Após mobilização e pressão do Sindipetro-MG, a Refinaria Gabriel Passos (Regap) iniciou o cadastramento de trabalhadores próprios e terceirizados, para realizar a vacinação contra a Covid-19 em todo o efetivo da unidade. A ação é resultado da luta do sindicato e de toda a categoria, que vem cobrando dos municípios a inclusão dos petroleiros na categoria de trabalhadores da indústria. "A vacinação é uma grande conquista da classe trabalhadora em defesa da nossa vida e de todas as pessoas que fazem parte do nosso convívio social", informou o coodenador do Sindipetro-MG, Alexandre Finamori (veja vídeo abaixo).

O link para os trabalhadores da Regap se cadastrem para a vacina é: https://forms.office.com/r/zQu6hqzAWQ


Leia também: Covid-19: FUP questiona Petrobrás sobre imunização, testagem e protocolos de segurança no retorno ao trabalho presencial


 Leia a matéria do Sindipetro-MG:

Pressão do sindicato

Na tarde de sexta (2), chegou a informação para o sindicato de que o prefeito de Betim, Vittorio Medioli e o secretário de saúde, Augusto Viana, foram hoje à Regap para organizar a vacinação dos trabalhadores. Segundo informações da secretaria, a vacinação dos industriais deve começar na semana que vem, com os trabalhadores da Regap.

Nesta semana, na segunda (28), diretores do Sindipetro se reuniram com o secretário de saúde da cidade, Augusto Viana, depois de ter enviado ofícios também pedindo mais respostas e celeridade na vacinação da categoria que, mesmo sendo grupo prioritário, ainda não foi incluída na maioria dos cadastros de vacinação.

O sindicato também enviou ofícios para outras prefeituras e para a própria Regap. Na quinta, o ofício questionava uma série de pontos, entre eles a data do início da tão sonhada e necessária vacinação.

O Sindicato continua à disposição para ajudar no que for possível na efetivação desse importante direito e na defesa da vida das petroleiras e petroleiros.

Veja mais detalhes sobre a reunião com a secretaria de saúde aqui 

Leia os pontos questionados em ofício enviado à Regap aqui

[Com informações do Sindipetro-MG/Foto: Sérgio Lima/Poder 360]

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que trabalhadores foram embarcados na P-31, na Bacia de Campos, antes da divulgação do resultado do teste para Covid-19. Segundo o sindicato, o isolamento está sendo feito dentro da plataforma, em alto mar, sob risco de contaminação dos trabalhadores que estão à bordo

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Petroleiros foram embarcados na P-31, ontem, sem resultados de exames para Covid-19 e foram mantidos isolados na sala de cinema da plataforma, o que contraria a legislação. O caso está sendo acompanhado pelo Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, que recebeu denúncia dos trabalhadores e cobra explicações da Petrobrás.

O voo para P-31 ocorreria na última terça, 29, com exames feitos no último domingo e resultados conhecidos na segunda-feira. No entanto, houve transferências sucessivas do voo, primeiro para quarta e depois para quinta-feira, e os trabalhadores tiveram que fazer novos exames — segundo a empresa, o exame tem validade de três dias.

Os petroleiros fizeram novos exames na quarta-feira, às 16h, e foram embarcados em voo das 6h30 da manhã da quinta-feira, ainda sem conhecer os resultados. Ao chegarem à unidade foram colocados, isolados, na sala de cinema, até por volta das 9h30 — quando finalmente saíram os resultados, com nenhum positivo.

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, “não tem lógica, por causa de algumas horas, embarcar as pessoas para fazer isolamento a bordo, o que não é permitido tanto pela legislação estadual quanto pelas recomendações do MPT e da Anvisa. Ou o trabalhador está apto a embarcar ou não. Esse jeitinho não tem cabimento”.

Em sua recomendação de 31 de março de 2021, o MPT (Ministério Público do Trabalho) afirma que a empresa deve “abster-se de realizar isolamento a bordo de pessoas com suspeitas de infecção por Covid-19, promovendo o imediato desembarque dos casos suspeitos e/ou confirmados e a desinfecção de quaisquer acomodações utilizadas pelos trabalhadores portadores de doenças infectocontagiosas”.

