O Sindipetro-NF recebeu denúncia de dois casos  de contaminação a bordo das plataformas de P-40 e em P-53, que reforçam a necessidade de testagem a bordo durante o tempo que o trabalhador está embarcado.

Em P-40, um trabalhador passou mal a bordo, desmaiou e bateu com a cabeça na pia, por conta desse acidente foi procurar a enfermaria da unidade e acabou desembarcando em voo normal. Ao chegar em terra, foi atendido no hospital e depois liberado para o hotel, onde aguardou contato do setor médico da Petrobrás. Através de uma consulta on line, o médico da Petrobrás desconfiou do quadro do paciente e indicou testagem de Covid, que deu positivo.

O fato preocupa porque esse trabalhador ficou no camarote a bordo com mais duas pessoas. Depois do seu desembarque, o camarote foi ocupado novamente, por mais três pessoas. E ninguém foi comunicado que o colega testou positivo para Covid-19. O Sindipetro-NF já questionou a Petrobras sobre a higienização do camarote e a testagem dessas pessoas, mas não obteve resposta.

Já em P-53,  um trabalhador que estava há mais de uma semana a bordo da plataforma, teve que desembarcar na terça feira, 18, por conta do falecimento da irmã. Hoje, 21 decidiu fazer o teste de Covid por conta própria e deu positivo para Covid-19.

“Essas situações comprovam que se os testes tivessem sido realizados a bordo, a empresa poderia ter evitado a contaminação. Também demonstram que os trabalhadores de P-40 que desembarcaram quando completaram sua jornada de 14 dias, agiram corretamente, porque hoje poderiam estar contaminados” – explica o diretor do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira.

O Sindipetro-NF reforça que durante a Greve pela Vida fica mais importante ainda a necessidade da categoria informar ao sindicato o que acontece a bordo, para que mais vidas sejam preservadas.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Como mais uma atividade da Greve pela Vida iniciada no dia 4 de maio no Norte Fluminense, o Sindipetro-NF realiza durante o dia de hoje, 20 de maio, a testagem dos trabalhadores que embarcam e desembarcam pelo Farol de São Tomé. Serão disponibilizados 200 testes tipo antígeno e o resultado sairá praticamente na hora.

Para realização dos testes o Sindipetro fechou uma parceria com um laboratório da região e montou uma estrutura com a Van e tenda no estacionamento do Heliporto do Farol.

Essa atividade com os testes foi organizada porque a gestão da Petrobrás, não está cumprindo com as recomendações feitas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fiocruz, com base nos procedimentos elaborados em 2020 pela FUP e Sindipetros para redução da contaminação.

Os procedimentos incluem uma proposta de escala que mantenha em 14 dias o embarque, garantia de testes e de máscaras de qualidade e fim das quarentenas de pré-embarque nos hotéis.

Cabe ressaltar a importância da realização do testes nos desembarques, porque caso o trabalhador esteja contaminado, pode contaminar por onde passar. Com base na Lei de Acesso à informação o NF obteve a informação que quase 10 mil possíveis contaminados pela doença foram desembarcados nos municípios da região, contribuindo para a disseminação.

“Embora os dados não cheguem a esse nível de detalhamento, sabe-se que a grande maioria destes desembarques acontecem em Campos dos Goytacazes (RJ), no Heliporto do Farol de São Tomé. Essa preocupação com os efeitos negativos do comportamento da Petrobrás para as cidades tem levado o Sindipetro-NF a atuar em parceria com as autoridades locais de saúde” – explica o sindicato no Boletim Nascente dessa semana.

Greve pela Vida

Em razão da negligência da empresa na prevenção à Covid-19 em suas instalações, a categoria petroleira do Norte Fluminense está em greve desde 0h do dia 4 de maio, sob orientação sindical de cumprimento rigoroso das escalas, turnos e jornadas em todas as unidades da empresa, em terra e no mar.

Durante sua fala no Farol de São Tomé, o diretor do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, lembrou que os trabalhadores que descerem cumprindo a escala de 14 dias serão recepcionados pelo sindicato e também realizarão os testes.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que operadores de caldeira da P-63 estão sendo “convidados” a ficarem uma semana além dos 14 dias de embarque. Com isso, a folga fica resumida a apenas 12 dias.

Também há a denúncia de que alguns eletricistas da contratada pela Petrobrás estão atuando como operadores de facilidades.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Antônio Carlos Bahia, que está acompanhando o caso, operadores de caldeira, lastro, bem como supervisores (devido à possibilidade de greve) têm realizado embarques de 21 dias em P-63.

A categoria denuncia que os “pedidos de colaboração” são feitos em tom amistoso, ameno, dissimulando a prática de assédio. A tática tem sido transferir para o trabalhador a responsabilidade pelo baixo efetivo na unidade.

O Sindipetro-NF cobra explicações da Petrobrás sobre essa prática da empresa contratada e se manterá atento para possível denúncia aos órgãos fiscalizadores. A categoria pode manter a entidade informada pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Maior incidência da doença vem ocorrendo em plataformas offshore: em apenas um dia, foram registrados 83 casos em instalações marítimas. Sindipetro-NF recorre ao MPT para que a Petrobrás esclareça avanço da covid nas unidades

[Da ssessoria de comunicação da FUP]

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SIndipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), entrou com requerimento no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que a Petrobrás seja notificada e preste esclarecimentos sobre o avanço da covid-19 em unidades de Exploração e Produção (E&P) da empresa. Em apenas um dia nesta semana, foram confirmados 83 novos casos em atividades offshore do país (Petrobrás e outras operadoras), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O surto mais recente foi registrado na plataforma P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, depois que trabalhadores foram testados positivo nesta semana. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Desde o início da pandemia, a ANP registra um total de 4.743 casos de covid confirmados nas áreas de E&P. Desses, 3.392 acessaram as instalações, de acordo com o painel dinâmico da agência reguladora. Do total de 67 plataformas de petróleo em operação no país, 56 são da Petrobrás (83%).

Em meio ao crescimento do número de pessoas contaminadas, a Petrobrás suspendeu as reuniões da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), orientada para a gestão da crise sanitária, com os sindicatos. O último encontro ocorreu no dia 24 de fevereiro, afirma Vieira.

Na Petrobrás como um todo, os casos confirmados de covid são ainda maiores. Atingiram cerca de 5,5 mil pessoas do começo da pandemia até o último dia 15, o que representa 11% do contingente de empregados próprios da empresa. Os dados fazem parte do boletim de monitoramento Covid 19 do Ministério de Minas e Energia (MME). Do total de contaminados, de acordo com o último boletim, 5.203 se recuperaram, 258 permanecem doentes e em quarentena, sendo 17 hospitalizados, e 17 morreram.

Segundo Vieira, as atividades offshore, concentradas na região Sudeste, registram grande incidência de casos de covid. As operações da Petrobrás nas bacias de Campos e Santos movimentam cerca de 40 mil pessoas por mês. Mesmo as plataformas operando atualmente com 70% da capacidade, em média, é grande o trânsito de trabalhadores.

As últimas denúncias recebidas pela FUP de casos de contaminação em unidades offshore envolvem, além da P-38, a P-43, P-63, P-25 e P-35, todas na Bacia de Campos, de acordo com o requerimento do Sindipetro-NF ao MPT.


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Cinco plataformas apresentaram casos de Covid-19 no mês de março

[Comunicado do Sindipetro NF à imprensa]

Devido a um aumento brusco no número de casos de Covid-19 nas plataformas da Bacia de Campos, o Sindipetro-NF encaminhou uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho solicitando que a Petrobrás seja notificada e esclareça o motivo do surto da doença no mês de março e apresente todas as medidas por tomadas em relação ao isolamento e testagem dos trabalhadores.

Em apenas um dia nesta semana, foram confirmados 83 novos casos em atividades offshore do país (Petrobrás e outras operadoras), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além disso, o Sindipetro-NF recebeu denúncia de casos em cinco plataformas, P-25, P-35. P-38, P-43 e P-63. O caso mais grave e recente aconteceu em P-38, que no dia 11 de março confirmou dois trabalhadores com sintomas da doença e dois dias depois desembarcou sete trabalhadores, sendo seis confirmados após a testagem a bordo.

E no dia 15, apresentou vários novos casos que chegaram a lotar a enfermaria. A estimativa total é que até a última quarta, 17, aconteceram 19 desembarques. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Em P-43, cerca de 20 pessoas desembarcaram entre elas, casos confirmados e pessoas que tiveram contato com elas. Segundo denúncias não houve qualquer tipo de isolamento ou distanciamento, e dias depois os profissionais de saúde detectaram mais dois casos de pessoas contaminadas. As pessoas que tiveram contato com os contaminados não foram afastadas da unidade e nem isolados e trabalho na plataforma seguiu normalmente, apesar dos inúmeros indícios de que o vírus mantinha a sua disseminação entre a equipe.

Em P-63, o sindicato recebeu denúncia que a unidade estava com seis suspeitos de contaminação pela doença. Em P-25, sete suspeitos desembarcaram entre os dias 12 e 13 de março e em P-35 no dia 14 de março, quatro pessoas desembarcaram e entre elas uma suspeita.

Testagem

No documento encaminhado ao Ministério Público o Sindipetro-NF questiona novamente a forma de testagem que vem sendo feita no pré-embarque dos trabalhadores. O Diretor do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, reforça a necessidade de uma nova testagem a bordo para a investigação da possibilidade de falsos negativos, o que vem sendo subestimado, pela gestão da Petrobrás, e na visão de Vieira tem provocado a disseminação da Covid-19 e colocado em risco a vida dos trabalhadores.

Retestagem

O Sindipetro-NF também solicitou que o MPT solicite à Petrobrás que estabeleça um protocolo de retestagem de todos os trabalhadores a bordo das unidades offshore, de 3 a 7 dias após a sua chegada nas unidades, informe a relação entre o trabalho a bordo e a contaminação pelo Covid-19 e reduza o número de pessoas a bordo durante a pandemia.

Dados nacionais

Desde o início da pandemia, a ANP registra um total de 4.743 casos de covid confirmados nas áreas de E&P. Desses, 3.392 acessaram as instalações, de acordo com o painel dinâmico da agência reguladora. Do total de 67 plataformas de petróleo em operação no país, 56 são da Petrobrás (83%).

“Das 67 plataformas em operação no país, 56 são da Petrobras, então, dos 4.743 casos acumulados podemos sem medo de errar, dizer que 3.964 casos ocorrem em unidades da Petrobras, já que ela detém 83% das plataformas em operação”  – afirma Vieira, que critica a suspensão das reuniões da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), orientada para a gestão da crise sanitária, com os sindicatos.


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O Sindipetro-NF continua a receber relatos dramáticos de petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos sobre a falta de profissionais marítimos nas plataformas. Desde o último dia 13, quando terminou o contrato com a empresa Lighthouse, a nova empresa, Infotec, não conseguiu repor toda a mão de obra necessária de mestres de cabotagem, oficiais de náutica e de marinheiros.

Ontem, relatos sobre a P-09 mostravam que, de cinco profissionais da área que a unidade costuma ter a bordo, apenas dois estavam em atividade. Em outro relato, sobre uma outra unidade, o trabalhador compartilhou com o sindicato um apelo de uma chefia da Petrobrás a um marítimo que já rescindiu o contrato, pedindo orientações sobre como proceder em uma manobra.

Com o fim do contrato, 157 marítimos desembarcaram de 22 plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos. Esse efetivo não foi reposto completamente ainda. Nos casos de reposição, também há muitas denúncias de que vários dos novos profissionais não possuem as qualificações necessárias para os postos.

Um dos motivos desse caos na prestação de serviço dos marítimos é o rebaixamento das condições salariais e de benefícios feito pela nova empresa. A Infotec não conseguiu manter grande parte da força de trabalho anterior e, no mercado, não conseguiu atrair todos os profissionais necessários em razão das condições desfavoráveis que oferece.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF recebeu denúncia que ontem, 18, houve problema na área de comunicação do tráfego aéreo na área de Albacora e por isso muitos vôos foram transferidos enquanto a TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação resolvia problema.

Os passageiros acabaram ficando no aeroporto do Farol de São Tomé aguardando uma solução da empresa. A diretoria do sindicato chegou a entrar em contato com a equipe do Compartilhado para verificar o motivo pelo qual temos passageiros aguardaram por horas transporte e hotel.E foi informada que conseguiu vagas para todos em Farol de São Tomé e que haverá alimentação disponível no hotel.

O NF questiona o fato da empresa não estra preparada para problemas desse tipo em plena pandemia, quando as pessoas não podem ficar aglomeradas correndo risco de contaminação. O sindicato alerta para que nos próximos eventos as empresas sejam mais ágeis no cuidado com a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

A bomba relógio não decepcionou. Funcionou perfeitamente. Como denunciado em 24 de fevereiro aqui no site do Sindipetro-NF, e alertado pelos sindicatos que representam mestres de cabotagem, oficiais de náutica e marinheiros desde 2020, as plataformas da Bacia de Campos estão, desde o fim de semana, expostas a grande vulnerabilidade em razão da falta destes profissionais. Em um dos casos mais graves, a P-15, não há neste momento nenhum profissional da área a bordo, com previsão de embarque apenas no início da tarde de hoje.

No último dia 13 terminou o contrato com a empresa Lighthouse, que presta serviço nestas funções, e todos e todas estão sendo desembarcados. A nova empresa, Infotec, demonstrou dificuldades em reunir toda mão de obra qualificada para fazer a reposição, e ainda está embarcando trabalhadores. De acordo com relatos dos petroleiros, muitos deles sem experiência na área de petróleo.

A categoria também denuncia que as condições rebaixadas de salários e benefícios oferecidas pela nova empresa está provocando a dificuldade de encontrar profissionais, que são altamente especializados. Os novos marinheiros estão embarcando com salários e benefícios menores do que os praticados no contrato que expirou no dia 13.

A situação é gravíssima, pois estes profissionais são essenciais para a manutenção da segurança das unidades. As normas determinam, inclusive, que toda a força de trabalho seja desembarcada e a produção paralisada em caso de ausência de marítimos a bordo. Por esta razão, o sindicato denunciou o caso à Marinha e ao Ministério Público do Trabalho.

Como denunciado pelo NF e demais entidades, 22 plataformas estão atingidas, envolvendo 115 vagas de mestres de cabotagem, oficiais de náutica e marinheiros. O sindicato continua atento ao problema, fazendo cobranças a Petrobrás e reforçando as denúncias junto aos órgãos fiscalizadores, em sintonia com os sindicatos que representam a categoria.


Leia também >Trabalhadores da Bacia de Campos lutam contra retirada de direitos e precarização nas plataformas


[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF está finalizando uma agenda de atividades públicas para promover o debate, junto à categoria petroleira e à sociedade, sobre a saúde e a segurança no trabalho passados 20 anos da tragédia da P-36. Em 15 de março de 2001, a então maior plataforma do mundo, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, sofreu uma explosão em uma das suas colunas e adernou de modo irremediável, indo para o fundo do mar no dia 20 de março após tentativas frustradas de estabilização da unidade.

A tragédia provocou as mortes de 11 petroleiros, integrantes da brigada de emergência, e marcou para sempre a categoria petroleira e o mundo do petróleo, como um dos maiores acidentes da indústria petrolífera na história.

O objetivo do sindicato é fazer um balanço acerca das conquistas das lutas petroleiras pela segurança no trabalho, uma prioridade absoluta do Sindipetro-NF, assim como identificar as lições que as empresas petroleiras, especialmente a Petrobrás, insistem em não aprender com a tragédia — e com tantos outros acidentes.

Na próxima semana, a Imprensa do NF vai divulgar uma edição especial do Podcast semanal da Rádio NF, com entrevistas excluvivas ao Departamento de Comunicação do sindicato sobre o caso P-36. Dirigentes sindicais, sobreviventes da tragédia e familiares reconstituem os dias do acidente e avaliam as condições de segurança dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Bacia de Campos está na iminência de manter 22 plataformas em condições de extrema vulnerabilidade, caso não sejam atendidas as reivindicações de marítimos que estão próximos do fim do contrato, no dia 13 de março. A empresa Infotec, vencedora de licitação da Petrobrás na terceirização de 115 trabalhadores como oficiais, mestres de cabotagem e marinheiros que atuam nas unidades, tenta rebaixar remunerações e benefícios dos empregados.

Três sindicatos da categoria, com solidariedade do Sindipetro-NF, cobram da gerência de contratos da Petrobrás a superação do impasse. Os trabalhadores, altamente especializados e escassos no País, denunciam que a nova empresa quer contratá-los em condições salariais e de benefícios muito piores do que as vigentes na empresa atual, a Lighthouse.

Entre as perdas está o corte na extensão da assistência médica e odontológica aos dependentes dos empregados, o que acontece há mais de 20 anos. No processo licitatório, realizado ao longo de 2020, a Petrobrás não inseriu essa exigência às empresas participantes, apesar dos inúmeros alertas dos sindicatos.

Em ofício de 13 junho de 2020, a gerência de contratos da Petrobrás chegou a lavar as mãos. Em resposta a reivindicação sobre o tema enviada pelo Sindicato dos Mestres de Cabotagem e de Contramestres em Transporte Marítimo, a companhia afirmou que “esta medida de ampliação do plano de saúde e odontológico aos dependentes de colaboradores estará no âmbito de decisão das licitantes, conforme suas diretrizes e política interna de saúde, não possuindo a Petrobras ingerência nesta relação”.

Os trabalhadores denunciam que estão sendo coagidos, até mesmo por gerentes da Petrobrás, a aceitarem as condições rebaixadas da nova empresa — o que, organizados e mobilizados junto aos seus sindicatos, já avisaram que não vão fazer. A categoria adverte que a Petrobrás precisa rever o resultado da licitação, caso a nova empresa não consiga apresentar um quadro de empregados qualificados para as funções.

O Sindipetro-NF acompanha de perto a luta dos marítimos, em contatos frequentes com os sindicatos da categoria, e reforça a pressão para que a Petrobrás resolva este problema de grandes impactos nos direitos dos trabalhadores diretamente atingidos e nas condições de segurança de todos os petroleiros e petroleiras.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.