Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, criticou duramente a decisão da gestão Castello Branco de vender 50% do Polo de Marlim, na Bacia de Campos. Veja a íntegra de seu comunicado:

Complexo Marlim, definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada com a cerca junto

Dados resumidos dos campos em oferta

Novamente somos surpreendidos pela oferta de campos gigantes da Bacia de Campos, compreendidos, como a própria oferta destaca, como a maior acumulação pós-sal no Brasil, um dos ativos prioritários para a companhia, com VOIP (volume in place) acima de 20 Gbbl (bilhões de barris), prazo de concessão até 2052, localizados em águas profundas e ultra-profundas, com oportunidades no pós-sal e pré-sal. Definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada, com cerca e tudo.

Inexplicável a venda de 4 campos cuja produção atual soma 240 mil boe/dia com potencial de aumento significativo e reservatórios comprovados, e a testar em curto prazo, no pré-sal. E se pretende desfazer-se da metade de tudo isso. Em que essa decisão vai ajudar a companhia e o país?

Em que, estrategicamente, é bom para a Petrobrás concentrar suas atividades em alguns campos do pré-sal da Bacia de Santos, os mais rentáveis? Pode ser muito bom momentaneamente aos acionistas investidores, que lucrarão como em nenhum outro negócio, mas no curto prazo, pois matarão a galinha dos ovos de ouro.

Como uma gigante do petróleo pretende sobreviver gigante, concentrando suas atividades em plays geológica, logística e tecnologicamente similares, concentrando a produção em poucos campos e unidades? E se ocorrer um problema? O que torna uma empresa de petróleo gigante e resiliente, não é o lucro máximo no menor prazo, é a sua diversificação e verticalização. Os exemplos são múltiplos no planeta, não é preciso desenhar.

Como seria a Petrobrás se, ao longo de sua história, se concentrasse naquilo que domina? A resposta é simples: seria uma anã ou não existiria. Não existiria produção offshore. Seríamos um país dependente das importações de praticamente todo o petróleo e derivadosl que consumimos e as consequências disso, todos nós sabemos.

Anunciam a venda da metade de campos gigantes, com boa, lucrativa e crescente produção, acervos gigantescos de dados geológicos e geofísicos (poços, testemunhos, levantamentos 3D e 4D, etc.,) com todo seu conhecimento  agregado e mais, um atrativo que tem sido ressaltado em várias ofertas: não há obrigação de conteúdo local.

O conteúdo local foi criado para a geração de emprego e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Isto posto, realmente a oferta é um excelente negócio: campos lucrativos, conhecimento gerado em décadas de pesquisa e investimentos e mais, sem obrigação de manter ou gerar emprego e tecnologia no Brasil.

Repito novamente a pergunta que fiz há não muito tempo para nova reflexão: a quem interessa mesmo esse negócio?


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Publicado em Petrobrás Fica

O anúncio da venda de 50% do Polo Marlim feito pela gestão da Petrobrás é o mais novo passo para esvaziar a companhia, desvalorizá-la e transformá-la numa mera exportadora de óleo cru, aponta a federação

[Com informações do Sindipetro-NF e da campanha Petrobrás Fica na Bacia de Campos]

O anúncio do teaser de venda de 50% do Polo Marlim, na Bacia de Campos, feito pela gestão da Petrobrás nesta segunda-feira (16/11), é a mais recente confirmação de que a companhia está sendo privatizada em partes, o que vai transformar a Petrobrás numa empresa esvaziada e sem valor. Essa é a avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que questiona o fato de a companhia estar vendendo um complexo de campos produtores que é o terceiro maior do país e o quarto maior das Américas, e “com um fluxo promissor de atividades futuras, incluindo a revitalização dos campos no curto prazo e potencial significativo do pré-sal”, conforme o próprio teaser de venda.

“Alegando um suposto prejuízo, que é contábil, a gestão da Petrobrás vai entregando ativos lucrativos e importantes para o resultado da empresa. Foi assim com a BR Distribuidora e com transportadoras de gás natural, está sendo assim com as refinarias e também com campos produtores de petróleo e gás. Com a venda de tantos ativos que dão lucro, o que será da Petrobrás? É por isso que afirmamos que a empresa está, sim, sendo privatizada, mas privatizada aos pedaços. Nesse ritmo, não vai sobrar nada da Petrobrás, que vai ser tornar uma empresa pequena e mera exportadora de petróleo cru, sujeita a perdas imensas com o sobe-e-desce das cotações internacionais de petróleo”, reforça Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Apenas entre fevereiro e agosto deste ano, a gestão da Petrobrás colocou à venda 382 ativos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo (Sindipetro Unificado). A lista inclui 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios. Na infraestrutura de gás natural, inclui a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Gaspetro, que participa de 19 distribuidoras de gás, que, juntas, somam 12 mil quilômetros de dutos, bem como cinco dutos de escoamento de plataformas e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN). Sem falar em termelétricas, usinas eólicas e a Petrobras Biocombustíveis – PBIO.