O Sindipetro-NF estimula que toda a categoria mantenha a entidade informada sobre as condições de saúde e segurança, especialmente sobre os protocolos de prevenção à Covid-19, por meio de mensagens para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Mais uma vez, a gestão da Petrobrás quer impor aos petroleiros e às suas famílias descontos abusivos e arbitrários da AMS, descumprindo, novamente, o Acordo Coletivo de Trabalho. A tática da empresa agora é tentar empurrar para os beneficiários o ajuste sem qualquer transparência da relação de custeio 70x30 referente ao exercício de 2020.

Apesar do parágrafo 2º da Cláusula 31 do ACT determinar que ajustes no custeio do benefício só podem ser feitos mediante entendimentos com a Comissão de AMS, a Petrobrás encaminhou, de forma unilateral, uma tabela de desconto adicional no grande risco com três parcelas referentes à cobrança extraordinária de R$ 82 milhões referentes ao desequilíbrio da relação de custeio em 2020 que, segundo a empresa, ficou em 73x27.

Nas últimas semanas, a FUP tentou, sem sucesso, que a Petrobrás respondesse às solicitações de informações relevantes para a negociação deste tema na Comissão de AMS, como prevê o Acordo Coletivo. A empresa, no entanto, negou-se reiteradamente a fornecer os dados, o que inviabilizou um debate transparente sobre o custeio da AMS.

Entre as informações solicitadas pela FUP estão:

> Custo total da AMS com procedimentos relativos a covid-19 que foram efetuados em 2020 para todos os beneficiários. A FUP solicitou informações destes custos também por segmentos de usuários: empregados da ativa, aposentados e pensionistas. Essas informações são fundamentais, pois os custos com tratamento da covid-19 para os trabalhadores da ativa não podem ser imputados à AMS, pois são relativos a contaminação durante o trabalho e devem, portanto ser assumidos integralmente pela empresa.  

> Todos os acidentes e doenças do trabalho que ocorreram em 2020 e que foram atendidos pelo SMS da empresa.

> Os valores que a Petrobrás deixou de recolher em 2020 quando tentou, de maneira ilegal, implantar o boleto de cobrança, ao suspender unilateralmente por alguns meses o desconto em folha. O ataque foi barrado pela FUP, obrigando a empresa a recuar. Por conta dessa manobra da Petrobrás, milhares de aposentados deixaram de ter os descontos do grande risco da AMS recolhidos. No entendimento da FUP, esses valores não podem entrar na conta da diferença de custeio apresentada pela empresa, pois são responsabilidade da gestão da Petrobrás, que causou esse problema.

“Sem termos acesso a essas informações, não é possível discutir custeio na Comissão de AMS. Deixamos isso explícito todas as vezes que a Petrobrás agendou e reagendou a reunião da Comissão. A FUP continua disponível para debater essa questão, mas desde que sejam enviadas as informações solicitadas”, explica o diretor da FUP, Paulo César Martin. Ele ressalta que, caso a Petrobrás insista na cobrança unilateral do ajuste do custeio que ela quer impor goela abaixo dos trabalhadores, sem entendimento na Comissão de AMS, a FUP ingressará com nova ação na justiça, denunciando a empresa por descumprimento da Cláusula 31 do Acordo Coletivo.

Desde janeiro, a Petrobrás já vem impondo cobranças abusivas da AMS, que ultrapassam em muito o teto de descontos sobre os contracheques dos aposentados e pensionistas, o que viola a Cláusula 34 do ACT e tem sido questionado pelas entidades sindicais na justiça.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na segunda (28), diretores do Sindipetro MG se reuniram com o secretário de saúde de Betim, Augusto Viana, com a presença do vereador Tiago Santana (PCdoB), que ajudou na interlocução. A reunião aconteceu depois que o sindicato enviou ofícios para a secretaria (foram enviados também para  Belo Horizonte, Betim, Juiz de Fora, Ibirité e Montes Claros), solicitando informações sobre a vacinação dos trabalhadores da indústria, grupo classificado como prioritário no Plano Nacional de Imunização, mas que ainda não foi contemplado nas cidades onde há unidades da Petrobras em Minas Gerais. A única exceção é Juiz de Fora, que abriu cadastro para industriais.

