A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro proferiu nesta quinta-feira (12) decisão favorável à Ação Civil Pública ingressada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), proibindo a Petrobrás de alterar escalas de embarques dos trabalhadores em regime de revezamento. A medida, válida para todo o território nacional, é resultado de uma série de denúncias da FUP e dos sindicatos de petroleiros sobre as alterações unilaterais feitas pela Petrobrás e empresas privadas nos regimes de embarque dos trabalhadores de plataformas, descumprindo os Acordos Coletivos de Trabalho e a Lei n° 5.811, que trata de regime de revezamento em turnos e outros dispositivos. 

Na Ação Civil Pública, o MPT destaca que, desde o início da pandemia da Covid-19, o órgão tem recebido diversas denúncias dos sindicatos de petroleiros de que empresas do setor de óleo e gás, entre elas a Petrobras e empresas terceirizadas, alteraram, unilateralmente, as escalas de trabalho de seus empregados, que é de 14×14, impondo novo regime de trabalho a bordo, de 21×21 dias ou 28×28 dias, sem prévia negociação coletiva.

Na decisão proferida pela juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ela determina que a Petrobrás "se abstenha de implementar unilateralmente alteração nas escalas de embarque" dos trabalhadores próprios e de "adotar escalas de embarque para trabalhadores terceirizados que atuam em suas plataformas em regime de revezamento na forma do art. 2º, §1º, alíneas “a” e “b”e art. 5º da Lei nº 5.811/72 por período superior ao máximo de 15 (quinze) dias consecutivos previsto no art. 8º, quando não houver prévia autorização em instrumento coletivo de trabalho vigente".  A juíza fixou multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, tanto para a Petrobrás, quanto para as empresas privadas.

Segundo o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, com esta decisão, a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho cumprem seu papel fundamental de promover a justiça. “A FUP vem denunciando há tempos o desrespeito da gestão da Petrobras a direitos básicos dos empregados, que, com o descumprimento e alteração arbitrária do período de revezamento dos turnos de trabalho, e o não cumprimento de regras sanitárias básicas de prevenção à Covid-19, coloca  em risco a saúde e a segurança dos trabalhadores”, destacou.  

Ele lembra que essas questões foram amplamente denunciadas pela categoria na Greve pela Vida, realizada pelos petroleiros do Norte Fluminense, em maio deste ano, contra a falta de adoção pela Petrobrás de medidas eficazes de prevenção à doença. 

 

 

O Sindipetro-NF avalia que os números comprovam a ineficácia da política de prevenção à Covid-19 nas instalações da Petrobrás. Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram hoje que 73% dos casos de contaminação entre petroleiros e petroleiras acontecem em plataformas de petróleo

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Desde o início da pandemia da Covid-19, o movimento sindical petroleiro encontra dificuldades em obter da Petrobrás dados sobre os impactos da doença na categoria. Uma resposta a pedido de informações feito à empresa por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), no entanto, contribui para que se tenha a dimensão da tragédia: de março de 2020 a abril de 2021, a companhia registrou 9.487 desembarques sanitários de trabalhadores que estavam a bordo de plataformas dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

O pedido de informações foi feito no dia 5 de abril de 2021 pelo coordenador do Departamento de Comunicação do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, como pessoa física, e as respostas foram dadas pela empresa em duas etapas nos últimos dias 5 e 14 de maio.

Primeiro a empresa respondeu sobre o número de desembarques sanitários envolvendo apenas petroleiros e petroleiras contratados diretos da empresa. Neste recorte, o número de desembarques de trabalhadores próprios com suspeita de contaminação (sintomáticos) e de contactantes (assintomáticos com contatos próximos aos suspeitos) chegou a 1.732 entre março de 2020 e início de maio de 2021. Ainda neste segmento, plataformas do Rio de Janeiro são responsáveis pela grande maioria dos desembarques: 1.515.

Após esta primeira resposta da empresa, limitada aos trabalhadores próprios, Crespo apresentou recurso para que fossem incluídos os petroleiros terceirizados. Dessa vez, a empresa respondeu com um quadro genérico, sem estratificação por estados, onde aparece o dado de que quase dez mil petroleiros e petroleiras desembarcaram de unidades da empresa em razão da pandemia (9.487) no somatório de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Um novo recurso foi apresentado para que os dados sejam estratificados por estados e a empresa ainda está no prazo para envio das informações.

Nesta segunda resposta, chama a atenção o grande crescimento de casos a partir do final de 2020. O número saltou de 650 em novembro de 2020 para 1.153 em dezembro de 2020, com pico até o momento de 1.326 em março de 2021 — e recuo para 1.218 em abril. Diferentemente do primeiro, este conjunto de dados não incluiu os dados iniciais de maio de 2021.

