Entidades do movimento sindical de Campos dos Goytacazes estão jogando peso na realização do Ato “Fora, Bolsonaro”, na Praça São Salvador, a partir das 9h30 deste sábado (24). A expectativa dos sindicalistas é a de que o protesto seja maior do que os anteriores, realizados em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho. Uma reunião de organização, ontem (quinta, 22), na sede do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, traçou as últimas estratégias de mobilização da sociedade para a manifestação.

Além do presidente do próprio Sindicato dos Bancários, Rafanele Alves Pereira, participaram da reunião o coordenador geral do Sindipetro-NF (Petroleiros), Tezeu Bezerra; a presidente do Siprosep (Servidores Municipais), Elaine Leão; o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Caldas; o presidente do Sindicato dos Químicos, Carlos Antônio; o presidente do Staecnon (Saneamento), Hélio Anomal; e a presidente do Sepe (Profissionais da Educação), Odisséia Carvalho. A Aduenf (Associação dos Docentes da Uenf) também participa da organização.

O Ato em Campos dos Goytacazes segue a pauta de temas que tem motivado os protestos por todo o país, contra o desemprego e a fome, pelo auxílio emergencial de R$ 600, por vacinação contra a Covid-19, contra a reforma administrativa e as privatizações. A previsão é a de que o protesto comece com concentração na Praça São Salvador e se estenda com passeata pela Avenida Alberto Torres, até a Câmara de Vereadores.

“Vai ser um ato grande, um ato de massa, mas com todo o cuidado de manter o distanciamento. Haverá distribuição de máscaras PFF-2 e de frascos de álcool em gel. Estamos com uma expectativa muito boa. Temos uma militância que é mais consciente em relação aos cuidados coma pandemia e evita aglomerações, mas que também percebe que é necessário estar nas ruas para protestar contra este governo”, avalia Tezeu Bezerra.

Para Rafanele Alves Pereira, a população “vai ocupar as ruas para dizer não à política que tem aumentado as desigualdades e causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”. Ele lembra que “são mais de 19 milhões de pessoas com fome, quase 15 milhões de desempregados e mais de 34 milhões de brasileiros no trabalho informal”.

A presidente do Sepe, Odisséia Carvalho, também destaca as pautas de reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais e avalia que a adesão ao protesto será grande, em razão do momento crítico vivido pelo país. “Nossa expectativa é a de que teremos muito mais gente na rua. A situação dos desempregados e dos desalentados no nosso país é muito séria. Por isso queremos Fora, Bolsonaro e toda a sua equipe que nos mantém nesse caos absoluto em que estamos”, afirma.

Atividades culturais

Uma das responsáveis por articular atividades culturais para o protesto, a vice-presidente da Aduenf, Luciane Soares da Silva, destaca o papel da cultura na mobilização. Ela lembra que o setor tem sido muito atacado pelo governo Bolsonaro, e utilizar ações culturais é uma forma de manifestação pelas pautas gerais mas, também, um alerta sobre o que acontece com o próprio segmento cultural.

“Nesse momento de mobilização contra o governo Bolsonaro, a presença da cultura no ato é também uma forma de protesto. Porque a gente percebe a importância da cultura no Brasil e como ela foi uma das áreas mais atacadas desde o início por este governo. Não só ataque ao próprio ministério, mas posteriormente com todas as demonstrações muito explícitas de racismo, de desprezo pelos nordestinos, ironia, desqualificação da arte popular”, afirma Luciane, explicando que mobiliza artistas para fazerem apresentações envolvendo música, dança, entre outras expressões de valorização da cultura popular.

[Assessoria de Comunicação do Sindipetro Norte Fluminense]

Publicado em Movimentos Sociais

Petroleiros e petroleiras da Falcão Bauer têm assembleias a partir desta sexta, 23, para debater o Acordo Coletivo da categoria. Será apreciada a proposta de ACT feita pela empresa. Em caso de rejeição, os trabalhadores deliberarão sobre indicativo de deflagração de greve e estado de assembléia permanente.

Uma assembleia será por meio virtual, via aplicativo Zoom, nesta sexta, 23, às 18h15. É necessário fazer inscrição aqui. Nas plataformas, as assembleias acontecem de 24 a 28 de julho de 2021, com retorno das atas até às 12h próprio dia 28.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Setor Privado

FUP e Sindipetros NF e Duque de Caxias subsidiaram gás de cozinha para moradores de Bangu e Padre Miguel, que pagaram 50 reais pelo botijão, metade do preço cobrado na região. Foram distribuídos 350 botijões, na sétima ação este ano do movimento Petroleiro Solidário no Rio de Janeiro. GLP aumentou 6% na última terça e já acumula alta de 37,9% nas refinarias da Petrobrás desde janeiro

[Da assessoria de comunicação da FUP | Fotos: Daniela Decorso]

Em nova ação da campanha “Combustíveis a Preço Justo”, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias) ofertaram 350 botijões de gás de cozinha de 13 quilos a R$ 50 para moradores do conjunto habitacional Dom Jaime Câmara, entre Padre Miguel e Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O valor é metade dos cerca de R$ 100 que vêm sendo cobrado pelo produto em revendas da região.