Segundo o secretário, a cidade está agora na etapa 16 do Plano Nacional de Imunização. Porém algumas etapas entre o 16 e o 27 foram antecipadas, por decisão estratégica do município. 

“O secretário confirmou que estamos na lista. Será feita uma solicitação formal da secretaria de saúde para as empresas, com a finalidade de saber o número de pessoas a serem imunizadas”, informa o diretor Marcelo Maia. Segundo o diretor, o secretário reforçou que a cidade já solicitou a disponibilização das vacinas para a secretaria estadual de saúde. Ainda está em aberto o planejamento sobre como será a vacinação dos trabalhadores da indústria de Betim, como os funcionários da Regap, se nos postos de saúde ou nos locais de trabalho.

“Foi uma boa reunião, fruto da articulação do sindicato. Foi uma oportunidade de levar os anseios e a urgência de nossa categoria sobre a vacinação, ainda mais diante de tanto descaso por parte da gestão da Petrobrás. O secretário deixou claro que a imunização de trabalhadores industriais está sendo planejado pela prefeitura, apesar da limitação do envio de vacinas pelo Governo Federal e da restrição de 30% das remessas para grupos prioritários. Vamos seguir em contato com a prefeitura para que a imunização dos petroleiros aconteça o mais rápido possível.”, reforça o diretor  do sindicato e da CUT Minas, Felipe Pinheiro.

Nove mortes

Trabalhadores de setor essencial, os petroleiros seguem em atividade desde o início da pandemia. Apenas na Regap, foram mais de 430 contaminados e nove mortes pelo novocoronavírus. 

“Nem a Regap e nem a Petrobras se movimentaram para ajudar na vacinação dos trabalhadores”, denuncia o diretor Marcelo Maia.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Diretores do Sindipetro-NF foram impedidos de entrar, na manhã de hoje, no saguão do aeroporto de Cabo Frio. No mesmo local, em 10 de junho, a gerência chamou a polícia para tentar coagir trabalhadores a embarcar, durante um ato realizado pelo sindicato, e policiais chegaram a invadir área sanitária.

O sindicato condena a truculência da Petrobrás. A atitude da empresa caracteriza prática antissindical e será denunciada pela entidade. Os diretores Alessandro Trindade, Gustavo Morte e Alexandre Vieira, que estavam no aeroporto para conversar com os trabalhadores, respeitando o distanciamento como tem feito nas demais setoriais, gravaram um vídeo para relatar a situação. 

Para Trindade — ele mesmo um exemplo da truculência da empresa, que é alvo de processo de demissão por ter distribuído cestas básicas em uma ocupação popular em área doada à Petrobrás —, a empresa não vai conseguir intimidar o sindicato.

“Fomos notificados pela administração do aeroporto de Cabo Frio da proibição [de entrar] no saguão. Uma prática antissindical que vem sendo repudiada pela direção do Sindipetro-NF”, afirmou Alessandro, complementando que “o sindicato vai denunciar as práticas antissindicais e não vai deixar de dialogar com os trabalhadores”.

O diretor Gustavo Morete apontou a incoerência da empresa, que em suas respostas oficiais afirma adotar medidas de proteção à Covid-19 mas, na prática, não adota recomendações e ainda barra a ação sindical no sentido da prevenção.

“A gente trouxe as máscaras PFF-2, como a gente tem feito, e também [viemos] dar orientação para os trabalhadores, falar a respeito da testagem a bordo, que não está sendo feita, do uso da máscara adequada”, disse Morete, que advertiu ainda sobre a grande quantidade de variantes do novo coronavírus em circulação no estado do Rio de Janeiro.

A incongruência da gestão da companhia também foi lembrada por Alexandre Vieira, que questionou: “eu pergunto à empresa se ela está testando todo o pessoal do check in, se está testando todo o pessoal do hotel, se ela cumpre as recomendações de 31 de março do MPT [Ministério Público do Trabalho] de testagem a bordo, se ela está entregando, e a gente viu que não está, a máscara PFF-2.”

