Após o RH da Petrobrás apresentar a escala absurda de 21x28x21x35, negar testagem a todos no desembarque e não realizar protocolos adequados que garantam o trabalho seguro a bordo, o Sindipetro-NF recebeu denúncias dos trabalhadores de que a gestão a bordo da P-54 não somente se contaminou, como disseminou o vírus para outros trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo apurado, o GEPLAT a bordo apresentou sintomas no dia 26/03 e ao invés de desembarcar ficou despachando do seu camarote, inclusive acessando o fumódromo, expondo dezenas de trabalhadores embarcados. De acordo com as denúncias a situação agravou-se nos dias seguintes e o mesmo só desembarcou em vôo sanitário no dia 30/03.

Neste mesmo período, outros trabalhadores apresentaram sintomas, incluindo a liderança a bordo, como supervisor e coordenador.

O negacionismo presente na alta gestão da empresa reflete no posicionamento da liderança a bordo e coloca em risco a vida não só dos contaminados a bordo como também das suas famílias e demais contactantes.

É urgente a testagem de todos a bordo da P-54, assim como uma descontaminação geral na unidade.

Este novo surto de COVID na plataforma reforça o que o Sindipetro-NF vem denunciando desde o início da pandemia: os protocolos da empresa são falhos e não garantem o trabalho seguro e livres de contaminação e que neste período crítico a permanência dos trabalhadores a bordo deve ser no menor tempo possível seguindo um isolamento prolongado em casa, por isso defendemos e lutaremos que seja implantado a escala 14×28 para todos!

[Da Imprensa do Sindipetro NF]

O Sindipetro-NF participou no dia 01/04 de reunião com a gerência da UTGCab (Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas). A entidade apresentou reivindicações para enfrentar o crescimento de casos de covid-19 entre os petroleiros e petroleiras da base.

De acordo com o diretor sindical Matheus  Nogueira, que participou da reunião, a entidade cobrou a adoção do teletrabalho para todos os trabalhadores e trabalhadoras que não tenham atividades essencialmente em área operacional.

Também foi reivindicada a suspensão das paradas de unidade, assim como cobradas as aplicações de testes RT-PCR para todos. Outra reivindicação é a de fornecimento de máscaras de qualidade, que atendam aos protocolos de saúde.

Setorial nesta terça

O sindicato está convocando para terça, 6, às 16h, reunião setorial com os petroleiros e petroleiras da base de Cabiúnas. O objetivo é detalhar as reivindicações pela proteção à saúde da categoria e os próximos passos das cobranças junto à gerência. A reunião será feita de modo online e precisará de inscrição prévia.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Enquanto 5% da população mineira foi infectada por Covid-19, totalizando 1,1 milhão de pessoas, a média de trabalhadores contaminados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) é duas vezes maior que a do Estado. 

Segundo ofício enviado pela Petrobrás, 84 trabalhadores testaram positivo para o coronavírus, o que representa mais de 10% dos funcionários que atuam hoje na refinaria. 

Apesar de ter enviado ofício sobre o número de contaminados na Regap, a Petrobras não informou o período em que ocorreram essas contaminações, mais uma vez mascarando o impacto da parada de manutenção na refinaria.

A empresa segue se negando a fornecer informações completas sobre o número de casos, e não é só ao Sindicato. Na última semana, o deputado federal Rogério Correia enviou um ofício à gerência local pedindo informações mais completas sobre os números de trabalhadores infectados por Covid-19, porém até o momento não foi respondido. 

Mortes

O Sindipetro/MG lamenta o falecimento de três trabalhadores da Gramo e de um funcionário da Estrutural. O Sindicato se solidariza com as famílias e amigos dos trabalhadores e continuará lutando para que haja a interrupção de todas as atividades não essenciais que estão sendo realizadas na Regap para garantir a segurança dos trabalhadores.

