O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia lamenta a morte de mais um companheiro Wagner Plech. Coordenador de turno da Refinaria Landulpho Alves, morreu hoje pela manhã, devido a complicações relativas à Covid-19. Foi gerente das unidades onze, doze e treze, atualmente era COTUR (Coordenador de Turno).

Mais uma vítima fatal, devido a irresponsabilidade da Gerência Geral da Refinaria. Com 35 anos de Petrobrás, Wagner, 52 anos, casado, deixa um casal de filhos. Internado na Cardio Pulmonar, em Salvador. Neste domingo, completa também uma semana da morte do operador da Rlam, Carlo Alberto, por complicações geradas pela doença.

“Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do Sindipetro Bahia”, afirma Radiovaldo Costa, diretor da entidade.

Sobra irresponsabilidade na forma de gerir a unidade num momento tão delicado como esse. Faltam critérios firmes. No último dia 10 de março, houve reunião do Sindipetro junto ao Ministério Público do Trabalho, representantes da Petrobrás e representantes do SRTE, cobrando medidas mais rigorosas da gerência, seja na diminuição do contingente, nas medidas protetivas e também na identificação dos trabalhadores de tenham comorbidades estando mais expostos aos riscos de agravamento do coronavírus.

A CIPA da RLAM vem cobrando sistematicamente, inclusive já discutiu e debateu esse assunto na unidade intensamente, aprovou e fez várias solicitações à gerência, às quais, não foram atendidas conforme relatórios anexos. Demonstrando o grau de compromisso que a atual gestão da Petrobrás tem com as nossas vidas.

O Sindipetro Bahia estará responsabilizando civil e criminalmente o gerente geral da refinaria diante das mortes de Carlos Alberto e Wagner Plech, pois entendemos que houve negligência na adoção das medidas protetivas para evitar essas mortes.

Com estas últimas contaminações e mortes que aconteceram na Rlam, só comprovam que a gerência geral da refinaria coloca a produção acima da vida.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná firmou pedido para que as atividades da fábrica sejam reestabelecidas. Além de salvar empregos, reabertura da fábrica, fechada por Bolsonaro há um ano, pode produzir milhares de cilindros de oxigênio para salvar vidas de vítimas da Covid-19

[Com informações da CUT e do Sindipetro-PR/SC]

Um grupo de deputados estaduais do Paraná protocolou na quarta-feira (10), um pedido na Assembleia Legislativa do estado para que sejam retomadas as atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), pertencente à Petrobras, fechada em março de 2020 pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Além de preservar quase 400 empregos diretos e 600 indiretos, a reabertura da unidade representaria um importante instrumento para salvar vidas durante a pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 273 mil brasileiros de Covid-19, alguns deles morreram asfixiados por falta de oxigênio, como aconteceu em Manaus (AM) e em várias cidades do interior do país.

A Fafen-PR tem capacidade para produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora, o que daria para encher 30 mil cilindros hospitalares de pequeno porte, com capacidade média de 20 inalações de 10 minutos cada. Isso ajudaria a garantir o suprimento ao sistema de saúde e evitar dramas como o vivido pelos manauaras.

O petroleiro Roni Barbosa, secretário de Comunicação da CUT e dirigente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC), afirma que a reabertura da fábrica é uma urgência sanitária e em defesa da vida.

“Precisamos produzir oxigênio nessa fábrica para salvar vidas de muitos brasileiros e brasileiras que agonizam nas UTI’s dos hospitais”, diz o dirigente.

E basta boa vontade. Atualmente a fábrica está hibernada, com poucos trabalhadores na segurança e na manutenção. De acordo com informações do Sindipetro PR e SC, tecnicamente, como há uma planta de separação de ar na unidade, ela pode, com uma pequena conversão, produzir o oxigênio hospitalar.

“A Fafen-PR tem uma planta de separação de ar, que, com uma pequena modificação, poderia ser convertida para produzir oxigênio hospitalar, ajudando a salvar vidas nesse momento dramático da pandemia, que atinge novos picos em diversos estados do país”, afirma Gerson Castellano, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e um dos muitos funcionários demitidos, após o fechamento da unidade.