A oferta de gás a preço justo é um alívio para o bolso dos consumidores, sobretudo para os mais pobres, que vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da Petrobrás. Na última terça-feira (6/7), a companhia aumentou em 6% o valor do gás de cozinha em suas refinarias – o sexto aumento somente em 2021. Com isso, o produto já acumula alta de 37,9% desde 1º de janeiro. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 3,7% de janeiro a junho, como divulgou nesta quinta (8/7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ou seja, o gás de cozinha nas refinarias já aumentou 10 vezes a inflação oficial do país.

Segundo o economista Cloviomar Cararine, da seção FUP do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o gás de botijão já acumula alta de 16,05% na revenda nos primeiros seis meses do ano, e de 24,25% em 12 meses. Enquanto isso, o IPCA atingiu 8,35% nos últimos 12 meses.

Além do benefício financeiro, a campanha “Combustíveis a Preço Justo” visa dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela Petrobrás desde outubro de 2016, que considera o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. Essa política impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina, mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens, num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação.

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, esteve na ação desta manhã e lembrou que os reajustes quase mensais promovidos pela gestão da Petrobrás nos preços do botijão de gás estão fazendo com que a população mais pobre não tenha como pagar pelo produto. E a pandemia de Covid-19 vem tornando a situação ainda mais desesperadora.



“Com desemprego recorde, sem trabalho por causa da pandemia e com um auxílio emergencial pífio, de 150 reais por mês, como alguém pode pagar 80, 100, até 130 reais em algumas regiões do país, por um botijão de gás? É cada vez mais difícil. Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esta semana um homem morreu em Goiânia após cozinhar com álcool, por não ter dinheiro para o gás. E o pior: esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui”, afima Bacelar.

Diretor do Sindipetro-NF, Alessandro Trindade, reforça que a ação desta quinta, assim como outras realizadas pela FUP e seus sindicatos em todo o país, é também uma forma de se solidarizar com a população nesta grave crise socioeconômica. Mas, infelizmente, essa solidariedade custou seu emprego: a gestão da Petrobrás demitiu Trindade por justa causa por ele levar doações para os refugiados da Ocupação 1º de Maio, em Itaguaí, região metropolitana do Rio. Cerca de 400 famílias ocuparam parte de um terreno da petroleira naquela cidade, e a reintegração de posse foi feita com violência pela Polícia Militar na semana passada. “Neste momento, a solidariedade é fundamental. A FUP e seus sindicatos entendem que, em meio à pandemia, são necessárias ações solidárias e contra a política implementada pelo governo Bolsonaro, que reduziu o auxílio emergencial para 150 reais, tornando inviável a comprar do gás de cozinha. Mal dá para comprar comida", destaca o petroleiro.

“Sou viúva, meu apartamento está caindo aos pedaços, quando chove molha tudo dentro. Sou cuidadora de idosos, tenho diploma, mas estou desempregada agora, tô passando uma fase muito ruim. Na minha família também tem muita gente desempregada, o pessoal tá vivendo de ‘bico’. Um ajuda o outro, mas é muito ruim. Estou há dois anos sem fazer um preventivo. O povo está às traças. Fui arrumar dinheiro emprestado para comprar o botijão, porque não tinha. Já é um alívio, ajuda bastante o gás a esse preço”, declarou Rosemari Carvalho da Silva, 65 anos, uma das beneficiadas pela ação solidária dos petroleiros.

“Moro com a minha avó, mas às vezes minha tia vai lá para casa com os filhos dela. O gás a esse preço, a 50 reais, vai nos ajudar muito, por aí o gás tá 90, 100. Bolsonaro falou que o gás ia ficar barato, e olha quanto tá custando hoje... Eu tô desempregada desde janeiro. Um emprego ia ajudar, mas minha carteira (de trabalho) só tem uma assinatura, e de um mês. Bolsonaro não tá dando emprego, o que eu vou fazer com um mês de carteira assinada? Tá tudo caro, os alimentos estão caros, o gás... com esses 50 reais que a gente economiza aqui já dá pra comprar outra coisa”, ressaltou Ingrid Cordeiro, 21 anos.

