Em mais uma ação solidária, petroleiros do Paraná e Santa Catarina participam de mobilização conjunta que acontece sábado (12/6), nas vilas Pantanal e Chacrinha, no Alto Boqueirão, periferia de Curitiba

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Na manhã deste sábado (12), a ação conjunta de várias entidades vai levar 500 cestas de alimentos e 100 cargas de gás a famílias em situação de vulnerabilidade social das vilas Pantanal e Chacrinha, no Alto Boqueirão, em Curitiba. Batizada de “União Solidária”, a iniciativa vem sendo realizada desde junho de 2020 em ajuda humanitária a quem enfrenta a fome e o desemprego neste período de pandemia. 

A maioria das famílias das comunidades enfrenta dificuldade para garantir comida na mesa. Somado a isso, parte das moradias ainda sofre com a falta de energia elétrica. A Unidade de Saúde local também está desativada há meses, o que dificulta o acesso a atendimento neste período de crise sanitária. 

Ao longo de toda a ação serão cumpridos os protocolos de prevenção da Covid-19. As doações serão entregues a famílias cadastradas com antecedência por organizações das próprias comunidades. Para evitar aglomerações, a entrega dos alimentos será com distribuição de senhas, horários pré-estabelecidos e organização de distanciamento nas filas. O uso de máscara e de álcool em gel também estão sendo recomendados às pessoas que irão receber os itens. 

A maior parte dos alimentos doados são adquiridos diretamente com cooperativas da Reforma Agrária do Paraná, vindos de áreas de assentamentos e acampamentos do MST. Cerca de 3 toneladas de alimentos também serão doadas por famílias acampadas e assentadas em comunidades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Castro, Teixeira Soares e Lapa. 

As cargas de gás de cozinha vêm de doações dos trabalhadores da Petrobrás, que defendem a redução dos preços deste item essencial à sociedade, com o fim da política de valores atrelada ao dólar e à variação do barril do petróleo no mercado internacional, chamada de PPI (Preço de Paridade de Importação). O país possui reservas de petróleo e refinarias, o que possibilita a prática de preços baseada na produção nacional. 

Horta comunitária

Junto com a entrega das doações, também será realizado um mutirão para a criação de uma horta comunitária na vila Chacrinha, com 1700 metros quadrados e pelo menos 50 canteiros de verduras e legumes, além do plantio de 150 mudas de árvores nas duas comunidades e revitalização da praça do Pantanal. 

O preparo dos plantios têm orientação técnica de integrantes da Escola Latino Americana de Agroecologia (ELAA), e máquinas da Cooperativa Terra Livre, ambas localizadas no assentamento Contestado, da Lapa. O objetivo é que a horta complemente a alimentação das famílias da comunidade. 

A ação é realizada MST; o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC); Comissão da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba; Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR); Produtos da Terra; Coletivo Marmitas da Terra; APP-Sindicato Estadual, e Núcleos Curitiba Norte e Sul; e Partido dos Trabalhadores do Paraná (PT-PR). 

Iniciativas da “União Solidária” começaram em junho de 2020, e levaram alimentos e gás a diversas comunidades de Curitiba e região metropolitana. A mais recente ocorreu na vila Sabará, no dia 1 de maio, com a partilha de 560 cestas de alimentos e 100 cargas de gás. Também houve mutirão para a criação da Agrofloresta Papa Francisco, que está sendo mantida pelo Centro de Integração Social Divina Misericórdia (CISDIMI). 

Pandemia, desemprego e fome em alta

Curitiba está em bandeira vermelha desde o dia 29 de maio, devido à nova onda de agravamento dos números da pandemia na cidade. Passados quase 10 dias, os dados mostram uma leve redução dos casos, no entanto, ainda há fila de espera por leitos de UTI. As maiores restrições de circulação, a lentidão na vacinação e a falta de auxílio emergencial para toda a população sem renda agravam a situação de desemprego e falta de alimento na mesa.

 

Em todo o país, são mais de 14,2 milhões de desempregados e 6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) - os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Já a população que está fora da força de trabalho soma 76,3 milhões.

 

Pelo menos 19 milhões de brasileiros passam fome e 116,8 milhões de pessoas, mais da metade dos domicílios no país, enfrentam algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa é da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgada no início de abril.

 

Somado ao gesto humanitário, a “União Solidária” deste sábado também cobra o direito à vacinação imediata para toda a população, a defesa do SUS e o auxílio emergencial de R$ 600 para cada trabalhador sem renda.

No começo desta semana, o Sindipetro MG enviou ofícios para a secretaria municipal de saúde de Prefeitura de Belo Horizonte e para a gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), solicitando esclarecimentos sobre a ausência de data para a vacinação dos trabalhadores da refinaria, especialmente aqueles que residem na capital.

Os ofícios lembram que o Ministério da Saúde, em 17 de maio, apresentou uma lista dos grupos prioritários para receberem a vacinação. O texto ressalta que é de interesse do Plano Nacional de Imunização “ofertar a vacina COVID-19 a toda a população brasileira, a depender da produção e disponibilização das vacinas, mas neste momento é extremamente necessário o seguimento das prioridades elencadas”.

Segundo o quadro do MS – disponível aqui – os trabalhadores industriais ocupam o 27º lugar no quadro geral, com uma população estimada em 5.323.291 de pessoas no país.

No entanto, a Prefeitura de Belo Horizonte, onde reside grande parte dos trabalhadores da Regap e de outras indústrias da Região Metropolitana, não seguiu essa ordem e começou a vacinação de setores que vinham depois dos industriais, assim como abriu o calendário para o cadastro de pessoas de 55 a 59 anos, antes dos trabalhadores da indústria.

“Em que pese ser inquestionável – e, inclusive, louvável – que o avanço no calendário de vacinação seja extremamente positivo, esta entidade vem requerer à Secretaria Municipal de Saúde esclarecimentos acerca da motivação para que os Trabalhadores da Indústria residentes em Belo Horizonte, que figuram na 27a posição da tabela de Grupos Prioritários definida pelo Ministério da Saúde, não puderam, ainda, se apresentar para a vacinação”, questiona o ofício do Sindipetro MG.

Urgência da vacinação

Alas Castro Marques Oliveira, do setor jurídico do Sindipetro MG, explica que apesar de a refinaria estar em Betim, a maioria esmagadora dos trabalhadores mora em Belo Horizonte. “Trata-se de uma atividade essencial – a produção de combustíveis – que não parou nenhum minuto durante a pandemia”, frisa. O diretor lembra que já houve oito mortes na refinaria por Covid, além de diversos afastamentos.

Os petroleiros não os únicos nessa situação. Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT MG, destaca que desde o início do ano a central cobra as autoridades para que haja prioridade na vacinação de alguns grupos, que nunca deixaram de trabalhar presencialmente. Além dos trabalhadores da indústria, ele cita os eletricitários, os trabalhadores do saneamento, motoristas, atendentes de supermercado, trabalhadores da coleta de lixo. “A gente defende a vacinação para todos, com urgência, mas há grupos prioritários, que não podem parar – e nunca pararam. E não é um grupo tão grande, deveriam ter sido priorizados pela grande exposição e surtos de contaminação”.

A mobilização do dia 29 de maio chamou atenção para a necessidade de vacina para todos, assim como de medidas de proteção econômica. o tema também está na pauta de novas mobilizações, marcadas para o dia 19 de junho.

Resposta da PBH

Em resposta ao sindicato, a PBH respondeu o seguinte, nesta quinta (10):

“A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que segue o Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. É importante esclarecer que os grupos, assim como alguma fragmentação dentro deles, podem ser alterados dependendo da situação epidemiológica, do quantitativo de doses disponibilizadas à capital e das recomendações do Ministério da Saúde.

A vacinação dos trabalhadores da indústria está prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNOV). A Prefeitura já fez contato com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e aguarda o número de trabalhadores a serem imunizados. Para dar continuidade, é necessário que novas remessas de vacinas sejam entregues pelo Ministério da Saúde. A Prefeitura reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo”.

Confira os ofícios enviados:

Ofício 032.2021 – REGAP – Vacinação

Ofício_033_2021_SMS_Vacinação_de_trabalhadores_da_indústria

[Imprensa do Sindipetro-MG]

Coação aos trabalhadores que exerciam o direito de dialogar com seus representantes sindicais, quebra do protocolo de segurança sanitária de prevenção à Covid-19, prática institucional antissindical. Estes são os saldos de uma ação conjunta, hoje, da gerência do Aeroporto de Cabo Frio e das polícias Federal e Militar do Estado do Rio de Janeiro, para tentar intimidar diretores e diretoras dos Sindipetros NF e RJ que realizavam ato público no local contra a abertura de processo de demissão do diretor sindical Alessandro Trindade.

Por volta das 10h30, enquanto sindicalistas falavam aos trabalhadores, de forma pacífica e respeitando os protocolos sanitários e o distanciamento criado para manter os trabalhadores isolados após o confinamento pré-embarque, policiais chamados pela gerência do aeroporto entraram no local, ultrapassaram o limite do isolamento e começaram a assediar os trabalhadores para quem embarcassem.

A ação da gerência do aeroporto e das polícias foi transmitida ao vivo pelo Sindipetro-NF em sua página no Facebook. Confira:

https://fb.watch/62358wFfj7/

Os policiais, sem identificação, filmavam os participantes e em alguns momentos abordaram individualmente cada trabalhador para perguntar se iria embarcar, em clara coação. A categoria se manteve firme e ouviu as palavras dos sindicalistas, que denunciaram a arbitrariedade da demissão de Alessandro Trindade.

O próprio Trindade, que participou do protesto, falou sobre o que a ação da gerência e da polícia representava: “A gente está vivendo um estado de exceção. Esse aqui é um espaço que o representante da categoria tem para dialogar com todos. O atual regime imposto pelo país, de ditadura, impõe. Só que hoje foi quebrado o protocolo sanitário, o protocolo que a própria Petrobrás tanto zela foi quebrado pelo aparato policial”.

“Ninguém está tirando o direito de ir e vir. Estamos apenas protestando contra a suspensão do meu contrato de trabalho, contra a demissão arbitrária imposta pela Petrobrás simplesmente pelo fato de eu ter levado comida em um terreno em Itaguaí”, complementou o sindicalista.

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, afirmou que a ação da gerência e das polícias foi “uma irresponsabilidade. Eles [da gerência] nem explicaram à polícia como funciona [o isolamento]. Chegam aqui, vão entrando na área protegida, mexendo no cordão de isolamento que a gente respeita e sempre respeitou. É o momento truculento que a gente tem vivido. A gente não abaixa a cabeça.”

Em razão das chuvas os embarques acabaram por não ocorrer. O sindicato vai monitorar os possíveis casos de contaminação entre os trabalhadores abordados pelos policiais e seus contactantes nas plataformas. Em caso de adoecimento, a entidade vai tomar ações judiciais para identificar e punir os responsáveis pela quebra do isolamento.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

Petroleiros do Rio Grande do Norte estão ampliando a mobilização contra o descaso da Petrobras no enfrentamento da COVID 19 nas instalações da companhia, contra a agenda neoliberal para a venda de ativos no Estado e contra a privatização da PBio.

Nesta terça, 02 de junho, no Polo Guamaré(RN), a diretoria do SINDIPETRO-RN esteve reunida com a categoria numa assembleia informativa para denunciar a gestão desastrosa da Petrobras, com respaldo do Governo Federal.

Durante a assembleia foi discutida a venda acelerada dos ativos em solo potiguar, Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS); acidentes de trabalho que ocorreram no polo Guamaré nas últimas semanas, com registro de incidentes de Alto Risco Potencial, que poderiam causar danos irreversíveis a saúde dos trabalhadores, bem como a segurança estrutural do Polo.

Neste último ponto, foi falado sobre os protocolos de segurança e o ambiente inseguro que permeiam as bases da Petrobras no solo potiguar em razão da agenda da venda de ativos. Ao que parece o objetivo é precarizar para vender mais rápido.

O debate reuniu dezenas de trabalhadores do setor público e privado, que fazem parte dos setores da manutenção, caldeiraria, operação, instrumentação, logística entre outras áreas. Todos os participantes utilizaram máscaras de proteção individual, álcool em gel e obedeceram ao distanciamento social. Participaram da assembleia os dirigentes sindicais, Márcio Dias, Marcos Brasil e o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

Para Ivis Corsino, A gestão da Petrobras atua de maneira acelerada para consumar os processos de venda, muito embora existam muitos empecilhos de ordem ambiental, tributária e civil. “A Petrobrás para efetuar a venda de um ativo como o polo Guamaré ela sequer adequou ao recebimento da produção dos diversos produtores que estão disputando e já produzindo nas demais áreas, como é o caso da Potiguar E&P S.A em Riacho da Forquilha e da 3R Petroleum no polo de Macau”.