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Nesta quinta-feira, 24, a diretoria do Sindipetro-NF encontrou diversos trabalhadores, que estavam no aeroporto de Farol, utilizando máscaras PFF2 com válvulas, que foram distribuídas pela Petrobrás. Esse cenário mostra que mais uma vez a Petrobrás age na contramão do cuidado com a saúde do trabalhador distribuindo máscaras, que não atendem as normas da Anvisa.

Desde o dia 25 de março, passou a não será permitido o uso de máscara N95 ou PFF2 com válvula de expiração, em aeroportos e aeronaves durante a pandemia. A regra foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da resolução nº 477 de 11 de março de 2021, que faz alterações na resolução n° 456 de 2020.

Segundo especialistas, esse tipo de máscara protege o próprio usuário, mas não as outras pessoas. O equipamento filtra as partículas do ar externo quando a pessoa inspira, mas permite que as partículas escapem pela válvula quando ela expira. Ou seja, se a pessoa que usa a máscara estiver infectada, pode expelir gotículas com o vírus ao expirar, colocando quem estiver perto em risco.

A diretoria do Sindipetro-NF, assim como já vem fazendo, disponibilizou as máscaras no modelo adequado para que os trabalhadores pudessem embarcar com segurança em seus vôos.

O Sindipetro-NF também entrou em contato com a Petrobrás para cobrar explicações e a empresa alegou que esse modelo de máscara não estaria no contrato. Mas, vale ressaltar que cabe a empresa fiscalizar esse procedimento. 

O sindicato ressalta que os trabalhadores podem e devem denunciar qualquer irregularidade praticada pela empresa, que os exponha ao risco de contaminação pela Covid-19.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Nesta terça-feira, 22, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense encaminhou à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) os documentos com dados, que comprovam as denúncias feitas durante a audiência pública remota, para debater as condições de saúde dos petroleiros durante a pandemia de coronavírus. O documento também reforça a importância da vacinação para a categoria. 

Entre os gráficos apresentados, o sindicato mostra que mais de 71% dos casos de contaminação pela COVID-19, ocorreram por disseminação a bordo das unidades. Além disso, os dados do MME (Ministério de Minas e Energia), apontam que mais de 15% dos funcionários

da Petrobras, foram contaminados pela COVID-19. Contudo, também foi demonstrado que os 6.949 mil empregados da Petrobras contaminados pela COVID, escondem conforme estimativa outros cerca de 9.237 mil trabalhadores terceirizados, totalizando dessa maneira 16.186 mil trabalhadores contaminados. 

Um dos motivos deste problema é que  as empresas operadoras da produção e operação estão descumprindo as recomendações relativas à testagem, registro e divulgação de contaminações. Contidas nas recomendações MPT COVID-19 2344/2021, de 31 de março de 2021, MPT COVID-19 299330/2020, de 21 de agosto de 2020 e RECOMENDAÇÃO MPT COVID-19 No 4097/2021, de 1° de junho de 2021.

Foi possível lembrar ainda do caso da Variante Indiana da Covid, detectado no Brasil, que foi de trabalhador do município de Campos dos Goytacazes. Tendo este transitado pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, antes de seu retorno a residência em Campos dos Goytacazes. 

Além de apresentar os dados, no ofício, o sindicato solicitou informações sobre a data do início da vacinação ou a expectativa para a vacinação deste grupo de trabalhadores, que conforme demonstrado está sob extremo risco de contágio. Lembrando que o Plano Nacional de Vacinação contempla os trabalhadores da indústria, onde os Petroleiros são inseridos neste grupo prioritário e são também uma parcela expressiva da população e força de trabalho dos municípios produtores. 

Conforme acordado na audiência, a comissão de saúde da ALERJ, com posse destas informações, organizará uma reunião com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Como também deverá fazer a interlocução e levar os fatos relatados ao Conselho dos Secretários de Saúde do Estado do Rio de Janeiro o Sr Rodrigo Oliveira e com a Sub Comissão de Saúde da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Veja aqui a íntegra dos documentos encaminhados à Alerj

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Nesta sexta-feira, 18, diretores do Sindipetro-NF participaram de uma audiência pública realizada pela  Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para debater as condições de saúde dos profissionais petroleiros durante a pandemia de coronavírus.