De acordo com o dirigente, se a fábrica estivesse em operação, com dois turnos diários de seis horas, poderia fornecer ao país 360 mil metros cúbicos de oxigênio por dia. Atualmente, o consumo diário de oxigênio só no Amazonas é de 76 mil m³.

“Infelizmente sabemos que a pandemia vai piorar e aumentar a capacidade de produção de oxigênio para fornecer aos hospitais será uma questão humanitária”, diz Castellano. 

Petrobras

Frente de luta pela reabertura

O pedido entregue ao chefe da Casa Civil, Guto Silva, é assinado pela frente parlamentar formada pelos deputados do PT, Arilson Chiorato, José Rodrigues Lemos, Luciana Rafagnin e Antonio Tadeu Veneri; além de Maurício Thadeu de Melo e Silva e Antônio Anibelli Netto, ambos do MDB.

Guto Silva auxiliará os trabalhadores representados pela FUP e parlamentares nas negociações com a Petrobrás. 

Deputados federais do PT também se mobilizaram

O Partido dos Trabalhadores protocolou uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de janeiro deste ano, pedindo a reabertura da unidade e que a Presidência da República tomasse todas as providências para garantir o abastecimento de oxigênio aos hospitais de todo o país. 

Perda de empregos

Além de desprezar a capacidade e a importância da fábrica neste momento, o governo de Bolsonaro, ao encerrar as atividades da unidade, ainda deixou cerca de mil famílias desamparadas e sem perspectiva de recolocação no mercado de trabalho, em um momento de aprofundamento da crise social e econômica, no início da pandemia.

Até hoje, esses trabalhadores têm dificuldade de conseguir uma nova fonte de renda e se organizam para buscar uma solução. O fechamento da fábrica pegou a todos – trabalhadores, FUP e sindicatos - de surpresa, sem qualquer negociação, o que levou a categoria a realizar uma greve histórica, no ano passado, que durou 21 dias. 

À época, até mesmo as famílias de trabalhadores se mobilizaram, participando das manifestações diárias, realizadas pelos funcionários da fábrica. Eles chegaram a se acorrentar nos portões da fábrica em protesto contra o fechamento da unidade. 

História da fábrica

A “Ansa/Fafen-PR” operava desde 1982. Em 2013 foi adquirida pela Petrobrás em 2013. A unidade produzia diariamente 1.303 toneladas de amônia e 1.975 toneladas de ureia, de uso nas indústrias química e de fertilizantes, o que representava cerca de 30% da produção nacional.

Produzia ainda 450 mil litros por dia do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), um aditivo para veículos de grande porte que atua na redução de emissões atmosféricas e tinha capacidade para produzir de produzir 200 toneladas/dia de CO2, vendido para produtores de gases industriais; além de 75 toneladas/dia de carbono peletizado, vendido como combustível para caldeiras; e 6 toneladas/dia de enxofre, usado em aplicações diversas.

A alegação da Petrobras para o fechamento foi de que a fábrica dava prejuízos e a estatal definiu sair do mercado de fertilizantes. Com isso, o país aumentou ainda mais a dependência de importação de fertilizantes para a agroindústria.

Porém, conforme explica Roni Barbosa, a fábrica não era deficitária e prova disso é que outras duas unidades – em Sergipe e na Bahia – já estão sendo reativadas após terem sido arrendadas pela iniciativa privada.

“Foi mais uma série de mentiras, como é costume do governo, para sucatear as operações da Petrobras. As outras duas unidades foram arrendadas por R$ 70 milhões por ano, durante 10 anos e o lucro estimado – por ano – é de R$ 2 bilhões. Isso prova que as empresas não dão prejuízo”, diz Roni Barbosa.

De acordo com Gerson Castellano, a expectativa a partir de agora é de que a frente parlamentar possa fazer pressão sobre a Petrobras e o governo federal para que a unidade de Araucária volte a funcionar e, além de produzir o oxigênio “que será mais do que necessário nesse momento da pandemia”, também reduza a necessidade de importação de fertilizantes.

