Segunda, 07 Junho 2021 14:12

Casos de COVID aumentam na REDUC

A falta de compromisso com a saúde dos trabalhadores não é de hoje, e com a pandemia a gestão se mostra cada dia mais perversa. Conforme previsão no ACT, o sindicato ingressou com ação judicial para requerer que a empresa informasse os dados quantitativos dos trabalhadores doentes. Mesmo com tal previsão devidamente assinada pela empresa no acordo coletivo, ela se recusava a fazê-la, obrigando assim o sindicato ingressar com ação judicial.

Agora, a empresa está recorrendo da decisão que determina que ela cumpra algo que se comprometeu a fazer. Todavia, o sindicato conseguiu uma liminar e por isso já está recebendo os dados quantitativo dos trabalhadores do turno da REDUC e UTE-GLB.

Entre os meses de abril e maio, houve um aumento de 152% em relação aos meses anteriores, período em que ocorreu as paradas de manutenção da U-1210 e U-1220. As paradas são um grande problema em meio a uma pandemia, tendo em vista o aumento do número de trabalhadores circulando pela fábrica. Por isto é tão importante um planejamento sanitário complexo, visando a segurança de todos.

No mês de maio de 2020, o Sindipetro Caxias contabilizava 101 casos confirmados entre os trabalhadores próprios e 77 trabalhadores terceirizados. Além da morte de quatro companheiros por COVID 19. No dia 02/05, faleceu o motorista da COMAP, Sr. Josimar Lopes Mouses, de 51 anos. No dia 09/05, o vigilante patrimonial da empresa Esquadra, Sr. Gilson Araújo Lione, de 55 anos, no dia 19/05, o Sr. Luiz Cláudio de Menezes, de 52 anos de idade, trabalhador do serviços gerais da LIMPIND, e no dia 23/05, o Sr.Celso Antonio Venâncio Lopes, motorista da COMAP, que faria 64 anos no dia 26/05. Em 2021, duas mortes. No dia 16/04, faleceu o trabalhador terceirizado, Waguinho, planejador de pintura da Equilibrium Vertical. Em maio de 2021, a primeira morte de um trabalhador próprio por COVID-19, o companheiro Marcelo Eduarde. A todas as famílias e amigos que tiveram perdas nessa pandemia, nosso sentimento.

A direção do Sindipetro Caxias alerta para o correto uso das máscaras de proteção PFF2 e higienização das mãos e equipamentos. Novas variantes do vírus estão surgindo no Brasil, e mesmo pessoas que estão fora dos grupos de riscos estão entrando para as estatísticas desta doença. Alguns cuidados, como evitar a aglomeração e fornecer máscaras PFF2 é o mínimo exigido para que a gestão seja humana e em prol das vidas de seus empregados. Não existe produção sem petroleiros. Está programado para julho uma nova parada de manutenção. Caso não seja adiada, uma nova onda de contaminação assombrará a REDUC.

De acordo com o último boletim elaborado pelo DIEESE/FUP, em nível nacional já são quase 6500 petroleiros contaminados, 47 seguem hospitalizados e 39 óbitos.

Basta de mortes, vida em primeiro lugar.

[Da imprensa do Sindipetro Duque de Caxias]

A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

Gestão da Petrobras continua negando que o contagio pode ter acontecido dentro da refinaria, o sindicato cobra que o número de contaminados seja divulgado para os trabalhadores 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Na terça-feira (1/06) aconteceu a sexta morte por complicações da Covid-19 entre trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A vítima foi o rigger de carga, Ernani Nunes. Ele era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços para a refinaria. 

O Sindicato tem reiterado a importância da Repar apresentar o número de trabalhadores contaminados por covid. A divulgação em boletins epidemiológicos periódicos com o quadro vigente de casos suspeitos, confirmados, recuperados e internações hospitalares foi um dos compromissos assumido e não cumprido pela empresa no acordo mediado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para o encerramento da greve sanitária. A omissão dessas informações tem causado preocupação entre os trabalhadores, que ficam sabendo por meios informais dos afastamentos ou dos óbitos decorrentes do cornavírus. 