Na ocasião, o sindicato aproveitou a oportunidade para frisar que os petroleiros estão sendo constantemente expostos à contaminação, e as empresas petroleiras não fazem o devido trabalho de prevenção.

O assessor médico do Departamento de Saúde do Sindipetro NF, Ricardo Garcia, explicou a dinâmica de trabalho dos petroleiros e o risco que correm, bem como falou sobre a atuação das empresas. “Os funcionários embarcam de helicóptero, então a aglomeração já está feita. Além disso, estão sendo feitos testes rápidos pelas empresas, notoriamente ineficientes. Deveria ser feita a testagem molecular, antes, durante e depois do embarque. Além disso, os funcionários sofrem com problemas psíquicos. Se já tinham uma jornada de trabalho muito grande e exaustiva, agora os profissionais convivem com o medo de voltarem para suas casas e contaminarem suas famílias”, relatou.

Já o diretor e coordenador de Saúde e Segurança do Sindipetro NF, Alexandre de Oliveira pontuou que os petroleiros não estão bem definidos nos grupos de vacinação prioritária contra a covid-19: “Para a Marinha, aquaviário é quem conduz embarcações, logo os petroleiros estariam fora desse grupo de vacinação. Também há muita controvérsia se somos considerados portuários, também prioritários em alguns locais, assim como os industriários”.

Após ouvir o relato dos petroleiros, a coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), Eralda Ferreira, destacou a importância da identificação da ocupação profissional nos registros de contaminação pelo coronavírus. “Assim, será possível entender as categorias mais expostas”, explicou.

Na ocasião, a presidente da Comissão de Saúde, a deputada Martha Rocha (PDT) disse que a comissão pode fazer interlocuções com o Ministério Público, com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado (Cosems-RJ), já que a atuação dos petroleiros alcança diversos municípios do estado.

“É nosso papel fazer com que outros organismos conheçam o processo de aflição dos petroleiros e suas demandas justas e necessárias, para que tenhamos uma solução para essa situação”, declarou.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Trabalhadores que responderem ao questionário terão os dados preservados e mantidos sob sigilo. Objetivo é contribuir para a pesquisa científica no campo da psicologia do trabalho

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A rotina dos petroleiros durante a pandemia do coronavírus virou objeto de pesquisa científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A disciplina de Psicologia do Trabalho, do Departamento de Psicologia, firmou parceria com o Sindipetro PR e SC para realizar coleta de dados sobre o cotidiano dos trabalhadores e sua vida social. 

O questionário é voltado a todos os petroleiros da ativa, próprios e terceiros, nos estados do Paraná e Santa Catarina. A categoria tem até 16 de julho para acessar a pesquisa (clique aqui) e responder as questões. 

O projeto de pesquisa surge com a constatação de que as situações de trabalho foram desveladas e até mesmo intensificadas na pandemia, seja pelo trabalho em home office ou presencial.  Além disso, sugere a introdução do questionário, “o trabalho invadiu a vida privada e a família acaba por participar mais intensamente da vida do trabalhador(a). Isso ocorre com diferentes modos de ser família e da mesma se organizar. Estar trabalhando em casa ou de modo presencial pode ser, também, um fator que possibilita ou facilita o assédio moral”. 

A partir da coleta e análise dos dados, será feito um relatório para subsidiar um plano de ação que busque promover melhorias nas condições de trabalho, com ênfase na saúde mental. Os dados fornecidos serão mantidos em absoluto sigilo e a não exposição e a não identificação dos participantes está garantida. 

Flexibilização nas medidas de contenção à pandemia acontecem em paralelo ao aumento de 30% dos casos de covid-19 entre os trabalhadores da refinaria

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Justamente no momento em que o país se aproxima da marca de meio milhão de mortes decorrentes da pandemia de covid-19, a Refinaria de Paulínia (Replan) está diminuindo as medidas de proteção contra o vírus e flexibilizando atividades, mesmo após registrar alta de contágio entre os trabalhadores.

Segundo a gestão da refinaria, no mês de maio houve um aumento de 30% nos casos de trabalhadores que testaram positivo para covid-19, dos quais 67% pertencem ao quadro efetivo da companhia. A empresa, entretanto, não forneceu números de quantos petroleiros foram ou estão contaminados e/ou afastados.