O coordenador ainda explicou que com esse ritmo desenfreado de concretizar o processo de venda, a Petrobras cria um ambiente inseguro nas instalações provocando medo e angústia para os trabalhadores que ali atuam.

“A falta de informação e clareza no tratamento que será dado aos trabalhadores concursados, por exemplo, é muito obscura. Não sabemos se serão demitidos, realocados ou se serão absorvidos. O mesmo acontece com os trabalhadores do setor privado. Por que há uma incerteza da continuidade dos contratos. Existem contratos em Guamaré que tem previsão de três anos, mas tudo indica que a Petrobras deva concluir a venda dos ativos até junho de 2022. Isso é um absurdo!”, explica o dirigente.

O coordenador continua, “neste cenário de incertezas, o que se enxerga nas bases do Rio Grande do Norte são contratos sendo abandonados, rescindidos, trabalhadores ficando com atraso de salários num período de três meses. E a Petrobras não tem tratado isso da forma adequada, focando apenas na agenda de venda dos ativos no Estado”.

Greve na PBio

Ainda na assembleia a diretoria fez um relato sobre a greve na PBio. Em greve desde o dia 20 de maio, os trabalhadores das usinas de biodíesel de Candeias, na Bahia, e de Montes Claros, em Minas Gerais, e da sede da PBio, no Rio de Janeiro, reivindicam a garantia de permanência no Sistema Petrobras, caso a privatização da subsidiária, que já está em processo avançado, se concretize. São cerca de 150 trabalhadores concursados, que lutam para ser incorporados e transferidos para outras áreas da empresa, como tem ocorrido em diversos desinvestimentos feitos pela estatal. A gestão da Petrobrás, no entanto, alega “impossibilidade jurídica” e a direção da PBio diz não ter competência para atender a esta reivindicação.

Diante do impasse estabelecido, os trabalhadores da subsidiária estão há 14 dias em greve e cobram que representantes da holding participem da audiência de conciliação que ocorre nesta quarta, à tarde.

Após a explanação, todos os trabalhadores do Polo Guamaré se posicionaram à favor da greve da PBio. O coordenador geral também relembrou que no polo de Guamaré existe uma planta da Petrobras Biocombustivel que foi desativada. “Essa planta comprava a produção de oleaginosas de cinco mil famílias. Nesta instalação existiam doze postos de trabalhos diretos que ajudavam na operação da planta, essa desmobilização que aconteceu no RN é o mesmo que vem ocorrendo nos demais Estados”, ressaltou o dirigente.

Faixas comunicando a venda irresponsável da PBIO também foram aplicadas nas imediações da Refinaria Potiguar Clara Camarão e também próximo a sede da Petrobrás em Natal.

No fim da assembleia foi estabelecido um pacto entre os presentes para não aceitar esse tipo de conduta arbitrária e entreguista que a Petrobras vem tomando, na qual vem apresentando uma série de prejuízos aos trabalhadores. Nesse sentido, a diretoria do sindicato também estabeleceu como meta, “estar como nunca antes, próximo a categoria e construir uma mudança positiva em decorrência dos atrasos promovidos pela atual gestão da Petrobras. A mobilização será permanente até que mude a conjuntura que permeia a Estatal”, destacou Ivis.

Confira o depoimento do Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, na Assembleia realizada no Polo de Guamaré desta quarta-feira (02) 

Publicado em Sistema Petrobrás

A diretoria do Sindipetro-NF recebeu denúncia que 30 trabalhadores com suspeita de contaminação por Covid-19 estariam desembarcando hoje, 28, do FPSO Cidade de Saquarema de propriedade da SBM,

Pela informação recebida, por conta da contaminação a empresa está desembarcando todos os trabalhadores terceirizados e não essenciais. O sindicato também recebeu relatos que foram realizados testes rápidos em todos e já fizeram PCR para avaliação no laboratório.

O NF lembra que para qualquer caso confirmado a empresa deveria testar todos no meio do embarque, mas as algumas empresas não seguem o procedimento do sindicato, conforme recomendação do MPT (Ministério Público do Trabalho)  e aprovação da Fiocruz.

Passado mais de um ano do início da pandemia as gestões das empresas de petróleo ainda não conseguiram preservar a saúde de seus trabalhadores, apesar das diversas orientações dos órgãos competentes e denúncias da entidade. O risco de contaminação a bordo é enorme, principalmente quando não é feita testagem períódica e não são utilizados os EPIs adequados.

Apesar disso existem bons exemplos, como duas empresas privadas do setor que já fazem a testagem no meio do embarque, a Ventura e a Ocyan. Trabalhadores dessas empresas já informaram ao sindicato que por conta dessa ação de prevenção hão há surtos nas plataformas há muito tempo.

Surto em P-47

O Sindipetro-NF também recebeu denúncia que entre ontem e anteontem desceram 23 trabalhadores com suspeita de Covid-19 em P-47. O sindicato já entrou em contato com a diretoria da empresa para mais informações e para acompanhar o caso.

É muito importante que a categoria petroleira continue denunciando ao sindicato os casos de COVID-19 a bordo das plataformas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  e o não cumprimento das escalas de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Presidente da Central orienta sobre medidas de prevenção e cuidados sanitários que devem ser atendidos pelos sindicatos e militância para evitar expor trabalhadores ao novo coronavírus

Leia a íntegra:

A Central Única dos Trabalhadores (CUT)vem a público para manifestar o seu agradecimento às CUTs Estadais, Ramos, sindicatos e todas as entidades filiadas, Contag e MST pela mobilização e empenho para que o nosso ato desta quarta-feira (26), em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, vacina para todos já, contra a carestia e a fome, fosse realizado com muito sucesso, propiciando também a entrega da pauta legislativa das Centrais às lideranças políticas da Câmara e do Senado.

No próximo sábado (29), acontecerá uma nova manifestação, convocada pela Campanha ‘Fora, Bolsonaro’, da qual a CUT também é integrante.

Cumprindo a decisão da nossa Direção Executiva de 17/05/2021, orientamos as CUTs Estaduais, Ramos e entidades filiadas que nossa mobilização deve ser organizada com todas as medidas da prevenção e cuidados sanitários possíveis, de forma que não provoquem aglomerações e exponham nossos militantes e trabalhadores e trabalhadoras das nossas entidades ao risco de contrair Covid-19.

Entendemos que a indignação e o repúdio a todos os atos desse governo genocida devem ser cada vez mais potencializados para sensibilizar a população da impossibilidade de continuidade desse governo, mas também temos a responsabilidade de não negar o momento difícil e trágico que a pandemia está causando nos lares de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Defendemos desde o primeiro momento as medidas recomendadas  pelos cientistas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao novo coronavírus e também as políticas econômicas e sociais necessárias para a proteção da população.

Nessa luta, que se intensificou a partir de março de 2020, muito já foi feito e muito ainda deverá ser feito para que consigamos colocar um ponto final nos desmandos desse governo e em especial interromper o genocídio do povo brasileiro. Precisaremos de todos vivos para vencermos todas as batalhas que ainda serão travadas.

Sérgio Nobre
Presidente Nacional da CUT

 

Publicado em Movimentos Sociais
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), mantida pela Fiocruz, realizará na segunda-feira, 31, uma aula aberta, que será transmitida ao vivo pelo YouTube, com o tema “A Saúde do Trabalhador e o Enfrentamento da Pandemia: Impactos da Covid-19 no mundo do trabalho”. A webconferência é uma atividade do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), com apoio da FUP e da FNP e dos sindicatos de petroleiros do Norte Fluminense, Paraná/Santa Catarina e Rio de Janeiro.
 
A aula faz parte do programa de formação em saúde, trabalho e ambiente na indústria do petróleo e terá como palestrante a pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, e mediação da pesquisadora do Cesteh, Élida Hennington. 
 
A webconferência é aberta a todos e está sendo  transmitida ao vivo, nesta segunda-feira, 31, de 9h às 12h, pelo Canal do Youtube da FNP, com retransmissão pelo Facebook da FUP e do Sindipetro-NF.
 