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Em apenas 24 horas, foram registrados 1.954 óbitos por Covid-19, totalizando 268.568 vidas perdidas para a doença. É o 48º dia consecutivo que o país apresenta média móvel de mortes por Covid-19 acima de mil

[Da redação da CUT | Foto: Michael Dantas]

O Brasil bateu novamente dois tristes recordes de mortes por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus: no total de óbitos registrados em 24 horas e na média móvel diária. A situação da pandemia no país é grave em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal, onde cerca de 4.352 pessoas diagnosticadas ou com suspeita de contaminação aguardavam por um leito hospitalar.  Pelo menos 2.257 delas estavam na fila das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O Brasil foi o país que mais registrou casos de Covid por dia no mundo, ultrapassando os Estados Unidos, até então o líder em óbitos e contaminações, e tem três vezes mais novos casos por dia do que França e Itália. Nesta terça-feira (9), foram registradas  quase duas mil mortes de brasileiros. 

Em 24 horas, foram registrados 1.954 óbitos por Covid-19, totalizando 268.568 vidas perdidas desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020.

No mesmo período foram registrados 69.537 novos diagnósticos de Covid, totalizando 11.125.017 infectados em toda a pandemia. A média móvel de casos está em 68.167 por dia, o maior número desde o ano passado, e equivale a 38% a mais do que a média de duas semanas atrás.

Já a média de mortes também é a maior da pandemia, pelo 11º dia seguido. Agora, o país tem média de 1.572 mortes por dia, aumento de 39% em duas semanas.

É o 48º dia consecutivo que o país apresentou média móvel de mortes por Covid-19 acima de mil — período mais longo em toda a pandemia, ultrapassando uma semana com tendência de aceleração na média de óbitos.

Lotação de leitos nas capitais

Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta terça-feira (9), 25 capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 iguais ou superiores a 80%. Em pelo menos 15 capitais a taxa supera 90%.

De acordo com a fundação, as cidades que estão com as taxas superiores a 90% são Porto Velho (100%), Rio Branco (99%), Palmas (95%), São Luís (94%), Teresina (98%), Fortaleza (96%), Natal (96%), Rio de Janeiro (93%), Curitiba (96%), Florianópolis (97%), Porto Alegre (102%), Campo Grande (106%), Cuiabá (96%), Goiânia (98%) e Brasília (97%).

Apenas Belém, com 75%, e Maceió, com 73%, tem taxas menores de 80%.

São Paulo bate recorde de mortes

Na etapa mais restrita da pandemia, a fase vermelha, o estado de São Paulo registrou 517 mortes por Covid-19 no período de 24 horas.

É o número mais alto de óbitos desde o começo da pandemia. O estado chegou a 62.101 mortes pela doença, além de somar mais de 2.134.020 milhões de casos confirmados. Só hoje, foram 16.058 novos casos

Nesta quarta-feira (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deve anunciar medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19. Doria ainda resiste ao lockdown total, medida que, segundo os especialistas, é a mais indicada para descer a curva. Ele decretou que igrejas e templos são serviços essenciais e manteve a reabertura das escolas, que ontem foi proibida pela Justiça.

São Paulo anunciou a criação de 280 leitos hospitalares na capital, no interior e no litoral do estado para tentar evitar o colapso do sistema de saúde por causa do avanço da pandemia.

Serão instalados 140 leitos de enfermaria e 140 leitos de UTI, até 31 de março, em unidades de saúde das seguintes cidades: Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga Fernandópolis e na capital.

Nesta terça, 19 hospitais do estado atingiram 100% da ocupação de leitos de UTI para Covid-19, e outros seis estão com taxas superiores a 95% de ocupação e estão perto de saturar.

30 pessoas com Covid-19 morreram na fila no estado de SP 

Pelo menos 30 pacientes com o novo coronavírus morreram na fila de espera por leitos de UTI no estado de São Paulo nos primeiros nove dias de março, segundo o G1. As mortes de pacientes que aguardavam liberação de leitos intensivos ocorreram em cidades localizadas na Grande São Paulo e no interior do estado.

A média móvel diária de mortes por Covid-19 no estado foi de 298 óbitos, recorde pelo segundo dia seguido. A taxa de ocupação de UTIs, com 82%, também foi a maior de toda a pandemia, bem como o total de pacientes internados em leitos intensivos e de enfermaria, que chegou a 20,3 mil pessoas (leia mais abaixo).

Em Taboão da Serra, e outros cinco municípios da Grande São Paulo (Arujá, Embu Das Artes, Francisco Morato, Mairiporã e Poá) também não têm mais vagas de UTI para pacientes com Covid-19.

Já as cidades de Francisco Morato, Mogi das Cruzes, Mauá, Santo André e Guarulhos têm ao menos 90% dos leitos municipais de UTI ocupados.

São Bernardo do Campo, Diadema, a capital paulista, Barueri e Caieiras registram taxa de ocupação superior a 80%.

Das 39 prefeituras, apenas três não responderam ao questionamento da reportagem: Carapicuíba, Embu-Guaçu e Juquitiba.

No total, o estado de São Paulo registra mais de 2 milhões de casos da doença e 62 mil mortes.

Operador da Rlam de 55 anos é mais uma vítima fatal de Covid-19 na Petrobrás. Sindipetro Bahia denuncia a gerência da refinaria por responsabilidade na morte do trabalhador que, apesar de ser grupo de risco, foi mantido em trabalho presencial

[Nota do Sindipetro BA]

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia lamenta profundamente o falecimento do companheiro Carlos Alberto. Carlos faleceu no domingo (7), por volta das 10h30 no Hospital Aliança, devido a complicações relativas à Covid-19. Técnico de Operações, lotado na CAFOR e muito popular e querido pelos colegas, Carlos deixa mulher e filha. O sepultamento ocorrerá na cidade de Paulo Afonso.

Carlos é mais uma vítima, dessa vez fatal, da irresponsabilidade da Gerência Geral da Refinaria. Com 55 anos, 33 de empresa, Carlos tinha comorbidades, e a RLAM deveria ter identificado que o companheiro era grupo de risco e te-lo colocado em teletrabalho. Informações não faltaram, pois ele ja havia tido um grande problema de medula, passando por diversas procedimentos médicos e cirurgias, chegando a ficar afastado muito tempo das suas obrigações, ou seja, a gerência tinha conhecimento que ele era grupo de risco. Vários fatos sinalizavam que ele deveria estar afastado.

Durante nosso primeiro ato de greve, no dia 18 de fevereiro, a gerência obrigou a permanecer dentro das dependências da refinaria um excedente fora da normalidade, afim de enfrentar o nosso movimento grevista legítimo. Portanto, num ato de irresponsabilidade, e porque não dizer criminoso, o gerente geral da RLAM expôs desnecessariamente a vida de centenas de companheiros e companheiras sem medir as consequências. Carlos foi contaminado neste dia.

E mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM havia informado, em reunião no dia 26, que iria manter a data da parada de manutenção na refinaria, apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada e que só depois de uma série de denúncias feitas pelo nosso sindicado sobre surto interno da Covid-19 na refinaria em diversos meios de comunicação do estado, a Petrobrás adiou parada de manutenção da RLAM.

A CIPA da RLAM discutiu e debateu esse assunto na unidade intensamente, aprovou e fez várias solicitações à gerencia, às quais, não foram atendidos conforme relatórios anexos. Demonstrando o grau de compromisso que a atual gestão da Petrobrás tem com as nossas vidas.

Sobra irresponsabilidade na forma de gerir a unidade num momento tão delicado como esse.  Faltam critérios firmes. Falta conhecer e acompanhar a saúde dos trabalhadores próprios e também terceirizados, pois podem estar na mesma situação, correndo risco de morte, num ambiente em que a direção não toma nenhuma medida protetiva para seus trabalhadores.

O Sindipetro Bahia vai buscar responsabilizar criminalmente a gerência da refinaria diante da morte do companheiro Carlos Alberto, assim como estaremos mobilizando os trabalhadores próprios e terceirizados, além de cobrar que medidas efetivas de proteção a vida sejam adotadas em toda RLAM.

MINUTA DA REUNIÃO EXTRAORDINARIA

SOLICITACAO CIPA DADOS EPIDEMIOLOGICOS ANOS 20E21  05FEV2021

Em reunião com o Sindipetro Bahia, gerência da refinaria insiste em manter parada de manutenção, que irá concentrar mais 2.500 trabalhadores na unidade

[Com informações do Sindipetro BA]

Já são 75 trabalhadores próprios infectados pelo vírus da Covid-19 na Refinaria Landulpho Alves e afastados do trabalho. Oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

O clima na refinaria é de medo e insegurança. Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. Havia também muita gente no Carlam e no portão 3, principalmente terceirizados.

A refinaria tem aproximadamente 900 trabalhadores próprios, em cada unidade costumam trabalhar 90 trabalhadores em regime de revezamento de turno. De acordo com os operadores, o grande número de afastamentos (75) criou outro grande problema. Em 2017, a refinaria com a finalidade de diminuir custos para possível venda, reduziu o efetivo de trabalhadores. Agora, com o afastamento dos operadores contaminados pelo vírus, muitas unidades estão gerando dobras de 24 horas e de até 36 horas, o que pode provocar acidentes a qualquer momento.

Entre os trabalhadores terceirizados, a estimativa, de acordo com denúncias que chegaram ao Sindipetro, é a de que 15 pessoas de uma das contratadas da refinaria foram diagnosticadas com o vírus da Covid-19.

Os trabalhadores denunciam também que a refinaria se recusa a fazer nova testagem naqueles que já contraíram a doença no ano passado. A preocupação deles é com a nova cepa do coronavírus que já chegou à Bahia. “Pode haver casos assintomáticos de reinfecção e propagação dessa nova cepa”, relatam os trabalhadores, preocupados com o que pode acontecer. A estatal também não fiscaliza as empresas terceirizadas, que transportam seus trabalhadores em ônibus lotados.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, publicou em seu perfil no Twitter um vídeo denunciando as condições dos trabalhadores na Rlam: 

Reunião sobre a parada de manutenção não teve avanço

Mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM informou, em reunião que aconteceu na tarde dessa sexta-feira (26), com o Sindipetro Bahia, que vai manter a data da parada de manutenção na refinaria. Apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada, os gerentes informaram que tomaram a decisão de mantê-la na data programada anteriormente, o dia 15/03, pois teriam informações de equipamentos que já estariam precisando de ações mais rápida, sem dizer quais são esses equipamentos. Eles também disseram que vão efetuar mudanças dos horários de entrada para os terceirizados, com aumento dos equipamentos de proteção e uso de álcool em gel e máscaras” e que estão aumentando a testagem.

O Sindipetro alertou que na atual situação nenhuma desas ações de proteção estancaria o problema, pois o nível de contaminação está muito alto. A entidade sindical informou também que enviou notificação formal à Petrobras para definir responsabilidades, pedindo a imediata suspensão.

Mas que diante da manifestação da empresa e da falta do avanço nas negociações, o sindicato já avisou em mesa que vai encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições possam garantir o adiamento da parada de manutenção. Por fim, o Sindipetro lamentou a falta de avanço neste importante ponto da pauta de negociação, principalmente por tratar de saúde e segurança no meio ambiente de trabalho.

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN comunica a todos os trabalhadores sindicalizados, aposentados e pensionistas que estão suspensas por tempo indeterminado toda e qualquer atividade presencial do sindicato a partir desta sexta-feira(26/02).

A medida se faz necessária após o sistema de saúde em Natal e região metropolitana entrarem em colapso com aumento de casos graves da COVID 19. Os hospitais da rede pública e privada nas demais regiões do Estado também estão comprometidos, com mais de 80% dos leitos ocupados, o que afeta a assistência para os potiguares.

Com essa situação crítica, a diretoria do sindicato vai tomar uma ação imediata junto a todas as empresas do setor de petróleo, solicitando reuniões para a revisão do funcionamento de todas as atividades e seus protocolos de segurança.

“Se for necessário, estamos estudando uma medida judicial para forçar as empresas a nos ouvirem sobre as medidas e o rigor que precisam ser tomadas nesse momento de recrudescimento da COVID 19”, explica o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

As atividades presenciais nas sedes do Sindicato permanecerão paralisadas, porém o atendimento continuará de forma remota e online. O SINDIPETRO-RN mantém canais virtuais, de telefone e email, para atender a categoria petroleira do Rio Grande do Norte:

Sede Natal – Atendimento: 99660-2136/ Tesouraria: 99907-6363

Subsede Mossoró – Atendimento: 99660-1661/ Tesouraria: 996601656

Assessoria de Comunicação: 9.9959-0184

E-mail da secretaria: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Desde o ano passado o Sindipetro-NF denuncia a ocorrência de cursos e treinamentos desnecessários, alguns deles que tiveram validade prorrogada pela Marinha, que a Petrobrás insiste em cobrar, submetendo os petroleiros e petroleiras à exposição desnecessária ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O sindicato denuncia que a empresa descumpre documento com recomendações da própria companhia — como, por exemplo, a de não realização de cursos que impliquem em aglomerações e em dispensa do uso de máscaras.

A entidade orienta a categoria a exercer o Direito de Recusa e a não participar de treinamentos que exijam estas condições de risco. Os casos devem ser relatados para o e-mail de denúncias da entidade: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Diferente de vários países que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, Brasil está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil pessoas a cada dia

[Da redação da CUT]

Na contramão de vários países do mundo, o Brasil, que completa um ano da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus, chegou, nesta quarta-feira (24), a 250 mil vidas perdidas para a Covid-19 e, nesta quinta, vai ultrapassar essa terrível marca.  É a pior fase da pandemia no país, que enfrenta picos de internações, falta de leitos e de vacinas e uma variante mais transmissível que surgiu em Manaus e já circula em vários estados.

No dia 7 de janeiro deste ano, o Brasil chegou a 200 mil mortes e, em apenas 48 dias, atingiu a marca de 250 mil. O ritmo das mortes deve continuar acelerando, segundo especialistas, já que o país não fez o dever de casa: restrição rígida de circulação de pessoas. Eles apontam ainda que, neste ritmo, o Brasil pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março.

O país está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil. Foi a maior média móvel de óbitos em toda a pandemia, 1.127 vítimas por dia, sendo 1433 nas últimas 24 horas, mais um recorde.

O número total de vítimas da pandemia no Brasil pode ser ainda maior, considerando a subnotificação e outros óbitos que ainda aguardam confirmação dos testes para a Covid-19. As mortes nas duas últimas semanas tiveram um crescimento acima de 2%, o que representa uma situação de estabilidade, porém, em patamar elevado.

Ao contrário de vários países, que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, decretaram lockdown e várias medidas para restringir a circulação de pessoas, o Brasil, que vem desde novembro do ano passado com tendências de crescimento da doença e ainda não tem sinal de controle, mantém a desorganização e a falta de um comando nacional de combate a pandemia, além da péssima gestão do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello.

O atraso nas compras de vacina, insumos e até recursos para novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermarias, são algumas das trapalhadas do governo federal. Enquanto outros países têm ação efetiva para o controle da pandemia com campanhas de vacinação e outras medidas, o Brasil vive o drama e angústia da falta dos imunizantes e de governo.

Prefeitos e governadores adotam medidas rígidas

Sem ação do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), prefeitos e governadores adotaram medidas duras para frear o avanço da doença.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí, Santa Catarina, Bahia, Fortaleza endureceram as regras de isolamento social. Grandes cidades do estado de São Paulo, como Araraquara, adotaram lockdown e toque de recolher à noite.


Saiba mais: SP decreta toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26) para frear Covid


Para frear a propagação da Covid-19, nesta quarta-feira (24), o estado de São Paulo decretou toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26). A pressão dos empresários do comércio levou o governador João Doria (PSDB) a tomar uma medida mais leve do que as que estão sendo decretadas por vários prefeitos. Para especialistas, a restrição deveria ser maior, já que São Paulo registra aumento no número de casos de Covid-19 e recorde de pessoas internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Rio Grande do Sul também vive o pior momento da pandemia. Nesta semana, houve uma disparada nas internações na rede pública de saúde do estado, aumento de 72% em leitos clínicos e de 27% nos de UTI.

A capital, Porto Alegre, tem 96% de sua rede tomada por pacientes com Covid-19, enquanto o estado está com 87% dos leitos ocupados. A expectativa é que o número de mortes e casos continue aumentando após as festas e aglomerações do feriado de carnaval.

Nordeste decreta toque de recolher

Os estados de Pernambuco e de Piauí também decretaram toque de recolher e a capital da BahiaSalvador, determinou o fechamento de praias na tentativa de conter o avanço da Covid-19. O mesmo foi decido pelas autoridades de João Pessoa.

O governo do estado de Pernambuco decretou toque de recolher em 63 municípios das gerências regionais de Saúde de Limoeiro, de Caruaru e de Ouricuri, localizadas no agreste e sertão pernambucano, até o dia 10 de março. Todas as atividades econômicas e sociais estão proibidas das 20h até as 5h durante a semana, e das 17h às 5h nos finais de semana. 

No Piauí, um novo decreto instituiu toque de recolher foi anunciado nesta quarta-feira (24) em todo o estado das 23 h às 5 h até o dia 4 de março, ficando proibida a circulação de pessoas em espaços e vias públicas. Nos finais de semana devem funcionar somente atividades essenciais.

Já em Salvador, praias e os clubes da capital baiana estarão fechados a partir desta quarta-feira (25). A proibição vai até o dia 2 de março e tapumes devem impedir a circulação de pessoas nas praias do Rio Vermelho, Amaralina e também na Barra.

O estado da Bahia vive o momento mais crítico da pandemia causada pelo coronavírus. O Hospital Santa Isabel, Hospital de Campanha da Itaigara, Hospital do Subúrbio e o Hospital Municipal de Salvador, já apresentam 100% de ocupação dos leitos de UTI.  O estado conta com 2.220 leitos ativos e 1.572 para internação. Outro dado que chama a atenção é que o estado chegou a marca de 82% na taxa de ocupação dos leitos da UTI para adultos e 71% para ocupação geral. Ao todo, 11.321 pessoas já faleceram acometidas pela doença. 

Sindipetro Bahia cobra adiamento do início da parada de manutenção

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Denúncias que chegaram ao Sindipetro Bahia apontam para uma situação alarmante na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano, e que pode estar fora de controle. Segundo os denunciantes, haveria mais de 60 trabalhadores próprios da refinaria afastados do trabalho nesse momento, devido à contaminação pela Covid-19, sendo que um deles estaria hospitalizado, na UTI, e já intubado.

Em apenas uma das unidades da RLAM, há 14 trabalhadores contaminados pelo vírus e afastados do local de trabalho. Esse número corresponde à metade dos operadores que atuam na referida unidade, a U-39. Já na Unidade de Destilação, nove trabalhadores estão afastados.

Em relação aos terceirizados há ainda maior dificuldade de conseguir informações. O que foi relatado é que na segunda-feira (22), 15 pessoas de uma das contratadas da refinaria foram diagnosticadas com o vírus da Covid-19.

A tendência é que a situação fique ainda mais dramática pela falta de cuidado e prevenção. Os ônibus que levam os trabalhadores terceirizados para a RLAM costumam circular com capacidade máxima, ou seja, lotados.

Outro problema é a testagem. No início da pandemia, o Sindipetro Bahia e a FUP cobraram a testagem em massa dos trabalhadores. No mês de maio de 2020, a Petrobrás implementou essa testagem para os trabalhadores próprios, depois passou a testar os terceirizados por amostragem. E hoje, segundo denúncias da categoria, a testagem deixou de ser feita.