A empresa tem adotado uma postura negacionista sobre a possibilidade de contaminações dentro da Repar, já que acredita estar tomando todas as medidas adequadas de segurança. Quando algum trabalhador testa positivo para o coronavírus, a administração da refinaria alega que a responsabilidade é do mesmo. Ela argumenta que o funcionário contraiu o vírus fora da empresa ou não seguiu as orientações como o uso de máscara, álcool em gel e de manter o distanciamento dentro da unidade. É importante ressaltar que mesmo respeitando esse protocolo, os trabalhadores não tem 100% de garantia que não serão infectados. A gestão se apoia nessas medidas para se livrar do ônus do número absurdo de contaminados, hospitalizados e óbitos. 

Entretanto, Luciano Zanetti que é secretário de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Sindipetro PR e SC questionou a responsabilização apenas dos trabalhadores pelas contaminações. “É um absurdo ao ponto em que chegamos. É inadmissível a empresa fugir das suas responsabilidades de zelar pelo meio ambiente do trabalho saudável e jogar todo ônus pro trabalhador que adoecer de covid”, afirmou. 

O diretor sindical lembrou que entre as obrigações do empregador está o fornecimento dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e que as máscaras distribuídas pela Repar não são as consideradas ideais pelas autoridades sanitárias. “A empresa não forneceu aos seus trabalhadores uma máscara mais eficiente, tipo PFF2 ou N95. Depois de muita luta ela distribuiu apenas para quem está trabalhando na parada de manutenção, os demais continuam com as máscaras de pano”, explicou Zanetti. 

Outro alerta feito pelo sindicalista é que mais medidas poderiam ser tomadas para proteger os trabalhadores. De acordo com ele, a empresa não tem realizado testes em funcionários que conviveram com pessoas contaminadas. “Quando o trabalhador tem contato com um caso confirmado de coronavírus a empresa alega que todos estão seguindo os protocolos e que não vai fazer um exame preventivo ou afastar esse trabalhador como possível contactante ou suspeito”. 

O Sindipetro PR e SC tem recebido denúncias de que trabalhadores com sintomas gripais, estão sendo liberados para voltar as atividades laborais pelos médicos do SMS, sem fazer uma testagem. “Alguns trabalhadores chegam com sintomas característicos da Covid-19 e o setor médico tem alegado que é apenas um resfriado. Como vamos ter certeza que é apenas um resfriado? Temos sempre que trabalhar na promoção à saúde, precisamos ser conservadores nesse caso, entendendo que o trabalhador pode estar contaminado”, argumentou Zanetti. 

O Sindepetro PR e SC tem questionado a realização da parada de manutenção neste momento crítico da pandemia. A avaliação do sindicato é que os serviços poderiam ser suspensos ou pelo menos mitigados até que houvesse segurança sanitária suficiente. É importante ressaltar que a percentagem de pessoas vacinadas no país é baixa e que novas variantes do vírus já foram detectadas no Brasil. O Sindicato continua vigilante às condições dos locais de trabalho e segue fazendo denúncias aos órgãos competentes, tais como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho.

Petroleiros do Rio Grande do Norte estão ampliando a mobilização contra o descaso da Petrobras no enfrentamento da COVID 19 nas instalações da companhia, contra a agenda neoliberal para a venda de ativos no Estado e contra a privatização da PBio.

Nesta terça, 02 de junho, no Polo Guamaré(RN), a diretoria do SINDIPETRO-RN esteve reunida com a categoria numa assembleia informativa para denunciar a gestão desastrosa da Petrobras, com respaldo do Governo Federal.

Durante a assembleia foi discutida a venda acelerada dos ativos em solo potiguar, Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS); acidentes de trabalho que ocorreram no polo Guamaré nas últimas semanas, com registro de incidentes de Alto Risco Potencial, que poderiam causar danos irreversíveis a saúde dos trabalhadores, bem como a segurança estrutural do Polo.

Neste último ponto, foi falado sobre os protocolos de segurança e o ambiente inseguro que permeiam as bases da Petrobras no solo potiguar em razão da agenda da venda de ativos. Ao que parece o objetivo é precarizar para vender mais rápido.

O debate reuniu dezenas de trabalhadores do setor público e privado, que fazem parte dos setores da manutenção, caldeiraria, operação, instrumentação, logística entre outras áreas. Todos os participantes utilizaram máscaras de proteção individual, álcool em gel e obedeceram ao distanciamento social. Participaram da assembleia os dirigentes sindicais, Márcio Dias, Marcos Brasil e o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

Para Ivis Corsino, A gestão da Petrobras atua de maneira acelerada para consumar os processos de venda, muito embora existam muitos empecilhos de ordem ambiental, tributária e civil. “A Petrobrás para efetuar a venda de um ativo como o polo Guamaré ela sequer adequou ao recebimento da produção dos diversos produtores que estão disputando e já produzindo nas demais áreas, como é o caso da Potiguar E&P S.A em Riacho da Forquilha e da 3R Petroleum no polo de Macau”.