Acompanhe: 

 
[Imprensa da FUP]
Publicado em Movimentos Sociais

Dando sequência aos atos da Greve pela Vida, a diretoria do Sindipetro-NF, acompanhada do Coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, realizaram uma atividade no Terminal de Cabiúnas de distribuição de camisas do movimento “Luto pela vida do meu companheiro”, máscaras PFF2 e de faixas pretas para a categoria colocar nos braços em forma de luto pelos colegas mortos pela Covid-19.

Deyvid Bacelar criticou o fato das empresas do setor petróleo não atuarem na prevenção da doença.  “Como a gestão das empresas não promovem ações de prevenção e conscientização dos trabalhadores é importante destacar que o NF e a FUP fazem esse trabalho para não termos um aumento de contágio de Covid-19 nos locais de trabalho” – disse Deyvid.  Veja aqui o video da ação.

 


Leia também: Coordenador da FUP participa de ato do NF de testagem em massa da Covid-19 no Heliporto do Farol


A atividade de denuncia do descaso da empresa com a saúde dos trabalhadores teve início às 6h30 e foi até 7h40, quando pararam de chegar os ônibus com trabalhadores e trabalhadoras de outras cidades ao terminal.

“Foi muito importante a atividade! Nós ficamos nas calçadas, entregamos camisetas,  uma faixa pra colocar no braço e a máscara PFF2 que é a máscara adequada. Sempre tocando uma palavra com os trabalhadores que tinham muitas  dúvidas” – explicou a diretora Bárbara Bezerra, que comentou que algumas pessoas questionaram o porquê da empresa não ter distribuído a máscara certa e porque essa era melhor. Bárbara explicou que a máscara PFF2 é indicada pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) por ser mais segura na prevenção do Covid-19.

Bárbara reforça a necessidade de toca categoria utilizar as camisas pra fortalecer nossa luta. Ela conta que alguns que já estavam trabalhando no terminal saíram para buscar as camisas com a direção do sindicato e reforçar o movimento.

Estiveram presentes também o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra e os diretores Sergio Borges, Jancileide Morgado e Eider Siqueira.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Luta é contra o descaso do governo federal com a pandemia, em protesto contra as taxas de desemprego, a falta de vacina no braço e de comida no prato

[Da redação da CUT]

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, Pública, CSP-Conlutas, CGTB, CONTAG, MST e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam o ato nacional nesta quarta-feira (26), em Brasília, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, contra a fome e a carestia, por vacina no braço e comida no prato. O ato será transmitido, ao vivo via redes sociais e You Tube dos organizadores, além de TVs comunitárias. A tag que está sendo usada é #600ContraFome. 

Em nota à imprensa, os representantes das centrais e dos movimentos sociais que, de forma unitária farão o ato presencial em Brasília, em frente ao Congresso Nacional, listam entre os argumentam para a mobilização a pandemia, o desemprego, a falta de vacina no braço e de comida no prato.

“O povo brasileiro está passando fome e a redução do valor e do alcance do auxílio emergencial, um crime cometido pelo governo federal, levou essa situação ao extremo. Por isso, na quarta-feira (26), a partir das 10h, as Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais, de forma unitária, farão ato nacional e presencial em Brasília, em frente ao Congresso Nacional”, diz trecho da nota.

O texto segue explicando que o ato é “presencial, porém, sem aglomeração e sob todos os protocolos sanitários para evitar contágio e propagação do Coronavírus, em respeito à vida, à ciência e às famílias de quase meio milhão de pessoas que morreram nem de Covid-19 e em consequência do negacionismo e incompetência do governo federal”.

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, gravou um vídeo convocando todas as estaduais, sindicatos, confederações, ramos e entes cutistas a se engajarem no ato em seus estados, inclusive pressionando os deputados em suas bases.

“É importante que todos os entes da CUT divulguem, assistam, compartilhem a nossa luta no dia 26 de maio pelo auxílio de R$ 600, contra a fome e a carestia. A prioridade, neste momento de pandemia, é garantir vacina no braço e comida no prato da população e, para isso, temos de pressionar cada vez mais os parlamentares no Congresso Nacional e nos estados”, disse Sérgio Nobre.

Veja a convocatória da CUT: 

Página 5 de 12

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.