“Se isso não é um desmonte da Petrobrás, como devemos chamar? Já está muito claro que o objetivo é gerar lucro imediato para acionistas e tirar toda a sustentabilidade da empresa para o futuro”, completa Bacelar. 

PREOCUPAÇÃO NO NORTE FLUMINENSE

A venda do Polo Marlim não preocupa apenas a FUP e seus sindicatos, mas também gerou reações de lideranças empresariais e sindicais e economistas do Norte Fluminense, que abriga a Bacia de Campos e que vem sofrendo um esvaziamento econômico desde 2018, quando a Petrobrás intensificou a venda de campos e plataformas na região. Somente Campos dos Goytacazes e Macaé perderam 41.500 postos de trabalho nos últimos quatro anos.

“Na minha visão, o que se apresenta no momento seria uma situação de cessão de 50% num prazo de 32 anos, para manter as garantias de produção com a manutenção de operação. Agora, tudo tem um preço, plataformas serão substituídas por FPSOs, que certamente não irão absorver toda esta mão-de-obra, acarretando mais um impacto na economia, principalmente da nossa região”, afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), o empresário Leonardo Castro de Abreu.

Mestre em políticas públicas, estratégia e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o economista Ranulfo Vidigal disse que o anúncio faz parte da estratégia de priorizar o investidor detentor de títulos da Petrobrás, em detrimento da visão estratégica nacional de longo prazo que permeia as grandes empresas públicas de óleo e gás. “A busca por lucros de curto prazo pode custar graus de soberania e empregos, notadamente no Norte Fluminense carente de oportunidades produtivas”, observou.

Na visão do engenheiro e professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Roberto Moraes, segue em velocidade acelerada a desintegração da Petrobrás com o fatiamento e o desmonte de suas unidades de maior valor, que estão sendo vendidas a preço de “final de feira”, no momento de baixa do preço do petróleo e ativos do setor. “Entrega das unidades que estão prontas, em funcionamento e gerando lucros, para serem controladas pelos fundos financeiros estrangeiros que já comandam outras petrolíferas. Assim, a Petrobrás que explorou, descobriu e colocou em produção os gigantes campos e potentes bacias de Campos, Santos e o pré-sal, agora entrega a preço de xepa suas descobertas e seus ativos. E o pior, esses dirigentes criminosos a serviço dos interesses a quem representam, vão assim deixando para a Petrobrás a parte mais onerosa, que é a de seguir explorando áreas offshore, águas muito profundas, inovando em tecnologias, equipamentos, protocolos e expertise de técnicos, para depois entregarem tudo de bandeja, a preço de xepa, aos fundos financeiros. Isso é crime de lesa-pátria, não há outro nome”, criticou Moraes.

“É um absurdo a Petrobras vender ativos lucrativos, que geram emprego e renda para o Norte Fluminense. A atual política de desinvestimentos da companhia tem impacto direto na economia de Campos e Macaé, que, em apenas quatro anos, tiveram quase 41.500 pessoas perdendo seus empregos”, confirmou Tezeu Bezerra, coordenador geral do SindipetroNF. Entre 2015 e 2019, foram perdidos 11.598 empregos formais em Campos e 29.868 empregos formais em Macaé, como apontam dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho. 

SOBRE O POLO MARLIM

Segundo o teaser divulgado pela Petrobrás, o Polo Marlim compreende quatro concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora dos campos, com 100% de participação.

Os campos de Marlim e Voador ocupam área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água entre 400 m e 1.050 m, a cerca de 150 km de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média 68,9 mil barris de óleo e 934 mil m3/dia de gás por dia.

O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 km do Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, em águas profundas e ultraprofundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média, 38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul, está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 km do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultraprofundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m. Produziu em média, de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2,062 milhões de m3/dia de gás.

Publicado em Petrobrás Fica

Na última semana, o Sindipetro-NF denunciou a existência de mais um surto de Covid-19, agora na plataforma de P-25. Após uma primeira testagem geral do embarcados, foram confirmados 12 positivos e três inconclusivos. Mais de 40 trabalhadores desembarcaram. O sindicato cobrou da Petrobrás, em reunião com a EOR e através de ofício, a retestagem de todos os trabalhadores que estiveram a bordo  da P-25.

