Como mais uma atividade da Greve pela Vida iniciada no dia 4 de maio no Norte Fluminense, o Sindipetro-NF realiza durante o dia de hoje, 20 de maio, a testagem dos trabalhadores que embarcam e desembarcam pelo Farol de São Tomé. Serão disponibilizados 200 testes tipo antígeno e o resultado sairá praticamente na hora.

Para realização dos testes o Sindipetro fechou uma parceria com um laboratório da região e montou uma estrutura com a Van e tenda no estacionamento do Heliporto do Farol.

Essa atividade com os testes foi organizada porque a gestão da Petrobrás, não está cumprindo com as recomendações feitas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fiocruz, com base nos procedimentos elaborados em 2020 pela FUP e Sindipetros para redução da contaminação.

Os procedimentos incluem uma proposta de escala que mantenha em 14 dias o embarque, garantia de testes e de máscaras de qualidade e fim das quarentenas de pré-embarque nos hotéis.

Cabe ressaltar a importância da realização do testes nos desembarques, porque caso o trabalhador esteja contaminado, pode contaminar por onde passar. Com base na Lei de Acesso à informação o NF obteve a informação que quase 10 mil possíveis contaminados pela doença foram desembarcados nos municípios da região, contribuindo para a disseminação.

“Embora os dados não cheguem a esse nível de detalhamento, sabe-se que a grande maioria destes desembarques acontecem em Campos dos Goytacazes (RJ), no Heliporto do Farol de São Tomé. Essa preocupação com os efeitos negativos do comportamento da Petrobrás para as cidades tem levado o Sindipetro-NF a atuar em parceria com as autoridades locais de saúde” – explica o sindicato no Boletim Nascente dessa semana.

Greve pela Vida

Em razão da negligência da empresa na prevenção à Covid-19 em suas instalações, a categoria petroleira do Norte Fluminense está em greve desde 0h do dia 4 de maio, sob orientação sindical de cumprimento rigoroso das escalas, turnos e jornadas em todas as unidades da empresa, em terra e no mar.

Durante sua fala no Farol de São Tomé, o diretor do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, lembrou que os trabalhadores que descerem cumprindo a escala de 14 dias serão recepcionados pelo sindicato e também realizarão os testes.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Em parceria com a FUP e o Sindipetro-NF, o Dieese lança esta semana um informativo semanal sobre os casos de Covid-19 na Petrobrás e no setor de energia. "Nesta semana o Brasil chega a marca de 436,8 mil óbitos e 15,6 milhões de pessoas contaminadas pela COVID-19. Na Petrobrás chegamos a 32 mortes e 6.441 trabalhadores contaminados", destaca o boletim, com base nos números divulgados pelo Miinistério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Petróleo. "Até o momento, 16,27% do total de trabalhadores da Petrobrás tiveram algum tipo de contato com a Covid-19", informa o Dieese no levantamento.

"Os dados aqui apresentados e sumariamente comentados são provenientes do Boletim de Monitoramento COVID-19, realizado pelo MME e atualizado semanalmente, e do Painel Dinâmico de Dados de COVID de Instalações de Exploração e Produção, elaborado pela ANP e atualizado a cada comunicação de ocorrência de suspeitos ou confirmados pelas empresas. Cabe destacar que enquanto os dados do MME tratam de cada empresa do setor de energia federal, os dados da ANP dizem respeito à toda atividade de E&P, de diversas empresas - ou seja, não incluem apenas informações da Petrobrás controladora, não incluindo informações das subsidiárias", destaca o Dieese.

Entre os trabalhadores das unidades do Sistema Petrobrás que perderam a vida para a Covid-19 na última semana, estão: Bárbara da Silva Andrade, enfermeira da empresa NM que prestava serviço na REFAP (RS); Daniel Cristiano Müller, técnico de manutenção da REFAP (RS) que trabalhava nos serviços de parada de manutenção da REPAR (PR); Valdir Duma, bombeiro civil que prestou serviços na SIX e na REPAR (PR); Marcelo Eduarde, técnico de Operação da REDUC (RJ).

A FUP e os sindicatos de petroleiros vêm denunciando a negligência e irresponsabilidade da gestão da Petrobrás desde o início da pandemia, bem como o descumprimento das normas e recomendações de segurança dos órgãos fiscalizadores e de instituições de saúde, como a Fiocruz. Além de negar-se a testar em massa os trabalhadores próprios e terceirizados e a emitir CATs para os contaminados, a gestão da empresa insite em manter aglomerações nas unidades operacionais, principalmente durante as paradas de manutenção, não fornece máscaras adequadas e nega-se a contabilizar os casos de trabalhadores terceirizados infectados e que perderam a vida para a Covid. 

Os boletins do Dieese podem ser acessados semanalmente no site da FUP.

 

 

O Sindipetro-NF avalia que os números comprovam a ineficácia da política de prevenção à Covid-19 nas instalações da Petrobrás. Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram hoje que 73% dos casos de contaminação entre petroleiros e petroleiras acontecem em plataformas de petróleo

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Desde o início da pandemia da Covid-19, o movimento sindical petroleiro encontra dificuldades em obter da Petrobrás dados sobre os impactos da doença na categoria. Uma resposta a pedido de informações feito à empresa por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), no entanto, contribui para que se tenha a dimensão da tragédia: de março de 2020 a abril de 2021, a companhia registrou 9.487 desembarques sanitários de trabalhadores que estavam a bordo de plataformas dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

O pedido de informações foi feito no dia 5 de abril de 2021 pelo coordenador do Departamento de Comunicação do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, como pessoa física, e as respostas foram dadas pela empresa em duas etapas nos últimos dias 5 e 14 de maio.

Primeiro a empresa respondeu sobre o número de desembarques sanitários envolvendo apenas petroleiros e petroleiras contratados diretos da empresa. Neste recorte, o número de desembarques de trabalhadores próprios com suspeita de contaminação (sintomáticos) e de contactantes (assintomáticos com contatos próximos aos suspeitos) chegou a 1.732 entre março de 2020 e início de maio de 2021. Ainda neste segmento, plataformas do Rio de Janeiro são responsáveis pela grande maioria dos desembarques: 1.515.

Após esta primeira resposta da empresa, limitada aos trabalhadores próprios, Crespo apresentou recurso para que fossem incluídos os petroleiros terceirizados. Dessa vez, a empresa respondeu com um quadro genérico, sem estratificação por estados, onde aparece o dado de que quase dez mil petroleiros e petroleiras desembarcaram de unidades da empresa em razão da pandemia (9.487) no somatório de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Um novo recurso foi apresentado para que os dados sejam estratificados por estados e a empresa ainda está no prazo para envio das informações.

Nesta segunda resposta, chama a atenção o grande crescimento de casos a partir do final de 2020. O número saltou de 650 em novembro de 2020 para 1.153 em dezembro de 2020, com pico até o momento de 1.326 em março de 2021 — e recuo para 1.218 em abril. Diferentemente do primeiro, este conjunto de dados não incluiu os dados iniciais de maio de 2021.

O Sindipetro-NF avalia que os números comprovam a ineficácia da política de prevenção à Covid-19 nas instalações da Petrobrás. Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram hoje que 73% dos casos de contaminação entre petroleiros e petroleiras acontecem em plataformas de petróleo.

O sindicato, junto à FUP e demais sindicatos, apresentaram desde 2020 um conjunto de procedimentos a serem seguidos pela empresa para que haja redução nos riscos de contaminação — incluindo itens como uma proposta de escala que mantenha em 14 dias o embarque, garantia de testes e de máscaras de qualidade e fim das quarentenas de pré-embarque nos hoteis. As recomendações foram avalizadas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fiocruz. Ainda assim a empresa insiste em descumpri-las.

Além de impactar diretamente a categoria petroleira, o grande número de casos em instalações da Petrobrás acaba por aumentar os riscos em cidades onde a empresa opera. Os quase 10 mil possíveis contaminados pela doença foram desembarcados nestes municípios, contribuindo para a disseminação. Embora os dados não cheguem a esse nível de detalhamento, sabe-se que a grande maioria destes desembarques acontecem em Campos dos Goytacazes (RJ), no Heliporto do Farol de São Tomé.

Essa preocupação com os efeitos negativos do comportamento da Petrobrás para as cidades tem levado o Sindipetro-NF a atuar em parceria com as autoridades locais de saúde. No dia 19 de abril passado, diretores da entidade se reuniram com representantes da área de vigilância epidemiológica do município para traçar planos de atuação conjunta no heliporto do Farol e nos hoteis onde a companhia hospeda petroleiros. Uma nova reunião está prevista para hoje.

Greve pela Vida

Em razão da negligência da empresa na prevenção à Covid-19 em suas instalações, a categoria petroleira do Norte Fluminense está em greve desde 0h do dia 4 de maio, sob orientação sindical de cumprimento rigoroso das escalas, turnos e jornadas em todas as unidades da empresa, em terra e no mar.

Trabalhadores dos centros de controle e de operação da Petrobrás em Imbetiba estavam sem testes para a doença há cerca de 15 dias. “Greve pela Vida” foi iniciada na última terça (4/5) e já recebeu denúncias de petroleiros de assédio para que não desembarquem das plataformas com 14 dias de trabalho

Após as reivindicações do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), intensificadas pela “Greve pela Vida”, deflagrada pelos petroleiros do Norte Fluminense na última terça-feira (4/5), a gestão da Petrobrás voltou a oferecer testes de Covid-19 a trabalhadoras e trabalhadores das salas de controle remoto (SCRs), dos Centros de Operações Integradas (COI) e das equipes do Centro de Controle Operacional (CCO), em Imbetiba, em Macaé.

Desde o dia 22 de abril, portanto, há cerca de 15 dias, a petroleira não estava testando as equipes desses centros. A justificativa da gestão da Petrobrás era a de que o contrato com a empresa que realiza os testes havia sido suspenso. Por isso, o Sindipetro-NF vinha disponibilizando para estes trabalhadores a realização de testes RT-PCR em convênio com um laboratório da cidade (Pionner) para cobrir esta falha da empresa.

Não é a primeira vez que trabalhadores de bases terrestres da Petrobrás ficam sem testes por problemas de contrato. Num momento em que a pandemia de Covid-19 vem contaminando e matando milhares de pessoas todos os dias, a companhia mantém sua desorganização e coloca ainda mais em risco trabalhadoras e trabalhadores próprios e terceirizados. Esse descaso permanente da gestão da Petrobrás faz com que a greve iniciada esta semana vá ganhando mais força”, protesta Tezeu Bezerra, coordenador geral do Sindipetro-NF.

Se a situação já é difícil em terra, nas plataformas marítimas é ainda mais dramática. Além de problemas na testagem pré-embarque, somente agora a gestão da Petrobrás começou a oferecer a máscara PFF-2/N95 a quem trabalha embarcado, mesmo sabendo que o equipamento é o mais eficaz para evitar a contaminação pelas variantes mais contagiosas e letais do SARS-Cov-2. Ainda assim, a empresa deu o dia 31 de maio como prazo para fornecer essas máscaras a todos.

Uma das reivindicações das trabalhadoras e trabalhadores das plataformas é a de que a aplicação dos testes RT-PCR e uso de máscaras PFF2 para todos os trabalhadores seja uma política da empresa de prevenção à Covid-19, conforme recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os chamados testes rápidos não são eficazes, sobretudo para trabalhadores que atuam em turno, em duplas, em ambientes confinados. Além disso, a Petrobrás não faz testes no meio e no final das jornadas de 14 dias de trabalho. Esse tempo é suficiente para que um trabalhador que embarque infectado pela Covid-19 contamine todos os seus colegas de trabalho na plataforma.

SINDIPETRO-NF JÁ RECEBE DENÚNCIAS DE ASSÉDIO

A “Greve pela Vida” foi motivada justamente em razão do descaso da atual gestão da Petrobrás no cumprimento de protocolos corretos de prevenção à Covid-19. Diversas plataformas na Bacia de Camposjá registraram surtos da doença. Somente em abril, foram mais de 500 petroleiros contaminados nas unidades marítimas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Petrobrás se nega a cumprir as leis e orientações sanitárias para impedir a contaminação nos seus locais de trabalho. A negligência da empresa coloca em risco também a vida dos trabalhadores que estão no entorno e de familiares.

Para piorar o quadro, a gestão da empresa implantou uma escala de trabalhoque desrespeita o Artigo 8º da Lei 5.811/1972, que estabelece prazo máximo de 15 dias para o trabalho embarcado. Sem negociar com o Sindipetro-NF e com a categoria petroleira, a Petrobrás alterou as escalas de trabalhadores próprios (para 21 dias) e terceirizados (para 28 dias), indo contra também o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Uma das recomendações do sindicato como parte da greve é que o pessoal embarcado exija o desembarque após os 14 dias de trabalho. Segundo Tezeu Bezerra, o Sindipetro-NF já recebeu denúncias de assédio por parte de superiores a trabalhadores de plataformas que manifestaram seu desejo de desembarcar após sua escala normal de trabalho.

Além do retorno à escala anterior, a“Greve pela Vida” reivindica testes de Covid-19 no meio e no fim da escala - atualmente a testagem é feita somente no embarque -, teste para pessoal que está em terra e cumprimento de todas as recomendações do MPT.

A Petrobrás ainda insiste em não emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), mesmo quando é evidente que os empregados foram contaminados dentro do seu ambiente de trabalho. A determinação da empresa vai na contramão de recentes decisões que apontam nexo entre a infecção e a atividade profissional, o que pode caracterizar a contaminação pelo coronavírus como doença laboral.



A Central de Movimentos Populares (CMP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram, na tarde desta quinta-feira (29), uma ação solidaria conjunta, com a venda de botijão de gás de cozinha por menos da metade do preço, cerca de 40 reais, para famílias moradoras em bairros periféricos de 11 cidades do país. Aproximadamente mil famílias em situação de vulnerabilidade social foram beneficiadas com a ação. "Essa ação da FUP e seus sindicatos junto com a CMP, hoje, foi maravilhosa. Fiquei emocionado com o depoimento de algumas companheiras", relata Deyvid Bacelar, coordenador da FUP.

A ação incluiu também a distribuição de cestas de alimentos, verduras, legumes e máscaras de proteção. Com o mote: Gás a preço justo, comida no prato e vacina no braço, durante a ação, a CMP e a FUP defenderam vacina já para toda a população e auxílio emergencial de 600 até o fim da pandemia. As entidades também denunciaram o desmonte das políticas públicas, às privatizações e o negacionismo diante da pandemia de covid-19.

“Nossa ação solidária de hoje teve o objetivo de ajudar famílias que estão passando por dificuldades, desempregada e sem renda para se alimentar, mas também de denunciar e exigir que Bolsonaro seja processado, afastado da Presidência da República e condenado pelas 400 mil mortes, pelo atraso na vacinação e pela covardia em reduzir o auxílio emergencial, justamente quando nosso país apresenta um cenário de desemprego e fome. Já são 19 milhões de pessoas passando fome”, denuncia Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP.

Com um valor do botijão de gás que chega a 120 reais em várias regiões do país, o que corresponde a 12% do salário-mínimo, a alta do produto provoca a elevação de preços em outros setores da economia, como os de alimentos e transportes. Ao promover a ação de solidariedade de hoje, CMP e FUP alertaram a para a privatização da Petrobras e de sua política de seguir o preço de importação.

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Objetivo é produzir oxigênio hospitalar para o enfrentamento da pandemia. Reunião será realizada nesta quinta-feira (29) e transmissão ocorre pelas redes sociais.

Nesta quinta-feira (29), a partir das 18h00, acontece audiência pública no plenário da Câmara Municipal de Araucária. O objetivo é discutir a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) para produção de oxigênio hospitalar, insumo fundamental para o tratamento de pessoas que têm o quadro de saúde agravado pela Covid-19.

A audiência foi uma conquista após as intervenções do presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, e do dirigente do Sindiquimica-PR, Paulo Antunes, em uma sessão da Câmara realizada no dia 20 de abril. Os dois explicaram que com algumas modificações a Fafen-PR pode produzir oxigênio hospitalar e ajudar no momento em que o país vive um drama pela falta do produto para atender aos pacientes internados com Covid-19.

Por indicação do vereador Aparecido Ramos Estevão (PDT), foi aprovada pelos demais parlamentares uma recomendação para que a Prefeitura de Araucária e o Governo do Paraná tomem providências para a reabertura da Fafen-PR.

Foram convidados para a audiência representantes do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro PR e SC) e do Sindicato da Montagem e Manutenção Industrial (Sindimont), além de deputados estaduais e federais e um especialista para explicar sobre a possibilidade da Fafen-PR produzir oxigênio.

Fechada desde fevereiro de 2020, a fábrica pode produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora. Além de suprir a demanda de várias cidades brasileiras, a reabertura da unidade geraria empregos e renda para famílias de Araucária e região.

A população terá acesso ao plenário para acompanhar a audiência, mas para garantir o distanciamento a capacidade do local será reduzida para 50 vagas. Quem estiver presencialmente na atividade poderá usar a tribuna para fazer perguntas. A audiência também pode ser acompanhada pela internet, pois será transmitida pelas redes sociais da Câmara. As perguntas feitas nos comentários do Youtube e Facebook do Legislativo Municipal serão lidas na reunião.

 

Participe! Para acompanhar a transmissão, acesse:

Facebook da Câmara de Araucária: https://www.facebook.com/CamaraAraucaria

Youtube da Câmara de Araucária: https://www.youtube.com/camaraaraucaria

Facebook do vereador Aparecido: https://www.facebook.com/AparecidoDaReciclagem/

 

Terça, 27 Abril 2021 14:21

Covid-19 também é doença do trabalho

A Petrobrás enfrenta graves surtos de Covid-19, tanto em plataformas como em refinarias. Teima em manter paradas de manutenção, dobrando ou até triplicando o número de profissionais trabalhando presencialmente em refinarias

Por Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP

Artigo publicado originalmente no Brasil 247 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu 28 de abril como o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho,em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas à atividade laboral. Em 2021, o evento chama a atenção para o enfrentamento da Covid-19 no ambiente profissional.

É emblemático que uma das primeiras mortes por Covid-19 no Brasil,em março de 2020, tenha sido a de uma mulher de 63 anos, empregada doméstica no Rio de Janeiro, que contraiu o vírus de sua patroa, recém-chegada de viagem à Itália. Além dela, milhares detrabalhadores já perderam a vida no país por causa da doença, infectados no local de trabalho ou no trajeto, aglomerados nos transportes públicos em horários de pico. 

Na Petrobrás, a pandemia se alastra. Desde março de 2020, os dados oficiais do Ministério de Minas e Energia (MME) mostram que a Petrobrás já registra 6,4 mil empregados infectados. Isso equivale a13% do total de trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás, hoje na casa dos 46,4 mil. Segundo os números oficiais, foram 23 mortes até a semana passada. 

Esses números, porém, não refletem a realidade. 

Primeiro, porque não abrangem terceirizados. Maio de 2020 foi o último mês em que o MME mencionou os terceirizados em seus boletins semanais de monitoramento da Covid-19. À época, o ministério contabilizou 151,5 mil pessoas trabalhando para a Petrobrás, entre próprios e terceirizados. Donde se conclui que para cada trabalhador próprio há dois terceirizados, e que, portanto, para cada contaminado Petrobrás podemos considerar dois terceirizados infectados. De acordo com nossos cálculos, baseados em denúncias, somando próprios e terceirizados, já são mais de 80 mortos.

Segundo, porque mesmo entre trabalhadores e trabalhadoras próprios, há subnotificação. A Petrobrás testa mal, protege mal e também não faz o devido acompanhamento epidemiológico. 

A companhia ainda vive uma “caça às bruxas” desde janeiro de 2019, quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República e Roberto Castello Branco, a presidência da Petrobrás (este segundo, felizmente, já se foi do cargo). Há uma pressão cada vez maior sobre trabalhadores e trabalhadoras, com condições de trabalho cada vez mais inseguras e insalubres, bem como ameaças de transferências e suspensões. Há quem escondeu a doença para não sofrer punições. Imaginem entre terceirizados. 

Mas, felizmente, em meio a essa tragédia, vem crescendo o entendimento entre legisladores, juristas, pesquisadores e cientistas de que a Covid-19 é também uma doença ocupacional. 

A lei previdenciária em vigor (8.213/1991) exige a comprovação de nexo causal em doenças endêmicas para que sejam consideradas laborais. O artigo 20, § 1º, consideradoença profissional “aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar à determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”. A mesma lei considera também “doença do trabalho aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente”.

O problema é que a comprovação desse nexo causal ficava a cargo do trabalhador e dependia da avaliação de cada tribunal. Isso se deu também quanto à Covid-19.

No entanto, recentemente, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Grande São Paulo e Baixada Santista) considerou a Covid-19 doença ocupacional, obrigando os Correios a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os empregados que contraírem o vírus, por entender que a empresa não tomou todas as medidas para prevenir a contaminação no ambiente de trabalho.

No caso dos petroleiros, a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), emitiu parecer científico em outubro de 2020 sobre as "contaminações por Covid-19 a bordo de plataformas e contribuições para investigação da caracterização do nexo causal entre a doença e o trabalho no setor de petróleo e gás". O documento aponta que "o diagnóstico da Covid-19 em petroleiros é presumidamente relacionado ao trabalho”. 

A Petrobrás se recusa a emitir a comunicação, mas o parecer elucida o motivo. O reconhecimento da Covid-19 como doença do trabalho e a emissão da CAT implicam elevar a Taxa de Acidentes Registráveis (TAR), um dos indicadores de desempenho das empresas do setor, vinculado à dinâmica da concorrência internacional. Isso se reflete, portanto, nas ações da Petrobrás na Bolsa de Valores, sobretudo em Nova York.

A Fiocruz reforça a recomendação de emissão da CAT.Para todos os trabalhadores petroleiros com diagnóstico de Covid-19, os empregadores devem emitir CAT e registrar o evento na Ficha do Sistema de Informações dos Agravos de Notificação (Sinan) para fins de Vigilância Epidemiológica e Vigilância em Saúde do Trabalhador.”

Estamos no pior momento da pandemia no Brasil. Já são quase 400 mil vidas perdidas, e chegamos a contabilizar mais de 4 mil mortes por dia, por causa da postura criminosa do governo Bolsonaro, que insiste em minimizar a gravidade da crise sanitária.

A Petrobrás enfrenta graves surtos de Covid-19, tanto em plataformas como em refinarias. Teima em manter paradas de manutenção, dobrando ou até triplicando o número de profissionais trabalhando presencialmente em refinarias.E continua descuidando do embarque para as plataformas.

A postura da empresa coloca em risco a vida de trabalhadores próprios e terceirizados, de seus familiares, da população das cidades onde as refinarias e heliportos estão localizados.A todo tempo, esses profissionais estão potencialmente em contato com o coronavírus, no local de trabalho ou no percurso.O nexo causal é evidente.

A Petrobrás está assumindo o risco de contaminação. Que assuma também suas responsabilidades com cada trabalhador e trabalhadora.

O Sindipetro-NF teve acesso a documento utilizado pela Petrobrás para fazer check list nos hotéis conveniados à empresa para abrigar petroleiros e petroleiras que aguardam embarque, em confinamento de dois dias. A própria companhia considera os hotéis locais de alto risco para contaminação pelo novo coronavírus.

Essa constatação confirma a pertinência dos procedimentos defendidos pelo sindicato, que não prevêem confinamento prévio em hotel, e sim o aumento no número de aplicações de testes nos trabalhadores, inclusive no desembarque.

“Está demonstrada a farsa dos hotéis. No nosso procedimento não precisa do hotel, ele troca o hotel pela testagem, como está também na recomendação do Ministério Público do Trabalho. A própria empresa reconhece o alto risco dos hotéis”, afirma o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

Na “Lista de verificação sanitária para os hotéis”, com previsão de aplicação semanal, a Petrobrás enumera 44 itens que precisam ser checados nos estabelecimentos. Destes, 24 são considerados de alto risco, 13 de médio risco e 7 de baixo risco de contaminação.

Entre os itens de alto risco estão aqueles que se relacionam a condições de higiene de ambientes, equipamentos e roupas, compromisso com procedimentos de prevenção à covid-19, uso de EPIs e fornecimento de alimentação. A entidade tem recebido da categoria e denunciado aos órgãos competentes diversos relatos de condições inadequadas justamente em itens como estes.

O Sindipetro-NF publicou recentemente relatos de que há problemas na limpeza de hotéis da região e aglomeração no check in. Novas informações sobre as condições de prevenção à covid-19 nos hotéis e nos locais de trabalho podem ser enviadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O sindicato mantém a sua cobrança para que a Petrobrás siga os procedimentos de prevenção defendidos pelas entidades sindicais e aprovados pela Fiocruz, assim como as recomendações do Ministério Público do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Movimento começa na próxima segunda-feira (12) e reivindica a suspensão da parada de manutenção da refinaria por prazo indeterminado.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC] 

A última das quatro sessões de assembleia para debater e deliberar sobre greve na Repar terminou em horário avançado da noite desta quinta-feira (08). 

Com 56% de votos a favor, 34% contrários e 10% de abstenções, os petroleiros da refinaria do Paraná aprovaram a deflagração do movimento paredista a partir da próxima segunda-feira (12). 

A luta é pela suspensão por tempo indeterminado da parada de manutenção da unidade mediante o cenário de grave crise sanitária gerado pela pandemia do coronavírus. 

Os gestores da empresa, em desprezo à vida dos trabalhadores, insistem em realizar a parada. O procedimento industrial, previsto para começar também no dia 12, adicionaria mais dois mil empregados na rotina da Repar e causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial, situação propícia para o surgimento de um foco de contaminação em massa. 

Já foram registradas três mortes de trabalhadores terceirizados na refinaria por Covid-19 e a gestão sequer comunicou os demais empregados. 

Diante de tamanha negligência com a segurança e de tantas tentativas por parte do Sindicato de negociar uma solução, não resta outro caminho a não ser a paralisação total das atividades. 

Em defesa da vida, agora é greve!

 

Nesta quarta e quinta, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas irão decidir sobre início do movimento paredista por tempo indeterminado com data de início para dia 12 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

No momento em que o Brasil passa dos 4 mil óbitos por dia em consequência da Covid-19, a postura da gestão da empresa se mantém mórbida e despreocupada com a saúde dos trabalhadores. 

Esse descaso em relação à segurança dos trabalhadores da Repar motiva o Sindicato a convocar a categoria para deliberar por uma greve sanitária. 

Caso indicativo para o movimento paredista seja aprovado, a data de início está marcada para 12 de abril pelo não atendimento da pauta apresentada à empresa através do Comunicado Sindical (CS 025/2021) de 27 de fevereiro de 2021 e seus agravantes (em anexo). 

Nos últimos dias o Sindicato fez reuniões setorizadas para tratar da questão da pandemia e da intransigência da gestão em manter os trabalhos da parada de manutenção mesmo diante do pior cenário da crise sanitária. 

Agora toda categoria está convocada para Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em sessões virtuais nos dias 07 e 08 de abril nos horários abaixo. 

 As reuniões serão via plataforma Zoom para respeitar os protocolos de segurança dos decretos do estado do Paraná e seguir orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Desde o início da crise sanitária, março do ano passado, o Sindipetro PR e SC busca dialogar com a gestão da Repar por melhorias em relação aos ambientes de trabalho e respeito aos protocolos de proteção dos trabalhadores. 

Mas diante de tamanha intransigência, ausência de diálogo, autoritarismo, descaso e não atendimento da pauta apresentada na CS 025/2021, torna-se primordial a instauração de uma greve sanitária em defesa da vida dos trabalhadores.   

Para participar das sessões virtuais será necessário cadastro prévio que deve ser feito através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone/whats (41) 98805-2367. Para validar a inscrição é necessário informar o nome completo, número de matrícula, unidade, setor, se está no regime administrativo ou de turno e qual o grupo. 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.