[Da Imprensa do Sindipetro MG]

O Sindipetro PR/SC informou a perda de dois trabalhadores da Repar - o lubrificador Rodrigo de Souza Germano (36 anos) e o caldeireiro Marcos da Silva (39 anos), vítimas da Covid-19. Para a entidade, mesmo alertada por diversas vezes, gestão da refinaria manteve concentração de trabalhadores no auge da pandemia

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Ontem (24) o Sindicato foi informado da morte do lubrificador *Rodrigo de Souza Germano, vítima do novo coronavírus. Ele trabalhava na SNA Serviços de Manutenção Industrial e prestava serviços na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária. Nessa madrugada mais uma pessoa faleceu por conta da Covid19, o caldeireiro **Marcos da Silva, trabalhador da PROPAV Construção e Montagem, também terceirizado na unidade da Petrobrás. São pais, irmãos, maridos, filhos que deixam, de forma prematura, seus entes queridos. 

Enquanto isso, a atual gestão da refinaria, sabendo que uma das principais causas de contaminação pela Covid19 é o grande número de pessoas num mesmo ambiente, não atende aos alertas do Sindipetro PR e SC. De acordo com denúncias vindas dos próprios trabalhadores, aproximadamente 800 pessoas continuam em atividade na pré-parada de manutenção no momento mais crítico da pior crise sanitária da história do país. 

O Sindicato alertou a gerência da unidade por diversas vezes, seja por ofício ou contato direto com gerentes e responsáveis, que a circulação de centenas de pessoas no momento de colapso dos serviços de saúde, tanto na iniciativa privada como na saúde pública, seria muito trágico (LEIA AQUI).  

Trata-se de uma tragédia anunciada, a empresa ignora as solicitações para reduzir ou adiar os trabalhos não essenciais, não dá a devida importância a saúde dos trabalhadores e é omissa no combate à Covid19.   

Ontem, justamente no dia em que o Brasil ultrapassou a triste marca dos 300 mil mortos (24/03), os petroleiros enviaram aos órgão públicos do governo federal, estadual e municipal, além da própria Petrobrás, mais uma denúncia sobre a continuidade das atividades não essenciais na Repar.    

O Sindipetro apela às autoridades para que todos os trabalhos não prioritários sejam adiados até que a situação da pandemia recue e o sistema de saúde possa atender à sociedade com tranquilidade. Lamentavelmente se nada for feito mais famílias perderão seus entes queridos. Parem as aglomerações na Repar. Vidas valem mais.

 Denúncias

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho. 

*Rodrigo de Souza Germano 

 Rodrigo de Souza Germano

 ** Marcos da Silva 

A entidade, em nome de toda categoria petroleira, se solidariza com os familiares e amigos das vítimas. Informa também que não está medindo esforços para que as condições de trabalho mudem e a vida dos trabalhadores seja respeitada.  

Enquanto municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro decretam lockdown, a Refinaria Duque de Caxias inicia parada de manutenção da unidade de destilação, mais que dobrando o número de trabalhadores em suas dependências

[Comunicado à imprensa]

O Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), enviou documento à Justiça do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando o adiamento da parada de manutenção da unidade U-1210 (destilação) na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) – a maior unidade operacional da refinaria –, bem como máscaras N95 para os trabalhadores, além de equipamentos de segurança que diminuam o risco de os profissionais contraírem a covid-19. Desde março de 2020, a refinaria contabiliza mais de 1.800 pessoas contaminadas pelo coronavírus, entre trabalhadores próprios e terceirizados, com quatro mortes por decorrência da doença. Neste momento, há nove trabalhadores internados.

 A parada de manutenção na Reduc começou no dia 10 de março, aumentando significadamente o número de trabalhadores nas dependências da unidade. Na pandemia, a refinaria funcionava com aproximadamente 500 trabalhadores próprios e mais 1.300 terceirizados. Com esta parada de manutenção, aumentará em mais 3 mil terceirizados em seu pico para manutenção, além dos demais mencionados, elevando substancialmente a circulação de pessoas dentro da refinaria, colocando os profissionais em risco neste momento de pandemia. Hoje, o Brasil passa de 3 mil mortes por dia. Diversos estados e municípios do país estão entrando em lockdown, porque o sistema de saúde entrou em colapso. A ideia do lockdown é, além de fazer o vírus parar de circular, desafogar os hospitais. Há filas de espera em CTIs do Rio de Janeiro e, em alguns locais do país, já faltam insumos até para intubar o paciente, caso necessário.

 A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), vem sofrendo um surto de covid-19, com mais de 220 trabalhadores contaminados só neste mês, 84 deles de um mesmo setor. Até este momento, são 13 empregados internados por complicações da doença. A Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, sofre com o mesmo problema e, em apenas uma semana, perdeu dois trabalhadores por complicações da covid-19.

 “A Petrobrás manter esta parada de manutenção neste grave momento da pandemia demonstra descaso com a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras. Desde janeiro estamos alertando a empresa dos riscos desta parada acontecer neste momento, inclusive enviamos documento solicitando o adiamento, mas não obtivemos resposta da Petrobrás”, explicou Luciano Santos, diretor do Sindipetro Caxias.

Esta quarta-feira, 24, é dia de lockdown da classe trabalhadora. De que lado você, petroleiro e petroleira, estará? Na luta pela vida ou ao lado da necrogestão?, questiona a FUP, em editorial 

Leia a íntegra:

Enquanto os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão sendo contaminados e mortos pela Covid-19 por conta da negligência e ingerência da empresa, a atual diretoria, que deveria estar preocupada em salvar vidas, corre contra o tempo para aumentar os lucros dos acionistas privados. A FUP tomou conhecimento pela imprensa de que Roberto Castello Branco, às vésperas de se desligar da presidência, está pressionando o Conselho de Administração da empresa a aprovar a qualquer custo a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), negociada pela metade do preço. A notícia foi divulgada no final da tarde desta terça-feira, 23, pela Agência Estado.

E daí que quatro trabalhadores da Regap morreram nas últimos 48 horas por culpa de gestores que insistiram em manter as paradas de manutenção, abarrotando a refinaria com 2.200 trabalhadores a mais? E daí que cerca de 300 petroleiros se contaminaram na Regap e na Rlam nas últimas semanas? E daí que centenas de trabalhadores offshore estão entregues à própria sorte em meio aos surtos de Covid que se alastram pelas plataformas?

O que vale para a diretoria da Petrobrás é vender a empresa a preço de banana e garantir os compromissos assumidos com os acionistas privados e o mercado. A reportagem da Agência Estado mostra a pressão que está sendo feita sobre os integrantes do CA para que aprovem nesta quarta-feira, 24, a privatização da Rlam. Ao apagar das luzes da gestão Castello Branco, a única coisa que interessa à empresa é tentar consolidar o Preço de Paridade de Importação (PPI) como política de reajuste dos derivados. Em documento obtido pela reportagem, está claro que a diretoria usa o PPI para tentar justificar perante os acionistas o preço da Rlam abaixo do mercado: "sem vender refinaria, vai ser difícil manter os preços dos combustíveis alinhados aos do mercado internacional".

É essa mesma diretoria, em qualquer compromisso com os interesses nacionais, que atua na contramão das medidas de contenção da pandemia da Covid-19, fazendo multiplicar a contaminação nas unidades operacionais. É a mesma diretoria que se recusa a tomar as medidas de prevenção cobradas pela FUP e pelos sindicatos, como suspensão da paradas de manutenção que lotam as refinarias com mais de 2 mil trabalhadores, a testagem em massa de todos os petroleiros, próprios e terceirizados, o cumprimento dos protocolos recomendados pelos órgãos de saúde e de fiscalização, a emissão de CATs para os casos de Covid, entre outras.

Segundo o último boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (22/03), a semana começou com 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, por mais assustadores que sejam, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação.

A gestão Castello Branco tem as mãos manchadas de sangue, mas, e daí? O que interessa é garantir a produção a qualquer custo, não importa que o preço seja a vida do trabalhador. O que interessa é vender refinaria pela metade do preço e cumprir as metas de privatização. O que interessa é sacrificar a população com preços abusivos do gás de cozinha e dos combustíveis e agradar o mercado.

Esta quarta-feira, 24, é dia de lockdown da classe trabalhadora. De que lado você, petroleiro e petroleira, estará? Na luta pela vida ou ao lado da necrogestão? 

Federação Única dos Petroleiros

Após explosão dos casos de Covid em unidades da empresa, movimento permanece em outros quatro estados e vai receber adesão dos trabalhadores da SIX, no Paraná. FUP e sindicatos filiados vão aderir ao “Lockdown em Defesa da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais para esta quarta (24/3)

[Da assessoria de comunicação da FUP] 

Trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), decidiram, na noite dessa segunda-feira (22/3), suspender temporariamente a greve sanitária iniciada na unidade. A decisão foi tomada após a Petrobrás se comprometer, via ofício, a atender parte da demanda da categoria em relação a medidas para evitar o aumento do contágio por Covid-19 na refinaria, que registrou mais de 220 contaminados, sendo 84 trabalhadores de um mesmo setor, com 13 internações hospitalares e quatro pessoas intubadas. O aumento da infecção coincidiu com o início da parada de manutenção na Regap, que ampliou a circulação de pessoas na planta para cerca de 2,2 mil diariamente. 

De acordo com Alexandre Finamori, coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobrás atendeu parte dos pedidos dos trabalhadores em relação à redução de efeito em atividades não essenciais. Por isso, os petroleiros decidiram retomar suas atividades e voltar à mesa de negociação com a gerência geral da Regap, a fim de verificar a efetividade das ações da empresa no combate à pandemia no ambiente de trabalho. 

“A Petrobrás se comprometeu em reduzir imediatamente o número de trabalhadores na refinaria. A redução será escalonada e, até o dia 31 de março, haverá 70 por cento de redução do efetivo, segundo a empresa", afirmou Finamori. 

Há 19 dias, petroleiros da Bahia, Amazonas, Espírito Santo e das bases do Sindipetro Unificado de São Paulo estão promovendo greves regionais. As principais reivindicações da mobilização tratam da precarização das condições de trabalho e o aumento dos riscos de acidentes, e também o crescimento vertiginoso de casos de Covid nas unidades marítimas e terrestres da empresa. Na sexta (26/3), a greve vai receber a adesão dos trabalhadores da Unidade de Xisto (SIX), no Paraná. 

COVID AVANÇA EM TERRA E NO MAR

Não é apenas na Regap que a situação da Covid é alarmante e onde o Sindipetro-MG registrou a morte de quatro trabalhadores terceirizados. Na Bahia, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) teve cerca de 80 trabalhadores próprios e terceirizados contaminados, segundo levantamento do Sindipetro-Bahia, e dois deles morreram num intervalo de uma semana. Nesse domingo (21/3), o Sindipetro-Bahia recebeu a notícia da morte de uma trabalhadora terceirizada de Taquipe, um campo de produção terrestre da Petrobrás na Bahia. 

Na Bacia de Campos, o Sindipetro-Norte Fluminense vem registrando uma explosão de surtos em plataformas da Petrobrás. Nesta semana, foram registrados casos na P-48, que opera no campo de Caratinga, com dez trabalhadores sendo desembarcados até o momento. No fim da semana passada, um surto na P-38, unidade do campo de Marlim Sul que estoca o petróleo produzido na área, obrigou a Petrobrás a interromper temporariamente a produção na área. 

Segundo o mais recente boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia na segunda (22/03), a Petrobrás totalizava 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, embora assustadores, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação. 

Pelo boletim do MME, por exemplo, consta que 17 petroleiros perderam a vida para a Covid, quando a FUP tem informações de que esse número é pelo menos três vezes maior, se considerado os óbitos entre trabalhadores terceirizados. 

FUP E SINDICATOS CONVOCAM PARA O LOCKDOWN PELA VIDA

Após um ano de pandemia, o Brasil se transformou no epicentro do coronavírus, com o maior número de mortes por dia em todo o mundo. Este processo não se deu da noite para o dia, vem sendo construído por meses pelo governo federal, que desde o início da maior crise sanitária do século não trabalhou para que a pandemia fosse controlada. Pelo contrário, o atual presidente do país fez uma série de declarações minimizando a gravidade da situação, além de estimular o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes no tratamentos da Covid-19, que inclusive vem agravando o quadro clínico de alguns pacientes, que já precisaram de transplante de fígado, por causa do uso das medicações indicadas pelo presidente da República. Hoje, o Brasil é considerado uma ameaça à saúde pública global, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Por este e outros motivos, como o fim do auxílio emergencial de R$ 600,00; as centrais sindicais e frentes estão convocando a classe trabalhadora a parar nesta quarta (24/3). O movimento é chamado DE "Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos" e terá adesão da categoria petroleira. 

O objetivo da mobilização é reivindicar a segurança de trabalhadoras e trabalhadores e suas famílias e chamar atenção da sociedade para exigir do governo o devido cuidado com a pandemia e a vacinação da população.

Segundo o Sindipetro-NF, a situação na plataforma da Bacia de Campos é crítica, não apenas pelo risco sanitário, mas por questões de segurança, já que a plataforma está trabalhando com equipe incompleta de operadores por causa do desembarque de infectados

[Da assessoria de comunicação do Sindipetro NF]

Mais um surto de contaminação pela covid-19 foi registrado em plataformas de petróleo da Petrobrás. Desta vez, na P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos (RJ), onde, nesta semana, em apenas dois dias, foram confirmados oito casos de infectados pelo coronavírus. Com isso, sobe para dez o número de trabalhadores que testaram positivo para a doença na unidade e foram desembarcados.

“A situação é crítica, por questões sanitária e de segurança”, afirma Alexandre Oliveira Vieira, diretor de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Vieira se refere ao fato de que, entre os petroleiros contaminados, estão técnicos de equipes consideradas chave para a operação de plataformas, como mestre de cabotagem, coordenador de embarcação e de produção. “A P-48 está trabalhando com equipe incompleta de operadores”, ressalta.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em apenas oito dias, de 15 a 22 de março, foram contabilizados 248 casos de covid-19 em unidades marítimas. Esses números, porém, não incluem a P-48, cujos números deverão entrar nas estatísticas oficiais somente amanhã (24/3), pois o manual de notificação da ANP prevê até 24 horas para atualização de casos.

CASOS DE COVID NA PETROBRÁS EXPLODEM

O Boletim de Monitoramento da covid-19 de número 49, publicado no site do Ministério das Minas e Energia (MME) nessa segunda-feira (22/3), mostra que, até ontem, o número de casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás passou de 258 para 294, com 17 pessoas hospitalizadas  e também 17 mortes. Foi a sexta semana consecutiva de crescimento no número de casos registrado pelo MME.

O total de trabalhadores da Petrobrás recuperados somam 5.356. Assim, a semana começou com total de 5.684 trabalhadores contaminados com a covid-19, representando 12,2% do total de trabalhadores da empresa.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Sindicatos comunicam cinco óbitos nas últimas 72 horas: quatro na Regap (MG) e um em Taquipe (BA)

Em meio às greves regionais que mobilizam há 19 dias os petroleiros e petroleiras em defesa da vida, a FUP faz um chamado à categoria para que participe do lockdown convocado pelas centrais sindicais para esta quarta-feira, 24. Só nas últimas 72 horas, os sindicatos da Bahia e de Minas Gerais informaram que cinco trabalhadores terceirizados perderam a vida em decorrência da irresponsabilidade da gestão da Petrobrás, que vem atuando na contramão das medidas de contenção da pandemia da Covid-19, fazendo multiplicar a contaminação nas unidades operacionais da empresa, como a federação vem denunciando desde o ano passado. 

A orientação da FUP é para que TODOS os trabalhadores do Sistema Petrobrás, próprios e terceirizados, permaneçam em casa ao longo desta quarta-feira. Os que estão em trabalho presencial não devem comparecer às unidades e os que estão em trabalho remoto, a FUP recomenda que participem das atividades e protestos virtuais, em defesa da vida, da vacinação em massa, dos empregos, do auxílio emergencial de R$ 600 reais para desempregados e informais.

O Brasil se aproxima da trágica marca de 300 mil vítimas fatais da Covid-19. São mais de dois mil mortos por dia, com o sistema de saúde em colapso e menos de 6% da população vacinada. Uma tragédia que poderia ser evitada com medidas responsáveis, mas o que vemos há mais de um ano são omissão, crueldade e desdém por parte do governo federal.

No Sistema Petrobrás, não é diferente. A gestão da empresa se recusa a tomar as medidas cobradas pela FUP e pelos sindicatos, como suspensão da paradas de manutenção que lotam as refinarias com mais de 2 mil trabalhadores, a testagem em massa de todos os petroleiros, próprios e terceirizados, o cumprimento dos protocolos recomendados pelos órgãos de saúde e de fiscalização. O resultado dessa política negacionista é a multiplicação de surtos de Covid nas plataformas e nas refinarias.

Segundo o último boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (22/03), a semana começou com 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, por mais assustadores que sejam, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação.

Pelo boletim do MME, por exemplo, consta que 17 petroleiros perderam a vida para a Covid, quando a FUP tem informações de que esse número é pelo menos três vezes maior, se considerado os óbitos entre trabalhadores terceirizados. No último domingo, 21, perdemos Gilsi Vasconcelos Fernandez, trabalhadora terceirizada da empresa Telsan, que atuava em Taquipe, área de produção terrestre da Bahia. Foi a terceira morte por Covid em unidades da empresa no estado em apenas três semanas. Na Rlam, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março, o que resultou na morte de dois operadores mortos no espaço de uma semana.

Na Regap, já são mais de 200 trabalhadores infectados e 12 internados. Segundo informações obtidas pelo Sindipetro MG, quatro trabalhadores terceirizados que atuavam na refinaria faleceram nestes últimos dias, devido à irresponsabilidade da gestão da Petrobrás, que insistiu em manter a parada de manutenção da unidade, aglomerando mais de 2 mil trabalhadores em situação de risco. O sindicato está buscando mais informações. Segundo a entidade, três dos quatro trabalhadores que perderam a vida em decorrência da Covid integravam as equipes da parada de manutenção. Dois dos trabalhadores mortos eram contratados da Gramo e os outros dois, da Estrutural e da Sulfur.

Ontem, quando os petroleiros da Regap iniciaram a Greve pela Vida, cobrando a suspensão das paradas de manutenção e condições seguras, o coordenador do Sindipetro, Alexandre Finamori, denunciou a situação na refinaria: 

Nas plataformas da Petrobrás, a situação também se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia desta última semana, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país.

Para estancar essa sangria, é fundamental a adesão em massa da categoria petroleira às mobilizações que estão sendo convocadas pelos sindicatos, como o lockdown desta quarta-feira, 24. Não saia de casa, não pegue os ônibus fretados para as unidades operacionais, não compareça ao seu local de trabalho. Diga não à irresponsabilidade criminosa dos gestores da Petrobrás e do governo Bolsonaro e diga sim à vida, à vacina, à segurança.

Greve petroleira avança

A segurança é um dos eixos das greves regionais nas bases da FUP, que denunciam há 19 dias os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. As greves mobilizam a categoria nas unidades da Bahia, do Amazonas, do Espírito Santo, do Unificado de São Paulo e de Minas Gerais. Na Regap, a força da mobilização fez a gerência suspender parte dos serviços não essenciais da refinaria e adiar as paradas de manutenção que estavam previstas para acontecer nos próximos dias. Ainda esta semana, a luta ganhará o reforço dos trabalhadores da Usina do Xisto do Paraná (SIX), que aprovaram o início da greve na sexta-feira, 26.

Publicado em Sistema Petrobrás

Ministério Público do Trabalho recomenda a imediata interrupção de atividades da Refinaria que possam colocar em risco à categoria petroleira

O Sindipetro/MG tomou conhecimento de despacho do Ministério Público do Trabalho (MPT) enviado à Petrobrás, no último sábado (20), notificando a gestão da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre denúncias realizadas pelo Sindicato quanto ao surto de Covid-19, promovido após o início da Parada de Manutenção. Na notificação, o MPT recomenda a imediata interrupção de atividades da Refinaria que possam colocar em risco à categoria.

O documento, de autoria da procuradora do trabalho Melina de Sousa Fiorini e Schulze, trata os fatos relatados pelo Sindicato como “notícia grave de violação às normas de saúde e segurança”. Destaca também que as denúncias se dão no momento mais crítico da pandemia em Minas Gerais e no Brasil, com a decreto assinado pelo governado Romeu Zema, colocando todo o estado na onda roxa.

A notificação do MPT solicita que a gerência da Petrobrás se manifeste em até 48 horas sobre os fatos trazidos pelo Sindipetro/MG. E recomenda que a empresa “suspenda imediatamente toda e qualquer atividade que coloque em risco os trabalhadores e a sociedade, e observe todas as normas sanitárias vigentes e recomendadas pelas autoridades sanitárias, bem como os protocolos de segurança para evitar o adoecimento e morte de cidadãos”.

O MPT pede ainda que os dirigentes sindicais do Sindipetro/MG tenham permissão de acesso à refinaria, para avaliação das condições de trabalho durante a Parada de Manutenção. Além disso, o órgão requisitou inspeção imediata da Vigilância Sanitária de Betim nas instalações da Regap, de maneira a apurar as condições relatadas na denúncia.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.