O Sindipetro-NF avalia que os números comprovam a ineficácia da política de prevenção à Covid-19 nas instalações da Petrobrás. Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram hoje que 73% dos casos de contaminação entre petroleiros e petroleiras acontecem em plataformas de petróleo.

O sindicato, junto à FUP e demais sindicatos, apresentaram desde 2020 um conjunto de procedimentos a serem seguidos pela empresa para que haja redução nos riscos de contaminação — incluindo itens como uma proposta de escala que mantenha em 14 dias o embarque, garantia de testes e de máscaras de qualidade e fim das quarentenas de pré-embarque nos hoteis. As recomendações foram avalizadas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fiocruz. Ainda assim a empresa insiste em descumpri-las.

Além de impactar diretamente a categoria petroleira, o grande número de casos em instalações da Petrobrás acaba por aumentar os riscos em cidades onde a empresa opera. Os quase 10 mil possíveis contaminados pela doença foram desembarcados nestes municípios, contribuindo para a disseminação. Embora os dados não cheguem a esse nível de detalhamento, sabe-se que a grande maioria destes desembarques acontecem em Campos dos Goytacazes (RJ), no Heliporto do Farol de São Tomé.

Essa preocupação com os efeitos negativos do comportamento da Petrobrás para as cidades tem levado o Sindipetro-NF a atuar em parceria com as autoridades locais de saúde. No dia 19 de abril passado, diretores da entidade se reuniram com representantes da área de vigilância epidemiológica do município para traçar planos de atuação conjunta no heliporto do Farol e nos hoteis onde a companhia hospeda petroleiros. Uma nova reunião está prevista para hoje.

Greve pela Vida

Em razão da negligência da empresa na prevenção à Covid-19 em suas instalações, a categoria petroleira do Norte Fluminense está em greve desde 0h do dia 4 de maio, sob orientação sindical de cumprimento rigoroso das escalas, turnos e jornadas em todas as unidades da empresa, em terra e no mar.

A gestão bolsonarista da Petrobrás segue com sua missão de destruir a empresa aos poucos. A última informação divulgada pela empresa no dia 22 de março é que entra na fase vinculante, ou seja, venderá sua participação de 90% nos Campos de Albacora e Albacora Leste na Bacia de Campos. Os demais 10% pertencem à Repsol Sinopec Brasil.

Com isso a Petrobrás vai ceder os direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018 desses dois Campos produtivos para a empresa.

Essa gana entreguista da atual gestão vai impactar ainda mais na perda de empregos na região e deixar milhares de pessoas à margem. Só Macaé e Campos dos Goytacazes juntas perderam 41.548 postos de trabalho de 2014 a 2019.

Outro provável impacto será na distribuição de royalties e participações especiais. De 2014 a 2019 a cidade de Campos já teve uma perda de 84%  e Macaé perdeu 28,1% desses recursos que são uma contrapartida pela exploração de petróleo e gás natural na região.

“Ao seguir com seu programa de desinvestimento e venda de ativos na Bacia de Campos, a gestão bolsonarista dá mais um duro golpe no mercado de trabalho e no patrimônio da empresa” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Em novembro de 2020 a empresa anunciou a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, Campos altamente produtivos e localizados em águas profundas na Bacia de Campos. Para Tezeu Bezerra é preciso que a sociedade e a categoria petroleira se mobilizem duramente contra a venda fatiada da empresa, caso contrário, quando esse governo acabar o petróleo brasileiro estará todo em mãos estrangeiras.

Como disse na ocasião da venda do Pólo Marlim, o Coordenador do sindicato reafirmou que os petroleiros e petroleiras não vão aceitar que esse governo continue aproveitando a pandemia para “passar a boiada” e entregar o patrimônio público num momento de fragilidade da população brasileira e a impossibilidade de ir às ruas. 

Sobre Albacora e Albacora Leste

O campo de Albacora possui uma área de 455 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 100 a 1.050 m, a uma distância de cerca de 110 km do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

No ano de 2020, Albacora produziu em média 23,2 mil barris de óleo por dia e 408,5 mil m3/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 100% de participação.

O campo de Albacora Leste possui uma área de 511,56 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 1.000 a 2.150 m, a uma distância de cerca de 120 km do Cabo de São Tomé. No ano de 2020, Albacora Leste produziu em média 30,9 mil barris de óleo por dia e 598,0 mil m3/dia de gás.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

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A greve, que mobiliza há 18 dias a categoria petroleira em quatro bases da FUP (Bahia, Amazonas, Espirito Santo e Unificado de São Paulo), ganhou nesta segunda-feira, 22, o reforço dos trabalhadores de Minas Gerais, que iniciaram por tempo indeterminado uma greve sanitária. Seguindo as orientações do Sindipetro MG, trabalhadores próprios e terceirizados, não compareceram à Regap, onde mais de 200 companheiros já foram infectados pela Covid-19. Atualmente, 12 trabalhadores da refinaria estão internados em decorrência da Covid e três deles estão em unidades de tratamento intensivo, intubados.

Apesar da gravidade da situação, a gestão da Petrobrás insiste em manter as paradas de manutenção, com mais de 2 mil trabalhadores na Regap. “Os trabalhadores estão em risco e a gestão da empresa não toma as providências necessárias. Nós precisamos com urgência que sejam interrompidas todas as atividades da refinaria que não sejam essenciais. Nossa greve não é para impactar a produção, nossa greve é para resguardar a saúde dos trabalhadores, é em defesa da vida”, explica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori. 

Este cenário caótico, no momento mais grave da pandemia, se repete em diversas outras unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, na Bahia, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março e dois operadores mortos no espaço de uma semana, após complicações geradas pela Covid-19. No último dia 17, o Sindipetro BA realizou um lockdown na unidade, convencendo os trabalhadores próprios e terceirizados a retornarem para casa.

Nas plataformas, a situação se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país. O surto mais recente foi registrado na P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, após diversos trabalhadores terem testado positivo na semana passada. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Lockdown na quarta

A FUP e seus sindicatos orientam todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás a aderirem na quarta-feira, 24, ao “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais. Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 05 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar a “irresponsabilidade do governo federal, que levou o país ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”, conforme destacam as centrais sindicais.

Já são quase 3 mil mortes diárias após um ano de pandemia, resultado da irresponsabilidade e inércia do governo Bolsonaro que transformou o Brasil em exemplo mundial de fracasso e de falta de políticas públicas para conter a disseminação da covid-19. O “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos” cobrará vacinação em massa e a retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00.

Para a CUT, "é urgente um efetivo lockdown que amplie o isolamento social para pôr fim a esta tragédia e acabar com o sofrimento e as mortes promovidas por esse genocídio contra o povo brasileiro". A Central considera que o auxílio emergencial, dentre outras medidas, "é fundamental para assegurar condições básicas de sobrevivência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais para que eles possam ficar em casa".

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 [Imprensa da FUP]

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Maior incidência da doença vem ocorrendo em plataformas offshore: em apenas um dia, foram registrados 83 casos em instalações marítimas. Sindipetro-NF recorre ao MPT para que a Petrobrás esclareça avanço da covid nas unidades

[Da ssessoria de comunicação da FUP]

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SIndipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), entrou com requerimento no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a Petrobrás seja notificada e preste esclarecimentos sobre o avanço da covid-19 em unidades de Exploração e Produção (E&P) da empresa. Em apenas um dia nesta semana, foram confirmados 83 novos casos em atividades offshore do país (Petrobrás e outras operadoras), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O surto mais recente foi registrado na plataforma P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, depois que trabalhadores foram testados positivo nesta semana. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Desde o início da pandemia, a ANP registra um total de 4.743 casos de covid confirmados nas áreas de E&P. Desses, 3.392 acessaram as instalações, de acordo com o painel dinâmico da agência reguladora. Do total de 67 plataformas de petróleo em operação no país, 56 são da Petrobrás (83%).

Em meio ao crescimento do número de pessoas contaminadas, a Petrobrás suspendeu as reuniões da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), orientada para a gestão da crise sanitária, com os sindicatos. O último encontro ocorreu no dia 24 de fevereiro, afirma Vieira.

Na Petrobrás como um todo, os casos confirmados de covid são ainda maiores. Atingiram cerca de 5,5 mil pessoas do começo da pandemia até o último dia 15, o que representa 11% do contingente de empregados próprios da empresa. Os dados fazem parte do boletim de monitoramento Covid 19 do Ministério de Minas e Energia (MME). Do total de contaminados, de acordo com o último boletim, 5.203 se recuperaram, 258 permanecem doentes e em quarentena, sendo 17 hospitalizados, e 17 morreram.

Segundo Vieira, as atividades offshore, concentradas na região Sudeste, registram grande incidência de casos de covid. As operações da Petrobrás nas bacias de Campos e Santos movimentam cerca de 40 mil pessoas por mês. Mesmo as plataformas operando atualmente com 70% da capacidade, em média, é grande o trânsito de trabalhadores.

As últimas denúncias recebidas pela FUP de casos de contaminação em unidades offshore envolvem, além da P-38, a P-43, P-63, P-25 e P-35, todas na Bacia de Campos, de acordo com o requerimento do Sindipetro-NF ao MPT.


Leia também:

Covid-19 mata operador de rádio da P-53, na Bacia de Campos

Sindipetro-NF recorre ao MPT para notificar Petrobrás sobre novo surto de Covid-19 nas plataformas


 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.