SOBRE AS AÇÕES DA CAMPANHA “COMBUSTÍVEL A PREÇO JUSTO”

O objetivo principal da campanha é conscientizar a população sobre como a política de preços adotada pela Petrobrás desde outubro de 2016, baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), afeta diretamente a vida de todos. A consequência do aumento dos combustíveis pode ser sentida em outros setores, como o de alimentos. E impacta diretamente toda a cadeia produtiva, pressionando a inflação.

Os preços justos de gasolina, diesel e gás de cozinha ofertados nas ações foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores. O que prova que o consumidor não precisa e não deve pagar essa conta.

A FUP e seus sindicatos alertam que, enquanto o PPI estiver no centro da política de reajustes da Petrobrás para os derivados do petróleo, os preços dos combustíveis vão subir com frequência para o consumidor final.

A forma de cálculo adotada no governo Temer, em outubro de 2016, faz com que os preços do mercado interno acompanhem as cotações do petróleo no mercado internacional, as oscilações do dólar e as importações de derivados. Este cenário deve piorar se a privatização das refinarias da Petrobrás se concretizar, fazendo disparar os preços já elevados dos derivados de petróleo.

A campanha “Combustível a Preço Justo” foi iniciada em fevereiro de 2020 em diversas cidades do país, durante a histórica greve dos petroleiros, que durou 20 dias – a maior desde 1995. Em 2021, A FUP e seus sindicatos já promoveram ações da campanha em 1º de fevereiro, em apoio à greve dos caminhoneiros, em março, em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e também em abril e maio.

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, enviou mensagem ao Sindipetro-NF, por meio de vídeo, celebrando a passagem dos 25 anos da entidade neste 2 de julho. “O Sindipetro-NF, ao longo desses 25 anos, fez muita luta e resistência que garantiu uma série de direitos históricos não apenas no Norte Fluminense, mas que ajudou a categoria petroleira de todo o Brasil a ter esses direitos”, destacou.

Bacelar lembrou ainda que toda essa experiência e capacidade de luta continuam a ser essenciais, especialmente na atual conjuntura do país. “Agora neste ano de 2021, quando o Sindipetro-NF completa seus 25 anos, nós ainda precisamos muito dessa capacidade de resistência dessa categoria, para garantirmos nossos direitos durante essa pandemia, direitos que estão sendo atacados pela gestão da Petrobrás”, afirmou.

Envie seu vídeo e celebre com o Sindipetro-NF

O Sindipetro-NF lança hoje, dia do aniversário de 25 anos da entidade, a campanha de vídeos “Nos conte sua história com o NF”. O objetivo é estimular petroleiros e petroleiras, assim como militantes sociais e demais pessoas que tiveram trajetórias que passam ou passaram pelo sindicato, a registrar uma mensagem.

O vídeo deve ter no máximo um minuto e ser enviado aqui. Os primeiros 60 participantes vão receber um brinde do Sindipetro-NF com alusão ao aniversário de 25 anos.

O sindicato iniciou nesta semana a celebração dos seus 25 anos com a edição do NF ao vivo dedicado ao tema — com as participações de dois dos ex-coordenadores gerais da entidade, José Maria Rangel e Antônio Carlos Rangel, e do diretor da CUT e também do NF, Vitor Carvalho, em conversa moderada pelo coordenador de Comunicação da entidade, Rafael Crespo.

Na edição desta semana do boletim Nascente, a passagem também foi lembrada por matéria que listou 25 momentos marcantes da história do sindicato, desde as primeiras reuniões de petroleiros e petroleiras da região, no sonho de ter um sindicato próprio, passando pela posse da diretoria em 2 de julho de 1996 e pelas diversas lutas e conquistas até os tempos atuais.

Também para marcar os 25 anos, a Rádio NF iniciou hoje a publicação de uma série de podcasts sobre a história da entidade. O primeiro episódio tem as participações dos três primeiros coordenadores gerais do Sindipetro-NF: Luiz Carlos Mendonça, Antônio Carlos Rangel e Fernando Carvalho.

Documentário e revista

Estão previstas ainda a edição de um documentário e a publicação de uma revista especial sobre os 25 anos do sindicato, registrando acontecimentos históricos da organização dos petroleiros e petroleiras da região, assim como os desafios mais recentes e depoimentos dos militantes e dirigentes que participaram dessa construção.