O coordenador ainda explicou que com esse ritmo desenfreado de concretizar o processo de venda, a Petrobras cria um ambiente inseguro nas instalações provocando medo e angústia para os trabalhadores que ali atuam.

“A falta de informação e clareza no tratamento que será dado aos trabalhadores concursados, por exemplo, é muito obscura. Não sabemos se serão demitidos, realocados ou se serão absorvidos. O mesmo acontece com os trabalhadores do setor privado. Por que há uma incerteza da continuidade dos contratos. Existem contratos em Guamaré que tem previsão de três anos, mas tudo indica que a Petrobras deva concluir a venda dos ativos até junho de 2022. Isso é um absurdo!”, explica o dirigente.

O coordenador continua, “neste cenário de incertezas, o que se enxerga nas bases do Rio Grande do Norte são contratos sendo abandonados, rescindidos, trabalhadores ficando com atraso de salários num período de três meses. E a Petrobras não tem tratado isso da forma adequada, focando apenas na agenda de venda dos ativos no Estado”.

Greve na PBio

Ainda na assembleia a diretoria fez um relato sobre a greve na PBio. Em greve desde o dia 20 de maio, os trabalhadores das usinas de biodíesel de Candeias, na Bahia, e de Montes Claros, em Minas Gerais, e da sede da PBio, no Rio de Janeiro, reivindicam a garantia de permanência no Sistema Petrobras, caso a privatização da subsidiária, que já está em processo avançado, se concretize. São cerca de 150 trabalhadores concursados, que lutam para ser incorporados e transferidos para outras áreas da empresa, como tem ocorrido em diversos desinvestimentos feitos pela estatal. A gestão da Petrobrás, no entanto, alega “impossibilidade jurídica” e a direção da PBio diz não ter competência para atender a esta reivindicação.

Diante do impasse estabelecido, os trabalhadores da subsidiária estão há 14 dias em greve e cobram que representantes da holding participem da audiência de conciliação que ocorre nesta quarta, à tarde.

Após a explanação, todos os trabalhadores do Polo Guamaré se posicionaram à favor da greve da PBio. O coordenador geral também relembrou que no polo de Guamaré existe uma planta da Petrobras Biocombustivel que foi desativada. “Essa planta comprava a produção de oleaginosas de cinco mil famílias. Nesta instalação existiam doze postos de trabalhos diretos que ajudavam na operação da planta, essa desmobilização que aconteceu no RN é o mesmo que vem ocorrendo nos demais Estados”, ressaltou o dirigente.

Faixas comunicando a venda irresponsável da PBIO também foram aplicadas nas imediações da Refinaria Potiguar Clara Camarão e também próximo a sede da Petrobrás em Natal.

No fim da assembleia foi estabelecido um pacto entre os presentes para não aceitar esse tipo de conduta arbitrária e entreguista que a Petrobras vem tomando, na qual vem apresentando uma série de prejuízos aos trabalhadores. Nesse sentido, a diretoria do sindicato também estabeleceu como meta, “estar como nunca antes, próximo a categoria e construir uma mudança positiva em decorrência dos atrasos promovidos pela atual gestão da Petrobras. A mobilização será permanente até que mude a conjuntura que permeia a Estatal”, destacou Ivis.

Confira o depoimento do Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, na Assembleia realizada no Polo de Guamaré desta quarta-feira (02) 

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira, 02, representantes do Sindipetro-NF terão uma reunião com a gestão da unidade de tratamento de gás de Cabiúnas com o intuito de intensificar a cobrança com relação a necessidade da disponibilização de testes de covid-19, periodicamente, para os trabalhadores.

“Temos feitos essa cobrança há um bom tempo à gestão de Cabiúnas. Mas, parece que o negacionismo que impera no Governo Federal, ele também impera na gestão de Cabiúnas. Teremos uma reunião hoje com a empresa e esperamos avançar no direito dos trabalhadores a testes semanais de RT-PCR ou, pelo menos, do tipo Antígeno “, frisou o diretor Tezeu Bezerra.

