O 8º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos do Paraná e Santa Catarina terá início nesta quarta-feira (07). Realizado integralmente de forma virtual, por medida de segurança sanitária neste período pandêmico, a cerimônia de abertura será aberta ao público em geral, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Sindipetro PR e SC (Youtube Facebook), a partir das 18h. 

Os presidentes das entidades promotoras, Alexandro Guilherme Jorge (Sindipetro) e Santiago Santos (Sindiquímica), fazem a abertura do evento, que contará ainda com saudações de lideranças de sindicatos, centrais, movimentos sociais e parlamentares. “O principal desafio deste congresso é refletir coletivamente sobre formas de atuação para barrar o desmonte do país, que está com processo acelerado de venda das empresas estatais, e ampliar a unidade das forças progressistas para fazer frente à extrema direita e seu projeto de destruição de direitos sociais e trabalhistas, com favorecimento das elites, enquanto a população mais pobre sofre”, avalia Alexandro. 

Confirmaram participação na cerimônia de abertura os presidentes da CUT-PR, Márcio Kieller, e da CUT-SC, Ana Júlia Rodrigues; o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar; o membro da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Robson Formica; o membro da coordenação nacional do MST, Roberto Baggio; as vereadoras de Curitiba Carol Dartora (PT), Professora Josete (PT) e Renato Freitas (PT); o presidente da Câmara de Vereadores de São Mateus do Sul, Omar Pichett (PROS); o vereador de Araucária, Aparecido da Reciclagem (PDT); os deputados estaduais Arilson Chiaratto (PT), Professor Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT) e Requião Filho (MDB); além dos deputados federais Ênio Verri (PT-PR), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Gustavo Fruet (PDT-PR) e Pedro Uczai (PT-SC).      

Logo após o encerramento da cerimônia, os delegados do Congresso participam da primeira mesa de debates do evento, através da plataforma de videoconferência Zoom, sobre o tema “Comunicação”, a partir das 19h30. Os palestrantes serão Érica Aragão, jornalista da CUT Nacional; Etory Sperandio, diretor de comunicação do Sindipetro ES; e Tadeu de Brito Oliveira Porto, secretário de comunicação da FUP. 

Na programação de quinta-feira (08), segundo dia de Congresso, serão mais duas mesas de debate. A primeira, às 18h00, com o tema “Trabalho e sindicalismo: pejotização e uberização”, contará com a presença de Sidnei Machado, advogado, professor e doutor em Direito do Trabalho; e Luiz Antônio Alves de Azevedo, ex-deputado e formador sindical. Já a segunda abordará a “terceirização”, com palestras de Normando Rodrigues, advogado e assessor jurídico da FUP; e Cloviomar Cararine, economista do Dieese e mestre em ciências sociais.    

Na sexta-feira (09), último dia de evento, os delegados se dividirão em cinco Grupos de Trabalho para a formulação das proposições do 8º Congresso. Os GTs terão as temáticas Modelo Negocial; Modelo Energético; Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho; Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS); e Mudanças no Mundo do Trabalho. 

Na sua Plenária Final, o Congresso vai aprovar as pautas, moções e bandeiras de lutas; eleger a delegação do Paraná e Santa Catarina à IX Plenária Nacional da FUP; e realizar a cerimônia de encerramento.  

Participação

Trabalhadores do Sistema Petrobrás sindicalizados, da ativa ou aposentados/pensionistas, que quiserem acompanhar as mesas de debate do 8º Congresso desta quarta (07) e quinta-feira (08) como observadores devem requerer inscrição através dos telefones/whatsapps (41) 99175-2226 (Repar) e (41) 99235-1435 (SIX, Transpetro e Fafen). É preciso informar nome completo, matrícula, unidade, setor, se está em regime de turno ou administrativo, ou ainda se é aposentado/pensionista, telefone e e-mail.  

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[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em IX PlenaFUP

Trabalhadores que responderem ao questionário terão os dados preservados e mantidos sob sigilo. Objetivo é contribuir para a pesquisa científica no campo da psicologia do trabalho

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A rotina dos petroleiros durante a pandemia do coronavírus virou objeto de pesquisa científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A disciplina de Psicologia do Trabalho, do Departamento de Psicologia, firmou parceria com o Sindipetro PR e SC para realizar coleta de dados sobre o cotidiano dos trabalhadores e sua vida social. 

O questionário é voltado a todos os petroleiros da ativa, próprios e terceiros, nos estados do Paraná e Santa Catarina. A categoria tem até 16 de julho para acessar a pesquisa (clique aqui) e responder as questões. 