[Da Imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Movimentos Sociais

A Justiça reconheceu a falta de transparência da Petrobrás e determinou que a empresa suspenda, imediatamente, a cobrança do suposto saldo devedor que vem sendo descontados de forma abusiva e ilegal dos contracheques de milhares de petroleiros, tanto da ativa, como aposentados e pensionistas.

Além disso, a Justiça determinou que a empresa apresente, dentro do prazo de 30 dias extratos, que comprovem com devida transparência, quais cobranças estão sendo efetuadas.  Caso a decisão não seja cumprida, a empresa deverá pagar uma multa diária no valor de R$ 100,00 por cada beneficiário prejudicado.

A Petrobrás desde janeiro de 2021 vem cobrando suposto “saldo devedor”, sem, prestar a devida transparência aos usuários. No portal, só estão disponíveis os extratos de 2020 e não há no extrato e nem em nenhum local a discriminação do saldo devedor cobrado a cada mês.

Diante da falta de diálogo com a empresa, o Sindipetro-NF entrou com uma ação contra a Petrobrás, através da Dr. Jessica Caliman do escritório Normando Rodrigues, para buscar na justiça uma solução para os trabalhadores.

Confira aqui a liminar na integra

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF completa 25 anos nesta sexta-feira, tomando como referência a posse da primeira diretoria da entidade, em 2 de julho de 1996. O sindicato vai marcar a passagem com uma série de atividades e produtos de comunicação ao longo do segundo semestre. As primeiras acontecem nesta semana.

Ontem, os ex-coordenadores gerais da entidade, José Maria Rangel e Antônio Carlos Rangel, e o diretor da CUT Nacional e também diretor do NF, Vitor Carvalho, participaram do NF ao vivo que teve como tema o aniversário do sindicato e sua trajetória de mobilizações. A conversa foi moderada pelo coordenador de Comunicação do sindicato, Rafael Crespo. 

Para o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, mesmo com todo um cenário sombrio no país, no qual não cabe qualquer clima de festa, é preciso celebrar uma obra longa e importante como o sindicato, especialmente por se tratar justamente de uma organização que se propõe a lutar por dias melhores. Além disso, destaca, há o compromisso da entidade com a preservação da memória, que serve de alimento para as lutas do presente e do futuro.

Bezerra também destaca o orgulho de coordenar uma entidade combativa como o NF: “Tenho muito orgulho de ser coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, uma entidade reconhecida nacionalmente por ser um sindicato de luta e, consequentemente, de uma categoria de luta. E essas lutas geraram muitos frutos, muitos resultados, ao longo dos 25 anos de sua existência. Mesmo nesse momento difícil, e de luta também, quando o Brasil passa por uma catástrofe sanitária devido ao governo incompetente, a gente continua firme, de pé, defendendo os trabalhadores e a vida”.

Vídeos e podcast

Nesta sexta será divulgado, no site da entidade, o chamado e o regulamento para uma campanha de vídeos de até um minuto, que poderão ser enviados por filiados e filiadas, diretores, diretoras, militantes, todos aqueles e aquelas que de alguma forma se relacionam com o sindicato.

Também amanhã será publicado o primeiro episódio de uma série de podcasts da Rádio NF com o tema dos 25 anos do sindicato, ouvindo dirigentes sindicais e outros convidados para contar essa história e discutir as perspectivas do sindicalismo em um cenário de mudanças drásticas no mundo do trabalho.

Na edição desta semana, o boletim Nascente destaca 25 fatos ou momentos marcantes da história do sindicato. Como explicou o editorial desta edição, estes pontos não representam completamente toda uma luta que é diária, constante, mas ilustra uma panorâmica (veja quadro ao lado).

Documentário e revista

Estão previstas ainda a edição de um documentário e a publicação de uma revista especial sobre os 25 anos da entidade, registrando acontecimentos históricos da organização dos petroleiros e petroleiras da região, assim como os desafios mais recentes e depoimentos dos militantes e dirigentes que participaram dessa construção.

Relembre alguns momentos de uma construção permanente

1 – 1983 – Acontecem as primeiras reuniões de petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense com o objetivo de formar um sindicato próprio para a região.

2 – 1988 – Greve com fechamento de poços na Bacia de Campos reforça peso da região.

3 – 1992 – Primeira tentativa de realização de plebiscito sobre criação do NF, separando a base do Sindipetro-RJ.

4 – 1995 – Greve histórica de 1995 evita a privatização da Petrobrás.

5 – 1996 – Toma posse, em 2 de julho, a primeira diretoria do Sindipetro-NF.

6 – 1996 – Em novembro, é assinado o primeiro Acordo Coletivo pelo Sindipetro-NF.

7 – 1999 – Inaugurada sede do Sindipetro-NF em Campos dos Goytacazes, com presença de Lula.