Desde o início da pandemia, o Sindipetro vem enviando ofícios à gerência da refinaria pedindo informações sobre o número de trabalhadores infectados pela Covid, mas o SMS da Petrobrás não está divulgando essa informação nem para a CIPA da empresa, numa total falta de transparência.

Os trabalhadores relataram ao sindicato que o crescimento dos casos de coronavírus na refinaria vem acontecendo desde o dia 17/02, quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade “na intenção de minar a greve da categoria”, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. Havia também muita gente no Carlam e no portão 3, principalmente terceirizados.

Mesmo em meio ao alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM continua com data marcada para a realização da parada de manutenção da refinaria para o dia 15/03 – apesar do Sindipetro Bahia ter solicitado o adiamento dessa parada e a abertura de negociação para a marcação de uma nova data-, assim como a FUP, que fez o mesmo pleito para as paradas de manutenção das outras refinarias da estatal.

Para as entidades sindicais, as paradas de manutenção podem piorar o quadro de contaminação pelo vírus, pois aumenta o número de trabalhadores nas áreas da unidade e os refeitórios e vestiários costumam ficar cheios.

Na Bahia, por exemplo, já é alto o número de infectados nas cidades que ficam no entorno da RLAM como Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé e Madre de Deus, assim como em outros municípios do estado, o que obrigou o governador Rui Costa a decretar o toque de recolher, das 20h às 5h, sem descartar um lockdow no estado, que pode acontecer em breve.

De acordo com o Sindipetro, a atual situação justifica a prorrogação do início dessa parada de manutenção, que já está em processo de preparação e deve abarcar as unidades 32, 37/38 e módulos A/B da U-80, a torre de refrigeração da 59 (norte da U-32) e a torre de refrigeração da U-87 (sul da U-38).

Para garantir a prorrogação dessa parada, assim como evitar mais doenças e até mortes de trabalhadores, o Sindipetro está apresentando denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego.

A Diretoria Colegiada da FUP e do SINDIPETRO-RN lamentam profundamente o falecimento do petroleiro Jailson Melo Morais, 55 anos, na manhã desta quarta, 17 de fevereiro, em Natal. Ele estava internado desde o início de fevereiro no Hospital São Lucas, lutando para superar infecções decorrentes da COVID-19.

Operador aposentado da Petrobrás no Alto do Rodrigues, Jailson foi reeleito diretor do SINDIPETRO-RN, assumindo a cadeira de suplente na Diretoria de Comunicação para o triênio 2021-2024. Na FUP, ele integrou o Conselho Fiscal da entidade e foi Coordenador do Projeto MOVA Brasil no Rio Grande do Norte, entre 2004 e 2016.

Para o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, a partida de Jailson é uma perda irreparável e que fará muita falta. “Jailson não é apenas ‘mais uma vítima da covid’. São mais de 30 anos de uma vida carimbada por tantas lutas juntos. Alegrias e sofrimentos. Conquistas e derrotas. Hoje vai com ele um pouco de cada um de nós. Que seus familiares, amigos, amigas, todos os companheiros e companheiras e enfim, todos nós, encontremos forças para continuar a jornada da vida. Que descanse em paz”, disse o Coordenador em nome da categoria petroleira potiguar.

Jailson deixa a esposa, Adelania Pereira Dantas, e três filhos: Anna Clara Soares Dantas, Pedro Henrique Soares Dantas e Vitor Luís Soares Morais.

O velório será realizado hoje (17/02), para um número pequeno de pessoas (entre 10 e 12), por volta das 16 horas, na capela do Centro de Velório Sempre(João Celso Filho, 1314, bairro São João). O sepultamento será amanhã (18) às 9 horas no Cemitério São Vicente de Paula, bairro Feliz Assú, sem número.

Aos amigos e parentes, externamos nossa solidariedade e votos de força para enfrentarmos esse momento de tristeza.

Jailson Melo Morais, presente! Hoje e sempre!

[Com informações do Sindipetro-RN]

Publicado em Movimentos Sociais
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