O projeto de pesquisa surge com a constatação de que as situações de trabalho foram desveladas e até mesmo intensificadas na pandemia, seja pelo trabalho em home office ou presencial.  Além disso, sugere a introdução do questionário, “o trabalho invadiu a vida privada e a família acaba por participar mais intensamente da vida do trabalhador(a). Isso ocorre com diferentes modos de ser família e da mesma se organizar. Estar trabalhando em casa ou de modo presencial pode ser, também, um fator que possibilita ou facilita o assédio moral”. 

A partir da coleta e análise dos dados, será feito um relatório para subsidiar um plano de ação que busque promover melhorias nas condições de trabalho, com ênfase na saúde mental. Os dados fornecidos serão mantidos em absoluto sigilo e a não exposição e a não identificação dos participantes está garantida. 

A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina organizou um protesto em frente à Repar, em Araucária, nesta quinta-feira (20), em apoio à greve dos trabalhadores da Petrobrás Bio combustível (PBio). 

Os empregados das usinas da subsidiária em Montes Claros, Minas Gerais, e Candeias, na Bahia, além do escritório administrativo no Rio de Janeiro, iniciaram uma greve por tempo indeterminado também nesta quinta, com o objetivo de denunciar os prejuízos da privatização da PBio e abrir negociação com a gestão da Petrobrás para manutenção dos empregos de todos os petroleiros que, mesmo sendo concursados, estão sob ameaça de serem demitidos, se a venda das usinas for concretizada. São 150 postos de trabalho em risco. 

O ato na Repar alertou sobre esse crime de lesa-pátria. O Brasil é o terceiro maior mercado de biodiesel do mundo, mas a despeito de sua importância, a PBio está sendo desmontada desde 2016, quando a gestão indicada pelo governo de Michel Temer fechou a usina de Quixadá, no Ceará, interrompendo a produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de biodiesel por ano. Além disso, a Petrobrás abriu mão da participação em diversas outras usinas. A gestão bolsonarista intensificou o desmonte da subsidiária e colocou à venda as usinas de Montes Claros (que tem capacidade produtiva de 167 mil metros cúbicos de biodiesel por ano) e de Candeias (que pode produzir 304 mil metros cúbicos), anunciando a saída da Petrobras do setor de biocombustíveis, na contramão das grandes empresas de energia.

A PBio também operava até o ano passado no Paraná, mas a gestão bolsonarista vendeu, em dezembro de 2020, a totalidade das ações (50% do capital) da Usina de Biodiesel de Marialva (PR), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, para a empresa BSBios. 

Para além dos prejuízos das privatizações no setor de biodiesel, os dirigentes sindicais que conduziram o protesto na Repar socializaram informações sobre a pandemia e denunciaram o descaso da gestão da refinaria na mesa de negociação com o Sindicato ao não apresentar as informações requisitadas sobre os casos de Covid-19 na unidade.   

Ao final, houve homenagem às vítimas do coronavírus com uma longa salva de palmas. A gestão genocida do governo federal já causou mais de 442 mil vidas perdidas no Brasil e a péssima atuação na pandemia só faz aumentar a pilha de mortos. Os nomes de Daniel Müller e Valdir Duma, os dois últimos falecidos por coronavírus nos quadros da Repar, foram lembrados.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores seguem orientação do sindicato e ficam em casa nesta segunda-feira (12/4), no primeiro dia da greve em defesa da vida na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)


Na manhã desta segunda-feira (12/4), trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no município de Araucária, no Paraná, mantiveram-se em casa, seguindo a orientação do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Foi o início da greve sanitária em defesa da vida, motivada pelo fato de a gestão da Petrobrás não ter atendido à solicitação dos petroleiros de suspender a parada de manutenção na refinaria, que teve início hoje e deve levar cerca de 2 mil trabalhadores a mais à unidade.

O primeiro corte de rendição de turno aconteceu às 7h desta segunda, e a orientação do Sindipetro PR/SC foi para os petroleiros não irem à refinaria, por se tratar de uma greve sanitária. A Repar tem 750 trabalhadores próprios, e atualmente 300 deles estão trabalhando em regime de “home office". A refinaria ainda tem 800 trabalhadores terceirizados. Em dias normais, portanto, são 1.250 pessoas trabalhando presencialmente na unidade.

“O Brasil está em um período crítico da pandemia, com o sistema de saúde colapsado em praticamente todo o país. Já estamos registrando mais de 4 mil mortes diariamente por causa da incompetência do governo federal em proteger a população e fornecer vacinas. Mesmo assim, a gestão da Petrobrás insiste em manter essas paradas de manutenção, que duplicam ou até triplicam a quantidade de pessoas nas refinarias. A empresa conta com o desespero e a necessidade dessas pessoas de trabalhar porque não têm qualquer assistência do governo. E, assim, põe em risco tanto quem vai atuar nas paradas de manutenção como quem já trabalha nas unidades”, reforça o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, lembrando que o problema também atingiu as refinarias Landulpho Alves (RLAM, na Bahia), Gabriel Passos (Regap, em Minas Gerais) e Duque de Caxias (Reduc, no Rio de Janeiro).