Simultaneamente ao aumento nos casos de trabalhadores contaminados, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) foi informado sobre um treinamento de brigada, realizado no início de junho, que expôs 25 pessoas ao vírus por realizarem metade da prática junto a um trabalhador que testou positivo para covid-19.

Antes de descobrir que estava com o vírus ativo no corpo, o petroleiro realizou treinamento de 12 horas junto aos demais participantes, que durou dois dias, sendo diagnosticado por meio do teste rápido apenas no segundo dia do exercício, que mesmo assim não foi suspenso. “Somente o trabalhador contaminado foi afastado, os demais continuaram no treinamento”, relatou um trabalhador que preferiu não se identificar.

O teste RT-PCR, considerado o padrão ouro e com maior confiabilidade para identificar o vírus no corpo humano, foi realizado apenas no petroleiro que positivou para o vírus no teste rápido.

A empresa ainda utilizou um único ônibus para transportar todos os petroleiros até o local das atividades. “E isso aconteceu sem nenhum rastreio de contato com o funcionário que havia positivado para covid-19”, revelou outro trabalhador que também preferiu não ser identificado.

Médico do trabalho e assessor do Sindipetro-SP em questões de saúde, Adilson Campos explica que, principalmente por conta do atraso na compra de vacinas por parte do governo federal, ainda não é o momento apropriado para qualquer tipo de aglomeração. “Qualquer aglutinação de pessoas é um crime contra a saúde pública e, mesmo com a vacinação, não está indicada a aglomeração”, informou.

O recente treinamento de brigada adotado pela refinaria também divergiu do modelo aplicado antes da pandemia, que era realizado durante horário de serviço, por 6 horas diárias e fracionado em quatro dias por ano.

Medidas preventivas deficitárias não são novidades

A diminuição nos cuidados da Petrobrás com os funcionários não é recente. Em maio, a empresa, sem negociar com as entidades sindicais, anunciou aos trabalhadores em teletrabalho que todas as atividades presenciais estão previstas para voltar a partir de outubro, mesmo com os calendários de vacinação prometendo, até meados da data estipulada, a aplicação somente da primeira dose.

Também no último mês, em reunião com a gerência da Replan, foi informado ao Sindipetro-SP que as máscaras fornecidas à maioria dos trabalhadores são as de três camadas, que possui proteção entre 78% e 87%, e não a PFF2, o modelo mais indicado por especialistas por apresentar eficácia de até 98% contra partículas que contenham o vírus.

Para o médico Adilson Campos, todas as medidas de prevenção ao vírus precisam ser seguidas à risca até que se tenha pelo menos 80% da população brasileira vacinada. “É preciso continuar com os protocolos de higiene, distanciamento social e uso de máscara, e a melhor delas é a PFF2 porque tem filtro. Não podemos afrouxar as medidas de segurança agora”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, uma das ações mais eficazes na contenção da doença é a informação, o que contrasta com a omissão da Replan. “É importante sabermos todos os números de infectados para que tenhamos maiores condições de conter a pandemia. Falta de transparência só interessa ao governo e ao vírus”, concluiu.

Sindipetro-SP, que aguarda agendamento de reunião com a gestão da Replan para discutir como serão realizadas as próximas paradas de manutenção, é contra a flexibilização de qualquer medida restritiva para a contenção da pandemia e estuda ações em prol da garantia de saúde para todos os trabalhadores.

Aumento de mortes em toda Petrobrás

Segundo o 61º Boletim de Monitoramento da Covid-19, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em dois meses e dez dias a Petrobrás registrou 45 mortes em decorrência da covid-19, o que representa uma alta de 125% em relação ao boletim divulgado na primeira semana de abril, que registrava 20 mortes.

O número de petroleiros contaminados também aumentou e contabiliza um total de 7.205 trabalhadores infectados desde o início da pandemia. Somente nos seis primeiros meses de 2021, foi registrada uma alta de 78,9% na quantidade de casos nos trabalhadores da estatal – que não detalha os números por unidades de produção e nem contabiliza os funcionários terceirizados.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.