8 – 2001 – Tragédia da P-36 muda o modo como petroleiros vêem o tema da segurança. O que já era preocupação se torna prioridade máxima na ação sindical.

9 – 2001 – Primeira greve por tempo determinado e com controle de produção.

10 – 2002 – Pela primeira vez, um operário sindicalista é eleito para a Presidência do Brasil. Governos Lula vão abrir novos campos de atuação sindical, com mais presença na definição de políticas públicas.

11 – 2002 – Sindicato inaugura novas instalações da sede de Macaé.

12 – 2004 – Sindipetro-NF conquista direito de integrar as comissões que apuram causas de acidentes.

13 – 2008 – Descoberto o pré-sal. Sindicato passa a atuar para que recursos sejam destinados ao povo brasileiro.

14 – 2010 – Publicado o Anexo II da NR-30, que teve grande participação do NF em sua elaboração, assim como na NR-37, de 2018.

15 – 2013 – Greve produziu grandes avanços no ACT, entre eles o Fundo Garantidor para os terceirizados.

16 – 2015 – Greve em momento crítico retoma autoestima da categoria, que passa a usar jalecos laranja em suas mobilizações.

17 – 2016 – Golpe contra presidenta Dilma abre período de aceleração de ataques aos direitos e desmonte do Estado.

18 – 2016 – Greve natalina, um presente para os pelegos, é convocada e depois suspensa, inaugurando novas estratégias de luta.

19 – 2016 – Diretores do NF e do Sindipetro Unificado SP são detidos pela polícia em protesto no Congresso Nacional contra a entrega do pré-sal.

20 – 2017 – Petrobrás anuncia venda de 74 plataformas, inclusive na Bacia de Campos, e acentua desmonte da empresa.

21 – 2017 – Lula visita Campos dos Goytacazes durante Caravana pelo Brasil.

22 – 2018 – NF sofre censura em ação truculenta do TRE-RJ, que apreendeu na sede de Macaé exemplares do jornal Brasil de Fato e do boletim Nascente.

23 – 2020 – Grande greve de fevereiro. Movimento muito forte chegou a ter ocupação de sala no Edise.

24 – 2020 – Início, em março, da pandemia da Covid-19. Sindicato muda toda a sua forma de atuação, fecha sedes, realiza assembleias, setoriais e congressos online, e passa a priorizar a cobrança da adoção, pela Petrobrás, de ações eficazes de prevenção.

25 – 2021 – Pandemia se agrava. Petrobrás continua a se comportar de modo negacionista, como o governo federal, e não adota protocolos do NF-MPT-Fiocruz. Sindicato amplia ações de cobrança e de mobilização, com a Greve pela Vida. Entidade também joga peso na participação nos protestos Fora Bolsonaro. Luta continua.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O Sindipetro-NF formalizou uma denúncia junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) com relação a conduta de uma médica da Petrobrás.

A denúncia foi feita com base nas informações apresentadas por trabalhadores, que afirmam que a médica estaria prescrevendo medicamentos sem qualquer comprovação de eficácia no combate ao coronavírus.

Tal conduta, principalmente na atual conjuntura, demonstra a irresponsabilidade da gestão da Petrobrás durante o período de pandemia. Além disso, é importante lembrar que a prescrição de medicamentos desnecessários é vedado ao médico pelo Código de Ética Médica.

O Sindipetro-NF seguirá acompanhando o caso e reforça a importância dos trabalhadores denunciarem qualquer tipo de atitude que vá contra a saúde do trabalhador. As denúncias podem ser enviadas para os e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que a entidade possa agir na proteção dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A diretoria do Sindipetro-NF chama todos os trabalhadores da baker hughes, sindicalizados ou não, para participarem nesta terça-feira, 15, a partir das 19h do seminário de greve. O seminário será online, pela plataforma ZOOM.

Todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, podem participar através, realizando sua inscrição clicando aqui.

É importante salientar que devido à morosidade da empresa em apresentar nova proposta que atenda os anseios da categoria, é fundamental nos prepararmos para greve. O seminário não é uma atividade apenas para direção do sindicato. Quem está contra a proposta da empresa precisa participar.

“O seminário é uma oportunidade para conversamos sobre o andamento das negociações da campanha salarial e quais os próximos passos. Além disso, é o momento de tirar dúvidas, discutir a conjuntura do país e pensar a melhor forma de fortalecer o movimento para a greve. Por isso é imprescindível a participação em massa da categoria, para que possamos juntos produzir um bom acumulo de ideias e propostas para nosso movimento”, declarou o diretor Eider Siqueira.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado