Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense se reuniram com Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept, veículo que revelou aos abusos da Operacão Lava Jato, do ex juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba. O encontro foi gravado pela cineasta Maria Augusta Ramos, diretora de "O Processo".

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, e o também diretor da entidade, José Maria Rangel, acompanhados do diretor da FUP, Tadeu Porto, visitaram nesta quarta-feira (1) a redação do site The Intercept Brasil, no Rio de Janeiro. Eles foram recebidos pelo jornalista Leandro Demori, que é editor-executivo do veículo jornalístico.

A conversa entre eles foi gravada pela cineasta Maria Augusta Ramos, diretora do documentário “O Processo”, que registrou o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff. O material poderá ser utilizado em novo documentário, dessa vez sobre o trabalho do The Intercept na publicação da série de reportagens que revelou a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro e da operação Lava Jato, que ficou conhecida como Vaza Jato.

De acordo com o coordenador geral do NF, a visita durou mais de uma hora e os diretores sindicais falaram sobre a grande farsa que foi a operação Lava Jato e seus impactos nocivos para a política e para a economia brasileira. Tadeu Porto, diretor da FUP, explicou que os petroleiros relataram para o jornalistas  a perspectiva que tinham desde o início da operação: "a gente já sentia as consequências do desmonte do setor petróleo no decorrer da Lava Jato. Eles de fato não estavam se importando com a empresa ou com o setor e com o povo brasileiro. Eles tinham um projeto pessoal de poder". 

Tanto Demori quanto Maria Augusta receberam dos sindicalistas os jalecos laranja, que representam as lutas da categoria petroleira e se tornaram presenças fortes nas manifestações de rua, nas audiências no Congresso Nacional e nas negociações com a Petrobrás e demais empresas do setor petróleo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

 

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Com o tema “Gás e feijão, fuzil não!”, petroleiros ofertaram 350 botijões a 50 reais, metade do preço cobrado na região, e doaram 350 quilos de feijão

[Da assessoria de imprensa da FUP]

Em nova ação da campanha “Combustíveis a Preço Justo”, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias) colocaram à venda 350 botijões de gás de cozinha de 13 quilos a R$ 50 para moradores da comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Também foram distribuídos 350 quilos de feijão. O valor do botijão do gás comercializado a preço justo é metade dos cerca de R$ 100 que vêm sendo cobrados pelo produto em revendas da região.

A oferta foi feita respeitando as regras dos organismos de saúde para evitar o contágio por Covid-19, com o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e medidas de distanciamento.

Além do benefício financeiro, a campanha “Combustíveis a Preço Justo” visa dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela Petrobrás desde outubro de 2016, que considera o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. Essa política impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina,mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens,num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação.

A venda de gás a preço justo é um alívio para o bolso dos consumidores, sobretudo para os mais pobres, que vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da Petrobrás. Segundo dados da própria empresa, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021 nas refinarias – ou seja, quase oito vezes mais que a inflação oficial do país, de 4,76% até julho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui.”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

O tema da ação “Gás e feijão, fuzil não!” é uma alusão ao presidente Jair Bolsonaro que recentemente chamou de “idiotas” quem dizia ser melhor comprar feijão a fuzil. Isso num país em que quase 20 milhões de pessoas estão passando fome, há mais de 14 milhões de desempregados e os preços dos produtos essenciais à sobrevivência não param de subir.

"Moramos na casa da minha mãe: meu pai, minha mãe, eu, dois irmãos e minha sobrinha de 3 anos. Eu tenho dois filhos. Só minha mãe está trabalhando, estamos todos desempregados. As coisas estão muito difíceis, cada mês que passa os preços só aumentam, está cada vez mais difícil. Estamos passando um 'perrengue brabo', a gente já não está aguentando mais. Nada muda. Só piora, só piora...", conta durante a ação Gilson Ruan Silva, de 22 anos, desempregado. A realidade de Cíntia Vilas, de 36 anos, não é diferente: "Tenho 6 filhos, todos menores. Moramos eu e eles. Estou desempregada, faço 'bico', só eu que sustento a casa. Às vezes aparece uma unha [pra fazer], às vezes alugo uma mesa e uma cadeira, às vezes me chamam‘para limpar uma casa, às vezes 'cato' pet... Vou me virando. Criança pequena dentro de casa, gasta muito gás. Quando está estudando, come na escola, gasta menos. Mas agora nem isso, né? Algumas estão indo na escola, uma semana sim, uma semana não. Mas agora eles vão para a escola e nem a merenda estão dando direito, chega em casa tudo com fome".

O diretor do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, destacou a importância da ação para “mostrar como a política de preços da Petrobrás é equivocada; favorece os ricos e prejudica os pobres. Queremos demonstrar ainda como são necessárias ações solidárias, principalmente no momento em que vivemos de pandemia”.

O diretor da FUP, Tadeu Porto, também presente ao ato, disse que a iniciativa permite um diálogo próximo com a população sobre “a culpabilidade do governo federal na exploração do povo através dos combustíveis. A política de preços da Petrobrás, implementada pelo governo Bolsonaro, é cruel e injusta, penaliza sobretudo os mais pobres”.

 

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Apesar do aumento de 46% do volume processado de petróleo no primeiro semestre na Refinaria de Paulínia (Replan), 115 funcionários terceirizados de apoio ao Laboratório, limpeza e manutenção predial e áreas verdes estão há dois meses sem salários

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

Empresas sem infraestrutura e capital social compatíveis com a licitação, trabalhadores sem salários e, consequentemente, serviços deficitários ou inacabados. Esse cenário já seria preocupante se ocorresse em uma repartição pública, com funções apenas administrativas, mas ele é agravado por ter se tornado cada vez mais recorrente em locais com um elevado grau de periculosidade, como uma refinaria.

Esse é o caso da Refinaria de Paulínia (Replan) – a maior do Sistema Petrobrás –, que processou 10,5 milhões de metros cúbicos nos seis primeiros meses deste ano – um aumento de 46% em comparação com o mesmo período do ano passado –, onde 115 funcionários terceirizados da GM Junger Diamond Company Service Ltda estão sem receber salários há 60 dias.

A empresa capixaba ganhou uma licitação ofertada pela gestão da Replan há pouco mais de dois meses, para garantir os serviços de apoio ao Laboratório, limpeza e manutenção predial e áreas verdes da unidade. Entretanto, passados dois meses do início do contrato, a terceirizada não realizou os pagamentos aos seus contratados.

Além disso, a GM não pagou o refeitório, o transporte e o aluguel do carro responsável pelo deslocamento dos seus funcionários dentro da Replan. Também não forneceu os equipamentos de trabalho necessários às atividades, como materiais de limpeza.


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Diante dessa situação, os próprios trabalhadores procuraram o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), que passou a intermediar as cobranças pela regularização dos seus direitos.

A área responsável pela fiscalização do contrato da Replan relatou que já havia entrado em contato com a empresa terceirizada há vários dias, para que os salários e o trabalho contratado fossem garantidos. Além disso, informou que havia retido parte da verba do contrato até que toda a situação fosse normalizada.

Sindipetro-SP, por sua vez, pediu que esse dinheiro fosse depositado diretamente aos trabalhadores em caráter de urgência, com o objetivo de garantir todos os direitos trabalhistas negados até o momento.

A GM, entretanto, afirmou que conseguiu por meios próprios o montante de dinheiro necessário para quitar todas as pendências financeiras com seus funcionário até, no máximo, a próxima segunda-feira (6).

Mesmo com a promessa, a Replan já está efetuando o rompimento do contrato com a GM e preparando um novo contrato com a empresa que ficou em segundo lugar nas respectivas licitações.

Caso os pagamentos não sejam realizados até a próxima segunda-feira, o jurídico do Sindipetro-SP entrará com uma ação para que a verba retida pela Replan seja destinada ao pagamento de todas as pendências trabalhistas dos funcionários da GM, incluindo multas rescisórias. 

Política de preços

Desde outubro de 2016, sob o comando de Pedro Parente, a Petrobrás passou a adotar um cálculo para a definição dos valores dos combustíveis vendidos pelas suas refinarias chamado preço de paridade de importação (PPI).

O PPI considera quatro elementos centrais na definição dos preços: a variação internacional do barril do petróleo; as cotações do dólar; os custos de transporte; e uma margem imposta pela companhia, que funciona como uma espécie de ‘seguro’ para evitar prejuízos.


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Essa forma de precificação tem elevado constantemente os preços dos combustíveis nos últimos anos. De acordo com dados fornecidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina para os consumidores, por exemplo, ultrapassou a casa dos R$ 7,00 nos estados do Acre e Rio Grande do Sul na última semana.

No Brasil, o preço médio do produto ficou em R$ 5,98 entre os dias 22 e 28 de agosto.

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Nesta quinta-feira, 02, a FUP, o Sindipetro NF e o Sindipetro Duque de Caxias promovem nova ação do gás de cozinha a preço justo na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Serão vendidos 350 botijões de gás a R$ 50,00 e  doados 350 quilos de feijão, em protesto à declaração do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente chamou de “idiotas” quem defende comprar feijão em vez de fuzil

[Da Assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Daniela Decorso]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias) realizam nesta quinta-feira, 2/9, a partir das 11h, uma nova edição da ação do gás de cozinha a preço justo. Além da venda do produto a preço módico, os petroleiros vão doar um quilo de feijão a cada comprador. 

Desta vez, a promoção irá ocorrer na comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (veja mais detalhes abaixo). Serão 350 botijões de gás vendidos por R$ 50 cada, e 350 quilos de feijão distribuídos. A oferta será feita respeitando as regras dos organismos de saúde para evitar o contágio por Covid-19, com o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e medidas de distanciamento. 

Além do benefício aos compradores, a ação busca dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela gestão da Petrobrás desde outubro de 2016. Essa política considera o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e os custos de importação. E impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina, mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens, num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação. 

Os consumidores, sobretudo os mais pobres, vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da gestão da Petrobrás. Segundo dados da própria empresa, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021. 

“Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e os custos de importação, e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

O tema da ação desta quinta – “Gás e feijão, fuzil não!” – é uma alusão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recentemente chamou de “idiotas” quem dizia ser melhor comprar feijão a comprar fuzil. Isto num país em que quase 20 milhões de pessoas estão passando fome, há quase 15 milhões de desempregados e os preços de produtos essenciais à sobrevivência não param de subir, sem qualquer ação do governo federal para resolver essa tragédia socioeconômica. 

SERVIÇO

Ação do gás de cozinha a preço justo – Gás e feijão, fuzil não! 

DIA: Quinta-feira, 2/9

HORÁRIO: A partir das 11h

LOCAL: Estrada da Carobinha, 470, Campo Grande

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Mais uma denúncia de desvio de função chegou ao Sindipetro-NF. Desta vez, a Petrobrás força os técnicos de segurança a atuarem como inspetores de segurança ao mesmo tempo que demite os funcionários técnicos para o serviço. 

Segundo as denúncias, os técnicos de segurança estão sendo orientados a revistarem as bagagens na hora do desembarque, conforme determina a norman 27, exigência 0115, que trata sobre a inspeção das bagagens. Porém, esse tipo de função não entra no manual de atribuições da categoria. 

“O técnico de segurança já tem uma série de funções. E o procedimento de revista de bagagem exige alguns cuidados como vigiar para que as pessoas fiquem separadas após a revista e isso exige um tempo entre duas e três horas, o que certamente impactará as outras atividades. Por tanto, que o técnico de segurança não faz mais o recebimento das aeronaves porque exigia um tempo de uma, duas horas, longe das outras funções e o impacto foi grande”, lembrou o diretor Alexandre Vieira. 

Enquanto isso, com a troca da administração do Farol, que passará a ser administrado pela infra, a Petrobrás demitirá 20 seguranças patrimoniais, que são contratados atualmente e são qualificados para a revista das bagagens. 

Ciente dos fatos, o Sindipetro-NF atuará em prol dos trabalhadores, mas é importante também a participação da categoria. Os técnicos de segurança que estão tendo suas funções desviadas devem entrar em contato com a diretora Bárbara Bezerra (84) 9926-9008.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

 

 

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Sindicato denuncia que a reativação das unidades de pesquisa através de terceirizações cria fonte de renda para a empresa que comprar a Usina do Xisto, no Paraná. "Petrobrás pagaria cifras milionárias pelo arrendamento de setores de desenvolvimento de novas tecnologias", alerta a nota da entidade. Leia abaixo:

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Poucos sabem, mas a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, a 150 km de Curitiba, conta com o maior parque tecnológico da América Latina para pesquisas na área de petróleo. São 17 unidades criadas para desenvolver novas tecnologias de refino e petroquímica, gás e energia, meio ambiente e produtos derivados. 

Por muitos anos, as pesquisas da SIX geraram inovações que trouxeram mais eficiência na produção de combustíveis e ampliaram os rendimentos da empresa. Alguns exemplos de tecnologias criadas são a gasolina de alta octanagem usada na Fórmula 1, o craqueamento do biodiesel para transformar glicerina em metanol, reutilização de pneus para geração de óleo combustível e enxofre, processos de autoqueima para indústrias de cerâmica, estudos com diferentes tipos de xisto do mundo todo, além de melhorias contínuas nos processos de todas as refinarias da Petrobrás. 

Boa parte dos lucros gerados pelo CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás), em torno de US$ 450 milhões/ano, vinha das pesquisas realizadas na Usina do Paraná. Foram décadas de investimentos para alcançar esses patamares, mas a direção bolsonarista da Petrobrás coloca tudo a perder. 

Em 2019, a gestão da estatal decidiu paralisar a pesquisa da SIX. Todas as unidades permaneceram hibernadas e os trabalhadores foram transferidos para setores da operação da Usina. 

Faz alguns anos que a Petrobrás deixou de ser uma empresa que busca o crescimento e a geração de novas tecnologias. Em 2011, a estatal batia o recorde em investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento com a cifra de US$ 1,45 bilhão. Esse nível se manteve acima da casa de US$ 1 bilhão até 2014. De lá para cá, esse número despencou. Em 2020 a Petrobrás destinou apenas US$ 350 milhões para a pesquisa. 

A gestão da Petrobrás segue à contramão da lógica ao adotar uma política de desinventimentos que busca o reducionismo, não o progresso. Passou a ser uma empresa que não pensa no futuro e só visa o lucro imediato de seus acionistas. Para isso, implementa um programa de privatizações de ativos e pratica a política de preços dos combustíveis com base na cotação do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional, em prejuízo à população e à soberania energética nacional. Apenas neste ano a Petrobrás repassou R$ 52 bilhões em distribuição de dividendos aos acionistas. 

Negócios suspeitos

A SIX, assim como todas as outras refinarias das regiões sul, norte e nordeste do país, está incluída no programa de desinvestimentos. Há indícios de que a venda da unidade esteja atrelada ao arrendamento das unidades de pesquisa. Empresas privadas estão sendo colocadas nessas áreas e petroleiros próprios foram convocados para treinar os terceirizados. 

A estratégia se assemelha ao que ocorreu com a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Transportadora Associada de Gás (TAG), duas ex-subsidiárias de dutos da Petrobrás que foram privatizadas, mesmo sendo essenciais para a operação da estatal. O resultado foi vexatório. A Brookfield, um fundo de investimentos canadense, pagou pela NTS a bagatela de US$ 4,23 bilhões. Desde então, a empresa vem acumulando lucros e receitas recordes às custas da Petrobrás, que agora precisa alugar a preços de mercado os dutos que antes lhe pertenciam. Em média, a estatal gasta R$ 1 bilhão por trimestre com aluguel de dutos. Ou seja, em menos de quatro anos já terá pago à Brookfield todo o valor que arrecadou com a privatização. 

O caso da TAG é semelhante. A Petrobras está pagando cerca de R$ 3 bilhões ao ano para utilizar os gasodutos da empresa que vendeu por cerca de R$ 36 bilhões, mesmo sabendo que iria aumentar a produção, ou seja, ia precisar ainda mais dos gasodutos para distribuir petróleo e gás. Com a privatização, em pelo menos 10 anos a petroleira vai gastar todo os recursos que obteve com a venda do ativo em pagamento de aluguel do gasoduto, que antes fazia parte do seu patrimônio. E vai continuar gastando, já que a sua distribuição passa pela TAG.  

A privatização da SIX parece seguir a mesma (falta de) lógica. O comprador deve passar a receber uma espécie de aluguel pelo arrendamento das atividades de pesquisa, curiosamente retomadas em caráter terceirizado no meio do processo de privatização. Trata-se da criação de uma fonte de renda mensal e milionária para a empresa que comprar a Usina do Xisto. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina defende a reativação imediata das unidades de pesquisa da SIX enquanto atividades próprias de empresa integrante do Sistema Petrobrás, como sempre foi. Mais do que isso, vai investigar e denunciar todo e qualquer indício de irregularidade. 

A Petrobras tem que responder por que reativar a toque de caixa a unidade de pesquisa, sem pessoal treinado, às vésperas da pretendida venda da SIX? O que está por trás disso? 

Patrimônio estratégico

A SIX é fundamental para a economia de São Mateus do sul. É a maior contribuinte do município, respondendo por aproximadamente 45% da arrecadação de ICMS e indiretamente por cerca de 50% do ISS, além dos royalties sobre a produção de óleo e gás de xisto. 

A partir da exploração e processamento do xisto produz óleos Combustíveis, GLP, gás combustível, nafta, enxofre e insumos para pavimentação que são utilizados pelos mais diversos segmentos industriais, tais como cerâmica, refinaria de petróleo, cimenteira, usinas de açúcar e agricultura. No ramo de fertilizantes, a SIX produz a Água de Xisto que é um insumo para a formulação de fertilizantes foliares, com eficácia comprovada por extensas pesquisas realizadas pela EMBRAPA e IAPAR através do Projeto Xisto Agrícola. Sua capacidade instalada é de 5.880 toneladas/dia.

 

Desde 2013, a SIX já pagou mais de 63 milhões de reais em royalties, 30% para o município de São Mateus do Sul, segundo a petroleira. A Petrobrás ainda tem uma dívida com a prefeitura de São Mateus do Sul e o Estado do Paraná de 1 bilhão de reais relativos aos royalties. A estatal ameaça fechar a SIX caso as autoridades estaduais e municipais não aceitem renegociar essa dívida, que estaria atrapalhando o processo de venda da unidade.

 

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A inflação dos combustíveis tem sido percebida dia a dia e, diretamente, a cada ida ao posto para abastecer. Segundo o IPCA de julho de 2021, o aumento do etanol nos 12 meses anteriores chegou a 57,27%. Já a gasolina e o diesel acumularam, respectivamente, no mesmo período, altas de 39,65% e 36,35%.

Para explicar os motivos das frequentes altas dos combustíveis e como isso se reflete na vida do consumidor, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) realiza, nesta  terça-feira, dia 31/08, às 19 horas, em seu canal do Youtube, o Webnário “Inflação dos combustíveis e impactos nos consumidores”. Os pesquisadores do Instituto Carla Ferreira e Mahatma Ramos são os convidados para essa conversa.

Além de explicarem os motivos da escalada nos preços dos combustíveis e como isso se reflete na inflação, eles mostrarão quem perde e quem ganha com a política de preços adotada pela atual direção da Petrobras para os derivados e falarão das perspectivas, caso nada seja feito para mudar este quadro. 

[Do site do Ineep]

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A Justiça do Trabalho do Espírito Santo, agora através do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), manteve a sentença de 1º grau que reconheceu a nulidade da alteração feita pela Petrobrás na escala de trabalho dos empregados embarcados, de 14 X 21 para 21 X 21, durante a pandemia.

A decisão do TRT destacou que a empresa não comprovou a necessidade nem a utilidade da alteração promovida, e ainda deixou de submeter eventual problemática ao diálogo com o sindicato representativo da categoria, o que era indispensável.

Além do retorno imediato à escala 14 X 21, sob pena de multa, a sentença reconheceu que os trabalhadores prejudicados têm direito a todas as verbas a que fariam jus, não fosse a alteração unilateral ilícita, na forma de horas extraordinárias correspondente a todas as horas de trabalho após o 14º dia de embarque, com adicional de 100% e reflexos.

Contra a decisão do TRT, ainda cabe recurso da empresa.

Filiados do Sindipetro/ES que desejam se habilitar na liquidação da ação, devem enviar documentos para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (FRE, contracheques e controles de frequência de 2020 e 2021).

Não filiados, filiem-se já!

[Da imprensa do Sindipetro ES]

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Nesta sexta-feira, 27, a diretora do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, participará da live “Ilha de Ferro e a vida real”, com transmissão a partir das 19h nos canis do instagram e do Youtube da Juliane Furno @julianefurno.

O encontro é com a atriz Maria Casadevall, que interpreta uma gerente de plataforma que sofre com a violência de gênero na série Ilha de Ferro, da TV Globo, e a economista Juliane Furno, pesquisadora do setor petróleo. A mediação será feita pelo comunicador Guilherme Gandolfi.

Como petroleira da Bacia de Campos, Bárbara discutirá a vida real das trabalhadoras de plataformas de petróleo e de outras plantas industriais do setor e aproveitará para abordar temáticas que vão além das questões de gênero, como a segurança no trabalho e o desmonte em curso no Sistema Petrobrás. 

Acompanhe também no instagram: @julianefurno @barbarapiabezerra @mariacasadevall

[Imprensa da FUP]

 

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Uma carta de compromisso, reconhecimento e reivindicação, foi entregue pelos petroleiros da Bahia ao ex-presidente Lula, na tarde da quarta-feira (25), durante o evento “Combater a Fome e Reconstruir o Brasil”, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que reuniu representantes de movimentos sociais e sindicais, em Salvador. A Bahia é um dos estados do Nordeste que está sendo visitado por Lula em caravana que começou no dia 15/08. O ex-presidente já percorreu os estados de Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte.

Entregue pelo Coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar e pelo Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, a carta traz como principal teor a esperança de dias melhores no Brasil, com a retomada dos direitos da classe trabalhadora, da justiça social e da dignidade do povo brasileiro, através da volta ao poder de um projeto democrático e popular, personificado na figura de Lula presidente.

Na carta, assinada pelo Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, a entidade sindical – em nome dos petroleiros – reconhece a contribuição histórica dada pelo ex-presidente Lula em defesa da democracia, da justiça e inclusão social, da liberdade e autonomia sindical, da representatividade da classe trabalhadora e do fortalecimento das empresas públicas, em especial a Petrobras.

“Entendemos que o senhor é o único nome capaz de reconstruir o Brasil, de dar novas e boas perspectivas para os milhões de desempregados, para os trabalhadores do campo e da cidade, aposentados, jovens, homens e mulheres de todas as raças, credos e orientação sexual” diz um trecho do documento, ressaltando que “a esperança já venceu o medo neste país e, agora, temos certeza, vencerá também o fascismo, o golpismo, as mentiras, a incompetência e a crueldade, que são marcas do governo Bolsonaro”.

Os petroleiros apoiam a pré-candidatura de Lula para presidente nas eleições de 2022 e se comprometem a auxiliar na construção de um Brasil democrático e soberano para todos. No documento, também é abordado o sofrimento dos baianos no governo Bolsonaro e a destruição da Petrobrás no estado.

Na carta, os petroleiros listam as unidades da estatal que já foram vendidas, desmobilizadas, arrendadas e estão à venda na Bahia, chamando a atenção para o desastre econômico e industrial que vai acontecer com a saída total da Petrobrás do estado.

“Queremos fazer um pacto pela democracia, pela soberania nacional, pelo povo brasileiro e também pela Petrobras e seus trabalhadores próprios e terceirizados, pela Bahia e pelo Nordeste” afirmam os petroleiros, que pedem a retomada das unidades da Petrobras que foram privatizadas e reivindicam uma “Petrobras pública, nacional e integrada, que atue do poço ao poste, passando pelo pasto, através dos fertilizantes”.

No documento, eles também pedem “a volta dos concursos públicos e a recuperação dos direitos da categoria petroleira, que vêm sendo usurpados desde o governo golpista de Temer”.

Os petroleiros também falam da importância de recuperar o espaço de negociação na Petrobrás para dar fim aos descontos abusivos da AMS, encontrar formas de fortalecimento da Petros, buscando  eliminar o pagamento dos valores relativos ao equacionamento, de recuperar os direitos dos trabalhadores próprios e terceirizados, de retomar a exigência do plano de saúde para os dependentes dos trabalhadores das empresas terceirizadas e melhorar o modelo de contratação da Petrobras de forma a garantir os direitos destes trabalhadores.

Os petroleiros deixam claro ainda que “o resgate da Petrobrás enquanto empresa pública e integrada faz parte da recuperação da dignidade do povo brasileiro, tão aviltada nos últimos anos”.

Enfim, a categoria finaliza a carta afirmando o que espera com a volta de Lula à presidência da República: “queremos um Brasil onde as pessoas sejam valorizadas, que tenham comida no prato, acesso à moradia, à saúde, cultura e educação e que possam viver de forma digna. Para isto, ansiamos pela recuperação do valor de compra do salário mínimo, pelo fortalecimento de programas como FIES, Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família e Ciência Sem Fronteiras. E ainda pela geração de empregos e combate à fome e à pobreza.

Clique aqui para ler a carta na integra

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.