Caso a empresa negue, os trabalhadores que desembarcaram e testaram negativo, devem aguardar uma semana e refazer o teste. Isso porque o teste PCR tem chances de dar falso negativo. Enquanto isso, o NF orienta que esses trabakhadores tomem cuidados preventivos. O Sindipetro-NF pagará esses testes desses trabalhadores que tiveram contato com as pessoas contaminadas ou tiverem suspeita da contaminação.

Para isso é necessário enviar uma solicitação através do whatsapp (22) 98115-1126 do diretor Alexandre Vieira com seu nome e data do desembarque. Caso o trabalhador ou trabalhadora da unidade, independente da empresa, já tenha desembarcado e suspeite da contaminação, também pode entrar em contato com o diretor.

É importante que a categoria continue denunciando para o e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Segunda, 16 Novembro 2020 14:21

Petrobrás coloca Polo de Marlim à venda

A atual gestão da Petrobrás segue no seu propósito de desmantelamento total da sua atuação na Bacia de Campos.  A estatal começou com a venda de campos com a produção considerada como relativamente pequena e com baixa perspectiva de crescimento, como foi o caso de Pargo, Carapeba e Vermelho. No final de setembro anunciou a venda de Albacora e Albacora Leste que estão entre os maiores produtores da Bacia de Campos. E agora quer vender 50% do restante da Bacia de Campos.

Anunciou hoje (16/11) a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas em águas profundas na Bacia de Campos.

Apesar da Petrobras afirmar que se manterá como operadora dos campos, o Sindipetro-NF é contrário a venda de mais um Polo lucrativo e com possibilidades de resultados positivos futuros para a empresa e o terceiro maior do país. Como o próprio teaser apresenta “o Complexo de Marlim é o 3º maior do Brasil e o 4º maior das Américas (offshore) em termos de produção, com um fluxo promissor de atividades futuras, incluindo a revitalização dos campos no curto prazo e potencial significativo do pré-sal”.

A diretoria do Sindipetro-NF se reúne hoje para decidir as futuras ações em relação a mais essa venda na Bacia de Campos. “Não vamos aceitar que esse governo continue aproveitando a pandemia para “passar a boiada” e entregar nosso patrimônio público num momento de fragilidade da população brasileira e a impossibilidade de ir às ruas” – disse o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Sobre o Polo Marlim

Como divulgado pela Petrobras no teaser, o Polo Marlim compreende 4 concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora dos campos com 100% de participação.

Os campos de Marlim e Voador ocupam uma área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água que varia entre 400 m e 1.050 m, a uma distância de cerca de 150 km de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média cerca de 68,9 mil barris de óleo por dia e 934 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 km do Cabo de São Tomé, localizado em águas profundas e ultra profundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média, 38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul, está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 km do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultra profundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m e produziu em média, de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2.062 mil m3/dia de gás.

[Via Sindipetro-NF]

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Mais um caso de trabalhadores sendo tratados com total descaso pela Petrobrás. Dessa vez, os trabalhadores de P-25 com voo previsto para às 12h pelo Farol também ficaram sem alimentação pela empresa. A aeronave chegou a partir com eles para a plataforma, mas voltou no meio do caminho por falta de visibilidade.

O problema é que eles tiveram a última refeição feita no ônibus às 8h da manhã e ficaram o dia todo sem almoço, sem ao menos um “cafézinho” no aeroporto e sem nenhum tipo de informação da empresa . Um exemplo do tratamento desumano que estão recebendo!

Os trabalhadores estão indignados. “Parece que somos animais que eles colocam a “ração” a hora que querem” – afirmou um deles, que preferiu não se identificar.

Filas pra testagem

O Sindicato denunciou no dia 27 de outubro, mas até agora as filas para testagem PCR de COVID antes dos embarques continuam.  O NF tem propostas para resolução desse problema, mas a empresa se nega a ouvir o sindicato ou a colocar em prática.

A diretoria do Sindipetro-NF está cobrando mudanças insistentemente à empresa e já encaminhou denúncias à vigilância sanitária e ao Ministério Púbico do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Não bastasse as aglomerações no hall dos hotéis na hora do check in, agora os trabalhadores estão se aglomerando para fazer testes de PCR para COVID-19 antes de embarcar. As denúncias são muitas a esse respeito e em todas as cidades que tem aeroportos. Hoje foram os trabalhadores P-63 que ficaram na fila ao sol e sem almoço em Cabo Frio, numa total falta de respeito.

Ontem a denuncia é de que tinham mais de 100 pessoas na fila para o PCR. Ao invés de marcar horários diferentes para cada pessoa, colocam todos num horário só. O NF tem propostas para resolução desse problema, mas a empresa se nega a ouvir o sindicato ou a colocar em prática.