O Sindipetro-PR/SC divulgou que, durante o movimento, a entidade realizará reuniões virtuais diárias pela plataforma Zoom, sempre às 16h, com os trabalhadores da Repar, para avaliar a greve e definir as próximas ações.

Na última sexta-feira (9/4), o sindicato realizou uma live com o biólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Lucas Ferrante, que divulgou dados justificando a importância da suspensão da parada de manutenção na refinaria.

“Os estudos mostram que, das pessoas que são hospitalizadas por causa da contaminação pelo coronavírus, 70% desenvolvem problemas renais crônicos e permanentes, 40% apresentam danos cerebrais, além de outras sequelas cardíacas, pulmonares, motoras e cognitivas”, disse o pesquisador, que ainda explicou que a nova variante do vírus (identificada em Manaus) tem duas vezes mais capacidade de infecção do que a versão e já alcança todo o país.

Segundo informações do Sindipetro-PR/SC, já foram registradas três mortes de trabalhadores terceirizados na Repar por Covid-19, e a administração da empresa não comunicou o fato aos demais empregados.


De acordo com o último boletim de monitoramento da Covid-19 (n° 51) do Ministério de Minas e Energia (MME), divulgado na segunda passada (5/4), a Petrobrás já registrou 20 mortes de trabalhadores próprios pela doença. Pelas informações recebidas pela FUP e seus sindicatos, porém, esse número é pelo menos três vezes maior, com 60 mortos.

[assessoria de comunicação FUP]

 

 

Decisão do TRT-PR, que anulou o Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) da Transpetro, foi confirmada pelo TST, em decisão transitada em julgado em fevereiro de 2021. 

Em 2020 o TRT-PR havia acolhido o recurso do Sindipetro PR e SC e declarado nulo o plano da empresa. Com a decisão definitiva do TST, todo o processo de migração de plano de 2018 será revisto pela Justiça do Trabalho no processo de execução da decisão. 

A decisão é uma vitória dos trabalhadores contra o ato ilegal da Transpetro, que decidiu, sem participação dos petroleiros, unificar cargos e retirar direitos da categoria. 

De acordo com Jordano Zanardi, secretário de formação do Sindipetro PR e SC e responsável pelas pautas locais da Transpetro, o recado do Judiciário à direção da companhia é contundente. “A gestão da empresa não pode, não tem direito e nem poder para aplicar esse tipo de medida unilateralmente, visto que o PCR impacta  diversos direitos dos empregados, prejudicando a todos no médio e longo prazo. Alterações no plano de carreiras só podem ser realizadas mediante negociação com os trabalhadores através do Sindicato”. 

A tese principal do Sindipetro, acolhida pela Justiça do Trabalho, foi de que houve violação da regra do concurso público previsto na Constituição. 

Para desembargador Aramis de Souza Silva, relator do processo no TRT-PR, “a fórmula adotada pela reclamada no novo Plano de Cargos e Salários, de unificar todos os cargos em apenas dois níveis, um ‘Profissional Transpetro de Nível Superior’ e o outro ‘Profissional Transpetro de Nível Técnico’, viola o artigo 37, II, da Constituição Federal e a Súmula Vinculante 43 do STF”, justificou. 

A Corte considerou também em sua sentença que “o PCR de 2018, ao generalizar os cargos em somente dois níveis, poderá resultar em desvio de funções e/ou acúmulos de funções”. 

A decisão do TST não admite novo recurso. Nos próximos dias o Sindicato tomará a iniciativa de promover a execução em prol dos trabalhadores beneficiados pelo processo judicial. “A Justiça do Trabalho reconheceu a tese que defendíamos desde o início de ilegalidade do PCR, por servir de mecanismo que viola o modelo constitucional de acesso via concurso público”, explica Sidnei Machado, advogado que atuou na demanda em nome do Sindipetro. 

Em outra ação, ainda sem veredito final, o Sindicato também pede a nulidade da migração para o PCR nas bases da Repar e SIX.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Gestão da refinaria mais uma vez expõe trabalhadores, agora através de um projeto piloto. "Uma vergonha", afirma o Sindipetro

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

As incoerências da atual administração da Repar só expõe os trabalhadores ao coronavírus sem necessidade. Agora, depois de quase meio século de refinaria, os gestores inovaram com um projeto inusitado de treinar engenheiro na função de técnico de operação; e justamente durante a maior crise sanitária da história do país. 

Com isso os trabalhadores acabam dividindo o mesmo espaço, compartilhando equipamentos e mobiliários no auges dos índices de contaminação da covid-19 no estado. Eles descumprem inclusive a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) que orienta somente treinamentos essenciais. 

Diante disso, o Sindicato cobrou (15/01) do RH Corporativo da Petrobrás se a Repar segue as orientações da EOR para controle da covid-19, também solicitou explicação sobre o que a gestão da refinaria entende por treinamento essencial para a continuidade e segurança operacional e, por fim, qual a justificativa da realização de um treinamento piloto em plena pandemia. 

Nosso objetivo é que se suspenda todos os treinamentos presenciais não essenciais para a segurança do processo. 

Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

A campanha “Nosso Natal é pela Vida” está distribuindo cerca de 1.000 cestas com alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária e 4.000 marmitas na área metropolitana de Curitiba, no Paraná. É uma forma de denunciar o aumento da fome no Brasil e se solidarizar com as famílias em situação de vulnerabilidade social. 

A iniciativa é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC), da ação Marmitas da Terra e da rede Produtos da Terra. Essa articulação viabilizou a organização da Cesta Esperança, composta por alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária, doada por centenas de entidades e pessoas que aderiram à ação solidária. Entre os atendidos, estão parte das 300 famílias que foram despejadas no último dia 17 da ocupação Nova Guaporé, no Sabará, região industrial de Curitiba.

Cerca de 7 toneladas de legumes, verduras, frutas e pães foram doados por famílias do assentamento Contestado, da Lapa, e dos acampamentos Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto do Caraguatá, de Paula Freitas; Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; José Lutzenberger, de Antonina, Maila Sabrina, de Ortigueira. A variedade de alimentos será acrescentada à Cesta Esperança e distribuída nesta terça, dia 22. 

As marmitas estão sendo distribuídas no almoço dos dias 21, 22 e 23, e também como ceia na noite do dia 23, para pessoas em situação de rua do centro da capital paranaense. Nesta noite, cada uma das mil marmitas entregues também será acompanhada de uma embalagem de mel com açafrão, composto que contribui para a melhora da imunidade e previne infecções. O remédio natural é produzido e doado pelo Setor de Saúde Chica Pelega do assentamento Contestado, da Lapa, e já foi entregue em outros momentos junto às refeições. 

Também contribuem para a doação de cestas a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR), Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (SINDITEST). O Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Lama/UEPG) e a Cáritas Diocesana participam com doações em Ponta Grossa. 

Além da mobilização em Curitiba, estão previstas ações em Londrina, no dia 22; Cascavel, Jardim Alegre, Ivaiporã e Arapuã, no dia 23; e em Laranjeiras do Sul, no dia 24 de dezembro. Até o até dia 19 de dezembro o MST do Paraná, com ajuda de entidades de classe e voluntários, doou 464 toneladas de alimentos e entregou mais de 34 mil marmitas desde o início da pandemia da Covid 19.  

Aumento da fome no Brasil 

O fim do Auxílio Emergencial, a falta de emprego e de política de fortalecimento da agricultura familiar agrava a situação da população mais pobre. Até o final de outubro, mais de 13,8 milhões de pessoas estavam desempregadas, segundo dados do IBGE. 

Além disso, o número de desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho por ter perdido as esperanças de encontrar, chegou a 5,8 milhões de brasileiros, quase 1 milhão a mais que no trimestre anterior. 

Em janeiro, a pobreza extrema pode chegar aos 15% da população brasileira, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Com esta estimativa, serão 27,4 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, o dobro do percentual registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de 2019. 

Como contribuir

Participe da ação “Nossa Natal e pela Vida” fazendo doação para Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP). A Cesta Esperança custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz.

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

[Com informações do Sindipetro-PR/SC e MST]

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A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) tem o objetivo de alcançar mil cestas e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social de Curitiba e Araucária nos dias 21, 22 e 23 de dezembro. Sua doação é essencial 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Foto: Divulgação]

As ações sociais da ABCP acontecem desde o início da pandemia. Elas são realizadas graças a solidariedade das trabalhadoras e trabalhadores das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. E no momento de agravamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus, a situação de diversas famílias de Curitiba e região se agravou, o que torna a Cesta Esperança ainda mais essencial. 

A cesta custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz. Lembrando que completam o kit solidário os alimentos vindos dos assentamentos do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como alface, acelga, batata doce, repolho e melancia. 

Serão beneficiadas famílias de Curitiba que moram na Portelinha (Santa Quitéria), Vila Santos Andrade (Campo Cumprido) e no Xaxim; e em Araucária na comunidade Santa Cruz. 

Bora fortalecer? 

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

Publicado em Cidadania

Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

Publicado em Petrobrás Fica
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.