Para o NF,  com parecer da Fiocruz e aprovação do Ministério Público do Trabalho os testes indicados para detecção da Covid-19 são de RT-PCR ou de Antígeno. O primeiro é mais sensível, mas em geral leva maior tempo para a emissão do resultado, já o antígeno, menos sensível, mas de resposta mais rápida, com resultado emitido em poucas horas.

O diretor Tezeu Bezerra e o Coordenador do Departamento de Formação, Matheus Nogueira, também dialogaram com os trabalhadores da unidade de Cabiúnas sobre os testes que estão sendo disponibilizados pelo sindicato para os trabalhadores de Macaé, Rio das Ostras e Campos.

Caso algum trabalhador ou trabalhadora tenha interesse em realizar os testes deve entrar em contato com o Departamento de Saúde pelo Whatsapp (22) 98123-1882 (das 7h30 às 12h & 13h30 às 17h).

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Sem negociação com as entidades sindicais, a gestão da Petrobrás voltou a se pronunciar, nesta segunda-feira, 31, sobre o retorno ao trabalho presencial nas unidades da empresa. De forma unilateral, o RH divulgou um comunicado interno, informando diretamente aos trabalhadores sobre o calendário de retorno, previsto para ser iniciado em 01/07 para as funções gerenciais e a partir de primeiro de outubro para todos os trabalhadores. Novamente, não houve qualquer discussão prévia com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que, desde o dia 15 de abril, cobra reunião com a empresa para tratar desta questão e também do regramento do teletrabalho permanente no pós-pandemia.

A gestão da Petrobrás, no entanto, vem, reiteradamente, adiando uma reunião específica para discutir essas questões com as representações sindicais e também não tem negociado essa pauta nas reuniões do EOR e da Comissão de SMS. A FUP continua cobrando uma resposta da empresa à proposta de regramento do trabalho remoto, que foi amplamente discutida no ano passado no GT do Teletrabalho.

Os petroleiros precisam de uma previsibilidade em relação às escalas que serão adotadas no retorno ao trabalho presencial. Entre as demandas apresentadas pela categoria, estão a opção pelo teletrabalho em período integral ou uma escala mensal, ao invés da semanal, como quer a Petrobrás. Além disso, a FUP entende que é fundamental que haja a garantia de que o retorno ao trabalho presencial só ocorra em condições de fato seguras, cenário que ainda é muito improvável, diante das constantes mutações do coronavírus, da falta de uma política de vacinação em massa da população e do consequente aumento dos casos de contaminação e mortes não só nas diversas regiões do país, como nas unidades do Sistema Petrobras.

Essas e outras reivindicações da FUP serão apresentadas novamente à empresa nas próximas reuniões das comissões permanentes de negociação, como a de SMS e a de acompanhamento do Acordo Coletivo de Trabalho.

[Imprensa da FUP | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil]

Publicado em Sistema Petrobrás

A diretoria do Sindipetro-NF recebeu denúncia que 30 trabalhadores com suspeita de contaminação por Covid-19 estariam desembarcando hoje, 28, do FPSO Cidade de Saquarema de propriedade da SBM,

Pela informação recebida, por conta da contaminação a empresa está desembarcando todos os trabalhadores terceirizados e não essenciais. O sindicato também recebeu relatos que foram realizados testes rápidos em todos e já fizeram PCR para avaliação no laboratório.

O NF lembra que para qualquer caso confirmado a empresa deveria testar todos no meio do embarque, mas as algumas empresas não seguem o procedimento do sindicato, conforme recomendação do MPT (Ministério Público do Trabalho)  e aprovação da Fiocruz.

Passado mais de um ano do início da pandemia as gestões das empresas de petróleo ainda não conseguiram preservar a saúde de seus trabalhadores, apesar das diversas orientações dos órgãos competentes e denúncias da entidade. O risco de contaminação a bordo é enorme, principalmente quando não é feita testagem períódica e não são utilizados os EPIs adequados.

Apesar disso existem bons exemplos, como duas empresas privadas do setor que já fazem a testagem no meio do embarque, a Ventura e a Ocyan. Trabalhadores dessas empresas já informaram ao sindicato que por conta dessa ação de prevenção hão há surtos nas plataformas há muito tempo.

Surto em P-47

O Sindipetro-NF também recebeu denúncia que entre ontem e anteontem desceram 23 trabalhadores com suspeita de Covid-19 em P-47. O sindicato já entrou em contato com a diretoria da empresa para mais informações e para acompanhar o caso.

É muito importante que a categoria petroleira continue denunciando ao sindicato os casos de COVID-19 a bordo das plataformas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  e o não cumprimento das escalas de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), mantida pela Fiocruz, realizará na segunda-feira, 31, uma aula aberta, que será transmitida ao vivo pelo YouTube, com o tema “A Saúde do Trabalhador e o Enfrentamento da Pandemia: Impactos da Covid-19 no mundo do trabalho”. A webconferência é uma atividade do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), com apoio da FUP e da FNP e dos sindicatos de petroleiros do Norte Fluminense, Paraná/Santa Catarina e Rio de Janeiro.
 
A aula faz parte do programa de formação em saúde, trabalho e ambiente na indústria do petróleo e terá como palestrante a pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, e mediação da pesquisadora do Cesteh, Élida Hennington. 
 
A webconferência é aberta a todos e está sendo  transmitida ao vivo, nesta segunda-feira, 31, de 9h às 12h, pelo Canal do Youtube da FNP, com retransmissão pelo Facebook da FUP e do Sindipetro-NF.
 
Acompanhe: 

 
[Imprensa da FUP]
Publicado em Movimentos Sociais

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que nesta segunda, 24, um gerente da plataforma P-26, na Bacia de Campos, promoveu aglomeração desnecessária ao fazer soar alarme simulado de emergência, às 6h30, para que todos os petroleiros e petroleiras da unidade se reunissem no ponto de encontro.

De acordo com a categoria, a própria orientação da Petrobrás, durante a pandemia de Covid-19, tem sido a de que os trabalhadores e trabalhadoras permaneçam o máximo possível em seus camarotes e evitem aglomeração.

A unidade, que estava há 13 dias sem registrar casos de Covid-19, acabou, com a aglomeração, aumentando os riscos de contaminação. Após o simulado, os trabalhadores da plataforma descobriram que havia colegas com suspeita de terem contraído a doença, que precisaram ser desembarcados hoje.

O sindicato ainda apura mais informações sobre o caso, assim como o número e estado de saúde dos petroleiros desembarcados, e solicita à categoria que mantenha o envio de relatos para a entidade pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O NF também cobra da Petrobrás providências em relação ao comportamento do gerente.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Dando sequência aos atos da Greve pela Vida, a diretoria do Sindipetro-NF, acompanhada do Coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, realizaram uma atividade no Terminal de Cabiúnas de distribuição de camisas do movimento “Luto pela vida do meu companheiro”, máscaras PFF2 e de faixas pretas para a categoria colocar nos braços em forma de luto pelos colegas mortos pela Covid-19.

Deyvid Bacelar criticou o fato das empresas do setor petróleo não atuarem na prevenção da doença.  “Como a gestão das empresas não promovem ações de prevenção e conscientização dos trabalhadores é importante destacar que o NF e a FUP fazem esse trabalho para não termos um aumento de contágio de Covid-19 nos locais de trabalho” – disse Deyvid.  Veja aqui o video da ação.

 


Leia também: Coordenador da FUP participa de ato do NF de testagem em massa da Covid-19 no Heliporto do Farol


A atividade de denuncia do descaso da empresa com a saúde dos trabalhadores teve início às 6h30 e foi até 7h40, quando pararam de chegar os ônibus com trabalhadores e trabalhadoras de outras cidades ao terminal.

“Foi muito importante a atividade! Nós ficamos nas calçadas, entregamos camisetas,  uma faixa pra colocar no braço e a máscara PFF2 que é a máscara adequada. Sempre tocando uma palavra com os trabalhadores que tinham muitas  dúvidas” – explicou a diretora Bárbara Bezerra, que comentou que algumas pessoas questionaram o porquê da empresa não ter distribuído a máscara certa e porque essa era melhor. Bárbara explicou que a máscara PFF2 é indicada pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) por ser mais segura na prevenção do Covid-19.

Bárbara reforça a necessidade de toca categoria utilizar as camisas pra fortalecer nossa luta. Ela conta que alguns que já estavam trabalhando no terminal saíram para buscar as camisas com a direção do sindicato e reforçar o movimento.

Estiveram presentes também o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra e os diretores Sergio Borges, Jancileide Morgado e Eider Siqueira.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.