Os problemas que a categoria tem passado durante a pandemia só se acumulam. A grande maioria ligada à logística, como transporte, hospedagem e falta ou baixa qualidade da alimentação. Fora isso a gestão da Petrobrás descumpre as recomendações do Ministério Publico do Trabalho, mostrando total desrespeito aos órgãos públicos.

A diretoria do Sindipetro-NF continuará vigilante em defesa da qualidade de vida e saúde de todos os trabalhadores. Denunciando sempre o desrespeito da empresa com aqueles que fazem a empresa funcionar.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Segundo informações recebidas pelos trabalhadores a P-56 é mais uma unidade com surto de COVID. Há pelo menos 05 casos confirmados e diversos casos suspeitos.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho e Operação Ouro Negro, acima de 04 casos confirmados deve ser classificado como surto a bordo da unidade. A ocorrência cada vez mais constante de casos a bordo das plataformas confirma o que o SindipetroNF vem denunciando: As medidas tomadas pela Petrobrás para garantir a saúde dos trabalhadores não passa de um discurso vazio.

Na última semana o sindicato realizou uma fiscalização surpresa nos hotéis e locais de embarque da categoria e constatou diversas irregularidades como aglomerações nos hotéis, falta de testagem, ônibus com lotação acima da permitida e sem higienização entre um embarque e outro, entre diversos outros absurdos que estão expondo os petroleiros e petroleiras ao vírus.

Fazemos um alerta a todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiveram a bordo da P-56 nas últimas semanas a realizarem o teste de COVID-19 para terem a certeza se foram contaminados ou não. 

Barco de apoio vindo da P-54 apresenta surto

Outra denúncia recebida pelo sindicato dá conta que o Navio Mandrião, da empresa Wilson Sons, também está com diversos trabalhadores contaminados, estando isolado no porto do Rio. Ainda de acordo com os trabalhadores as autoridades sanitárias estão cientes e acompanhando o caso. 

ILEGALIDADE COMETIDA PELAS EMPRESAS

Todos aqueles contaminados pelo vírus tem o direito a emissão da CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho). Até o momento a Petrobrás se recusa a emitir a CAT dos trabalhadores e trabalhadoras contaminadas, descumprindo a legislação vigente e servindo de mau exemplo para as empresas contratadas por ela.

É importante que cada um e cada uma denuncie ao sindicato os casos onde a empresa se recusa a emitir a CAT. O nosso email para o recebimento de denúncias garante o tratamento e o sigilo adequado: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

No domingo passado, 25, o Sindipetro-NF denunciou a existência de um surto de Covid-19 na plataforma de P-56. Haviam cinco casos confirmados e diversos casos suspeitos. Diretores sindicais já receberam telefonemas de trabalhadores que desembarcaram, não foram testados e apresentaram sintomas de contaminação. O sindicato solicitou diretamente à Petrobrás que realizasse a testagem de todos os trabalhadores a bordo, mas a empresa negou.

Diante da recusa da empresa em testar as pessoas, o Sindipetro-NF pagará os testes dos trabalhadores de P-56 que tiveram contato com as pessoas contaminadas ou tiverem suspeita da contaminação.

Para isso é necessário enviar uma solicitação através do whatsapp (22) 98115-1126 do diretor Alexandre Vieira com seu nome e data do desembarque. Caso o trabalhador ou trabalhadora da unidade, independente da empresa, que já tenha desembarcado e suspeite da contaminação, também pode entrar em contato com o diretor.

“Devido ao enorme descaso da Petrobrás com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, o sindicato decidiu pela realização desses testes. Segundo a Fiocruz, se a Petrobrás fosse considerada uma cidade seria recorde em contaminação no Brasil. Não podemos aceitar total descaso com as pessoas e suas famílias” – afirmou o diretor do Departamento de Saúde do NF, Alexandre Vieira.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho e Operação Ouro Negro, acima de 04 casos confirmados deve ser classificado como surto a bordo da unidade. A ocorrência cada vez mais constante de casos a bordo das plataformas confirma o que o Sindipetro-NF vem denunciando: As medidas tomadas pela Petrobrás para garantir a saúde dos trabalhadores não passa de um discurso vazio.

É importante que a categoria continue denunciando para o e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A gestão da Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. Estudo do Dieese revela que a estatal abriu mão de 38 plataformas na região, entre 2010 e 2020. Hoje, apenas 21 unidades da Petrobrás estão ativas. Houve uma queda de 45% na produção de petróleo e fechamento de 56 mil postos de trabalho em Campos e em Macaé

[Da imprensa do Sindipetro-NF | Edição: FUP | Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras]

Levantamento feito pela subseção Dieese FUP/NF, a pedido da Imprensa do Sindipetro NF, mostra que a Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. A redução de investimentos da companhia, uma política nacional, tem mostrado efeitos particularmente graves para a região. Além da queda do número de plataformas em operação para a empresa, nas que restaram, a produção tem sido progressivamente reduzida.

De acordo com dados de julho de 2020, a Bacia de Campos (na parte pertencente ao litoral do Rio de Janeiro) tem 21 plataformas operando para a Petrobrás. Juntas, elas produzem uma média diária de 659,4 mil boe. Em 2010, estas mesmas plataformas produziam 1,2 milhões de boe/dia, o que representa uma queda de 45%.

“A Bacia de Campos (Rio de Janeiro e Espirito Santo) vem perdendo participação na produção nacional de petróleo e gás natural. Em 2010 produzia 1,9 milhões de boe/dia, representando 79% da produção nacional e em 2020 (janeiro a julho) produz 1 milhão de boe/dia, representando 33% da nacional”, afirma o Dieese.

Virada rumo ao encolhimento

A Petrobrás, que já teve o predomínio absoluto das plataformas da região, hoje é minoria em operação. De 2010 a maio de 2020, a companhia deixou de utilizar 38 plataformas que operavam na Bacia de Campos. Estas foram paralisadas, vendidas ou hibernadas pela empresa — e atualmente nada produzem, embora tenham produzido cerca de 440 mil boe/dia em 2010.

“A redução dos investimentos da Petrobrás e a venda de campos de petróleo para outras petroleiras está impactando na parada de produção de várias plataformas e, ainda traz uma série de efeitos negativos para a região onde operam. A Bacia de Campos perde importantes unidades produtoras e locais de trabalho de vários trabalhadores”, conclui o Dieese.

O departamento de pesquisa também adverte que “as causas da crise que assola a região do Norte Fluminense, com queda da produção e de empregos de toda a cadeia de óleo e gás, não devem ser vistas de forma simplista, como resultado 'natural' dos campos maduros e da queda dos preços do petróleo. Como pôde ser constatado através dos dados aqui reunidos, esse processo sofreu grande influência de uma mudança política no setor, mudança essa cristalizada na decisão de se abdicar da exploração da Bacia de Campos e de um projeto do setor petróleo em conjunto com o desenvolvimento nacional e regional.”

56 mil empregos a menos

A política de redução de investimentos da Petrobras na Bacia de Campos já ceifou 56 mil postos de trabalho em todos os setores da economia das cidades de Campos e de Macaé, segundo o IBGE. De 2014 a 2018, foram perdidos, entre empregos formais e informais, 55.942 postos de trabalho em Macaé e em Campos. Isso corresponde a 20,7% do total de empregos nos dois municípios em apenas quatro anos. De 2014 para 2018, o contingente de trabalhadores passou de 270.377 para 214.435.

Na Bacia de Campos, somente a Petrobrás cortou 25% dos empregos entre 2014 e junho de 2020. A empresa fechou 4.282 postos de trabalho, a maioria através de Plano de Demissão Voluntária. Para cada quatro postos de trabalho da companhia na Bacia de Campos, um foi fechado. Saiba mais aqui.


> Leia também: Candidatos a prefeito no NF assinam compromisso em defesa da Petrobrás


 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF realizou, na manhã de quinta, 22, uma fiscalização surpresa em ônibus que transportam petroleiros e petroleiras entre hotéis em Campos dos Goytacazes e o Heliporto do Farol de São Thomé. Logo nas primeiras horas do dia, diretores estiveram em um dos hotéis do município para verificar o ônibus que seria utilizado pelos trabalhadores.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, a situação do primeiro ônibus verificado comprovou denúncias que vinham sendo feitas pela categoria: foi constatado que não houve higienização do veículo. A entidade também questiona a lotação, que não tem permitido o distanciamento entre os ocupantes — embora a Petrobrás afirme que esta lotação é permitida em nota técnica interna.

Depois da constatação de ausência de higienização, o sindicato acionou a empresa de ônibus, Autoviação 1001, e a própria Petrobrás. A 1001 enviou outro ônibus para os trabalhadores, desta vez com modelo mais novo e higienizado. A gerência da companhia afirmou que o contrato prevê a higienização e prometeu fiscalizar as condições do transporte.

O sindicato também relatou ao Ministério Público do Trabalho e à Anvisa a exposição dos petroleiros e petroleiras ao risco de contaminação pelo novo coronavírus no transporte oferecido pela Petrobrás.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.