O diretor da área de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP, Raimundo Teles dos Santos, participa neste sábado, 10, do programa Debate Petroleiro, que terá como pauta as denúncias sobre tratamento precoce e o uso de Ivermectina receitado por médicos da Petrobras para trabalhadores com sintomaas ou que testaram positivo para o COVID-19. O programa terá também a presença do senador Humberto Costa (PT/PE), ex-ministro da Saúde no primeiro governo Lula. 

Apesar da ivermectina ser um antiparasitário, comumente utilizado no combate a piolhos, sem qualquer eficácia comprovada no tratamento da Covid-19, trabalhadores da Bacia de Campos com sintomas da doença ou já contaminados tiveram o medicamento prescrito pelo setor médico da Petrobrás. O Sindipetro-NF e a FUP receberam várias denúncias nesse sentido, atraindo a atenção da imprensa.

As denúncias tiveram ampla repercussão nas mídias, com mais de 100 matérias veiculadas sobre o fato, inclusive uma ampla reportagem exibida pelo telejornal RJ TV na última quinta-feira, 02. A Petrobrás foi obrigada a se posicionar e disse que a responsabilidade é dos médicos e não da companhia.


Leia também: CPI da Covid quer explicações da Petrobrás sobre adoção de tratamento precoce para os trabalhadores


 

O Sindipetro protocolou ofício junto a Secretaria de Saúde de Canoas, cobrando informações sobre o calendário de vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras da Refap e UTE, visto que os petroleiros atendem os critérios de prioridade do Ministério da Saúde e a imunização dos industriários já vem sendo aplicada desde o dia 15/06.

Confira a íntegra do ofício

[Do Sindipetro-RS]

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que trabalhadores foram embarcados na P-31, na Bacia de Campos, antes da divulgação do resultado do teste para Covid-19. Segundo o sindicato, o isolamento está sendo feito dentro da plataforma, em alto mar, sob risco de contaminação dos trabalhadores que estão à bordo

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Petroleiros foram embarcados na P-31, ontem, sem resultados de exames para Covid-19 e foram mantidos isolados na sala de cinema da plataforma, o que contraria a legislação. O caso está sendo acompanhado pelo Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, que recebeu denúncia dos trabalhadores e cobra explicações da Petrobrás.

O voo para P-31 ocorreria na última terça, 29, com exames feitos no último domingo e resultados conhecidos na segunda-feira. No entanto, houve transferências sucessivas do voo, primeiro para quarta e depois para quinta-feira, e os trabalhadores tiveram que fazer novos exames — segundo a empresa, o exame tem validade de três dias.

Os petroleiros fizeram novos exames na quarta-feira, às 16h, e foram embarcados em voo das 6h30 da manhã da quinta-feira, ainda sem conhecer os resultados. Ao chegarem à unidade foram colocados, isolados, na sala de cinema, até por volta das 9h30 — quando finalmente saíram os resultados, com nenhum positivo.

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, “não tem lógica, por causa de algumas horas, embarcar as pessoas para fazer isolamento a bordo, o que não é permitido tanto pela legislação estadual quanto pelas recomendações do MPT e da Anvisa. Ou o trabalhador está apto a embarcar ou não. Esse jeitinho não tem cabimento”.

Em sua recomendação de 31 de março de 2021, o MPT (Ministério Público do Trabalho) afirma que a empresa deve “abster-se de realizar isolamento a bordo de pessoas com suspeitas de infecção por Covid-19, promovendo o imediato desembarque dos casos suspeitos e/ou confirmados e a desinfecção de quaisquer acomodações utilizadas pelos trabalhadores portadores de doenças infectocontagiosas”.

O Sindipetro-NF estimula que toda a categoria mantenha a entidade informada sobre as condições de saúde e segurança, especialmente sobre os protocolos de prevenção à Covid-19, por meio de mensagens para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O terceiro ato nacional da campanha Fora Bolsonaro, que acontece sábado (3), já foi confirmado em 180 cidades do Brasil e do exterior, segundo levantamento das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que organizam a manifestação. Além de responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro pelo avanço descontrolado da pandemia da covid-19 no país, que já resultou na morte de mais de meio milhão de brasileiros, a mobilização nas ruas é essencial para reforçar a pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) dê andamento ao processo de impeachment de Bolsonaro. 

As denúncias de corrupção na compra de vacinas pelo governo federal, que, conforme vem apurando a CPI, ocorreram com a anuência do presidente da República, reforçam os atos deste sábado. As manifestações têm ainda como motes de luta "vacina no braço" e "comida no prato", reforçando reivindicações como auxílio emergencial de R$ 600, empregos, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), mais investimentos na educação, suspensão das privatizações e da reforma Administrativa.

Para as entidades que integram a campanha Fora Bolsonaro, somente com o fim deste governo, será possível pensar em um projeto de recuperação econômica para o país, com foco na geração de emprego e renda e em políticas de proteção social, principalmente para as camadas da população mais impactadas pela pandemia.

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, ressalta a importância dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás que estejam fora dos grupos de risco se somarem aos atos deste sábado, seguindo todas as recomendações de segurança dos sindicatos e dos movimentos sociais que organizam a mobilização: "Nós temos motivos de sobra para estarmos nas ruas de todo o Brasil". Veja o vídeo abaixo:

Impeachment: a hora é agora

Na quarta-feira, 30, a FUP participou do ato em Brasília que marcou a entrega na Câmara dos Deputados do superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Mais de 700 entidades de movimentos populares, sindicais e de organizações da sociedade civil assinam o requerimento de impeachment, que reúne em um só documento 24 atos cometidos por Bolsonaro, que indicam crimes de responsabilidade, sustentados por argumentos jurídicos de outros 120 pedidos de impeachment já apresentados. Somam-se a estes atos, as recentes denúncias de prevaricação na compra superfaturada da vacina Covaxin, que estão sendo investigadas pela CPI da Covid no Senado. Assinam também o requerimento 11 partidos políticos, entre eles, PT, PSOL, PC do B, PDT, PSB, Rede e Cidadania.

O superpedido de impeachment de Bolsonaro acontece em um momento político decisivo para o país e reúne a força dos atos que vêm sendo realizados desde maio em todo o Brasil cobrando a responsabilização do presidente por seus atos criminosos no enfrentamento à pandemia da covid-19.

A FUP e seus sindicatos estarão novamente presentes aos atos deste sábado, 03, reforçando a pressão nas ruas por Fora Bolsonaro.

As orientações de segurança são de que as manifestações sejam realizadas apenas em locais abertos e bem ventilados, sem aglomeração. Mesmo ao ar livre, deve ser mantido o distanciamento de dois metros e o uso de máscaras e álcool em gel. 

[Imprensa da FUP, com informações da CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) lamenta profundamente o falecimento de Óscar Cipriano García Granados, destacado dirigente da Unión Sindical Obrera de la Industria del Petróleo (USO), da Colômbia. Ele foi mais uma vítima da pandemia da covid-19 e nos deixou nesta quarta-feira (30). A direção colegiada da FUP se solidariza com seus familiares e companheiros de luta sindical.

Óscar tinha uma vasta trajetória como dirigente sindical, na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da indústria petroleira. O dirigente começou trabalhando como operário no Complexo Caño Limón, campo petrolífero na região de Arauca, na divisa com a Venezuela, e se filiou ao sindicato, do qual virou notório dirigente até os dias de hoje.

Formado em Direito, integrava a Direção Nacional da USO e dirigia a Secretaria de Usuários e Beneficiários. Em nota, a entidade afirmou: “essa crise, agravada pelo mal governo, pela desídia do Estado na proteção do direito à saúde e a vida de todos os cidadãos e cidadãs da Colômbia nos coloca no dever de continuar lutando para mudar esse estado de inconstitucionalidade generalizada”.

A FUP se solidariza com a família de Óscar e com todos os companheiros e companheiras da USO. Como afirmou a entidade sindical colombiana, “que o exemplo de militância para a vida digna de todos e todas propagado por Óscar seja a pedra angular para a construção de um país diferente, em paz, com justiça, livre e soberano”.

Óscar Granado, presente!

[Federação Única dos Petroleiros]

 

Publicado em Movimentos Sociais

Nesta quarta-feira, 30, à tarde, uma ampla articulação de movimentos sociais, sindicais e partidos que fazem oposição ao governo federal protocola na Câmara dos Deputados Federais um superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A FUP é uma das entidades que participa dos atos de hoje em Brasília, que marcam a entrega do documento, prevista para as 15h, no Congresso Nacional. elenca mais de 20 crimes de responsabilidade cometidos por ele

Mais de 700 entidades de movimentos populares, sindicais e de organizações da sociedade civil assinam o requerimento de impeachment, que reúne em um só documento 24 atos cometidos por Bolsonaro, que indicam crimes de responsabilidade, sustentados por argumentos jurídicos de outros 120 pedidos de impeachment já apresentados. Somam-se a estes atos, as recentes denúncias de prevaricação na compra superfaturada da vacina Covaxin, que estão sendo investigadas pela CPI da Covid no Senado. Assinam também o requerimento 11 partidos políticos, entre eles, PT, PSOL, PC do B, PDT, PSB, Rede e Cidadania.

O superpedido de impeachment de Bolsonaro acontece em um momento político decisivo para o país e reúne a força dos atos que vêm sendo realizados desde maio em todo o Brasil cobrando a responsabilização do presidente por seus atos criminosos no enfrentamento à pandemiaa covid-19. No próximo sábado, 03, a população volta às ruas em uma nova mobilização convocada pela Frente Fora Bolsonaro e que contará novamente com a participação da FUP e de seus sindicatos.

Novo cenário político

Quando o texto do superpedido de impeachment já estava pronto, surgiu a denúncia dos irmãos Miranda – o servidor público do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e o deputado federal, Luís Cláudio Miranda (DEM/DF) – sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Eles disseram na CPI da Covid do Senado que avisaram Bolsonaro antes do contrato ser assinado e o presidente nada fez.

Um dos fatos que levantou suspeitas do servidor foi a intermediação da empresa Precisa Medicamentos na compra de 20 milhões de doses da Covaxin, produzida pela farmacêutica Bharat Biotech, por US$ 15 cada dose, ou (R$ 80,70), mais caro do que qualquer outra vacina comprada pelo país e ainda nem havia sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O servidor do Ministério da Saúde também suspeitou do fato da empresa Madison Biotech, uma offshore com sede em Cingapura, ter sido apontada como destinatária dos pagamentos, mesmo não sendo mencionada no contrato.

Na conversa com os irmãos Miranda, Bolsonaro teria apontado envolvimento do líder do governo no Congresso, Ricardo Barros (PP-PR) na mutreta, mas não tomou nenhum providência.

Isso é prevaricação, disseram senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO), que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde apresentaram na segunda-feira (28) uma notícia-crime contra Bolsonaro pelo crime de prevaricação. A ministra Rosa Weber foi sorteada relatora do processo.

Na notícia-crime os senadores afirmam que a suposta omissão do presidente ocorreu "ou por envolvimento próprio no esquema criminoso ou por necessidade de blingagem dos amigos do rei". 

O que é prevaricação?

Prevaricação é um crime contra a administração pública que acontece quando o agente público deixa de agir da maneira que se espera dele e no qual é obtida alguma espécie de favorecimento.

Exemplos: policiais ou fiscais que não tomam providência diante de uma irregularidade, para proteger determinada pessoa ou um presidente que não mandou a Polícia Federal investigar um parlamentar que ele mesmo acha que está envolvido na suposta irregularidade nem determinou que o contrato não fosse assinado, deixou rolar.

De acordo com o Código Penal, prevaricar é "retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal". O ato de ofício é aquele que se espera que o servidor faça independentemente de um pedido. Governantes, como o presidente da República, também são funcionários públicos.

Qual é a pena para a prevaricação? 

A legislação brasileira estabelece pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, o caso tramita nos Juizados Especiais Criminais, conforme lei de 1995. Essa unidade do Judiciário objetiva não aplicar penas privativas de liberdade.

[Imprensa da FUP, com informações da CUT]

 

 

Publicado em Política

Diretores do Sindipetro-NF foram impedidos de entrar, na manhã de hoje, no saguão do aeroporto de Cabo Frio. No mesmo local, em 10 de junho, a gerência chamou a polícia para tentar coagir trabalhadores a embarcar, durante um ato realizado pelo sindicato, e policiais chegaram a invadir área sanitária.

O sindicato condena a truculência da Petrobrás. A atitude da empresa caracteriza prática antissindical e será denunciada pela entidade. Os diretores Alessandro Trindade, Gustavo Morte e Alexandre Vieira, que estavam no aeroporto para conversar com os trabalhadores, respeitando o distanciamento como tem feito nas demais setoriais, gravaram um vídeo para relatar a situação. 

Para Trindade — ele mesmo um exemplo da truculência da empresa, que é alvo de processo de demissão por ter distribuído cestas básicas em uma ocupação popular em área doada à Petrobrás —, a empresa não vai conseguir intimidar o sindicato.

“Fomos notificados pela administração do aeroporto de Cabo Frio da proibição [de entrar] no saguão. Uma prática antissindical que vem sendo repudiada pela direção do Sindipetro-NF”, afirmou Alessandro, complementando que “o sindicato vai denunciar as práticas antissindicais e não vai deixar de dialogar com os trabalhadores”.

O diretor Gustavo Morete apontou a incoerência da empresa, que em suas respostas oficiais afirma adotar medidas de proteção à Covid-19 mas, na prática, não adota recomendações e ainda barra a ação sindical no sentido da prevenção.

“A gente trouxe as máscaras PFF-2, como a gente tem feito, e também [viemos] dar orientação para os trabalhadores, falar a respeito da testagem a bordo, que não está sendo feita, do uso da máscara adequada”, disse Morete, que advertiu ainda sobre a grande quantidade de variantes do novo coronavírus em circulação no estado do Rio de Janeiro.

A incongruência da gestão da companhia também foi lembrada por Alexandre Vieira, que questionou: “eu pergunto à empresa se ela está testando todo o pessoal do check in, se está testando todo o pessoal do hotel, se ela cumpre as recomendações de 31 de março do MPT [Ministério Público do Trabalho] de testagem a bordo, se ela está entregando, e a gente viu que não está, a máscara PFF-2.”

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Nesta terça-feira, 22, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense encaminhou à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) os documentos com dados, que comprovam as denúncias feitas durante a audiência pública remota, para debater as condições de saúde dos petroleiros durante a pandemia de coronavírus. O documento também reforça a importância da vacinação para a categoria. 

Entre os gráficos apresentados, o sindicato mostra que mais de 71% dos casos de contaminação pela COVID-19, ocorreram por disseminação a bordo das unidades. Além disso, os dados do MME (Ministério de Minas e Energia), apontam que mais de 15% dos funcionários

da Petrobras, foram contaminados pela COVID-19. Contudo, também foi demonstrado que os 6.949 mil empregados da Petrobras contaminados pela COVID, escondem conforme estimativa outros cerca de 9.237 mil trabalhadores terceirizados, totalizando dessa maneira 16.186 mil trabalhadores contaminados. 

Um dos motivos deste problema é que  as empresas operadoras da produção e operação estão descumprindo as recomendações relativas à testagem, registro e divulgação de contaminações. Contidas nas recomendações MPT COVID-19 2344/2021, de 31 de março de 2021, MPT COVID-19 299330/2020, de 21 de agosto de 2020 e RECOMENDAÇÃO MPT COVID-19 No 4097/2021, de 1° de junho de 2021.

Foi possível lembrar ainda do caso da Variante Indiana da Covid, detectado no Brasil, que foi de trabalhador do município de Campos dos Goytacazes. Tendo este transitado pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, antes de seu retorno a residência em Campos dos Goytacazes. 

Além de apresentar os dados, no ofício, o sindicato solicitou informações sobre a data do início da vacinação ou a expectativa para a vacinação deste grupo de trabalhadores, que conforme demonstrado está sob extremo risco de contágio. Lembrando que o Plano Nacional de Vacinação contempla os trabalhadores da indústria, onde os Petroleiros são inseridos neste grupo prioritário e são também uma parcela expressiva da população e força de trabalho dos municípios produtores. 

Conforme acordado na audiência, a comissão de saúde da ALERJ, com posse destas informações, organizará uma reunião com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Como também deverá fazer a interlocução e levar os fatos relatados ao Conselho dos Secretários de Saúde do Estado do Rio de Janeiro o Sr Rodrigo Oliveira e com a Sub Comissão de Saúde da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Veja aqui a íntegra dos documentos encaminhados à Alerj

[Da imprensa do Sindipetro NF]

O presidente Jair Bolsonaro ultrapassou todos os limites ao permitir que mais de meio milhão de brasileiros tivessem suas vidas interrompidas por uma doença para a qual já há vacina.  Quase dois terços das mortes por Covid-19 no Brasil ocorreram neste primeiro semestre de 2021, quando países do mundo inteiro avançavam nas campanhas de vacinação. Muitas das vidas perdidas poderiam ter sido salvas, se não fossem a incompetência, o negacionismo e o projeto genocida do atual governo. A FUP e seus sindicatos reafirmam a solidariedade com cada uma das famílias atingidas por essa tragédia anunciada, bem como o nosso compromisso de continuar na luta por #ForaBolsonaro e por #Vacinajá

[Com informações da Rede Brasil Atual]

O Brasil ultrapassou a trágica marca de meio milhão de vidas perdidas para a covid-19, com a certeza de que muitas destas mortes poderiam ter sido evitadas. Se o país estivesse na média do mundo, seriam 125 mil. Entretanto, além do vírus, o Brasil enfrenta um governo aliado da morte. Jair Bolsonaro, desde o início da pandemia, incentivou e promoveu aglomerações; divulgou mais de 2 mil mentiras sobre a covid-19, entre elas, informações falsas contra o uso de máscaras. Atacou com desinformação, rejeitou e ignorou vacinas.

No sábado, 19, mesmo dia em que o país alcançou a sombria marca de 500 mil mortes pela covid-19, mais de 750 mil pessoas foram às ruas protestar contra a gestão genocida do presidente, cobrando responsabilização do governo pelas vidas perdidas, Vacina no Braço e Comida no Prato. Foram 427 atos em todas as capitais e no Distrito Federal e em mais de 400 municípios brasileiros e outros 17 no exterior.

Trabalhadores, estudantes, artistas, políticos, religiosos, familiares de vítimas da Covid, todos unidos em atos de protestos e de soliariedade aos brasileiros e brasileiras que choram a perda das mais de 500 mil vidas que foram ceifadas pelo vírus. É como se, em pouco mais de um ano, uma cidade como Florianópolis desaparecesse. A capital catarinense tem 508 mil habitantes. Mas, nas palavras do presidente, “e daí?”. “É só uma gripezinha”. Se lamentar pelos mortos? “Coisa de maricas”. Além de todo o histórico de falas, atitudes concretas como aliado do vírus. Bolsonaro chegou a entrar na Justiça contra prefeitos e governadores que adotaram medidas (fracas) de isolamento social para frear o vírus.

A revolta, a indignação, a dor estavam estampadas nos olhares dos manifestantes, protegidos por máscaras e atentos às recomendações de segurança feitas a todo instante pelos organizadores dos atos, que tiveram ampla cobertura da mídia. 

Dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados, assim como petroleiros de diversas unidades do Sistema Petrobrás e de empresas do setor privado também compareceram aos atos, de norte a sul do país. Em seu perfil no instagram, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, registrou a presença no ato em Feira de Santana, na Bahia, onde falou aos manifestantes:

 

Nesta sexta-feira, 18, diretores do Sindipetro-NF participaram de uma audiência pública realizada pela  Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para debater as condições de saúde dos profissionais petroleiros durante a pandemia de coronavírus.

Na ocasião, o sindicato aproveitou a oportunidade para frisar que os petroleiros estão sendo constantemente expostos à contaminação, e as empresas petroleiras não fazem o devido trabalho de prevenção.

O assessor médico do Departamento de Saúde do Sindipetro NF, Ricardo Garcia, explicou a dinâmica de trabalho dos petroleiros e o risco que correm, bem como falou sobre a atuação das empresas. “Os funcionários embarcam de helicóptero, então a aglomeração já está feita. Além disso, estão sendo feitos testes rápidos pelas empresas, notoriamente ineficientes. Deveria ser feita a testagem molecular, antes, durante e depois do embarque. Além disso, os funcionários sofrem com problemas psíquicos. Se já tinham uma jornada de trabalho muito grande e exaustiva, agora os profissionais convivem com o medo de voltarem para suas casas e contaminarem suas famílias”, relatou.

Já o diretor e coordenador de Saúde e Segurança do Sindipetro NF, Alexandre de Oliveira pontuou que os petroleiros não estão bem definidos nos grupos de vacinação prioritária contra a covid-19: “Para a Marinha, aquaviário é quem conduz embarcações, logo os petroleiros estariam fora desse grupo de vacinação. Também há muita controvérsia se somos considerados portuários, também prioritários em alguns locais, assim como os industriários”.

Após ouvir o relato dos petroleiros, a coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), Eralda Ferreira, destacou a importância da identificação da ocupação profissional nos registros de contaminação pelo coronavírus. “Assim, será possível entender as categorias mais expostas”, explicou.

Na ocasião, a presidente da Comissão de Saúde, a deputada Martha Rocha (PDT) disse que a comissão pode fazer interlocuções com o Ministério Público, com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado (Cosems-RJ), já que a atuação dos petroleiros alcança diversos municípios do estado.

“É nosso papel fazer com que outros organismos conheçam o processo de aflição dos petroleiros e suas demandas justas e necessárias, para que tenhamos uma solução para essa situação”, declarou.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.